Você se lembra do meu post sobre Zakynthos, a fantástica ilha grega e sua bela e azul Navagio Beach? Pois bem, se você for para Zakynthos, indico fortemente que visite sua vizinha Cefalônia (ou Kefalonia), pela proximidade (cerca de 1 hora de distância) e beleza.

Praia de Pesada

Praia de Pesada

Lourdas Beach

A Kefalonia é a maior das ilhas jônicas (eu expliquei as diferenças entre as ilhas jônicas, as cíclades e outras no meu post de Zakynthos). Retomando rapidamente, as jônicas são as ilhas de águas azuizíssimas! As cíclades são as de “mar escuro” (decorrente de areia vulcânica) e casinhas brancas com telhados azuis. Relembre o mapa que postei do mar grego e localize a Kefalonia.

Clique para abrir maior. Mapa das ilhas gregas. Fonte: http://www.greekisland.co.uk/greeks/greek-maps.htm

Lourdas Beach

Lourdas Beach

Como chegar

Se for de avião:

Existem algumas cidades da Europa que oferecem voos diretos para Kefalonia. Mas de Atenas com certeza tem. Portanto, consulte os sites da Aegean Air, da Olympic Air, da EasyJet e da Ryanair. Eu somente voltei da Kefalonia para Atenas com a Aegean, os preços estavam muito bons e é apenas 1 hora de voo.

Os deliciosos Giant Beans

Se for de ônibus (ou carro alugado) + ferry boat:

Em Atenas você pode pegar um ônibus no terminal KTEL (Rua Kifissou, 100). Esses são os preços e horários que ligam a capital do país a Kefalonia e Zakynthos. São 3,5 horas de viagem.

Melissani Cave

Melissani Cave

Melissani Cave

Na verdade, de ônibus (ou carro), você primeiro precisa ir até Kilini (ou Kyllini). Esse é o ponto no continente onde você pegará o ferry boat, e daí pode ser ou para Zakynthos ou para Kefalonia. A Kefalonian Lines e a Levante Ferries são as empresas de ferry boat que fazem o trajeto de Kilini a Kefalonia (ou Zakynthos) e vice-versa. Nos sites você pode ver os preços atualizados, bem como os horários. O percurso é de 1 hora. (Note que há um preço para quem atravessa a pé e outro para quem vai atravessar com um carro.) Consulte também o Ionian Group e o Direct Ferries.

Antisamos Beach

Antisamos Beach

Antisamos Beach

No verão, há também 2 horários por dia para fazer o trecho de ferry entre Zakynthos e Kefalonia, porém, como são poucos horários e o ferry não sai do centrinho principal de Zakynthos, mas sim de um lugar mais distante (Agios Nikolaos), achei que seria mais trabalhoso, no meu caso, ir de uma ilha à outra dessa forma, e preferi, assim, sair de Zakynthos, ir a Kilini e de Kilini a Kefalonia. Porém, se você tiver alugado um carro em Atenas e for atravessar para as ilhas no ferry com esse carro, imagino que será mais fácil circular pela ilha e escolher sua logística perfeita. Eu comprei na hora o ferry e foi bem tranquilo conseguir passagem.

Lake Karavomilos

A capital da ilha é Argostoli, mas a ilha toda tem várias cidades e vilarejos. Lá tem um centro maior, com uma espécie de calçadão com lojas. Em comparação com Zakynthos, achei Kefalonia mais povoada e com cidades mais desenvolvidas.

Eu fiquei apenas 2 dias nessa ilha, mas é possível fazer diversos roteiros diferenciados. A Kefalonia tem mais de 30 praias, e não é fácil escolher quais visitar!

Uma das estradas da ilha

Agia Efimia

Agia Efimia

Quando desembarquei do ferry de Kilini no porto de Poros, na Kefalonia, já estava “escolada”: você se lembra que passei o maior perrengue por não saber que o transporte público em Zakynthos era inexistente e precisei alugar um carro de última hora? Pois bem, desci do ferry na Kefalonia já preparada para fazer o mesmo!

Agia Efimia

Agia Efimia

Indo para Myrtos Beach, vejam como a ilha é bem sinalizada

Ao desembarcar, percebi que rapidamente cada passageiro se ajeitou dentro do carro de quem foi buscá-los, alguns foram de táxi e só eu sobrei. Perguntei sobre ônibus, mas não tinha realmente. Depois, pelo que pesquisei, parece que até tem um serviço de ônibus nessa ilha, mas é extremamente escasso (coisa de 1 por dia para cada localidade), e rodando bastante pela ilha, não cruzei em momento algum com qualquer tipo de transporte público. Portanto, alugue um carro, que será a melhor forma de conhecer a Kefalonia.

Mirante da Myrtos Beach na estrada

Myrtos Beach vista de cima

Myrtos Beach vista da estrada

Eu rapidamente me ajeitei, pedi um táxi numa lanchonete, que me deixou no vilarejo Skala, com várias locadoras de carros e resolvi meu problema. Skala, assim como os outros vilarejos da Kefalonia, é cheio de charme, com vários restaurantes e pequenas lojas e pousadas. As praias mais próximas dessas pequenas cidades são mais “urbanas”. Elas tem o mar muito azul, mas já há estrutura de cadeiras de praia e restaurantes. Me hospedei na região de Mousáta, não muito longe da capital Argostoli, mas estando de carro daria para se hospedar em qualquer parte da ilha.

Myrtos Beach vista da estrada

Myrtos Beach: praia mais incrível da Kefalonia

Myrtos Beach: praia mais incrível da Kefalonia

Minhas primeiras paradas foram as praias de Pesada e Lourdas, já lindíssimas!

Após almoçar os ótimos Giant Beans num restaurante local, segui para um dos lugares mais esperados da ilha para mim: a Melissani Cave. Veja no mapa abaixo, estava hospedada próximo a Pesada e Lourdas, e cruzei pela rodovia central da ilha para o vilarejo de Sami.

Clique para abrir maior. Mapa da Kefalonia. Fonte: http://kefaloniaway.com/en/kefalonia-map-with-beaches/

Myrtos Beach: impossível não se admirar!

Myrtos Beach

A Melissani Cave é uma caverna que esconde um belíssimo e azul lago. Um terremoto em 1951 fez o teto dessa caverna desabar. Paga-se 7 euros para entrar, o que inclui uma voltinha de barco pelo lago. O passeio dura cerca de 20 minutos, mas é bem bonito. O lago entre os paredões de 36 metros de altura tem 20 a 30 metros de profundidade. Para ver as águas num tom mais turquesa, tente ir entre 12h e 14h, quando o sol entra pela abertura superior da caverna. Próximo à Melissani Cave existe a Caverna Drogarati, que seria mais no estilo “comum” de cavernas, mas não visitei.

Myrtos Beach

Myrtos Beach: admirando…

Tentativa da foto anterior, que foi feita com temporizador da câmera

Saindo desse passeio, segui para a bela praia de Antisamos. Como várias praias da Grécia, essa é composta por pedrinhas brancas no lugar de areia. Antisamos tem certa estrutura, há estacionamento e um restaurante que fornece cadeiras de praia, além de alguns bares. Para acessar a praia, você desce por uma espécie de baía, de onde avista a praia do alto.

Na volta fiz uma parada no lago Karavomilos, próximo novamente à Melissani Cave, e, em seguida, em Agia Efimia, outra cidadezinha bastante charmosa.

Praia no caminho de Petani Beach

Petani Beach

Petani Beach

Depois fui para outro lugar dos mais esperados: a icônica Myrtos Beach, uma das praias mais lindas da Grécia! Do caminho há belíssimos mirantes para a praia, o que comprovava a beleza dessa praia. Myrtos Beach é o cartão-postal da Kefalonia, uma daquelas praias turquesa que enche os olhos! Lá tinha alguns bares e cadeiras de praia caso precise. Fiquei hipnotizada pelo mar dessa praia!

Petani Beach

Petani Beach

Estradinha de Kefalonia

Eu meu outro dia fui para uma praia mais afastada, a Petani Beach. No caminho vi algumas praias lindas que não estavam nos planos, e tive vontade de parar, mas uma delas tinha que descer por uma estradinha ruim, não asfaltada, e como estava totalmente deserto (sem ninguém para me ajudar se desse algum problema) fiquei com medo e desisti.

Aproveitando, o asfalto das estradas em Kefalonia é ótimo. Porém, no geral, as rotas ficam no alto, e assim você pode sempre ter mirantes magníficos das praias. Mas isso significa também que essas estradas ficam em encostas, em sua maioria estreitas e cheias de curvas. Portanto, tome cuidado ao dirigir pela ilha.

Mouda Beach, próxima do vilarejo Skala

Estradinha na Kefalonia: cuidado!

A praia de Petani era tão linda quanto todas as outras maravilhosas da ilha! Depois voltei para almoçar em Skala e aproveitei a praia por lá. Repeti das praias perto de minha hospedagem e fui para o aeroporto seguir para o próximo destino.

Mouda Beach, próxima do vilarejo Skala

Mouda Beach, próxima do vilarejo Skala

Visitei o principal da ilha, mas gostaria de ter visitado outras praias que não fui, como a região de Assos (com seu vilarejo e seu castelo), Foki Beach (próxima a Fiskardo), Vouti Beach, dentre muitas outras. Se você abre um mapa da Kefalonia no Google e começa a dar zoom para ver os nomes das praias e procurar foto de todas elas, vai sempre descobrir uma mais maravilhosa que a outra.

Portanto, Kefalonia é aquele lugar paradisíaco que sempre terá praias para conhecer, e também aquelas joias para retornar!

Muitas pessoas me pedem roteiros em Santiago e no Chile em geral, por isso finalmente resolvi escrever este relato com dicas dessa bela capital e seus arredores.

O Chile é um dos países mais diversos para o turismo, pois apresenta história e arquitetura, neve e possibilidade de esquiar, vulcões para todos os gostos, lagos incríveis, desertos de sal, praias, vinícolas de dar água na boca, trilhas com paisagens fascinantes, águas termais para se banhar, ilhas misteriosas… nossa, há tantas possibilidades nesse país que não dá nem para listar!

Eu já fui umas 5 vezes para o Chile e ainda quero voltar muito mais vezes para conhecer tantas coisas que faltaram!

Sobrevoando a cordilheira no verão (a foto que abre o post é no inverno)

E quando eu vou, Sabrina? Depende…

– Para Santiago: qualquer época é boa.

– Para ver neve e/ou esquiar (montanhas dos arredores de Santiago, Chillán etc.): a melhor época é de meados de junho a setembro mais ou menos. Cada ano é diferente, mas julho/agosto é mais garantido.

– Para Torres del Paine, Pucón e outros destinos de trilha, e também para praias, ilhas (como a Ilha de Páscoa) e região do Atacama, prefira o verão. O Atacama também pode ser visitado no inverno, mas saiba que pode pegar até mesmo temperaturas negativas.

Centro de Santiago

Santiago, caminhando pela avenida principal

Porém, independente do roteiro que for fazer, é provável que passe por Santiago, mesmo que para um stopover (quando você fica um ou mais dias no local de sua conexão de voo, o que você pode programar ao comprar a passagem, usando a opção multidestinos). Aliás, falando em voo, fique atento às janelas do avião quando o piloto anunciar que passarão por cima da cordilheira, é um UAU atrás do outro!

Parque Metropolitano

Parque Metropolitano

Ao desembarcar no aeroporto, você terá algumas opções para seguir até a cidade. A mais econômica é pegar um ônibus. A Turbus faz o trajeto para alguns terminais de Santiago a cada 10 minutos das 05h00 às 00h00 e a cada 30 minutos das 00h30 às 04h30. Veja no site os preços e as paradas. Já a Centropuerto opera das 06h00 às 23h30, também com saídas a cada 10 minutos. Você pode casar, por exemplo, algum desses ônibus com um metrô da cidade (veja aqui o horário de funcionamento das linhas de metrô e um mapa da rede).

Cerro San Cristóbal

Cerro San Cristóbal

Porém, caso chegue muito tarde talvez prefira pegar um transfer, que te deixará direto na sua hospedagem. Assim que desembarcar, verá os guichês das empresas de transfer, como a TransVip, a Delfos, a Transfer Santiago e outras, custando uma média de 50 a 60 reais.

Além dessas opções, há táxi e uber.

Vista do Cerro San Cristóbal

Cerro Santa Lucía

Passeios na cidade

Estando em Santiago, muitas pessoas primeiro visitam a parte histórica. Um dos atrativos é o Palácio de la Moneda e seu centro cultural. Você pode fazer uma visita guiada gratuita agendando pelo site (ou pelo e-mail [email protected]). A cada dois dias você pode assistir a cerimônia de troca de guarda às 10h (dias ímpares no inverno e pares no verão). Outro local popular é a Plaza das Armas e sua famosa Catedral Metropolitana de Santiago, bem como o Museu Histórico Nacional, o Museu de Arte Precolombino e o Edifício dos Correios. Veja nos sites dos museus os dias de abertura, pois alguns fecham às segundas ou domingos.

Cerro Santa Lucía

Cerro Santa Lucía

Muitas pessoas aproveitam que estão no centro e já trocam dinheiro nas casas de câmbio que são ditas ter a melhor cotação, na Rua Agustinas.

Outro local comum de visitação é o Mercado Central, embora eu particularmente ache turístico demais.

Informe-se em sua hospedagem, mas há alguns tours guiados gratuitos pelo centro de Santiago, como o Free Tour Santiago e o Spicy Tour.

Cerro Santa Lucía

O meu passeio preferido em Santiago é o Cerro Santa Lucía. Ele é um tipo de parque vertical, parecido com um castelo, onde você vai subindo pelas escadarias e, de lá de cima, há uma linda vista da cidade. Além disso, em dias limpos, avista-se a cordilheira. O Cerro Santa Lucía fica na estação Santa Lucía de metrô. Aliás, a maioria dos pontos turísticos da cidade é acessível pelo metrô (portanto, seria interessante se hospedar perto de alguma estação também).

Cerro Santa Lucía

Outro lugar interessante para se ver a vista de um ponto mais alto é o Cerro San Cristóbal (metrô Baquedano), no Parque Metropolitano de Santiago. No topo há o Santuário Imaculada da Conceição. A subida é feita de trem funicular, o que pode ser divertido. Veja no site do parque os preços e horários do funicular, e também de um teleférico nesse mesmo parque. Se você não quiser gastar com o funicular, é possível subir de graça a pé.

Nessa região do Cerro San Cristóbal está uma das casas-museu do poeta Pablo Neruda, a La Chascona. Aqui estão as informações para visitar. As outras casas são a La Sebastiana, em Valparaíso, e Isla Negra, em El Quisco. Veja preços e horários das 3 casas aqui.

Ainda falando em mirantes, um dos construídos mais recentemente é o Sky Costanera. Ele é o mirante mais alto da América Latina, com 300 metros de altura! Veja no site os valores e horários de visitação.

Cerro Santa Lucía

Além disso tudo, Santiago tem muitos parques, feiras de artesanato e bairros agradáveis para se caminhar, como Lastarria, Providencia e Las Condes, por exemplo. O Parque Bicentenário e o Parque de Las Esculturas são alguns dos locais mais agradáveis para passear. Além disso, há outros museus, como o Museu Nacional de Bellas Artes e o Museu da Memória e dos Direitos Humanos. Quem gosta de compras pode aproveitar e conhecer o shopping Parque Arauco, com ótimas lojas de departamento e com a excelente Doite para equipamentos de trilha e camping.

Para esse roteiro todo até aqui, você precisa de 2 dias, mas se quiser, pode selecionar o que visitará e fazer em 1 dia.

Vista do Cerro Santa Lucía

E as vinícolas?

Outra coisa bem interessante de se fazer para aproveitar Santiago é visitar as vinícolas próximas. Sou suspeita para falar, aaaamo os vinhos chilenos! Além disso, as paisagens de vinícolas sempre são muito bonitas.

A vinícola mais famosa é a Concha y Toro. Para conhecer, você precisa agendar sua visita pelo site (só será cobrado no local). No site também há indicações de como chegar de metrô até a vinícola. Programe-se para chegar a tempo, saia com 1,5 h de antecedência. Separe meio período do dia para essa visita. Apesar de bem turística, gostei muito do tour, com direito a efeitos especiais sobre o Casillero del Diablo.

Vinícola Concha y Toro

Vinícola Concha y Toro

Essa região é conhecida como Vale del Maipo, e você pode visitar também a vinícola Cousiño Macul. Se quiser visitar essas duas vinícolas, separe um dia todo, reservando uma para a parte da manhã e outra para depois do almoço.

Há outras vinícolas nessa região, porém de mais difícil acesso, como a Undurraga, a Santa Carolina, a Santa Rita, a Aquitania, e outras.

Vinícola Concha y Toro

Vinícola Concha y Toro

Outra região de vinícolas é o Vale de Casablanca, a 80 km de Santiago. Há várias outras vinícolas, como a Casas del Bosque, a Emiliana a Matetic e a Viña Indómita. Se estiver de transporte público, é possível pegar um ônibus para Casablanca, e de lá pegar táxi para as vinícolas que escolher.

Vinícola Concha y Toro

Vinícola Concha y Toro

Vinícola Concha y Toro: hora da degustação!

Se você for hiper fã mesmo de vinhos pode, ainda, conhecer a região do Vale de Colchagua, em Santa Cruz, a 200 km de Santiago. Há várias outras vinícolas lá, como a Casa Silva, a Viu Manent, a Montgras, a Organica François Lurton, e outras.

Para qualquer vinícola que escolha, sempre entre no site para verificar horários, dias de funcionamento e se é necessário agendamento.

Vinícola Concha y Toro: degustando

Vinícola Concha y Toro: o Casillero del Diablo

Vinícola Concha y Toro: mais degustação

As praias

Muitas pessoas que visitam Santiago aproveitam para fazer um bate-volta para Valparaíso e Viña del Mar (divididas por apenas 10 km). Essas cidades ficam a 140 km de Santiago, e há muitas empresas de ônibus que fazem o trecho (como a Turbus, por exemplo), porém, você pode comprar a passagem assim que chegar em Santiago. Algumas pessoas fazem esse passeio com agência, mas eu particularmente acho que por conta é sempre melhor, para ter liberdade de escolher onde ir e quanto tempo ficar. Entre as duas cidades existe o Merval, um metrô de superfície.

Viña del Mar: castelo Wulff

Em Valparaíso você pode visitar a casa de Pablo Neruda La Sebastiana, como mencionei anteriormente. Outro ponto interessante é o Cerro Alegre, que possui casas tombadas pela Unesco, e é possível chegar de funicular. Em Viña del Mar, há o famoso relógio de flores. Você pode caminhar pela orla, o que é bem agradável, e visitar o Cassino, o Castelo Wulff e o museu Fonck. Se você for visitar as duas cidades, pode comprar a passagem de ônibus por uma e a volta pela outra.

Viña del Mar

Viña del Mar

Viña del Mar

Algumas pessoas dormem nessas cidades e aproveitam para conhecer Isla Negra, onde está a terceira casa de Pablo Neruda. Há ônibus tanto de Valparaíso (83 km) quanto de Santiago (110 km).

Viña del Mar

Valparaíso: La Sebastiana

Valparaíso

Mas e a neve?

Se você está em Santiago no inverno certamente quer ver neve! As montanhas nevadas ao redor de Santiago são incríveis! As estações de esqui (Valle Nevado, Farellones, El Colorado e La Parva) ficam a cerca de 90 minutos da cidade. Verifique nos sites os horários, valores e atrações que estão funcionando devido à quantidade de neve do dia. Como eu queria explorar bem esse tipo de passeio deixei 2 dias para isso.

Não recomendo que vá de carro alugado, pois é necessário ter experiência com correntes de gelo nos pneus, e a serra parece ser perigosa. A melhor opção é contratar uma agência para te levar. Uma das melhores é a Ski Total. Além disso, há também a TurisTour, a Snowtours e a Turistik. As agências também costumam incluir o valor de entrada nas estações de esqui. Todas as agências passam em locais que alugam roupa impermeável e quente o suficiente para neve. Se você contratar uma aula de esqui ou snowboard, precisará alugar essas roupas. Caso você vá só fazer tubbing e brincar na neve, é possível se virar com roupas de frio em camadas, gorros, luvas e cachecóis.

No caminho para o Valle Nevado

Valle Nevado: meu primeiro contato com neve

No hotel do Valle Nevado

Eu fiz um dia de passeio pelo Valle Nevado e La Parva (incluindo parada para tubing) e um dia de passeio em Farellones e aula de esqui em El Colorado. Também dá para fazer aula de snowboard. Há muitas atividades nesses centros de esqui, como teleféricos e gôndolas, e várias maneiras de escorregar na neve, é tudo muito divertido! Veja nos sites do Valle Nevado e Farellones quais atividades estarão funcionando e os valores.

Valle Nevado: encantada com neve pela primeira vez!

Valle Nevado

Nas estações de esqui

Algumas pessoas pegam um tour para a estação de esqui Portillo, mas fica a 3h de Santiago.

Esse é divertidíssimo!

Farellones

El Colorado: pista de esqui dos iniciantes

Um bate-volta alternativo

Um bate-volta que tem se tornado bem popular ultimamente é passar um dia na região de Cajón del Maipo, a 1h30 de Santiago. Lá tem muita coisa para se fazer e, para ser sincera, se você só tem 1 dia mesmo vale a pena o bate-volta. Mas depois que conheci, morro de vontade de ir e ficar mais dias. No caminho, a principal cidade é San José del Maipo. Próximo a essa cidade há um outro centro de esqui, o Lagunillas.

El Colorado: na pista de esqui fazendo aulinha

El Colorado: teleférico

El Colorado: pessoal expert esquiando

A maior atração é a represa Embalse el Yeso, responsável por grande parte do abastecimento de água de Santiago (visite mais ou menos de outubro a abril, no inverno as estradas ficam fechadas). Ao se aproximar do local, primeiro você passará pelas Las Cascaras, uma espécie de casa onde os construtores da represa moraram no período da construção, que durou 10 anos.

El Colorado: eles são fera!

El Colorado: UAU!

El Colorado: cada um vai como pode rs

Chegando em Embalse el Yeso, você verá lindas montanhas, geralmente com neve no topo, dependendo da época que for, e uma azulzíssima (e geladíssima) represa. Na verdade, misturam-se tons de azul e de verde. A paisagem muda muito dependendo da época. É possível caminhar em volta da represa, indo até uma espécie de praia. Muitas pessoas que vivem em Santiago frequentam o local para acampar e fazer piqueniques, pescar e admirar a bela paisagem. Lá não tem estrutura nenhuma, então leve água e lanchinho.

Caminho para Embalse el Yeso

Caminho para Embalse el Yeso

No auge do verão poderia até ser possível ir de carro alugado, mas a estrada é um tanto difícil, cheia de pedregulhos, curvas perigosas e sem placas, então não recomendo. Por isso, a maioria das pessoas contrata agência para levar. Eu fui com a Viagem Certa (Facebook e site) e recomendo! Os valores são para dividir pelo grupo, mas a agência pode encaixar quem está sozinho ou em pouca gente com outras pessoas se quiser. Outra agência bem recomendada é a Indo pro Chile.

De lá, é possível visitar as Termas del Plomo, a 40 minutos de distância de Embalse. As águas termais das Termas del Plomo são provenientes do vulcão San José.

Caminho para Embalse el Yeso: Las Cascaras, as casas onde os construtores da represa moraram

Caminho para Embalse el Yeso: Las Cascaras, as casas onde os construtores da represa moraram

Outros locais de águas termais famosos na região são o Baños Morales e o Baños Colinas. Em Baños Morales é possível ir de ônibus. Já o Monumento Natural El Morado é um local ótimo para quem gosta de trilhas. No verão, é possível fazer rafting com agências de San José del Maipo.

Finalmente Embalse el Yeso

Embalse el Yeso: água gelaaaada

Embalse el Yeso: praia ao fundo

Em 1 dia você consegue, saindo bem cedo de Santiago e voltando no início da noite, visitar Embalse el Yeso + algum local de termas.

Então, vendo tudo isso, apesar de eu ter feito um bate-volta só para Embalse el Yeso, quero muito voltar para a região e, talvez, dormir em San José del Maipo, para ir nas termas, fazer trilhas nas montanhas e ver, por que não, Embalse com neve.

Embalse el Yeso: reflexos perfeitos

Embalse el Yeso: praia lá no fundo

Embalse el Yeso: cavalos selvagens

Resumão do básico (a seu gosto)

– 1 dia na cidade de Santiago (se quiser fazer mais coisas, 2 dias)

– ½ ou 1 dia nas vinícolas (se for visitar mais vinícolas ou as que estão mais distantes de Santiago, mais dias)

– 1 dia em Valparaíso e Viña del Mar (se for para Isla Negra, mais 1 dia)

– 1 dia em Cajón del Maipo (se não for inverno) (se quiser explorar mais a região, 2 dias)

– 1 dia para ver neve nas estações de esqui (se for inverno) (ou 2 se você quer visitar mais de uma estação de esqui e brincar mais na neve)

Embalse el Yeso: to admirada com o lugar!

Embalse el Yeso: no inverno as montanhas ficam branquinhas, a paisagem muda totalmente!

Embalse el Yeso: sol a pino

Este é um relato básico do que há mais perto da capital Santiago, e você pode encaixar várias visitas a cidade de passagem para outros destinos no Chile, país tão apaixonante e tão diverso!

O Parque Estadual dos Três Picos é um prato cheio para quem gosta de trilhas, além de ser um paraíso para escaladores. As mais conhecidas dentre as espetaculares montanhas do parque são os Três Picos, Capacete, Morro dos Cabritos e Pedra D’Anta, bem como as peculiares formações Dois Bicos e Caixa de Fósforos.

Entrando no Parque Estadual dos Três Picos

Estradinha para ir a pé até o camping dentro do parque

Criado em 2002, o Parque Estadual dos Três Picos é o maior do Rio do Janeiro, com 65 mil hectares, abrangendo os municípios de Teresópolis, Nova Friburgo, Cachoeiras de Macacu, Guapimirim e Silva Jardim. Ele forma um contínuo com o Parque Nacional da Serra dos Órgãos e é importantíssimo para a rica fauna e flora da região.

Estradinha para ir a pé até o camping dentro do parque

Camping Vale dos Deuses

Neste relato vou falar sobre um roteiro de 2 dias que fiz no núcleo Salinas, que é o que abriga os famosos Três Picos: Pico Maior, Pico Médio e Pico Menor. O Pico Maior é o ponto culminante da Serra do Mar, com 2.316 metros de altitude (com acesso somente por escalada). Para algumas trilhas da região, é melhor contratar um guia, como os Picos Médio e Menor, considerados de nível pesado (e para ir de um ao outro, é necessário corda). Porém, as trilhas que fiz são autoguiadas, havia placas nas bifurcações e quem tem um mínimo de experiência com trilhas pode seguir as indicações.

O parque está situado a cerca de 60 km de Teresópolis e a 150 km do Rio de Janeiro.

Camping Vale dos Deuses

Camping Vale dos Deuses: o visual de lá já é lindo!

Se você for de carro: Seguindo pela RJ-130 (Terê-Fri), passe por Bonsucesso e Vieira. Próximo ao km 46 (Posto de Gasolina Novo Tempo), antes do Mercado do Produtor Rural, vire à direita e siga placas para Salinas, São Lourenço e Barracão dos Mendes, e depois para Pesagro Rio e Ibelga. Após o Posto dos Amigos vire à esquerda, e depois de 4,3 km de estrada de terra chegará ao povoado mais próximo dos Três Picos. A estrada vai piorando, mas os principais abrigos de montanha estão nessa região, e caso você vá acampar no parque, pode deixar o carro num deles, próximo à entrada do parque já, e seguir a pé.

Camping Vale dos Deuses

Trilha para Cabeça do Dragão

Se você for de ônibus: a Viação Útil leva até Petrópolis. Depois, pegue ônibus com a Viação Teresópolis até Teresópolis e Nova Friburgo. No Mercado do Produtor Rural, na Rodovia RJ-130 (ou no terminal de integração de Nova Friburgo) você deve pegar a Linha Circular Urbana 505 (São Lourenço) até o bairro rural de Santa Cruz. Desse ponto precisará caminhar 4 km.

Trilha para Cabeça do Dragão

Trilha para Cabeça do Dragão: visual incrível!

A melhor época para se visitar é de maio a setembro, quando tecnicamente não chove. Isso porque nenhuma trilha em montanha é segura caso chova, as pedras ficam escorregadias e é bem perigoso. Portanto, sempre cheque a previsão do tempo antes de ir.

Eu visitei o Parque Estadual dos Três Picos com uma agência de ecoturismo do Rio de Janeiro, a Adrenalina. Já os conhecia e, como sempre, fui muito bem atendida, eles são excelentes!

Cabeça do Dragão: rende fotos espetaculares

Trilha para a Cabeça do Dragão: subida final

Acampei dentro do parque, no Camping Vale dos Deuses. Esse camping é gratuito, assim como a entrada no parque. A vantagem de ficar nesse camping é que já está ao lado de onde se iniciam as trilhas. Chegamos ao local de estacionamento do veículo mais de 23h, e a caminhada até o camping durou 1,5 hora de subida não muito íngreme em estrada de terra. O Camping Vale dos Deuses tem uma simples e boa estrutura: conta com uma espécie de cozinha (estilo fogão a lenha, você precisa recolher galhos secos no mato para utilizar), com pia e torneira, chuveiros frios e sanitário.

Cabeça do Dragão: tô no topo

Cabeça do Dragão: tô no topo

Se você não quiser acampar, há vários refúgios de montanha próximos (apesar de você precisar caminhar até o camping para iniciar as trilhas), como, por exemplo:

– Abrigo República Três Picos ([email protected]).

Refúgio Três Picos.

Refúgio das Águas (22) 2543-3504.

– Refúgio Pico Maior ((22) 2543-3512).

Refúgio Canto da Pedra.

Pousada dos Paula.

Recanto dos Ventos.

Refúgio Kinderdorf.

Cabeça do Dragão: admirando a vista lá de cima

Trilha para a Cabeça do Dragão: descendo

Lá no camping muitas vezes pode ser bem frio, então prepare-se com um bom saco de dormir e, se preciso, uma boa segunda pele, fleece e corta-vento. E não se esqueça de sua lanterna!

No primeiro dia acordamos, recolhemos galhos secos para acender o fogão e fizemos um bom café no melhor estilo camping. Lá do camping já é possível ver algumas das belas montanhas do parque.

Curtindo a noite no camping

Trilha para a Caixa de Fósforo

Saímos para a trilha do dia, o pico Cabeça de Dragão, com 2082 metros de altitude. Saindo do camping Vale dos Deuses, a entrada da trilha fica à direita e é sinalizada com uma placa. Ela tem 4,17 km de ida e seria de nível fácil para médio. No trecho inicial, mais arborizado, há algumas subidas, mas nada íngreme demais. Depois a vegetação se abre, já na parte alta, mostrando o incrível visual das montanhas da região. Prepare a câmera, que o meio para o final já rende excelentes fotos! O finalzinho é um tanto mais íngreme, mas nada tão intenso, é um pequeno trecho. Chegando lá em cima você verá que o esforço valeu a pena, que vista incrível!

Trilha para a Caixa de Fósforo: início

Trilha para a Caixa de Fósforo: tem placa na bifurcação

Depois voltamos para o camping para preparar nosso almojanta. Para essa trilha não é necessário madrugar, em meio período do dia dá para fazê-la tranquilamente. O pessoal acendeu uma fogueira que pode ser feita numa área delimitada para isso, descansamos e curtimos esse clima de montanha e camping!

Trilha para a Caixa de Fósforo: corrente para o trecho final

Trilha para a Caixa de Fósforo: lindo visual dos 3 Picos e Capacete

No dia seguinte fizemos nossa segunda trilha do fim de semana: a Caixa de Fósforo, com 1803 metros de altitude. Essa trilha tem 5,4 km de ida e é considerada de nível leve para médio. Ela começa do lado esquerdo do camping Vale dos Deuses, também sinalizada com placa. A primeira parte é quase plana, depois há uma entrada à esquerda (com placa), onde inicia-se uma subida, inclusive com uma parte mais inclinada com uma corrente para auxiliar. Depois dessa parte já se chega em uma grande pedra com a vista dos belos Três Picos e a Pedra do Capacete.

Trilha para a Caixa de Fósforo: lindo visual dos 3 Picos e Capacete

Vista do lado da Caixa de Fósforo

Seguindo pela esquerda continua-se por um pequeno trecho até a Caixa de Fósforo em si, que é uma grande rocha equilibrada em uma rochinha menor, parecendo uma caixinha. Dá para ficar nesse ponto superior, ou descer até a base dela, onde há uma corrente para subir uns 3 metros. Só suba se estiver se sentindo seguro para isso, para que não aconteça nenhum acidente. Sempre que se fala em montanha, seja prudente. Essa trilha também durou aproximadamente meio período do dia.

Essa é a Caixa de Fósforo

Debaixo da Caixa de Fósforo

Esse roteiro que fiz cabe direitinho num final de semana, porém o parque oferece diversas outras trilhas. Uma delas é a famosa travessia Vale dos Deuses x Vale dos Frades, com 19 km, que passa pela cachoeira dos Frades e vai ficar para uma outra ida minha ao parque.

Trilha para a Caixa de Fósforo: vista dos 3 Picos e Capacete

Caixa de Fósforo se equilibrando numa pedrinha menor

Achei o Parque Estadual dos Três Picos muito organizado, os guarda-parques estavam presentes pouco antes do camping e às vezes passavam para verificar se estava tudo bem, e foram muito atenciosos. Se você ama trilhas e belas montanhas, certamente ficará admirado com o belo visual desse parque!

Ao lado da Caixa de Fósforo

Você sabia que a Argentina tem uma cidade tão boa para trekking e “paisagens patagônicas” quanto o exuberante Parque Nacional Torres del Paine (veja meu relato sobre o TDP), na Patagônia chilena? Se você ama trilhas não deixe de conhecer El Chaltén, a capital do trekking da Argentina.

Fundada em 1985, El Chaltén é uma cidade recente, e não chega a ter 1.000 habitantes, sendo que no inverno muitos deixam a região.

Chegando em El Chaltén

Início da trilha a Laguna Torre

A pequenina cidade fica dentro do Parque Nacional Los Glaciares (este outro site mostra outros parques da Argentina também), que compreende também o belíssimo glaciar Perito Moreno, na cidade de El Calafate. O Parque Nacional Los Glaciares foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco em 1981.

Trilha para a Laguna Torre: bem sinalizada

Trilha para a Laguna Torre: Mirador del Cerro Torre

Trilha para a Laguna Torre: como podem ver, o Cerro Torre está sempre encoberto

Ele tem esse nome por causa dos numerosos glaciares no grande “Campo de Hielo Patagónico”, o segundo maior campo de gelo do mundo (o primeiro é a Antártida). Esse “Hielo Continental Patagónico” alimenta 47 glaciares maiores e mais de 200 menores, sendo que o degelo originou o Lago Argentino e o Lago Viedma.

A melhor época para visitar é de novembro a março, pois abril é dito um mês mais chuvoso e de maio a outubro muitas trilhas podem estar fechadas por excesso de neve.

Trilha para a Laguna Torre: rio Fitz Roy

Laguna Torre: veja que o vento chega a formar ondas!

Laguna Torre: os icebergs do glaciar se desprendem e param na praia

Como chegar?

A maioria das pessoas visita El Chaltén vindo de ônibus de El Calafate, e comigo não foi diferente. El Calafate será tema de outro relato. A cidade de El Calafate conta com aeroporto, por onde cheguei. Porém, o terminal rodoviário da cidade também recebe ônibus de outros lugares da Patagônia.

Como eu ia passar uns 2 dias em El Calafate, comprei minha passagem de ônibus para EL Chaltén pessoalmente, porém, assim que cheguei na cidade.

Laguna Torre: o glaciar está lá no fundo

Trilha para a Laguna Torre: rio Fitz Roy

Olha como El Chaltén é pequenininha!

Se quiser garantir, é possível comprar pela internet. No site Plataforma 10 você pode consultar os horários e preços para se planejar e também comprar as passagens. Esse site reúne passagens rodoviárias de várias empresas, como Taqsa, Caltur e Chalten Travel, mas você também pode comprar sua passagem diretamente nos sites dessas empresas. Eu comprei minha passagem pela Caltur.

Rua principal de El Chaltén

Trilha para o Glaciar Huemul: parece de terror!

Chegada ao Glaciar Huemul

Além dos ônibus, há transportes privados também, como Las Lengas, Todo Calafate e Walk Patagonia.

El Chaltén fica a 215 km de El Calafate, e a viagem dura 3 horas. Como a cidade é bem pequena, é interessante reservar sua hospedagem previamente. Eu me hospedei no Patagonia Hostel, mas há muitas opções, desde hotéis até campings.

Glaciar Huemul

Glaciar Huemul: eu juro que não editei essas cores!

Glaciar Huemul: um azul fantástico

É interessante também levar dinheiro vivo, pois não há caixas eletrônicos em El Chaltén e, por causa dos famosos ventos patagônicos, nem sempre as maquininhas de cartão de crédito estão funcionando. Na cidade há diversas opções de restaurantes e alguns mercados. Também por causa dos ventos patagônicos nem sempre a internet funciona bem.

Quantos dias passar em El Chaltén? Eu indico de 4 a 5 dias, há muitas trilhas de beleza cênica!

A geleira ao fundo no lago Huemul

Subi numa lateral da formação para admirar o lago Huemul

Lago Huemul: vista de uma das paredes laterais

Leve roupas para trekking (ressalto a importância de um corta-vento), bastões de caminhada (às vezes até para te ajudar a se equilibrar caso os ventos patagônicos estejam fortes) e tênis confortáveis para andar bastante.

Lago Huemul: sim, essa cor é verdadeira!

Trilha ao Glaciar Huemul: rostos de filme de terror

Lago del Desierto

Considero El Chaltén um excelente custo-benefício para trilheiros, pois, diferente de Torres del Paine, não há custo de entrada no parque, e a cidade já é o ponto inicial de quase todas as trilhas. Ou seja, não é necessário pegar ainda outro transporte para chegar à maioria dos passeios.

Lago del Desierto

Río de las Vueltas

Início da trilha para a Laguna de Los Tres entrando pela Hostería El Pilar

Todas as trilhas são autoguiadas, bem sinalizadas com placas e, chegando na cidade, você retira um mapa de todas elas no centro de visitantes. Se estiver com sorte, já na entrada da cidade avistará o Fitz Roy, que é o cartão-postal da região. Lembre-se de levar água e lanchinhos de trilha em suas caminhadas. Este site mostra todas as opções de trilhas, bem como distâncias, e outros passeios. Segue um mapa das trilhas de El Chaltén.

Clique para abrir maior. Crédito da imagem: http://www.southroad.com.ar/images/MAPAS/chalten.jpg

Como no verão anoitece mais tarde (21h ou 22h), minha primeira trilha foi para a Laguna Torre. Essa trilha leva cerca de 6 a 9 horas ida e volta, são 18 km (com altimetria de 200 m), mas ela não tem grandes subidas. Portanto, a dificuldade dessa trilha é a distância, e no geral seu nível é moderado. De alguns pontos do caminho você talvez aviste o Fitz Roy, o Cerro Torre e outras montanhas. As paisagens com o rio Fitz Roy também são muito bonitas.

Início da trilha para a Laguna de Los Tres entrando pela Hostería El Pilar

Trilha para a Laguna de Los Tres: Glaciar Piedras Blancas

Trilha para a Laguna de Los Tres: Glaciar Piedras Blancas

Quando cheguei na Laguna Torre o local estava tomado por um intenso vento patagônico! (Te juro, comprei até uma camiseta na cidade escrito Mucho Viento.) Ventava a ponto de eu precisar me agachar para não perder o equilíbrio. Inclusive, acabei perdendo meus óculos numa distração ao virar o rosto no sentido do vento. Apesar do vento, a laguna é belíssima. Ao fundo, há um glaciar, que desprende pequenos icebergs pelo lago. Alguns deles param na prainha que o lago forma. É possível caminhar pela lateral do lago para avistar melhor o glaciar de um mirante, o Mirador Maestri, mas pelo excesso de vento resolvi não arriscar. O Cerro Torre estava encoberto de nuvens, mas mesmo assim a paisagem era muito bonita! (É engraçado que o vento estava só na Laguna Torre, saindo de lá não ventava na trilha.) Perto da Laguna Torre está o Acampamento De Agostine.

No caminho da Laguna de Los Tres

Trilha para a Laguna de Los Tres

Trilha para a Laguna de Los Tres

Em meu segundo dia fiz um passeio não tão tradicional. Pedi no hostel uma van que leva até o Lago del Desierto, a 37 km de El Chaltén. No caminho há uma linda paisagem do Rio de Las Vueltas. A van tem alguns horários de retorno e é necessário combinar com o motorista em qual dos horários ele deve voltar para te buscar.

Trilha para a Laguna de Los Tres: passe 1 por vez

Trilha para a Laguna de Los Tres: agora vem a parte mais puxada

Trilha para a Laguna de Los Tres: subiiiindo!

Chegando lá há muitas opções de passeios. Pode-se fazer algumas trilhas ao redor do lago. Também há passeios de barco. Porém, apesar de eu caminhar um curto trecho ao redor do lado, o que me atraiu foi a trilha ao Glaciar Huemul. São cerca de 45 minutos de ida (uns 2 km com subidas). Há uma pequena taxa de ingresso ao local, pois fica em propriedade privada. Chegando ao Glaciar fui surpreendida com um incrível lago azul turquesa aos pés dele, é realmente muito bonito e indico a todos que façam essa trilha. Neste link há um mapa do lado direito da página que mostra bem o percurso de van até o Lago del Desierto e a trilha ao Glaciar Huemul. O mapa também mostra os campings espalhados pelo parque.

Trilha para a Laguna de Los Tres: quase lá!

Laguna de Los Tres: cheguei!

A incrível Laguna de Los Tres

Em meu terceiro dia segui para a trilha mais esperada de todas: o trekking à Laguna de Los Tres, na base do Cerro Fitz Roy. Existem dois caminhos para fazer essa trilha: um partindo da Avenida San Martin, em El Chaltén, e você vai e volta pelo mesmo lugar; e outro partindo da Hostería El Pilar. Nesta opção (a que eu fiz), você pega uma van (que pedi em minha hospedagem) até a Hostería El Pilar (a 14 km de El Chaltén, no mesmo caminho para o Lago del Desierto) e inicia a trilha de lá, e aí sim retorna pelo caminho até a Avenida San Martin. Dessa maneira, a trilha acaba sendo circular, um pouquinho mais curta, e você não precisa passar duas vezes pelo mesmo local, vendo assim paisagens diferentes o tempo todo. Além disso, o trecho da volta acaba sendo uma descida, e a trilha, no total, tem bem menos subidas. Você pode visualizar isso no mapa que postei acima (trechos I, D, C e B).

Laguna de Los Tres: um azul incrível

Laguna de Los Tres: neve ao lado

Laguna de Los Tres: dá pra brincar na neve ao lado

O caminho ida e volta tem cerca de 19 km, demora cerca de 10 horas e é mais cansativo que a trilha para a Laguna Torre que fiz no primeiro dia, pois a altimetria já é de 700 metros, comparada a 200 metros da Laguna Torre. Vamos dizer que é nível moderado para difícil, mas acho que não é necessário ser um atleta para fazer. Não sou sedentária, mas também não tenho um condicionamento excelente e com calma cheguei.

Laguna de Los Tres: não é Photoshop!

Laguna de Los Tres: to maravilhada!

Laguna de Los Tres: um dos lugares mais lindos que já visitei

Partindo da Hostería El Pilar, você passará por um bosque e caminhará até o mirante ao Glaciar Piedras Blancas. É possível desviar a rota e ir até ele, mas eu não quis arriscar o tempo total disponível e segui adiante. Depois a mata abre e já dá pra ver as montanhas ao longe. Você passa pelo acampamento Poincenot (veja no mapa), então se quisesse ver o nascer do sol na Laguna de Los Tres poderia acampar por lá. Em seguida há uma pequena ponte pelo rio Blanco, numa belíssima paisagem. O trecho final é o mais íngreme, com 450 metros de desnível, mas parando para descansar se chega bem. Essa subida leva cerca de 1 hora e tem algumas pedras soltas. Porém, eu ressalto que não desista! Chegando ao topo você terá uma visão devastadora da belíssima laguna azulada com o Fitz Roy bem acima! É um lugar único no mundo!

Laguna de Los Tres: tem que ir embora?

Laguna de Los Tres: pena que a água é super gelada

Laguna de Los Tres: tem que ir embora?

Na volta ainda passei pela Laguna Capri, onde há outro acampamento. O último trecho, que leva até El Chaltén, é de uma descida mais íngreme. Para quem sofre com a descida por causa dos joelhos é interessante usar um bastão de caminhadas. Se eu não tivesse iniciado pela Hostería El Pilar, esse trecho final seria uma subida um pouco chata de se fazer na ida, por isso escolhi o percurso contrário. No geral, apesar de ser uma trilha mais cansativa, vale cada segundo na Laguna de Los Tres.

Trilha voltando da Laguna de Los Tres

Trilha voltando da Laguna de Los Tres: Laguna Capri

Trilha voltando da Laguna de Los Tres: Laguna Capri

Em meu último dia fiz uma trilha mais leve para descansar do dia anterior. Caminhei 6 km ida e volta em reta (também no mesmo caminho que vai para o Lago del Desierto) para o Chorrillo del Salto, uma linda cachoeira com seus 20 metros de altura. Daria também para ir de carro ou de bicicleta.

Trilha voltando da Laguna de Los Tres: Río de Las Vueltas

Chegando de volta em EL Chaltén

Fim da trilha para a Laguna de Los Tres (ou início se você começar por aí)

Há muitas outras trilhas e passeios que não fiz. Por exemplo, é possível fazer um ice trekking no Glaciar Viedma, que parece ser muito interessante. A agência que opera esse passeio é a Patagonia Aventura. Também não fiz uma trilha que parece belíssima, a Loma del Pliegue Tumbado. Ela tem 17 km e eu precisaria de um outro dia inteiro na região. Algumas trilhas de nível fácil: Miradores Las Cóndores y Las Águilas, Mirador Cascada Margarita, Cañadón del Río de Las Vueltas. Há também a trilha a Piedra del Fraile, de 2 a 4 horas. Também tem as caminhadas no Lago del Desierto que não fiz, assim como travessias de vários dias, que podem precisar de guia. Veja os descritivos das atividades neste link e os descritivos das caminhadas em si neste link.

Trilha para Chorrillo del Salto

Chorrillo del Salto

Chorrillo del Salto, uma bela cachoeira

Com tantas atividades com certeza tenho motivos para voltar a El Chaltén e apreciar tantas paisagens maravilhosas e caminhadas incríveis na região. Recomendo a todos que amam caminhadas e belas paisagens que visitem essa joia da Patagônia!

Chorrillo del Salto, super gelada

No meu post sobre a ilha grega Zakynthos dei uma visão geral de como é a divisão das ilhas gregas e algumas de suas características (e sugiro que dê uma lida para clarear a geografia da região). Agora vou falar sobre uma das mais famosas ilhas Cíclades: a charmosa Santorini.

O ferry boat mais parece um navio de cruzeiro

Chegando em Santorini

Não parece uma camada de glacê num bolo?

Santorini povoa o nosso imaginário com aquelas famosas casinhas brancas, com detalhes em azul, e um dos mais famosos pores do sol do mundo! E eu garanto, é tudo encantador!

Quando ir? Como na outra postagem, continuo indicando o verão ou meses próximos como ótimas épocas para conhecer as ilhas gregas, ou seja, de maio a outubro.

Passeando em Fira

Porto de Fira

Visual de Fira

Há duas formas de se chegar à ilha: de avião e de ferry boat.

De avião, pode-se consultar as viações: Aegean Air, Olympic Air, Ryanair e EasyJet, dentre outras.

Passeando por Fira

Fira é muito incrível!

Por do sol em Fira

Como para as ilhas Jônicas eu fui de avião, resolvi fazer o trecho de Atenas a Santorini de ferry boat. Há muitas empresas que vendem esse percurso. Para cotar e comprar, caso você saia de Atenas, como eu, deve colocar Piraeus na busca, que é o porto da cidade. Comprei minhas passagens com a Greek Ferries, mas existem muitas opções, como Blue Star Ferries, Ferries-booking, Paleologos, Anek, Ferries.gr, Danae, Hellenic Sea Ways e outras.

Magnífico por do sol em Fira

Teleférico para descer ao porto em Fira

Vulcão Nea Kameni

Ao chegar em Atenas, precisei passar na agência para trocar o voucher da compra pela passagem em si. O dia de embarcar é a maior animação, pois é uma multidão de gregos e turistas, carros e pessoas a pé, e vários ferries que mais parecem navios de cruzeiro. (Um parêntese aqui: os gregos são como os italianos no seu modo “enérgico” de ser! Aqui um vídeo engraçado mostrando um pouco). São cerca de 7h de viagem de Atenas a Santorini, mas no ferry tem Wi-Fi, restaurante, lanchonete, lojas, caixas eletrônicos, mais parece um shopping! Além de uma bela vista pro mar do lado de fora!

Vulcão Nea Kameni

Isso amarelo é enxofre, e veja também o vapor

Caminho pelo vulcão Nea Kameni

Chegando em Santorini você já vai se deliciar com as casinhas brancas em cima das encostas, mais parecendo uma camada de glacê cobrindo um bolo!

Santorini foi formada por uma enorme erupção e, inclusive, a paisagem da ilha em frente a Fira (ou Thira), capital de Santorini, é chamada de Caldeira. O centro da ilha foi destruído pela erupção, e a cratera do vulcão hoje está encoberta pela água. O vulcão anda hoje é ativo, mas é extremamente monitorado (não tenha medo!), e sua última explosão foi em 1959! Em 1600 a.C., a maior erupção de todas enterrou uma vila inteira na lava.

Trilhazinha no vulcão Nea Kameni

Portinho do vulcão Nea Kameni

Escadaria para subir a Oía

O fato de ser uma ilha vulcânica, então, é o que deixa, apesar de a água ser super transparente, o visual das praias “escuro”. Pois para termos um mar de tom turquesa, é preciso areia branca debaixo, como nas ilhas Jônicas (vide Zakynthos). O solo vulcânico (de areia e pedrinhas escuras) de Santorini deixa as praias escuras também, apesar da água transparentíssima.

Porto de Amoudi Bay, acima de Oía

Finalmente, Oía

Uma das muitas igrejas em Santorini

Quando cheguei a Santorini de ferry boat logo havia várias empresas oferecendo transfer na saída da balsa, e foi bem fácil ir para minha hospedagem. Fiquei hospedada na região de Fira, mas não na parte histórica, mas numa área mais central. Isso quer dizer que é uma parte mais comum, com ruas e casas normais, e as sonhadas casinhas brancas ficam mais nas bordas da ilha.

Vista de Oía

Vista mais clássica de Oía

A vista mais linda de Santorini

A maioria dos visitantes permanece em Santorini por 2 a 4 dias. Fiquei 2 dias inteiros em Santorini, e mais metade do primeiro dia e metade do quarto dia. No mapa abaixo dá para ter uma ideia das regiões que vou comentar neste relato:

Clique para aumentar. Mapa com os pontos comentados e outros. Fonte: http://www.emmanouelastudios-santorini.com/wp-content/uploads/2011/01/santorini-map-island.jpg

Caminhei até a parte turística de Fira, e em meu primeiro dia fiz uma das coisas mais gostosas de se fazer em Santorini: passear pelas estreitas ruazinhas admirando cada detalhe das casinhas brancas, olhar as lojinhas, restaurantes, bares, se perder pelos labirintos de Fira. Isso sem contar as vistas de tirar o fôlego para o mar. No fim da tarde já aproveitei um maravilhoso por do sol visto de Fira. Eu não visitei, mas quem gosta de história deve conhecer o Museu Pré-histórico de Fira.

Encantada com Oía

Oía

Lá na frente está o disputado castelo para ver o por do sol

No dia seguinte, foi a hora de fazer o passeio de barco para conhecer o vulcão Nea Kameni. Alguns desses passeios param na ilha de Thirasia também, para as pessoas aproveitarem a praia. Alguns param nas Hot Springs, regiões onde, pela proximidade do vulcão, a água é mais quente. E eu escolhi um passeio que para no vulcão e depois segue para o por do sol mais famoso de Santorini, em Oía (pronuncia-se “ía”). Há várias agências oferecendo o passeio, que sai do porto de Fira (na faixa de 20 euros). Para acessar o barco, você pode descer de teleférico (uns 4 euros) ou a pé.

Ruazinhas charmosas de Santorini

Lá na frente está o disputado castelo para ver o por do sol

Finalmente, o esperado por do sol em Oía

Achei o passeio ao vulcão super interessante, é daqueles lugares que se parecem com a superfície da lua. Algumas pessoas não gostam desse tipo de passeio, acham turístico demais. Porém, eu adoro um vulcão e não perderia a oportunidade! Chegando ao vulcão, você subirá por uma espécie de trilha demarcada por algo que já foi lava um dia, e hoje é uma espécie de areia vulcânica. Algumas pessoas preferem estar de tênis para essa caminhada, por causa do calor dessa areia. Chegando lá em cima, pode-se sentir o cheiro de enxofre e ver um pouco de vapor saindo nas encostas da cratera principal.

As casinhas mudam de cor conforme o sol baixa

Por do sol deslumbrante

Voltando ao barco, ele seguiu para o esperado por do sol em Oía, que fica na parte norte de Santorini. Após atracar no porto de Amoudi Bay, há uma subida íngreme, porém não muito longa, para acessar as casas. Recomendo que suba tranquilamente a pé sim! Isso porque algumas pessoas sobem no lombo de pobres burrinhos, o que não indico em hipótese alguma.

Um dos pores do sol mais lindos do mundo

Visual incrível do sol se pondo em Oía

Primeiro passeei pelas ruazinhas de Oía, todas um encanto! Parecia que estava num filme! Em Oía estão as mais clássicas fotos das casinhas brancas e das igrejas com seus tetos azuis. Para quem gosta de fotografia é um prato cheio! Aproveite, você estará em um dos lugares com as melhores vistas de por do sol do mundo! Para esse momento, algumas pessoas preferem procurar restaurantes para ver o sol baixar, mas o lugar mais concorrido é uma espécie de castelo. Como quis ver do castelo, precisei chegar umas 2 horas antes do por do sol para ter um dos melhores lugares para avistar, fica lotado! Se quiser ver do castelo, então, recomendo que faça o mesmo, chegue cedo para pegar um bom lugar. Foi imperdível esse por do sol, quase bati palmas quando acabou!

Praia de Perissa

Praia de Perissa

Oía fica a 11 km de Fira. Após o por do sol, peguei um ônibus para retornar a Fira. Falando sobre locomoção em Santorini, muitas pessoas alugam carro, ou scooter, ou quadriciclo. Porém, eu que viajo do modo mais econômico possível não achei muito necessário, pois o sistema de ônibus público na ilha funciona muito bem. A passagem estava na faixa de 2 euros e em todos os dias que permaneci em Santorini não fiquei mais de 15 minutos esperando por um ônibus. O eficiente transporte me levou até todos os cantos da ilha que quis ir.

Praia de Perissa

Sítio arqueológico de Akrotiri

No dia seguinte fui conhecer a praia de Perissa. A cor da água é muito bonita, mas as pedrinhas acinzentadas escondem um pouco.

Depois segui para o sítio arqueológico de Akrotiri, na parte sul da ilha, a cerca de 9 km de Fira. Lembra que eu falei do povoado que foi enterrado pela erupção em 1600 a.C.? Pois então, esse local está muito bem preservado, e foi até construído um telhado para abrigar essa área, que virou um museu, com uma ótima estrutura. Parecia que eu estava caminhando na antiga civilização. O ingresso foi mais ou menos 12 euros.

Sítio arqueológico de Akrotiri

Red Beach

Após a visita segui para a Red Beach, a 1 km de Akrotiri. A paisagem da praia é bem exótica, com suas falésias avermelhadas (daí o nome). Algumas pessoas me alertaram para tomar cuidado com as pedras dos penhascos, que podem rolar lá de cima, mas parecia bem tranquilo. Em vez de areia a praia é composta de pequenas pedrinhas, de modo que é impossível andar descalço. As praias de Santorini em geral têm estrutura de cadeiras de praia com seus guarda-sóis. De lá havia passeio de barco para a White Beach e a Black Beach por 5 euros, mas acabei indo a pé para outra praia próxima, a praia de Akrotiri.

Red Beach

Red Beach: olha a “areia”

Outras praias de Santorini são as praias de Kamari e Vlichada, que não visitei. E próximo há as ruínas da antiga Thira, no topo do morro Mesa Vouno, um local que além das ruínas parece oferecer uma excelente vista. Outro passeio que não fiz foi visitar as vinícolas de Santorini.

Red Beach

Pedrinhas em vez de areia na praia

Algo que também poderia ser bem agradável é caminhar entre algumas vilas da ilha. Por exemplo, caminhar de Fira até Imerovigli, e assim passar por muitas encostas bem fotogênicas.

Praia de Akrotiri

Praia de Akrotiri

Santorini é um dos lugares mais fotogênicos do mundo, e com certeza você deve colocar na sua lista de lugares imperdíveis para se visitar, ainda mais se você curte um belo por do sol! Santorini é um lugar que nunca vou esquecer!

Quem nunca sonhou com a famosa costa dos corais do mar em Maragogi? O litoral alagoano conta com algumas das mais belas faixas de areia do Brasil, o que faz esse destino ser chamado de “caribe brasileiro”.

Neste relato darei o exemplo de como foi a minha viagem para lá, mas lembre-se de que Maragogi realmente pode ser encaixado em muitos roteiros diferentes, o que não falta nos arredores é paraíso!

A melhor época para visitar é sempre o verão, pois historicamente nos meses de abril a agosto os índices de chuva são maiores e a água pode estar mais escura.

Piscinas naturais em Maragogi

Piscinas naturais em Maragogi

Localizada a 130 km de Maceió e a 136 km de Recife, a cidade permite diversas possibilidades de roteiro tanto saindo de uma capital quanto de outra. Portanto, o planejamento de como chegar partirá do sentido do qual estiver vindo. Essa questão pode ser decidida de acordo com os preços de passagens aéreas (se não for uma viagem por terra pelo Nordeste) para Recife ou Maceió.

Piscinas naturais em Maragogi: explorando com o snorkel

Flutuando pelas piscinas naturais em Maragogi

Quem quiser pode aproveitar para passear por uma dessas capitais. Em meu roteiro cheguei por Maceió, mas fui direto para Maragogi, pois tinha apenas 5 dias na região e queria conhecer o máximo possível.

Clicado nas piscinas naturais em Maragogi

Praia de Antunes, em Maragogi

Como chegar? Você pode chegar a Maragogi (tanto de Recife quanto de Maceió) alugando um carro, de ônibus ou com um transfer de agência.

Praia de Antunes, em Maragogi

Praia de Ponta do Mangue, em Maragogi

Algumas agências que oferecem esse serviço são a Costa Azul, Corais do Maragogi, Maragogi Receptivos, Transtur, Valtur Maragogi, Maragotur, Caribe Nordestino, Green Martur, Costeira Executive Tur, EJ Tour Maragogi, Jangadeiros Viagens e Turismo, MaragoGilson Tur, Azulmar Turismo e KR Viagens e Turismo. Todas essas agências oferecem também os passeios pela região.

Praia de Ponta do Mangue, em Maragogi

Passeio pelas praias de Maragogi com o Buggy Rosa

Se você puder, uma ótima opção é alugar um carro, e assim não depender de agência. Assim pode fazer os passeios em seu ritmo e muitas vezes baratear a viagem se estiver em mais de uma pessoa, já que todos os lugares podem ser acessados por carro.

Curtindo o passeio pelas praias de Maragogi com o Buggy Rosa

Passeio pelas praias de Maragogi com o Buggy Rosa

Outra maneira de chegar a Maragogi é de ônibus, com a Real Alagoas. Essa tinha sido a opção que escolhi, mas quando desembarquei em Maceió havia muitos taxistas esperando clientes e consegui um bom preço na hora dividindo com outros turistas que chegavam e também tinham Maragogi como destino.

Passeio pelas praias de Maragogi com o Buggy Rosa

Flutuação em São Miguel dos Milagres

Algumas pessoas dormem em Maceió e fazem apenas um bate-volta para Maragogi. Eu escolhi Maragogi como base, e além de visitar esse local também fui a Porto de Galinhas, Carneiros e São Miguel dos Milagres. Outra opção de local mais tranquilo é dormir na praia de Japaratinga, a 13 km de Maragogi. Uma hospedagem muito agradável em Maragogi é a Sol Hostel & Pousada Maragogi (contato e contato).

São Miguel dos Milagres

A beleza de São Miguel dos Milagres

O principal passeio da cidade são as galés, as piscinas naturais de Maragogi. A saída ocorre em frente ao hotel Salinas Maragogi. Porém, existem outras piscinas naturais chamadas de taocas, e saem da praia de Maragogi e também as piscinas de Barra Grande, na praia de Barra Grande.

Aproveitando São Miguel dos Milagres

Porto de Galinhas

Esses passeios de flutuação nas piscinas naturais só podem ser feitos quando a maré está baixa, por isso é importante consultar a tábua de marés para se programar. Para que entenda, para o passeio ocorrer é preciso que ela esteja entre 0.0 e 0.6. O ideal é consultar no site da marinha diretamente, mas pode verificar também neste site e neste site. Para garantir, consulte qualquer agência de Maragogi que ela dará as orientações de horário de saída de barcos (na rua principal da cidade há muitas agências e os valores são bem variados – de R$ 65,00 a R$ 115,00).

Passeio de jangada em Porto de Galinhas

Passeio de jangada em Porto de Galinhas

O percurso de barco até as galés é de 6 km. Eu realmente fiquei na dúvida se fui nas galés ou nas taocas, mas pelo que pesquisei ficam bem próximas e são todas igualmente lindas. O passeio dura mais ou menos 2 horas. Nesse tipo de passeio eu costumo levar meu próprio snorkel por questões higiênicas, mas é possível alugar um na hora.

Corais em Porto de Galinhas

Corais em Porto de Galinhas formam piscinas naturais

Chegando lá você terá uma inesquecível piscina azul esverdeada, rasa, e a diversão é garantida ao nadar entre os corais procurando peixinhos! No local também é oferecido um mergulho com cilindro, mas não achei que valia a pena, pois as piscinas são rasas.

Piscina natural em Porto de Galinhas

Brincando de snorkel em Porto de Galinhas

Como consegui visitar as piscinas bem cedo, na parte da tarde fui conhecer as praias próximas da região: Maragogi, Barra Grande, Xaréu (apelidada como praia da Bruna, pois a Bruna Lombardi visitou o local), Dourado, Camacho, Burgalhau, São Bento, Peroba, Ponta do Mangue e Antunes. Na verdade, primeiro visitei as três últimas dessa lista, peguei um táxi na rua principal e 5 minutos depois havia chegado. A praia de Antunes é a mais maravilhosa em minha opinião!

Brincando de snorkel em Porto de Galinhas

Passeio de buggy em Porto de Galinhas

Depois, retornei ao local num passeio mais longo, com o famoso Buggy Rosa, que faz um passeio por 7 praias indo pela areia, até Peroba. O Buggy Rosa é da pousada que indiquei antes, a Sol & Mar. Passear de buggy pelas praias é muito divertido e dá uma visão geral delas, pois depois é possível ficar mais nas suas preferidas. A praia do centrinho de Maragogi é a menos cristalina. Você também pode procurar a Associação de Bugueiros de Maragogi se não quiser o Buggy Rosa.

Só esses dois passeios que citei já valem dormir na região, e não visitar por meio de um bate-volta!

Praia de Muro Alto em Porto de Galinhas (a barreira de corais parece formar um muro, represando a água)

Praia de Carneiros e sua famosa igrejinha

Em outro dia fiz um bate-volta a São Miguel dos Milagres. Como estava sem carro, fechei meus passeios com a agência Costa Azul. A praia em São Miguel dos Milagres também é muito bonita e lá também pude fazer um passeio de barco para um ponto no mar com piscinas naturais. São Miguel dos Milagres também é ótima para fazer aquelas clássicas fotos com coqueiros e o mar ao fundo. Às vezes esse roteiro inclui também a famosa Porto de Pedras e sua Associação peixe-boi. Como fui em alta temporada não consegui reservar essa visita, mas soube que é um passeio de barco num rio de Porto de Pedras onde se avistam os peixes-bois, parece ser interessante.

A famosa igrejinha da praia de Carneiros

Praia de Carneiros: a igrejinha é um charme!

No dia seguinte visitei Porto de Galinhas. Achei a vila bem charmosa, com seus muitos restaurantes e lojinhas, além das engraçadas esculturas de galinhas. O passeio mais clássico lá é uma jangada que leva até os corais e as piscinas naturais. Dizem que uma delas se parece com o formato do mapa do Brasil. Achei esse passeio um pouco “muvucado”, havia muitas jangadas e uma enorme fila de pessoas para embarcar. Mas o visual das jangadas é bem bonito. Depois encontrei um bugueiro para fazer um passeio pelas praias de lá. O destaque foi a praia de Muro Alto, onde a barreira de corais parecia formar um “muro”, represando assim a água e deixando o mar uma piscina! No geral, achei Porto de Galinhas meio turístico demais.

Praia de Carneiros

Praia de Carneiros também é linda

Praia de Carneiros rende ótimas fotos de coqueiros

No próximo dia visitei a famosa praia de Carneiros. A clássica igrejinha na areia é a coisa mais charmosa do mundo, e torna o local encantador! Fora isso a cor da água também é muito bonita!

Essa região da Costa dos Corais também é conhecida como Rota Ecológica, e possui muito mais atrativos do que relatei aqui, mas como eu tinha 5 dias e optei por não ir com carro, esse roteiro foi a melhor escolha para mim. Este texto fica como base para planejamentos pela região, possibilitando aos viajantes retirar ou acrescentar lugares desse paraíso que é a região de Alagoas e Pernambuco.

Clique para abrir maior. Mapa das praias deste relato. Fonte: http://www.maragogionline.com.br/images/mapaG.jpg

Zermatt é um dos lugares mais icônicos da Suíça, um paraíso para quem quer conhecer os alpes suíços e estar num lugar que parece ter saído de um filme. A pequena cidade no sul do país reúne tudo o que se espera de um vilarejo alpino: casinhas no melhor estilo suíço de ser, oportunidade de ver neve e esquiar o ano todo e a montanha mais famosa do país, o Matterhorn.

Trem de Visp a Zermatt

Vista do trem de Visp a Zermatt

Aliás, você já conhece o Matterhorn se já comeu o chocolate Toblerone, estampado com sua imagem, que figura também na caixa de lápis de cor Caran d’Ache, além do chocolate Alpino, que faz uma alusão à montanha. O Matterhorn em si está já na fronteira com a Itália, e do lado italiano ele é conhecido como Cervino.

Da janela do trem de Visp a Zermatt

Trem de Visp a Zermatt

Quando mochilei pela Europa pela primeira vez nunca nem tinha ouvido falar de Zermatt. Mas encontrei uma amiga na Alemanha e ela tinha ido para Zermatt e relatou ter sido uma gratíssima surpresa. Corri para ver fotos do local e, desde então, Zermatt entrou para a lista de sonhos!

Trem de Visp a Zermatt: o degelo forma cachoeiras pelo caminho

Trem de Visp a Zermatt

Dois anos depois embarquei rumo à Suíça. Fui no mês de julho, mas, como disse, apesar de o local ser bastante procurado no inverno por causa das excelentes estações de esqui, mesmo no verão há neve no topo das montanhas e, assim, possibilidade de esquiar. Porém, indo no verão pode-se fazer também excelentes trilhas a pé.

Único tipo de “carro” em Zermatt

Rua principal

Fonte das marmotas para você encher suas garrafinhas

Entrei na Suíça por Genebra, cidade com o aeroporto internacional mais próximo de Zermatt. Porém, também é bem tranquilo visitar a cidade se você chegar por Zurique. Isso porque a Suíça toda está muito bem integrada por uma excelente malha de linhas de trem. E provavelmente, estando no país, você não vai visitar somente Zermatt, mas combinará o destino com outras cidades da região.

Igreja St Mauritius

Vista da parte alta da cidade

Do rio que corta a cidade já é possível avistar o Materhorn

Meu roteiro foi chegar por Genebra, visitar Zermatt por 2 dias, visitar Interlaken por 2 dias e sair do país por Zurique. Para mim, a opção com melhor custo-benefício foi adquirir um Swiss Pass, o que fiz daqui do Brasil, mas pode ser comprado na hora também. Para chegar a essa conclusão fiz um cálculo do valor de todos os trens que teria de comprar para meu roteiro completo no país. Pelo menos na época de minha viagem, o valor somado dos trens e o valor de um Swiss Pass válido por 4 dias ficaria muito semelhante. Porém, comprando o Swiss Pass eu teria um diferencial: ele dá 50% de desconto para subir as 3 montanhas que eu queria, Matterhorn Glacier Paradise (preços) e Gornergrat (preços) (em Zermatt) e Jungfraujoch (em Interlaken, tema de outra postagem). Fora isso valeu também para o passeio de barco em Interlaken, o transporte público em todas as cidades e 50% de desconto no Harder Kulm (mirante em Interlaken).

Chocolates homenageando o Materhorn

Finalmente, o Matterhorn!

A SBB opera os trens na Suíça, e de Genebra até Zermatt são aproximadamente 3h50 de viagem (de Genebra a Visp e de Visp até Zermatt). Neste mapa é possível ter uma ideia do percurso. No mapa seguinte, da SBB, veja como é abrangente a malha de trens na Suíça!

Clique para abrir maior. Percurso de Genebra a Zermatt. Fonte: http://ski-zermatt.com/photo_tours/swiss_map.html

Clique para abrir maior. Malha de trens na Suíça. Fonte: http://www.swissvistas.com/support-files/sts-gb-m-13-en-web.pdf

Quando desembarquei em Genebra encontrei uma máquina revolucionária antes da área de desembarque: uma máquina que fornece tickets gratuitos do transporte público dentro da cidade de Genebra por 1,5 hora, incluindo o trecho do aeroporto até o centro. Inclusive, todas as hospedagens pelo país oferecem um cartão de gratuidade de transporte público da cidade em que estiver válido pelos dias de sua estada. Ah se todo país pensasse nos turistas assim!

Teleférico tipo gôndola subindo pelas montanhas

Subindo ao Glacier Paradise

Subindo ao Glacier Paradise: parada em Schwazsee

De qualquer forma eu já estava de posse de meu Swiss Pass, que retirei no aeroporto, e segui para dar uma rápida volta por Genebra, visitando o belíssimo lago Léman e a praça das Nações, onde fica a Broken Chair e a ONU. A cidade estava animadíssima com um evento de triathlon. Essa foi também uma vantagem do Swiss Pass: eu não precisei marcar assentos em nenhum trem que peguei, portanto poderia embarcar em qualquer um a qualquer horário que estivesse indo para meu destino.

Subindo ao Glacier Paradise: parada em Schwazsee

Lago Schwazsee

Lago Schwazsee

A viagem de Genebra até Visp, apesar da distância, não é NADA entediante. As paisagens na Suíça são BELÍSSIMAS! Tive que viajar com a câmera no colo, pois cada momento era um vislumbre de belezas.

Lago Schwazsee

Subindo ao Glacier Paradise

Subindo ao Glacier Paradise

Chegando em Visp, é preciso trocar de trem. Nesse momento você pegará o trem panorâmico para Zermatt. À medida que o trem se aproxima da cidade, as paisagens vão ficando cada vez mais de tirar o fôlego! Montanhas nevadas, o rio que acompanha o trem, as casas em estilo alpino, belíssimas cachoeiras formadas pelo degelo caindo das montanhas… Eu realmente não entendo até hoje como os outros passageiros desse trem estavam quietinhos mexendo em seus celulares, sem prestar atenção ao que estava se passando janela afora. Eu, ao contrário, como boa turista brasileira, estava “causando”, indo incessantemente de uma janela à outra tirando 1001 fotos!!!

Chegando em Zermatt é simples assim: paixão à primeira vista!

No alto do Glacier Paradise

Glacier Paradise: pisando na neve, que emoção!

Esse é o tubbing

Agora um parênteses: algumas pessoas podem estar visitando Zermatt em uma road trip, de carro. Então é importante que eu ressalte aqui que é proibida a circulação de carros na cidade. E #comofaz? Você precisará estacionar em Tasch, que fica 5 km antes de Zermatt, e de lá seguir por uns 20 minutos de trem.

Tubbing, é muito divertido!

Túnel de gelo no Glacier Palace

Escultura de gelo no Glacier Palace

Em Zermatt o único meio de transporte, além de suas pernas, são uns pequenos carrinhos elétricos, que funcionam como táxis. A cidade é realmente pequena e fácil para se deslocar a pé, mas se estiver com bagagem pesada e sua hospedagem for na parte alta da cidade pode preferir pegar esse transporte.

Escultura de gelo no Glacier Palace

Escultura de gelo no Glacier Palace

Vista no mirante do Glacier Paradise

Como não cheguei muito cedo e não dava para subir as montanhas, corri para a parte alta, onde ficava meu hostel, para deixar minha mochila, e #partiu visitar centrinho de Zermatt! Lá tem muitas lojas fofas. Na praça principal está a igreja de St. Mauritius. Aproveitei o tempo também para visitar o Matterhorn Museum, que conta a história da cidade, do Matterhorn e fala sobre uma tragédia que ocorreu com os primeiros alpinistas que tentaram escalar a famosa montanha. Bem ao lado do museu está a fonte das Marmotas, onde abasteci minha garrafinha de água todos os dias. A água de degelo é uma das mais deliciosas, além de sair gratuitamente na fonte das Marmotas!

Vista no mirante do Glacier Paradise

Esquiando no Glacier Paradise

Eu já amo o Glacier Paradise

Não vou mentir, a Suíça é um lugar caro, gente! Mas com o farto café da manhã do hostel (e um lanchinho guardado desse café para a hora do almoço) e um belo almojanta consegui economizar um pouco, apesar de ter de caminhar por toda a cidade para achar uma refeição ou lanche por menos de 20 euros. Outra boa opção é comprar sua alimentação nos mercadinhos da cidade.

Teleférico descendo o Glacier Paradise

Zermatt pequenina lá embaixo

As trilhas são bem sinalizadas

No dia seguinte adquiri meu ticket com desconto para o trem para o Gornergrat (na Gornergratbahn em frente à estação central) e depois meu ticket para subir ao Glacier Paradise de teleférico (este é o teleférico mais alto da Europa). Eu pretendia subir nos dois no mesmo dia, portanto precisava dos dois tickets na mão, pois iria embarcar no meio do caminho no Gornergrat, em vez de pegar esse trem na estação central, apesar de subir ao Glacier Paradise primeiro (se você for fazer o contrário também precisa dos dois tickets comprados no centro antes de seguir para o passeio). Para que se localize, veja o mapa das montanhas de Zermatt. Neste outro link de mapa você pode ver as trilhas da região. E aqui neste link tem um descritivo de todas as trilhas com grau de dificuldade e distâncias. Lá tem muita trilha e vejo que precisarei retornar a Zermatt para fazer todas!

Clique para abrir maior. Mapa das montanhas de Zermatt. Fonte: https://skimap.org/data/987/2052/1460750662.pdf

Como eu só tinha um dia inteiro, eu subi as 2 montanhas no mesmo dia e deixei uma pequena trilha para o segundo dia, por isso já deixei os 2 tickets comprados. Se você estiver indo no inverno veja este outro mapa neste link, que mostra as pistas de esqui. Além disso, este site de lá loca equipamentos de esqui.

“Trilha” de Furi até Findelbach

Esta é a parada em Rotenboden

Parada em Rotenboden

Fui primeiro no Glacier Paradise e depois no Gornergrat, porque dizem que se estiver muito calor no verão é possível que na parte da tarde não tenha mais neve no Glacier Paradise.

Mesmo no verão, como eu fui, é importante levar roupas de frio para o alto das montanhas. Eu cheguei a pegar 0 grau lá em cima. Se o tempo estiver ruim e não estiver avistando o Matterhorn talvez não valha a pena subir, pois não verá nada.

Lago Riffelsee

Lago Riffelsee e seu reflexo

Lago Riffelsee e seu reflexo

A subida de teleférico ao Matterhorn Glacier Paradise (para avistar o Klein Matterhorn, ou pequeno Matterhorn), a 3883 metros de altitude, é dividida em lances. Estes são os horários do teleférico. Vamos considerar 1 hora para toda a subida. O primeiro lance de teleférico leva de Zermatt até Furi. De Furi ou é possível pegar um teleférico maior (gôndola) direto a Trockener Steg ou então um menor até Schwarzsee Paradise, e deste até Trockener Steg. Eu escolhi essa opção, e queria voltar pelo outro caminho, pois o outro parece proporcionar uma incrível vista, mas quando voltei a outra opção estava fechada (às vezes as condições climáticas impossibilitam o percurso).

Lago Riffelsee: aqui começou uma brisa e o reflexo sumiu

Outra vista perto do Lago Riffelsee

Outra vista perto do Lago Riffelsee

Todas as paradas têm pontos de trilhas se iniciando, e tudo é muito bem sinalizado. Zermatt parece ter trilhas incríveis e eu queria ter tido mais dias lá para explorar todas! Eu desci na segunda parada do teleférico para ver o lago Schwarzsee, pois havia visto belíssimas fotos do local. A vista de Zermatt pequenina lá embaixo entre as montanhas era de arrepiar! Do lago Schwarzsee passavam muitas pessoas por mim, indo a um ponto bem próximo do Klein Matterhorn, mas que ficava a 2h de distância. Me deu muita vontade de seguir essas pessoas, mas precisava focar em alcançar o Glacier Paradise. Passavam também pessoas com equipamento de escalada.

Outra vista perto do Lago Riffelsee

Parada do trem em Rotenboden

Vista do Gornergrat

Chegando no Trockener Steg troca-se para um teleférico grande estilo gôndola, que dividi com vários esquiadores. Lá em cima no Glacier Paradise minha primeira atividade foi o tubbing (gratuito), que é um tipo de boia em que você senta e escorrega por uma rampa. É muito divertido, não deixe de fazer, apesar de a rampa ser bem pequena. Depois de mil fotos na neve e nos mirantes, visitei o palácio de gelo, ou Glacier Palace. Ele fica na parte interna da montanha (é bem frio lá dentro), então você segue por um túnel de gelo e há muitas esculturas feitas de gelo, achei interessantíssimo!

Vista do Gornergrat

Vista do Gornergrat: este é o hotel que há lá em cima

Vista do Gornergrat: o hotel também é um observatório

Acho que a maioria das pessoas (que não são hiperativas como eu e têm mais dias de férias que eu) fazem Glacier Paradise num dia e Gornergrat em outro dia. Mas como gosto de otimizar tempo e fiz os dois no mesmo dia (o que é perfeitamente possível e tranquilo se iniciar cedo), em vez de retornar direto a Zermatt na volta do Glacier Paradise, eu desci em Furi e fiz uma caminhada de 20 minutos até a estação de trem Findelbach (se você tiver visitado primeiro o Gornergrat é só você caminhar de Findelbach até Furi). É por isso que eu comprei cedo meu ticket para esse trem na Gornergratbahn, se não, não conseguiria embarcar assim no meio do caminho.

Gornergrat: há um restaurante do hotel lá em cima

Na trilha para Zmutt

A subida é num trem estilo cremalheira e dura mais ou menos 30 minutos. Porém, antes de ir ao Gornergrat, desci numa parada antes (Rotenboden) para ir a um lugar espetacular! O lago Riffelsee! Se você estiver com sorte e não estiver ventando, o lago forma um espelho perfeito do Matterhorn! É uma das vistas mais lindas que vi! Tem mirantes perfeitos nesse local, recomendo fortemente que faça uma parada nessa estação.

Na trilha para Zmutt

Trilha para Zmutt

Na trilha para Zmutt

O Gornergrat fica a 3100 metros de altitude. Lá em cima está o hotel mais alto da Europa, o Hotel 3100 Gornergrat, além de um observatório para quem se hospedar lá. Tudo rende fotos excelentes!

No caminho para Zmutt

Quase em Zmutt

Vilarejo Zmutt

No dia seguinte fiz uma pequena trilha circular saindo de Zermatt até Zmutt, passando por Furi, e deste ponto desci de volta a Zermatt de teleférico (pois o ingresso vale por vários dias). Ao percorrer a rua principal de Zermatt, é só acompanhar o rio que passa na cidade. Depois de alguns minutos você verá as placas indicativas de trilha que apontam também para Zmutt. Acho que demorei cerca de 1,5 hora nessa trilha, e ela é bem fácil. Zmutt é uma vilinha preservada com as antigas casas de madeira da região (há casas de até 500 anos), que é bem fofa.

Esta é Zmutt

Zmutt tem casas históricas de 500 anos

Além da Glacier Paradise e do Gornergrat, há ainda mais 2 montanhas para subir com cable car em Zermat, Rothorn e Sunnegga, que não tive tempo de ir.

Certamente voltarei a Zermatt me programando para fazer tooodas aquelas trilhas mostradas no link. A bela cidade suíça agrada a todos, desde os menos até os mais aventureiros, e é um dos locais mais encantadores que já visitei!

Acho que não tem como se perder rs

O Grand Canyon é um dos parques mais visitados dos Estados Unidos, e não é à toa: é de uma beleza cênica inigualável! Certamente é um dos lugares mais impressionantes do mundo!

O Grand Canyon National Park, no estado do Arizona, é dividido em 3 áreas: Grand Canyon West, South Rim e North Rim.

Estrada saindo de Las Vegas

Posto histórico na Rota 66 em Peach Springs

Na Rota 66

A parte oeste (Grand Canyon West) é a mais próxima de Las Vegas, ponto de início da maioria dos visitantes, a 200 km de distância. Porém, todas as pesquisas que fiz apontaram esse local como o pior para se visitar, praticamente um “pega turista”, por ser a região menos bonita, mais cara e com mais dificuldade de se fazer fotos. Isso porque é proibido entrar com câmeras no Skywalk, a passarela de vidro que funciona como mirante. E porque o valor de entrada é de quase 50 dólares por pessoa (80 se quiser acessar a Skywalk)! No entanto, muitos visitam pela possibilidade de uma visão do Grand Canyon em um bate-volta de Las Vegas.

Chegando em Seligman

A fofa Seligman

Os carros de Seligman

A parte mais interessante do parque é o South Rim, mas este fica a 440 km de Las Vegas, impossibilitando um bate-volta (apesar de eu ter visto algumas pessoas fazendo). O período mínimo de visitação que recomendo é de 3 dias, que será o descrito neste relato.

Olha os olhos que inspiraram Cars!

Chegando em Williams

O sol baixando no Grand Canyon

O South Rim é a região com maior infraestrutura do Grand Canyon, com diversas opções de hospedagens e restaurantes, e é a parte mais visitada do parque. Ele funciona 24h durante o ano todo, porém, o inverno pode dificultar a visita pela acessibilidade das rodovias (neva no Grand Canyon!), por isso o período de maio a outubro talvez seja o mais agradável. Já o North Rim só funciona de 15 de maio a 15 de outubro, tem acesso mais difícil e é mais isolado.

Primeiro dia no Grand Canyon

Grand Canyon

Inspirada no Grand Canyon

A entrada no parque custa 30 dólares por carro (para dividir entre os passageiros) e vale por 1 semana. A tarifa abrange tanto o South Rim quanto o North Rim. Para dúvidas e tarifas sempre atualizadas, consulte o site. Se além do Grand Canyon você pretende visitar outros parques dos EUA, de repente pode valer a pena comprar o passe anual, que vale para visitar todos os parques do país e por 1 ano. Ele custa 80 dólares, ou seja, se você for visitar 3 parques nos Estados Unidos já vale a pena (ou se for ficar mais de 1 semana em 1 parque e visitar mais um outro).

O Grand Canyon inspira muitas fotos

Conforme o sol baixa a paisagem se modifica

Segundo dia no Grand Canyon

Como chegar?

De carro: A melhor forma de visitar o Grand Canyon é alugar um carro. As estradas são ótimas e funciona muito bem se estiver em mais de uma pessoa para dividir os custos. Assim você poderá visitar todos os pontos que desejar, ficando o tempo que quiser.

De avião: Porém, se realmente não puder/não quiser/não dirigir, há algumas outras maneiras de ir. Por exemplo, o aeroporto mais próximo fica na cidade de Flagstaff, a 131 km da entrada do South Rim.

De ônibus: Há empresas de ônibus como a Greyhound que fazem vários percursos úteis, como por exemplo o de Las Vegas a Flagstaff.

De trem: Você também pode ir de trem com a Amtrak. Essa empresa faz diversos trechos interessantes de trem pelos EUA. Coloquei na pesquisa e encontrei a opção de sair de Las Vegas e chegar tanto em Williams quanto a Flagstaff (mas vi que o trem sai inicialmente de Los Angeles!).

De tour: Outra opção é pegar um tour diretamente em Las Vegas. Há várias empresas que oferecem, como por exemplo a One Day Tours.

E de Flagstaff e Williams?

De shuttle: Existem empresas que fazem shuttle para o parque, como a Arizona Shuttle. A Grand Canyon Shuttles também faz esse percurso, além de também circular entre o South Rim e o North Rim. Já a Trans-Canyon Shuttle faz só o percurso entre o sul e o norte.

De trem: Se quiser continuar de trem, de Williams ao Grand Canyon há a opção da Grand Canyon Railway.

Primeiro dia no Grand Canyon

As diversas paradas do bus têm distintas paisagens

Vontade de trilhar lá embaixo

Meu plano para os 3 dias foi sair de carro alugado de Las Vegas, dirigir por um trecho da famosa Rota 66 que corta a região, visitar o South Rim, subir para a parte leste e daí retornar a Las Vegas pelo norte. Esse tempo foi suficiente para visitar os mirantes mais populares e voltar feliz da vida! Porém, isso me deu uma vontade de quero mais e como amante de trilhas gostaria de ter passado mais tempo para aproveitar outras inúmeras possibilidades que a região oferece (comentarei sobre algumas delas mais à frente no relato).

Os segredos do Grand Canyon

Grand Canyon

Tem uma vermelhinha escondida aí, cê viu rs

Para visualizar melhor meu tour, veja o mapa:

Clique para abrir.

No primeiro dia, saí de Las Vegas. Pensava em passar na represa Hoover Dam. Ela fica a 54 km de Las Vegas. Porém, como tinha 348 km para dirigir até Williams, onde iria me hospedar, e estava apenas no começo do percurso, acabei limando a visita à famosa represa.

Rio Colorado

O Rio Colorado corta o Grand Canyon

Barquinhos navegando pelo Rio Colorado

Passando direto, segui para a cidade de Kingman. Essa pequena cidade é conhecida por ser o coração da Rota 66, e foi meu ponto de acesso a essa rodovia. Isso significa que, nesse ponto a caminho do South Rim, você pode tanto seguir pela rodovia comum quando fazer um desvio e ir pela Rota 66 (o que aumenta pouca coisa o percurso, cerca de 25 km). Todas as cidades que passam pela Rota 66 têm um ar de mistura de faroeste com anos 60, é tudo encantador! Sempre haverá algo que remeta à parte histórica. Inclusive acabei comprando, pelo caminho, um livro que fala sobre todas as cidades fantasmas que existem ao longo da rodovia, o que deve ser um tour muito interessante!

Outro mirante do Grand Canyon

Rio Colorando ao fundo

Os raftings devem ser incríveis!

Em Kingman há um museu sobre a Rota 66, o Arizona Route 66 Museum (site do museu e site da cidade sobre o museu). No site de Kingman você pode também verificar outros atrativos da cidade, bem como os eventos. No site Road Site América você pode abrir mapas dos estados dos EUA que mostram muitos dos atrativos do país todo (esta parte mostra no Arizona).

Admirando a paisagem

Só quero fazer parte da paisagem

Suspiros por esse lugar

Quando cheguei a Kingman tive que perguntar o caminho para a Rota 66, pois não encontrei placas pode onde passei (viajei com um GPS tradicional, que apontava o caminho pela rodovia principal e não mostrava o desvio). Localizada e finalmente na Rota 66, fiz uma parada em Peach Springs, onde há algumas lojas de souvenir e um antigo posto de gasolina abandonado, que é importante historicamente para a Rota 66. Nessa região também é possível visitar as Grand Canyon Caverns.

Depois segui para a encantadora Seligman, uma minúscula cidade considerada o local de nascimento da Rota 66 e composta apenas de uma rua. O charme de Seligman é que ela inspirou a animação Carros, da Pixar, e é cheia de carros antigos que lembram o desenho (até colocaram “olhos” em alguns depois da animação).

Desculpem a quantidade de fotos, é que é tão lindo!

Um dia volto para fazer rafting!

Continuando saí da Rota 66 e cheguei a Williams, outra grata surpresa. Isso porque é um sonho de lugar, parecia que eu estava em um filme de faroeste! Tudo remete à Rota 66! Como relatei, essa seria a porta de entrada para o Grand Canyon, pois muitas pessoas se dirigem a essa cidade de trem ou ônibus para visitar o parque. Alguns visitantes seguem mais 53 km e dormem em Flagstaff também.

O Grand Canyon é intenso!

Watchtower em Desert View

Eu me hospedei em Williams, a 86 km do South Rim, onde encontrei o melhor custo-benefício. Algumas pessoas se hospedam em Tusayan (a 28 km da entrada do parque). E outras, se hospedam nos Lodges e campings dentro do parque, embora essa reserva seja bem difícil de ser conseguida, pois assim que abrem as reservas, uns 9 ou 10 meses antes, elas se esgotam muito rapidamente (Xanterra e Grand Canyon Lodges). Existem alguns campings também, mas ouvi dizer que a velocidade de esgotamento de vagas é a mesma dos lodges (Camping 1 e Camping 2), ou este que não aceita reservas e as vagas são de quem chegar primeiro (Camping 3), ou estes fora do parque (Camping 4 e Camping 5).

Vista da Watchtower em Desert View

Museu na Watchtower em Desert View

Eu fiquei em Williams por ser o mais barato e com vagas disponíveis quando reservei. Aproveite a cidade também para abastecer seu carro, pois há muito poucas opções de postos de gasolina no Grand Canyon e é um local muito isolado. Em Tusayan também há um posto de gasolina, mas sempre é bom não arriscar.

Vista da Watchtower em Desert View

Watchtower em Desert View recebendo o por do sol

DICA IMPORTANTÍSSIMA: sempre que ver um posto de gasolina abasteça! Principalmente se o nível do combustível chegar ao meio tanque. Afinal, você não quer ficar perdido no meio do nada por seu combustível ter acabado, sem sinal de celular. Os postos na maioria ficam muito distantes uns dos outros. Na dúvida abasteça!

Placas que ajudam muito!

Após deixar minha bagagem no hotel já era quase fim de tarde e segui para o South Rim num percurso de 1 hora, pois as luzes do sol ficam incríveis no Grand Canyon, é um excelente horário para uma rápida visita antes de escurecer. De Williams o centro de visitantes (Grand Canyon Village) fica na entrada sul do parque.

Antelope Canyon

Antelope Canyon

Chegando no parque há um estacionamento e um centro de visitantes. Há algumas áreas que seu carro pode circular, mas a melhor forma de apreciar os belíssimos mirantes é usando o eficiente sistema de ônibus gratuitos do parque. Há várias linhas (vermelha, azul, laranja e roxa) que passam em todos os mirantes a cada 15 minutos e você pode embarcar e desembarcar onde quiser. Aqui no site oficial você pode verificar o percurso de todas elas. Este mapa mostra os caminhos:

Clique para aumentar. Mapa do South Rim. Fonte: https://www.nps.gov/grca/learn/news/upload/sr-pocket-map.pdf

O interessante é pegar todos os percursos descendo em cada mirante até chegar ao Hermits Rest, a parte da rota mais cênica de todas (dá para fazer alguns trechos mais curtos entre as paradas a pé). Após o belo e rápido por do sol voltei para Williams para pernoitar, e no dia seguinte, com mais tempo, fiz esse tour completo com os ônibus até o Hermits Rest, aproveitando quase que o dia todo para isso. Atenção: se você estiver usando os ônibus do parque para ver o por do sol, fique atento aos horários, pois costumam encerrar 1 hora após o sol baixar.

O incrível Antelope Canyon

As luzes modificam o Antelope Canyon

Com muitos meses de antecedência é possível reservar passeios de helicóptero, trilhas, raftings, de mula e de bicicleta. Algumas opções para reservar passeios diferentes (Explore the Canyon para vários passeios e de bike Grand Canyon e Papillon e Maverick e Scenic). Aqui neste link oficial do parque estão, em cada modalidade, indicadas várias empresas que fazem esses passeios diferentes. Aqui estão 2 opções de trilhas mais longas (trilha 1 e trilha 2), e para acampar no caminho é preciso pedir autorização ao parque. Neste link do parque estão as trilhas de 1 dia. Quero muito voltar ao Grand Canyon para navegar num bote pelo Rio Colorado e para fazer trilhas! Caso queira reservar esses passeios entre em contato o quanto antes, pois no Grand Canyon há muitos tours que se esgotam com até 1 ou 2 anos de antecedência!

Forma de coração no Antelope Canyon

O Antelope Canyon é excelente para quem gosta de fotografar

Nesse meu segundo dia já saí com as malas no carro. Após visitar todos os mirantes até o Hermits Rest, segui para ver meu por do sol do segundo dia. Peguei a rodovia Desert View até a Watchtower do Desert View, a 40 km do Grand Canyon Village (onde fica o centro de visitantes), na entrada leste do parque. Essa é uma parte mais isolada e uma outra opção incrível de passeio e por do sol. Não é possível chegar ao mirante do Desert View com os ônibus do parque. No caminho há alguns pontos de parada para ver a vista. Mas o melhor lugar para o por do sol é a Watchtower. Você pode entrar nela, pois funciona como um pequeno museu e loja de souvenirs, além de proporcionar uma vista 360º de cima.

A luz do sol entrando forma desenhos no Antelope Canyon

Arte natural no Antelope Canyon

Depois de um belo por do sol segui para minha segunda noite na região, na parte leste do Grand Canyon, na cidade de Page. Da Watchtower até Page são 176 km. Pelo mapa que postei acima, você pode ver que sigo para leste até cair numa rodovia principal (onde há placa indicando Page para a esquerda e Flagstaff para a direita). E depois há uma pequena saidinha da rodovia principal para pegar a que de fato vai a Page.

A luz fazendo arte no Antelope Canyon

Há alguns horários que são os melhores para fotografar o Antelope Canyon

Agora vou contar, eu que gosto de viver fortes emoções, porque você realmeeente precisa abastecer seu carro toda vez que ver um posto de gasolina rs! Depois de muitos quilômetros passei por um posto nessa rodovia (loja de conveniência Gap Express 525). Estava com meio tanque e resolvi não parar, porque Page estava bem próxima, e eu poderia abastecer no dia seguinte. Prossegui conforme meu GPS indicou, mas eu avancei muito na rodovia, e chegou um determinado ponto em que a rodovia estava interrompida e eu era obrigada a virar à esquerda (no meu mapa é um caminho que indica para Jacob Lake). E o GPS mandava ir reto onde estava interrompido! Nervosa, segui pela rodovia à esquerda até um posto de gasolina. Mas esse era o único dos EUA inteiro que não funcionava com autoatendimento, onde você mesmo abastece e passa um cartão de crédito na bomba, mas sim um funcionário deveria liberar a bomba. Porém, o dito funcionário estava dentro da loja de conveniência que já estava fechada (eram 22h! e fazia frio e um vendaval) e se recusava a me atender (nos EUA eles são meio rígidos com isso de horário). Eu estava desesperada já. Depois de muito insistir ele disse que não ia mesmo me atender, mas que eu precisava voltar umas 40 milhas por onde vim, no tal posto de gasolina que eu subestimei, que era o mais próximo e era onde eu deveria ter virado para Page.

Feliz no Antelope Canyon

Fantástico Horseshoe Bend

Saí desesperada pela rodovia e consegui chegar ao posto, já com menos de um quarto de tanque de combustível, e esse sim era como o tradicional nos EUA, autoatendimento! Ufa! E realmente bem no posto tinha uma pequena e discreta placa indicando Page à direita. Por isso não vi! Depois de tanta emoção cheguei rapidamente em minha hospedagem na cidade. Portanto, de novo o aviso: abasteeeeçam, minha gente!

Cuidado para não escorregar no Horseshoe Bend, gente!

Parece uma ferradura mesmo o Horseshoe Bend

No dia seguinte sai bem cedo para o passeio pré-agendado no Antelope Canyon, dentro de uma reserva dos índios Navajo. Como funciona? Você entra no site (Navajo Tours ou Antelope Canyon Tours e Antelope Canyon X) e agenda seu tour com antecedência de uns meses. Não precisei pagar nada para agendar, e recebi um e-mail de confirmação. O tour tradicional custa 40 dólares, mas eu juro que vale cada centavo! Não é possível fazer esse passeio sem um guia.

Meu tour durou 1 hora. Um carro me levou por um curto percurso até a entrada da formação. A luz entra pelas formações rochosas mostrando os tons avermelhados esculpidos pela ação da água há milhões de anos. Um guia te conduz pelo trajeto que deve ter uns 500 metros e mostra os curiosos formatos das rochas. É surreal!

Lugar fácil, gratuito e lindo é esse Horseshoe Bend

Passeio de barco que passa pelo Horseshoe Bend

Depois do tour fui visitar o Horseshoe Bend, outra fantástica atração no local. Ela fica num lugar meio escondido, mas perguntando consegui encontrar. O passeio é gratuito. Há um estacionamento, e de lá caminha-se por uma trilha de 1 km pela areia, é bem tranquilo. De repente, a visão da paisagem em forma de ferradura se revela num incrível mirante, um espetáculo da natureza!

Tanto o Antelope quanto o Horseshoe ficam bem próximos de Page.

Um passeio que não fiz foi o de barco pela Lake Powell Resorts & Marinas, que parece ser bem interessante.

Depois do Antelope e do Horseshoe caí na estrada pelos 439 km até Las Vegas, pois meu voo sairia na madrugada.

Horseshoe Bend

Lateral do Horseshoe Bend

Como eu disse no começo desta postagem, outro motivo que eu gostaria de ter tido mais dias na região é que queria ter visitado: North Rim, Sedona, Zion National Park, Bryce Canyon, Monument Valley, Canyonlands National Park, Arches National Park, Capitol Reef National Park e as incríveis Havasu Falls (site oficial, agência 1 e agência 2), dentre muitos outros locais na região.

Por isso, a região vai deixar saudades e uma enorme vontade de voltar para conhecer tudo isso! O Grand Canyon tem possibilidades incríveis demais para se visitar só uma vez!

Quando se pensa na Grécia logo vem à cabeça uma belíssima praia paradisíaca (como a que descrevi no post sobre Zakynthos) ou uma incrível ruína sobrevivente ao tempo. Porém, nesta postagem quero chamar a atenção para mais um deslumbrante e diferente lugar: os monastérios de Metéora.

Vista de Metéora a partir de Kalambaka

Varlaam

Este Patrimônio Mundial da Unesco está a 514 km de Atenas, cerca de 6 horas de viagem. Metéora significa “suspenso no ar”. O lugar é composto por curiosas formações rochosas de 600 metros de altura, esculpidas pela erosão há milhares de anos.

Varlaam ao fundo

Mosteiro Varlaam

Acredita-se que os primeiros monges chegaram ao local no século XI, atraídos pelo total isolamento e tranquilidade. Até os séculos XV a XVII foram construídos 24 mosteiros no topo das formações rochosas, que serviram de refúgio aos monges durante a ocupação do Império Otomano. Na época, a única forma de acessar os mosteiros era por um sistema de cordas e roldanas, em que as pessoas eram içadas. Hoje, 6 dos mosteiros ainda estão ativos e podem ser visitados: Great Meteoron, Varlaam, Roussanou (o único feminino), St. Nikolaos Anapafsas (Agios Nikolaos Anapafsas), St. Stephen (Agios Stefanos) e Aghia Triadas (Holy Trinity).

Subindo a escadaria do Great Meteoron

Interior do do Great Meteoron

Como chegar?

Você pode chegar a Metéora de carro alugado, trem ou ônibus.

De trem: é possível comprar sua passagem pelo site da Trainose. Pesquise de “Athens” a “Kalambaka”. Kalambaka é a cidade que está aos pés de Metéora. Na pesquisa que fiz no momento da escrita deste post o valor de ida e volta ficou em 48,70 euros. A maioria dos trens contém uma baldeação em Palaeofarsalos, e a viagem dura 6 horas. Os trens saem da estação Larissa em Atenas.

De ônibus: você sairá do terminal B da KTEL (Rua Liosson). Aqui no site da KTEL estão os preços e horários.

Interior do do Great Meteoron

Vista de Kalambaka de cima do mirante

Como comigo as coisas são sempre “com emoção”, eu visitei a Grécia em plena crise de 2015, quando as manifestações estavam em seu auge. Então o que aconteceu? Havia comprado a passagem de trem via internet, e quando cheguei à estação horas antes para checar meu trem noturno: surpresa! Os trens estavam em uma greve de 24h! Justo comigo, que faço roteiros planejados e apertados, e teria então só aquele dia para conhecer Metéora. A solução: corri na rua Liosson e comprei uma passagem de ônibus para a manhã seguinte. Com isso, em vez de ter um dia todo em Metéora reduzi minha visita a meio período e “me virei nos 30”!

Mosteiro equilibrado no alto da montanha

Escadaria do Varlaam

Chegando em Kalambaka já se percebe a grandiosidade das rochas. Minha ideia inicial era fazer tudo a pé já que teria um dia inteiro. Porém, como tive meio período reduzido, chegando lá me informaram que havia um ônibus que sobe até os mosteiros, porém, a cada 2h. Subi com esse ônibus e para descer a recomendação era pedir para chamarem um táxi dos mosteiros. É um percurso bem rapidinho, menos de 10 minutos.

Ônibus de Kalambaka a Metéora: 9h, 11h, 13h, 15h.

Ônibus de Metéora a Kalambaka: 10h, 12h, 14h, 16h.

Valor ida e volta: 3 euros.

Vestimenta improvisada com os lenços na entrada do Varlaam

Interior do Varlaam

Do centro de Kalambaka até o mosteiro Great Meteoron, onde o ônibus me deixou, são quase 7 km. Este é o maior dos mosteiros, indispensável de se conhecer. Para informações gerais o site Visit Meteora é bastante útil. Cada mosteiro fecha num dia diferente da semana, por isso é importante que se atente a isso na hora de escolher quais visitar.

Tudo é bem sinalizado

Vista do mirante

Great Meteoron: funciona das 9h às 17h (fecha às terças).

Holy Trinity: funciona das 9h às 17h (fecha às quintas).

Roussanou: funciona das 9h às 14h (fecha às quartas).

St. Nikolaos Anapafsas: funciona das 9h às 15h30 (fecha às sextas).

Varlaam: funciona das 9h às 16h (fecha às sextas).

St. Stephen: funciona das 9h às 13h30 e das 15h30 às 17h30 (fecha às segundas).

Belo mosteiro no alto da montanha

Escadaria do Agios Stefanos

Atente-se às vestimentas, pois não se pode entrar nos mosteiros de regata, short, saia acima do joelho e alguns, para as mulheres, calça. Por isso, na entrada, todos emprestam “cangas” para fazer saias e blusas improvisadas. A entrada em cada mosteiro custa 3 euros.

Agios Stefanos

Agios Stefanos ao fundo

Você pode baixar o mapa de Metéora aqui para planejar melhor sua visita.

Clique para aumentar. Mapa de Metéora. Fonte: http://www.visitmeteora.travel/

O mosteiro mais próximo de Kalambaka é o St. Nikolaos, fundado no final do século XIV. Ele é menor que os outros, mas também se equilibra grandiosamente num estreito topo de montanha.

Sistema de engrenagens que içava as pessoas para subiram ao mosteiro

O primeiro mosteiro que visitei foi o Great Meteoron, fundado no século XIV. Ele funciona como uma espécie de museu, mostrando utensílios, obras de arte e ferramentas, ilustrando como viviam os monges naquela época. Alguns monges ainda vivem lá, mas são extremamente discretos, e quase passam despercebidos. Desse mosteiro também há excelentes vistas da região, como a do mosteiro Varlaam.

Agios Stefanos

Agios Stefanos ao fundo

Saindo de lá fui caminhando até o mosteiro Varlaam, o segundo maior da região, a 750 metros de distância. Também fundado no século XIV, ele abriga muitas pinturas religiosas. Hoje o acesso aos mosteiros é feito por escadas, mas a antiga rede ainda está lá, para ilustrar como era feito antigamente.

Placa indicando os mosteiros

Como eu estava com pouco tempo, acabei pegando algumas caronas com outros turistas para os outros mosteiros. Pelas pesquisas que fiz, se andasse entre os 6 mosteiros seriam cerca de 9 km de caminhada. No caminho para o Roussanou há um belo mirante. Roussanou, dedicado a Santa Barbara, foi fundado no final do século XVI. Em 1988 ele tornou-se um convento.

Passei pelo Holy Trinity, mas não visitei. Segui direto para o St. Stephan, construído na primeira metade do século XV. Todos os mosteiros proporcionam vistas maravilhosas.

Em Kalambaka, os mosteiros estão lá acima das montanhas

Não consegui visitar todos os mosteiros por causa dos imprevistos que tive, mas conhecer Metéora foi extremamente gratificante e bonito. Saindo desse mosteiro decidi ir caminhando até a cidade, pois meu ônibus sairia para Atenas no final da tarde, porém, logo consegui uma carona com um casal de turistas até Kalambaka. De onde me deixaram, num posto de gasolina, não segui até a rodoviária, pois meu ônibus passaria por esse local e eu conseguiria embarcar.

Metéora é um daqueles lugares fascinantes e inesperados de se visitar, e com certeza valeu todo o perrengue que passei para ir.

O mundo do cinema sempre inspira os viajantes. E entre uma viagem e outra, nada melhor do que curtir um belo filme que mostre alguns destinos legais de se visitar. Pensando nisso, fiz uma lista de 15 filmes que já me inspiraram a viajar (e espero que te inspirem também rs). Há muito mais filmes sobre viagem, mas vai ficar para uma segunda lista. Você já assistiu a esses filmes?

1. Na natureza selvagem

Nada melhor do que começar com um dos mais clássicos filmes sobre viagem, Na natureza selvagem. Essa é uma história baseada em fatos reais sobre Christopher McCandless, criado numa família tradicional e rígida para ser um bem-sucedido estudante e ter um futuro profissional de sucesso. Após cumprir os desejos de sua família ao se formar na universidade, Christopher larga tudo para embarcar numa vida na natureza selvagem, longe de bens materiais e da hipocrisia da sociedade. Ele inclusive muda seu nome para Alexander Supertramp, e parte em busca da verdadeira liberdade, felicidade e autoconhecimento. Nessa busca passa por lugares incríveis, navega pelo rio Colorado, segue em direção ao México e depois ruma ao Alasca, conhecendo pessoas que mudam sua vida, assim como ele muda as delas. O filme, de 2008, ainda conta com uma incrível trilha sonora de Eddie Vedder. Baseado no livro de Jon Krakauer, o filme foi dirigido por Sean Penn.

2. Na mira do chefe

Esse filme de 2008 se passa na pequena e bela cidade de Bruges, na Bélgica, e me inspirou a visitar o local. Na mira do chefe (ou, em inglês, In Bruges) é um filme de humor negro em que dois matadores (Colin Farrell e Brendan Gleeson) são enviados para Bruges a fim de aguardar instruções de seu chefe (Ralph Fiennes). Porém, sentem-se deslocados e passam a turistar pela charmosa cidade medieval. Enquanto o personagem de Colin sente-se irritado de estar lá, o de Brendan se encanta com a cidade de contos de fadas. Vale a pena ver para se inspirar com as cenas de Bruges.

3. Casa comigo

Essa comédia romântica me deu vontade de sair correndo para visitar a Irlanda. Amy Adams, nesse filme de 2010, viaja para o país atrás de uma tradição local: o dia 29 de fevereiro é o único dia do ano em que as mulheres podem pedir os homens em casamento. Porém, após aterrissar no lugar errado, ela tem que atravessar o país com a ajuda do dono de uma hospedaria. Esse doce filme mostra lindas paisagens do interior da Irlanda e me inspirou a visitar o país.

4. Sob o sol da Toscana

O livro de Frances Mayes inspirou este belo filme, com clássicas paisagens da Toscana. No filme, a escritora embarca numa viagem à Toscana após receber o pedido de divórcio de seu marido. Deprimida, a personagem ganha a viagem de uma amiga para se curar, mas chegando lá, em um impulso, resolve comprar uma casa numa vila próxima a Cortona. Pouco a pouco Frances se deixa conquistar pela Toscana, pelos amigos que faz e se apaixona novamente. E esse filme de 2004 fará você se apaixonar e correr para a Toscana!

5. Livre

Livre (Wild) a princípio não me conquistou. Porém, após ler o livro, passei a admirar totalmente esse filme. Cheryl Strayed (Reese Whiterspoon), após a repentina morte da mãe, vê sua vida desmoronar. Distancia-se da família, desiste de seu casamento e entrega-se à heroína. Porém, 4 anos depois, resolve percorrer sozinha 1.770 km pela belíssima trilha Pacific Crest Trail, a PCT, na costa oeste dos Estados Unidos. Sem nenhuma experiência em trilhas, essa jornada a ajuda a se fortalecer e se autodescobrir, uma verdadeira história de superação. Baseado em fatos reais, Livre (2015) me fez ter vontade de fazer essa trilha completa um dia. Fica a dica para ler o livro também.

6. Uma caminhada na floresta

Com Robert Redford e Nick Nolte, Uma caminhada na floresta (A walk in the woods), de 2015, se passa em outra trilha dos Estados Unidos, a Appalachian trail, na costa leste do país. Após muitos mochilões pela Europa, o personagem de Robert Redford, já na terceira idade, resolve que nunca é tarde para aproveitar a vida e convida um antigo colega de viagens para fazer a trilha dos Apalaches, de 3.000 km, e provar que mesmo nessa idade ainda há muito o que se viver. Essa caminhada cheia de hilariantes surpresas te leva para conhecer mais uma trilha dos EUA.

7. Antes do amanhecer

Esse fascinante filme com Ethan Hawke e Julie Delpy te fará ter vontade de conhecer a bela Viena, na Áustria. Na história, o americano Jesse e a francesa Celine se conhecem num trem pela Europa e ele a convence a desembarcar em Viena. Atravessando uma noite inteira passeando pela cidade, eles se conectam por meio de reflexivas e interessantes conversas e pouco a pouco se apaixonam. Antes do amanhecer (Before Sunrise, de 1995) poderia ser maçante, mas em vez disso, ele se revela uma grata surpresa, doce, leve e apaixonante. Tanto que acabou gerando duas continuações, Antes do por do sol e Antes da meia-noite.

8. Chef

Com roteiro inusitado e uma trilha sonora ótima, este filme te fará ter vontade de fazer road trips. Com Jon Fravreau, Robert Downey Jr., Dustin Hoffman, Scarlett Johansson e Sofía Vergana, o filme conta a história de um renomado chef de cozinha que adora inovar, mas um dia recebe a visita de um crítico gastronômico que “detona” com suas opiniões negativas. O personagem, de gênio forte, acaba sendo demitido e a briga viraliza na internet. Sem perspectiva de arrumar emprego em outro restaurante ele resolve tentar a sorte com um food truck de lanches mexicanos e, viajando pelos EUA, redescobre o entusiasmo pela vida, pela gastronomia e o amor. Este filme leve e engraçado de 2014 não deixa de ser uma história de superação e vai te inspirar em muitos sentidos.

9. The fundamentals of caring

Também sobre uma road trip, esse filme de 2016 com Paul Rudd conta a história de Ben, um escritor frustrado com os problemas da vida, que decide se aventurar por uma nova carreira, a de cuidador. Porém, seu primeiro cliente é Trevor, um adolescente com distrofia muscular reclamão, mal-humorado e sarcástico que nenhum cuidador aguenta. Após descobrir os desejos do jovem de conhecer alguns lugares do país que ele via no noticiário, sobretudo um local que era dito o buraco mais fundo do mundo, Ben decide levá-lo para provar que é possível superar seu problema e realizar seus sonhos. Aos poucos eles se entendem e o filme mostra o valor que devemos dar às coisas simples da vida e à amizade.

10. O caminho

O caminho, ou The way, me fez ter vontade de embarcar já para a Europa e fazer o caminho de Santiago de Compostela. No filme, o filho de Tom (Martin Sheen) está prestes a iniciar o caminho de Santiago quando acaba perdendo a vida em uma fatalidade. Tom viaja para a França a fim de recolher o corpo de seu filho, mas, ao chegar lá, decide realizar o desejo dele: resolve na hora fazer o Caminho de Santiago, sem nenhum preparo ou experiência, levando as cinzas do filho. Durante essa peregrinação Tom encontra companheiros únicos de viagem e aprende que “você não escolhe uma vida, você vive uma”.

11. A vida secreta de Walter Mitty

Neste filme de 2013 com Ben Stiller, seu personagem Walter Mitty trabalha na revista Life como laboratorista de fotografias. Walter Mitty é um cara normal, cheio de sonhos, mas preso na rotina. Após receber os negativos das fotos da nova edição percebe que falta uma, a que deveria, segundo o famoso fotógrafo que as fez (Sean Penn), entrar como capa da revista. Isso funciona como um gatilho para que Walter Mitty saia em uma jornada atrás da foto faltante e seu fotógrafo, o que o faz sair da zona de conforto, passando por lugares belíssimos e mudando sua vida!

12. Up! Altas aventuras

Esta animação de 2009 me inspirou a procurar a terra das cachoeiras gigantes! E colocando esses dizeres do filme no Google, a princípio não achei o Monte Roraima e o Salto Angel, locais em que o filme se baseia, mas sim, a bela terra de cachoeiras gigantes brasileira, a paranaense Prudentópolis! Em seus primeiros minutos, o filme já é capaz de arrancar lágrimas de muita gente, contando a história de vida de Carl e sua amada Ellie, que se conheceram na infância e sempre sonharam em uma aventura na América do Sul. Porém, com o passar dos anos e muitas dificuldades, Ellie falece após uma vida de amor e alegrias ao lado de Carl. O personagem torna-se um velho rabugento, que é surpreendido com um empreendimento imobiliário que quer derrubar sua casa. É nessa hora que a história e a vida de Carl sofrem uma reviravolta: ele amarra milhares de balões à sua casa, que sai voando, porém, com um intruso, o escoteiro Russell. Assim eles saem em direção finalmente à terra das cachoeiras gigantes, o local em que Carl e sua falecida esposa sempre desejaram morar. O filme é uma lição de vida que diz para nunca desistir de seus sonhos!

13. Hector e a procura da felicidade

Hector é um psiquiatra que está à procura de resolver os problemas de seus pacientes e ajudá-los a encontrar a felicidade. Ao lado de sua esposa Clara, ele mesmo não sabe o verdadeiro significado da felicidade e vive em meio a dúvidas existenciais. Então ele decide sair pelo mundo procurando esse real significado para as pessoas e através de suas experiências. Nessa jornada ele visita a China, a África e Los Angeles, e com as pessoas que encontra, tira suas conclusões sobre o real valor da existência e da felicidade. É um filme (2016) leve, doce e cheio de lições de vida, com um toque de humor, mostrando belos lugares do mundo.

14. Copenhagen

Esse filme de 2014 me fez ter vontade de conhecer a bela cidade de Copenhagen. William é um imaturo jovem de 28 anos que viaja pela Europa e decide procurar por seu avô na cidade de Copenhagen. Lá ele conhece a jovem Effy, que o auxilia em sua busca, mas sem perceber, apesar de sua pouca idade, o ajuda a resolver seus problemas de maturidade. Com as cenas do filme, a Dinamarca entrou na minha lista de países a visitar!

15. Trilhas

Este filme é baseado no livro Trilhas (Tracks) de Robyn Davidson. O filme, de 2013, adapta as memórias de Robyn, que em 1977 cruzou sozinha os desertos australianos por 2.700 km em direção ao mar com sua cadela e 4 camelos. Com o papel interpretado por Mia Wasikowska, Robyn parte numa jornada de autoconhecimento. Ela aprende a treinar os camelos e aceita um patrocínio da National Geographic, que impõe a condição de que um fotógrafo a encontre em alguns pontos para fotografá-la para a revista. Nessa envolvente história de trekking Robyn enfrenta o extremo calor do deserto, a fome e a sede, cobras e camelos selvagens, sendo uma bela inspiração para trekkings de longa distância através da figura dessa forte heroína.