Se você gosta mesmo de cachoeira precisa conhecer a do Tabuleiro, uma cachoeira de muito respeito! Ela tem 273 metros de altura e é considerada a terceira maior do Brasil e a maior de Minas Gerais. Com um lindíssimo visual parecendo o formato de um coração, é uma das “7 Maravilhas da Estrada Real”.

 

 

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Chegando no parque

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Cachoeira do Tabuleiro vista do mirante

Essa maravilha fica em Conceição do Mato Dentro, no distrito de Tabuleiro. Partindo de Belo Horizonte, a 163 km da cidade, a melhor forma é alugar um carro, tanto para ir como para se deslocar por lá. Porém, existe também a opção de pegar um ônibus da viação Serro para Conceição do Mato Dentro, e de lá, outro para Tabuleiro (por estrada de terra bem batida a uns 20 km de Conceição). Dá para pegar táxi também nesse trecho final, mas custa cerca de R$ 80,00. Esses ônibus não saem todos os dias da semana, por isso é melhor consultar a viação antes de ir. Algumas pousadas de Tabuleiro oferecem traslado também, partindo de BH. Ou seja, se possível vá de carro.

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Cachoeira do Tabuleiro

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Cachoeira do Tabuleiro

Tabuleiro é um distrito bem pequeno e simples, tem opções de pousadas, campings e restaurantes, porém um pouco limitado. O Parque Natural Municipal do Tabuleiro, no Parque Estadual da Serra Geral do Intendente, onde está a cachoeira, fica a 2 km do distrito. Chegando na sede, o valor de entrada é de R$ 10,00 e há 3 trilhas: a do mirante, a do alto da cachoeira e a do poço da cachoeira. Ele é aberto ao público das 08h às 17h, mas o horário máximo de entrada para a trilha da parte baixa é 14h, e para a parte alta, 11h.

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Na parte baixa do Tabuleiro

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Rumo à parte alta

A trilha do mirante é bem fácil, com 20 minutos de caminhada você vê muito bem a cachoeira do Tabuleiro. Já a trilha do poço da cachoeira, que é a que leva para a parte baixa, é de nível médio. Ela tem cerca de 3 km ida e volta, mas é um pouco acidentada e tem um trecho de descida que pode cansar um pouco na volta. É importante ir com calçado apropriado para trilha e ter bastante atenção, mas não é necessário contratar guia, só se preferir. No caminho, passa-se por inúmeros poços para banho, todos com a água “cor de coca-cola” característica da região. Chegando na base da cachoeira, o que se vê é um cenário incrível, um lugar perfeito para nadar e tirar fotos, e a sensação de gratidão pela natureza é enorme.

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Lá na parte alta

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Lá na parte alta

Se você estiver preparado para o desafio e amar trilhas, aconselho muito a visitar a parte alta. Para essa trilha é preciso contratar um guia local ou então ir com um GPS de trilhas, pois há muitas bifurcações e é fácil se perder, o parque mesmo só autoriza essas 2 maneiras. Vá bem cedo, pois ida e volta são umas 7h ou 8h de trilha nível difícil, cerca de 18 km no total. Porém, chegando lá, o que se vê é uma espécie de cânion com muitos poços para banho ainda mais lindos que os da parte baixa, formando mini cachoeiras. Ao chegar no final do cânion tome muito cuidado, mas você pode ir até a ponta e visualizar toda a queda, e o poço lá embaixo que se torna pequeno lá de cima.

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Cheguei na parte alta

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Lá na parte alta

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Láaa de cima! (“não façam isso em casa”!)

Algumas pessoas chegam nesse trecho fazendo a famosa travessia Lapinha-Tabuleiro, que precisa de uma logística totalmente diferente do que a que estou contando aqui.

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Alguns poços pra banho lá na parte alta

A região tem outras inúmeras cachoeiras. No site da prefeitura de Conceição do Mato Dentro você pode pegar informações sobre os atrativos da região. Outra cachoeira que também vale muito a visita é a Rabo de Cavalo, com cerca de 120 metros de altura. É preciso ir de carro saindo do distrito de Tabuleiro (20 km de estrada de terra sentido distrito de Itacolomi) e anotar as indicações do caminho, mas não é preciso contratar guia. A trilha é relativamente fácil, são cerca de 30 minutos no máximo. A queda é dividida em três e tem um ótimo poço para banho.

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No caminho para Rabo de Cavalo e Peixe Tolo

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Cachoeira Rabo de Cavalo

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Cachoeira Rabo de Cavalo

Saindo de lá você pode visitar o cânion do Peixe Tolo, pois fica próximo. São mais ou menos 5 km de trilha, cerca de 2,5 horas de caminhada, mas no estilo “pula pedra”, então vou dizer que é nível difícil, pois exige um pouco de experiência em trilhas. Por isso, se não se sentir seguro, vá com um guia local. O cânion é exuberante, a cachoeira é um “fiozinho” de 200 m de queda.

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Cânion do Peixe Tolo

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Olha a trilha, cuidado! Cânion do Peixe Tolo

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Cachoeira do Peixe Tolo: um fiozinho

Outro roteiro que fiz, mais perto de Tabuleiro, é a cachoeira Congonhas, com 90 metros, que na época estava com pouca água. A trilha demora mais ou menos 1 hora, mas é um pouco difícil encontrar algumas entradas da trilha, então se você não tem experiência contrate um guia. Considero nível médio.

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Saindo do cânion do Peixe Tolo

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Cachoeira Congonhas

Concluindo, nesse meu roteiro demorei 4 dias: 1 dia saindo bem cedo de BH, chegando em Tabuleiro e fazendo a parte baixa, 1 dia para a parte alta do Tabuleiro, 1 dia para Rabo de Cavalo e Cânion do Peixe Tolo e 1 dia para Congonhas, voltando feliz da vida para BH no final do dia!

Um dia recebi uma propaganda em meu e-mail sobre o Jalapão. Foi o suficiente para despertar minha curiosidade sobre esse lugar perfeito para quem ama ecoturismo! Quando finalmente marquei a viagem as pessoas diziam: “O quê!? Você vai para o Japão?”. “Não, é Jalapão! rs”. Essa região fica no Tocantins, e pegando um voo para Palmas você pode conhecer essa maravilha!

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Por do sol na praia do Prata, em Palmas

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Por do sol na praia do Prata, em Palmas

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Por do sol na praia do Prata, em Palmas

As atrações a serem visitadas no Jalapão são bem distantes umas das outras (a região toda tem 34 mil km2), e muitas vezes o percurso é por terrenos arenosos e sem sinalização, difíceis de serem alcançados com carros de passeio. Por isso, se você não estiver com um veículo 4×4, a melhor maneira de conhecer o local é contratando os serviços de uma agência de passeios da região. Eu fiz meu passeio com a Livre Expedições e recomendo, mas há diversas agências para pesquisar, algumas até com a opção de rafting.

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Cachoeira do Soninho

A “porta de entrada” do Jalapão é Ponte Alta do Tocantins, a 190 km de Palmas, e outras cidades que passará serão Novo Acordo, São Félix do Tocantins e Mateiros, cada uma com 100 a 200 km entre elas. Recomendo 4 dias de visita para conhecer lugares bem variados, e cada dia irá dormir em uma cidade diferente. Essas agências de Palmas se encarregam de todas as reservas de hospedagem, transporte, guia e alimentação.

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Pedra Furada ao fundo

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Incrível por do sol na Pedra Furada

Como o passeio ao Jalapão começa bem cedo no primeiro dia, é preciso estar em Palmas um dia antes. Por isso, caso chegue durante o dia, recomendo muito visitar alguns atrativos na cidade. Ela tem a segunda maior praça do mundo, e assim como em Brasília, também tem obras de Oscar Niemeyer. Outra semelhança com Brasília é que há um lago artificial e os visitantes podem aproveitar as “praias”, como a do Prata e a da Graciosa, com direito a cadeiras e quiosques (e uma rede de proteção bem monitorada dentro da água que segura animais que possam oferecer risco aos banhistas). O por do sol é imperdível, o sol se põe no “mar”! Para chegar, peguei moto táxi no ponto perto da praça e combinei com ele um horário de retorno.

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Cachoeira da Velha

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Cachoeira da Velha

Agora vamos ao Jalapão! A melhor época para visitar é entre maio e setembro, pois é o período mais seco do ano. No primeiro dia passei por Ponte Alta e a primeira atração visitada foi o cânion de Sussuapara. É uma fenda por onde se caminha por um riozinho tranquilo e chega-se a uma pequena cascata no final. É bem tranquilo e ótimo para refrescar. Outra atração que visitamos no dia foi a linda cachoeira do Soninho, que tem um enorme fluxo de água, mas com áreas próprias para banho. No fim da tarde, a atração foi ver o belíssimo por do sol na Pedra Furada, é indispensável! Nesse dia já deu para ver a que o Jalapão veio!

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Prainha do Rio Novo

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Isso é no caminho das Dunas

No segundo dia visitamos outra linda cachoeira com muito volume d’água, a cachoeira da Velha. Logo abaixo dela, fomos na prainha do Rio Novo, lugar delicioso para banhar-se. Depois de muitas sacolejadas pela estrada arenosa, o por do sol do dia foi nas icônicas dunas. Embora seja uma subida íngreme, porém curta, o visual é fantástico e compensa o esforço. Dá para se sentir no deserto, vendo as areias ficarem rosadas conforme o sol desce. Ao fundo observa-se a serra do Espírito Santo e os buritis.

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No caminho das dunas

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Nas Dunas para o por do sol

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Por do sol nas Dunas

Dormimos em Mateiros e saímos antes do sol nascer. Isso porque há um excelente mirante na serra do Espírito Santo para assistir a esse espetáculo da natureza. Esse passeio é o único que exige um esforço físico maior, pois há uma trilha que, apesar de só ter 500 metros, é bem íngreme. Mais tarde visitamos um dos lugares mais almejados da viagem: a cachoeira do Formiga. As águas de cor esmeralda são exatamente como vemos nas fotos e não se pensa duas vezes antes de entrar. Que lugar!

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Mirante na Serra do Espírito Santo

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Cachoeira do Formiga

Depois do almoço fomos a um dos inúmeros fervedouros da região, o fervedouro do Ceiça. Essa é uma atração curiosíssima: é uma nascente de rio, onde a água brota da areia com muita pressão, impedindo que as pessoas afundem (eu tentei afundar e não consegui!). Só podem entrar 6 pessoas por vez, que ficam 20 minutos. Depois passamos no povoado Mumbuca, de origem quilombola. É muito interessante conhecer a cultura dos locais desse e dos diversos povoados que se passa nessa viagem. Uma das coisas que eles fabricam é o famoso artesanato com capim dourado, que resulta numa grande variedade de produtos.

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O famoso capim dourado usado para fazer artesanato

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Fervedouro do Ceiça

No dia seguinte fomos ao fervedouro do Alecrim, em São Félix, também encantador. Depois passamos pela serra da Catedral, pelo Rio Novo e também pelo morro Vermelho, finalizando a aventura na praia dos Borges. Todas as regiões visitadas são protegidas pelo Parque Estadual do Jalapão e as APAs. Comemos muito bem em todos os lugares visitados, aproveite para conhecer as frutas do cerrado e experimentar o suco de buriti.

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Fervedouro do Alecrim

Uma paisagem dos sonhos em meio às montanhas, uma cidade perfeita refletida em um lago perfeito! É uma das cidades mais charmosas do mundo, um dos vários lugares encantadores da Áustria e um patrimônio da humanidade segundo a Unesco! Além disso, conta com uma das minas de sal mais antigas do mundo, a Salzwelten!

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Hallstatt

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Estação Hallstatt

A pequenina Hallstatt pode ser facilmente alcançada a partir de Salzburg, na Áustria: fica a cerca de 2,5 horas de trem e deve-se descer na estação da cidade. Tem também a opção de ir de ônibus + trem ou até de carro, então veja o meio mais vantajoso considerando o preço e a logística. Eu achei mais fácil ir de trem e comprei minha passagem na hora, foi bem tranquilo, e a paisagem vista pelo caminho é linda. É possível se hospedar lá, mas Hallstatt é um bate-volta perfeito a partir de Salzburg, por exemplo, e em 1 dia dá para conhecer tudo.

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Chegando de barco

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No caminho pro funicular

Ao descer do trem, pega-se um pequeno barco para atravessar o lago Hallstatter See. A paisagem é hipnotizante! A pequenina cidade é um encanto. A travessia dura 10 minutos, e se não houver vento o reflexo no lago vai ser um perfeito espelho. Você pode comprar o ticket do barco ida e volta. Como de lá eu iria para outro destino e estava com minha bagagem, pedi ao barqueiro para deixar minha mochila em uma pequena sala perto do cais.

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Central Square Markplatz

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Hallstatt linda

Não tem nada como passear pelas ruas da cidade, tirar mil fotos do que parece ter saído de um livro de Hans Christian Andersen. A praça central é um dos pontos legais da visita, chamada Central Square Markplatz, assim como a bela igreja e até uma cachoeira no fundo da cidade. Hallstatt tem uma herança histórica fascinante e, para quem quiser, dá para passar no centro de apoio ao turista e pegar um audioguia para entender melhor. Há também um pequeno museu para quem quer conhecer a cultura do local.

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Funicular para a mina de sal

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Vista do alto do funicular

Na cidade tem outra atração curiosa que vale a pena ser visitada: uma capela que é uma espécie de ossário com crânios pintados à mão, feito pelos antigos moradores. Fica na frente de um pequeno cemitério, até bonito por seu jardim e construção (até o cemitério é charmoso, gente!). Na entrada tem cartões explicativos sobre esse antigo costume.

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Capela de ossos

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Capela de ossos

Agora vamos ao que interessa: a incrível mina de sal, a Salzwelten, que data de mais de 7000 anos atrás. O acesso a ela é feito por um trem funicular. No site tem todos os horários de funcionamento da mina (funciona somente de abril a novembro) e do funicular, bem como os preços. Você pode comprar na hora.

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Mina de sal

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Escorrega na mina de sal

Do alto da montanha há uma belíssima vista da cidade. Chegando na mina, o visitante é orientado a vestir uma roupa especial para entrar (é muito frio lá dentro). A visita é bem diferente, caminha-se pela mina, toda de sal, e um guia vai levando o grupo formado na hora e explicando sobre a mina e sua história, que é curiosíssima.

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Mina de sal

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Uma das projeções que explicam a formação do local

Há dois escorregas para prosseguir o caminho, usados pelos antigos mineiros, o que é bem divertido (rola até uma fotinho no segundo escorrega, com 60 metros de comprimento, e você pode comprá-la no final da visita. Tem uma escadinha do lado para os medrosos hehe).

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Essa estranha roupa que me deixa com cara de 100 quilos!

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Outra vista do alto da funicular

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Outra famosa paisagem de Hallstatt

Há também vídeos criativos explicando a formação geológica do local, é MUITO interessante. Para sair da mina, o viajante vai embora de um jeito sensacional: por um túnel em um trenzinho de madeira todo aberto. E eles se despedem de um jeito fofo, na saída pela lojinha você ganha um pequeno potinho com sal.

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Yeeeeaaahhhhhhh!!

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Tchau, Hallstatt! Até a próxima!

Um dia eu assisti ao desenho Up: Altas aventuras e fiquei doida para descobrir onde ficava a tal da terra das cachoeiras gigantes. Para minha surpresa o que apareceu na pesquisa foi a pequena cidade de Prudentópolis, no centro do Paraná (depois eu descobri que o lugar em que o desenho se baseou foi o belo Monte Roraima, que será tema de um relato futuro).

A região tem mais de 100 cachoeiras variando entre 80 e 196 metros! Além disso, essa cidade, colônia de ucranianos, tem um gostoso clima cultural com igrejas e comida típicas. Conhecida como “a pequena Ucrânia”, é possível encomendar um jantar típico ucraniano e conhecer as delícias dessa culinária.

A mais alta queda (inclusive a maior da região sul e uma das maiores do Brasil) é o Salto São Francisco, com 196 metros, a cerca de 75 km do centro de Prudentópolis (imagem que abre este post). Belíssimo, ele pode ser visto por um mirante, que já vale muito a pena, ou acessado por baixo por uma trilha de cerca de 2 horas de ida, de nível médio de dificuldade, com cerca de 3 km. Na parte de cima do salto tem uma área de lazer com outra cachoeira menor, com 12 metros, o Salto dos Cavalheiros, ótima para banho.

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Base do Salto São Francisco

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Salto dos Cavalheiros

Já o Salto Barão do Rio Branco tem 64 metros de altura e o acesso é bem fácil. A cachoeira impressiona pelo volume d’água e fica a 19 km do centro da cidade. Nesse local tem uma usina de energia, e dá para ir na parte baixa por uma escadaria com 478 degraus. Ele é muito bonito e dá para nadar mais longe da queda. A parte de cima é um belo mirante.

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Salto Barão do Rio Branco

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Salto Barão do Rio Branco

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Salto Barão do Rio Branco

Outra parada imperdível são os saltos São Sebastião e Mlot. São 2 cachoeiras de 120 metros exatamente uma de frente para a outra! Ficam a 29 km de Prudentópolis. Na parte de cima há um mirante, mas a visão não é muito boa. O interessante é acessar pela trilha, com cerca de 45 minutos, mas um pouco íngreme, por isso deve-se tomar cuidado. Nesse local há taxa de entrada de 10 reais. Neste vídeo dá para ter uma ideia melhor do que é uma cachoeira de frente para a outra.

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Salto São Sebastião (o Mlot está de frente)

A 30 km do Salto São Sebastião está o Salto São João (a 22 km do centro de Prudentópolis). Ele tem 84 metros de altura e é visto só por cima, de um mirante. Também dá para ir em sua cabeceira por uma trilha fácil, pagando 10 reais de entrada, e o contato do local é esse.

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Salto São João

Próximo da cidade (14 km) há o Salto Manduri, no recanto Rickli. O local tem uma infraestrutura semelhante a um clube, com piscina, restaurante, camping e churrasqueiras e é cobrada uma pequena taxa de entrada.

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Salto Manduri

O Recanto Perehouski fica a 24 km da cidade e, apesar das quedas d’água pequenas em comparação com as outras da região, é um local com uma paisagem muito bonita.

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Recanto Perehouski

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Recanto Perehouski

A RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural) Ninho do Corvo (25 km da cidade) é um local para a prática de esportes radicais, como rapel e tirolesa.

Essas são as principais cachoeiras da região, mas há muitas outras, como os saltos gêmeos, que são avistados da estrada, o salto sete, a cachoeira do Miguel, o salto Jacutinga e muitos outros.

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Saltos Gêmeos

Além das cachoeiras, é possível visitar as igrejas típicas ucranianas (elas têm até missas no idioma ucraniano), como por exemplo a igreja Matriz de São Josafat e a igreja Matriz de São João Batista. Há também o Museu do Milênio, que resgata e preserva a cultura e a história dos imigrantes ucranianos. No caminho para as cachoeiras, observe as casas, todas com muitas cores, o que os guias de turismo dizem ser típico também, e os faxinais, sistema de criação de animais em que eles são criados soltos.

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Igreja típica ucraniana

Prudentópolis fica a pouco mais de 200 km de Curitiba e a pouco mais de 600 km de São Paulo, de onde existe ônibus direto. É possível visitar os atrativos de carro próprio ou contratar um guia com veículo particular. Seja como for, para informações sobre os caminhos e guias turísticos, entre em contato com o Departamento de Turismo (site e Facebook) da cidade, que é bem prestativo e indica também pousadas e campings. Você pode pegar com eles um mapa da cidade e das cachoeiras para planejar sua visita, como este, que mostra todas as cachoeiras que citei.

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Prudentópolis é um daqueles lugares para ir várias vezes na vida e que com certeza terá as cachoeiras mais lindas que já visitou!

Quem nunca assistiu Zé Colmeia? Você sabia que a história se passa no Yellowstone National Park? O Yellowstone é uma unidade de conservação importantíssima nos Estados Unidos, localizado entre Montana, Wyomming e Idaho. Referência em conservação, foi o primeiro parque criado no planeta, em 1872, e é um dos mais lindos do país, com 8.983 km2.

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Entrada do parque

Por que visitar? O Yellowstone tem a maior concentração de gêiseres do mundo, sem contar lagos belíssimos e de muitas cores, cânions, cachoeiras, florestas e montanhas nevadas, além de uma fauna também super rica. É possível avistar ursos, bisões, alces, lobos e outros. Ele realmente é fascinante e diverso. Dá para se sentir em um filme!

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Nessa viagem, planejar tudo é muito importante! Visite o site oficial, lá existem mapas e informação atualizada sobre o parque. É preciso ficar pelo menos 4 dias para conhecer o mínimo do local, e pode-se combinar a visita com o Grand Teton National Park, que fica logo abaixo do Yellowstone. O Grand Teton National Park também é bem impressionante por suas paisagens, com lagos e montanhas nevadas e muitas flores. Ele, assim como o vizinho, tem várias entradas: norte (liga o Grand Teton ao Yellowstone), sul (liga a Jackson, em Wyomming) e leste (liga a Dubois, em Wyomming). Em um dia, pode-se seguir pela Loop Road, descendo por um lado e retornando pelo outro. Na entrada também pega-se um mapa e há o centro de visitantes para orientar a visita.

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The Grand Canyon of Yellowstone – Upper Falls

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Grand Canyon of Yellowstone – Upper Falls

Deve-se respeitar as regras do parque, principalmente quando houver animais presentes, pois eles vivem no parque e muitas vezes podem cruzar as rodovias, por isso é preciso dirigir devagar e com atenção. No inverno é praticamente impossível ir ao Yellowstone, a maior parte das entradas fecha por conta da neve. Ele possui 5 entradas, em geral abertas de maio a novembro. São elas: norte (por Gardiner, Montana), oeste (por West Yellowstone, Montana), sul (por Jackson, em Wyomming), leste (por Cody, em Wyomming) e nordeste (por Cooke City, em Montana). Veja as entradas e rotas no parque aqui, para organizar sua visita.

No site oficial pode-se ver mais sobre o período de abertura e fechamento das estradas que ligam o parque, bem como saber as tarifas de entrada. Paga-se por carro e o ingresso vale por 7 dias de passeio, podendo englobar a visita ao Grand Teton também (atualmente o valor é de $ 30 por carro só para o Yellowstone e $ 50 para visitar Yellowstone + Grand Teton).

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Grand Teton National Park

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Grand Teton National Park

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Grand Teton National Park

A hospedagem pode ser dentro do parque (veja e reserve no site da Xanterra) ou nas cidades próximas às entradas, como, por exemplo, West Yellowstone (entrada oeste, onde me hospedei) ou Jackson (entrada sul, abaixo do Grant Teton), que são super charmosas. Nelas você se sente em um filme de velho oeste! É importante pensar bem onde se hospedará, pois disso dependerá o quanto você vai dirigir por dia. Eu achei interessante me hospedar em West Yellowstone, que, por ser a entrada oeste, possibilitava um acesso rápido ao parque por sua parte central. Assim, as distâncias dirigidas por dia seriam menores do que se eu me hospedasse no norte do parque, por exemplo, e tivesse que descer o parque inteiro todos os dias para visitar outras regiões. Algumas pessoas também dividem os dias de hospedagem em diferentes regiões. Você pode visualizar isso no mapa.

Dá para acampar no parque também (nas áreas próprias para isso e mediante reserva no site da Xanterra), mas para isso é preciso retirar uma autorização pessoalmente 2 dias antes, o que pode ser mais complicado. Se for acampar, atente-se às regras principalmente de como armazenar alimentos, por causa dos animais (Você não quer acordar no meio da noite com um urso entrando na sua barraca atrás de barrinha de cereal e outros petiscos ne??).

Para chegar ao parque deve-se voar para um dos aeroportos locais em volta dele, como os das cidades de West Yellowstone (com aeroporto a 54 km do parque), Jackson Hole (com aeroporto a 142 km do parque), Cody (com aeroporto a 192 km do parque), Bozeman (com aeroporto a 196 km do parque, o que escolhi), Billings (com aeroporto a 367 km do parque) ou Idaho Falls (com aeroporto a 224 km do parque). Para cada um deles será possível pegar voos internos das grandes cidades dos EUA com as companhias aéreas locais em determinado dia da semana, e os preços variam bastante para cada aeroporto. O ideal é pesquisar a entrada por todos eles para escolher um voo a partir da cidade dos EUA em que estiver. Como os aeroportos ficam distantes do parque, o interessante é alugar um carro, que servirá também para circular durante a visita. Existem também ônibus, durante o verão, que circulam por dentro do parque, mas os trajetos são mais restritos, por isso o carro continua sendo a melhor opção.

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Prismatic Pool na área Old Faithfull

A visita pode ser organizada nas seguintes áreas, no máximo uma em cada dia:

(1) Old Faithfull

(2) Yellowstone Lake e West Thumb

(3) The Grand Canyon of Yellowstone e Mammoth Springs

(4) Grand Teton

Isso para uma visita corrida e intensa, porém muito satisfatória e passando por todos os lugares, mas dirigindo o dia todo, parando de ponto em ponto e caminhando pelas pequenas trilhas. Para aproveitar mais e ir mais devagar, sugiro mais tempo no parque. Dá para se guiar pelos mapas entregues na portaria. A parte de baixo é o Lower Loop Tour, e a de cima, o Upper Loop Tour, pois seria como se a estrada formasse o desenho de um 8 (com o Grand Teton abaixo dele). Então o interessante é se organizar pelos Loops, como mencionei antes, para separar o que visitar em cada dia, pois os trajetos são longos e é preferível sair do parque antes de anoitecer se não for se hospedar nele.

No parque todo há centros de visitantes onde é possível pegar informações e sugestões sobre a visita, além de carimbos decorativos de cada Visitor Center dentro do local. Há uma espécie de passaporte de passeios nos Estados Unidos no qual as atrações do país são mostradas e pode-se carimbar cada local que visita, você pode comprá-lo nesses centros de visitantes. A estrutura do parque é muito boa e organizada para o turista.

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Old Faithfull

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Yellowstone Lake

O Old Faithfull (1) é um dos gêiseres mais esperados, mas há muita atividade geológica concentrada num lugar só. Porém, não é necessário se preocupar, pois a última explosão vulcânica foi há cerca de 640 mil anos, além de ser um dos locais com atividade geológica mais monitorada no mundo!

O Grand Prismatic Spring está em fotos intrigantes, um dos lugares mais belos e raros do mundo. Nessa região, pode-se ver esse gêiser em erupção (expelindo somente água quente) a cada mais ou menos 90 minutos, lançando um jato de cerca de 30 m. Tem até um relógio no centro de visitantes da região mostrando quando vai ser a próxima erupção! No mesmo dia do Old Faithfull dá para visitar outras “piscinas quentes”, como a famosa Grand Prismatic Spring, a Blacksand Basin, a Biscuit Basin, a Midway Geyser Basin, dentre outros lagos ferventes e coloridos! Pode-se caminhar pelas trilhas demarcadas em volta deles (todas com tablados e placas explicativas) e também ter uma vista do alto da Grand Prismatic Pool (foto que abre este post), a mais colorida das “piscinas”. Esta última trilha é curta também, mas fica meio escondida, é preciso sair da base da Grand Prismatic Pool, contornando pela estrada até encontrar essa pequena trilha que segue por trás dela.

O Yellowstone Lake (2) é o lago de maior altitude dos EUA, e tem cerca de 32 km de comprimento por 22 km de largura. O West Thumb é uma parte desse lago.

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Yellowstone Lake

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Yellowstone Lake

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Yellowstone Lake

O visual do Grand Canyon of Yellowstone (3) é de cair o queixo, bem como de suas belíssimas cachoeiras! As Lower Falls e as Upper Falls são impressionantes, há vários mirantes no caminho onde se pode avistar a deslumbrante paisagem. Já a parte das Mammoth Springs é outra região de atividade vulcânica, que moldou as formações rochosas de forma bem curiosa. Eu coloquei alguns vídeos mostrando essa parte, não dá para sentir o “ótimo” cheiro de enxofre, mas você pode ver o que parece a boca do inferno! Uma amostra aqui, mais uma e mais outra.

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The Grand Canyon of Yellowstone

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Mammoth Springs

Com certeza essa viagem será uma das mais inesquecíveis da vida! O Yellowstone National Park é realmente impressionante, valendo cada segundo de passeio! É um dos lugares do mundo que acho que todos devem ir alguma vez!

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Grand Prismatic Pool

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Grand Teton National Park

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Grand Teton National Park