Descobri a linda Bruges quando assisti ao filme Na mira do chefe (In Bruges), de 2008, que se passa na mágica cidadezinha. Por trás do humor negro, as cenas de fundo foram suficientes para despertar uma imensa vontade de conhecer essa joia da Bélgica.

Conhecida como Veneza do Norte, essa cidade medieval da região de Flandres é Patrimônio da Unesco desde 2000. Porém, suas primeiras construções foram feitas durante o Império Romano, no século I a.C. Mais ou menos 1 século depois a cidade foi um importante ponto comercial por cerca de 400 anos, com um porto conectado ao mar por um canal. Após o declínio como região comercial, no século XIX, Bruges ressurgiu como importante local turístico, por conta de suas belas ruas, canais e construções medievais.

Ruazinhas de Bruges

Canais de Bruges

Bruges

A melhor forma de se chegar em Bruges (ou Brugge) é de trem. É possível verificar os trens que saem mais ou menos a cada meia hora de Bruxelas (Brussels) no site da NS Hispeed, um percurso de cerca de 1 hora. Porém, vindo de mais longe, como de outras cidades da Bélgica, ou de Amsterdã ou Paris, por exemplo, você pode comprar antecipadamente sua passagem e esses sites podem ser úteis: Belgian Rail, SNCF, ou Voyages-SCNF. Geralmente uma passagem de trem na Europa pode ser comprada nos sites com 3 meses de antecedência. Outro meio de se deslocar mais economicamente pelas cidades maiores é o ônibus da Flixbus ou Megabus, por exemplo.

Canais de Bruges

Canais de Bruges

Visto do barco

Como é uma cidade bem pequena com as atrações turísticas bem concentradas apenas em uma região, a maioria dos visitantes conhece Bruges fazendo um bate-volta de alguma outra cidade. Porém, acho que o mínimo deve ser um dia inteiro, menos que um dia não vale a pena. Eu optei por chegar à noite, dormir próximo ao centro histórico, passear por um dia inteiro e ir embora ainda cedo no dia seguinte. Porém, se eu fosse embora ao escurecer no mesmo dia que visitei não perderia nada, pois no fim do dia todas as atrações fecham (tudo funciona mais ou menos entre 9h30 e 17h a 18h) e o lugar fica “morto”.

Em Bruges

Puro charme

Tinha uma banda percorrendo tocando nos principais pontos da cidade

Saindo da estação de trem, levei mais ou menos 15 minutos a pé até o centro histórico. Não tem coisa melhor do que andar pelas ruazinhas de Bruges, definitivamente esse é o melhor passeio. Porém, a maioria das atrações da cidade fica bem próxima uma da outra. O que ficaria um pouco mais longe (e mesmo assim não achei super longe) são os moinhos, mas também dá para ir a pé.

Grote Markt

Vista do Belfort

Em Bruges

A Grote Markt é a maior praça da cidade (aliás, que lugar lindo!). É lá, nas barraquinhas da praça, que você pode comprar as famosas batatas fritas belgas. Se você pretende entrar nos principais locais, existe um passe que permite visitar 5 atrações turísticas e achei que o valor compensa em relação a pagar o valor para entrar em cada uma separadamente. Ele é vendido em qualquer uma das atrações.

Os canais

Belfort

Bares na praça

Além dos passeios pela cidade, em Bruges você pode curtir os famosos chocolates e cervejas belgas! Eu não visitei, mas na cidade, além das inúmeras lojas, há um Museu do Chocolate e também um Museu da Batata Frita. A cidade tem muitas lojas e bares legais, além dos museus. Fora isso, um gostoso passeio é pegar um barco para cortar os canais e observar a cidade por outro ângulo. O passeio de barco dura meia hora e custa 8 euros. Informe-se sobre preços e horários atualizados aqui e aqui.

Loja de chocolates

Passeio de barco saindo

Chocolates belgas

Voltando à praça central (Markt), a principal atração da cidade está lá, é o Belfort (ou Belfry), o Campanário de Bruges. Ele é uma das mais de 50 torres semelhantes que existem na região de Flandres, tombado como Patrimônio histórico da humanidade. Aqui neste link da Unesco fala um pouco mais sobre os Belfries da Bélgica e da França. Esse local é uma ótima oportunidade de ver a cidade de cima, pois a torre tem 83 metros de altura, mas prepare-se para os seus 366 degraus! Porém, ressalto que a vista compensa muito. O Belfry foi construído no século XII, e ao subir você poderá ver o sino musical de perto (composto na verdade por 47 sinos), e ouvi-lo perto do meio-dia. Os horários e preços atualizados podem ser conferidos neste site.

Grote Markt

Belfort

Bares legais para experimentar a cerveja belga

Outra importante praça da cidade é a Burg Square. Nela está a Basílica do Sangue Sagrado (Heilig-Bloedbasiliek) (site). Acredita-se que nela há um recipiente que supostamente carrega o sangue de Cristo. Há até uma fila para ver de perto esse recipiente, e eu não podia apontar minha câmera na direção em que ele estava dentro da basílica. Nessa mesma praça está o Stadhuis, a construção que abriga a prefeitura da cidade.

Subindo no Belfort

“Caixinha de música”, sinos no Belfort

A Catedral de São Salvador é a igreja mais antiga de Bruges, datando do século XII. Outra igreja famosa é a Igreja de Nossa Senhora (Onze Lieve Vrouwekerk), que tem uma escultura de Michelangelo, a Maddona with Child, e conta com uma torre de 115,5 metros de altura (uma das maiores da Europa!).

Em Bruges

Canal em Bruges

Um belo lugar para admirar é o Minnewatterpark, o parque que tem o lago do amor, onde tem a ponte que você pode cruzar com seu amor para ele ser eterno. Ele fica próximo ao Begijnhof, um local tranquilo que era uma espécie de convento, fundado em 1245, com o jardim das Beguinas e um museu. As Beguinas eram mulheres que queriam viver dedicadas a Deus, mas sem fazer votos.

Basílica do Sangue Sagrado

Basílica do Sangue Sagrado, olha a fila para ver o sangue de Cristo

Também sugiro a visita ao Saint John’s Hospital, um hospital desativado em 1978 depois de funcionar por 790 anos! Hoje o local funciona como museu. Próximo há o Groeninge Museum, museu dedicado à cultura belga e flamenga.

Museu no antigo Saint John’s Hospital

Um lugar que gostei muito de visitar foi a cervejaria e museu Brouwerij De Halve Maan, produzida desde 1856. Segundo a Fiona, do Shrek, é a melhor cerveja que existe. Há uma visita guiada pela fábrica (custa 8,50 euros) e a cervejaria fica na parte de baixo. Gostei muito do tour e, lá de cima da fábrica, há uma ótima vista. Eu não fui, mas na cidade há um Museu da Cerveja, que conta a história dos vários rótulos da região.

Vista de cima da cervejaria De Halve Maan

Canais

Outra delícia em Bruges

Outra coisa diferente para visitar em Bruges são os moinhos. Ao contrário das atrações que mencionei até agora, eles ficam um pouco mais afastados do centro. Há vários moinhos, mas o principal é o Sint-Janshuis Mill, um moinho original de 1770. Eles ficam depois do portão de Kruispoort. Mediante uma pequena taxa você pode entrar e verificar como era seu funcionamento na época, achei bem interessante. A paisagem dos vários moinhos é tão linda que no dia seguinte em Bruges, ainda me sobrou parte da manhã, e retornei ao local com uma bicicleta alugada (é muito legal fazer um passeio de bike pelas ciclovias e ir até os moinhos se você tiver tempo).

Moinhos de Bruges

Moinho de Bruges, você entra nessa parte de trás para visitar

Moinhos de Bruges

Aqui há um mapa da cidade mostrando todas as atrações. Este outro mapa é bem curioso, ele mostra as atrações que aparecem no filme In Bruges, que mencionei no início desta postagem.

Em Bruges há atrações para todos os gostos. Há várias outras igrejas e museus menores que não mencionei. Porém, esse local tão charmoso certamente vai te dar algum motivo especial para te apaixonar!

Moinho em Bruges

Muito charme!

Muitas vezes, visitar Foz do Iguaçu não é a primeira escolha dos viajantes. Porém, todos que conhecem voltam maravilhados! E como não se impressionar com tamanha vazão d’água? O rio Iguaçu forma 19 saltos (com 275 quedas), as Cataratas do Iguaçu, destas, 5 no lado brasileiro e o restante no lado argentino. As quedas têm até 80 metros de altura e 2780 metros de largura.

Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Trem da Selva no Parque Nacional Iguazu, lado argentino

O Parque Nacional do Iguaçu foi inaugurado em 1939, e foi a primeira unidade de conservação a ser instituída como Sítio do Patrimônio Mundial Natural pela Unesco, em 1986. Já o lado argentino foi inaugurado antes, em 1934. Em 2011, as Cataratas do Iguaçu ganharam o título de uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza.

Cuidado com os quatis!

Indo para a Garganta do Diabo, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Foz do Iguaçu pode ser visitada o ano todo, porém, na primavera e no verão o local tende a ser mais chuvoso, e no outono e no inverno, mais seco. Portanto, nas estações chuvosas o volume d’água será maior e a água estará mais barrenta. Já nas estações secas haverá menos água, porém as cachoeiras estarão mais definidas.

Esse roteiro pode ser feito desde somente um fim de semana até muitos dias. Eu particularmente acho que pelo menos da primeira vez é ideal ficar pelo menos 3 dias.

Indo para a Garganta do Diabo, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Indo para a Garganta do Diabo, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

O aeroporto de Foz do Iguaçu é o ponto de partida de muitos viajantes. Porém, é possível também chegar de ônibus, com as viações Pluma, São Geraldo, Itapemirim, Catarinense, Kaiowa e outras, dependendo de onde estiver vindo. Muitas pessoas dirigem até a localidade, e um carro pode ser útil para os passeios, mas não essencial.

A cidade tem muita oferta de hospedagem, incluindo hostels muito bons. Minha hospedagem me auxiliou com o transporte para meu primeiro dia de passeio na região, o lado argentino das cataratas.

A Garganta do Diabo, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

A Garganta do Diabo, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

O lado argentino é o mais aventureiro, onde você chega bem perto das cataratas e caminhará mais para visitar o local todo, além de ter mais coisas para ver. Porém, é mais emocionante (e ainda assim conta com boa estrutura de acessibilidade) e o passeio de barco pelas cataratas é mais barato. Já o lado brasileiro é excelente para contemplação, a caminhada é mais curta, mas a visão das cataratas é mais panorâmica. É uma visão mais ampla que não se tem do lado argentino. Dos dois lados, tome cuidado com os quatis, que são fofos, mas podem morder e roubar sua comida, não mexa com eles!

Circuito inferior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Circuito inferior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Contratei com minha hospedagem uma van que me deixou na portaria do Parque Nacional Iguazú, porém, é possível ir de ônibus de linha também. Neste último caso, é preciso pegar um ônibus para a rodoviária de Puerto Iguazú e de lá um circular que passa no parque. Consulte os horários das linhas de Foz do Iguaçu aqui. Ao passar pela imigração, o visitante deve apresentar seu RG (que deve ter menos de 10 anos) ou passaporte, para só depois seguir viagem. Você precisará comprar pesos argentinos para essa visita, pois a compra do ticket (e do estacionamento, se estiver de carro) só pode ser paga em espécie e na moeda local. Já no interior do parque você pode pagar o que for comprar ou consumir no cartão. Há algumas casas de câmbio em Foz do Iguaçu e também no caminho até o parque, você pode trocar antes de chegar.

Circuito inferior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Circuito inferior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

O Parque Nacional Iguazú funciona todos os dias das 8h às 18h, porém a entrada é permitida até as 16h30. O valor de entrada para residentes do Mercosul é de 250 pesos argentinos (cerca de 51 reais). Sugiro que chegue bem cedo e reserve o dia todo para conhecer essa maravilha!

Circuito superior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Circuito superior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Você pode iniciar seu passeio pelo Trem da Selva (incluso já no valor da visita). Muitas vezes a fila para o trem está muito grande, e é possível alterar a ordem dos passeios também. O trem sai de 20 em 20 minutos e é uma viagem muito agradável (dura uns 15 minutos), passando pelo meio da mata. Saindo da Estação Central, ele passa pela Estação Cataratas, de onde se tem acesso aos circuitos Superior e Inferior, e segue para a Estação Garganta do Diabo. De lá se inicia a passarela de 1100 metros atravessando o Rio Iguazú até a Garganta do Diabo. A paisagem do percurso é incrível e a queda d’água é de tirar o fôlego nos seus 80 metros! O tempo estimado de visita para esse percurso todo é de 2h.

Circuito superior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Aventura Náutica, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Depois, pegue o trem de volta até a Estação Cataratas (se você tivesse iniciado seu passeio por essa estação, pode ir a pé da portaria até ela, pois são só 600 metros pelo Caminho Verde). O Circuito Inferior tem 1700 metros e sua duração média é de 1h45. As passarelas chegam a ter uma escada, então pode-se dizer que ele não é totalmente acessível. A caminhada é bem tranquila, e é maravilhoso o contato com a parte inferior das Cataratas de tão perto! De lá eu fiz o passeio de barco com a Iguazu Jungle, a Aventura Náutica. Achei emocionante, o barco chega muito próximo da queda principal perto da ilha de San Martin e passa debaixo de algumas outras quedas. Realmente achei que comparado com o passeio de barco do lado brasileiro, este é com mais emoção. Ele custa 450 pesos argentinos (cerca de 93 reais). Eu sei que é caro, mas a diversão é garantida!

Ice Bar Iguazu

Ice Bar Iguazu, até o copo é de gelo!

Depois siga para o Circuito Superior, com 1750 metros, com duração de 2h (parando muito para fotos, dá para fazer em bem menos tempo). Esse circuito é quase um mirante, pois você passa pelo topo das quedas que viu no Circuito Inferior, e também é muito bonito e próximo das cachoeiras.

Brrrrr!! Ice Bar Iguazu

Faltou fazer o “Sendero Macuco y Salto Arrechea”, uma trilha de 7 km no parque com duração de cerca de 3h. Uma boa aliada à visita nas Cataratas, seja o lado argentino ou o brasileiro, é a capa de chuva, pois em algum ponto você vai se molhar! Segue um mapa do parque para que você se localize nas atrações que falei:

Clique para aumentar. Fonte: http://www.iguazujungle.com/images/mapa_back.jpg

 

Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Saindo do lado argentino aproveitei que estava em Puerto Iguazu para visitar o Ice Bar Iguazu, o Bar de Gelo. Ao chegar, o visitante coloca uma roupa especial para frio e entra em uma sala de aclimatação para se acostumar com as baixas temperaturas. Já dentro do Ice Bar são 10 graus negativos, para preservar as curiosas esculturas de gelo. São 30 minutos de open bar, e no site tem um cardápio. Mas confesso que esse tempo é dividido entre tirar fotos e realmente aproveitar as bebidas. Eu achei muito divertido! O Ice Bar funciona todos os dias das 14h às 23h30 e custa 300 pesos argentinos (R$ 61,00). Se ainda estiver animado para passear pode até dar uma volta por Puerto Iguazu, aproveitando os restaurantes e cassinos, como o Cassino Iguazú, por exemplo.

Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

No dia seguinte visitei as cataratas do lado brasileiro. Nesse dia eu fui de ônibus de linha e foi bem fácil. O Parque Nacional do Iguaçu funciona todos os dias das 9h às 17h. O ingresso para brasileiros custa R$ 40,00. Lá tem a opção de fazer o voo panorâmico de helicóptero, mas estava fora de minhas possibilidades (R$ 310,00), se é que você me entende hehe. Quando você for comprar o ingresso também pode optar pelo Macuco Safari, que é o passeio de barco do lado brasileiro, que inclui parte com carro elétrico pela mata e parte de barco (mas o lado argentino era com emoção e também mais barato, este nem tanto, lembra? rs), mas custa R$ 215,40. Também há a trilha do Poço Preto (R$ 278,00) e a Trilha das Bananeiras. Você pode consultar os valores atuais por e-mail.

Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Molha mesmo!!!! Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Molha tudo, gente!! Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Agora, iniciando o passeio, você pegará o ônibus incluso no valor do ingresso. Se não for fazer os passeios pagos que citei, você descerá na Estação Trilha das Cataratas e irá caminhando (1200 metros), pois passará por vários mirantes pelo caminho. Cada mirante é um show! No final você segue por uma passarela que chega bem perto da Garganta do Diabo, achei o ponto alto do passeio, prepare-se para se molhar. A caminhada termina na Estação Porto Canoas. O passeio pelo lado brasileiro das Cataratas demora cerca de 1,5h hora, mas pode durar 2,5h se você for fazer o Macuco Safari. Você pode entender bem o parque vendo este mapa.

Clique para aumentar. Fonte: http://www.cataratasdoiguacu.com.br/cataratas-do-iguacu-sa/mapa

 

Parque das Aves

Olha como é o percurso no Parque das Aves

Eu acho que o lado argentino e o lado brasileiro das Cataratas se complementam, você deve conhecer ambos, e é muito legal fazer passeio de barco em um deles. Alguns preferem o lado brasileiro e outros preferem o lado argentino (eu prefiro o argentino), mas é um gosto pessoal.

Parque das Aves

Parque das Aves

Saindo do Parque Nacional do Iguaçu, do outro lado da rua está o Parque das Aves. Ele funciona todos os dias das 8h30 às 17h e custa R$ 40,00. A visita demora cerca de 2h, então dá para fazer meio período Parque das Aves e meio período Parque Nacional do Iguaçu no mesmo dia. O Parque das Aves tem mais de 1320 aves, com cerca de 143 espécies diferentes. A visita é bem interessante, você caminha por dentro de diversos viveiros e tem contato direto com tucanos, araras, gralhas, flamingos e outros, incluindo um borboletário. Ao entrar num viveiro, feche a porta para as aves não saírem. Dá para fazer fotos excelentes!

Parque das Aves

Parque das Aves

Outro lugar que fica próximo ao lado brasileiro das Cataratas é o Museu de Cera, que não visitei, e também o Vale dos Dinossauros (que me disseram que agrada mais as crianças) e as Maravilhas do Mundo (museu com miniaturas das Maravilhas).

Algumas pessoas contratam agências para fazer transfer para as atrações e também diferenciar os passeios, como a Loumar Turismo, pois há possibilidades de city tour interessantes não só por Foz do Iguaçu, mas também por Puerto Iguazu e arredores, inclusive para as ruínas de San Ignácio Mini e as Minas de Wanda, atrações da Argentina.

Outra atração bem popular em Foz do Iguaçu é a Hidrelétrica Itaipu Binacional, uma das maiores obras de engenharia moderna já construídas. Há vários tipos de passeios, e você pode escolher a sua opção no site. Só para ver a parte externa você pode fazer a Visita Panorâmica (duração de 1,5 hora), mas o Circuito Especial percorre também a parte interna (com duração de 2,5 horas), e há também um passeio de iluminação noturna.

Usina de Itaipu. Fonte: https://www.turismoitaipu.com.br/pt

Muitas pessoas aproveitam a visita a Foz para fazer compras no Paraguai, atravessando a Ponte da Amizade para a Ciudad del Este. Há ótimos preços, mas você deve ficar atento e preferir comprar em shoppings (como o Monalisa e a SAX e Shopping del Este) do que na rua, para comprar com segurança e evitar os vendedores que te abordam pelo caminho. Você pode ir a pé, de ônibus, com táxi ou agência. O local é feio, mais parece uma 25 de março (rua de compras no centro de São Paulo), então vá se você for comprar algo, e não como um passeio. Fique atento à cota de 300 dólares para as compras. Também há outra opção para compras no Duty Free da Argentina.

Templo Budista em Foz do Iguaçu

Templo Budista em Foz do Iguaçu

Templo Budista em Foz do Iguaçu

Um passeio que gostei muito de fazer é o Templo Budista de Foz do Iguaçu. Ele funciona de terça a domingo das 9h30 às 17h e a entrada é gratuita. Vale muito visitar mesmo que você não seja adepto do budismo, pois o local é muito bonito, com 120 lindas estátuas. Ele fica na Rua Dr. Josivalter Vila Nova, 99 e a visita dura mais ou menos 1h. Eu fui de ônibus, mas ele é um pouco demorado e dá muitas voltas, então muitas pessoas vão com agência.

Templo Budista em Foz do Iguaçu

Templo Budista em Foz do Iguaçu

Algumas pessoas também visitam a Mesquita Islâmica (de segunda a sábado). Bem popular também é o passeio ao Marco das 3 Fronteiras (Argentina, Brasil e Paraguai). Aqui há uma descrição de como é o passeio e este é o site oficial, com o valor de ingressos e horários. Há um ônibus de City Tour que passa no Marco das 3 Fronteiras, no Templo Budista e na Mesquita. Agências como a Loumar Turismo oferecem opções de jantares temáticos também.

Olha um pedacinho das cataratas do avião, sente do lado direito

Seja quantos dias ficar, Foz do Iguaçu é essencial para todo tipo de viajante, e há grande possibilidade de você se apaixonar e querer voltar para fazer outros passeios ou repetir os que já fez.

Por causa da distância, Diamantina é, muitas vezes, ofuscada por outras cidades históricas de Minas Gerais, como Ouro Preto e Tiradentes. Isso porque ela se localiza a 291 km de Belo Horizonte, ao contrário das outras, que são mais próximas da capital do estado. Porém, ela não deve em nada às outras cidades, tanto por fatores históricos como culturais e naturais, e é ponto de partida da Estrada Real.

Gruta do Salitre

Gruta do Salitre

Assim como em outras cidades históricas de MG, a formação da cidade está ligada à exploração do ouro e do diamante, o que, mais tarde, acarretou o nome do local. Foi mais ou menos em 1722 que iniciou-se o povoado, chamado Arraial do Tejuco, e, com sua expansão, Diamantina. Em 1938, o centro histórico foi tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e, no final da década de 1990, a Unesco reconheceu a cidade como Patrimônio Cultural da Humanidade (UAU!). Parte da história da cidade é lembrada pela presença de Chica da Silva, que viveu no local, bem como Juscelino Kubitschek.

Gruta do Salitre

Curralinho

Se você vai conhecer Diamantina, prepare-se para dizer muitas vezes que vai para Diamantina em MG, e não para a Chapada Diamantina, na Bahia! Esse roteiro é super interessante porque, além da parte da cidade histórica, Diamantina tem muitos atrativos naturais em volta, desde locais próximos até outros a 70 km. Passei 4 dias na região, e ainda faltou conhecer alguns lugares.

Mirante Cruzeiro da Serra

Mirante Cruzeiro da Serra

Diamantina pode ser acessada de carro (umas 4 ou 5h de BH, se quiser alugue um) ou de ônibus (chegando em Belo Horizonte, a Viação Pássaro Verde faz o trajeto). Se você estiver de carro poderá visitar todos os lugares com ele. Porém, se chegar de ônibus, caso queira conhecer mais que o centro histórico, sugiro que contrate um taxista local. Há agências de ecoturismo na cidade (Minhas Gerais e Arm Turismo), mas nem sempre é a opção mais barata. O melhor custo-benefício é conversar com sua hospedagem sobre o serviço dos taxistas. No caso me hospedei no Diamantina Hostel, e eles me ajudaram assim que cheguei à cidade com o contato com os taxistas. Um senhor, pai do Benício, também taxista, me atendeu com excelência. Fechei um “pacote” com ele, para 3 dias de passeio e compensou muito! Os contatos são esses: (38) 8811-8178, (38) 9918-0393, (38) 9187-8304, (38) 3531-2436. Para ele não tem tempo ruim, diz que com calma se passa em todos os tipos de estradas.

Mirante Cruzeiro da Serra

Mirante Cruzeiro da Serra: Casa da Glória

Um dos principais eventos culturais da cidade é a Vesperata. Nesse evento, músicos tocam um repertório popular das varandas das casas do centro histórico, e o público assiste da rua. Quando estive na cidade não teve esse evento, mas parece que ele ferve, até com venda de lugares em mesas. Geralmente acontece 2 sábados por mês de março a outubro, e você pode consultar a programação no Facebook da Vesperata.

Vila de Biribiri

Vila de Biribiri

Minha primeira parada foi a Gruta do Salitre, a 9,4 km de Diamantina e a 1 km do distrito de Curralinho. Formada de quartzito, o visual é impressionante, lembra o de um cânion, com seus paredões de até 64 metros de altura. De lá era extraído salitre para a fabricação de pólvora. A acústica dessa formação é incrível, tanto que já foi palco de concertos e cenário para produção de novelas, séries e filmes. É possível fazer rapel no local, desde que acompanhado por monitores credenciados.

Cachoeira dos Cristais, Parque Estadual do Biribiri

Cachoeira dos Cristais, Parque Estadual do Biribiri

Em seguida passamos pelo pequenino distrito de Curralinho, com apenas 200 habitantes, com suas casinhas históricas, que também já foi palco de gravação de novela. Depois, a 4 km de Diamantina está o Mirante Cruzeiro da Serra, acessado pela Rua Salto da Divisa, de onde se tem uma bela vista da cidade. Nessa parte passa o Caminho dos Escravos, construído por escravos e por onde escoava a extração de pedras e metais preciosos, parte da Estrada Real. Porém, caso queira fazer esse caminho, de 20 km, que atravessa o Parque Estadual do Biribiri e chega até o município de Mendanha, sugiro consultar moradores da região, pois li que parte do trajeto tem risco de assaltos, ou entrar em contato com a Asguitur (Associação de guias e condutores locais). Aqui está um ótimo relato da caminhada.

Cachoeira da Sentinela, Parque Estadual do Biribiri

Cachoeira da Sentinela, Parque Estadual do Biribiri

Daí seguimos para a Vila de Biribiri, que é parte do Parque Estadual do Biribiri (Facebook e site), na Serra do Espinhaço, a 15 km de Diamantina e também tombada pelo IPHAN (em 1998). O local foi construído em 1870 por conta de uma enorme fábrica de tecidos, que gerava muitos empregos. A fábrica funcionou até 1973, mas em seu auge mantinha 1200 funcionários. Hoje é uma charmosa vila e um ótimo local para almoçar antes de visitar os atrativos próximos: a cachoeira da Sentinela e a Cachoeira dos Cristais, as duas de fácil acesso.

Cachoeira da Sentinela, Parque Estadual do Biribiri

Cachoeira da Sentinela, Parque Estadual do Biribiri

A Cachoeira dos Cristais fica a 13 km da portaria do parque e é um ótimo poço para nadar. Já a Cachoeira da Sentinela, a 7 km da portaria do parque, tem vários poços para banho, com 1 a 5 metros. Não visitei, mas na região há sítios arqueológicos com pinturas rupestres.

Cachoeira da Sentinela, Parque Estadual do Biribiri

Em meu segundo dia fizemos um bate-volta para o distrito de Conselheiro Mata, a 49 km de Diamantina, dos quais 36 são de estrada de terra em boas condições. A região tem diversas cachoeiras, como a Cachoeira das Fadas, a das Andorinhas, a do Triângulo, a dos Três Desejos, a do Telésforo, o Poço das Sereias, do Tombador, da Vaca Brava, da Usina, Olhos D’ Água e outras.

Cachoeira do Telésforo, Conselheiro Mata

Cachoeira do Telésforo, Conselheiro Mata

Cachoeira do Telésforo, Conselheiro Mata

Conselheiro Mata

Primeiro visitamos a Cachoeira do Telésforo. De Conselheiro Mata até ela são 16 km de estrada de terra, que no geral é boa, talvez só seja um pouco difícil em dias de chuva (a 2 km antes de chegar em Conselheiro Mata há uma placa). Paguei R$ 10,00 para entrar na propriedade e visitar a cachoeira. Era possível pagar outro valor e acampar no local, onde encontrei várias famílias fazendo seu almoço. O lugar é lindo, a paisagem é muito melhor que nas fotos! O rio forma uma espécie de praia, com areia e tudo, e é possível sentar nos “degraus” formados pela cachoeira.

Conselheiro Mata

Cachoeira das Fadas, Conselheiro Mata

Cachoeira das Fadas, Conselheiro Mata

Depois fomos atrás da Cachoeira das Fadas. Chegando em Conselheiro Mata, pergunte pelo caminho passando pela Escola de Conselheiro Mata e pelo Nasfadas Ecohostel. A trilha é curta, cerca de 20 a 30 minutos, mas uma boa descida, apesar de não ser muito difícil. Cercada por vegetação, a queda tem 35 metros de altura e um poço excelente para nadar. Acredito que poderia aproveitar mais Conselheiro Mata me hospedando por lá e, assim, conhecendo as outras cachoeiras da região.

Parque Estadual do Rio Preto

Parque Estadual do Rio Preto

Cachoeira do Crioulo, Parque Estadual do Rio Preto

No terceiro dia fizemos um bate-volta para o Parque Estadual do Rio Preto, em São Gonçalo do Rio Preto (Facebook e site), a cerca de 63 km de Diamantina, mas também na Serra do Espinhaço. O parque fica a 15 km da cidade, e se você tiver chegado a São Gonçalo do Rio Preto de ônibus terá que pegar um táxi para o parque. Ele tem uma infraestrutura excelente para o visitante. É obrigatório guia, mas você paga somente um valor para entrada no parque (quando fui custou R$ 7,00). Antes de iniciar a caminhada é necessário assistir um vídeo institucional. Caso queira se hospedar no camping ou no alojamento é preciso entrar em contato previamente, mas os valores são muito bons! O local funciona de terça a domingo das 7h às 17h e conta com restaurante para depois do passeio.

Cachoeira do Crioulo, Parque Estadual do Rio Preto

Trilha no Parque Estadual do Rio Preto

Sempre-Viva, Parque Estadual do Rio Preto

Há alguns poços para banho de fácil acesso, alguns mirantes e até pinturas rupestres. A trilha principal exige um certo condicionamento, tem 9 km de extensão, passando pela Cachoeira Sempre-Viva e pela Cachoeira do Crioulo, além de vários mirantes. Para fazê-la, existem 3 horários de saída: 9h, 10h e 11h. Se chegar depois disso não é possível percorrê-la (eu pessoalmente acho que ela é a atração mais legal do parque, por isso se programe para chegar com antecedência a esses horários). A trilha segue por cima de uma serra até a Cachoeira do Crioulo, linda, com 30 metros de altura e uma vista belíssima de seu topo, além de um excelente poço para nadar. Depois, volta-se pelas pedras ao lado do leito do rio até a Cachoeira Sempre-Viva, com 15 metros de altura, sem poço para nadar, mas que escorre pelas pedras e forma quase um chuveiro natural. O Parque Estadual do Rio Preto é muito lindo e pode ser muito bem aproveitado se dormir lá, por conta das outras cachoeiras, poços e trilhas.

Trilha no Parque Estadual do Rio Preto

Cachoeira Sempre-Viva, Parque Estadual do Rio Preto

Cachoeira Sempre-Viva, Parque Estadual do Rio Preto

No quarto dia visitei o centro histórico de Diamantina. O cartão-postal da cidade é a Casa da Glória. São dois casarões, datados um do século XVIII e outro do século XIX, ligados por um passadiço de madeira. Ele já foi educandário e orfanato, mas hoje pertence ao Instituto de Geociências da UFMG e funciona como museu (todos os dias das 9h às 17h). Não deixe de andar pelo passadiço.

Casa da Glória

Casa da Glória

Diamantina

Descendo em direção ao centro histórico está a Igreja São Francisco de Assis (de 1775) e o casarão do Fórum. De lá, passa-se pela Casa de Juscelino, onde ele morou, mas que hoje funciona como um pequeno museu (R$ 5,00 de entrada).

Casa da Glória

Vista da Casa da Glória

Diamantina

A principal igreja da cidade é a Catedral Metropolitana de Santo Antônio, com arquitetura clássica, construída entre 1982 e 1940, substituindo a antiga igreja de Santo Antônio original. No caminho você passará por um curioso chafariz. Perto da Catedral está o pequeno Museu do Diamante, que é um pouco escondido, mas bem interessante, com acervo dos séculos XVII a XIX. Próximo a ele está a Casa da Chica da Silva, onde ela morou entre 1763 e 1771.

Diamantina

Diamantina

Igreja São Francisco de Assis, Diamantina

Depois, desça para o Mercado Municipal, ou Mercado Velho, ou Mercado dos Tropeiros, que foi um ponto de encontro de troca de mercadorias. Hoje lá são vendidos produtos artesanais e pratos típicos. À noite inclusive tem música ao vivo. Após isso você pode passar na Capela Imperial do Amparo. Há também a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, Igreja Nossa Senhora das Mercês, a Basílica Sagrado Coração de Jesus e a Igreja Nossa Senhora do Carmo.

Igreja São Francisco de Assis, Diamantina

Diamantina, Catedral Metropolitana de Santo Antônio ao fundo

Faltou visitar o povoado de Milho Verde, com diversas cachoeiras, como a Cachoeira do Moinho, a Cachoeira Carijó, a Cachoeira do Piolho, dentre outras. Gostaria de ter feito a trilha no Cânion do Funil, a 61 km de Diamantina, subido no Pico do Itambé, além de outras pequenas cachoeiras isoladas próximas a Diamantina.

Chafariz

Catedral Metropolitana de Santo Antônio

Diamantina

Abro um parêntese aqui para contar que, como Diamantina está na estrada real, existe um programa do Instituto Estrada Real muito interessante. Mediante preenchimento de formulário no site e 1 kg de alimento não perecível você retira o passaporte da Estrada Real gratuitamente. Ao visitar as cidades pertencentes à estrada (listadas no site), você carimba esse passaporte com o desenho do principal atrativo da cidade (são muito fofos os carimbos!). Ao carimbar um certo número de cidades você ganha um certificado (10 carimbos no Caminho dos Diamantes, ou 8 carimbos no Caminho Novo, ou 14 carimbos no Caminho Velho, ou 4 carimbos no Caminho de Sabarabuçu). Você pode retirar o passaporte e obter carimbos em qualquer cidade listada no site, verifique os endereços.

Diamantina foi uma grata surpresa, que pretendo voltar para conhecer os atrativos que faltaram e aproveitar mais tempo nos locais.

Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, Diamantina

Mercado dos Tropeiros

Chafariz