Ao vermos uma imagem do Monte Saint-Michel, na França, com certeza nos lembramos das várias produções cinematográficas que mostram o local, não só o Monte Saint-Michel propriamente dito, mas, de um modo geral, a região toda, a Normandia.

Caminhando até o Monte Saint-Michel

Conforme me aproximo, ele fica mais bonito

Uma delas, que se passa na Segunda Guerra Mundial, é O resgate do soldado Ryan. A Normandia foi palco de um importante evento, o Dia D, em 6 de junho de 1944, quando as tropas aliadas desembarcaram na costa e a Segunda Guerra começou a caminhar ao seu fim.

Daqui já dá para ver a passarela até o Monte Saint-Michel

Olha aqui a passarela

Outro evento histórico ocorrido na região foi a Guerra dos Cem Anos, um confronto entre a França e a Inglaterra travado no século XV por disputas territoriais.

Normandia significa “homem do norte”. Como representado na série Vikings, Rollo (um normando, um “homem do norte”) foi um viking que fez um acordo com o imperador Carlos Magno em 911 para proteger Paris de ataques de outros vikings, e em troca recebeu a costa conhecida hoje como Normandia para reinar.

Quase chegando, segura coração!

Aqui a placa mostrando os cuidados e a tábua de marés do dia

E chegueeeeei!

O Monte Saint-Michel parece um castelo, mas, na verdade, é uma abadia. A igreja original foi construída no ano de 708 pelo bispo de Avranches, conforme a lenda, a pedido do próprio São Miguel Arcanjo. Com o passar do tempo ela se tornou um local de peregrinação e, assim, foi construída a vila medieval ao seu redor. Com a chegada dos monges beneditinos, o local virou um monastério, sendo ampliado cada vez mais, até se tornar a atual abadia. Com o status de fortificação, o curioso é que o Monte Saint-Michel tornou-se importante durante a Guerra dos Cem Anos, inclusive, após a Revolução Francesa, funcionando como prisão por quase 100 anos! Em 1979 o Monte Saint-Michel foi considerado patrimônio da humanidade pela Unesco.

Começo da caminhada ao redor

Olha como não tinha água quando fui

Maré baixa

Além de toda essa impressionante história, há algo ainda mais grandioso no Monte Saint-Michel: o fenômeno da maré. Este, por si só, já é um dos grandes motivos da busca dos visitantes pelo local. Todos os meses, uns 50 dias por ano, a maré sobe bruscamente e, em torno de 1 hora, o local vira uma ilha (a água pode ir de 0 a 15 metros de profundidade). É impressionante assistir a esse espetáculo da natureza! Por isso, é importante que cheque a tábua de marés para planejar sua visita (você pode consultá-la neste site).

Dá para ver a água bem escassa, por causa da maré baixa

Dando a volta no Monte Saint-Michel

Parece que antigamente a maré chegava até a arrastar alguns carros de turistas desavisados, mas hoje a área de estacionamento e a circulação de pessoas são bem controladas.

Sabendo disso tudo, agora é hora de planejar sua visita!

Uma volta no Monte Saint-Michel

Maré bem baixinha

Como chegar?

O Monte Saint-Michel está a 350 km de Paris. Muitas pessoas fazem bate-volta de Paris (que foi o que eu fiz), mas com essa opção não é possível ver o local à noite (ele fica todo iluminado e muito bonito). Por isso algumas pessoas optam por dormir na cidade ou próximo dela (dormir fora da muralha é mais barato), para ter essa experiência. Eu gostei de ter feito o bate-volta, mas tinha em mente que são 3,5 horas de ida e o mesmo de volta.

Paisagem encantadora ao redor do Monte Saint-Michel

Monte Saint-Michel por fora

Alguns viajantes optam por alugar um carro e ir dirigindo até o Monte Saint-Michel. Dessa forma, se você tem vários dias disponíveis dá para combinar o roteiro com outros locais no caminho, como Giverny (veja meu relato), para ver os jardins de Monet, ou então com a região do Vale du Loire, para conhecer os lindíssimos castelos. De carro também compensa porque assim se chega antes das excursões vindas de Paris, que às vezes lotam o local. Além disso, com carro pode-se visitar também outras cidades incríveis da Normandia, como Etretat (e ver as lindas falésias), Rouen, Caen, Deauville, Honfleur, Bayeaux, dentre outras, e ver as praias do Dia D, além da possibilidade de encontrar lindos campos de flores e belas paisagens no caminho.

Olha como é importante tomar cuidado

Mapa do Monte Saint-Michel

Porém, como eu precisava economizar, acabei indo somente para o Monte Saint-Michel e, assim, indo de trem. Para ver os horários e valores, consulte o site da SNCF. De Paris para o Monte Saint-Michel o trajeto segue de trem até a cidade de Rennes, e desta continua de ônibus até o Monte Saint-Michel. No site vende a passagem combinada já do trem e do ônibus, e a baldeação dá certinho. Quando desembarquei do trem bastou perguntar de onde saíam os ônibus que encontrei facilmente o local, foi bem tranquilo.

Vista de cima da muralha

Vista de cima da muralha

A última opção, e a que menos me agrada, é embarcar numa das excursões saindo de Paris, mas para ver se compensa para você consulte o site da France Tourisme, por exemplo. Em outro dia livre que eu tinha em Paris peguei uma excursão dessa agência para o Vale du Loire e foi interessante pelo pouco tempo que eu tinha.

Subindo pela muralha até a abadia, lá no alto

Vista para dentro, de cima da muralha

Mas voltando ao Monte Saint-Michel. Indo de carro ou de ônibus, ambos devem parar num bolsão de estacionamento a uns 2,3 km do Monte Saint-Michel (preços do estacionamento). Desse local há um shuttle gratuito até o Monte Saint-Michel, porém, ressalto que é muito agradável ir a pé (dá uns 20 a 30 minutos bem tranquilos, eu juro!), pois a paisagem é linda e você terá a surpresa de ver o Monte Saint-Michel se aproximando pouco a pouco em belas paisagens. Achei interessante que no site oficial há umas rotas de bike legais para cicloviajantes (veja aqui).

Este é o caminho em cima da muralha

Olha a abadia lá em cima

Depois de uma bela caminhada (cada metro era um flash, eu nem gosto de fotografia! rs), quando alcancei o Monte Saint-Michel decidi fazer algo não recomendado (mas explico o porquê): uma caminhada pela baía em volta dele.

Vista de cima da muralha

Entrada da abadia

Por que não é recomendado, Sabrina?

A explicação é que se for num dia que a maré vai subir, você pode ser pego de surpresa e sofrer um grave acidente com a maré, que pode subir rapidamente e de forma violenta. Por isso existem guias para contratar para fazer caminhadas de até horas, dependendo do passeio, para não correr esse risco. Aqui no site oficial há os guias autorizados.

Entrando na abadia

Vista do terraço da abadia

E por que você foi então, Sabrina?

Quando você chega ao Monte Saint-Michel há várias placas explicando os perigos da região, além da informação atualizada da tábua de marés (a mesma que mostrei no site oficial acima). Segundo essa informação, no dia que eu estava lá não haveria (infelizmente) subida de maré nenhuma. E por esse motivo havia vários outros turistas passeando pela baía por conta própria. Tendo averiguado isso, resolvi segui-los e dar uma volta completa no Monte Saint-Michel, o que me proporcionou lindas paisagens!

Igreja na abadia

Interior da abadia

ATENÇÃO: avalie se vai fazer uma caminhada pela areia em sua visita conforme a tábua de marés, estude bem os horários e contrate um guia, pois existe risco de morte por causa de áreas com areia movediça e subida súbita da maré.

Interior da abadia

Interior da abadia, um dos salões

Depois da caminhada finalmente entrei pela muralha e passei no escritório de turismo para pegar um mapa do Monte Saint-Michel e comprar o ingresso para adentrar a Abadia (o único local pago, pois o Monte Saint-Michel é gratuito e não fecha). O ingresso custou 10 euros, e ela funciona de maio a agosto, das 9 às 19h, e de setembro a abril, das 9h30 às 18h.

Vila medieval linda!

O Monte Saint-Michel é muito medieval!

Dentro da vila você vai se sentir num mundo medieval! A rua principal é a Grand Rue, repleta de lojinhas e restaurantes. Nesses locais sempre a diversão é perder-se e encantar-se pelas ruazinhas. Se você for direto, sairá na Abadia.

Lugar charmoso

Shuttle que leva até o Monte Saint-Michel

Eu resolvi caminhar na ida por cima da muralha, pois há paisagens incríveis por esse caminho, até a abadia, e voltar pela Grand Rue, adentrando por todas as ruazinhas que despertaram a minha curiosidade.

Indo embora 🙁

Tchau, Monte Saint-Michel

Entrando na abadia, há mais de 20 salões que podem ser percorridos, a visita é bem interessante. O ponto alto é o terraço, de onde se vê toda a baía. Além disso, você verá toda a arquitetura da igreja, passará pelos salões onde funcionavam a cozinha, o refeitório, o claustro e diversos outros locais.

O Monte Saint-Michel é um dos locais mais visitados na França, atrás somente da Torre Eiffel e de Versalhes. Isso se deve à grandiosidade do local, que certamente deve estar em sua lista de lugares a visitar!

 

 

 

Você já se imaginou caminhando numa pintura? É assim que se sentirá ao visitar os jardins de Monet, local em que o famoso pintor impressionista Claude Monet viveu por 43 anos, desde 1883 até sua morte, em 1926. Durante os anos em que viveu nessa casa ele cultivou os jardins de flores e o jardim aquático, que foram uma grande inspiração para suas pinturas. Ou seja, além de pintar, também era um excelente jardineiro!

Jardins de Monet

Jardins de Monet: vista da janela da casa

Jardins de Monet

Esse incrível e charmoso lugar pode ser visitado a partir de um bate-volta de Paris, ou então, encaixado numa viagem de carro pela região da Normandia, também na França. Aliás, considero esse um dos mais lindos passeios saindo de Paris e voltando no mesmo dia. A cidade de Giverny, onde fica a Casa de Monet, está a cerca de 80 km da capital francesa.

Casa de Monet

Passeando pelos Jardins de Monet

Jardim das Águas

A Fundação Claude Monet hoje cuida do local, aberto a visitação desde 1980. A visitação não funciona no inverno, e seu período varia ano a ano, portanto, consulte o site para verificar a abertura e fechamento anuais para sua visita. Neste ano (2017), o período de visitação é de 24 de março a 1º de novembro, das 09h30 às 17h30. O ingresso custa 9,50 euros e pode ser comprado no site da Fundação, neste link de compra. Esse ingresso pode ser comprado na hora, mas, dependendo da época e horário, você pode perder um tempo nas filas. Portanto, se quiser se adiantar, compre pelo site.

Jardim das Águas

Jardim das Águas

Sapinhos no Jardim das Águas

A época mais apreciada para conhecer os jardins e a casa de Monet é a primavera, período em que está tudo mais florido (ou seja, a mais cheia também, por isso pode ser uma boa comprar ingresso on-line e não perder tempo em filas). Se quiser conhecer um pouco mais de Monet, pode visitar também o Musée de L’Orangerie, em Paris, onde está sua obra Les Nymphéas. Na Fundação Claude Monet, você pode, inclusive, comprar ingressos combinados dos jardins de Monet + Musée de L’Orangerie, ou + Musée Marmottan Monet, também em Paris e com coleções de Monet, ou + Musée des Impressionnismes, em Giverny, com obras de outros impressionistas também. Neste site você pode apreciar muitos dos quadros de Monet.

Sapinho no Jardim das Águas

Jardim das Águas

Ponte no Jardim das Águas

Considero o trem a melhor forma de chegar a Giverny. Os trens saem da estação Gare St.-Lazare, em Paris, mas o destino deve ser a cidade de Vernon. A viagem durará cerca de 45 minutos e o valor é de 14 a 15 euros por trecho. A partir de Vernon há ônibus até Giverny para percorrer os 7 km que dividem as cidades. Os horários dos ônibus são casados com os horários dos trens, e a tarifa custa 4 euros por trecho, pagos direto ao motorista. Verifique os horários desses ônibus neste link e neste link. Para a volta, anote ou fotografe os horários dos ônibus que aparecem no ponto.

Jardim das Águas

Caminhando pelos Jardins de Monet

Jardins de Monet

Quando visitei a região, cheguei bem cedo na estação St.-Lazare e comprei na hora a passagem. Porém, se não quiser perder tempo na estação em Paris e se adiantar, pode comprar pelo site também (de Paris a Vernon), pois pode haver grandes filas. Comprando pelo site, chegue antecipadamente à estação e procure uma máquina para inserir o número do ticket, passar o cartão usado na compra e retirar o ticket comprado. As estações em Paris são grandes, e é importante chegar com antecedência para comprar ou retirar sua passagem e localizar o local de embarque. Os trens que param em Vernon têm o destino final de Rouen, para que se localize mais facilmente nos painéis da estação. Antes de embarcar, valide seu ticket nas máquinas e guarde-o até o final da viagem, pois os fiscais podem pedir para verificar.

Jardins de Monet

Jardins de Monet

Jardins de Monet

Ao chegar em Vernon, algumas pessoas, em vez de pegar o ônibus, alugam uma bicicleta para percorrer os 7 km até Giverny, o que parece ser bem agradável. Porém, se você vai de ônibus, não se esqueça de verificar o horário de retorno deles para não ficar tempo demais esperando. Os ônibus param num estacionamento, a 5 minutos de caminhada da Fundação Claude Monet.

Admirada

Amando as flores!

Muitos artistas vêm para se inspirar!

Chegando na Fundação, compre seu ingresso, se já não comprou pelo site. A visita demora cerca de meio período, incluindo uma volta pela cidade de Giverny, também muito charmosa. Depois, aproveite para almoçar nos agradáveis restaurantes e cafés da cidade. Para ter uma ideia melhor de como é a visita, veja este mapa, que mostra a casa e os jardins de Monet.

Clique para abrir maior. Mapa da Fundação Monet. Fonte: http://fondation-monet.com/wp-content/uploads/2015/02/plan-des-jardins.jpg

A visita é dividida em 3 locais: o Jardim das Águas, o Jardim das Flores (Clos Normand) e a Casa de Monet. Algumas pessoas começam a visita pelo Jardim das Águas, para pegar o local com menos gente. Ele é acessado por uma passagem subterrânea a partir do jardim das flores (Clos Normand) em frente à casa. No Jardim das Águas está a famosa Ponte Japonesa e o Lago das Ninfeias, que você reconhecerá pelos quadros de Monet.

As belas flores…

Jardins de Monet

Apreciando o lugar…

Depois, visite o jardim das flores e, em seguida, a casa de Monet. É incrível pensar que os cenários da pintura foram todos feitos pelo jardineiro Claude Monet! Nos jardins de flores você apreciará uma variedade de belezas, e às vezes forma até um congestionamento de pessoas admirando as belas plantas.

Parece pintura

Os belos jardins da casa de Monet

Giverny

Na casa você verá os ambientes em que Monet vivia, e o destaque é seu ateliê, com reproduções de suas obras (porque as verdadeiras estão nos museus). A casa foi restaurada. Em cada aposento dá para ter uma ideia de como o artista vivia, e ter uma bela vista dos jardins do andar de cima. Na saída, claro, tem uma lojinha. Não é permitido tirar fotos no interior da casa, por isso apresento algumas do site da Fundação.

Fonte: http://fondation-monet.com/giverny/la-maison-de-monet/

Fonte: http://fondation-monet.com/giverny/la-maison-de-monet/

Fonte: http://fondation-monet.com/giverny/la-maison-de-monet/

Fonte: http://fondation-monet.com/giverny/la-maison-de-monet/

Fonte: http://fondation-monet.com/giverny/la-maison-de-monet/

É tudo tão lindo que você descobrirá por que Monet ficou tão inspirado a pintar seus jardins e o lago. O local é um museu vivo! Encerro esse post com dois lindos vídeos do site da Fundação Claude Monet.