As razões para conhecer a Islândia são infinitas. As paisagens são tão perfeitas que mais parecem ter saído de algum livro de histórias de seres fantásticos. A cada quilômetro que eu percorria acreditava estar num cenário montado artificialmente, de tão perfeito que era. Cada flor, cada montanha, cada detalhe parecia milimetricamente colocado num paraíso de sonho que se transformava em realidade. Sonho este que me faz até hoje querer voltar e conhecer mais desse fascinante país, a Islândia.

Quando ir?

Cada vez que eu mencionava que iria à Islândia era indagada sobre aurora boreal. E tinha de repetir que estava indo no verão, portanto, nada de aurora, que vai ficar para um futuro espero que próximo.

Igreja Hallgrímskirkja

Por isso, a primeira coisa para se pensar ao visitar a Islândia é em que época ir. Para ver aurora boreal é necessário visitar em um período do ano em que haja bastante horas de noite. Então o inverno seria essa época. Conte com a sorte de ver a aurora entre o fim de setembro até fevereiro mais ou menos. Quanto mais horas de noite, mais chance. Além disso, no inverno você tem a chance de conhecer as incríveis cavernas de gelo no país (Skaftafell Ice Cave). Porém, uma viagem à Islândia no inverno pode impossibilitar alguns trajetos rodoviários, por conta de possíveis neve e tempestades. Inclusive algumas estradas são fechadas entre outubro e maio, principalmente no norte e no leste. Então é possível fazer uma road trip nesse período (nas partes oeste e sul), mas conte com imprevistos.

Em Reykjavik. Parece que muitas pessoas acreditam em lendas.
The Iceland Phallological Museum
Escultura Sun Voyager (Sólfar)

Eu gosto muito do site Sunrise and Sunset para descobrir horários de nascer e por do sol em diversos países. De acordo com esse site, pode-se observar que no inverno há apenas cerca de 5 horas de luz. Já no verão há o que podemos denominar “sol da meia-noite”. Ou seja, de junho a agosto, possibilidade zero de ver aurora boreal. Porém, excelente para conhecer dezenas de atrativos ao redor da ilha. E mais um fator: alta temporada, o que pode tornar o gasto mais alto.

E se você quiser um meio termo, chance de visitar a ilha toda e chance de ver aurora, que tal uma primavera ou um outono? Mas considere que em setembro as chuvas aumentam, atingindo um pico de outubro a fevereiro.

Conclusão: todas as épocas têm seus prós e contras. É preciso escolher o que você quer ver. Eu viajei em junho, verão, e amei dar a volta completa na ilha. Porém, pretendo voltar no inverno para conhecer a aurora boreal.

Harpa
Saga Museum

Clima

Sobre o clima, o site do Departamento de Meteorologia da Islândia é bem útil. Pelas pesquisas que fiz, nunca é tão frio como imaginamos, mesmo no inverno há temperaturas positivas a maior parte do tempo. Se você está em busca da nossa amiga aurora, nesse site tem uma área especial para isso. Além disso, aconselho que pesquise sobre os diversos aplicativos de caça de aurora boreal para celular.

Blue Lagoon
Blue Lagoon

Como chegar?

O acesso à Islândia é pelo aeroporto de Keflavik, em Reykjavik, que recebe voos de várias cidades da Europa e até dos EUA. Para ir do aeroporto até a cidade você pode utilizar os ônibus da Flybus ou da Airport Express.

Kerið
Kerið
Gêiser Strokkur

Como se locomover?

De ônibus: Para se locomover em Reykjavik você pode usar o ônibus público da Straeto. Além disso, veja neste site todo o transporte de ônibus da Islândia. Neste último site estão os nomes de todas as empresas que fazem transporte entre diversas regiões do país. O site nat.is também é ótimo para verificar horários e trajetos e até comprar alguns trechos. Eu não usei ônibus, mas, aparentemente, é possível sim fazer vários trajetos de ônibus pelo país todo.

De carro: A forma que escolhi foi de carro alugado, que foi um ótimo custo-benefício. Isso contando que dessa maneira não fiquei presa a horários de ônibus e excursões e pude fazer meu próprio roteiro, escolhendo as paradas que mais me interessavam.

Gullfoss
Típica igreja islandesa

Você pode verificar preços de aluguel de carros no site da Rental Cars ou no site local Iceland Car Rental, ou ainda no site da empresa local Sadcars, por exemplo. Essa foi uma boa opção porque encontrei um grupo para viajar comigo e dividir os gastos do aluguel do carro e gasolina. Então, se você está em 3 ou 4 pessoas já vale a pena alugar um carro. Não me exigiram a PID (permissão internacional para dirigir), mas li em alguns sites que existe possibilidade de exigirem, ou ao menos uma tradução juramentada de sua CNH.

Aconselho que coloque a proteção de vidros e pneus, já que muitas estradas podem conter pedrinhas soltas e, dependendo da região da ilha, podem até não ser pavimentadas. Outra dica é que, como em toda road trip, se você ver um posto de gasolina na estrada e estiver com no máximo meio tanque, abasteça, pois pode ser que não haja outro posto próximo (já passei sufoco por causa disso no Grand Canyon, nos EUA).

Seljalandsfoss
Seljalandsfoss
Seljalandsfoss

A estrada principal da Islândia é a rodovia 1, a famosa Ring Road, que dá a volta completa no país, totalizando 1332 km. Nessa rodovia há muitos trechos com pontes que são pista única, e você deve estar bem atento com os carros que vêm no outro sentido, a vez é de quem chegar primeiro. Este site contém informações úteis sobre as estradas do país. As estradas da parte central do país, geralmente marcadas com a letra F, são proibidas para veículos comuns, sendo permitidos somente os 4×4.

O grupo que estava comigo comprou um chip de celular e o usou como GPS nas estradas. Caso não queira comprar chip pode usar o excelente aplicativo de mapas off-line, o Maps.me.

Seljalandsfoss
Gljúfrabúi

Se você precisar de companhia para dividir os custos, uma alternativa é esta área do site do Couchsurfing, de pessoas procurando parceiros para viajar na Islândia de carro. Outra opção é este site de carona Samferda, onde você pode oferecer ou pegar carona no país. Ou então, no site dos Mochileiros ou Facebooks de mochileiros.

De tour: fora isso, existem muitas agências de passeio que organizam tours por todo o país, e pode ser bem interessante caso esteja sozinho, ou não queira dirigir, ou precise de um tour especial que envolva visitar as incríveis cavernas de gelo, parte interna da ilha ou cavernas formadas por lava vulcânica. Alguns exemplos: Artic Adventures, Gtice, Grayline, Geoiceland, Time Tours, Reykjavik Excursions, Elding, Mountaineers of Iceland, e realmente muuuuitas outras mesmo. Eu anotei essas aleatoriamente, caso vá utilizar alguma aconselho que pesquise várias outras e veja as notas no TripAdvisor.

Os principais tours são o South Coast Tour, o Golden Circle Tour e o tour que combina o glacial Jökulsárlón com o Parque Nacional de Vatnajökull.

Perto de Skógafoss
Skógafoss
Skógafoss

De bike: Diferente do convencional, existe também um site do Clube de Mountain Bike da Islândia que dá dicas de como viajar de bike pela Islândia, embora seja preciso muito tempo e disposição para isso. Porém, se você é cicloviajante pode ser ótimo.

Skógafoss
Na estrada
Na estrada

Meu roteiro

Eu fiquei 12 dias na Islândia, sendo dois na capital, Reykjavik, e o restante fazendo a Ring Road, a rodovia que circunda o país. Já vi pessoas fazendo a Ring Road em 5 ou 6 dias. Eu particularmente acho pouco, mas isso depende de quais atrativos você quer conhecer e de sua disposição para dirigir. Dá para fazer também só as partes sul e sudeste, sem dar a volta completa (principalmente se for inverno).

Para mim, faltou visitar a parte Noroeste da ilha, que está fora do Ring Road, e a parte central, além das cavernas de gelo (Skaftafell Ice Cave) e de lava, fora inúmeros atrativos, trilhas e cidades que consumiriam mais tempo do que eu tinha. Tem muita coisa para se conhecer na Islândia!

Na estrada
Solheimasandur Plane Wreck
Solheimasandur Plane Wreck

Dia a dia

Dia 1: Reykjavik

Em meu primeiro dia já notei como seriam as “noites” dessa viagem: o sol vai baixando, baixando no horizonte, sumindo… o céu fica extremamente alaranjado, no que seria um lindo por do sol… e PUF! Ele volta a subir e o dia clareia!

Na verdade, cheguei na véspera do que seria o primeiro dia. Troquei dólares e euros por coroas islandesas no aeroporto, pois a cotação não estava ruim. Além disso, o aeroporto é um bom local para se comprar bebidas se te agrada, com preços bem melhores que em vários locais do país. Depois, segui com o ônibus para meu hostel na cidade, o ótimo The Capital-Inn.

Solheimasandur Plane Wreck
Solheimasandur Plane Wreck
Vík

Reykjavik é uma cidade muito bonita e bem cuidada, realmente encantadora. As atrações ficam relativamente próximas umas das outras, e no geral dá para fazer tudo a pé. O primeiro atrativo que busquei foi a igreja Hallgrímskirkja. Ela tem uma arquitetura bastante diferente de uma igreja tradicional, pois foi feita para simbolizar um vulcão e os tipos de rochas formados por ele.

Após uma volta pelas ruas da cidade e uma parada em um ótimo café, fui conhecer uma atração bem curiosa, o The Iceland Phallological Museum, o que seria o museu do Pênis, com falos de diversos animais, inclusive de seres mitológicos. É um museu bem curioso!

Vík
Reynisfjara Beach
Reynisfjara Beach

Depois saí para um passeio pela orla marítima, com uma parada na escultura de Sun Voyager (Sólfar), que lembra um barco viking. Continuando pela orla chega-se ao Harpa, um centro de conferência e teatro para concertos e peças com uma arquitetura também bem diferente. Vendo a programação no site dá até vontade de assistir alguma coisa!

Se você gosta de Walking Tours, reserve o seu pelo site do City Walk. Se você gosta de museus, há muitos em Reykjavik, dentre eles o Museu Nacional da Islândia, que não visitei.

Reynisfjara Beach
Reynisfjara Beach
Reynisfjara Beach

Dia 2: Reykjavik

Tivemos de fazer uma parada estratégica na Iceland Camping Equipment, uma excelente loja de artigos para camping. Eu escolhi a maneira mais econômica de me hospedar na Islândia, ficar nos campings. Todos os campings do país custam entre 10 e 15 euros no máximo, contando a tarifa para banho, geralmente cobrada à parte. Os campings são excelentes, com chuveiros quentes, tomadas, área para cozinhar etc. Além da incrível experiência de acampamento na Islândia. Ressalta-se que é proibido fazer acampamento selvagem na Islândia, pois muitas áreas são particulares, e como você vai saber se o local no meio do nada que você parou pertence a alguma fazenda ou algo assim?

Reynisfjara Beach
Reynisfjara Beach
Reynisfjara Beach

Voltando à Iceland Camping Equipment, no site você pode ver os preços das diárias de equipamentos. Fora isso, eles contam com uma sala de armazenamento de bagagem caso você precise deixar a sua. Parece que até ajudam a alugar um carro pelo site deles. O atendimento é excelente. Pensando em economizar (embora eu tenha pago um caro despacho de bagagem por isso, então teria de refazer os cálculos), eu trouxe de casa minha barraca, isolante, saco de dormir, fogareiro e utensílios de cozinha. No site você pode orçar e até reservar tudo isso, e assim pode calcular se vale mais a pena pagar o despacho de bagagem da companhia aérea que usar para chegar na Islândia ou alugar tudo por lá. Todos os materiais do estabelecimento estão em perfeitas condições para uso. Eu fui a essa loja porque precisava comprar um gás para meu fogareiro para utilizar nos próximos dias.

Mirante do Dyrhólaey
Mirante do Dyrhólaey
Mirante do Dyrhólaey

Em relação à comida, umas poucas vezes eu comi fora. A maioria das vezes, por questões de economia, fiz minha alimentação com itens comprados nas diversas unidades do supermercado Bonus espalhadas pela Islândia. Eu consegui fazer uma viagem relativamente econômica da forma que estou relatando. Se você quiser ter ideia de alguns gastos no país pode verificar na Numbeo, site que relaciona preços diversos de países do mundo todo. Neste site você pode ter ideia de preços de alimentos e da gasolina. Em relação à água, não compre. A água das torneiras da Islândia é perfeitamente potável.

Os fofos cavalos islandeses
Não tem nada mais fofo
Garantindo o rango

Voltando ao relato, após abastecer meus suprimentos, visitei o Saga Museum, um museu bem interessante sobre a história dos Vikings pelo país.

Em seguida alugamos um carro para um dos passeios mais esperados da região, a Blue Lagoon. É necessário comprar o ingresso antecipado pelo site para esse atrativo, e recomendo NO MÍNIMO 15 dias de antecedência, se puder até bem mais que isso. O ingresso é bem caro, mas gostei demais de conhecer uma das piscinas termais mais famosas do mundo! O lugar é sensacional!

A Blue Lagoon é um spa, uma área construída artificialmente pelo homem, mas a água termal é natural. A temperatura é, em média, de 38ºC, e a água é composta de sílica, algas, enxofre e vários minerais.

Cânion Fjaðrárgljúfur
Cânion Fjaðrárgljúfur
Veja como são as estradas

No site você pode comprar somente o ingresso, ou então também pagar um transporte para o local, além de vários extras. Como estávamos em grupo calculamos que alugando um carro somente para esse dia seria mais barato do que usar o transporte do atrativo. Isso porque a Blue Lagoon fica na direção do aeroporto, a quase 50 km de Reykjavik.

Eu comprei meu ingresso para 18h. Como a água é quente, é uma experiência muito agradável chegar no fim da tarde e ficar muitas horas na água. Independente do horário que você comprar, é possível ficar o tempo que quiser até o horário de fechamento, entre 21h e 23h, dependendo da época do ano (consulte os horários no site). O local conta com armários para guardar suas coisas e chuveiros.

Bem próximo à Blue Lagoon está o farol Hópsnesviti, mas na época não pesquisei e não fomos.

Jökulsárlón Glacier Lagoon
Jökulsárlón Glacier Lagoon
Jökulsárlón Glacier Lagoon

Dia 3: Kerið, vale geotérmico Haukadalur (Geysir e Strokkur), Gullfoss

Finalmente pegamos estrada para fazer a Ring Road. Antes de tudo é importante ressaltar que todas as atrações ao redor da ilha são gratuitas! Você só chega aos lugares, estaciona e conhece o atrativo. As únicas coisas pagas são tours, piscinas termais etc.

Seguimos para alguns atrativos do chamado Golden Circle. Não passamos em todo o Golden Circle neste momento da viagem, e eu deixei um dos pontos para o final da trip. Geralmente o Golden Circle contém: o Þingvellir National Park, o vale geotérmico Haukadalur, a cascata Gulfoss e Kerið, mas as paradas podem variar.

Depois de dirigir 69 km, nossa primeira parada foi Kerið, que é uma cratera vulcânica de 55 metros de profundidade formada há 6500 anos. Ela é preenchida com água esverdeada, tornando o visual lindo. Você pode caminhar pelas bordas da cratera e pode também descer até a água. Essa é uma das poucas atrações pagas, em torno de 4 dólares.

Jökulsárlón Glacier Lagoon
Jökulsárlón Glacier Lagoon
Jökulsárlón Glacier Lagoon

Após a visita fomos para a região dos gêiseres, o vale geotérmico Haukadalur (Geysir e Strokkur), a 46,8 km do Kerið. A experiência de conhecer um gêiser é bem interessante. O maior deles é o Grand Geysir, mas ele está inativo. Ele foi o primeiro gêiser a ser descoberto no mundo, e isso originou a palavra Geysir, que deriva de uma palavra em islandês que significa “jorrar”. Mas, para a nossa alegria, no mesmo local está o gêiser Strokkur, que explode a cada 3 a 10 minutos em cerca de 20 a 30 metros. É preparar a câmera e disparar! No local ainda há mais de 40 outras pequenas formações geotermais soltando suas fumacinhas, de fato é uma região bem interessante.

Saindo de lá fomos para Gullfoss, a 9,8 km de distância dos gêiseres. A palavra “foss” em islandês significa cachoeira. Como na maioria dos atrativos, o estacionamento fica próximo, ou seja, anda-se pouco. A cachoeira Gullfoss é muito impressionante, e tem 32 metros de altura, mas em relação a volume d’água é a maior da Europa.

Na região existe também a Secret Lagoon, onde se pode tomar banho nas águas termais, mas nós não fomos. Geralmente nesse mesmo dia as pessoas visitam o Þingvellir National Park, a 47,4 km de Reykjavik, mas eu vou deixar para o final do relato, pois fiz em meu último dia. Eu também não visitei a Þjóðveldisbærinn, uma réplica de uma antiga fazenda viking na região. Depois dirigimos de Gullfoss até Vík y Mýrdal (175 km) e dormimos em nosso primeiro camping.

Jökulsárlón Glacier Lagoon
Jökulsárlón Glacier Lagoon
Jökulsárlón Glacier Lagoon

Dia 4: Seljalandsfoss, Skógafoss, Solheimasandur Plane Wreck

No dia seguinte voltamos 60 km de Vík para visitar uma das mais lindas cachoeiras da Islândia (sem querer ser injusta com as outras todas também tão perfeitas), a Seljalandsfoss. Essa cachoeira tem 60 metros de altura e conta com algo que me atrai muito: a possibilidade de caminhar por trás dela. Prepare-se para tomar muitos respingos d’água, mas as fotos ficam incríveis! Indo para o lado esquerdo de quem olha a cachoeira ainda há uma outra queda meio escondida pelas rochas, também muito bonita, a Gljúfrabúi.

Em seguida fomos para outra cachoeira super esperada, a Skógafoss. Ela fica a 29 km de distância da cachoeira anterior, e a 33,7 km de Vík. Com 60 metros de queda e 25 de largura, é uma cachoeira bem clássica em fotos da Islândia. É possível subir ao seu topo por uma escada em sua lateral. Vários filmes e séries já mostraram essa linda cachoeira, como A vida secreta de Walter Mitty, Thor, Senhor dos anéis, Vikings, Game of Thrones, entre muitos outros.

Jökulsárlón Glacier Lagoon
Jökulsárlón Glacier Lagoon
Barco anfíbio usado para o passeio na Jökulsárlón Glacier Lagoon

Perto de Skógafoss tem uma piscina natural que não fui, a Seljavallalaug. Também não fui no Skógar Museum, que fica ao lado da Skógafoss. Nessa região está também o vulcão Vulcão Eyjafjallajökull (que fiquei tentando pronunciar a viagem toda), aquele que fechou o espaço aéreo da Europa em 2010.

Essa região, para quem faz um tour com agência, geralmente se chama South Coast Tour, compreendendo: Vík í Mýrdal, Reynisdrangar, Reynisfjara Beach e Dyrhólaey; Seljalandsfoss Waterfall e Skógar Museum; Skógafoss Waterfall.

Saindo da Skógafoss, a 9,3 km de lá sentido Vík, parei num lugar que nem sempre as pessoas param, mas que acho incrível, o chamado Solheimasandur Plane Wreck. É interessante colocar o estacionamento no GPS, pois é meio escondido na estrada. Você vai estacionar e caminhar 3 km em direção ao mar, o que lentamente dá uns 50 minutos. O percurso é plano e sinalizado com pedrinhas. Daí encontrará o cenário surreal do avião caído no meio da praia de areias negras. Para quem gosta de fotografia é um prato cheio!

Foca no passeio de barco na Jökulsárlón Glacier Lagoon
Passeio de barco na Jökulsárlón Glacier Lagoon
Diamond Beach

Dia 5: Vík, Reynisfjara Black Sand Beach/Reynisdrangar e Dyrhólaey view point, Fjaðrárgljúfur

Acordei cedinho no camping em Vík e fui fazer fotos perto da igreja no morro atrás da cidade. O visual é extremamente lindo desse ponto. A cidade é muito pequena e bonita. Ela fica ao lado da famosa praia de areias negras, a Reynisfjara. De frente para o mar há enooormes colunas de basalto, tornando o visual da praia ainda mais incrível!

Voltando uns 20 km de carro pode acessar o mirante do Dyrhólaey, com uma paisagem ainda mais imponente! De lá você avista um arco natural. O acesso a esse mirante não fecha muito tarde. Não sei ao certo o horário de fechamento, mas tente ir antes das 17h.

Nesse ponto pudemos parar e apreciar os fofíssimos cavalos islandeses!

Diamond Beach
Fjallsárlón Glacier Lagoon
Fjallsárlón Glacier Lagoon
Hofskirkja, Hof

Na região de Vík também está a geleira Mýrdalsjökull, que algumas pessoas visitam com agências, pois é necessário guia. Além disso pode-se visitar as antigas casas Drangshlíð, aquelas típicas casas de turfa no telhado.

Depois de levantar nosso camping em Vík seguimos ainda para a última parada do dia, o cânion Fjaðrárgljúfur. O local está a 68,6 km de Vík. Eu estava um pouco apreensiva, pois ele fica em um trecho de estrada de terra que eu não sabia se um carro comum passaria. Por fim, o trecho era bem curto e simples. O cânion é lindo, com 100 metros de profundidade. Há uma trilha de 2 km na parte superior e vários mirantes, terminando em uma cachoeira. Eu desci na parte inferior também, mas estava meio tarde e teria que tirar o tênis para seguir por dentro do cânion, pela água, e desisti. Mas parece não ser muito complicado.

Essa foi a última visita do dia. Íamos até um ponto chamado Dverghamrar, bem parecido com as colunas de basalto que vimos na praia, mas já era tarde e pulamos. Existem também as formações basálticas Kirkjugólf no caminho, que também não fomos. Então dirigimos até o próximo ponto de camping, o Skaftafell/Vatnajökull National Park.

Svartifoss
Svartifoss
No caminho para a Svartifoss

Dia 6: Jökulsárlón Glacier Lagoon, Diamond Beach, Fjallsárlón Glacier Lagoon, Hofskirkja, Hof

Nesse dia dirigimos até o ponto mais distante do dia e fomos parando na volta nos seguintes. Do camping do Vatnajökull National Park até Jökulsárlón Glacier Lagoon são 57 km.

Assim que passamos de carro na Jökulsárlón Glacier Lagoon já ficamos maravilhados! Os icebergs e blocos de gelo formavam um cenário surreal! Essa é a maior lagoa glacial da Islândia, e tem 248 metros de profundidade. Daria para ficar lá um dia inteiro fazendo uma foto mais linda que a outra! A Jökulsárlón é formada pelo derretimento do glacial de Breiðamerkurjökull, parte do Glacial Vatnajökull, a maior geleira da Islândia.

E como se não bastasse tanta beleza das margens, é possível fazer um passeio de barco anfíbio tipo zodíaco, o que não perdi a oportunidade! Os barcos chegam bem perto dos icebergs. Eu fechei na hora o tour, mas veja no site da Ice Lagoon as opções e preços. Há passeio de barco das 9h às 17h, e duram 1 hora. Os tours de barco acontecem só de maio a outubro.

Outras trilhas no Skaftafell/Vatnajökull National Park
Achamos uma espécie de churrasqueira portátil num mercado
Garantindo o rango

Você acha que acabaram as maravilhas desse lugar??? Não!!! Voltando um pouco a pé pela ponte na rodovia, a Jökulsárlón é ligada ao mar por um pequeno canal. Isso faz os icebergs escoarem para o oceano, originando a Diamond Beach, uma praia de areias negras cheeeia de icebergs, outro cenário fantástico!

Saindo de lá fomos para a Fjallsárlón Glacier Lagoon, uma lagoa menor originada do mesmo glacial, também muito bonita, mas não tão grandiosa quanto a Jökulsárlón.

Ainda voltando em direção ao Vatnajökull National Park, onde estávamos acampados, passamos no Hofskirkja, uma das poucas igrejas no estilo antigo que restaram na Islândia, daquelas com grama em cima. Essa grama em cima também é chamada de turfa. Ela foi construída em 1884. O lugar parece um conto de fadas!

Um de nossos campings
Os inesquecíveis puffins
Mais puffins fofos

Dia 7: Skaftafell/Vatnajökull National Park, Svartifoss

No Skaftafell/Vatnajökull National Park estão muitos atrativos de trilhas interessantes, além de vários tours. É de lá que, no inverno, você pode fazer os tours mais legais de cavernas de gelo na Islândia. Veja no site do Vatnajökull sobre esses tours. Você pode comparar os tours entre muitas agências, como por exemplo a Glacier Guides ou a Mountain Guides. Parece ser muito incrível, mas eles só acontecem entre novembro e março, e eu estava no verão, portanto não consegui fazer. Fora isso, nesse local você pode também contratar tours de caminhada no glacial, outra atividade bem interessante, que acontece durante todo o ano.

Eu acordei cedo no camping e saí para minha caminhada escolhida, a Svartifoss, uma queda d’água de 20 metros. São 7,4 km de ida e volta, mas uma caminhada que achei tranquila, de ida deu uns 45 minutos. A trilha é autoguiada. No caminho para a Svartifoss, passei pela Hundafoss e pela Magnusarfoss. Chegando na Svartifoss, a visão das rochas basálticas que formam a cachoeira me deixou maravilhada. As colunas hexagonais têm origem vulcânica.

Há outras trilhas no parque, de 3,7 km até 28,5 km de distância, gostaria de um dia voltar e ficar mais tempo para conhecê-las.

Olha esse puffin de olho azul!
Os outros têm olhos castanhos

Em seguida saímos para o próximo camping. Uma das ideias era passar no Ingólfshöfði Puffin Tour saindo do parque, mas como iríamos ver puffins (os famosos papagaios do mar) em outra região, resolvi pular esse tour. Fizemos uma parada em Höfn somente para abastecer os suprimentos.

Depois a ideia seria visitar as cachoeiras Litlanesfoss e Hengifoss, mas elas ficam a 324 km do Skaftafell/Vatnajökull National Park, então pulamos para economizar tempo, pois íamos atravessar um trecho bem maior de estrada ainda nesse dia. Essas cachoeiras parecem tão incríveis quanto a Svartifoss, pois também são formadas por colunas basálticas. Outra ideia nesse percurso é a Sveinsstekksfoss, uma cachoeira nesse caminho subindo de Höfn, mas que estava fora da rota, então não fomos.

Local para apreciar os puffins
Gaivotas brigando

Pensamos em dormir em Seyðisfjörður, mas também resolvemos pular essa parada. Acabamos fazendo nosso camping em Borgarfjörður Eystri, a 382 km do parque, assim otimizaríamos tempo dos próximos dias. Pelas fotos que vi Seyðisfjörður e Borgarfjörður Eystri parecem ser semelhantes, e parece haver trilhas interessantes nas encostas ao redor. Nas pesquisas que fiz, Seyðisfjörður parece ser imensamente fofa, mas optamos pela igualmente fofa Borgarfjörður Eystri por causa da localização.

Foi um dia mais de estrada, e o caminho mais próximo a Borgarfjörður Eystri (a rodovia 94) não é asfaltado. Porém, a estrada é boa mesmo assim. O trecho era bem isolado, parecia que nunca chegava. Não parecia existir uma cidade nesse extremo leste. Mas chegando lá, a linda e minúscula cidade litorânea era fofíssima e havia um bom camping no local. Imagina uma vila com apenas 100 habitantes! Nessa cidade também tem uma linda casa de turfa (grama) típica islandesa, a Lindarbakki.

Casa de turfa Lindarbakki, em Borgarfjörður Eystri
Borgarfjörður Eystri
Borgarfjörður Eystri

Dia 8: Borgarfjörður Eystri, Dettifoss

Acordamos no camping e fomos ver um ponto onde costuma haver puffins, os papagaios do mar. Era uma das coisas que eu queria ver na Islândia. Após uma pequena caminhada da vila havia uma espécie de deque de observação. E para minha surpresa, os puffins realmente estavam lá! Milhares! Pensa numa criatura fofinha!

Depois levantamos acampamento e dirigimos 200 km até o próximo atrativo, a Dettifoss. Essa é uma daquelas cachoeiras com grande vazão d’água, de visual impressionante. São 100 metros de largura e 34 de altura, com cerca de 193 metros cúbicos de vazão d’água. Próximo há uma outra cachoeira que dá para ir a pé que não fui, a Selfoss. E há também outro mirante que não fui, para a HafragilFoss.

Borgarfjörður Eystri
Caminho para a Dettifoss
Dettifoss

De lá o pessoal estava cansado e quiseram deixar o camping de lado por um tempo, seguimos direto para uma das maiores cidades da Islândia, Akureyri, a 165 km da Dettifoss. Lá conseguimos um Airbnb com um bom preço. No caminho passamos por Húsavík, a capital da baleia da Islândia, com vários tours voltados para observação de baleias.

Dettifoss
Dettifoss

Dia 9: Goðafoss, Hverir, Krafla (Víti), Lake Mývatn, Skutustadagigar

Akureyri é uma cidade fofa, até os semáforos dela acendem em formato de coração. Saímos em direção a Goðafoss, que significa “cachoeira de Deus”, cujo nome se deve às estátuas de deuses pagãos que lá foram atiradas quando o cristianismo foi introduzido na ilha. Com 12 metros, ela também tem volume d’água bem intenso e chega-se bem próximo à queda, é uma daquelas cachoeiras de imensa beleza para chamar de sua. Nessa região da Goðafoss tem outra cachoeira, a Aldeyjarfoss, mas parece que precisa de 4×4, então não fomos.

Essa região do lago Mývatn tem muita coisa para fazer!

Goðafoss
Hverir
Hverir

 Contornamos o Lago Mývatn pela parte “superior” e fizemos uma parada em Hverir, uma região geotermal cheia de fumarolas e lagoas sulfurosas. Parece mais um pedaço da lua! Em Hverir dá para sentir o cheiro de enxofre mais forte saindo das fumarolas.

Perto de Hverir parece que há uma caverna com águas azuis e que atinge cerca de 50 graus, a Gjótagjá Cave, mas não visitamos. Outro lugar que não fomos é a Hverfjall, uma enorme cratera com uma trilha curta, porém bastante íngreme.

Depois visitamos Krafla, uma região vulcânica que já causou grande atividade na região. Atrás de Krafla está Leirhnjúkur, uma área geotermal que não fui. No caminho passa-se por uma usina que deve aproveitar a atividade da região. Nessa parte está a cratera de Víti, com águas muito azuis e cerca de 300 metros de diâmetro. É outro lugar que rende ótimas fotos!

Hverir
Víti, Krafla

Retornamos em direção ao lago Mývatn agora pela parte “inferior”. A parada foi em Skutustadagigar (ou Skútustadir). São pseudocrateras vulcânicas preenchidas com grama (que para mim mais parecem hemácias!), que foram formadas por uma espécie de bolhas de vapor. É outra paisagem bem diferentona do país, e você pode caminhar em volta delas e subir por algumas passarelas.

Outra atividade na região do lago Mývatn (que não fui) são as Myvatn Nature Baths, um concorrente da Blue Lagoon. Parece que são mais baratas e mais vazias que a Blue Lagoon (preços no site). Há também os campos de lava Dimmuborgir, que não fui. Nessa região há também o tour para a Lofthellir Lava Cave, uma caverna de lava. Veja, por exemplo, o tour da agência Saga Travel.

Víti, Krafla
Skutustadagigar (ou Skútustadir)
Skutustadagigar (ou Skútustadir)

Dia 10: Akureyri, Glaumbær, Hvitserkur (Vatnsnesvegur)

Apesar de Akureyri não ser a principal cidade para observação de baleias (e sim Húsavík, outra cidade portuária fofa), lá também há esse tipo de tour. Há diversas agências que oferecem tours de observação de baleias. Em Húsavík, por exemplo, há a Gentle Giants. Já em Reykjavik, há, por exemplo, a Elding. Como eu estava em Akureyri, fiz passeio com a empresa Whale Watching Akureyri.

O tour é bem caro, cerca de 88 dólares, e dura mais ou menos 3 horas. Achei que valeu o preço. Caso você não veja baleias eles dão outra chance em outro tour. Ao entrar no barco, fomos instruídos a colocar uma espécie de macacão térmico. Isso porque quando o barco está em movimento venta demais, e um vento bem gelado.

Após um tempo em movimento a guia, muito simpática, começou a nos indicar direções em uma alusão aos ponteiros de um relógio. Eu não sabia se daria a sorte de ver baleias, mas, para minha surpresa, vimos 3 espécies de baleias nesse dia, foi muito especial!

Semáforo em Akureyri
Tour de barco em Akureyri
Tour de barco em Akureyri

Depois do tour pegamos estrada para Glaumbær, a 102 km de distância. Esse é outro exemplo das casas de turfa, um local muito bonitinho e que também funciona como uma espécie de museu.

Após a visita seguimos para Hvitserkur (Vatnsnesvegur). Eu coloco essa outra palavra entre parênteses, pois quando jogo a palavra no Google Maps aparece também um lugar mais ao sul. O certo é esse junto com a palavra entre parênteses acima, que fica no litoral. Ele fica a 120 km de Glaumbær. Hvitserkur é uma pedra surreal no mar, que rende fotos muito bonitas!

Desse ponto decidimos dormir em Reykjavik, a 228 km dali.

Em Akureyri
Glaumbær
UPS!!! Em Glaumbær

Dia 11: Kirkjufell, Þingvellir National Park

Dessa vez acampamos em Reykjavik, num excelente camping na própria capital. Após o café dirigimos 183 km até o Kirkjufell. Passamos por algumas cidades portuárias no caminho, todas extremamente lindas! Gostaria de ter dormido em todas!

Kirkjufell é uma cachoeira não muito grande, mas muito bonita, que compõe um cenário muito conhecido da Islândia, por conta da montanha de formato agudo atrás.

Eu gostaria de ter passado também para conhecer as Gerðuberg Cliffs, que ficam a 60 km desse ponto, mas tirei do roteiro também. Também não fui na Hraunfossar, cachoeira nessa parte oeste. Há também a Vatnshellir Cave, outra caverna de lava, o vilarejo Arnarstapi e vilarejo Hellnar, o penhasco Londrangar, a Djúpalónssandur Beach, a Ytri Tunga (uma praia com uma colônia de focas), a igreja preta Búðir e o vilarejo Stykkishólmur.

Hvitserkur (Vatnsnesvegur)
Kirkjufell

Tínhamos de voltar a Reykjavik para o voo do dia seguinte, e como ainda era relativamente cedo resolvemos passar num ponto do Golden Circle que não fomos nos primeiros dias, o Þingvellir National Park (ou Thingvellir National Park). São 192 km de onde estávamos, mas ele está a 47,4 de Reykjavik.

O Þingvellir National Park é um dos lugares mais interessantes da Islândia e é patrimônio da Unesco. Nesse parque é onde foi o primeiro parlamento islandês. Nele está a Silfra, uma rachadura com água que está entre duas placas tectônicas. Uma das placas está na Eurásia, a outra está na América do Norte. Por fora da água é mais curioso do que bonito. Mas o deslumbrante é que é possível fazer mergulho ou snorkelling entre as placas, sendo um dos melhores pontos de mergulho de água doce do mundo. Uma das empresas que faz é a Dive.is. Os preços são muito elevados, mas é preciso contratar uma agência por conta da temperatura extremamente fria da água (li que é de cerca de 2ºC), sendo necessário usar a roupa seca, uma roupa diferente do neoprene comum para mergulho.

O estacionamento do parque é pago, custa 6 dólares.

Silfra, no Þingvellir National Park
Silfra, no Þingvellir National Park

Dia 12: Bye, bye, Islândia…

Há ainda muuuuitas coisas para se fazer na Islândia, que não tive tempo. Eu cito tudo aqui no relato para que o leitor pesquise sobre os locais que não fui caso se interesse.

Fora os lugares que não fui já citados no relato, uma das coisas que faltou foi relaxar nas águas do Reykjadalur, um rio de águas termais a 49,6 km de Reykjavik. Há alguns tours para outras cavernas de lava vulcânica saindo da capital, acho que se chama Hallmundarhraun (Fljotstunga). Veja no The Cave.is. Também não fui para a parte noroeste da ilha, que parece realmente interessante, com muitos penhascos para o mar. Existem também alguns trekkings de longa distância, como o Laugavegur, com 55 km, feitos em 4 dias. Veja no site Trek.is essa e outras opções de trekking de longa distância, tanto de mais como de menos dias.

E claro, com certeza, outro motivo para voltar à Islândia é ver a aurora boreal.  

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Sempre desejei visitar as grandes cataratas do mundo, apesar de minhas preferidas serem as de Foz do Iguaçu (leia meu roteiro de Foz aqui). Porém, as Victoria Falls estavam em segundo lugar na minha lista de desejos. Isso porque são consideradas a maior queda d’água do mundo, distribuídas em um cânion com 1,7 km de extensão, altura variando de 61 a 128 metros e volume d’água de 1 milhão de litros por segundo. A média dessas medidas faz essas cataratas serem consideradas a maior do mundo.

Localmente são conhecidas como Mosi-oa-Tunya, que significa “a fumaça que troveja”. Porém, o nome Victoria Falls deve-se ao descobrimento das cataratas pelo explorador britânico David Livingstone em 1855, homenageando a rainha Victoria, que ocupou o trono do Reino Unido até 1901.

Victoria Falls Bridge
Victoria Falls do lado Zâmbia

Qual lado visitar?

Assim como as cataratas de Foz do Iguaçu, as Victoria Falls também estão divididas entre dois países, no caso a Zâmbia e o Zimbábue. Então você pode escolher visitar o lado Zam, o lado Zim, ou os dois, como fiz.

A diferença é que do lado Zam você está mais próximo das cataratas, podendo inclusive nadar nelas no passeio conhecido como Devil’s Pool. Neste lado você acessa 4 mirantes para as cataratas. Já no lado Zim a vista é melhor, com 16 mirantes, podendo, assim, visualizar 75% da queda. Eu achei a vista dos dois lados interessante. Geralmente as pessoas aconselham a visitar o lado do Zimbábue se você puder escolher somente um deles. Porém, esta pessoa que voz fala gostou muito do lado da Zâmbia! Conheça os dois!

Victoria Falls do lado Zâmbia
Belíssima paisagem, lado Zâmbia

Do lado do Zimbábue a cidade, chamada Victoria Falls, é um pouco mais turística e menor. Do lado da Zâmbia a cidade se chama Livingstone, bem maior que a vizinha, uma cidade africana menos turística por ser maior, então talvez se absorva mais da vida cotidiana do país.

A Victoria Falls Bridge é a ponte que divide os dois países, e você pode cruzar a fronteira sobre o Rio Zambezi andando cerca de 1 km, e assim é possível visitar os dois lados das cataratas facilmente.

Vista do lado da Zâmbia
Arco-íris do lado Zam

Como visitar?

Os dois lados contam com aeroportos. Geralmente as Victoria Falls são visitadas em viagens que englobem outros locais da África, pois cerca de 3 dias são suficientes para os principais passeios da região. Isso também porque o turismo lá é bem caro, com passeios todos em dólar.

Eu conheci as Victoria Falls em meio a uma viagem à África do Sul, chegando por voo em Livingstone e ficando 4 dias. Considere que em 1 dia completo você poderia visitar as cataratas pelos dois lados, meio período para cada um.

Vista do lado da Zâmbia
Vista da Victoria Falls Bridge

Vistos de entrada

Você vai precisar de vistos para os dois países. Se for visitar os dois lados, lembre-se de levar o passaporte para cruzar a fronteira. Caso vá somente até a ponte para visualizar o Rio Zambezi lá de cima, ou para fazer Bungee Jumping, avise no posto da alfândega seu propósito, pois somente para isso não é necessário carimbar sua saída do país.

O visto de entrada simples no Zimbábue custa 30 dólares, e o de duas entradas, 45 dólares. Para informações sempre atualizadas de valores, bem como requisitos de entrada, consulte este site. Se você estiver no Zimbábue e for apenas passar o dia na Zâmbia pode pegar o visto Day Tripper para esse dia, que custa 20 dólares. Exemplo: se for ficar só no Zimbábue pegue o visto simples (1 entrada e 1 saída). Se for passar o dia na Zâmbia, precisará pegar o visto de dupla entrada e mais o visto Day Tripper.

Atravessando a fronteira

No caso da Zâmbia, o visto de entrada simples custa 50 dólares e o de entrada dupla, 80 dólares. Para informações sempre atualizadas de valores e requisitos de entrada, consulte este site.

Além dessas opções, na Zâmbia existe também o Kaza Visa, que custa 50 dólares e permite entradas ilimitadas entre Zâmbia e Zimbábue. Como eu ia cruzar essas fronteiras várias vezes escolhi esse visto, de preço único de 50 dólares. Para entender como funciona, acesse este site. Ou seja, o Kaza Visa fica mais barato do que o visto de duas entradas na Zâmbia, por isso é sempre a melhor opção.

Chobe National Park
Antílopes no Chobe National Park

Ao pesquisar nos 3 links anteriores fiquei em dúvida se posso obter o Kaza Visa no Zimbábue (apesar de o último link falando sobre ele dizer que estaria disponível sim nesse país). Como no link que fala sobre a Zâmbia o Kaza Visa aparece na tabela de opções de visto, isso determinou que minha entrada seria por esse país. Porém, se for entrar pelo Zimbábue e só passar o dia na Zâmbia (custo total de 65 dólares), pergunte se eles teriam o Kaza Visa disponível (custo de 50 dólares).

A Botswana, o terceiro país fronteiriço da região, não exige o pagamento de visto. Os vistos devem ser pagos em dinheiro e podem ser obtidos tranquilamente no momento de chegada ao país.

Água vista no Chobe National Park

Quando ir?

Em dezembro tem início a temporada de chuvas, então considere que mais ou menos de janeiro a maio a queda estará mais cheia e mais bonita. Porém, o spray de água pode atrapalhar as fotos. De maio a junho talvez esteja com água demais, o que não seria tão favorável para as fotos. Entre outubro e dezembro, talvez as cataratas estejam quase secas do lado da Zâmbia; no entanto, do lado do Zimbábue elas nunca secam, podem ser visitadas o ano inteiro. Portanto, considere visitar entre julho e novembro.

Caso vá fazer o passeio das Devil’s Pool, aquele em que se nada nas cataratas, é necessário que estejam mais vazias, considere que isso é possível entre agosto e dezembro (em média, pois depende das chuvas). Quando a Devil’s Pool está fechada, existe a possibilidade de a Angel’s Pool estar aberta. Esta é um tanto menor, e numa região mais segura caso o nível de água esteja muito alto e impossibilite a Devil’s Pool.

Eu visitei o local em dezembro e consegui fazer todos os passeios e com bom nível d’água.

Ave vista no Chobe, na Botswana
Búfalo num momento de fofura!

Dados práticos

A moeda oficial do Zimbábue é o dólar. Já na Zâmbia, a moeda é o Kwacha (ZMK). Porém, nem vi a cor do dinheiro! Absolutamente tudo que paguei foi em dólar.

Tanto no lado Zim quanto no lado Zam encontrei opções em conta e satisfatórias de hospedagem. Me hospedei somente na Zâmbia.

Búfalo e seu belo penteado
Espécie de lagarto

Do centro da Zâmbia ou do centro do Zimbábue, será necessário pegar um táxi até a entrada do parque onde ficam as cataratas, e isso custa geralmente uns 10 dólares. Atente-se aos táxis escolhidos, combinando o preço antes, fique esperto! Eu encontrei um taxista que gostei no primeiro dia, e pedi o contato dele para fazer todos os meus transportes pelo país nos outros dias.

Fui sozinha. Achei todos os lugares por onde passei seguros, mas não quis andar à noite por precaução. Não senti nenhum preconceito ou olhar diferente por ser uma mulher sozinha viajando na região.

Momento soninho
Vi muitos pássaros diferentões

Minha trip

Eu fui com uma listinha dos passeios que queria fazer. Meses antes de minha chegada ao país, contatei minha hospedagem a respeito dos tours desejados e me disseram que eu poderia falar com eles uns 15 dias antes para reservar os passeios. Então, conforme orientado, esperei. Mas quando deu 15 dias antes, entrei em contato e, para minha surpresa, não havia mais vaga no passeio que mais queria: a Devil’s Pool, que é concorridíssima.

Fiquei muito transtornada e expressei minha indignação com minha hospedagem. Por minha sorte, uma amiga querida havia visitado o Zimbábue meses antes e me passou o contato de uma agência ótima: a Shearwater. Apesar de eu estar com hospedagem na Zâmbia e a agência se localizar no Zimbábue, me atenderam prontamente e resolveram meu maior problema.

Leões mimindo
Amo esses bichinhos

Realmente 15 dias antes não havia mais vagas para reservar a Devil’s Pool. Porém, fizeram algo incrível demais por mim: saíram telefonando para todos os clientes agendados para as datas que eu estaria lá a fim de confirmar se realmente iriam para o passeio. E, para minha sorte, houve uma desistência justo no meu último dia no país. Reservei o tour prontamente, assim como meus outros tours com eles.

Conclusão 1: independente do que digam, reserve sim seus passeios na região com antecedência. Os passeios são concorridos, principalmente a Devil’s Pool, pois são só 80 vagas por dia!

Conclusão 2: indico totalmente a agência Shearwater, que teve tanta boa vontade para me ajudar a realizar um sonho!

Para visitar os parques das cataratas não é necessário reservar, você pode comprar as entradas na hora.

Parece estar sorrindo

Os passeios

A região oferece diversas opções, e acho que praticamente ninguém chega a fazer todos os tours, principalmente porque todos são beeeem caros e em dólar. Os valores são semelhantes nas empresas que pesquisei. Veja os preços atualizados no site da Shearwater.

Antílope no Chobe national Park
Esses invadiram o hotel

Algumas opções de tour:

– visitar as cataratas do lado Zim (Victoria Falls National Park): a tarifa de entrada é de 30 dólares. O parque abre entre 06h e 06h30 e fecha às 18h. Considere meio período para isso. Você pode pagar a entrada em dinheiro ou cartão de crédito.

– visitar as cataratas do lado Zam (Mosi-oa-Tunya National Park): a tarifa de entrada é de 20 dólares. O parque abre às 06h e fecha às 18h. Considere meio período para isso.

– safári no Chobe National Park, na Botswana. Passeio de dia inteiro.

– rafting no Rio Zambezi: inicia bem cedo e termina no meio da tarde.

– Devil’s Pool: nadar na borda das cataratas. Considere meio período.

– cruzeiro pelo Rio Zambezi: bem popular para ver o por do sol.

– canoe: uma espécie de passeio de caiaque.

– sobrevoo de helicóptero nas cataratas.

bungee jump da Victoria Falls Bridge: salto de uma altura de 111 metros numa belíssima paisagem.

Esses são os principais passeios, mas há alguns outros ainda. A maioria não é de dia inteiro, e se quiser pode programar mais de um por dia. Na época que fui, só o safári no Chobe (176 dólares), o rafting (120 dólares) e a Devil’s Pool (105 dólares) deram 400 dólares!!! Isso fora a entrada nos dois lados das cataratas, feita de forma independente. Agora você entende como é caro e é bom escolher com sabedoria o que fazer na região?

Carro usado no safári
Barco usado no safári

Meu roteiro escolhido foi:

Dia 1: voo a Livingstone de manhã e chegada na hora do almoço. Visitei as Victoria Falls do lado da Zâmbia.

Dia 2: safári no Chobe National Park.

Dia 3: rafting no Rio Zambezi e Victoria Falls do lado do Zimbábue.

Dia 4: Devil’s Pool de manhã. Hora de ir embora: voo na hora do almoço.

Que bocão!
Nem pensar em entrar no Rio Chobe
Nadando tranquilamente

Meu relato

Primeiro dia: Victoria Falls lado Zam

Em meu primeiro dia, eu só tinha meio período. Após entrar no parque do lado da Zâmbia visualizei o mapa e passei por todos os pontos de mirante. Apesar de ter menos vistas que do lado Zim, o lado Zam também tem pontos muito bonitos! O meu preferido foi uma escadaria que desce até o leito do rio, e vê-se a ponte sobre o Rio Zambezi mais de perto por baixo. Na saída aproveitei para dar uma primeira conferida na vista de cima da ponte, na fronteira entre os dois países.

Olha a carinha de pleno!
Preparando para entrar no rio

Segundo dia: safári no Chobe National Park, na Botswana

No segundo dia a agência me buscou para fazer o safári no Chobe National Park, na Botswana. O passeio incluiu todos os transportes de ida e volta, o safári e as refeições.

Após passar as fronteiras e fazer os trâmites todos, pegamos um rápido barquinho e depois uma van até um hotel que funcionou como ponto de apoio e onde seria o almoço. O Chobe também fica perto das fronteiras da Namíbia.

Hora do banho
Repare no charme

Eu já tinha tido a experiência de safári na mesma viagem dias antes, no Kruger National Park, na África do Sul (que ficará para outro relato). Portanto, já tinha visto os Big Five e todo tipo de animal. Porém, o que me surpreendeu no Chobe foi a natureza exuberante e as belas paisagens.

Nesse parque é obrigatório o 4×4 por causa das estradas, todas bem irregulares e de terra. Entramos no carro do safári e após pouco tempo vi de perto muitos búfalos, elefantes, girafas, antílopes e até alguns leões. É fascinante ver os animais livres no habitat deles! Essa etapa durou cerca de 3 horas.

Depois de almoçar, seguimos para a segunda parte do safári, um passeio de barco pelo Rio Chobe. Pude ver de perto muitos hipopótamos e crocodilos. O tour de barco também durou cerca de 3 horas. Achei interessante o barco por ver os animais de outra perspectiva, diferente da que já tinha visto de carro. Depois do safári fizemos todo o retorno para a Zâmbia no fim do dia.

Percurso do rafting
Preparando para iniciar o rafting
Rafting no Rio Zambezi

Terceiro dia: rafting + Victoria Falls lado Zim

Em meu terceiro dia parti cedinho até a fronteira, para encontrar, do lado do Zimbábue, o guia para o rafting. Esse é um dos raftings conhecidos como um dos mais emocionantes do mundo.

Na agência, os guias reforçaram bem as explicações sobre a segurança no geral. Seguimos para o rio Zambezi e fizemos uma pequena caminhada, já equipados com o colete e o capacete, e portando o remo. Chegando ao leito do rio os botes nos esperavam. Havia muitos botes da mesma agência, com muitos turistas. Os guias explicaram novamente os comandos usados para remar e sobre a segurança no rio. O que mais me surpreendeu foram os imensos paredões do canyon, uma paisagem lindíssima!

Primeira corredeira foi calminha
É muuuita adrenalina
Momento assustador

O nível de dificuldade das corredeiras varia entre o III e o V, o que é um tanto difícil para iniciantes. Meus amigos que fizeram esse mesmo rafting meses antes amaram e não caíram na água nenhuma vez. Já meu barco virou 5 vezes! Eu já fiz alguns raftings no Brasil, sempre no máximo nível III. Porém, me apavorei um pouco e após algumas quedas já estava muito assustada! Por isso a aventura foi um tanto cansativa para mim. Então, aconselho esse rafting para os mais aventureiros, eu não faria novamente.

Após o término do rafting tivemos de subir uma escadaria de 250 metros para o ponto do almoço e onde os carros nos esperavam para ir embora.

Tomei muita água do Rio Zambezi
Só para os corajosos
Portaria do parque do lado do Zimbabwe

Eu havia me certificado do horário de término da aventura, e aproveitei que estava do lado do Zimbábue para conhecer este lado das cataratas. Entrei no parque e visualizei o mapa dos 16 mirantes. Realmente a vista desse lado é impressionante, é quando se vê de frente a queda, tendo uma noção melhor da imensidão das Victoria Falls. Dos dois lados das cataratas, prepare-se para alguns pontos em que você vai se molhar com o spray de água das fortes quedas. Também dos dois lados a caminhada dentro do parque é bem tranquila.

Victoria Falls do lado Zim
Victoria Falls do lado Zim
Fim de tarde do lado ZIM

Quarto dia: Devil’s Pool

Em meu último dia foi o momento de conhecer a Devil’s Pool, passeio tão difícil de reservar. O passeio ocorre do lado da Zâmbia, onde eu estava, e se inicia em um hotel. Ele é intermediado pela agência Tongabezi.

A famosa piscina fica no topo das Victoria Falls, bem em sua borda, a 100 metros de altura, na Livingstone Island. É uma das piscinas naturais mais assustadoras do mundo, e uma experiência única! É preciso ter coragem para nadar até a beira desse precipício, porém, não é realmente perigoso. Como expliquei antes, só dá para fazer esse passeio quando o nível do rio está baixo, pois assim a piscina não oferece risco para os turistas. Isso porque existe uma cavidade na rocha, que forma um paredão de pedra mais profundo do que a borda, criando a piscina em si. Além disso um guia acompanha os turistas na borda, para qualquer problema.

Devil’s Pool
Devil’s Pool, sonho realizado

Fomos já com roupa de banho por baixo, e atravessamos até a ilha com um barquinho. Deixamos nossas coisas onde seria o café da manhã incluído depois da aventura.

Entramos na água e foi preciso nadar um trecho não muito longo do rio, mas tudo com o auxílio dos guias. Chegando ao local da piscina, um por um nadou até a borda da Devil’s Pool, onde o guia nos esperava para nos amparar. Foi bem tranquilo! O outro guia aguardava do lado oposto com minha câmera.

Olha esse visual!
Nadando na piscina do diabo!
Olha como se chega na Devil’s Pool

Aquele paredão com as cataratas formando um arco-íris me impressionou! Foi uma emoção enorme estar ali, e não tive medo em momento algum, realmente pareceu bem seguro. Pena que foi um momento curto, pois havia outros turistas no grupo, mesmo que pequeno, aguardando para ter a experiência. Depois das fotos retornamos até o local, onde provamos um café da manhã bem chique.

Conclusão sobre o passeio: para mim, valeu cada minuto dessa experiência hiper diferente. Porém, achei rápido demais, o que torna o passeio um pouco comercial, no estilo “tire sua foto e saia”. Ainda assim acho que vale muito a pena! É uma experiência única e com um visual incrível!

Amei conhecer as Victoria Falls. A região oferece passeios mais tranquilos ou com mais adrenalina, dependendo da escolha do visitante. Realmente há opções para todos os gostos! Além da imensa beleza das cataratas o local me proporcionou fortes emoções, e guardo as lembranças dessa trip com carinho! Aconselho a todos conhecer as Victoria Falls!

Livingstone Island logo após conhecer a Devil’s Pool
Vista da Livingstone Island
Feliz da vida!

Sapa, no Vietnã, é um daqueles lugares que encanta, seja pelas belas paisagens, seja pela cultura dos grupos étnicos que lá vivem. A região é famosa pelos belíssimos terraços de arroz, o que é enriquecido pela experiência das trilhas que passam por eles.

Se você não gosta de trilhas longas, é possível se hospedar na cidade e fazer caminhadas curtas. Porém, se for amante do trekking como eu, pode escolher entre diversas opções de caminhadas, de 1 até vários dias.

Minha caminha no trem de Hanói a Sapa
Sapa

Como tirar o visto para o Vietnã

Como é meu primeiro relato sobre o Vietnã, antes de tudo, vou descrever brevemente com funciona a questão do visto, obrigatório aos brasileiros. Isso porque o procedimento deve ser feito previamente. Existem duas maneiras de obter o visto.

Uma delas é o Visa on Arrival. Existem várias empresas que organizam a documentação do visto para você, e é importante encontrar uma confiável, como a Vietnam-Visa, por exemplo. Pesquise a reputação das empresas antes de solicitar o visto. Funciona assim: eles fazem uma espécie de carta-convite, e você conclui o processo do visto pessoalmente lá na imigração. Essa forma de visto só funciona se você entrar no país por um dos aeroportos.

Início da trilha
Paisagem já surpreendente

Depois que eles te enviarem a carta e o formulário, você deve preencher este último à mão e levar consigo esses documentos e mais 2 fotos 4×6 (fotos de passaporte). Lá no aeroporto, é só procurar as indicações de “Landing Visa” e concluir o procedimento pagando a taxa do visto. No site da Vietnam-Visa tem os preços atualizados, mas no momento da escrita deste texto, o valor da empresa é de 21 dólares se for 1 pessoa e se for para 1 mês e única entrada. As demais variações constam no site. E o valor lá na imigração para o carimbo é de 25 dólares. Se você esquecer as fotos, terá de pagar mais na hora.

A outra maneira é enviando seu passaporte para a Embaixada do Vietnã, que fica em Brasília. Se você não morar em Brasília, vai precisar enviar o seu passaporte pelos Correios. Essa forma é boa se você precisa se programar com antecedência, e funciona para entrada tanto por aeroportos quanto por terra. No site da Embaixada do Vietnã, em Brasília, tem todo o passo a passo com as documentações que você precisa enviar. É interessante enviar um e-mail solicitando informações atualizadas antes de aplicar o pedido ([email protected]). Um visto nas mesmas condições que descrevi no procedimento do Visa on Arrival, mas feito na embaixada vietnamita no Brasil, sai hoje por R$ 150,00 e mais a taxa de retorno pelos Correios (de R$ 50,00). Ou seja, o preço para tirar antecipado no Brasil ou para o Visa on Arrival é semelhante.

Minha guia
Admirada com a paisagem

Quando ir?

De março a abril os campos de arroz estão mais secos, mas o clima é bem agradável. Nessa época os campos começam a ser arados e o arroz começa a ser plantado. Entre maio e agosto é a temporada de chuvas, e a época menos aconselhável a ir. Entre setembro e novembro o arroz é colhido e as paisagens estão exuberantes. De dezembro a março é o inverno, quando faz bastante frio.

Eu fui justo em dezembro, mas por sorte não estava tão frio, só à noite que esfriava bastante. Em qualquer época que você vá, é interessante levar uma capa de chuva.

Terraços de arroz
Terraços de arroz

Como chegar?

Sapa fica a pouco mais de 30 km da fronteira da China. O ponto de partida em geral é a cidade de Hanói. Existem 3 formas de chegar vindo de Hanói.

Eu fui de trem, a maneira mais confortável, porém a mais cara. São cerca de 8,5 horas de viagem no trem noturno. São vagões leito bem confortáveis, com cama, ar-condicionado e direito a lanchinho. No meu caso, pedi para a agência com quem ia fazer a trilha (da qual vou falar adiante) me providenciar as passagens de trem. No site da minha agência, a Sapa Sisters, estão os horários e preços. Fora isso, existem outras agências que vendem a passagem, como a Et-Pumpkin  e a Livitrans. No caso, a passagem é de Hanói até Lao Cai. De Lao Cai a Sapa são 37 km e há miniônibus saindo a todo instante para o percurso. Eu combinei com a minha agência, a Sapa Sisters, de eles me buscarem na estação de trem, e eles me cobraram 7 dólares por me buscar e mais um café da manhã antes de iniciar a trilha.

É maravilhoso!
Tudo alagado

A segunda maneira de chegar é de ônibus, opção mais barata que o trem. São 6 horas de viagem e os valores por percurso estão na faixa de 15 dólares. Aqui estão exemplos de empresas de ônibus que fazem o percurso: Good Morning Sapa, Ha Son Hai Van, Sapa Express, Inter Bus Lines e Xe São Viet Bus. Como não fui de ônibus não sei dizer a melhor opção e se é tranquilo de comprar na hora a passagem.

De Hanói a Sapa são 319 km, a terceira forma de chegar é que já ouvi dizer que algumas pessoas alugam moto e fazem o percurso.

Esta dá pra ter ideia da trilha
I love rice, baby!

A agência

Eu escolhi a Sapa Sisters Trekking Adventures por diversas recomendações na internet e não me arrependi. Essa empresa de trekking pertence à minoria étnica Hmong e tem sua base na bela região montanhosa de Sapa. É a única de propriedade inteiramente feminina na região e, como viajante solo, isso me atraiu também.

Os Hmong enfrentam níveis muito altos de pobreza e o turismo está gerando boas oportunidades para elas, que ajudam suas famílias e comunidades a prosperarem. A empresa foi fundada por dois artistas da Suécia/Polônia e quatro mulheres das comunidades locais. A ideia foi dar empregos decentes a jovens mulheres, num empreendimento autossustentável, sem ações de agências externas. Fazer essa aventura com elas é uma forma de ajudar a comunidade.

Terraços de arroz
hum, vontade de comer arroz! rs

Na sociedade Hmong, os homens tendem a ter mais poder público e social que as mulheres. Desde o nascimento, as mulheres Hmong são consideradas “pertencentes às famílias de seus maridos”, porque quando as mulheres se casam, elas devem deixar sua família para viver o resto de suas vidas com seus maridos e sogros e se juntar a seu clã ancestral e obter sua identidade. Mesmo assim, muitas garotas Hmong, como as de Sapa Sisters, aprenderam inglês fluente, além de muitas outras línguas.

A questão dos casamentos forçados/arranjados é muito complexa. Há também uma aceitação generalizada do abuso conjugal e as mulheres são discriminadas por se divorciarem ou se separarem de seus maridos, o que significa que muitas mulheres continuarão a permanecer em relacionamentos abusivos ou insatisfatórios. Além disso, nos últimos 10 anos tem havido um crescente nível de tráfico de mulheres para a China – para fins de casamentos vendidos e prostituição. Apesar de todas estas experiências e pressões sociais negativas que as meninas e mulheres Hmong enfrentam, elas estão fazendo mudanças positivas por sua própria iniciativa, com as Irmãs Sapa sendo um exemplo muito importante disso.

Uma visão do alto
São fascinantes os formatos

A iniciativa Sapa Sisters permitiu que essas mulheres Hmong ganhassem muito mais do que elas ou suas famílias já tiveram antes. No nível da família, isso permitiu que fizessem coisas que costumavam ser muito difíceis, como economizar dinheiro para o futuro de seus filhos, comprar terras agrícolas e renovar as casas de suas famílias de bambu para edifícios mais permanentes de madeira e telhado.

É importante ressaltar que muitos maridos das Irmãs Sapa também veem os benefícios econômicos de suas esposas trabalharem, e agora as apoiam assumindo o cuidado dos filhos e da casa enquanto elas estão trabalhando. Numa sociedade na qual os homens são tradicionalmente os principais provedores, enquanto se espera que as mulheres permaneçam em casa, esse é um nível importante de empoderamento para essas mulheres, do qual suas filhas e futuras comunidades também se beneficiarão um dia. Ademais, isso ajuda os benefícios econômicos a permanecerem na comunidade e impede que vazem para as empresas maiores administradas pelo Vietnã, que já comandam a maior parte da indústria do turismo.

Minha guia (à direita) cortando cana
Meus terraços de novo rs

Minha trip

Eu escolhi no site das Sapa Sisters um roteiro de 2 dias de trekking, com uma noite numa casa de família. O tour inclui a hospedagem, a guia, todas as refeições, exceto bebidas, e o transporte de volta para Sapa ao término do passeio. Existem guias pela cidade oferecendo tour na hora, mas me disseram que muitas vezes esses passeios não são muito aconselháveis e é melhor escolher uma agência com boa reputação previamente. Pode “dar zebra” e você não terá o respaldo de uma agência. Fora isso, a quantidade de turistas por grupo nesses serviços contratados na rua deve ser bem maior. Outro fator é que é interessante fazer um turismo responsável, tendo certeza de que você está ajudando as comunidades locais e preservando as trilhas.

Buscaram-me na estação de trem no horário combinado e em Sapa recebi as explicações do trekking. Eu deixei minha bagagem na agência, e fui para o roteiro somente com uma mochila pequena com roupa e tênis para a caminhada e roupa para frio à noite. Na agência, se precisar, tem um chuveiro que pode usar à vontade.

Paisagens lindas!
Aqui as primeiras casas de um vilarejo

A cidade de Sapa me causou uma impressão excelente, apesar de eu só ter passado por ela. Havia muitas lojas, restaurantes e hospedagens. É uma cidade típica de montanha, com muitas pessoas se preparando para os mais diversos trekkings. Isso me fascina!

Na agência eu conheci minha guia. Ela tinha cerca de 25 a 30 anos, mas aparentava muito mais. Ela estava designada para guiar apenas a mim, o que foi excelente, pois os caminhos que fizemos estavam sempre vazios de turistas. Nós conversamos um pouco e ela me mostrou algumas opções de roteiro, como por exemplo:

Dia 1. Sapa – Sa Seng – Ha Thau – Giang Ta Chai

Dia 2. Giang Ta Chai – Su Pan – Sapa

ou

Dia 1. Sapa – Y Linh Ho – Lao Chai (lunch) – Ta Van (Homestay)

Dia 2. Ta Van – Giang Ta Chai (lunch) – Su Pan – Sapa

Mais casas entre os terraços
Então… no Vietnã isso pode rs
Já tenho habilidade!

Eu não entendo nada desses nomes! Pela explicação dela, eu poderia fazer um caminho seguindo só pelo alto das montanhas, ou então um caminho indo para a base e subindo um pouco. Eu realmente não tinha ideia do que escolher. Existem outros vilarejos que dá para visitar fora esses. Há muitas cachoeiras na região também, lugares incríveis. Porém, pela época, ela me aconselhou a pegar uma opção mais pela base e subindo pouco as montanhas, pois poderia haver neblina atrapalhando a vista se subisse muito. Eu aceitei a sugestão dela, disse que amava fotografia e que confiava que ela me levasse nos lugares mais lindos que fosse possível nos 2 dias que eu tinha. Mas na verdade, eu não sei dizer se segui algum desses roteiros ou algo que nem estava neles!

Finalmente, iniciamos a caminhada do primeiro dia. Logo no início já me deparei com incríveis cenários de campos de arroz, apesar de meio distantes. Minha guia foi sempre muito solícita e amável, tanto para tirar minhas fotos quanto para responder qualquer dúvida sobre tudo que eu quisesse perguntar. Um anjo em forma de pessoa!

Melhor rolinho primavera da minha vida! NHAMY!!!!
Continuando depois de almoçar
Olha como o caminho é estreito

Passamos por paisagens belíssimas. À medida que adentrava mais os terraços de arroz o visual ainda melhorava. Eu não tenho ideia de quanto andei em cada dia. Acredito que entre 10 e 15 km pelo menos. Porém, a caminhada não foi cansativa em momento algum. É bem tranquilo. E paramos muito para fotos, ou para ela me explicar curiosidades da região.

Paramos para almoçar. Não entendo muito de gastronomia, mas no Vietnã em geral, achei que a comida se assemelha muito à da china, e ainda mais nessa região, por estar bem próxima da fronteira. Melhor comida chinesa da vida (no Vietnã)! Comi o melhor rolinho primavera da minha vida também, totalmente diferente desses que vendem no Brasil!

Aprendendo a andar aí no meio
Vixi, no meio da trilha!
Passado o susto…

Depois mais outro tanto de caminhada. Ela me explicava sobre as plantas, elas usam uma planta verde-azulada para fazer tinta e, assim, colorir os tecidos que são matéria-prima dos produtos que vendem. Além disso, a cannabis (ilegal para consumo) é usada para tecer e fazer roupas.

Chegamos na casa de família que ia dormir. O lugar era ótimo. O único quarto do local era coletivo, mas havia muitas camas e cobertores grossos, pois faz muito frio à noite. O chuveiro era quente e havia energia elétrica para carregar meus gadgets.

Como esse lugar pode ser tão simples e perfeito?
Demonstração de frio à noite na casa de família
Brinde vietnamita que aprendemos

Outros 5 turistas da Europa e América se juntaram para dormir nessa casa. Todos estavam bastante animados com o dia, e nos juntamos ao redor de uma mesa bem farta e variada, com opções de culinária típica para todos. Depois de conversarmos até tarde dormi com conforto na minha cama desta noite. No dia seguinte o café era mais ao modo americano: panquecas e banana.

Na caminhada do segundo dia passamos a subir os morros com terraços de arroz. Tive de aprender a andar me equilibrando entre os terraços, o que rendeu muita diversão e boas fotos.

Jantar na casa de família
Este é o café da manhã
Chapéu típico vietnamita

Além disso, passamos numa pequena cachoeira também. A única coisa que poderia incomodar seria o fato de as pessoas no caminho serem bem insistentes para vender os diversos produtos de artesanato, mas eles afinal vivem disso.

Minha guia me disse também que na comunidade todos têm tarefas, inclusive as crianças. A gente pensa sempre em não estimular trabalho infantil de forma alguma. Mas da maneira que ela me explicou parecia algo tranquilo, não escravizador. No sentido de quando uma família dá pequenas tarefas a uma criança para ensinar responsabilidade. Pelo menos essa foi minha impressão. Eu vi as crianças carregando gravetos pelas trilhas, por isso perguntei.

Agora é a hora de se equilibrar
Depois acostuma
Craques!

Paramos para almoçar e escolhi outro dos meus pratos preferidos no Vietnã, a noodle soup, que para mim não se compara às que são servidas na Liberdade em São Paulo nem a que se vende na Tailândia ou outros países vizinhos.

Assim terminou meu tempo com minha guia. Do restaurante, ela me encaminhou para o moto táxi que me levaria de volta a Sapa. E de lá, peguei minhas coisas e retornei para pegar o trem de volta para Hanói.

Lá loooonge!
Isso não cansa!

Não tenho palavras para descrever minha experiência com minha guia e na casa de família que pernoitei. Eu gostaria de ter contratado um trekking com um dia a mais pelo menos, apesar de 2 dias já dar para conhecer bem. Mas gostei tanto que queria mais! Acho que posso dizer que foi um ponto alto de minha viagem tanto pelo Vietnã quanto pelo sudeste asiático. Com certeza voltarei à região para fazer outros roteiros.

Minha noodle soup <3
Cachoeirinha no caminho
Últimos terraços

O Santuário do Caraça é uma daquelas joias escondidas em Minas Gerais que vale cada segundo da visita! A 114 km de BH, a estrutura integra a Serra do Espinhaço e é considerada uma das 7 maravilhas da Estrada Real, sendo elas:

  • o Santuário do Caraça
  • a Gruta da Lapinha
  • o Parque Nacional da Serra do Cipó
  • a Praça Minas Gerais (em Mariana)
  • o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida
  • o Teatro Municipal de Sabará
Entrada do Santuário do Caraça
Entrada do Santuário do Caraça
Capela Nossa Senhora Mãe dos Homens

Com mais de 11 mil hectares, o Santuário do Caraça localiza-se nos municípios de Catas Altas e Santa Bárbara e é assim nomeado pela serra na região parecer um grande rosto humano de perfil.

Por volta de 1770, o Irmão Lourenço de Nossa Senhora comprou o local, fundando uma espécie de hospedaria para os romeiros que passavam pela região e também uma capela barroca, dedicada a Nossa Senhora Mãe dos Homens. Decidido a se afastar de tudo e se dedicar à fé, escolheu esse lugar por estar em meio à mata e às montanhas. Assim, a construção se destaca na natureza.

Quarto dentro do Santuário: imagina dormir num lugar histórico!
Corredor da hospedagem no Santuário
Welcome!

Antes de falecer, o Irmão Lourenço solicitou que o Santuário do Caraça abrigasse um colégio para meninos e um seminário para padres, o que se concretizou no século XIX, com a ampliação do local e a construção do Santuário no lugar da Ermida. O Santuário também abriga uma biblioteca e um museu. Infelizmente, em 1968 houve um incêndio que destruiu parte da história do local.

A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Caraça recebe em média 70.000 visitantes anualmente, pois além dos aspectos históricos e culturais, oferece uma experiência super interessante de trilhas em cachoeiras e picos, o que engrandece muito o turismo no local.

Com rica fauna e flora, o Santuário do Caraça oferece uma oportunidade de interagir com a natureza e se hospedar numa construção histórica, além de experimentar a rica gastronomia local.

Subida ao mirante do Cruzeiro
Mirante do Cruzeiro
Mirante do Cruzeiro

Como chegar?

É fácil acessar o Santuário do Caraça de carro, aluguei um veículo em BH e dirigi pelos 114 km numa rodovia de pista simples por cerca de 2 a 3 horas.

Se não estiver de carro, você pode pegar o trem de Belo Horizonte até Barão de Cocais (Dois Irmãos) ou um ônibus até Santa Bárbara ou Barão de Cocais. De uma dessas cidades é necessário pegar um táxi (cerca de R$ 100,00).

Para informações atualizadas de como chegar, acesse este link do Santuário, que contém inclusive contato de pontos de táxi da região.

Cascatona
Cascatona

A visita

É possível passar apenas um dia no Santuário do Caraça, ou então se hospedar lá para conhecer melhor.

Caso passe somente um dia, a tarifa de entrada em dias de semana é de R$ 12,00, e em fins de semana, R$ 18,00. O horário para visitar é das 08h às 17h (com entrada permitida até 15h30), todos os dias.

Cascatona
Cascatona vista do alto

O almoço no local custa R$ 28,00 por pessoa à vontade. Recomendo fortemente as refeições, é tudo muito saboroso!

Para passar mais de um dia, como eu fiz (passei um fim de semana por lá), você pode se hospedar na Pousada do Caraça, na Pousada Fazenda do Engenho, ou na Casa de Retiro. Veja os valores no site. As diárias são caras, porém incluem café da manhã, almoço e jantar (e então não precisa pagar a tarifa de entrada também), e considerando isso eu achei um excelente custo-benefício! Como mencionei, as refeições são deliciosas e ricas! Acho a experiência de dormir no Santuário a mais recompensadora!

Oratório
<3

As trilhas

Saí bem cedinho de BH e cheguei ainda de manhã no Santuário do Caraça. Fiz o check-in na pousada e me familiarizei com a rica construção do santuário.

Eu havia pesquisado todas as opções de trilhas no site. Algumas são autoguiadas e para outras é obrigatório contratar previamente um guia local. Antes de ir, pesquise no site sobre todas as opções de trilhas, cachoeiras e picos e escolha entre as que pode ir por conta e as que precisa contratar guia. Entre em contato com o santuário para agendar seu guia caso necessário.

Banho do Imperador
De volta ao Santuário

Segui para minha primeira trilha: a Cascatona.  A trilha para a Cascatona tem 6 km de ida. Ao sair para a trilha pedi recomendações no Centro de Visitantes.

Antes de seguir ao destino final, passei no Cruzeiro. O Cruzeiro é um belíssimo mirante para o Santuário, que fica a 1 km de lá e tem acesso fácil. Dá mais ou menos uns 20 minutos de caminhada e a vista é bem recompensadora!

Jardins do Santuário do Caraça
Jardins do Santuário do Caraça
Fonte: site do Santuário do Caraça

Continuei o caminho para a Cascatona, e a maior parte é tranquila, mas considero a trilha no todo como nível intermediário, pois chegando na Cascatona há uma descida um pouco íngreme pelas pedras, o que eleva o nível de dificuldade. Como estou acostumada com trilhas e o tempo estava bem seco não achei necessário guia, já que todo o percurso estava bem demarcado e sinalizado. Se você não faz trilhas aconselho que contrate um guia. A Cascatona tem cerca de 80 metros de altura. Para ida, volta e tempo de apreciação reserve pelo menos umas 7 horas de atividade.

Seguindo um pouco mais adiante da trilha principal da Cascatona está o Oratório, que é uma construção antiga que forma um mirante. O interessante é ver a Cascatona do alto no caminho.

Jardins do Santuário do Caraça
Dentro da Capela
Entrada

Na volta ainda deu tempo de passar no Banho do Imperador, a 100 metros do Santuário. É um pequeno trecho do rio com uma boa área para banho.

Ao retornar ao Santuário dei mais uma volta pela arquitetura do local e me preparei para a noite. Após o jantar há uma missa, onde servem pipoca e chá. Do lado de fora, uma espera aguardada: a chegada do lobo Guará. Os padres locais sempre deixam comida próximo à escadaria, e um lobo Guará se acostumou a frequentar o local. Ele vem quase todos os dias e não se importa com a presença das pessoas e das fotografias. O fenômeno virou um evento, e são colocadas cadeiras para que o animal seja observado. Infelizmente, a ocasião em que estive no Santuário foi um dos raros dias que o lobo não compareceu.

Trilha para a Cascatinha
Cascatinha
Curtindo a Cascatinha

            No dia seguinte fiz a trilha da Cascatinha. Ela tem 2 km de ida e é de nível fácil. Dividida em 4 quedas d’água com 4 piscinas naturais, seus 40 metros formam uma cascata linda e excelente para banho.

            Na volta ainda passei na Prainha, como o nome diz, uma prainha de rio de acesso bem fácil a menos de 1 km do Santuário.

Cascatinha
Vista da Cascatinha

Não fiz as trilhas de Taboões, Banho de Belchior, Tanque Grande, Capelinha, Bocaina e os picos que exigem guia, como o do Inficcionado, do Sol, da Carapuça, Canjerana, Verruguinha, dentre outros. Todos os descritivos estão no site do Santuário do Caraça.

Esse roteiro que fiz coube direitinho num fim de semana, e só pelo Santuário já valeu a pena, tanto pela arquitetura quanto pela experiência de pernoitar num local como esse e saborear a excelente gastronomia. Além disso, as cascatas que visitei são a cereja do bolo desse passeio, lindas demais! Sem falar na possibilidade de ver o lobo guará de pertinho. Tudo isso torna o Santuário do Caraça um lugar único!

Prainha
Santuário do Caraça
Museu do Santuário

Com certeza você já viu imagens de templos no Camboja, talvez tenha ouvido falar do Angkor Wat e quem sabe viu o filme da Angelina Jolie, Tomb Raider, em que aparece o templo Ta Prohm. O complexo de ruínas em Siem Reap, no Camboja, é um dos mais incríveis que já visitei, e se você gosta desse tipo de turismo com certeza o local deve estar em sua lista!

Templo Banteay Srei
Templo Banteay Srei
Detalhe do Templo Banteay Srei

Um pouco de história de maneira muito resumida

O Angkor Wat era a capital do antigo império Khmer, civilização que floresceu entre os séculos IX e XIII. Esse e outros templos foram construídos durante o governo dos reis Suryavarman II e Jayavarman VII. A princípio seguiam a tradição hinduísta, mas aos poucos houve uma mescla com o budismo, portanto as ruínas têm influência de ambos.

Entrando no templo Banteay Samre
Nos arredores da Pub Street

Com o passar dos anos, a civilização Khmer enfrentou muitas guerras. Após o declínio do império, no século XV a capital do Camboja mudou para Phnom Penh e os templos ficaram esquecidos por séculos,sendo tomados pela selva. Apesar de nesse meio tempo o local ser visitado por exploradores e missionários, além de diversos europeus terem visitado Angkor Wat, as ruínas foram “redescobertas” em 1860 pelo francês Henri Mouhot, atraindo a atenção popular à região pelos seus escritos. “Redescobertas” entre aspas, pois o Angkor Wat em si nunca ficou completamente abandonado, por conta da presença de monges budistas. O protetorado francês fez muitas restaurações nas ruínas.

Esta é a Pub Street, a rua do agito em Siem Reap
Fish massage, uma das manias no sudeste asiático

Na década de 1970 houve um período bastante sombrio, o reinado de terror do Khmer Vermelho. Houve um golpe militar pelo ditador Pol Pot, e de 1975 a 1979 o povo foi oprimido cruelmente, com mais de 2 milhões de pessoas morrendo de fome ou por execução (cerca de 20% da população). O extremista era contra a influência capitalista de outros países, forçando que o Camboja fosse totalmente autossuficiente, o que levou à fome generalizada e à morte por doenças tratáveis.

Em 1979 o ditador foi retirado do poder por forças de oposição vietnamitas e apoio de diversos países por intermédio da ONU, apesar de os conflitos na região prosseguirem até a década de 1990. Em 1992 Angkor se tornou Patrimônio Mundial da Unesco, recebendo doações de diversas instituições e, com o passar dos anos, principalmente a partir de 2015, houve uma grande aceleração do turismo.

Este é um dos Night Markets
Ingresso válido por 3 dias de visita (o preço já está desatualizado)
Entrada do templo Preah Khan

Quando conhecer?

Assim como ocorre com outros países do sudeste asiático, o Camboja também passa pelo período das monções, uma época de chuvas constantes, que vai de maio a outubro. Portanto, a melhor época para se visitar o Camboja é de novembro a abril.

Entrando no templo Preah Khan
Templo Preah Khan: minha primeira árvore crescendo por cima do templo, que emoção!
Detalhe do templo Preah Khan

Como chegar?

Por voo: Em geral as pessoas chegam à cidade de Siem Reap, onde estão os famosos templos do Camboja, a partir de outros países do sudeste asiático, principalmente da Tailândia. Isso porque Bangkok é um dos aeroportos com voos mais em conta vindos do Brasil. Porém, Siem Reap recebe voos de vários locais do sudeste asiático, como Vietnã, Filipinas e outros. Eu, por exemplo, estava vindo da Tailândia e depois do Camboja iria para o Vietnã.

No templo Preah Khan caminha-se parte por fora, parte por dentro do templo
Templo Preah Khan: repare na riqueza de detalhes
Templo Preah Khan: olha como me visto cobrindo os joelhos e os ombros

Pesquise companhias aéreas como Bangkok Air, Camboja Angkor Air, Vietnam Airlines, Lao Airlines, Air Asia, dentre outras. O site do Skyscanner e o Google Flights são ótimas maneiras de descobrir quais empresas aéreas fazem determinado trecho.

Saindo do aeroporto, contratei um tuk tuk por 7 dólares para me levar até minha hospedagem.

Corredores do templo Preah Khan
Templo Preah Khan: fascinei nessa raiz e não queria mais sair <3
Templo Preah Khan: largo de jeito nenhum <3

Por terra: O excelente 12Go Asia mostra todas as formas de se locomover entre muitas cidades e países do sudeste asiático. Eu cheguei a comprar passagem por esse próprio site para outro trecho e deu certo. A Mekong Express faz trechos de ônibus vindos de várias cidades do Camboja, como da capital Phnom Penh, para Siem Reap, ou de Bangkok (Tailândia) e Ho Chi Minh (Vietnã). Fora isso, consulte também o site da Camboticket, que reúne passagens de diversas empresas.

Templo Preah Khan: fãzaça das árvores
Templo Preah Khan, amei esse!
Este é o caminho para o templo Prasat Neak Pean

Requisitos de entrada no Camboja

– Como para todos os países, você precisa de um passaporte que esteja a mais de 6 meses da data de vencimento.

– Certificado Internacional de vacinação contra febre amarela.

– Visto

O visto para o Camboja pode ser tirado na chegada ao país. Dessa maneira, você precisa levar uma foto 3×4 ou 5×7 daqui do Brasil e pagar 30 dólares. Muitas vezes é cobrada uma taxa de uns poucos dólares para quem chega por terra para fazer o processo. Porém, se quiser economizar tempo em filas, pode adiantar o processo pela internet entrando neste site. Pela internet, você paga os 30 dólares e mais 6 dólares de taxa do site. Depois de 3 dias receberá seu visto por e-mail, e deve imprimi-lo e levar. Não é necessário fazer pela internet de qualquer forma.

Olha o visual que se avista dessa ponte no caminho para o templo Prasat Neak Pean
O templo Prasat Neak Pean em si é simples
O templo Prasat Neak Pean é construído numa ilhazinha

 Dados gerais

– A moeda do país é o Riel Cambojano, mas o dólar americano é bem aceito em todos os lugares.

– Hospede-se em um local próximo à Pub Street, a rua de lojas, restaurantes, baladas e bares, e os night markets.

– Achei Siem Reap um local seguro, andei sozinha pela cidade, inclusive à noite.

– Algumas pessoas visitam Siem Reap por apenas 1 dia para conhecer os templos principais, porém, eu recomendo 3 dias inteiros para fazer todos os circuitos de templos, em momento algum me senti entediada. Mais que 3 dias também costuma ser tempo demais.

O que vale muito é o caminho na ponte para o templo Prasat Neak Pean
Meu tuk tuk me levando pelos caminhos aos templos
Entrando no templo Ta Som

– Como em todo templo, é necessário usar roupas que cubram até os joelhos e que cubram os ombros. Eu acabei usando blusa de manga curta, mas você pode também levar um lenço para cobrir os ombros se estiver de regata.

– use calçados confortáveis, você vai andar bastante, muitas vezes por terrenos irregulares, e subir e descer muitas escadas.

Detalhe do templo Ta Som
Porta incrível no templo Ta Som
Esta é a entrada do templo Prasat Pre Rub

Como se locomover

Existem várias maneiras de visitar os templos e vários circuitos diferentes. O Angkor Wat, um dos principais templos, fica a 5 km de Siem Reap. Você pode contratar um tuk tuk para te levar (o que eu fiz), ou alugar uma bicicleta (normal ou elétrica).

Para fazer de bicicleta comum precisa ser um pouco experiente na magrela, pois há circuitos de templos em que se andará até cerca de 40 km num dia! Pense nessa quilometragem num calor tropical cambojano!

O templo Prasat Pre Rub é o que tem elefantes esculpidos
Detalhe do templo Prasat Pre Rub
Alguns templos no sudeste asiático têm estátuas com essas roupas amarelas

Já com a bicicleta elétrica não há esse problema, porém, pesquisei que a bateria não dura muito, e algumas pessoas ficam no meio do caminho. Há pontos de carregamento na área dos templos, mas a carga demora um pouco para ser completada.

Templo Prasat Pre Rub
Oficina feita no Khmer Ceramics Fine Art Centre

De tuk tuk o valor por dia é de 15 a 20 dólares. Eu pedi indicação em minha hospedagem de um motorista e combinei com ele meu roteiro e o valor pelos 3 dias. O motorista do tuk tuk é só um motorista, ele não é um guia. Ou seja, ele te deixará na entrada de cada templo e ficará te esperando, não entrará com você ou te explicará sobre os templos. Por isso, caso se interesse por um passeio com explicações, consulte uma indicação em sua hospedagem.

Amanhecer no Angkor Wat
Lago em frente ao Angkor Wat
Olha esse céu do amanhecer no Angkor Wat!

Se não quiser fazer tudo de tuk tuk, uma saída pode ser mapear no Google Maps a distância dos templos e fazer só os dias mais distantes dessa maneira, e os mais perto fazer de bike.

Fascinada com o amanhecer no Angkor Wat
Só tenho medo desses caras 🙁
Mas voltemos ao amanhecer e esqueça os macacos!

Ingressos para a visita

Em meu primeiro dia, a primeira parada foi no Ticket Office para comprar o ingresso para a área dos templos. Existem passes de 1 dia (37 dólares), de 3 dias (62 dólares) e de 7 dias (72 dólares). A bilheteria e a área dos templos funcionam das 05h30 às 17h30. Não se esqueça de sempre andar com seu ingresso, pois este será conferido várias vezes.

Parte do interior do Angkor Wat
Detalhe no interior do Angkor Wat
Veja como o lugar é imenso!

Meu roteiro

Dia 1: templos mais distantes – Phnom Bok, Banteay Samre, Banteay Srei.

Dia 2: circuito longo – Preah Khan, Neak Pean, Ta Som, Prasat Pre Rub.

Dia 3: circuito curto – Angkor Wat (ir para ver o famoso nascer do Sol e visitar em seguida), Bayon, complexo do Angkor Thom (Preah Ngok Pagoda, Baphuon Temple, Royal Palace & Phimeanakas Temple, Elephant Terrace – um paredão de 300 metros de comprimento esculpido com elefantes, Leper King Terrace, Preah Palilay Temple e Tep Pranam Pagoda), Chau Say Tevoda Temple, Ta Keo, Ta Phrom, Sras Srang, Banteay Kdei.

Mais um detalhe do lago em frente ao Angkor Wat
Mais um ponto de observação em frente ao templo Angkor Wat
Este é o Bayon, outro do meu top 5!

O circuito curto e o longo têm pontos em comum, por isso, consulte com sua hospedagem ou o motorista de tuk tuk qual a melhor rota para combinar em cada dia, e também de acordo com sua disposição. Não fiquei me prendendo muito ao roteiro, só mostrei para o motorista minha lista e deixei ele me dizer a logística.

Parte da área interna do Bayon
Detalhe da construção do Bayon
Uma das entradas do Bayon

Para te ajudar a escolher quais visitar, veja esta lista e veja os mapas abaixo para se localizar:

Clique para abrir maior. Fonte: https://www.canbypublications.com/maps/map-angkor-park-cambodia-1250.jpg
Clique para abrir maior. Fonte: https://www.tourismcambodia.com/ftp/high-res-maps/Hi-Res-Temple-Map.jpg

Dia 1

Nesse primeiro dia, o templo mais distante fica a 50 km de Siem Reap, foi o dia dos passeios mais distantes. O Banteay Srei é um templo em tons rosados, dedicado a Shiva, e seu nome significa “cidadela da mulher”, por acreditar-se que foi construído por mulheres. O local não é muito grande, mas é incrivelmente bem preservado. Já o Banteay Samre é um templo do século XII, e o Phnom Bok é o templo com 635 degraus de onde se tem uma bela vista.

Após o passeio caminhei pela Pub Street, aproveitando para comer e fazer compras no Night Bazar. No geral achei as coisas bem baratas em Siem Reap. Os bares dessa animada rua são muito legais, dá vontade de entrar em todos!

Uma das faces sorridentes do Bayon
As faces são realmente cativantes!

Dia 2

No segundo dia fiz o circuito longo. Passei pelos portões de entrada do parque, que já são uma atração à parte, e há 5 deles pela região. A primeira parada foi no templo de Preah Khan. Acredita-se que este templo foi construído em homenagem ao pai do rei Jayavarman VII.

Uma das coisas mais fascinantes em todos esses templos em Siem Reap é o fato de eles estarem em meio à mata tropical. Assim, conforme se caminha pela natureza, avistam-se as ruínas. Isso quando muitas e muitas vezes as raízes não invadem as ruínas, crescendo enormes árvores por cima delas. É o caso do Preah Khan, que por isso lembra o Ta Prohm, que aparece no filme Tomb Raider. Fiquei muito fascinada com esse templo e os diversos caminhos a seguir dentro dele e as imensas árvores e suas raízes crescendo pelos muros das ruínas.

Este é um dos templos da região de Angkor Thom, que como se fosse a cidade em volta do Angkor Wat. É a Preah Ngok Pagoda.
Vista da Preah Ngok Pagoda.

Outra visita do dia foi o Prasat Neak Pean. Para acessar esse templo, caminha-se por uma passarela sobre a água, que forma lindíssimos espelhos d’água. O templo em si é simples, fica numa espécie de ilha, mas as passarelas sobre o lago são o mais bonito.

Depois fomos no Ta Som, outro templo incrivelmente tomado por árvores. A vantagem desses outros templos é não serem tão lotados de turistas como o Ta Prohm. A única coisa que é um pouco chata é a insistência de alguns vendedores em todos os locais.

A visita seguinte foi no Prasat Pre Rub, que é o templo que tem as esculturas de elefantes e cheio de escadarias e terraços.

No alto da Preah Ngok Pagoda.
Dentro da Preah Ngok Pagoda.

Nesse dia, na volta dos templos, aproveitei para fazer algo diferente. Fui ao Khmer Ceramics Fine Art Centre e fiz uma aula de cerâmica. A aula que fiz era sobre potes, e o mais interessante é que todas as professoras são surdas-mudas. Achei perfeito eles darem essa oportunidade de trabalho para elas! A aula custa 25 dólares, e no final você escolhe um dos potes que fez para levar para casa. Eles levam ao forno e entregam em sua hospedagem no dia seguinte. Além disso eu ganhei um diplominha fofo!

Veja como a área do Angkor Thom é imensa dessa vista da Preah Ngok Pagoda.
O Preah Palilay Temple também está na mata do Angkor Thom.

Dia 3

No meu terceiro  dia fiz templos do circuito curto. Na verdade, iniciei bem cedo para ver o famoso nascer do sol no Angkor Wat. Por ser o templo mais famoso, é também o mais lotado. Tive que me espremer entre os visitantes para conseguir um lugarzinho para apreciar o nascer do sol. Depois do nascer do sol saí para explorar o local. O templo é imenso, ele era a capital do Império Khmer e no século XII foi uma das maiores cidades do mundo. O complexo possui 5 torres, com a maior representando o Monte Meru, o centro do universo segundo a religião hindu.

Outro destaque do Angkor Thom, o Leper King Terrace.
Finalmente o Ta Prohm, este é o local que aparece no filme Tomb Raider.

Depois de visitar essa maravilha fui para outro templo espetacular, o Bayon. Tem gente que chama esse templo de “smilling faces”, pois ele é o templo que tem os rostos gigantes sorridentes. São mais de 50 torres com mais de 200 faces. Ele foi construído pelo rei Jayavarman VII e foi um dos que ficou gravado em minha memória por sua tamanha beleza.

Saindo de lá dei uma volta por todo o complexo de Angkor Thom, cheio de outros templos. Na área estão: Preah Ngok Pagoda, Baphuon Temple, Royal Palace & Phimeanakas Temple, Elephant Terrace (um paredão de300 metros de comprimento esculpido com elefantes), Leper King Terrace, Preah Palilay Temple e Tep Pranam Pagoda.

A área toda é uma delícia de caminhar, pois os templos todos estão entre as árvores. Nessa hora meu motorista de tuk tuk me deixou um tempo maior e marcamos de nos encontrar no final do estacionamento quando eu terminasse de ver tudo.

Mesmo local do Ta Prohm mostrado no filme,
Porém, o Ta Prohm tem outras árvores tão impressionantes quanto a da cena famosa.

Depois fui no Chau Say Tevoda Temple, e em seguida no Ta Keo. O motorista fez uma parada para eu almoçar em frente ao Ta Prohm. Finalmente, hora de conhecer o templo da Tomb Raider. O lugar parece uma cidade perdida, não é à toa que o escolheram para o filme. O lugar clássico do filme é bem cheio, chegava a ter fila para fotografar. Mas as outras áreas do templo são tão exóticas quanto, também cheias de raízes por cima das ruínas. Foi inesquecível! Ainda visitei o Sras Srang e o Banteay Kdei para finalizar o dia, templo que possui 2 entradas.

Outro destaque do Ta Prohm.
Em algumas partes do Ta Prohm as raízes precisam de suportes.

Dicas adicionais

– Cada templo tem sua característica, eu achei fantástico fazer 3 dias de passeio, repare em cada detalhe esculpido nas ruínas. Porém, avalie se quer fazer esse tipo de passeio por 3 dias.

– Não se esqueça de levar garrafinha de água e passar protetor solar.

– Consulte o motorista do tuk tuk sobre a melhor ordem dos templos. Existem muito mais templos que esses que visitei.

Visual do Ta Prohm.

Há outras coisas para se fazer em Siem Reap. Algumas pessoas visitam fazendas de produção de seda, ou assistem a espetáculos de danças típicas ou circo, visitam o Museu Nacional de Angkor, ou conhecem vilas flutuantes.

Banteay Kdei

Nunca me esquecerei dos templos do Camboja, foi uma viagem diferente demais e que me marcou muito. Acho que todo mundo deve conhecer Siem Reap e se encantar com um lugar com tanta história como esse.


Quando visitei os cânions Itaimbezinho e Fortaleza, em Cambará do Sul (veja meu relato), ficou o enorme desejo de voltar para fazer um dos inúmeros passeios da região. Eu só havia passado 2 dias por lá e faltou fazer muita coisa! Mas o que eu mais almejava era a Trilha do Rio do Boi, desejo que surgiu ao admirar o cânion Itaimbezinho lá de cima de seus mirantes. Não conseguia parar de imaginar como seria caminhar por dentro desse belíssimo cânion!

Mapa de Praia Grande – SC

Sede do Parque Nacional de Aparados da Serra, de onde se inicia a Trilha do Rio do Boi

Eu tinha amigos que também visitaram a região e tentaram fazer essa trilha, mas não foram bem-sucedidos. Isso porque a Trilha do Rio do Boi depende de certas condições climáticas. Quando chove o nível do rio sobe e existe um perigo real em percorrê-la. O nível máximo do rio é de 19 centímetros. A partir de 20 centímetros o Parque Nacional de Aparados da Serra fecha a trilha.

Então, nos reunimos e decidimos sair nessa empreitada!

Caminhando sobre as pedras

Uma das cascatas do caminho

Alguns dados da Trilha do Rio do Boi:

– A Trilha do Rio do Boi percorre o interior do Cânion Itaimbezinho, entre seus paredões com cerca de 700 metros.

– A caminhada é feita parte por trilha, parte pelo leito do rio.

– Ida e volta são cerca de 14 km, feitos em uma média de 7 horas.

– O nível de dificuldade é de moderado a difícil.

– Durante a trilha o rio será cruzado 20 vezes!

– Essa trilha tem esse nome por conta de um fato triste: alguns bois já caíram lá de cima do cânion.

– É obrigatório guia.

– A portaria do parque fica a 12 km da cidade de Praia Grande (SC).

Cruzando o rio de forma cooperativa

A trilha segue pelas laterais do rio

Como chegar?

A trilha do Rio do Boi se inicia na cidade de Praia Grande, SC. Voamos para Porto Alegre e alugamos um carro. Isso porque não encontrei ônibus direto de Porto Alegre a Praia Grande. O máximo que consegui em minhas pesquisas foi um ônibus de Porto Alegre a Santa Rosa do Sul (Viação Santo Anjo) e de Santa Rosa do Sul a Praia Grande (Empresa União). Mas os horários eram ruins para o pouco tempo que eu tinha. Porém, se você tiver mais dias e optar por ir de ônibus, confirme nos sites essa rota e pergunte à sua agência em Praia Grande se essa é a melhor opção.

Uma das cascatas caindo do cânion

Os paredões são maravilhosos

De carro, sugiro que siga a rota pelo litoral até Torres (BR-101) e de lá suba pela SC-290 até Praia Grande. Isso porque a rota de Cambará do Sul até Praia Grande não é asfaltada (veja meu mapa das rotas asfaltadas e as de terra no meu relato sobre Cambará do Sul). De Porto Alegre a Praia Grande são 220 km, cerca de 2h40.

Ponto final da trilha

Local da foto clássica

Você precisa se hospedar na cidade de Praia Grande na noite anterior, pois a trilha se inicia bem cedo. Eu me hospedei no Hotel Aparados, lugar simples, porém confortável e econômico.

Todas as agências que comentei no roteiro de Cambará fazem a guiada na Trilha do Rio do Boi, mas eu escolhi a Tribo dos Canyons (site e Facebook 1 e Facebook 2).

O Giovani, da agência Tribo dos Canyons, guia na trilha do Rio do Boi, e além disso oferece outros inúmeros passeios na região. Ele nos ofereceu um excelente custo-benefício para essa trilha e nos atendeu com muito profissionalismo, recomendo os serviços dessa agência.

Finalmente, a foto clássica!

A emoção é grande!

O que levar?

– roupas de trilha (com roupa de banho por baixo).

– tênis de trilha.

– uma troca de roupa para o final do passeio.

– uma meia de cano longo, pois é fornecido perneira (contra cobras) e ela fica mais confortável com uma meia mais alta.

– lanche de trilha e água.

– se você conseguir levar bastão de trilha é interessante, para se equilibrar melhor pelo rio e pelas pedras. (Porém, eu não consegui, e na portaria do parque havia alguns bastões improvisados de madeira para serem emprestados.)

Na volta paramos numa das cascatas para tomar um banho de cachu

É lindo demais!

E a trilha, Sabrina, conta logo!

Iniciamos o percurso numa mata mais fechada, com poucas subidas, e o caminho não era muito difícil. Depois chegamos ao leito do rio, ora caminhando em suas laterais, ora caminhando pelas pedras.

Quando se está já no leito rio é preciso ter atenção ao caminhar sobre as pedras para não sofrer uma torção de pé.

Como eu disse antes, ida e volta cruza-se o rio 20 vezes! Então prepare-se para ficar todo molhado (por isso é necessário levar uma troca de roupa para depois). Quando cruzamos o rio precisamos dar as mãos pois, apesar de o nível do rio estar adequado para fazermos a trilha em segurança, em alguns trechos a correnteza é um pouco forte. Por isso fazemos uma corrente humana e assim cada trecho é cruzado com mais tranquilidade. Houve trechos em que a água chegou quase até a cintura, mas nossa corrente humana nos deixou seguros.

A gente atravessando o rio numa das 20 vezes

Fomos no verão, por isso a temperatura da água estava bem agradável, e pudemos fazer algumas paradas no caminho para aproveitar alguns dos ótimos poços para banho.

Além disso, passamos por belas cascatas caindo do alto dos cânions. O lugar todo é surreal, parece um cenário da era dos dinossauros! Os paredões do cânion convidam para sessões de fotos. Eu levei minha câmera dentro de uma mochila impermeável e tomei um relativo cuidado quando estava com ela no pescoço.

Não se caminha até o final do cânion, mas sim até um ponto máximo onde é permitido levar os turistas. Esse ponto final é o ponto clássico para fotos. Lá fizemos nosso lanche também.

Voltamos ainda parando numa das cachoeiras para o último banho e nos despedimos do cânion cansados e felizes.

Voltando 🙁

Se você adora trilhas esse passeio é indispensável! Porém, tenha sempre um plano B caso chova e o nível do rio impossibilite sua aventura. Como esse passeio é de um dia, você pode combinar a Trilha do Rio do Boi com outros roteiros na região, como o Cânion Malacara por exemplo. Se tiver alugado um carro e tiver mais dias, pode dar uma passadinha para conhecer a cidade de Torres, ou, como eu fiz, coloquei a Cascata do Chuvisqueiro, que fica entre Porto Alegre e Praia Grande, no roteiro do outro dia.

Pucón é uma daquelas cidades que concentra uma dose certa de charme e aventura, além de ter paisagens espetaculares. A cidade chilena fica na região da Araucania, a 780 km ao sul de Santiago (leia meu roteiro de Santiago) e oferece atrações durante todo o ano.

Pronta para subir no Vulcão Villarrica

Teleférico que leva ao Vulcão Villarrica

Um dos grandes objetivos dos viajantes ao visitar Pucón é a ascensão ao vulcão Villarrica, com 2.847 metros de altitude, cujo cume sempre está coberto de neve. O Villarrica é um vulcão ativo, e sua última erupção ocorreu em março de 2015, sendo que a anterior foi 30 anos antes. Mas não se preocupe, ele é super monitorado, e quando vai ocorrer uma erupção, sabe-se com um tanto de antecedência, segundo os guias locais (diferente do vulcão Calbuco, também na região, que explode sem aviso conforme os guias disseram). Porém, para ficar alerta aos vulcões do Chile, fique de olho neste site.

As pessoas lá embaixo resolveram ir a pé, em vez de pegar o teleférico

A vista já vai ficando bonita

Se você não for subir ao vulcão, pode fazer caminhadas mais leves ou médias nos parques da região, curtir a cidade, aproveitar as muitas termas de águas quentes, curtir as praias de lagos e as cachoeiras, fazer esportes náuticos e muito mais! Pucón é bem democrática!

Na primeira parte da caminhada

Aqui já caminhando na neve

Fiquei três dias na região, durante o verão, mas a cidade concentra uma grande quantidade de atrativos, o que é suficiente para preencher bem mais dias. Como Pucón é pequena, é possível hospedar-se em qualquer parte dela, e há hospedagens para todos os bolsos.

Paradinha para descansar

E bora caminhar!

Na cidade mesmo você consegue ver o vulcão Villarrica ao fundo, com sua fumarola constante saindo do cume, o que deixa ela ainda mais linda e torna a sessão de fotos frequente. Além disso, na Avenida Bernardo O’Higgins há um semáforo  de alerta vulcânico, que, felizmente, estava verde ao longo de minha visita. No final dessa avenida principal você chega à baía de La Poza, de onde saem passeios de barco.

Precisa seguir os rastros das pessoas da frente

Outra parada para um lanchinho

A ascensão ao vulcão Villarrica depende das condições climáticas (se chover ou ventar em excesso não dá para fazer o passeio), por isso eu quis garantir o tour no primeiro dia, pois se o tempo estivesse ruim ainda teria mais 2 dias. Muitas pessoas pegam um dia para caminhar pela cidade, pois na rua principal, a charmosa Avenida Bernardo O’Higgins, há muitas agências para fechar os tours, podendo assim comparar preços e conhecer as diversas agências. Porém, eu ouvi relatos de gente que tentou fechar a ascensão ao Villarrica lá em Pucón e não tinha mais vaga. Como era muito importante para mim conseguir subir e eu chegaria mais de 22h na véspera dos meus 3 dias, resolvi fechar pela internet esse passeio.

A vista é incrível

Pessoal subindo

Pesquisando as opções fechei com a agência Antü, Ríos y Montañas (veja os preços no site). Ela não é a mais barata de todas, mas foi muito bem recomendada.

Quase lá em cima

Olha o gelo que se forma nas pedras

Como chegar? O jeito mais rápido de chegar a Pucón é pegar um voo para a cidade de Temuco, a 120 km de distância. Os voos que vão para Temuco fazem conexão em Santiago, o que possibilita um stopover na cidade, ou seja, que você fique um ou mais dias na sua conexão, aproveitando, assim, mais de um destino (para isso, na hora de comprar a passagem, selecione a opção Multidestinos).

A cratera do vulcão Villarrica

Máscara para evitar os gases

A partir de Temuco, você pode pegar um transfer, alugar um carro ou pegar um ônibus. Pesquisei algumas empresas de transfer, como a Transfer Temuco, a Politur e a Transfer Aeropuerto Temuco, mas não reservei nenhuma antes, acabei chegando no aeroporto e no desembarque elas estavam oferecendo esse transfer, que custou cerca de R$ 50,00.

A cratera do vulcão Villarrica

Graças a eles atingi o cume!

Porém, se tivesse alugado um carro teria mais liberdade para fazer alguns passeios e ficar o tempo que quisesse nos lugares, opção que me agrada bastante.

Outra ideia seria pegar um táxi para a rodoviária de Temuco e de lá comprar uma passagem de ônibus com a Buses JAC. Na volta eu fiz isso, há muitos horários.

Descendo

Olha como o gelo se forma na pedra

Se você não quer pegar voo para Temuco, pode também pegar um bus em Santiago direto para Pucón, opção que levará cerca de 10 horas de viagem. Uma das principais empresas que faz o trajeto é a Turbus, e a própria Buses JAC também faz, além da Pullman Bus. A vantagem é que o valor é ótimo, apesar de serem muitas horas de viagem.

Além disso, muitas pessoas incluem Pucón numa road trip passando de carro alugado por muitas cidades saindo de Santiago.

Skibunda

Observe o plástico para sentar para fazer o skibunda com mais facilidade

Quando ir? No inverno funcionam as estações de esqui e snowboard, apesar de nem sempre se conseguir subir ao Villarrica em razão das condições climáticas (chove muito nessa época!) e os passeios ficarem mais restritos. É bom para quem gosta de curtir o frio. Já no verão a ascensão é mais certa, além de ter a possibilidade de curtir as diversas praias dos lagos da região e fazer muitas caminhadas e esportes ao ar livre. Já as inúmeras termas podem ser curtidas em qualquer época do ano.

Termas geométricas

O meu roteiro

Dia 1, o Villarrica. Após pegar o transfer e chegar a Temuco mais de 22h, o dono da agência Antü passou em meu hostel para me levar à agência e experimentar as roupas do trekking do dia seguinte. Ele fez questão disso, pois teríamos que sair muito cedo no dia seguinte e as roupas e o calçado precisavam estar no tamanho certo. Gostei muito da preocupação dele com isso, mesmo tão tarde ele me atendeu. Experimentei calça e casaco impermeáveis e um tênis de trilha bem mais duro que o normal, apropriado para a neve.

Termas geométricas: o lugar é lindo

Termas geométricas mistura piscinas quentes com natureza

Para subir o vulcão Villarrica é necessário ter um mínimo de condicionamento, mas sobretudo ter muita disposição para caminhar numa subida íngreme e vontade de alcançar o cume. Eu não sou nem sedentária e nem atleta, e consegui.

Termas geométricas: olha as pessoas nas piscinas

Termas geométricas: do lado esquerdo os vestiários e armários

Por e-mail, a agência fez algumas recomendações: levar comida e pelo menos 2 litros de água, usar uma calça confortável para trekking, blusa segunda pele e blusa de frio por cima, além de um corta-vento, protetor solar e óculos escuros.

Termas geométricas: piscinas

Termas geométricas: paisagem linda

Saímos às 6h da manhã e fomos para a agência, onde estava separado meu equipamento e o restante do grupo que me encaixaram e mais os guias me aguardavam. Foram uns 3 ou 4 guias conosco e uns 10 turistas. O equipamento consistia em uma mochila para carregar minhas coisas, a calça e o casaco impermeáveis, capacete, perneiras, luvas, um plástico para sentar, grampões de caminhar na neve (veja mais sobre grampões no meu relato de El Calafate), tênis apropriado, meias, uma máscara para ajudar a respirar lá em cima e piolets (um tipo de picareta para neve).

Lanchonete das Termas geométricas

Ruazinha de Pucón

Depois seguimos de van para o Parque Nacional Villarrica, a 20 km de Pucón. Muitas pessoas que não vão fazer a ascensão ao vulcão vão para esse parque apenas para ver o vulcão mais de perto, e isso pode ser feito com agência ou com carro alugado.

Parque Nacional Huerquehue

Trilha no Parque Nacional Huerquehue

Chegando no parque, na base do vulcão há um teleférico que economiza 1 ou 2 horas de caminhada, mas que só funciona se não houver vento. O valor é de 10.000 pesos chilenos, mas para mim valia cada centavo e cada minuto a menos de caminhada na subida!

Entrada do Parque Nacional Huerquehue

Curiosa árvore no Parque Nacional Huerquehue

O início da caminhada foi mais tranquilo, estava sem neve, apesar de ser subida. Quando alcançamos o trecho com neve o guia nos instruiu sobre com usar os piolets. Caminhávamos na neve numa trilha que os guias demarcaram em zigue-zaque.

Cachoeiras Nido de Águilas

Mirante no Parque Nacional Huerquehue

Nessa parte que eles demarcavam com seus piolets a neve estava bem firme, pisávamos em suas pegadas, e por isso o caminho não estava nem um pouco escorregadio. Isso foi bom porque me senti segura para andar sem achar que poderia cair. Além disso, usávamos o piolet como um bastão de caminhada, me apoiando.

Admirando a vista no Parque Nacional Huerquehue

Trilha no Parque Nacional Huerquehue

Fizemos algumas paradas para comer os lanches de trilha e descansar da subida. A segunda parte era mais íngreme e eu precisei das paradas, pois a subida me deixou sem fôlego e me fazia caminhar muito devagar. Porém, os guias viam minha vontade de continuar e me incentivavam, achei eles ótimos! Isso porque ouvi que várias pessoas costumam desistir no meio do caminho. Mas não seria eu! Tem algumas trilhas na vida que são mais vontade do que condicionamento.

Parque Nacional Huerquehue

Laguna Toro no Parque Nacional Huerquehue

A última parte tinha muitas pedras e estava sem neve, apenas com gelo preso nelas. Depois de umas 5 horas de caminhada e umas 4 paradas finalmente atingimos o cume do vulcão Villarrica! Que vitória!

O visual lá de cima é lindo, pois a paisagem lá embaixo é perfeita. Lá de cima conseguimos ver os caminhos que a lava escorreu na última erupção. Mas o principal é ver a curiosa cratera do vulcão, com 200 metros de diâmetro. O cheiro de enxofre é constante, por isso nessa hora quem não conseguir respirar direito deve colocar a máscara fornecida. Tem dias que o cheiro dos gases exalados da cratera é mais forte, e outros menos. Ouvi dizer que em alguns dias é possível ver a lava lá dentro da cratera (uma moça que conheci no caminho jura que é nos dias de lua cheia, mas não faço ideia!).

Laguna Toro no Parque Nacional Huerquehue

Laguna Verde no Parque Nacional Huerquehue

Depois chegou o momento de descer, e colocamos as roupas impermeáveis fornecidas. Isso porque para descer o vulcão usamos a famosa técnica do Skibunda! Há uns percursos marcados por onde escorregar, e nosso guia nos ensinou que se não estivesse escorregando o suficiente, para colocarmos o plástico para deslizar mais. Ele também nos orientou com usar o piolet para frear, caso estivesse rápido demais.Olha o vídeo do Skibunda, mas numa parte mais tranquila da descida:

É importante seguir bem as orientações dos guias, para fazer o trajeto todo em segurança. A primeira descida me pareceu a mais íngreme de todas, e morri de medo! Ia muito rápido, mesmo freando com o piolet. Porém, todos do grupo estavam se divertindo como se estivessem em um parque de diversões, eu que senti medo.

Laguna Verde no Parque Nacional Huerquehue

Parque Nacional Huerquehue

A descida era por etapas, porque no verão sempre tem trechos sem neve entre cada “rampa” com neve de descida. Isso me deixou mais segura, e a partir da segunda descida comecei a curtir, e elas eram menos íngremes que a primeira. No final tem uma parte só de cascalho para caminhar até a van. Gastamos cerca de 2 horas para descer. O papel dos guias foi fundamental, tanto por causa das explicações e segurança, como para incentivar a continuar, graças a eles subi o vulcão até o cume. Esse tour custou caro, cerca de 500 reais, mas valeu cada centavo! É obrigatório guia para esse passeio. No vídeo da agência você pode ver melhor como é essa subida:

Termas geométricas. Voltando do Villarrica, lá para as 16h, eu já tinha pedido à agência para agendar um transporte para me levar às Termas Geométricas. Isso porque as termas funcionam até umas 23h dependendo do dia, e como são bem quentes, nada como relaxar até tarde nas piscinas. No site tem as tarifas e horários atualizados. O local fica a 80 km de Pucón, e se estiver de carro alugado pode ir por conta. Na entrada nos deram uma toalha e um cadeado para trancar as coisas nos armários, e há vários vestiários e piscinas com temperaturas entre 35 e 45º. A água é uma delícia, e o lugar também é muito bonito! Para escolher entre as piscinas se caminha por uma passarela. O local conta também com uma lanchonete, bem legal para tomar um café, chá, chocolate, sopa etc. O duro foi sair, pois do lado de fora das piscinas faz muito frio!

Além das Termas geométricas, há muitas outras termas, como a Los Pozones, as de Coñaripe, El Rincón, Huife, Quimeyco, Liucura, Menetúe, Trancura, San Luis, Palguín, por exemplo.

Lago próximo à portaria no Parque Nacional Huerquehue

Fica na avenida principal de Pucón

Dia 2

Parque Nacional Huerquehue. Em meu segundo dia fui ao Parque Nacional Huerquehue, a 36 km de Pucón. Algumas agências vendem esse passeio, mas não precisa de guia realmente, e é fácil chegar de ônibus ou carro alugado. Os ônibus saem de Pucón às 08h30, 13h e 16h. E retornam do parque a Pucón às 09h30, 14h10 e 17h10. No verão tem um horário extra para ida às 18h20 e para volta às 19h30. Programe-se para não perder o ônibus. A passagem custa CLP $ 2.000, mas comprando ida e volta tem desconto. A entrada no parque também custa CLP $ 2.000. No parque há alguns campings e alojamentos, para quem deseja dormir lá, verifique no site as tarifas e como reservar.

Se precisar, saiba para onde correr

Playa Grande

O parque é lindíssimo, e tem 2 trilhas principais, autoguiadas, pois é tudo bem sinalizado. É ótimo para quem gosta de caminhadas. A trilha que escolhi se chama Los Lagos, e tem 12 km ida e volta e média dificuldade. Conte umas 6 horas para essa trilha no total. A outra trilha seria de alta dificuldade, chama-se San Sebastian e passa por cima das montanhas, seria uma vista de cima dos lagos. São 13 km, mas só de ida conta-se umas 4 horas. Veja essas e outras trilhas do parque aqui. Não se esqueça de levar água, comida e estar com calçado e roupa para caminhada.

Playa Grande

Playa Grande

A trilha passa por paisagens belíssimas. No início, perto da portaria, há alguns lagos com praia, onde é possível se banhar. Apesar de a trilha toda no fim ter bastante subida, não são subidas difíceis, e parando algumas vezes no caminho foi tudo bem. Passei pelo Lago Tinquilco e pelas cachoeiras Nido de Águilas e Trufulco. Há 2 mirantes onde é possível avistar o vulcão Villarrica. A trilha termina nos espetaculares Lagos Chico: lagos Verde, Chico, Toro e Huerquehue. É claro que me banhei nos lagos antes de retornar.

Chegando de volta a Pucón, aproveitei para conhecer a praia da cidade, a Playa Grande. As areias são negras, de origem vulcânica. Como estava calor a praia estava lotada.

Ojos de Caburgua

Ojos de Caburgua

Dia 3. Em meu terceiro dia, fiz um passeio que as agências chamam de Tour pela Zona. Só que em vez de ir com agência eu fui de ônibus de linha. As tarifas dependem de onde se vai descer do ônibus. Minha primeira parada foi Ojos de Caburgua, e paguei CLP $ 700,00. O local fica a 20 km de Pucón. A tarifa de entrada é de CLP $ 1.500,00.

Ojos de Caburgua

Ojos de Caburgua

Porém, existem duas propriedades que tomam conta do local, cada uma de um lado do rio. O ônibus me deixou na primeira entrada (de quem sai de Pucón), mas a primeira decepção é que o local só funciona das 10h às 19h, então cheguei às 9h e tive que ficar esperando por 1 hora.

Quando finalmente entrei, percebi que o lado mais bonito, na minha opinião, é o da outra margem (minha segunda decepção), então se eu quisesse, teria que sair, andar pela rodovia (4 km no total) e pagar a entrada de novo. Então minha DICA é: peçam para o ônibus deixar na segunda entrada (para quem está vindo de Pucón).

Playa Negra

Playa Blanca

Os Ojos de Caburgua são um conjunto de poços e cachoeiras num rio de águas cristalinas e azuladas. Porém, sei que sou a única pessoa na face da terra que não gostou do lugar. Se você já viu um certo número de cachoeiras na vida e já foi para lugares com Bonito (MS), por exemplo, talvez não goste dos Ojos de Caburgua. Ainda mais que não se pode nadar lá, só olhar.

Saindo de lá voltei à rodovia e peguei o próximo ônibus em sentido ao lago Caburgua, e pedi para descer na Playa Negra. Saindo de lá, caminhei uns 20 minutos até a Playa Blanca. As duas praias são quase urbanizadas, cheias de guarda-sois e vendedores. Saindo de lá voltei a Pucón para pegar meu ônibus para Temuco e ir embora.

Eu gostaria de ter trocado esse meu terceiro dia por um outro roteiro, o Salto El Claro, com 80 metros de altura e a apenas 7 km de Pucón. Dizem que é bem agradável alugar uma bike e pedalar até ele.

Playa Blanca

Faltou eu fazer um passeio que se chama Cuevas Volcanicas, que são cavernas formadas pela lava do vulcão. Também não fiz o rafting no rio Liucura. Há muitas outras cachoeiras na região que parecem ser bem legais, como o Salto La China e o Salto El León, perto das termas Palguin. Fora isso, algumas pessoas fazem um bate-volta para a reserva biológica Huilo Huilo, que parece um local muito interessante que quero voltar para conhecer.

Porém, posso dizer que meu objetivo foi totalmente cumprido, pois subi o Vulcão Villarricaaaaaa!!!! Pucón é um encanto de cidade, ficaria fácil só curtindo um verão lá indo nas cachoeiras e praias de lago, e fazendo as inúmeras trilhas, um lugar que com certeza voltarei.

Muitas pessoas têm o primeiro contato com João Pessoa através de um bate-volta de Recife ou até mesmo de Natal. Porém, não acho isso justo com um lugar com tanto potencial. Isso porque Jampa (como a chamamos carinhosamente <3), além de ser uma cidade super agradável, está cheia de praias lindas, de águas verdes e areia clara, sem contar as belas paisagens, gastronomia e cultura.

Chegada na Praia Bela

Praia Bela

Quando? A época mais agradável para conhecer esse paraíso é o verão. Em geral, no inverno o nordeste brasileiro costuma ser chuvoso e com vento.

Como chegar. A maioria das pessoas chega pelo aeroporto de João Pessoa, mas muitas vêm por terra de outras capitais do nordeste.

Em geral os visitantes ficam de 2 a 4 dias.

Rio Mucatú na Praia Bela

Nadando no Rio Mucatú na Praia Bela

Onde ficar? A região de Tambaú é um dos melhores bairros para se hospedar, pois fica próximo à praia, além de ter bons restaurantes e lojas e um centrinho bem movimentado à noite (que delícia comer as fartas tapiocas e ver os artesanatos!). Porém, algumas pessoas preferem Cabo Branco, Manaíra, ou Bessa, todos perto da praia.

Este é o carro da Penélope Charmosa

Mirante Castelo da Princesa

Mirante Castelo da Princesa

E os passeios? Em geral os visitantes alugam carro para essa capital, pois é fácil chegar à maioria dos atrativos dessa maneira, além de ter a vantagem de ficar quanto tempo quiser nas praias preferidas. Como eu fui sozinha e não estava a fim de dirigir, preferi contratar uma das agências da região, que me atendeu super bem, a Luck Receptivo. No site deles tem todos os preços. Além disso, você pode comparar os preços com diversas outras agências, como neste site.

Mirante Dedo de Deus

Mirante Dedo de Deus

Dia 1

Em meu primeiro dia fui às praias da Costa do Conde, no litoral sul. Na verdade, Conde já é outro município. A primeira parada foi na Praia Bela, onde o rio Mucatú encontra o mar. Apesar de um pouco cheia, achei o lugar lindíssimo e ótimo para banho. Aliás, todas as praias nos arredores de Jampa são excelentes, pois a água é sempre quentinha!

Mirante Dedo de Deus: o mais lindo!

Mirante Dedo de Deus: amei esse lugar

Depois pegamos um passeio com um carro temático 4×4, o Penélope Charmosa, que era bem divertido. Muitas pessoas nesse trecho pegam um tour em um buggy, pois circula-se numa parte de areia para chegar a alguns mirantes, que ficam entre avermelhadas falésias. Um deles é o Castelo da Princesa (dizem que a formação rochosa parece um castelo), a paisagem é maravilhosa, e a visão do mar misturando os tons azuis e verdes ao fundo parece uma miragem.

Este outro mirante é próximo do Mirante Dedo de Deus

Este outro mirante é próximo do Mirante Dedo de Deus

Seguimos para outro mirante, mais espetacular ainda que o primeiro, o Dedo de Deus. De lá avista-se a praia do Coqueirinho, e essa foi a mais bela visão que tive, a praia é uma das mais lindas do país.

Descemos em seguida na praia de Tambaba. Ela é conhecida por ser uma praia de naturismo. O acesso principal da praia não é, mas a partir de um ponto, só pode entrar sem roupa. Eu como sou tímida fiquei apenas na primeira praia!

Praia de Tambaba

Praia do Coqueirinho

Após Tambaba fomos para a praia do Coqueirinho, que eu havia avistado do mirante do Dedo de Deus. Na parte próxima aos restaurantes estava um pouco cheio, porém, saí em uma caminhada em direção à praia de Tabatinga, e andei por vários quilômetros de faixa de areia quase que só para mim, e o cenário parecia uma pintura! Foram cerca de 40 minutos de praias desertas e belos coqueiros nessas andanças entre Coqueirinho e Tabatinga, e mais o mesmo para voltar. A praia de tabatinga é cheia de belas falésias.

Praia do Coqueirinho

Chegando na praia de Tabatinga

Dia 2

Em meu segundo dia fiz um passeio que a Luck Receptivo chama de Encantos da Costa do Conde, portanto, também no litoral sul. A primeira parada do dia foi na praia Barra do Gramame, em que o Rio Gramame encontra o mar. Essas praias de encontro do rio com o mar formam paisagens espetaculares!

Praia Barra do Gramame

Praia Barra do Gramame

Praia Barra do Gramame: esse é o Rio Gramame

Depois fomos para um lugar famoso na região, a Praia do Amor. Lá existe uma Pedra Furada que gerou uma lenda: se um casal passar de mãos dadas debaixo da pedra, selará sua união para sempre. Super romântico, não? Os casais adoram! Essa praia fica perto da praia de Jacumã.

Pedra Furada na Praia do Amor

Praia de Jacumã

Praia de Jacumã

Dia 3

Já em meu terceiro dia fiz o passeio ao Litoral Norte, que incluía o entardecer na Praia do Jacaré para ver o famoso, o inigualável, Bolero de Ravel! Logo de manhã passamos pela praia do Bessa, bem urbana, para ver o projeto Tartarugas Urbanas, uma espécie de Projeto Tamar.

Praia de Jacumã

Eu <3 Jampa!

Apesar de as praias preferidas de Jampa serem no litoral sul, achei o mar no litoral norte, na região do Cabedelo, super bonito. Paramos no Lovina para almoçar e aproveitamos a praia em frente. Depois visitamos a fortaleza de Santa Catarina, um passeio guiado bem interessante.

Eu te juro: isso é uma tapioca!

Uma das praias de Cabedelo, no Litoral Norte

E finalmente, o momento mais esperado do dia: o Bolero de Ravel. Ele acontece na Praia do Jacaré, no rio Paraíba. O músico Jurandy do Sax todos os dias sobe no seu barquinho e toca o famoso Bolero de Ravel em seu saxofone, o que se traduz em um espetáculo emocionante somando a música ao por do sol lindo! É para fechar o dia com chave de ouro! Muitas pessoas pagam um passeio para ficar nos grandes barcos entre os quais o barquinho do Jurandy circula. Porém, não achei necessário, da orla da praia dá para ver muito bem esse belo show, além de ser de graça!

Uma das praias de Cabedelo, no Litoral Norte

Fortaleza de Santa Catarina

Se você não estiver nem de carro nem de excursão, dá para vir de ônibus de linha até esse local, pegando a linha Tambaú-Bessa, e depois outra de lá para Cabedelo. Para ouvir o Jurandy é bom estar às 17h lá.

Fortaleza de Santa Catarina

Fortaleza de Santa Catarina

Dia 4

Em meu quarto dia escolhi uma das piscinas naturais da região, as piscinas naturais do Seixas. Além dessas, existem as piscinas da Ilha de Areia Vermelha e as de Picãozinho.

Para esse tipo de passeio, de flutuação para avistar peixinhos, é necessário (como contei no post de Maragogi e no post de Natal) consultar a tábua de marés. Como eu estava com agência, eles sabem quando é bom fazer o passeio e fica a cargo deles. Mas caso você precise, o ideal é que o valor esteja o mais baixo possível, em torno de 0,3. Há vários sites que mostram a tábua de marés mês a mês, entre eles (Turismo João Pessoa e Tábua de marés e PB Agora). Se você tiver levado seu próprio snorkel não precisará alugar um.

Jurandy do Sax, tocando seu Bolero de Ravel na praia do Jacaré

Jurandy do Sax, tocando seu Bolero de Ravel na praia do Jacaré

Depois das piscinas do Seixas, fomos ao santuário Nossa Sra. da Penha. E na volta a Jampa, visitamos o centro cultural Estação Cabo Branco, projetado por Oscar Niemeyer. O local é imponente pela arquitetura externa, mas as exposições são simples. Funciona de terça à sexta das 9h às 18 e sábados, domingos e feriados das 10h às 19h, e a entrada é gratuita. Próximo dali está o Farol de Cabo Branco.

Por do sol na praia do Jacaré

Por do sol na praia do Jacaré

Aproveitei umas últimas horas livres para visitar alguns atrativos do centro histórico de Jampa. Como tinha pouco tempo, acabei fazendo esse tour de Uber, e ficou bem barato. Conversei com o motorista para que me esperasse em cada parada, para que fosse confortável e seguro.

Piscinas naturais do Seixas

Piscinas naturais do Seixas

Essa visita é interessante, pois João Pessoa é uma das cidades mais antigas do Brasil. Visitei atrações como o Centro Cultural São Francisco, a Igreja Nossa Senhora do Carmo, o casario da Praça Antenor Navarro, a Igreja São Frei Pedro Gonçalves, o Hotel Globo, a Casa da Pólvora, o Tribunal de Justiça e o Palácio da Redenção e o Theatro Santa Roza.

Centro cultural Estação Cabo Branco

Casario da Praça Antenor Navarro

Tem um passeio que não fiz, para uma espécie de reserva/santuário, que é a Ilha da Restinga, com diferentes ecossistemas e mangue.

Jampa é uma cidade muito agradável e com praias maravilhosas de encher os olhos. Jamais esquecerei, por isso digo que vale a visita!

Igreja no centro histórico

Igreja no centro histórico

A capital colombiana reúne muita cultura e história, além de boa gastronomia e arte, o que torna essa grande cidade um local muito interessante! Aliás, não só Bogotá, mas a Colômbia inteira tem muitos lugares que valem a visita, como Cartagena, San Andrés e Providencia, Medellin, o Parque Tayrona, dentre muitos outros!

Exemplo de grafite pela cidade

O grafite em Bogotá é muito legal

Com mais de 8 milhões de habitantes, Bogotá é uma daquelas grandes capitais cheias de opções de lazer. A maioria dos visitantes passa entre 2 e 4 dias na cidade, geralmente a caminho de outro destino colombiano.

Mais um grafite por Bogotá

Museu del Oro

Para visitar a Colômbia é necessário somente o RG (com menos de 10 anos da expedição) e a carteira de vacinação internacional com vacina contra a febre amarela (vem sendo pedida desde 2017). Com 2640 metros de altitude, algumas pessoas chegam a sentir a altitude. Outra curiosidade é que Bogotá é uma daquelas cidades em que se faz as 4 estações do ano num dia, ou seja, faz frio, calor e chuva num dia só. Então prepare-se com um casaco e uma capa de chuva ou guarda-chuva.

Museu del Oro: jangada que simboliza a lenda de El Dorado

Museu del Oro

Onde se hospedar?

Geralmente as pessoas se hospedam na região da Candelária ou na Zona T. A Candelária é interessante por estar perto da maioria dos atrativos culturais e históricos da cidade. Já a Zona T é onde está grande parte da vida noturna de Bogotá. Eu me hospedei na Candelária, no geral achei a região segura, por estar bem policiada, mas como em toda grande capital, é necessário estar sempre atento às suas coisas e ser precavido. À noite havia muitos bares e muitos estudantes nas ruas festejando, pois o bairro abriga várias universidades da região (mas é bom não andar onde estiver muito isolado).

A beleza de Bogotá

Chorro de Quevedo

A Candelária traz aquela linda arquitetura colonial hiper preservada com as montanhas do Monserrate ao fundo, além de muitos grafites bem elaborados (inclusive existe um tour só para ver os grafites). É bem legal simplesmente passear pelas ruas admirando a arquitetura e entrando em algum café para fazer uma pausa.

Uma das praças de Bogotá

Plaza de Bolívar

Como eu ia passar pouco tempo na cidade, troquei meu dinheiro para pesos colombianos pouco a pouco, conforme precisava, em pequenas casas de câmbio lá pela Candelária mesmo.

Plaza de Bolívar

Museu Botero

Quando cheguei ao aeroporto, usei Uber para chegar à minha hospedagem e não ficou muito caro. Após deixar as coisas no hostel na Candelária, meu primeiro passeio foi visitar o Museu del Oro (o site mostra horários e preços atualizados, mas ele funciona de terça à domingo, e aos domingos a entrada é gratuita). Em um enorme acervo, ele abriga diversas peças de ouro históricas, portanto, prepare-se para passar algumas horas por lá.

Museu Botero

Museu Botero

Em seguida, dei uma volta pela imponente Plaza de Bolívar e segui para outro museu bem diferente, o Museu Botero (veja no site os dias e horários de funcionamento, ele fecha às terças). Esse museu abriga mais de 100 obras do artista Fernando Botero, com suas famosas pinturas e esculturas rechonchudas (inclusive a interessantíssima Mona Lisa em sua versão). Seu estilo ficou tão conhecido que foi até chamado de “boterismo”. Há uma visita guiada gratuita com duração de 1 hora que vale bem à pena.

Parada na estrada para ir à Laguna de Guatavita

Estradinha para a Laguna de Guatavita

Esse é nosso guia na Laguna de Guatavita

Outras paradas interessantes são o Centro Cultural Gabriel Garcia Marques, que abriga exposições temporárias, e a Casa de la Moneda. Voltando para o hostel, já no fim do dia, ainda passei pelo Chorro de Quevedo, uma pequena pracinha onde havia vários bares descolados e música ao vivo. Foi nessa praça que a cidade de Bogotá começou.

Indo para a Laguna de Guatavita

Subindo para a Laguna de Guatavita

Como se deslocar pela cidade ou fazer bate-volta?

Para me deslocar para outros bairros de Bogotá e também para chegar ao terminal intermunicipal, utilizei o sistema de ônibus Transmilênio (para quem conhece o transporte em Curitiba, é semelhante). São terminais de ônibus feitos de vidro, em que você precisa comprar um cartão na entrada para depois recarregar e utilizar à vontade. Esses ônibus circulam em faixas exclusivas.

Vista da trilha para a Laguna de Guatavita

Laguna de Guatavita

Achei esse sistema de transporte deles hiper eficiente! No início é complicado de entender, pois na maioria das vezes você precisará fazer algumas baldeações para chegar onde quer. Fora isso, algumas das linhas funcionam o dia todo, outras só na parte da manhã, outras só no fim da tarde, e assim por diante. E algumas linhas param em certas estações, e outras passam direto por outras. Deu um nó na minha cabeça!

Laguna de Guatavita: cheguei

Cidade de Guatavita

Porém, eu juro que no segundo dia tudo já fazia sentido. No site oficial da Transmilenio há mapas dessa rede de transporte, bem como os valores das tarifas atualizados. Na Candelária, eu estava próxima à estação Las Aguas, por exemplo, e precisava chegar ao Portal del Norte, que é de onde saem os ônibus intermunicipais.

Cidade de Guatavita

Cidade de Guatavita

O que funcionou para mim? O bom e velho Google Maps, naquela aba que mostra quais opções de ônibus pegar. Antes de sair de minha hospedagem dei uma print em quais linhas pegar e quais baldeações deveria fazer e deu certinho!

Cidade de Guatavita

Entrada da Catedral de Sal

Em meu segundo dia fiz um passeio não tão tradicional: um bate-volta à cidade de Guatavita, para visitar a Laguna de Guatavita. Daria para fazer esse passeio, e outros, com agência de viagens local, mas eu queria fazer da maneira mais barata e independente. Daria também para ir de carro facilmente, mas eu preferi ir de ônibus.

Entrada da Catedral de Sal

Entrada da Catedral de Sal

Como mencionei, para ir a outras cidades próximas de Bogotá você sempre terá de ir ao terminal Portal del Norte. Para garantir, fui bem cedinho, e chegando lá procurei um ônibus escrito Guatavita. O trajeto demora cerca de 1,5 hora, e a laguna está a 57 km de Bogotá, após a localidade de Sesquilé, mas uns 16 km antes da cidade de Guatavita em si.

Catedral de Sal: tem sal na parede

Catedral de Sal: olha que lance legal no teto

Eu tinha ouvido dizer que havia um ônibus que fazia o trecho da cidade de Guatavita até a laguna. Porém, no caminho, o cobrador do ônibus me informou que esse transporte funcionava apenas aos finais de semana. Então eu precisaria pegar um táxi até a laguna. Por sorte, havia mais 3 pessoas no ônibus querendo visitar o local, e combinamos de dividir esse táxi. Para facilitar, pedimos ao cobrador algum contato de taxista local, e combinamos de ele nos encontrar na entrada da estradinha que sobe para a laguna, saltando do ônibus nesse ponto na estrada.

Catedral de Sal: as cruzes

Catedral de Sal: as cruzes

Daria para ir a pé, mas são 7 km de estrada de terra de subida nesse trecho da rodovia até a laguna. O taxista nos levaria por esses 7 km, esperaria nosso tour e depois nos deixaria na cidade de Guatavita, para conhecermos e pegarmos nosso ônibus de volta para Bogotá no fim do dia. Ele nos cobrou mais ou menos 80 reais para isso.

Catedral de Sal: as cruzes

Catedral de Sal: salão principal

Ao chegar na Laguna de Guatavita (site e Facebook) é preciso comprar o ingresso de entrada no parque (eu paguei COP $12.500,00 – pesos colombianos – no ingresso quando fui). Além da entrada, esse ingresso inclui o guia obrigatório para o passeio. A Laguna de Guatavita funciona de terça à domingo das 08h30 às 16h00. No site há os horários de funcionamento do parque e os valores atualizados.

Catedral de Sal

Catedral de Sal: salão principal

Além da bela paisagem, a Laguna de Guatavita é importantíssima do ponto de vista histórico e cultural. Isso porque uma das lendas de El Dorado se originou nessa região. Acredita-se que o povo Chibcha, da etnia Muisca, no período pré-colombiano, antes da chegada dos espanhóis, realizava um ritual em que seu cacique ia de barco até o centro da lagoa. Ele se cobria de ouro e entrava na lagoa, além dele e da população atirarem diversas peças de ouro nela, como uma forma de oferenda.

Catedral de Sal: salão principal

Catedral de Sal: eles sabem como trabalhar com iluminação

Uma das peças encontradas, inclusive, está no Museu del Oro, uma jangada que simboliza a lenda de El Dorado. Quando ocorreu a colonização espanhola, os espanhóis tentaram ao máximo escavar e drenar essa lagoa para retirar todo o ouro.

Catedral de Sal: espelho d’água

Catedral de Sal: as esculturas

Felizmente, hoje o local é uma reserva. Não se sabe como a laguna se originou, mas, apesar de parecer, o local não é um vulcão. Uma das possibilidades é que um meteoro tenha criado o formato da laguna sagrada, e sua água vem inteiramente da chuva. Hoje estima-se que ela tenha cerca de 30 metros de profundidade.

Catedral de Sal: show de LEDs

Catedral de Sal: show de LEDs

O passeio guiado dura mais ou menos 1,5 hora, e não é possível chegar às margens da lagoa, somente vê-la do mirante. O guia muisca explica sobre a lenda e curiosidades de seu povo, é bem interessante.

Após o passeio seguimos para a cidade de Guatavita, para almoçar e admirar sua arquitetura colonial, e pegar o ônibus seguinte de volta para Bogotá.

Zipaquirá

Zipaquirá

No dia seguinte, meu terceiro dia, peguei o mesmo caminho com o Transmilenio para o terminal Portal del Norte, de lá, pegando dessa vez um ônibus com destino a cidade de Zipaquirá, a pouco mais de 40 km. O objetivo era visitar a famosa Catedral de Sal. Assim como o outro passeio do dia anterior, eu poderia ir com agência de passeios, mas resolvi ir da forma mais simples e barata, com ônibus de linha, o que é bem tranquilo. Ao descer do ônibus, você pode caminhar 20 minutos ou pegar um trenzinho que sobe até a entrada da mina. Algumas pessoas vão de trem, mas é mais caro e as opções de horário são mais limitadas (veja no site).

Zipaquirá

Zipaquirá

O ingresso não é barato, mas confesso que a Catedral de Sal superou minhas expectativas! A visitação ocorre todos os dias das 9h às 18h, e as tarifas atualizadas então no site (no momento da escrita deste texto, o valor é de COP $48.450), onde é vendido o ingresso com 15% de desconto (mas você pode comprar na hora tranquilamente sem o desconto por COP $55.000). Esse ingresso inclui a entrada, um show de luzes, um vídeo 3-D e o espelho d’água.

Zipaquirá

Zipaquirá

O local ainda é uma mina de sal ativa, e o guia explica a história durante o trajeto. A catedral foi construída de forma a explorar as partes não ativas da mina. Conforme se caminha pela mina, é possível admirar a incrível iluminação feita em diversas cruzes, é bem bonito. Depois, chega-se ao salão principal, que tem a iluminação muito bem explorada, tornando o local grandioso! O lugar é quase um labirinto.

Zipaquirá

Cerro Monserrate

Havia uma trilha de mineiros, um trecho mais apertado da mina, mas era um passeio a parte, precisando pagar mais por isso, e portanto não fui. Em seguida assisti o incrível show de luzes de LED projetadas no teto, com projeções seguindo alguns ritmos musicais, achei bem diferente! Já a parte do espelho d’água também me deixou intrigada, pois no início vi um pedaço da mina que me parecia só um buraco vazio. Mas depois, percebi que, na verdade, estava cheio de água, formando um reflexo perfeito das partes da mina, achei bem bonito. Depois assisti um vídeo que mostrava a formação da mina, que explica sobre a parte geológica. Veja abaixo um pedaço de um vídeo do show de luzes:

 

Cerro Monserrate: olha o funicular e o teleférico

Cerro Monserrate: subida pela trilha

A Catedral é Sal é uma das atrações mais visitadas na Colômbia, achei realmente um passeio diferente e que vale a pena fazer. Depois passeei pela cidade de Zipaquirá antes de voltar a Bogotá. Ela é bem pequena, com lindas casas em estilo colonial, com duas grandes praças com igrejas, vale a pena dar uma volta por lá e almoçar, pois achei o almoço muito bom e barato.

Cerro Monserrate: subida pela trilha

Cerro Monserrate: pela quantidade de gente dá pra ver que está bem seguro nesse dia

Em meu último dia em Bogotá fui visitar uma atração também próxima ao bairro da Candelária, o Cerro Monserrate. Ele fica a 3.200 m acima do mar. No alto do Cerro está a Basílica Santuario del Señor Caído de Monserrate. No site há os horários de funcionamento.

Cerro Monserrate: vista da trilha

Cerro Monserrate: no caminho pela trilha

O Monserrate funciona como local de peregrinação, como parque e como mirante de Bogotá, e no alto há uma feira de artesanato. A entrada é gratuita, e você pode subir de três maneiras: a pé, que é gratuito, de teleférico e de trem funicular (veja no site do santuário os preços e horários). Eu subi a pé, e gostei muito da caminhada, que leva cerca de 1 hora. Dizem que de semana não é bom subir, pois geralmente está vazio, e pode ser mais perigoso em relação a assaltos. Porém, de fim de semana é bem cheio e, portanto, seguro. O mirante é muito bonito, mas os restaurantes lá em cima são caros, então, leve água e lanchinho.

Cerro Monserrate: cheguei lá em cima

Cerro Monserrate: o santuário

Um dos passeios que não fiz foi visitar a feira de artesanato de Usaquén, que acontece aos domingos, dizem que é bem legal. Fora isso existem alguns tours de bike (Bogota Bike Tours e Biking Bogota). Também não fui às baladas da Zona T, nem a seus restaurantes e shoppings. Não deu tempo de fazer um bate-volta a Villa de Leyva, outra cidade colonial, porém mais distante. Não visitei o Museu da Esmeralda.

Cerro Monserrate: teleférico descendo

Porém, algo que gosto muito na Colômbia é a Crepes y Waffles. Em contrapartida, não visitei o famoso café Juan Valdez.

Bogotá é um daqueles lugares que é uma explosão cultural só, misturando história, bons museus, boa gastronomia e excelentes passeios, uma capital que vale a pena conhecer!

Para finalizar, veja um pouco da música de um artista de rua, achei incrível:

Ao vermos uma imagem do Monte Saint-Michel, na França, com certeza nos lembramos das várias produções cinematográficas que mostram o local, não só o Monte Saint-Michel propriamente dito, mas, de um modo geral, a região toda, a Normandia.

Caminhando até o Monte Saint-Michel

Conforme me aproximo, ele fica mais bonito

Uma delas, que se passa na Segunda Guerra Mundial, é O resgate do soldado Ryan. A Normandia foi palco de um importante evento, o Dia D, em 6 de junho de 1944, quando as tropas aliadas desembarcaram na costa e a Segunda Guerra começou a caminhar ao seu fim.

Daqui já dá para ver a passarela até o Monte Saint-Michel

Olha aqui a passarela

Outro evento histórico ocorrido na região foi a Guerra dos Cem Anos, um confronto entre a França e a Inglaterra travado no século XV por disputas territoriais.

Normandia significa “homem do norte”. Como representado na série Vikings, Rollo (um normando, um “homem do norte”) foi um viking que fez um acordo com o imperador Carlos Magno em 911 para proteger Paris de ataques de outros vikings, e em troca recebeu a costa conhecida hoje como Normandia para reinar.

Quase chegando, segura coração!

Aqui a placa mostrando os cuidados e a tábua de marés do dia

E chegueeeeei!

O Monte Saint-Michel parece um castelo, mas, na verdade, é uma abadia. A igreja original foi construída no ano de 708 pelo bispo de Avranches, conforme a lenda, a pedido do próprio São Miguel Arcanjo. Com o passar do tempo ela se tornou um local de peregrinação e, assim, foi construída a vila medieval ao seu redor. Com a chegada dos monges beneditinos, o local virou um monastério, sendo ampliado cada vez mais, até se tornar a atual abadia. Com o status de fortificação, o curioso é que o Monte Saint-Michel tornou-se importante durante a Guerra dos Cem Anos, inclusive, após a Revolução Francesa, funcionando como prisão por quase 100 anos! Em 1979 o Monte Saint-Michel foi considerado patrimônio da humanidade pela Unesco.

Começo da caminhada ao redor

Olha como não tinha água quando fui

Maré baixa

Além de toda essa impressionante história, há algo ainda mais grandioso no Monte Saint-Michel: o fenômeno da maré. Este, por si só, já é um dos grandes motivos da busca dos visitantes pelo local. Todos os meses, uns 50 dias por ano, a maré sobe bruscamente e, em torno de 1 hora, o local vira uma ilha (a água pode ir de 0 a 15 metros de profundidade). É impressionante assistir a esse espetáculo da natureza! Por isso, é importante que cheque a tábua de marés para planejar sua visita (você pode consultá-la neste site).

Dá para ver a água bem escassa, por causa da maré baixa

Dando a volta no Monte Saint-Michel

Parece que antigamente a maré chegava até a arrastar alguns carros de turistas desavisados, mas hoje a área de estacionamento e a circulação de pessoas são bem controladas.

Sabendo disso tudo, agora é hora de planejar sua visita!

Uma volta no Monte Saint-Michel

Maré bem baixinha

Como chegar?

O Monte Saint-Michel está a 350 km de Paris. Muitas pessoas fazem bate-volta de Paris (que foi o que eu fiz), mas com essa opção não é possível ver o local à noite (ele fica todo iluminado e muito bonito). Por isso algumas pessoas optam por dormir na cidade ou próximo dela (dormir fora da muralha é mais barato), para ter essa experiência. Eu gostei de ter feito o bate-volta, mas tinha em mente que são 3,5 horas de ida e o mesmo de volta.

Paisagem encantadora ao redor do Monte Saint-Michel

Monte Saint-Michel por fora

Alguns viajantes optam por alugar um carro e ir dirigindo até o Monte Saint-Michel. Dessa forma, se você tem vários dias disponíveis dá para combinar o roteiro com outros locais no caminho, como Giverny (veja meu relato), para ver os jardins de Monet, ou então com a região do Vale du Loire, para conhecer os lindíssimos castelos. De carro também compensa porque assim se chega antes das excursões vindas de Paris, que às vezes lotam o local. Além disso, com carro pode-se visitar também outras cidades incríveis da Normandia, como Etretat (e ver as lindas falésias), Rouen, Caen, Deauville, Honfleur, Bayeaux, dentre outras, e ver as praias do Dia D, além da possibilidade de encontrar lindos campos de flores e belas paisagens no caminho.

Olha como é importante tomar cuidado

Mapa do Monte Saint-Michel

Porém, como eu precisava economizar, acabei indo somente para o Monte Saint-Michel e, assim, indo de trem. Para ver os horários e valores, consulte o site da SNCF. De Paris para o Monte Saint-Michel o trajeto segue de trem até a cidade de Rennes, e desta continua de ônibus até o Monte Saint-Michel. No site vende a passagem combinada já do trem e do ônibus, e a baldeação dá certinho. Quando desembarquei do trem bastou perguntar de onde saíam os ônibus que encontrei facilmente o local, foi bem tranquilo.

Vista de cima da muralha

Vista de cima da muralha

A última opção, e a que menos me agrada, é embarcar numa das excursões saindo de Paris, mas para ver se compensa para você consulte o site da France Tourisme, por exemplo. Em outro dia livre que eu tinha em Paris peguei uma excursão dessa agência para o Vale du Loire e foi interessante pelo pouco tempo que eu tinha.

Subindo pela muralha até a abadia, lá no alto

Vista para dentro, de cima da muralha

Mas voltando ao Monte Saint-Michel. Indo de carro ou de ônibus, ambos devem parar num bolsão de estacionamento a uns 2,3 km do Monte Saint-Michel (preços do estacionamento). Desse local há um shuttle gratuito até o Monte Saint-Michel, porém, ressalto que é muito agradável ir a pé (dá uns 20 a 30 minutos bem tranquilos, eu juro!), pois a paisagem é linda e você terá a surpresa de ver o Monte Saint-Michel se aproximando pouco a pouco em belas paisagens. Achei interessante que no site oficial há umas rotas de bike legais para cicloviajantes (veja aqui).

Este é o caminho em cima da muralha

Olha a abadia lá em cima

Depois de uma bela caminhada (cada metro era um flash, eu nem gosto de fotografia! rs), quando alcancei o Monte Saint-Michel decidi fazer algo não recomendado (mas explico o porquê): uma caminhada pela baía em volta dele.

Vista de cima da muralha

Entrada da abadia

Por que não é recomendado, Sabrina?

A explicação é que se for num dia que a maré vai subir, você pode ser pego de surpresa e sofrer um grave acidente com a maré, que pode subir rapidamente e de forma violenta. Por isso existem guias para contratar para fazer caminhadas de até horas, dependendo do passeio, para não correr esse risco. Aqui no site oficial há os guias autorizados.

Entrando na abadia

Vista do terraço da abadia

E por que você foi então, Sabrina?

Quando você chega ao Monte Saint-Michel há várias placas explicando os perigos da região, além da informação atualizada da tábua de marés (a mesma que mostrei no site oficial acima). Segundo essa informação, no dia que eu estava lá não haveria (infelizmente) subida de maré nenhuma. E por esse motivo havia vários outros turistas passeando pela baía por conta própria. Tendo averiguado isso, resolvi segui-los e dar uma volta completa no Monte Saint-Michel, o que me proporcionou lindas paisagens!

Igreja na abadia

Interior da abadia

ATENÇÃO: avalie se vai fazer uma caminhada pela areia em sua visita conforme a tábua de marés, estude bem os horários e contrate um guia, pois existe risco de morte por causa de áreas com areia movediça e subida súbita da maré.

Interior da abadia

Interior da abadia, um dos salões

Depois da caminhada finalmente entrei pela muralha e passei no escritório de turismo para pegar um mapa do Monte Saint-Michel e comprar o ingresso para adentrar a Abadia (o único local pago, pois o Monte Saint-Michel é gratuito e não fecha). O ingresso custou 10 euros, e ela funciona de maio a agosto, das 9 às 19h, e de setembro a abril, das 9h30 às 18h.

Vila medieval linda!

O Monte Saint-Michel é muito medieval!

Dentro da vila você vai se sentir num mundo medieval! A rua principal é a Grand Rue, repleta de lojinhas e restaurantes. Nesses locais sempre a diversão é perder-se e encantar-se pelas ruazinhas. Se você for direto, sairá na Abadia.

Lugar charmoso

Shuttle que leva até o Monte Saint-Michel

Eu resolvi caminhar na ida por cima da muralha, pois há paisagens incríveis por esse caminho, até a abadia, e voltar pela Grand Rue, adentrando por todas as ruazinhas que despertaram a minha curiosidade.

Indo embora 🙁

Tchau, Monte Saint-Michel

Entrando na abadia, há mais de 20 salões que podem ser percorridos, a visita é bem interessante. O ponto alto é o terraço, de onde se vê toda a baía. Além disso, você verá toda a arquitetura da igreja, passará pelos salões onde funcionavam a cozinha, o refeitório, o claustro e diversos outros locais.

O Monte Saint-Michel é um dos locais mais visitados na França, atrás somente da Torre Eiffel e de Versalhes. Isso se deve à grandiosidade do local, que certamente deve estar em sua lista de lugares a visitar!