Ao vermos uma imagem do Monte Saint-Michel, na França, com certeza nos lembramos das várias produções cinematográficas que mostram o local, não só o Monte Saint-Michel propriamente dito, mas, de um modo geral, a região toda, a Normandia.

Caminhando até o Monte Saint-Michel

Conforme me aproximo, ele fica mais bonito

Uma delas, que se passa na Segunda Guerra Mundial, é O resgate do soldado Ryan. A Normandia foi palco de um importante evento, o Dia D, em 6 de junho de 1944, quando as tropas aliadas desembarcaram na costa e a Segunda Guerra começou a caminhar ao seu fim.

Daqui já dá para ver a passarela até o Monte Saint-Michel

Olha aqui a passarela

Outro evento histórico ocorrido na região foi a Guerra dos Cem Anos, um confronto entre a França e a Inglaterra travado no século XV por disputas territoriais.

Normandia significa “homem do norte”. Como representado na série Vikings, Rollo (um normando, um “homem do norte”) foi um viking que fez um acordo com o imperador Carlos Magno em 911 para proteger Paris de ataques de outros vikings, e em troca recebeu a costa conhecida hoje como Normandia para reinar.

Quase chegando, segura coração!

Aqui a placa mostrando os cuidados e a tábua de marés do dia

E chegueeeeei!

O Monte Saint-Michel parece um castelo, mas, na verdade, é uma abadia. A igreja original foi construída no ano de 708 pelo bispo de Avranches, conforme a lenda, a pedido do próprio São Miguel Arcanjo. Com o passar do tempo ela se tornou um local de peregrinação e, assim, foi construída a vila medieval ao seu redor. Com a chegada dos monges beneditinos, o local virou um monastério, sendo ampliado cada vez mais, até se tornar a atual abadia. Com o status de fortificação, o curioso é que o Monte Saint-Michel tornou-se importante durante a Guerra dos Cem Anos, inclusive, após a Revolução Francesa, funcionando como prisão por quase 100 anos! Em 1979 o Monte Saint-Michel foi considerado patrimônio da humanidade pela Unesco.

Começo da caminhada ao redor

Olha como não tinha água quando fui

Maré baixa

Além de toda essa impressionante história, há algo ainda mais grandioso no Monte Saint-Michel: o fenômeno da maré. Este, por si só, já é um dos grandes motivos da busca dos visitantes pelo local. Todos os meses, uns 50 dias por ano, a maré sobe bruscamente e, em torno de 1 hora, o local vira uma ilha (a água pode ir de 0 a 15 metros de profundidade). É impressionante assistir a esse espetáculo da natureza! Por isso, é importante que cheque a tábua de marés para planejar sua visita (você pode consultá-la neste site).

Dá para ver a água bem escassa, por causa da maré baixa

Dando a volta no Monte Saint-Michel

Parece que antigamente a maré chegava até a arrastar alguns carros de turistas desavisados, mas hoje a área de estacionamento e a circulação de pessoas são bem controladas.

Sabendo disso tudo, agora é hora de planejar sua visita!

Uma volta no Monte Saint-Michel

Maré bem baixinha

Como chegar?

O Monte Saint-Michel está a 350 km de Paris. Muitas pessoas fazem bate-volta de Paris (que foi o que eu fiz), mas com essa opção não é possível ver o local à noite (ele fica todo iluminado e muito bonito). Por isso algumas pessoas optam por dormir na cidade ou próximo dela (dormir fora da muralha é mais barato), para ter essa experiência. Eu gostei de ter feito o bate-volta, mas tinha em mente que são 3,5 horas de ida e o mesmo de volta.

Paisagem encantadora ao redor do Monte Saint-Michel

Monte Saint-Michel por fora

Alguns viajantes optam por alugar um carro e ir dirigindo até o Monte Saint-Michel. Dessa forma, se você tem vários dias disponíveis dá para combinar o roteiro com outros locais no caminho, como Giverny (veja meu relato), para ver os jardins de Monet, ou então com a região do Vale du Loire, para conhecer os lindíssimos castelos. De carro também compensa porque assim se chega antes das excursões vindas de Paris, que às vezes lotam o local. Além disso, com carro pode-se visitar também outras cidades incríveis da Normandia, como Etretat (e ver as lindas falésias), Rouen, Caen, Deauville, Honfleur, Bayeaux, dentre outras, e ver as praias do Dia D, além da possibilidade de encontrar lindos campos de flores e belas paisagens no caminho.

Olha como é importante tomar cuidado

Mapa do Monte Saint-Michel

Porém, como eu precisava economizar, acabei indo somente para o Monte Saint-Michel e, assim, indo de trem. Para ver os horários e valores, consulte o site da SNCF. De Paris para o Monte Saint-Michel o trajeto segue de trem até a cidade de Rennes, e desta continua de ônibus até o Monte Saint-Michel. No site vende a passagem combinada já do trem e do ônibus, e a baldeação dá certinho. Quando desembarquei do trem bastou perguntar de onde saíam os ônibus que encontrei facilmente o local, foi bem tranquilo.

Vista de cima da muralha

Vista de cima da muralha

A última opção, e a que menos me agrada, é embarcar numa das excursões saindo de Paris, mas para ver se compensa para você consulte o site da France Tourisme, por exemplo. Em outro dia livre que eu tinha em Paris peguei uma excursão dessa agência para o Vale du Loire e foi interessante pelo pouco tempo que eu tinha.

Subindo pela muralha até a abadia, lá no alto

Vista para dentro, de cima da muralha

Mas voltando ao Monte Saint-Michel. Indo de carro ou de ônibus, ambos devem parar num bolsão de estacionamento a uns 2,3 km do Monte Saint-Michel (preços do estacionamento). Desse local há um shuttle gratuito até o Monte Saint-Michel, porém, ressalto que é muito agradável ir a pé (dá uns 20 a 30 minutos bem tranquilos, eu juro!), pois a paisagem é linda e você terá a surpresa de ver o Monte Saint-Michel se aproximando pouco a pouco em belas paisagens. Achei interessante que no site oficial há umas rotas de bike legais para cicloviajantes (veja aqui).

Este é o caminho em cima da muralha

Olha a abadia lá em cima

Depois de uma bela caminhada (cada metro era um flash, eu nem gosto de fotografia! rs), quando alcancei o Monte Saint-Michel decidi fazer algo não recomendado (mas explico o porquê): uma caminhada pela baía em volta dele.

Vista de cima da muralha

Entrada da abadia

Por que não é recomendado, Sabrina?

A explicação é que se for num dia que a maré vai subir, você pode ser pego de surpresa e sofrer um grave acidente com a maré, que pode subir rapidamente e de forma violenta. Por isso existem guias para contratar para fazer caminhadas de até horas, dependendo do passeio, para não correr esse risco. Aqui no site oficial há os guias autorizados.

Entrando na abadia

Vista do terraço da abadia

E por que você foi então, Sabrina?

Quando você chega ao Monte Saint-Michel há várias placas explicando os perigos da região, além da informação atualizada da tábua de marés (a mesma que mostrei no site oficial acima). Segundo essa informação, no dia que eu estava lá não haveria (infelizmente) subida de maré nenhuma. E por esse motivo havia vários outros turistas passeando pela baía por conta própria. Tendo averiguado isso, resolvi segui-los e dar uma volta completa no Monte Saint-Michel, o que me proporcionou lindas paisagens!

Igreja na abadia

Interior da abadia

ATENÇÃO: avalie se vai fazer uma caminhada pela areia em sua visita conforme a tábua de marés, estude bem os horários e contrate um guia, pois existe risco de morte por causa de áreas com areia movediça e subida súbita da maré.

Interior da abadia

Interior da abadia, um dos salões

Depois da caminhada finalmente entrei pela muralha e passei no escritório de turismo para pegar um mapa do Monte Saint-Michel e comprar o ingresso para adentrar a Abadia (o único local pago, pois o Monte Saint-Michel é gratuito e não fecha). O ingresso custou 10 euros, e ela funciona de maio a agosto, das 9 às 19h, e de setembro a abril, das 9h30 às 18h.

Vila medieval linda!

O Monte Saint-Michel é muito medieval!

Dentro da vila você vai se sentir num mundo medieval! A rua principal é a Grand Rue, repleta de lojinhas e restaurantes. Nesses locais sempre a diversão é perder-se e encantar-se pelas ruazinhas. Se você for direto, sairá na Abadia.

Lugar charmoso

Shuttle que leva até o Monte Saint-Michel

Eu resolvi caminhar na ida por cima da muralha, pois há paisagens incríveis por esse caminho, até a abadia, e voltar pela Grand Rue, adentrando por todas as ruazinhas que despertaram a minha curiosidade.

Indo embora 🙁

Tchau, Monte Saint-Michel

Entrando na abadia, há mais de 20 salões que podem ser percorridos, a visita é bem interessante. O ponto alto é o terraço, de onde se vê toda a baía. Além disso, você verá toda a arquitetura da igreja, passará pelos salões onde funcionavam a cozinha, o refeitório, o claustro e diversos outros locais.

O Monte Saint-Michel é um dos locais mais visitados na França, atrás somente da Torre Eiffel e de Versalhes. Isso se deve à grandiosidade do local, que certamente deve estar em sua lista de lugares a visitar!

 

 

 

Eu já visitei as cavernas de São Paulo (PETAR e Intervales) e algumas tantas em outros países. Mas até agora nenhuma se igualou em beleza, exuberância e nível de aventura às cavernas do Parque Estadual de Terra Ronca (PETeR), nos municípios de São Domingos e Guarani de Goiás, em Goiás.

Chegando na casa do Seu Ramiro

Feliz da vida na casa do Seu Ramiro

O Parque Estadual de Terra Ronca, com 57.000 hectares, foi criado em 1989. Se você é aventureiro e adora trilhas aconselho fortemente a visita a esse paraíso de cavernas. No PETeR encontrei formações que jamais vi em outras cavernas.

Estrada principal para a Terra Ronca

Entrada da caverna Terra Ronca

Fora isso, o local abriga 7 das 30 maiores cavernas do Brasil, sendo um dos maiores complexos de cavernas da América Latina. São mais de 200 cavernas secas e 60 molhadas. Aliás, o local tem esse nome porque diz-se que a terra ronca, seria o som dos rios dentro das cavernas. A maioria delas destina-se apenas a pesquisadores, e não ao turismo. Para esta finalidade, há 17, sendo 11 delas grandes complexos de diferentes níveis de dificuldade.

Entrada da caverna Terra Ronca

Após entrar na caverna Terra Ronca

Chegar também exige um tanto de aventura. A melhor maneira de visitar é alugando um carro em Brasília, a 385 km de distância. Para minha empreitada, como saí à noite na véspera de um feriado, resolvi dormir na cidade de Posse, a 311 km de Brasília. Isso porque é a última cidade que se chega por estradas asfaltadas tranquilamente.

Caverna Terra Ronca: veja o rio ao lado

Caverna Terra Ronca: adentrando a caverna

Já de Posse até a Terra Ronca são 74 km, percorridos em 1,5h a 2h em estrada de terra com alguns trechos meio chatos de passar. Portanto, duas considerações aqui:

  • eu aluguei um carro simples, de passeio, para essa aventura (mas não pode ser um carro muito baixo). Porém, o percurso exigiu um pouquinho de experiência em dirigir em estradas de terra e, às vezes, trechos curtos com areia. Mas o carro passou em todos os lugares.
  • no entanto, aconselho a ir nos meses centrais do ano, época que chove menos, pois realmente não sei se é possível passar com um carro pequeno por essas estradas se tiver chovido. Quando fui, em setembro, estava tudo muito seco, o que deu condições melhores tanto para dirigir quanto para os passeios. (Lembre-se também de que, como as cavernas visitáveis e mais legais têm rios dentro, seria impossível e/ou perigoso visitá-las em períodos chuvosos.)

Caverna Terra Ronca: lanterna é imprescindível

Caverna Terra Ronca: uma das formações

Para visitar a Terra Ronca é necessário contratar um guia, e o mais experiente da região é o senhor Ramiro. Preferi escolher o mais conhecido e que treinou muitos outros guias da região. No entanto, caso você precise, há muitos guias bons e as pousadas na região podem fazer boas indicações.

Caverna Terra Ronca: as formações são bem interessantes

Caverna Terra Ronca: as fotos sempre precisam da ajuda das lanternas e/ou de flash

Um parêntese importante aqui é que não há internet ou sinal de celular na região, e muitas vezes o contato é um pouco difícil. Por isso, tenha paciência, geralmente as pessoas na região precisam se deslocar até alguma cidade que tenha sinal para responder os e-mails, e acabam fazendo isso apenas 1 vez por semana, ou a cada 15 dias.

Caverna Terra Ronca: indo para a segunda parte

Caverna Terra Ronca: a entrada e a saída são grandiosas

Eu contatei o senhor Ramiro por e-mail ([email protected]) muitos meses antes da data pretendida, e ele me orientou a avisar mais próximo da minha ida. Ao enviar um e-mail, já vem uma resposta automática bem explicada com os preços de tudo (o custo-benefício é ótimo, mas para valores atualizados escreva um e-mail e/ou entre no site dele).

Caverna Terra Ronca: nessas partes mais abertas é mais fácil fotografar

Caverna Terra Ronca: andando dentro do rio

Com ele combinei os passeios e minha hospedagem. O senhor Ramiro e sua família recebem hiper bem os turistas! Eu e meus amigos fomos muito bem tratados. Ele tem uns quartos para receber as pessoas e área de camping, mas ressalto que é beeem simples. Porém, é tudo o que eu precisava. Fora isso, a família dele faz refeições caseiras hiper bem-vindas depois dos passeios, é bom demais!

Caverna Terra Ronca: uma das curiosas formações

Caverna Terra Ronca: caminhadas sempre dentro ou ao lado do rio

Se você quiser um pouco mais de conforto, há algumas pousadas próximas, como a Pousada Terra Ronca e várias outras.

Caverna Terra Ronca: saindo da caverna

Cachoeira da Palmeira

Voltando ao relato, após dirigir de Brasília até Posse, dormi numa ótima hospedagem na cidade, com um café da manhã delicioso. Chama-se Hotel Campina (site e Facebook).

Um ilustre visitante

Entrada da caverna São Bernardo

Meu passeio na Terra Ronca durou 4 dias. Eu escolhi fazer o deslocamento maior na véspera, mas seria possível sair de Brasília MUITO cedo, ainda de madrugada, e fazer esses mesmos passeios se você tem 4 dias (lembre-se de que gastará cerca de 5h a 6h de estrada no total, então é meio cansativo). O mais tranquilo é fazer como fiz, dirigir até Posse, dormir por lá e sair cedo no dia seguinte para o trecho de estrada de terra.

Entrando na caverna São Bernardo

Caverna São Bernardo: precisa descer até o rio para iniciar

Esta é a localização da casa do Ramiro. Para que tenha ideia do percurso todo, veja o mapa utilizado até a casa dele.

Caverna São Bernardo: aqui se inicia a trilha

Caverna São Bernardo: uma das lindas formações

Após enfrentar a estrada de terra e nos instalar na casa do Ramiro, nos preparamos para a aventura. Uma curiosidade é que não achei as cavernas de Goiás geladas como as da região Sudeste. Todas que visitei exigiam cruzar rios ou estar na água grande parte do tempo, mas os rios dentro dessas cavernas não são tão gelados como os das cavernas do PETAR ou de Intervales.

Caverna São Bernardo: caminhando pelo rio

Caverna São Bernardo: fotos com o auxílio das lanternas

De qualquer forma, é interessante que esteja com uma roupa de trilha e tênis que possa molhar (leve uma troca de roupa para deixar no carro). Outra coisa bem útil de levar é um saco estanque, para que carregue seus pertences que não podem molhar. E o mais imprescindível de tudo: uma boa lanterna e pilhas extras. Pode ser lanterna de mão e/ou lanterna de cabeça. Além disso, não se esqueça de levar água e lanchinho de trilha, e dinheiro para seus gastos lá. Apesar de não haver sinal de celular, há luz elétrica.

Caverna São Bernardo: curiosos espeleotemas

Caverna São Bernardo: é incrível

Seu Ramiro nos forneceu capacetes, e então saímos com um de seus guias para a primeira caverna. Dividi meus dias nas seguintes cavernas:

– Terra Ronca I e II

– São Bernardo

– São Mateus

– Angélica

Caverna São Bernardo: eu nunca tinha visto formações assim

Caverna São Bernardo: olha que diferente!

Nossa primeira foi a Terra Ronca. Nessa caverna, nos dias 5 e 6 de agosto, acontece a romaria do Bom Jesus da Lapa de Terra Ronca. Da casa do Ramiro dá para ir a pé até a entrada, que é bem grandiosa: 96 metros de altura x 120 metros de largura. Ela é cortada pelo rio da Lapa, que tive que cruzar várias vezes (uma delas com água na altura da cintura, mas bem fácil de transpor com a corda fixa que há no local). A caverna Terra Ronca é dividida em I e II por conta de um desabamento ocorrido há milhares de anos. Um dos destaques é o salão dos Namorados, com formações lindíssimas de estalactites e estalagmites.

Cachoeira na Terra Ronca

Vista do mirante no povoado de São João

Vista do mirante no povoado de São João

Em seguida fomos na Cachoeira da Palmeira, local próximo, mas foi preciso ir de carro. Pagamos 5 reais de entrada por pessoa e não há trilha. A cachoeira é linda e ótima para se refrescar, pois forma uma piscina natural bem tranquila.

Mirante no povoado de São João

Estrada para a caverna São Matheus

Estrada para a caverna São Matheus

No segundo dia fomos para a caverna São Bernardo. Os rios que passam por dentro dela são o Rio São Bernardo e o Rio Palmeira. Há uma boa descida para adentrá-la, e antes de descer pela dolina vimos lindas araras voando por sua entrada. A caminhada é quase o tempo todo dentro da água, e a visita vale muito a pena, vimos formações de caverna lindíssimas! O destaque é o salão das Pérolas, com pedras que lembrariam pérolas por causa do formato. Essa foi uma das cavernas que mais gostei!

Trilha para a caverna São Matheus

Descendo para a caverna São Matheus

Depois da caverna visitamos outra cachoeira próxima na Terra Ronca, também pagando 5 reais de entrada. Essa estava mais cheia de gente e parecia ter mais estrutura que a do dia anterior, e havia várias pessoas fazendo churrasco em suas margens. Apesar disso a visita foi agradável e proporcionou um bom banho.

Caverna São Matheus: olha onde precisa descer com corda

Caverna São Matheus: uma das formações

No terceiro dia fomos à caverna São Matheus. Para chegar, a estradinha de terra era ruim e mais estreita, é um local bem escondido. Sem os guias seria impossível encontrar o lugar. Porém, a caverna vale o esforço. Ela é a segunda maior do Brasil (a primeira fica na Bahia), e o nível de aventura é maior ainda que nas outras cavernas. Para entrar, a gente desce por umas cordas através de uma passagem um pouco estreita, tem que ser uma pessoa por vez.

Caverna São Matheus: o teto

Caverna São Matheus: brilho diferente

Caverna São Matheus: linda formação

Em todo o tempo que caminhei dentro dessa caverna parecia que eu estava andando em um outro planeta! Ela é uma das cavernas com as formações mais raras do Brasil. Os guias orientam a ter o máximo de cuidado para não quebrar nada e andar sempre na área permitida. O rio que passa pela caverna é o rio São Matheus. Eram rochas que pareciam cristais gigantes, eram pedras calcárias que formavam figuras inimagináveis… foi a caverna que mais gostei de todas!

Caverna São Matheus: isso é muito diferente!

Caverna São Matheus: incrível formação

Caverna São Matheus: parecem pérolas no chão

Saindo da caverna dessa vez fomos almoçar no povoado São João, que fica quilômetros depois da casa do seu Ramiro. É bem pequeno o povoado, são umas poucas casinhas. O legal é que há uma espécie de construção de madeira que serve como mirante, para vermos o relevo da região.

Caverna São Matheus: ainda estou na Terra?

Caverna São Matheus: subterrâneos do mundo

Caverna São Matheus: super rara

No dia seguinte, meu último dia, na parte da manhã fizemos a caverna Angélica. Nessa caverna achei a trilha um pouco mais fácil que as outras que conhecemos. Ela também tem formações grandiosas, mas foi uma caminhada mais tranquila, o que foi bom, pois à tarde iríamos pegar estrada de volta para Brasília. Um dos pontos altos dessa visita foi que uma parte do rio está represada, formando um reflexo perfeito das formações da caverna, e com as luzes da lanterna o guia fez um lindo show de luzes e reflexos. Nessa caverna não precisamos nos molhar.

Caverna São Matheus: olha que curioso

Caverna São Matheus: amei essa formação

Caverna São Matheus: caminhando entre as formações

Há várias cavernas que não visitei na região, como Lapa do Bezerra, São Vicente e outras, com diferentes graus de dificuldade. A São Vicente, por exemplo, é a mais radical, acessada por um rapel de 40 metros e possui 12 cachoeiras em seu interior, o que é considerado bem raro.

Caverna São Matheus: meu trono!

Caverna Angélica

Caverna Angélica: guia dando show

Se quiser ver fotos profissionais das cavernas da Terra Ronca, o estudioso e fotógrafo José Humberto M. de Paula tem essa página e fora isso há seu incrível livro de fotografia.

Caverna Angélica: parecem dentes rs

Caverna Angélica: curti muito!

Caverna Angélica e suas formações

A Terra Ronca é um lugar muito especial, e se você gosta de cavernas deve visitar, pois é um dos locais mais lindos que já fui, com as formações mais diferentes e exóticas, um local quase intocado!

Caverna Angélica: bem curioso

Caverna Angélica: rende fotos ótimas

Caverna Angélica: eu e a boca do tubarão rs

Quando se pensa em Patagônia uma das primeiras coisas que vêm à mente é o magnífico glaciar Perito Moreno. Viajar para a cidade de El Calafate, na Patagônia Argentina, é uma das maneiras mais fáceis de ver icebergs, geleiras e glaciares.

Primeiro contato com o Perito Moreno

Olha como precisa estar agasalhado

O famoso Perito Moreno fica no Parque Nacional Los Glaciares, que compreende também a cidade de El Chaltén, capital de trekking da Argentina. O Parque Nacional Los Glaciares foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco em 1981.

Veja as passarelas lá embaixo

Perito Moreno desprende vários pequenos icebergs

Ele tem esse nome por causa dos numerosos glaciares no grande “Campo de Hielo Patagónico”, o segundo maior campo de gelo do mundo (o primeiro é a Antártida). Esse “Hielo Continental Patagónico” alimenta 47 glaciares maiores e mais de 200 menores, sendo que o degelo originou o Lago Argentino e o Lago Viedma.

Icebergs soltos

Barco para iniciar o Big Ice, o trekking longo no gelo

A melhor época para visitar é de novembro a março. No verão já é bastante frio, exigindo bons casacos, gorros, luvas e demais artigos para o frio. É nessa estação que você encontrará todos os passeios funcionando. Ou seja, no inverno até é possível visitar o Perito Moreno, pois as passarelas de avistamento não fecham, mas o frio será realmente castigante e os dias são mais curtos. Além disso, o trekking no glaciar não opera nessa época.

Perito Moreno ao fundo

Chegando…

Como chegar?

A cidade de El Calafate conta com aeroporto, forma como cheguei. Porém, o terminal rodoviário da cidade também recebe ônibus de outros lugares da Patagônia. Se você for chegar por voo, recomendo que troque o dinheiro pelos pesos em Buenos Aires, onde fará sua conexão. Isso porque El Calafate só tem opções de câmbio informal e nem sempre a cotação será das melhores (consegui trocar num restaurante).

O Sol causa essa ilusão de gelo azul

Chegando para o início do trekking

Se quiser, na hora de comprar a passagem, poderá fazer um Stoppover em Buenos Aires ou então em Ushuaia, onde muitos voos fazem conexão (aproveite para ler meu relato de Ushuaia).

A primeira parte da caminhada é na trilha normal

Pessoal chegando no gelo

Eu fiquei 2 dias em El Calafate, pois estava a caminho de El Chaltén (que contei neste outro relato), mas geralmente as pessoas ficam cerca de 3 dias na cidade. Aliás, se você gosta de trekking, recomendo fortemente que visite El Chaltén.

Feliz da vida com o Perito Moreno ao fundo

O gelo é fascinante

Ao chegar no aeroporto, há várias empresas de transfer para a cidade, como por exemplo a VES (veja os preços no site), mas você pode contratar quando chegar.

Grampões

Grampões acoplados no meus tênis

El Calafate tem uma rua principal, a Avenida Libertador, que conta com muitos hotéis, restaurantes, lojinhas etc., ou seja, uma estrutura legal numa cidade charmosa! Me hospedei no Schilling Hostal Patagónico, lugar super acolhedor.

Exibindo os grampões

O Big Ice inicia

O principal passeio em El Calafate, como mencionei no início deste relato, é o glaciar Perito Moreno. Existem várias formas de visitação ao Perito Moreno:

– caminhada pelas passarelas;

– trekking sobre o gelo, podendo ser o Mini Trekking ou o Big Ice;

– navegação Rios de Hielo ou safari náutico.

Formam-se rios e lagos no glaciar

É MUITO bonito!

Nenhuma das opções inclui o ingresso ao parque, que custa 600 pesos argentinos, só aceitos em dinheiro (tarifas sempre atualizadas no site). Portanto, se precisar economizar, caso vá fazer mais de um passeio, veja se consegue combinar a caminhada nas passarelas (passeio indispensável) com um dos trekkings ou com a navegação.

Lago de gelo em cima do glaciar

É tão azul!

Você pode contratar um transfer ou ônibus com qualquer agência para o local, que fica a 80 km da cidade. Para ter ideia dos preços, veja, por exemplo, algumas agências, como a Chaltén Travel, a Tacsa, a Caltur ou a Aventura Andina. Veja nos sites indicados os horários de ida e retorno, bem como os preços. É bem tranquilo comprar uma passagem com uma dessas empresas de ônibus e caminhar pelas passarelas por conta própria.

Eu juro que o grampão te prende bem no gelo, não precisa ter medo de escorregar

Sem cair, viu?

A caminhada pelas passarelas é bem tranquila, e lindíssima! Há vários mirantes, e nessa hora você terá ideia da grandeza do lugar! Não se esqueça de estar bem agasalhado, com casaco corta-vento, gorro e luvas!

A turma fazendo o Big Ice

Seguindo o guia

O passeio mais esperado por mim era a caminhada sobre o glaciar. A empresa que faz esse tour é a Hielo y Aventura. Se você for fazer esse passeio, como é bem concorrido, sugiro que contrate pelo site antes de ir. Eu contratei o Big Ice, que é a caminhada mais longa, que adentra mais o glaciar, mas existe também o Mini Trekking, mais curto, que acontece pela borda do glaciar. Os dois passeios iniciam com uma pequena navegação até o ponto de partida da caminhada.

Feliz no Perito Moreno

Olha como o glaciar é vasto

Chegando nesse ponto há um refúgio e é a hora de se equipar (não se esqueça de estar muito bem agasalhado, você vai andar sobre gelo!). O guia explicará como funciona a caminhada e como colocar os grampões, que são um tipo de garras presas aos tênis do caminhante (precisa ir de tênis, hein!). Com eles, você poderá caminhar sobre o gelo sem escorregar.

É muito grande o Perito Moreno

As fendas causam a ilusão do azul, por causa do Sol

Se você optou pelo Mini Trekking, essa caminhada dura cerca de 1,5 hora e é de nível moderado. Porém, se você se apaixonou pelo Perito Moreno e quer conhecer mais, com o Big Ice sua atividade será mais longa, cerca de 3,5 horas, de nível moderado pra difícil. Não se esqueça de levar protetor solar e óculos escuros, pois o brilho no gelo pode ser nocivo aos olhos. Essas caminhadas pelo gelo são uma grande experiência, vale muito a pena! Apesar da duração das caminhadas, ambos os passeios duram o dia todo, pois envolvem a navegação, o percurso, todas as explicações etc.

Há pequenas cavernas de gelo também

Foto que sempre sonhei!

Não fiz o passeio de barco pelos glaciares (Rios de Hielo ou Todos los Glaciares), mas parece ser bem interessante, pois além do Perito Moreno, você conhecerá outros glaciares, como o Upsala e o Spegazzini. A navegação Rios de Hielo pode ser contratada com a Solo Patagonia e dura 5 horas. Se você quiser um passeio mais curto, de 1h, a Hielo y Aventura tem o safari náutico.

Saindo do Perito Moreno

Fascinante!

Esses são os passeios principais da charmosa El Calafate. Mas além deles, eu recomendo uma visita ao Glaciarium, a 6 km da cidade. Ele é um museu sobre o gelo e os glaciares, é bem interessante. Fora isso ele conta com o Glaciobar, um daqueles bares de gelo onde se colocam roupas especiais e a temperatura gira em torno de -10ºC, e há diversas esculturas de gelo para fotografar e drinks à vontade feitos em copos de gelo. Lá do museu você consegue avistar o Lago Argentino. Para chegar, há um transfer gratuito que sai regularmente da Secretaria de Turismo da Provincia.

Perito Moreno atrás

Glaciarium

Fora esses passeios, há alguns outros mais alternativos para quem ficará mais tempo na cidade, como o Upsala Kaiak Experience, passeios de 4×4 pela área do parque, a reserva da Laguna Nimez e a Estância Nibepo Aike, uma fazenda da região.

O Glaciarium é super interessante!

No Glaciobar

Fazendo um resumão, se você tem 3 dias em El Calafate pode dividir seu roteiro da seguinte forma:

– 1 dia de passeio nas passarelas do Perito Moreno

– 1 dia de Big Ice ou Mini Trekking

– 1 dia de navegação pelos glaciares

El Calafate é uma experiência no gelo, algo que fascina a todos os visitantes e um lugar indispensável para se visitar!

É à vontade, hein rs

Copitcho de gelo

Você se lembra do meu relato sobre a queridíssima Zermatt, na Suíça? Pois bem, junto com a cidade de Zermatt, eu também visitei a cidade de Interlaken, outra joia desse fascinante país. Em relação a Zermatt, Interlaken já é uma cidade maior e mais turística, cheia de bares, restaurantes, cassinos, hotéis etc.

Chegando de trem em Interlaken

Interlaken

Interlaken

E por que visitar Interlaken? Porque se você quer realmente conhecer os alpes suíços, lá está uma das montanhas mais famosas (e difíceis de se pronunciar – treinei a viagem inteira! rs) da Suíça, o Jungfraujoch. Esta belíssima montanha tem 3.454 metros. Ela é conhecida como Top of Europe e abriga a estação de trem mais alta da Europa. Além disso, na região estão várias outras belas montanhas, como Schilthorn (que já foi cenário de um filme do James Bond), First, Schynige Platte, Pfingstegg, Harder Kulm, dentre outras. Veja a seguir o mapa da região.

CLIQUE PARA AUMENTAR. Fonte: http://ontheworldmap.com/switzerland/ski/interlaken/interlaken-summer-map.jpg

Assim como Zermatt, Interlaken também pode ser visitada o ano todo, mas no inverno as condições climáticas estão mais favoráveis aos praticantes de esportes de inverno. No verão, há mais possibilidades de caminhar e ver as paisagens. Porém, no topo das montanhas há neve durante todo o ano.

Pessoal aproveitando o lago Brienz

Passeio de barco pelo lago Brienz

Lago Brienz: Giessbach

Como contei no relato de Zermatt, eu adquiri um Swiss Pass de 4 dias, o que me possibilitava ter todos os deslocamentos de trens na Suíça incluídos durante esses dias. Esse passe de trem, além dos deslocamentos pelo país, incluiu também os passeios de barco em Interlaken e me deu 50% de desconto para subir no Jungfraujoch e no Harder Kulm. Por isso, o custo-benefício valeu muito a pena, o trem mais a visita ao Jungfraujoch custa mais de CHF 200 (dá quase mil reais, por isso esse desconto do Swiss Pass é muito bem-vindo).

Passeio de barco pelo lago Brienz

Giessbach Falls

Giessbach Falls

Para saber se o Swiss Pass vale a pena para você, é necessário entrar no site da SBB e somar os valores dos trens que vai pegar, e verificar o valor das montanhas que quer visitar, vendo quanto desconto terá se tiver um Swiss Pass. Daí você tem sua resposta!

Por trás das Giessbach Falls

Por trás das Giessbach Falls

Hotel Giessbach

A cidade de Interlaken está mais ou menos centralizada na Suíça e, graças à excelente malha de trens do país, você pode chegar facilmente descendo em Interlaken West. Como contei no outro post, eu cheguei na Suíça por Genebra, visitei primeiro Zermatt, depois Interlaken e fui embora por Zurique. Você pode pesquisar valores de trens e horários no site da SBB. De Genebra a Interlaken, por exemplo, são quase 3 horas de viagem de trem, e de Zurique a Interlaken, cerca de 2 horas. De qualquer forma, essas viagens de trem pela Suíça sempre passam num piscar de olhos, pela extrema beleza das paisagens vistas da janela. No mapa a seguir você pode ver como a malha de trens é abrangente!

Clique para abrir maior. Malha de trens na Suíça. Fonte: http://www.swissvistas.com/support-files/sts-gb-m-13-en-web.pdf

Como você viu no mapa de Interlaken, a cidade tem esse nome por estar entre dois incríveis lagos (Inter + Laken), o Brienzersee (ou lago Brienz para os íntimos rs) e o Thunersee (ou lago Thun para os íntimos rs).

Eu tive apenas 2 dias para visitar Interlaken, mas depois que conheci, vi que passaria fácil uns 15 dias lá, tem muita coisa para conhecer!

Giessbach Falls

As Giessbach Falls caem no lago

Vilarejo nas margens do lago Brienz

Agora vamos ao relato!

Meu primeiro passeio foi algo imperdível de se fazer em Interlaken: um passeio de barco por um dos lagos. Como contei antes, se você tem o Swiss Pass, o passeio de barco é grátis. Ou seja, minha única dificuldade foi escolher entre os dois lagos, já que tinha pouco tempo. Os dois lagos têm várias atrações para se visitar, pois os barcos param em vários vilarejos, e você pode escolher desembarcar em algumas paradas e pegar o barco seguinte. Além disso, eles acabam sendo uma espécie de praia, pois as pessoas aproveitam para nadar, andar de caiaque e fazer esportes náuticos. Este é o site da empresa que opera os barcos, nele pode ver os horários e tarifas.

Harder Kulm

Vista do Harder Kulm

Vista do Harder Kulm

Optei pelo passeio de barco pelo lago Brienz, e como cheguei após o almoço na cidade, consegui descer em apenas 2 paradas. Uma delas foi a Giessbach. E o motivo foi conhecer a Giessbach Falls, uma linda cascata que cai em frente a um hotel. Esse local é bem interessante, você pode acessar o hotel de funicular, mas dá para ir a pé também. Há uma passarela em frente à cachoeira, e você pode passar num pequeno túnel atrás dela, é super lindo! Depois da visita parei numa outra vila, para lanchar e ver lojinhas.

Vista do Harder Kulm

No Harder Kulm

Harder Kulm

Não passeei de barco pelo lago Thun, mas parece ser tão interessante quanto o lago Brienz. Lá um dos atrativos são as cavernas de St. Beatus, que também têm uma cascata, e o castelo Oberhofen, aberto a visitação.

Se estiver com tempo, visite todas as vilinhas ao redor dos lagos, elas são charmosíssimas!

Lauterbrunnen

Staubbach Falls

Subindo para as Staubbach Falls

Depois do passeio de barco, segui para o Harder Kulm, uma pequena montanha com 1322 metros. O trem funicular que acessa o Harder Kulm fica próximo à estação de trem de Interlaken, e são cerca de 10 minutos de subida. O trem opera de abril a novembro, de 30 em 30 minutos. No site você pode ver o valor (hoje 32 euros, mas com o Swiss Pass você tem 50% de desconto, e as hospedagens da região costumam dar esse mesmo desconto para os hóspedes; aliás, como em outras cidades da Suíça, você tem os transportes internos na cidade grátis com um cartão dado pelas hospedagens).

Chegando lá no topo, tem um restaurante/lanchonete e o mais importante: um mirante espetacular! Taí o motivo de subir no Harder Kulm, você verá a cidade entre os lagos Thun e Brienz, e ao fundo, se o dia estiver limpo, as montanhas Jungfrau, Eiger e Mönch.

Atrás das Staubbach Falls

Atrás das Staubbach Falls

No dia seguinte fui concretizar o motivo de minha visita a Interlaken: o Jungfraujoch. O nome da montanha é Jungfrau, e Jungfraujoch seria o topo da montanha. Top of Europe são os atrativos que estão lá em cima. No site do Jungfrau você pode ver os valores atualizados. Com meu Swiss Pass comprei meu ticket com 50% de desconto. Esse ticket inclui o Jungfraubahn (o trem), que é a única forma de chegar lá, e a entrada no local.

Saindo de Lauterbrunnen

Lauterbrunnen (ou Valfenda?)

Agora uma dica de outra forma de conseguir 50% de desconto se você não estiver com o Swiss Pass: a empresa desse trem que leva ao Jungfrau é a mesma empresa do trem do Corcovado, no Rio de Janeiro. Então, se você tiver um ticket usado do trem do Corcovado de até 1 ano antes da sua visita ao Jungfraujoch, conseguirá 50% de desconto no ato da compra. ATENÇÂO: eu não sei se esse desconto funciona o ano todo e se é limitado a uma quantidade de pessoas por dia, ou se tem alguma outra regra de uso. Portanto, entre em contato pelo e-mail informado no site do Jungfrau para verificar.

Saindo de Lauterbrunnen

Bye bye, Lauterbrunnen

Depois de adquirido meu ticket, embarquei com destino a Jungfraujoch, mas nessa hora precisei decidir o percurso: é possível ir por Grindelwald ou então por Lauterbrunnen, voltando pelo outro, em um percurso circular do trem (veja no mapa acima). Você pode entrar e sair do trem quantas vezes quiser nesse dia. Por isso, é importante que separe um dia inteiro para esse passeio, iniciando cedo, pois só no percurso de trem, contando com as baldeações, gastará cerca de 2 horas.

Caminho para o Jungfraujoch

Caminho para o Jungfraujoch

Outro detalhe importante: esteja com roupas confortáveis, tênis e leve um bom casaco para frio, bem como gorro, luvas e o que mais precisar. Peguei 0 grau lá em cima!

Embarquei em Interlaken Ost e minha primeira parada do dia foi em Lauterbrunnen, 30 minutos depois. Se você for apenas até Lauterbrunnen, sem estar a caminho de Jungfraujoch, seu trajeto estará incluído no Swiss Pass. Caso você seja um fã de Senhor dos Anéis, assim que ver Lauterbrunnen vai cair para trás! J. R. R. Tolkien visitou essa cidade em sua juventude, que claramente inspirou sua criação da terra média, Valfenda.

Que ansiedade!!!

Alpine Sensation

Lauterbrunnen é uma charmosa cidadezinha com enormes penhascos, com uma grande cascata caindo deles. Na verdade, ela abriga 72 cachoeiras e é repleta de trilhas. De lá, com cable car seria o caminho para alcançar o Schilthorn, que no inverno é estação de esqui, mas no verão, essa região rende mais de 100 km de trilhas.

A cachoeira que cai diretamente em Lauterbrunnen é a Staubbach, com 300 metros de altura. À medida que me aproximava da cachoeira, fazia fotos cada vez mais belas. Chegando na base, há uma pequena trilha que sobe até um trecho e vai atrás dela. Recomendo fortemente que suba, a trilha é curta e a vista é muito recompensadora!

Ice Palace

Ice Palace

Um dos destaques que será motivo para eu voltar a essa região são as Trummelbach Waterfalls, 10 cachoeiras que caem dentro da montanha, formadas por água de degelo. Parece ser uma aventura visitá-las. Também é possível visitar a vila de Wengen e fazer outras caminhadas pela região. Porém, como meu destino era o Jungfraujoch, teria que deixar um outro dia inteiro se quisesse visitar os outros atrativos perto de Lauterbrunnen. Por isso deixei meu coração lá e parti ao meu destino.

Top of Europe

Vista do Top of Europe

Após reembarcar no trem, a próxima parada é Kleine Scheidegg, que está já a 2.061 metros de altitude. Acho que até aqui você já terá uma ideia de por que é tão caro visitar o Jungfraujoch. O trem que se embarca agora é de uma incrível engenharia, passando por dentro da montanha. Há 2 paradas nesse “túnel”, onde há sanitários e um incrível janelão construído no meio da rocha. Infelizmente, quando visitei, nesse momento o tempo estava fechado e não consegui ver muita coisa.

Chegando ao Top of Europe, há muitas coisas para se fazer. Há uma cafeteria logo na entrada. Também é possível ver um vídeo explicativo do local, o Jungfrau Panorama. Há muitos mirantes para as montanhas, e tentei ir em todos. Subi ao Sphinx para ter acesso às belas montanhas nevadas.

Vista do Top of Europe

Lojinha da Lindt

Depois, visitei o Alpine Sentation e o Ice Palace, onde estão esculturas de gelo, como as que vi no Matterhorn, em Zermatt. É tudo muito bem trabalhado, uma verdadeira experiência. Depois passeei pelo Plateau, onde havia muita gente esquiando, praticando tubbing e até fazendo tirolesa. Lá pude andar à vontade pela neve, mas a diferença, comparando com o Matterhorn, em Zermatt, é que o tubbing era pago, por isso não quis fazer. Após isso entrei, pois estava muito frio, e passei numa pequena lojinha dos chocolates Lindt, onde há uma instalação demonstrando como os chocolates são feitos.

Lojinha da Lindt

Top of Europe

Aproveito este momento para reforçar a importância de estar preparado para o frio e com um calçado adequado. Além disso, leve água e um lanchinho, para não ter muito gasto lá em cima.

Na volta, desci de trem pelo outro lado, por Grindelwald. Dei uma pequena volta pelo vilarejo, mas não fiquei muito, pois teria que também ter mais tempo para explorar as caminhadas por lá. Por isso, Grindelwald é outro motivo para voltar. Lá existem muitas e muitas trilhas interessantes, e o passeio ao Mt. First, um dos destaques da região. A caminhada até o lago Bachalpsee parece ser um sonho!

Brincando no Top of Europe

Grindelwald

Aliás, se existe um meio de sonhar acordado é indo para Interlaken! Eu já vi lugares fascinantes, mas este está na lista dos melhores! Com certeza voltarei para visitar tudo o que faltou e revisitar tantas belezas do local. Veja como é fascinante o Top of Europe:

Você se lembra do meu post sobre Zakynthos, a fantástica ilha grega e sua bela e azul Navagio Beach? Pois bem, se você for para Zakynthos, indico fortemente que visite sua vizinha Cefalônia (ou Kefalonia), pela proximidade (cerca de 1 hora de distância) e beleza.

Praia de Pesada

Praia de Pesada

Lourdas Beach

A Kefalonia é a maior das ilhas jônicas (eu expliquei as diferenças entre as ilhas jônicas, as cíclades e outras no meu post de Zakynthos). Retomando rapidamente, as jônicas são as ilhas de águas azuizíssimas! As cíclades são as de “mar escuro” (decorrente de areia vulcânica) e casinhas brancas com telhados azuis. Relembre o mapa que postei do mar grego e localize a Kefalonia.

Clique para abrir maior. Mapa das ilhas gregas. Fonte: http://www.greekisland.co.uk/greeks/greek-maps.htm

Lourdas Beach

Lourdas Beach

Como chegar

Se for de avião:

Existem algumas cidades da Europa que oferecem voos diretos para Kefalonia. Mas de Atenas com certeza tem. Portanto, consulte os sites da Aegean Air, da Olympic Air, da EasyJet e da Ryanair. Eu somente voltei da Kefalonia para Atenas com a Aegean, os preços estavam muito bons e é apenas 1 hora de voo.

Os deliciosos Giant Beans

Se for de ônibus (ou carro alugado) + ferry boat:

Em Atenas você pode pegar um ônibus no terminal KTEL (Rua Kifissou, 100). Esses são os preços e horários que ligam a capital do país a Kefalonia e Zakynthos. São 3,5 horas de viagem.

Melissani Cave

Melissani Cave

Melissani Cave

Na verdade, de ônibus (ou carro), você primeiro precisa ir até Kilini (ou Kyllini). Esse é o ponto no continente onde você pegará o ferry boat, e daí pode ser ou para Zakynthos ou para Kefalonia. A Kefalonian Lines e a Levante Ferries são as empresas de ferry boat que fazem o trajeto de Kilini a Kefalonia (ou Zakynthos) e vice-versa. Nos sites você pode ver os preços atualizados, bem como os horários. O percurso é de 1 hora. (Note que há um preço para quem atravessa a pé e outro para quem vai atravessar com um carro.) Consulte também o Ionian Group e o Direct Ferries.

Antisamos Beach

Antisamos Beach

Antisamos Beach

No verão, há também 2 horários por dia para fazer o trecho de ferry entre Zakynthos e Kefalonia, porém, como são poucos horários e o ferry não sai do centrinho principal de Zakynthos, mas sim de um lugar mais distante (Agios Nikolaos), achei que seria mais trabalhoso, no meu caso, ir de uma ilha à outra dessa forma, e preferi, assim, sair de Zakynthos, ir a Kilini e de Kilini a Kefalonia. Porém, se você tiver alugado um carro em Atenas e for atravessar para as ilhas no ferry com esse carro, imagino que será mais fácil circular pela ilha e escolher sua logística perfeita. Eu comprei na hora o ferry e foi bem tranquilo conseguir passagem.

Lake Karavomilos

A capital da ilha é Argostoli, mas a ilha toda tem várias cidades e vilarejos. Lá tem um centro maior, com uma espécie de calçadão com lojas. Em comparação com Zakynthos, achei Kefalonia mais povoada e com cidades mais desenvolvidas.

Eu fiquei apenas 2 dias nessa ilha, mas é possível fazer diversos roteiros diferenciados. A Kefalonia tem mais de 30 praias, e não é fácil escolher quais visitar!

Uma das estradas da ilha

Agia Efimia

Agia Efimia

Quando desembarquei do ferry de Kilini no porto de Poros, na Kefalonia, já estava “escolada”: você se lembra que passei o maior perrengue por não saber que o transporte público em Zakynthos era inexistente e precisei alugar um carro de última hora? Pois bem, desci do ferry na Kefalonia já preparada para fazer o mesmo!

Agia Efimia

Agia Efimia

Indo para Myrtos Beach, vejam como a ilha é bem sinalizada

Ao desembarcar, percebi que rapidamente cada passageiro se ajeitou dentro do carro de quem foi buscá-los, alguns foram de táxi e só eu sobrei. Perguntei sobre ônibus, mas não tinha realmente. Depois, pelo que pesquisei, parece que até tem um serviço de ônibus nessa ilha, mas é extremamente escasso (coisa de 1 por dia para cada localidade), e rodando bastante pela ilha, não cruzei em momento algum com qualquer tipo de transporte público. Portanto, alugue um carro, que será a melhor forma de conhecer a Kefalonia.

Mirante da Myrtos Beach na estrada

Myrtos Beach vista de cima

Myrtos Beach vista da estrada

Eu rapidamente me ajeitei, pedi um táxi numa lanchonete, que me deixou no vilarejo Skala, com várias locadoras de carros e resolvi meu problema. Skala, assim como os outros vilarejos da Kefalonia, é cheio de charme, com vários restaurantes e pequenas lojas e pousadas. As praias mais próximas dessas pequenas cidades são mais “urbanas”. Elas tem o mar muito azul, mas já há estrutura de cadeiras de praia e restaurantes. Me hospedei na região de Mousáta, não muito longe da capital Argostoli, mas estando de carro daria para se hospedar em qualquer parte da ilha.

Myrtos Beach vista da estrada

Myrtos Beach: praia mais incrível da Kefalonia

Myrtos Beach: praia mais incrível da Kefalonia

Minhas primeiras paradas foram as praias de Pesada e Lourdas, já lindíssimas!

Após almoçar os ótimos Giant Beans num restaurante local, segui para um dos lugares mais esperados da ilha para mim: a Melissani Cave. Veja no mapa abaixo, estava hospedada próximo a Pesada e Lourdas, e cruzei pela rodovia central da ilha para o vilarejo de Sami.

Clique para abrir maior. Mapa da Kefalonia. Fonte: http://kefaloniaway.com/en/kefalonia-map-with-beaches/

Myrtos Beach: impossível não se admirar!

Myrtos Beach

A Melissani Cave é uma caverna que esconde um belíssimo e azul lago. Um terremoto em 1951 fez o teto dessa caverna desabar. Paga-se 7 euros para entrar, o que inclui uma voltinha de barco pelo lago. O passeio dura cerca de 20 minutos, mas é bem bonito. O lago entre os paredões de 36 metros de altura tem 20 a 30 metros de profundidade. Para ver as águas num tom mais turquesa, tente ir entre 12h e 14h, quando o sol entra pela abertura superior da caverna. Próximo à Melissani Cave existe a Caverna Drogarati, que seria mais no estilo “comum” de cavernas, mas não visitei.

Myrtos Beach

Myrtos Beach: admirando…

Tentativa da foto anterior, que foi feita com temporizador da câmera

Saindo desse passeio, segui para a bela praia de Antisamos. Como várias praias da Grécia, essa é composta por pedrinhas brancas no lugar de areia. Antisamos tem certa estrutura, há estacionamento e um restaurante que fornece cadeiras de praia, além de alguns bares. Para acessar a praia, você desce por uma espécie de baía, de onde avista a praia do alto.

Na volta fiz uma parada no lago Karavomilos, próximo novamente à Melissani Cave, e, em seguida, em Agia Efimia, outra cidadezinha bastante charmosa.

Praia no caminho de Petani Beach

Petani Beach

Petani Beach

Depois fui para outro lugar dos mais esperados: a icônica Myrtos Beach, uma das praias mais lindas da Grécia! Do caminho há belíssimos mirantes para a praia, o que comprovava a beleza dessa praia. Myrtos Beach é o cartão-postal da Kefalonia, uma daquelas praias turquesa que enche os olhos! Lá tinha alguns bares e cadeiras de praia caso precise. Fiquei hipnotizada pelo mar dessa praia!

Petani Beach

Petani Beach

Estradinha de Kefalonia

Eu meu outro dia fui para uma praia mais afastada, a Petani Beach. No caminho vi algumas praias lindas que não estavam nos planos, e tive vontade de parar, mas uma delas tinha que descer por uma estradinha ruim, não asfaltada, e como estava totalmente deserto (sem ninguém para me ajudar se desse algum problema) fiquei com medo e desisti.

Aproveitando, o asfalto das estradas em Kefalonia é ótimo. Porém, no geral, as rotas ficam no alto, e assim você pode sempre ter mirantes magníficos das praias. Mas isso significa também que essas estradas ficam em encostas, em sua maioria estreitas e cheias de curvas. Portanto, tome cuidado ao dirigir pela ilha.

Mouda Beach, próxima do vilarejo Skala

Estradinha na Kefalonia: cuidado!

A praia de Petani era tão linda quanto todas as outras maravilhosas da ilha! Depois voltei para almoçar em Skala e aproveitei a praia por lá. Repeti das praias perto de minha hospedagem e fui para o aeroporto seguir para o próximo destino.

Mouda Beach, próxima do vilarejo Skala

Mouda Beach, próxima do vilarejo Skala

Visitei o principal da ilha, mas gostaria de ter visitado outras praias que não fui, como a região de Assos (com seu vilarejo e seu castelo), Foki Beach (próxima a Fiskardo), Vouti Beach, dentre muitas outras. Se você abre um mapa da Kefalonia no Google e começa a dar zoom para ver os nomes das praias e procurar foto de todas elas, vai sempre descobrir uma mais maravilhosa que a outra.

Portanto, Kefalonia é aquele lugar paradisíaco que sempre terá praias para conhecer, e também aquelas joias para retornar!

Muitas pessoas me pedem roteiros em Santiago e no Chile em geral, por isso finalmente resolvi escrever este relato com dicas dessa bela capital e seus arredores.

O Chile é um dos países mais diversos para o turismo, pois apresenta história e arquitetura, neve e possibilidade de esquiar, vulcões para todos os gostos, lagos incríveis, desertos de sal, praias, vinícolas de dar água na boca, trilhas com paisagens fascinantes, águas termais para se banhar, ilhas misteriosas… nossa, há tantas possibilidades nesse país que não dá nem para listar!

Eu já fui umas 5 vezes para o Chile e ainda quero voltar muito mais vezes para conhecer tantas coisas que faltaram!

Sobrevoando a cordilheira no verão (a foto que abre o post é no inverno)

E quando eu vou, Sabrina? Depende…

– Para Santiago: qualquer época é boa.

– Para ver neve e/ou esquiar (montanhas dos arredores de Santiago, Chillán etc.): a melhor época é de meados de junho a setembro mais ou menos. Cada ano é diferente, mas julho/agosto é mais garantido.

– Para Torres del Paine, Pucón e outros destinos de trilha, e também para praias, ilhas (como a Ilha de Páscoa) e região do Atacama, prefira o verão. O Atacama também pode ser visitado no inverno, mas saiba que pode pegar até mesmo temperaturas negativas.

Centro de Santiago

Santiago, caminhando pela avenida principal

Porém, independente do roteiro que for fazer, é provável que passe por Santiago, mesmo que para um stopover (quando você fica um ou mais dias no local de sua conexão de voo, o que você pode programar ao comprar a passagem, usando a opção multidestinos). Aliás, falando em voo, fique atento às janelas do avião quando o piloto anunciar que passarão por cima da cordilheira, é um UAU atrás do outro!

Parque Metropolitano

Parque Metropolitano

Ao desembarcar no aeroporto, você terá algumas opções para seguir até a cidade. A mais econômica é pegar um ônibus. A Turbus faz o trajeto para alguns terminais de Santiago a cada 10 minutos das 05h00 às 00h00 e a cada 30 minutos das 00h30 às 04h30. Veja no site os preços e as paradas. Já a Centropuerto opera das 06h00 às 23h30, também com saídas a cada 10 minutos. Você pode casar, por exemplo, algum desses ônibus com um metrô da cidade (veja aqui o horário de funcionamento das linhas de metrô e um mapa da rede).

Cerro San Cristóbal

Cerro San Cristóbal

Porém, caso chegue muito tarde talvez prefira pegar um transfer, que te deixará direto na sua hospedagem. Assim que desembarcar, verá os guichês das empresas de transfer, como a TransVip, a Delfos, a Transfer Santiago e outras, custando uma média de 50 a 60 reais.

Além dessas opções, há táxi e uber.

Vista do Cerro San Cristóbal

Cerro Santa Lucía

Passeios na cidade

Estando em Santiago, muitas pessoas primeiro visitam a parte histórica. Um dos atrativos é o Palácio de la Moneda e seu centro cultural. Você pode fazer uma visita guiada gratuita agendando pelo site (ou pelo e-mail [email protected]). A cada dois dias você pode assistir a cerimônia de troca de guarda às 10h (dias ímpares no inverno e pares no verão). Outro local popular é a Plaza das Armas e sua famosa Catedral Metropolitana de Santiago, bem como o Museu Histórico Nacional, o Museu de Arte Precolombino e o Edifício dos Correios. Veja nos sites dos museus os dias de abertura, pois alguns fecham às segundas ou domingos.

Cerro Santa Lucía

Cerro Santa Lucía

Muitas pessoas aproveitam que estão no centro e já trocam dinheiro nas casas de câmbio que são ditas ter a melhor cotação, na Rua Agustinas.

Outro local comum de visitação é o Mercado Central, embora eu particularmente ache turístico demais.

Informe-se em sua hospedagem, mas há alguns tours guiados gratuitos pelo centro de Santiago, como o Free Tour Santiago e o Spicy Tour.

Cerro Santa Lucía

O meu passeio preferido em Santiago é o Cerro Santa Lucía. Ele é um tipo de parque vertical, parecido com um castelo, onde você vai subindo pelas escadarias e, de lá de cima, há uma linda vista da cidade. Além disso, em dias limpos, avista-se a cordilheira. O Cerro Santa Lucía fica na estação Santa Lucía de metrô. Aliás, a maioria dos pontos turísticos da cidade é acessível pelo metrô (portanto, seria interessante se hospedar perto de alguma estação também).

Cerro Santa Lucía

Outro lugar interessante para se ver a vista de um ponto mais alto é o Cerro San Cristóbal (metrô Baquedano), no Parque Metropolitano de Santiago. No topo há o Santuário Imaculada da Conceição. A subida é feita de trem funicular, o que pode ser divertido. Veja no site do parque os preços e horários do funicular, e também de um teleférico nesse mesmo parque. Se você não quiser gastar com o funicular, é possível subir de graça a pé.

Nessa região do Cerro San Cristóbal está uma das casas-museu do poeta Pablo Neruda, a La Chascona. Aqui estão as informações para visitar. As outras casas são a La Sebastiana, em Valparaíso, e Isla Negra, em El Quisco. Veja preços e horários das 3 casas aqui.

Ainda falando em mirantes, um dos construídos mais recentemente é o Sky Costanera. Ele é o mirante mais alto da América Latina, com 300 metros de altura! Veja no site os valores e horários de visitação.

Cerro Santa Lucía

Além disso tudo, Santiago tem muitos parques, feiras de artesanato e bairros agradáveis para se caminhar, como Lastarria, Providencia e Las Condes, por exemplo. O Parque Bicentenário e o Parque de Las Esculturas são alguns dos locais mais agradáveis para passear. Além disso, há outros museus, como o Museu Nacional de Bellas Artes e o Museu da Memória e dos Direitos Humanos. Quem gosta de compras pode aproveitar e conhecer o shopping Parque Arauco, com ótimas lojas de departamento e com a excelente Doite para equipamentos de trilha e camping.

Para esse roteiro todo até aqui, você precisa de 2 dias, mas se quiser, pode selecionar o que visitará e fazer em 1 dia.

Vista do Cerro Santa Lucía

E as vinícolas?

Outra coisa bem interessante de se fazer para aproveitar Santiago é visitar as vinícolas próximas. Sou suspeita para falar, aaaamo os vinhos chilenos! Além disso, as paisagens de vinícolas sempre são muito bonitas.

A vinícola mais famosa é a Concha y Toro. Para conhecer, você precisa agendar sua visita pelo site (só será cobrado no local). No site também há indicações de como chegar de metrô até a vinícola. Programe-se para chegar a tempo, saia com 1,5 h de antecedência. Separe meio período do dia para essa visita. Apesar de bem turística, gostei muito do tour, com direito a efeitos especiais sobre o Casillero del Diablo.

Vinícola Concha y Toro

Vinícola Concha y Toro

Essa região é conhecida como Vale del Maipo, e você pode visitar também a vinícola Cousiño Macul. Se quiser visitar essas duas vinícolas, separe um dia todo, reservando uma para a parte da manhã e outra para depois do almoço.

Há outras vinícolas nessa região, porém de mais difícil acesso, como a Undurraga, a Santa Carolina, a Santa Rita, a Aquitania, e outras.

Vinícola Concha y Toro

Vinícola Concha y Toro

Outra região de vinícolas é o Vale de Casablanca, a 80 km de Santiago. Há várias outras vinícolas, como a Casas del Bosque, a Emiliana a Matetic e a Viña Indómita. Se estiver de transporte público, é possível pegar um ônibus para Casablanca, e de lá pegar táxi para as vinícolas que escolher.

Vinícola Concha y Toro

Vinícola Concha y Toro

Vinícola Concha y Toro: hora da degustação!

Se você for hiper fã mesmo de vinhos pode, ainda, conhecer a região do Vale de Colchagua, em Santa Cruz, a 200 km de Santiago. Há várias outras vinícolas lá, como a Casa Silva, a Viu Manent, a Montgras, a Organica François Lurton, e outras.

Para qualquer vinícola que escolha, sempre entre no site para verificar horários, dias de funcionamento e se é necessário agendamento.

Vinícola Concha y Toro: degustando

Vinícola Concha y Toro: o Casillero del Diablo

Vinícola Concha y Toro: mais degustação

As praias

Muitas pessoas que visitam Santiago aproveitam para fazer um bate-volta para Valparaíso e Viña del Mar (divididas por apenas 10 km). Essas cidades ficam a 140 km de Santiago, e há muitas empresas de ônibus que fazem o trecho (como a Turbus, por exemplo), porém, você pode comprar a passagem assim que chegar em Santiago. Algumas pessoas fazem esse passeio com agência, mas eu particularmente acho que por conta é sempre melhor, para ter liberdade de escolher onde ir e quanto tempo ficar. Entre as duas cidades existe o Merval, um metrô de superfície.

Viña del Mar: castelo Wulff

Em Valparaíso você pode visitar a casa de Pablo Neruda La Sebastiana, como mencionei anteriormente. Outro ponto interessante é o Cerro Alegre, que possui casas tombadas pela Unesco, e é possível chegar de funicular. Em Viña del Mar, há o famoso relógio de flores. Você pode caminhar pela orla, o que é bem agradável, e visitar o Cassino, o Castelo Wulff e o museu Fonck. Se você for visitar as duas cidades, pode comprar a passagem de ônibus por uma e a volta pela outra.

Viña del Mar

Viña del Mar

Viña del Mar

Algumas pessoas dormem nessas cidades e aproveitam para conhecer Isla Negra, onde está a terceira casa de Pablo Neruda. Há ônibus tanto de Valparaíso (83 km) quanto de Santiago (110 km).

Viña del Mar

Valparaíso: La Sebastiana

Valparaíso

Mas e a neve?

Se você está em Santiago no inverno certamente quer ver neve! As montanhas nevadas ao redor de Santiago são incríveis! As estações de esqui (Valle Nevado, Farellones, El Colorado e La Parva) ficam a cerca de 90 minutos da cidade. Verifique nos sites os horários, valores e atrações que estão funcionando devido à quantidade de neve do dia. Como eu queria explorar bem esse tipo de passeio deixei 2 dias para isso.

Não recomendo que vá de carro alugado, pois é necessário ter experiência com correntes de gelo nos pneus, e a serra parece ser perigosa. A melhor opção é contratar uma agência para te levar. Uma das melhores é a Ski Total. Além disso, há também a TurisTour, a Snowtours e a Turistik. As agências também costumam incluir o valor de entrada nas estações de esqui. Todas as agências passam em locais que alugam roupa impermeável e quente o suficiente para neve. Se você contratar uma aula de esqui ou snowboard, precisará alugar essas roupas. Caso você vá só fazer tubbing e brincar na neve, é possível se virar com roupas de frio em camadas, gorros, luvas e cachecóis.

No caminho para o Valle Nevado

Valle Nevado: meu primeiro contato com neve

No hotel do Valle Nevado

Eu fiz um dia de passeio pelo Valle Nevado e La Parva (incluindo parada para tubing) e um dia de passeio em Farellones e aula de esqui em El Colorado. Também dá para fazer aula de snowboard. Há muitas atividades nesses centros de esqui, como teleféricos e gôndolas, e várias maneiras de escorregar na neve, é tudo muito divertido! Veja nos sites do Valle Nevado e Farellones quais atividades estarão funcionando e os valores.

Valle Nevado: encantada com neve pela primeira vez!

Valle Nevado

Nas estações de esqui

Algumas pessoas pegam um tour para a estação de esqui Portillo, mas fica a 3h de Santiago.

Esse é divertidíssimo!

Farellones

El Colorado: pista de esqui dos iniciantes

Um bate-volta alternativo

Um bate-volta que tem se tornado bem popular ultimamente é passar um dia na região de Cajón del Maipo, a 1h30 de Santiago. Lá tem muita coisa para se fazer e, para ser sincera, se você só tem 1 dia mesmo vale a pena o bate-volta. Mas depois que conheci, morro de vontade de ir e ficar mais dias. No caminho, a principal cidade é San José del Maipo. Próximo a essa cidade há um outro centro de esqui, o Lagunillas.

El Colorado: na pista de esqui fazendo aulinha

El Colorado: teleférico

El Colorado: pessoal expert esquiando

A maior atração é a represa Embalse el Yeso, responsável por grande parte do abastecimento de água de Santiago (visite mais ou menos de outubro a abril, no inverno as estradas ficam fechadas). Ao se aproximar do local, primeiro você passará pelas Las Cascaras, uma espécie de casa onde os construtores da represa moraram no período da construção, que durou 10 anos.

El Colorado: eles são fera!

El Colorado: UAU!

El Colorado: cada um vai como pode rs

Chegando em Embalse el Yeso, você verá lindas montanhas, geralmente com neve no topo, dependendo da época que for, e uma azulzíssima (e geladíssima) represa. Na verdade, misturam-se tons de azul e de verde. A paisagem muda muito dependendo da época. É possível caminhar em volta da represa, indo até uma espécie de praia. Muitas pessoas que vivem em Santiago frequentam o local para acampar e fazer piqueniques, pescar e admirar a bela paisagem. Lá não tem estrutura nenhuma, então leve água e lanchinho.

Caminho para Embalse el Yeso

Caminho para Embalse el Yeso

No auge do verão poderia até ser possível ir de carro alugado, mas a estrada é um tanto difícil, cheia de pedregulhos, curvas perigosas e sem placas, então não recomendo. Por isso, a maioria das pessoas contrata agência para levar. Eu fui com a Viagem Certa (Facebook e site) e recomendo! Os valores são para dividir pelo grupo, mas a agência pode encaixar quem está sozinho ou em pouca gente com outras pessoas se quiser. Outra agência bem recomendada é a Indo pro Chile.

De lá, é possível visitar as Termas del Plomo, a 40 minutos de distância de Embalse. As águas termais das Termas del Plomo são provenientes do vulcão San José.

Caminho para Embalse el Yeso: Las Cascaras, as casas onde os construtores da represa moraram

Caminho para Embalse el Yeso: Las Cascaras, as casas onde os construtores da represa moraram

Outros locais de águas termais famosos na região são o Baños Morales e o Baños Colinas. Em Baños Morales é possível ir de ônibus. Já o Monumento Natural El Morado é um local ótimo para quem gosta de trilhas. No verão, é possível fazer rafting com agências de San José del Maipo.

Finalmente Embalse el Yeso

Embalse el Yeso: água gelaaaada

Embalse el Yeso: praia ao fundo

Em 1 dia você consegue, saindo bem cedo de Santiago e voltando no início da noite, visitar Embalse el Yeso + algum local de termas.

Então, vendo tudo isso, apesar de eu ter feito um bate-volta só para Embalse el Yeso, quero muito voltar para a região e, talvez, dormir em San José del Maipo, para ir nas termas, fazer trilhas nas montanhas e ver, por que não, Embalse com neve.

Embalse el Yeso: reflexos perfeitos

Embalse el Yeso: praia lá no fundo

Embalse el Yeso: cavalos selvagens

Resumão do básico (a seu gosto)

– 1 dia na cidade de Santiago (se quiser fazer mais coisas, 2 dias)

– ½ ou 1 dia nas vinícolas (se for visitar mais vinícolas ou as que estão mais distantes de Santiago, mais dias)

– 1 dia em Valparaíso e Viña del Mar (se for para Isla Negra, mais 1 dia)

– 1 dia em Cajón del Maipo (se não for inverno) (se quiser explorar mais a região, 2 dias)

– 1 dia para ver neve nas estações de esqui (se for inverno) (ou 2 se você quer visitar mais de uma estação de esqui e brincar mais na neve)

Embalse el Yeso: to admirada com o lugar!

Embalse el Yeso: no inverno as montanhas ficam branquinhas, a paisagem muda totalmente!

Embalse el Yeso: sol a pino

Este é um relato básico do que há mais perto da capital Santiago, e você pode encaixar várias visitas a cidade de passagem para outros destinos no Chile, país tão apaixonante e tão diverso!

O Parque Estadual dos Três Picos é um prato cheio para quem gosta de trilhas, além de ser um paraíso para escaladores. As mais conhecidas dentre as espetaculares montanhas do parque são os Três Picos, Capacete, Morro dos Cabritos e Pedra D’Anta, bem como as peculiares formações Dois Bicos e Caixa de Fósforos.

Entrando no Parque Estadual dos Três Picos

Estradinha para ir a pé até o camping dentro do parque

Criado em 2002, o Parque Estadual dos Três Picos é o maior do Rio do Janeiro, com 65 mil hectares, abrangendo os municípios de Teresópolis, Nova Friburgo, Cachoeiras de Macacu, Guapimirim e Silva Jardim. Ele forma um contínuo com o Parque Nacional da Serra dos Órgãos e é importantíssimo para a rica fauna e flora da região.

Estradinha para ir a pé até o camping dentro do parque

Camping Vale dos Deuses

Neste relato vou falar sobre um roteiro de 2 dias que fiz no núcleo Salinas, que é o que abriga os famosos Três Picos: Pico Maior, Pico Médio e Pico Menor. O Pico Maior é o ponto culminante da Serra do Mar, com 2.316 metros de altitude (com acesso somente por escalada). Para algumas trilhas da região, é melhor contratar um guia, como os Picos Médio e Menor, considerados de nível pesado (e para ir de um ao outro, é necessário corda). Porém, as trilhas que fiz são autoguiadas, havia placas nas bifurcações e quem tem um mínimo de experiência com trilhas pode seguir as indicações.

O parque está situado a cerca de 60 km de Teresópolis e a 150 km do Rio de Janeiro.

Camping Vale dos Deuses

Camping Vale dos Deuses: o visual de lá já é lindo!

Se você for de carro: Seguindo pela RJ-130 (Terê-Fri), passe por Bonsucesso e Vieira. Próximo ao km 46 (Posto de Gasolina Novo Tempo), antes do Mercado do Produtor Rural, vire à direita e siga placas para Salinas, São Lourenço e Barracão dos Mendes, e depois para Pesagro Rio e Ibelga. Após o Posto dos Amigos vire à esquerda, e depois de 4,3 km de estrada de terra chegará ao povoado mais próximo dos Três Picos. A estrada vai piorando, mas os principais abrigos de montanha estão nessa região, e caso você vá acampar no parque, pode deixar o carro num deles, próximo à entrada do parque já, e seguir a pé.

Camping Vale dos Deuses

Trilha para Cabeça do Dragão

Se você for de ônibus: a Viação Útil leva até Petrópolis. Depois, pegue ônibus com a Viação Teresópolis até Teresópolis e Nova Friburgo. No Mercado do Produtor Rural, na Rodovia RJ-130 (ou no terminal de integração de Nova Friburgo) você deve pegar a Linha Circular Urbana 505 (São Lourenço) até o bairro rural de Santa Cruz. Desse ponto precisará caminhar 4 km.

Trilha para Cabeça do Dragão

Trilha para Cabeça do Dragão: visual incrível!

A melhor época para se visitar é de maio a setembro, quando tecnicamente não chove. Isso porque nenhuma trilha em montanha é segura caso chova, as pedras ficam escorregadias e é bem perigoso. Portanto, sempre cheque a previsão do tempo antes de ir.

Eu visitei o Parque Estadual dos Três Picos com uma agência de ecoturismo do Rio de Janeiro, a Adrenalina. Já os conhecia e, como sempre, fui muito bem atendida, eles são excelentes!

Cabeça do Dragão: rende fotos espetaculares

Trilha para a Cabeça do Dragão: subida final

Acampei dentro do parque, no Camping Vale dos Deuses. Esse camping é gratuito, assim como a entrada no parque. A vantagem de ficar nesse camping é que já está ao lado de onde se iniciam as trilhas. Chegamos ao local de estacionamento do veículo mais de 23h, e a caminhada até o camping durou 1,5 hora de subida não muito íngreme em estrada de terra. O Camping Vale dos Deuses tem uma simples e boa estrutura: conta com uma espécie de cozinha (estilo fogão a lenha, você precisa recolher galhos secos no mato para utilizar), com pia e torneira, chuveiros frios e sanitário.

Cabeça do Dragão: tô no topo

Cabeça do Dragão: tô no topo

Se você não quiser acampar, há vários refúgios de montanha próximos (apesar de você precisar caminhar até o camping para iniciar as trilhas), como, por exemplo:

– Abrigo República Três Picos ([email protected]).

Refúgio Três Picos.

Refúgio das Águas (22) 2543-3504.

– Refúgio Pico Maior ((22) 2543-3512).

Refúgio Canto da Pedra.

Pousada dos Paula.

Recanto dos Ventos.

Refúgio Kinderdorf.

Cabeça do Dragão: admirando a vista lá de cima

Trilha para a Cabeça do Dragão: descendo

Lá no camping muitas vezes pode ser bem frio, então prepare-se com um bom saco de dormir e, se preciso, uma boa segunda pele, fleece e corta-vento. E não se esqueça de sua lanterna!

No primeiro dia acordamos, recolhemos galhos secos para acender o fogão e fizemos um bom café no melhor estilo camping. Lá do camping já é possível ver algumas das belas montanhas do parque.

Curtindo a noite no camping

Trilha para a Caixa de Fósforo

Saímos para a trilha do dia, o pico Cabeça de Dragão, com 2082 metros de altitude. Saindo do camping Vale dos Deuses, a entrada da trilha fica à direita e é sinalizada com uma placa. Ela tem 4,17 km de ida e seria de nível fácil para médio. No trecho inicial, mais arborizado, há algumas subidas, mas nada íngreme demais. Depois a vegetação se abre, já na parte alta, mostrando o incrível visual das montanhas da região. Prepare a câmera, que o meio para o final já rende excelentes fotos! O finalzinho é um tanto mais íngreme, mas nada tão intenso, é um pequeno trecho. Chegando lá em cima você verá que o esforço valeu a pena, que vista incrível!

Trilha para a Caixa de Fósforo: início

Trilha para a Caixa de Fósforo: tem placa na bifurcação

Depois voltamos para o camping para preparar nosso almojanta. Para essa trilha não é necessário madrugar, em meio período do dia dá para fazê-la tranquilamente. O pessoal acendeu uma fogueira que pode ser feita numa área delimitada para isso, descansamos e curtimos esse clima de montanha e camping!

Trilha para a Caixa de Fósforo: corrente para o trecho final

Trilha para a Caixa de Fósforo: lindo visual dos 3 Picos e Capacete

No dia seguinte fizemos nossa segunda trilha do fim de semana: a Caixa de Fósforo, com 1803 metros de altitude. Essa trilha tem 5,4 km de ida e é considerada de nível leve para médio. Ela começa do lado esquerdo do camping Vale dos Deuses, também sinalizada com placa. A primeira parte é quase plana, depois há uma entrada à esquerda (com placa), onde inicia-se uma subida, inclusive com uma parte mais inclinada com uma corrente para auxiliar. Depois dessa parte já se chega em uma grande pedra com a vista dos belos Três Picos e a Pedra do Capacete.

Trilha para a Caixa de Fósforo: lindo visual dos 3 Picos e Capacete

Vista do lado da Caixa de Fósforo

Seguindo pela esquerda continua-se por um pequeno trecho até a Caixa de Fósforo em si, que é uma grande rocha equilibrada em uma rochinha menor, parecendo uma caixinha. Dá para ficar nesse ponto superior, ou descer até a base dela, onde há uma corrente para subir uns 3 metros. Só suba se estiver se sentindo seguro para isso, para que não aconteça nenhum acidente. Sempre que se fala em montanha, seja prudente. Essa trilha também durou aproximadamente meio período do dia.

Essa é a Caixa de Fósforo

Debaixo da Caixa de Fósforo

Esse roteiro que fiz cabe direitinho num final de semana, porém o parque oferece diversas outras trilhas. Uma delas é a famosa travessia Vale dos Deuses x Vale dos Frades, com 19 km, que passa pela cachoeira dos Frades e vai ficar para uma outra ida minha ao parque.

Trilha para a Caixa de Fósforo: vista dos 3 Picos e Capacete

Caixa de Fósforo se equilibrando numa pedrinha menor

Achei o Parque Estadual dos Três Picos muito organizado, os guarda-parques estavam presentes pouco antes do camping e às vezes passavam para verificar se estava tudo bem, e foram muito atenciosos. Se você ama trilhas e belas montanhas, certamente ficará admirado com o belo visual desse parque!

Ao lado da Caixa de Fósforo

Você sabia que a Argentina tem uma cidade tão boa para trekking e “paisagens patagônicas” quanto o exuberante Parque Nacional Torres del Paine (veja meu relato sobre o TDP), na Patagônia chilena? Se você ama trilhas não deixe de conhecer El Chaltén, a capital do trekking da Argentina.

Fundada em 1985, El Chaltén é uma cidade recente, e não chega a ter 1.000 habitantes, sendo que no inverno muitos deixam a região.

Chegando em El Chaltén

Início da trilha a Laguna Torre

A pequenina cidade fica dentro do Parque Nacional Los Glaciares (este outro site mostra outros parques da Argentina também), que compreende também o belíssimo glaciar Perito Moreno, na cidade de El Calafate. O Parque Nacional Los Glaciares foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco em 1981.

Trilha para a Laguna Torre: bem sinalizada

Trilha para a Laguna Torre: Mirador del Cerro Torre

Trilha para a Laguna Torre: como podem ver, o Cerro Torre está sempre encoberto

Ele tem esse nome por causa dos numerosos glaciares no grande “Campo de Hielo Patagónico”, o segundo maior campo de gelo do mundo (o primeiro é a Antártida). Esse “Hielo Continental Patagónico” alimenta 47 glaciares maiores e mais de 200 menores, sendo que o degelo originou o Lago Argentino e o Lago Viedma.

A melhor época para visitar é de novembro a março, pois abril é dito um mês mais chuvoso e de maio a outubro muitas trilhas podem estar fechadas por excesso de neve.

Trilha para a Laguna Torre: rio Fitz Roy

Laguna Torre: veja que o vento chega a formar ondas!

Laguna Torre: os icebergs do glaciar se desprendem e param na praia

Como chegar?

A maioria das pessoas visita El Chaltén vindo de ônibus de El Calafate, e comigo não foi diferente. El Calafate será tema de outro relato. A cidade de El Calafate conta com aeroporto, por onde cheguei. Porém, o terminal rodoviário da cidade também recebe ônibus de outros lugares da Patagônia.

Como eu ia passar uns 2 dias em El Calafate, comprei minha passagem de ônibus para EL Chaltén pessoalmente, porém, assim que cheguei na cidade.

Laguna Torre: o glaciar está lá no fundo

Trilha para a Laguna Torre: rio Fitz Roy

Olha como El Chaltén é pequenininha!

Se quiser garantir, é possível comprar pela internet. No site Plataforma 10 você pode consultar os horários e preços para se planejar e também comprar as passagens. Esse site reúne passagens rodoviárias de várias empresas, como Taqsa, Caltur e Chalten Travel, mas você também pode comprar sua passagem diretamente nos sites dessas empresas. Eu comprei minha passagem pela Caltur.

Rua principal de El Chaltén

Trilha para o Glaciar Huemul: parece de terror!

Chegada ao Glaciar Huemul

Além dos ônibus, há transportes privados também, como Las Lengas, Todo Calafate e Walk Patagonia.

El Chaltén fica a 215 km de El Calafate, e a viagem dura 3 horas. Como a cidade é bem pequena, é interessante reservar sua hospedagem previamente. Eu me hospedei no Patagonia Hostel, mas há muitas opções, desde hotéis até campings.

Glaciar Huemul

Glaciar Huemul: eu juro que não editei essas cores!

Glaciar Huemul: um azul fantástico

É interessante também levar dinheiro vivo, pois não há caixas eletrônicos em El Chaltén e, por causa dos famosos ventos patagônicos, nem sempre as maquininhas de cartão de crédito estão funcionando. Na cidade há diversas opções de restaurantes e alguns mercados. Também por causa dos ventos patagônicos nem sempre a internet funciona bem.

Quantos dias passar em El Chaltén? Eu indico de 4 a 5 dias, há muitas trilhas de beleza cênica!

A geleira ao fundo no lago Huemul

Subi numa lateral da formação para admirar o lago Huemul

Lago Huemul: vista de uma das paredes laterais

Leve roupas para trekking (ressalto a importância de um corta-vento), bastões de caminhada (às vezes até para te ajudar a se equilibrar caso os ventos patagônicos estejam fortes) e tênis confortáveis para andar bastante.

Lago Huemul: sim, essa cor é verdadeira!

Trilha ao Glaciar Huemul: rostos de filme de terror

Lago del Desierto

Considero El Chaltén um excelente custo-benefício para trilheiros, pois, diferente de Torres del Paine, não há custo de entrada no parque, e a cidade já é o ponto inicial de quase todas as trilhas. Ou seja, não é necessário pegar ainda outro transporte para chegar à maioria dos passeios.

Lago del Desierto

Río de las Vueltas

Início da trilha para a Laguna de Los Tres entrando pela Hostería El Pilar

Todas as trilhas são autoguiadas, bem sinalizadas com placas e, chegando na cidade, você retira um mapa de todas elas no centro de visitantes. Se estiver com sorte, já na entrada da cidade avistará o Fitz Roy, que é o cartão-postal da região. Lembre-se de levar água e lanchinhos de trilha em suas caminhadas. Este site mostra todas as opções de trilhas, bem como distâncias, e outros passeios. Segue um mapa das trilhas de El Chaltén.

Clique para abrir maior. Crédito da imagem: http://www.southroad.com.ar/images/MAPAS/chalten.jpg

Como no verão anoitece mais tarde (21h ou 22h), minha primeira trilha foi para a Laguna Torre. Essa trilha leva cerca de 6 a 9 horas ida e volta, são 18 km (com altimetria de 200 m), mas ela não tem grandes subidas. Portanto, a dificuldade dessa trilha é a distância, e no geral seu nível é moderado. De alguns pontos do caminho você talvez aviste o Fitz Roy, o Cerro Torre e outras montanhas. As paisagens com o rio Fitz Roy também são muito bonitas.

Início da trilha para a Laguna de Los Tres entrando pela Hostería El Pilar

Trilha para a Laguna de Los Tres: Glaciar Piedras Blancas

Trilha para a Laguna de Los Tres: Glaciar Piedras Blancas

Quando cheguei na Laguna Torre o local estava tomado por um intenso vento patagônico! (Te juro, comprei até uma camiseta na cidade escrito Mucho Viento.) Ventava a ponto de eu precisar me agachar para não perder o equilíbrio. Inclusive, acabei perdendo meus óculos numa distração ao virar o rosto no sentido do vento. Apesar do vento, a laguna é belíssima. Ao fundo, há um glaciar, que desprende pequenos icebergs pelo lago. Alguns deles param na prainha que o lago forma. É possível caminhar pela lateral do lago para avistar melhor o glaciar de um mirante, o Mirador Maestri, mas pelo excesso de vento resolvi não arriscar. O Cerro Torre estava encoberto de nuvens, mas mesmo assim a paisagem era muito bonita! (É engraçado que o vento estava só na Laguna Torre, saindo de lá não ventava na trilha.) Perto da Laguna Torre está o Acampamento De Agostine.

No caminho da Laguna de Los Tres

Trilha para a Laguna de Los Tres

Trilha para a Laguna de Los Tres

Em meu segundo dia fiz um passeio não tão tradicional. Pedi no hostel uma van que leva até o Lago del Desierto, a 37 km de El Chaltén. No caminho há uma linda paisagem do Rio de Las Vueltas. A van tem alguns horários de retorno e é necessário combinar com o motorista em qual dos horários ele deve voltar para te buscar.

Trilha para a Laguna de Los Tres: passe 1 por vez

Trilha para a Laguna de Los Tres: agora vem a parte mais puxada

Trilha para a Laguna de Los Tres: subiiiindo!

Chegando lá há muitas opções de passeios. Pode-se fazer algumas trilhas ao redor do lago. Também há passeios de barco. Porém, apesar de eu caminhar um curto trecho ao redor do lado, o que me atraiu foi a trilha ao Glaciar Huemul. São cerca de 45 minutos de ida (uns 2 km com subidas). Há uma pequena taxa de ingresso ao local, pois fica em propriedade privada. Chegando ao Glaciar fui surpreendida com um incrível lago azul turquesa aos pés dele, é realmente muito bonito e indico a todos que façam essa trilha. Neste link há um mapa do lado direito da página que mostra bem o percurso de van até o Lago del Desierto e a trilha ao Glaciar Huemul. O mapa também mostra os campings espalhados pelo parque.

Trilha para a Laguna de Los Tres: quase lá!

Laguna de Los Tres: cheguei!

A incrível Laguna de Los Tres

Em meu terceiro dia segui para a trilha mais esperada de todas: o trekking à Laguna de Los Tres, na base do Cerro Fitz Roy. Existem dois caminhos para fazer essa trilha: um partindo da Avenida San Martin, em El Chaltén, e você vai e volta pelo mesmo lugar; e outro partindo da Hostería El Pilar. Nesta opção (a que eu fiz), você pega uma van (que pedi em minha hospedagem) até a Hostería El Pilar (a 14 km de El Chaltén, no mesmo caminho para o Lago del Desierto) e inicia a trilha de lá, e aí sim retorna pelo caminho até a Avenida San Martin. Dessa maneira, a trilha acaba sendo circular, um pouquinho mais curta, e você não precisa passar duas vezes pelo mesmo local, vendo assim paisagens diferentes o tempo todo. Além disso, o trecho da volta acaba sendo uma descida, e a trilha, no total, tem bem menos subidas. Você pode visualizar isso no mapa que postei acima (trechos I, D, C e B).

Laguna de Los Tres: um azul incrível

Laguna de Los Tres: neve ao lado

Laguna de Los Tres: dá pra brincar na neve ao lado

O caminho ida e volta tem cerca de 19 km, demora cerca de 10 horas e é mais cansativo que a trilha para a Laguna Torre que fiz no primeiro dia, pois a altimetria já é de 700 metros, comparada a 200 metros da Laguna Torre. Vamos dizer que é nível moderado para difícil, mas acho que não é necessário ser um atleta para fazer. Não sou sedentária, mas também não tenho um condicionamento excelente e com calma cheguei.

Laguna de Los Tres: não é Photoshop!

Laguna de Los Tres: to maravilhada!

Laguna de Los Tres: um dos lugares mais lindos que já visitei

Partindo da Hostería El Pilar, você passará por um bosque e caminhará até o mirante ao Glaciar Piedras Blancas. É possível desviar a rota e ir até ele, mas eu não quis arriscar o tempo total disponível e segui adiante. Depois a mata abre e já dá pra ver as montanhas ao longe. Você passa pelo acampamento Poincenot (veja no mapa), então se quisesse ver o nascer do sol na Laguna de Los Tres poderia acampar por lá. Em seguida há uma pequena ponte pelo rio Blanco, numa belíssima paisagem. O trecho final é o mais íngreme, com 450 metros de desnível, mas parando para descansar se chega bem. Essa subida leva cerca de 1 hora e tem algumas pedras soltas. Porém, eu ressalto que não desista! Chegando ao topo você terá uma visão devastadora da belíssima laguna azulada com o Fitz Roy bem acima! É um lugar único no mundo!

Laguna de Los Tres: tem que ir embora?

Laguna de Los Tres: pena que a água é super gelada

Laguna de Los Tres: tem que ir embora?

Na volta ainda passei pela Laguna Capri, onde há outro acampamento. O último trecho, que leva até El Chaltén, é de uma descida mais íngreme. Para quem sofre com a descida por causa dos joelhos é interessante usar um bastão de caminhadas. Se eu não tivesse iniciado pela Hostería El Pilar, esse trecho final seria uma subida um pouco chata de se fazer na ida, por isso escolhi o percurso contrário. No geral, apesar de ser uma trilha mais cansativa, vale cada segundo na Laguna de Los Tres.

Trilha voltando da Laguna de Los Tres

Trilha voltando da Laguna de Los Tres: Laguna Capri

Trilha voltando da Laguna de Los Tres: Laguna Capri

Em meu último dia fiz uma trilha mais leve para descansar do dia anterior. Caminhei 6 km ida e volta em reta (também no mesmo caminho que vai para o Lago del Desierto) para o Chorrillo del Salto, uma linda cachoeira com seus 20 metros de altura. Daria também para ir de carro ou de bicicleta.

Trilha voltando da Laguna de Los Tres: Río de Las Vueltas

Chegando de volta em EL Chaltén

Fim da trilha para a Laguna de Los Tres (ou início se você começar por aí)

Há muitas outras trilhas e passeios que não fiz. Por exemplo, é possível fazer um ice trekking no Glaciar Viedma, que parece ser muito interessante. A agência que opera esse passeio é a Patagonia Aventura. Também não fiz uma trilha que parece belíssima, a Loma del Pliegue Tumbado. Ela tem 17 km e eu precisaria de um outro dia inteiro na região. Algumas trilhas de nível fácil: Miradores Las Cóndores y Las Águilas, Mirador Cascada Margarita, Cañadón del Río de Las Vueltas. Há também a trilha a Piedra del Fraile, de 2 a 4 horas. Também tem as caminhadas no Lago del Desierto que não fiz, assim como travessias de vários dias, que podem precisar de guia. Veja os descritivos das atividades neste link e os descritivos das caminhadas em si neste link.

Trilha para Chorrillo del Salto

Chorrillo del Salto

Chorrillo del Salto, uma bela cachoeira

Com tantas atividades com certeza tenho motivos para voltar a El Chaltén e apreciar tantas paisagens maravilhosas e caminhadas incríveis na região. Recomendo a todos que amam caminhadas e belas paisagens que visitem essa joia da Patagônia!

Chorrillo del Salto, super gelada

No meu post sobre a ilha grega Zakynthos dei uma visão geral de como é a divisão das ilhas gregas e algumas de suas características (e sugiro que dê uma lida para clarear a geografia da região). Agora vou falar sobre uma das mais famosas ilhas Cíclades: a charmosa Santorini.

O ferry boat mais parece um navio de cruzeiro

Chegando em Santorini

Não parece uma camada de glacê num bolo?

Santorini povoa o nosso imaginário com aquelas famosas casinhas brancas, com detalhes em azul, e um dos mais famosos pores do sol do mundo! E eu garanto, é tudo encantador!

Quando ir? Como na outra postagem, continuo indicando o verão ou meses próximos como ótimas épocas para conhecer as ilhas gregas, ou seja, de maio a outubro.

Passeando em Fira

Porto de Fira

Visual de Fira

Há duas formas de se chegar à ilha: de avião e de ferry boat.

De avião, pode-se consultar as viações: Aegean Air, Olympic Air, Ryanair e EasyJet, dentre outras.

Passeando por Fira

Fira é muito incrível!

Por do sol em Fira

Como para as ilhas Jônicas eu fui de avião, resolvi fazer o trecho de Atenas a Santorini de ferry boat. Há muitas empresas que vendem esse percurso. Para cotar e comprar, caso você saia de Atenas, como eu, deve colocar Piraeus na busca, que é o porto da cidade. Comprei minhas passagens com a Greek Ferries, mas existem muitas opções, como Blue Star Ferries, Ferries-booking, Paleologos, Anek, Ferries.gr, Danae, Hellenic Sea Ways e outras.

Magnífico por do sol em Fira

Teleférico para descer ao porto em Fira

Vulcão Nea Kameni

Ao chegar em Atenas, precisei passar na agência para trocar o voucher da compra pela passagem em si. O dia de embarcar é a maior animação, pois é uma multidão de gregos e turistas, carros e pessoas a pé, e vários ferries que mais parecem navios de cruzeiro. (Um parêntese aqui: os gregos são como os italianos no seu modo “enérgico” de ser! Aqui um vídeo engraçado mostrando um pouco). São cerca de 7h de viagem de Atenas a Santorini, mas no ferry tem Wi-Fi, restaurante, lanchonete, lojas, caixas eletrônicos, mais parece um shopping! Além de uma bela vista pro mar do lado de fora!

Vulcão Nea Kameni

Isso amarelo é enxofre, e veja também o vapor

Caminho pelo vulcão Nea Kameni

Chegando em Santorini você já vai se deliciar com as casinhas brancas em cima das encostas, mais parecendo uma camada de glacê cobrindo um bolo!

Santorini foi formada por uma enorme erupção e, inclusive, a paisagem da ilha em frente a Fira (ou Thira), capital de Santorini, é chamada de Caldeira. O centro da ilha foi destruído pela erupção, e a cratera do vulcão hoje está encoberta pela água. O vulcão anda hoje é ativo, mas é extremamente monitorado (não tenha medo!), e sua última explosão foi em 1959! Em 1600 a.C., a maior erupção de todas enterrou uma vila inteira na lava.

Trilhazinha no vulcão Nea Kameni

Portinho do vulcão Nea Kameni

Escadaria para subir a Oía

O fato de ser uma ilha vulcânica, então, é o que deixa, apesar de a água ser super transparente, o visual das praias “escuro”. Pois para termos um mar de tom turquesa, é preciso areia branca debaixo, como nas ilhas Jônicas (vide Zakynthos). O solo vulcânico (de areia e pedrinhas escuras) de Santorini deixa as praias escuras também, apesar da água transparentíssima.

Porto de Amoudi Bay, acima de Oía

Finalmente, Oía

Uma das muitas igrejas em Santorini

Quando cheguei a Santorini de ferry boat logo havia várias empresas oferecendo transfer na saída da balsa, e foi bem fácil ir para minha hospedagem. Fiquei hospedada na região de Fira, mas não na parte histórica, mas numa área mais central. Isso quer dizer que é uma parte mais comum, com ruas e casas normais, e as sonhadas casinhas brancas ficam mais nas bordas da ilha.

Vista de Oía

Vista mais clássica de Oía

A vista mais linda de Santorini

A maioria dos visitantes permanece em Santorini por 2 a 4 dias. Fiquei 2 dias inteiros em Santorini, e mais metade do primeiro dia e metade do quarto dia. No mapa abaixo dá para ter uma ideia das regiões que vou comentar neste relato:

Clique para aumentar. Mapa com os pontos comentados e outros. Fonte: http://www.emmanouelastudios-santorini.com/wp-content/uploads/2011/01/santorini-map-island.jpg

Caminhei até a parte turística de Fira, e em meu primeiro dia fiz uma das coisas mais gostosas de se fazer em Santorini: passear pelas estreitas ruazinhas admirando cada detalhe das casinhas brancas, olhar as lojinhas, restaurantes, bares, se perder pelos labirintos de Fira. Isso sem contar as vistas de tirar o fôlego para o mar. No fim da tarde já aproveitei um maravilhoso por do sol visto de Fira. Eu não visitei, mas quem gosta de história deve conhecer o Museu Pré-histórico de Fira.

Encantada com Oía

Oía

Lá na frente está o disputado castelo para ver o por do sol

No dia seguinte, foi a hora de fazer o passeio de barco para conhecer o vulcão Nea Kameni. Alguns desses passeios param na ilha de Thirasia também, para as pessoas aproveitarem a praia. Alguns param nas Hot Springs, regiões onde, pela proximidade do vulcão, a água é mais quente. E eu escolhi um passeio que para no vulcão e depois segue para o por do sol mais famoso de Santorini, em Oía (pronuncia-se “ía”). Há várias agências oferecendo o passeio, que sai do porto de Fira (na faixa de 20 euros). Para acessar o barco, você pode descer de teleférico (uns 4 euros) ou a pé.

Ruazinhas charmosas de Santorini

Lá na frente está o disputado castelo para ver o por do sol

Finalmente, o esperado por do sol em Oía

Achei o passeio ao vulcão super interessante, é daqueles lugares que se parecem com a superfície da lua. Algumas pessoas não gostam desse tipo de passeio, acham turístico demais. Porém, eu adoro um vulcão e não perderia a oportunidade! Chegando ao vulcão, você subirá por uma espécie de trilha demarcada por algo que já foi lava um dia, e hoje é uma espécie de areia vulcânica. Algumas pessoas preferem estar de tênis para essa caminhada, por causa do calor dessa areia. Chegando lá em cima, pode-se sentir o cheiro de enxofre e ver um pouco de vapor saindo nas encostas da cratera principal.

As casinhas mudam de cor conforme o sol baixa

Por do sol deslumbrante

Voltando ao barco, ele seguiu para o esperado por do sol em Oía, que fica na parte norte de Santorini. Após atracar no porto de Amoudi Bay, há uma subida íngreme, porém não muito longa, para acessar as casas. Recomendo que suba tranquilamente a pé sim! Isso porque algumas pessoas sobem no lombo de pobres burrinhos, o que não indico em hipótese alguma.

Um dos pores do sol mais lindos do mundo

Visual incrível do sol se pondo em Oía

Primeiro passeei pelas ruazinhas de Oía, todas um encanto! Parecia que estava num filme! Em Oía estão as mais clássicas fotos das casinhas brancas e das igrejas com seus tetos azuis. Para quem gosta de fotografia é um prato cheio! Aproveite, você estará em um dos lugares com as melhores vistas de por do sol do mundo! Para esse momento, algumas pessoas preferem procurar restaurantes para ver o sol baixar, mas o lugar mais concorrido é uma espécie de castelo. Como quis ver do castelo, precisei chegar umas 2 horas antes do por do sol para ter um dos melhores lugares para avistar, fica lotado! Se quiser ver do castelo, então, recomendo que faça o mesmo, chegue cedo para pegar um bom lugar. Foi imperdível esse por do sol, quase bati palmas quando acabou!

Praia de Perissa

Praia de Perissa

Oía fica a 11 km de Fira. Após o por do sol, peguei um ônibus para retornar a Fira. Falando sobre locomoção em Santorini, muitas pessoas alugam carro, ou scooter, ou quadriciclo. Porém, eu que viajo do modo mais econômico possível não achei muito necessário, pois o sistema de ônibus público na ilha funciona muito bem. A passagem estava na faixa de 2 euros e em todos os dias que permaneci em Santorini não fiquei mais de 15 minutos esperando por um ônibus. O eficiente transporte me levou até todos os cantos da ilha que quis ir.

Praia de Perissa

Sítio arqueológico de Akrotiri

No dia seguinte fui conhecer a praia de Perissa. A cor da água é muito bonita, mas as pedrinhas acinzentadas escondem um pouco.

Depois segui para o sítio arqueológico de Akrotiri, na parte sul da ilha, a cerca de 9 km de Fira. Lembra que eu falei do povoado que foi enterrado pela erupção em 1600 a.C.? Pois então, esse local está muito bem preservado, e foi até construído um telhado para abrigar essa área, que virou um museu, com uma ótima estrutura. Parecia que eu estava caminhando na antiga civilização. O ingresso foi mais ou menos 12 euros.

Sítio arqueológico de Akrotiri

Red Beach

Após a visita segui para a Red Beach, a 1 km de Akrotiri. A paisagem da praia é bem exótica, com suas falésias avermelhadas (daí o nome). Algumas pessoas me alertaram para tomar cuidado com as pedras dos penhascos, que podem rolar lá de cima, mas parecia bem tranquilo. Em vez de areia a praia é composta de pequenas pedrinhas, de modo que é impossível andar descalço. As praias de Santorini em geral têm estrutura de cadeiras de praia com seus guarda-sóis. De lá havia passeio de barco para a White Beach e a Black Beach por 5 euros, mas acabei indo a pé para outra praia próxima, a praia de Akrotiri.

Red Beach

Red Beach: olha a “areia”

Outras praias de Santorini são as praias de Kamari e Vlichada, que não visitei. E próximo há as ruínas da antiga Thira, no topo do morro Mesa Vouno, um local que além das ruínas parece oferecer uma excelente vista. Outro passeio que não fiz foi visitar as vinícolas de Santorini.

Red Beach

Pedrinhas em vez de areia na praia

Algo que também poderia ser bem agradável é caminhar entre algumas vilas da ilha. Por exemplo, caminhar de Fira até Imerovigli, e assim passar por muitas encostas bem fotogênicas.

Praia de Akrotiri

Praia de Akrotiri

Santorini é um dos lugares mais fotogênicos do mundo, e com certeza você deve colocar na sua lista de lugares imperdíveis para se visitar, ainda mais se você curte um belo por do sol! Santorini é um lugar que nunca vou esquecer!

Quem nunca sonhou com a famosa costa dos corais do mar em Maragogi? O litoral alagoano conta com algumas das mais belas faixas de areia do Brasil, o que faz esse destino ser chamado de “caribe brasileiro”.

Neste relato darei o exemplo de como foi a minha viagem para lá, mas lembre-se de que Maragogi realmente pode ser encaixado em muitos roteiros diferentes, o que não falta nos arredores é paraíso!

A melhor época para visitar é sempre o verão, pois historicamente nos meses de abril a agosto os índices de chuva são maiores e a água pode estar mais escura.

Piscinas naturais em Maragogi

Piscinas naturais em Maragogi

Localizada a 130 km de Maceió e a 136 km de Recife, a cidade permite diversas possibilidades de roteiro tanto saindo de uma capital quanto de outra. Portanto, o planejamento de como chegar partirá do sentido do qual estiver vindo. Essa questão pode ser decidida de acordo com os preços de passagens aéreas (se não for uma viagem por terra pelo Nordeste) para Recife ou Maceió.

Piscinas naturais em Maragogi: explorando com o snorkel

Flutuando pelas piscinas naturais em Maragogi

Quem quiser pode aproveitar para passear por uma dessas capitais. Em meu roteiro cheguei por Maceió, mas fui direto para Maragogi, pois tinha apenas 5 dias na região e queria conhecer o máximo possível.

Clicado nas piscinas naturais em Maragogi

Praia de Antunes, em Maragogi

Como chegar? Você pode chegar a Maragogi (tanto de Recife quanto de Maceió) alugando um carro, de ônibus ou com um transfer de agência.

Praia de Antunes, em Maragogi

Praia de Ponta do Mangue, em Maragogi

Algumas agências que oferecem esse serviço são a Costa Azul, Corais do Maragogi, Maragogi Receptivos, Transtur, Valtur Maragogi, Maragotur, Caribe Nordestino, Green Martur, Costeira Executive Tur, EJ Tour Maragogi, Jangadeiros Viagens e Turismo, MaragoGilson Tur, Azulmar Turismo e KR Viagens e Turismo. Todas essas agências oferecem também os passeios pela região.

Praia de Ponta do Mangue, em Maragogi

Passeio pelas praias de Maragogi com o Buggy Rosa

Se você puder, uma ótima opção é alugar um carro, e assim não depender de agência. Assim pode fazer os passeios em seu ritmo e muitas vezes baratear a viagem se estiver em mais de uma pessoa, já que todos os lugares podem ser acessados por carro.

Curtindo o passeio pelas praias de Maragogi com o Buggy Rosa

Passeio pelas praias de Maragogi com o Buggy Rosa

Outra maneira de chegar a Maragogi é de ônibus, com a Real Alagoas. Essa tinha sido a opção que escolhi, mas quando desembarquei em Maceió havia muitos taxistas esperando clientes e consegui um bom preço na hora dividindo com outros turistas que chegavam e também tinham Maragogi como destino.

Passeio pelas praias de Maragogi com o Buggy Rosa

Flutuação em São Miguel dos Milagres

Algumas pessoas dormem em Maceió e fazem apenas um bate-volta para Maragogi. Eu escolhi Maragogi como base, e além de visitar esse local também fui a Porto de Galinhas, Carneiros e São Miguel dos Milagres. Outra opção de local mais tranquilo é dormir na praia de Japaratinga, a 13 km de Maragogi. Uma hospedagem muito agradável em Maragogi é a Sol Hostel & Pousada Maragogi (contato e contato).

São Miguel dos Milagres

A beleza de São Miguel dos Milagres

O principal passeio da cidade são as galés, as piscinas naturais de Maragogi. A saída ocorre em frente ao hotel Salinas Maragogi. Porém, existem outras piscinas naturais chamadas de taocas, e saem da praia de Maragogi e também as piscinas de Barra Grande, na praia de Barra Grande.

Aproveitando São Miguel dos Milagres

Porto de Galinhas

Esses passeios de flutuação nas piscinas naturais só podem ser feitos quando a maré está baixa, por isso é importante consultar a tábua de marés para se programar. Para que entenda, para o passeio ocorrer é preciso que ela esteja entre 0.0 e 0.6. O ideal é consultar no site da marinha diretamente, mas pode verificar também neste site e neste site. Para garantir, consulte qualquer agência de Maragogi que ela dará as orientações de horário de saída de barcos (na rua principal da cidade há muitas agências e os valores são bem variados – de R$ 65,00 a R$ 115,00).

Passeio de jangada em Porto de Galinhas

Passeio de jangada em Porto de Galinhas

O percurso de barco até as galés é de 6 km. Eu realmente fiquei na dúvida se fui nas galés ou nas taocas, mas pelo que pesquisei ficam bem próximas e são todas igualmente lindas. O passeio dura mais ou menos 2 horas. Nesse tipo de passeio eu costumo levar meu próprio snorkel por questões higiênicas, mas é possível alugar um na hora.

Corais em Porto de Galinhas

Corais em Porto de Galinhas formam piscinas naturais

Chegando lá você terá uma inesquecível piscina azul esverdeada, rasa, e a diversão é garantida ao nadar entre os corais procurando peixinhos! No local também é oferecido um mergulho com cilindro, mas não achei que valia a pena, pois as piscinas são rasas.

Piscina natural em Porto de Galinhas

Brincando de snorkel em Porto de Galinhas

Como consegui visitar as piscinas bem cedo, na parte da tarde fui conhecer as praias próximas da região: Maragogi, Barra Grande, Xaréu (apelidada como praia da Bruna, pois a Bruna Lombardi visitou o local), Dourado, Camacho, Burgalhau, São Bento, Peroba, Ponta do Mangue e Antunes. Na verdade, primeiro visitei as três últimas dessa lista, peguei um táxi na rua principal e 5 minutos depois havia chegado. A praia de Antunes é a mais maravilhosa em minha opinião!

Brincando de snorkel em Porto de Galinhas

Passeio de buggy em Porto de Galinhas

Depois, retornei ao local num passeio mais longo, com o famoso Buggy Rosa, que faz um passeio por 7 praias indo pela areia, até Peroba. O Buggy Rosa é da pousada que indiquei antes, a Sol & Mar. Passear de buggy pelas praias é muito divertido e dá uma visão geral delas, pois depois é possível ficar mais nas suas preferidas. A praia do centrinho de Maragogi é a menos cristalina. Você também pode procurar a Associação de Bugueiros de Maragogi se não quiser o Buggy Rosa.

Só esses dois passeios que citei já valem dormir na região, e não visitar por meio de um bate-volta!

Praia de Muro Alto em Porto de Galinhas (a barreira de corais parece formar um muro, represando a água)

Praia de Carneiros e sua famosa igrejinha

Em outro dia fiz um bate-volta a São Miguel dos Milagres. Como estava sem carro, fechei meus passeios com a agência Costa Azul. A praia em São Miguel dos Milagres também é muito bonita e lá também pude fazer um passeio de barco para um ponto no mar com piscinas naturais. São Miguel dos Milagres também é ótima para fazer aquelas clássicas fotos com coqueiros e o mar ao fundo. Às vezes esse roteiro inclui também a famosa Porto de Pedras e sua Associação peixe-boi. Como fui em alta temporada não consegui reservar essa visita, mas soube que é um passeio de barco num rio de Porto de Pedras onde se avistam os peixes-bois, parece ser interessante.

A famosa igrejinha da praia de Carneiros

Praia de Carneiros: a igrejinha é um charme!

No dia seguinte visitei Porto de Galinhas. Achei a vila bem charmosa, com seus muitos restaurantes e lojinhas, além das engraçadas esculturas de galinhas. O passeio mais clássico lá é uma jangada que leva até os corais e as piscinas naturais. Dizem que uma delas se parece com o formato do mapa do Brasil. Achei esse passeio um pouco “muvucado”, havia muitas jangadas e uma enorme fila de pessoas para embarcar. Mas o visual das jangadas é bem bonito. Depois encontrei um bugueiro para fazer um passeio pelas praias de lá. O destaque foi a praia de Muro Alto, onde a barreira de corais parecia formar um “muro”, represando assim a água e deixando o mar uma piscina! No geral, achei Porto de Galinhas meio turístico demais.

Praia de Carneiros

Praia de Carneiros também é linda

Praia de Carneiros rende ótimas fotos de coqueiros

No próximo dia visitei a famosa praia de Carneiros. A clássica igrejinha na areia é a coisa mais charmosa do mundo, e torna o local encantador! Fora isso a cor da água também é muito bonita!

Essa região da Costa dos Corais também é conhecida como Rota Ecológica, e possui muito mais atrativos do que relatei aqui, mas como eu tinha 5 dias e optei por não ir com carro, esse roteiro foi a melhor escolha para mim. Este texto fica como base para planejamentos pela região, possibilitando aos viajantes retirar ou acrescentar lugares desse paraíso que é a região de Alagoas e Pernambuco.

Clique para abrir maior. Mapa das praias deste relato. Fonte: http://www.maragogionline.com.br/images/mapaG.jpg