Você sabia que a Argentina tem uma cidade tão boa para trekking e “paisagens patagônicas” quanto o exuberante Parque Nacional Torres del Paine (veja meu relato sobre o TDP), na Patagônia chilena? Se você ama trilhas não deixe de conhecer El Chaltén, a capital do trekking da Argentina.

Fundada em 1985, El Chaltén é uma cidade recente, e não chega a ter 1.000 habitantes, sendo que no inverno muitos deixam a região.

Chegando em El Chaltén

Início da trilha a Laguna Torre

A pequenina cidade fica dentro do Parque Nacional Los Glaciares (este outro site mostra outros parques da Argentina também), que compreende também o belíssimo glaciar Perito Moreno, na cidade de El Calafate. O Parque Nacional Los Glaciares foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco em 1981.

Trilha para a Laguna Torre: bem sinalizada

Trilha para a Laguna Torre: Mirador del Cerro Torre

Trilha para a Laguna Torre: como podem ver, o Cerro Torre está sempre encoberto

Ele tem esse nome por causa dos numerosos glaciares no grande “Campo de Hielo Patagónico”, o segundo maior campo de gelo do mundo (o primeiro é a Antártida). Esse “Hielo Continental Patagónico” alimenta 47 glaciares maiores e mais de 200 menores, sendo que o degelo originou o Lago Argentino e o Lago Viedma.

A melhor época para visitar é de novembro a março, pois abril é dito um mês mais chuvoso e de maio a outubro muitas trilhas podem estar fechadas por excesso de neve.

Trilha para a Laguna Torre: rio Fitz Roy

Laguna Torre: veja que o vento chega a formar ondas!

Laguna Torre: os icebergs do glaciar se desprendem e param na praia

Como chegar?

A maioria das pessoas visita El Chaltén vindo de ônibus de El Calafate, e comigo não foi diferente. El Calafate será tema de outro relato. A cidade de El Calafate conta com aeroporto, por onde cheguei. Porém, o terminal rodoviário da cidade também recebe ônibus de outros lugares da Patagônia.

Como eu ia passar uns 2 dias em El Calafate, comprei minha passagem de ônibus para EL Chaltén pessoalmente, porém, assim que cheguei na cidade.

Laguna Torre: o glaciar está lá no fundo

Trilha para a Laguna Torre: rio Fitz Roy

Olha como El Chaltén é pequenininha!

Se quiser garantir, é possível comprar pela internet. No site Plataforma 10 você pode consultar os horários e preços para se planejar e também comprar as passagens. Esse site reúne passagens rodoviárias de várias empresas, como Taqsa, Caltur e Chalten Travel, mas você também pode comprar sua passagem diretamente nos sites dessas empresas. Eu comprei minha passagem pela Caltur.

Rua principal de El Chaltén

Trilha para o Glaciar Huemul: parece de terror!

Chegada ao Glaciar Huemul

Além dos ônibus, há transportes privados também, como Las Lengas, Todo Calafate e Walk Patagonia.

El Chaltén fica a 215 km de El Calafate, e a viagem dura 3 horas. Como a cidade é bem pequena, é interessante reservar sua hospedagem previamente. Eu me hospedei no Patagonia Hostel, mas há muitas opções, desde hotéis até campings.

Glaciar Huemul

Glaciar Huemul: eu juro que não editei essas cores!

Glaciar Huemul: um azul fantástico

É interessante também levar dinheiro vivo, pois não há caixas eletrônicos em El Chaltén e, por causa dos famosos ventos patagônicos, nem sempre as maquininhas de cartão de crédito estão funcionando. Na cidade há diversas opções de restaurantes e alguns mercados. Também por causa dos ventos patagônicos nem sempre a internet funciona bem.

Quantos dias passar em El Chaltén? Eu indico de 4 a 5 dias, há muitas trilhas de beleza cênica!

A geleira ao fundo no lago Huemul

Subi numa lateral da formação para admirar o lago Huemul

Lago Huemul: vista de uma das paredes laterais

Leve roupas para trekking (ressalto a importância de um corta-vento), bastões de caminhada (às vezes até para te ajudar a se equilibrar caso os ventos patagônicos estejam fortes) e tênis confortáveis para andar bastante.

Lago Huemul: sim, essa cor é verdadeira!

Trilha ao Glaciar Huemul: rostos de filme de terror

Lago del Desierto

Considero El Chaltén um excelente custo-benefício para trilheiros, pois, diferente de Torres del Paine, não há custo de entrada no parque, e a cidade já é o ponto inicial de quase todas as trilhas. Ou seja, não é necessário pegar ainda outro transporte para chegar à maioria dos passeios.

Lago del Desierto

Río de las Vueltas

Início da trilha para a Laguna de Los Tres entrando pela Hostería El Pilar

Todas as trilhas são autoguiadas, bem sinalizadas com placas e, chegando na cidade, você retira um mapa de todas elas no centro de visitantes. Se estiver com sorte, já na entrada da cidade avistará o Fitz Roy, que é o cartão-postal da região. Lembre-se de levar água e lanchinhos de trilha em suas caminhadas. Este site mostra todas as opções de trilhas, bem como distâncias, e outros passeios. Segue um mapa das trilhas de El Chaltén.

Clique para abrir maior. Crédito da imagem: http://www.southroad.com.ar/images/MAPAS/chalten.jpg

Como no verão anoitece mais tarde (21h ou 22h), minha primeira trilha foi para a Laguna Torre. Essa trilha leva cerca de 6 a 9 horas ida e volta, são 18 km (com altimetria de 200 m), mas ela não tem grandes subidas. Portanto, a dificuldade dessa trilha é a distância, e no geral seu nível é moderado. De alguns pontos do caminho você talvez aviste o Fitz Roy, o Cerro Torre e outras montanhas. As paisagens com o rio Fitz Roy também são muito bonitas.

Início da trilha para a Laguna de Los Tres entrando pela Hostería El Pilar

Trilha para a Laguna de Los Tres: Glaciar Piedras Blancas

Trilha para a Laguna de Los Tres: Glaciar Piedras Blancas

Quando cheguei na Laguna Torre o local estava tomado por um intenso vento patagônico! (Te juro, comprei até uma camiseta na cidade escrito Mucho Viento.) Ventava a ponto de eu precisar me agachar para não perder o equilíbrio. Inclusive, acabei perdendo meus óculos numa distração ao virar o rosto no sentido do vento. Apesar do vento, a laguna é belíssima. Ao fundo, há um glaciar, que desprende pequenos icebergs pelo lago. Alguns deles param na prainha que o lago forma. É possível caminhar pela lateral do lago para avistar melhor o glaciar de um mirante, o Mirador Maestri, mas pelo excesso de vento resolvi não arriscar. O Cerro Torre estava encoberto de nuvens, mas mesmo assim a paisagem era muito bonita! (É engraçado que o vento estava só na Laguna Torre, saindo de lá não ventava na trilha.) Perto da Laguna Torre está o Acampamento De Agostine.

No caminho da Laguna de Los Tres

Trilha para a Laguna de Los Tres

Trilha para a Laguna de Los Tres

Em meu segundo dia fiz um passeio não tão tradicional. Pedi no hostel uma van que leva até o Lago del Desierto, a 37 km de El Chaltén. No caminho há uma linda paisagem do Rio de Las Vueltas. A van tem alguns horários de retorno e é necessário combinar com o motorista em qual dos horários ele deve voltar para te buscar.

Trilha para a Laguna de Los Tres: passe 1 por vez

Trilha para a Laguna de Los Tres: agora vem a parte mais puxada

Trilha para a Laguna de Los Tres: subiiiindo!

Chegando lá há muitas opções de passeios. Pode-se fazer algumas trilhas ao redor do lago. Também há passeios de barco. Porém, apesar de eu caminhar um curto trecho ao redor do lado, o que me atraiu foi a trilha ao Glaciar Huemul. São cerca de 45 minutos de ida (uns 2 km com subidas). Há uma pequena taxa de ingresso ao local, pois fica em propriedade privada. Chegando ao Glaciar fui surpreendida com um incrível lago azul turquesa aos pés dele, é realmente muito bonito e indico a todos que façam essa trilha. Neste link há um mapa do lado direito da página que mostra bem o percurso de van até o Lago del Desierto e a trilha ao Glaciar Huemul. O mapa também mostra os campings espalhados pelo parque.

Trilha para a Laguna de Los Tres: quase lá!

Laguna de Los Tres: cheguei!

A incrível Laguna de Los Tres

Em meu terceiro dia segui para a trilha mais esperada de todas: o trekking à Laguna de Los Tres, na base do Cerro Fitz Roy. Existem dois caminhos para fazer essa trilha: um partindo da Avenida San Martin, em El Chaltén, e você vai e volta pelo mesmo lugar; e outro partindo da Hostería El Pilar. Nesta opção (a que eu fiz), você pega uma van (que pedi em minha hospedagem) até a Hostería El Pilar (a 14 km de El Chaltén, no mesmo caminho para o Lago del Desierto) e inicia a trilha de lá, e aí sim retorna pelo caminho até a Avenida San Martin. Dessa maneira, a trilha acaba sendo circular, um pouquinho mais curta, e você não precisa passar duas vezes pelo mesmo local, vendo assim paisagens diferentes o tempo todo. Além disso, o trecho da volta acaba sendo uma descida, e a trilha, no total, tem bem menos subidas. Você pode visualizar isso no mapa que postei acima (trechos I, D, C e B).

Laguna de Los Tres: um azul incrível

Laguna de Los Tres: neve ao lado

Laguna de Los Tres: dá pra brincar na neve ao lado

O caminho ida e volta tem cerca de 19 km, demora cerca de 10 horas e é mais cansativo que a trilha para a Laguna Torre que fiz no primeiro dia, pois a altimetria já é de 700 metros, comparada a 200 metros da Laguna Torre. Vamos dizer que é nível moderado para difícil, mas acho que não é necessário ser um atleta para fazer. Não sou sedentária, mas também não tenho um condicionamento excelente e com calma cheguei.

Laguna de Los Tres: não é Photoshop!

Laguna de Los Tres: to maravilhada!

Laguna de Los Tres: um dos lugares mais lindos que já visitei

Partindo da Hostería El Pilar, você passará por um bosque e caminhará até o mirante ao Glaciar Piedras Blancas. É possível desviar a rota e ir até ele, mas eu não quis arriscar o tempo total disponível e segui adiante. Depois a mata abre e já dá pra ver as montanhas ao longe. Você passa pelo acampamento Poincenot (veja no mapa), então se quisesse ver o nascer do sol na Laguna de Los Tres poderia acampar por lá. Em seguida há uma pequena ponte pelo rio Blanco, numa belíssima paisagem. O trecho final é o mais íngreme, com 450 metros de desnível, mas parando para descansar se chega bem. Essa subida leva cerca de 1 hora e tem algumas pedras soltas. Porém, eu ressalto que não desista! Chegando ao topo você terá uma visão devastadora da belíssima laguna azulada com o Fitz Roy bem acima! É um lugar único no mundo!

Laguna de Los Tres: tem que ir embora?

Laguna de Los Tres: pena que a água é super gelada

Laguna de Los Tres: tem que ir embora?

Na volta ainda passei pela Laguna Capri, onde há outro acampamento. O último trecho, que leva até El Chaltén, é de uma descida mais íngreme. Para quem sofre com a descida por causa dos joelhos é interessante usar um bastão de caminhadas. Se eu não tivesse iniciado pela Hostería El Pilar, esse trecho final seria uma subida um pouco chata de se fazer na ida, por isso escolhi o percurso contrário. No geral, apesar de ser uma trilha mais cansativa, vale cada segundo na Laguna de Los Tres.

Trilha voltando da Laguna de Los Tres

Trilha voltando da Laguna de Los Tres: Laguna Capri

Trilha voltando da Laguna de Los Tres: Laguna Capri

Em meu último dia fiz uma trilha mais leve para descansar do dia anterior. Caminhei 6 km ida e volta em reta (também no mesmo caminho que vai para o Lago del Desierto) para o Chorrillo del Salto, uma linda cachoeira com seus 20 metros de altura. Daria também para ir de carro ou de bicicleta.

Trilha voltando da Laguna de Los Tres: Río de Las Vueltas

Chegando de volta em EL Chaltén

Fim da trilha para a Laguna de Los Tres (ou início se você começar por aí)

Há muitas outras trilhas e passeios que não fiz. Por exemplo, é possível fazer um ice trekking no Glaciar Viedma, que parece ser muito interessante. A agência que opera esse passeio é a Patagonia Aventura. Também não fiz uma trilha que parece belíssima, a Loma del Pliegue Tumbado. Ela tem 17 km e eu precisaria de um outro dia inteiro na região. Algumas trilhas de nível fácil: Miradores Las Cóndores y Las Águilas, Mirador Cascada Margarita, Cañadón del Río de Las Vueltas. Há também a trilha a Piedra del Fraile, de 2 a 4 horas. Também tem as caminhadas no Lago del Desierto que não fiz, assim como travessias de vários dias, que podem precisar de guia. Veja os descritivos das atividades neste link e os descritivos das caminhadas em si neste link.

Trilha para Chorrillo del Salto

Chorrillo del Salto

Chorrillo del Salto, uma bela cachoeira

Com tantas atividades com certeza tenho motivos para voltar a El Chaltén e apreciar tantas paisagens maravilhosas e caminhadas incríveis na região. Recomendo a todos que amam caminhadas e belas paisagens que visitem essa joia da Patagônia!

Chorrillo del Salto, super gelada

No meu post sobre a ilha grega Zakynthos dei uma visão geral de como é a divisão das ilhas gregas e algumas de suas características (e sugiro que dê uma lida para clarear a geografia da região). Agora vou falar sobre uma das mais famosas ilhas Cíclades: a charmosa Santorini.

O ferry boat mais parece um navio de cruzeiro

Chegando em Santorini

Não parece uma camada de glacê num bolo?

Santorini povoa o nosso imaginário com aquelas famosas casinhas brancas, com detalhes em azul, e um dos mais famosos pores do sol do mundo! E eu garanto, é tudo encantador!

Quando ir? Como na outra postagem, continuo indicando o verão ou meses próximos como ótimas épocas para conhecer as ilhas gregas, ou seja, de maio a outubro.

Passeando em Fira

Porto de Fira

Visual de Fira

Há duas formas de se chegar à ilha: de avião e de ferry boat.

De avião, pode-se consultar as viações: Aegean Air, Olympic Air, Ryanair e EasyJet, dentre outras.

Passeando por Fira

Fira é muito incrível!

Por do sol em Fira

Como para as ilhas Jônicas eu fui de avião, resolvi fazer o trecho de Atenas a Santorini de ferry boat. Há muitas empresas que vendem esse percurso. Para cotar e comprar, caso você saia de Atenas, como eu, deve colocar Piraeus na busca, que é o porto da cidade. Comprei minhas passagens com a Greek Ferries, mas existem muitas opções, como Blue Star Ferries, Ferries-booking, Paleologos, Anek, Ferries.gr, Danae, Hellenic Sea Ways e outras.

Magnífico por do sol em Fira

Teleférico para descer ao porto em Fira

Vulcão Nea Kameni

Ao chegar em Atenas, precisei passar na agência para trocar o voucher da compra pela passagem em si. O dia de embarcar é a maior animação, pois é uma multidão de gregos e turistas, carros e pessoas a pé, e vários ferries que mais parecem navios de cruzeiro. (Um parêntese aqui: os gregos são como os italianos no seu modo “enérgico” de ser! Aqui um vídeo engraçado mostrando um pouco). São cerca de 7h de viagem de Atenas a Santorini, mas no ferry tem Wi-Fi, restaurante, lanchonete, lojas, caixas eletrônicos, mais parece um shopping! Além de uma bela vista pro mar do lado de fora!

Vulcão Nea Kameni

Isso amarelo é enxofre, e veja também o vapor

Caminho pelo vulcão Nea Kameni

Chegando em Santorini você já vai se deliciar com as casinhas brancas em cima das encostas, mais parecendo uma camada de glacê cobrindo um bolo!

Santorini foi formada por uma enorme erupção e, inclusive, a paisagem da ilha em frente a Fira (ou Thira), capital de Santorini, é chamada de Caldeira. O centro da ilha foi destruído pela erupção, e a cratera do vulcão hoje está encoberta pela água. O vulcão anda hoje é ativo, mas é extremamente monitorado (não tenha medo!), e sua última explosão foi em 1959! Em 1600 a.C., a maior erupção de todas enterrou uma vila inteira na lava.

Trilhazinha no vulcão Nea Kameni

Portinho do vulcão Nea Kameni

Escadaria para subir a Oía

O fato de ser uma ilha vulcânica, então, é o que deixa, apesar de a água ser super transparente, o visual das praias “escuro”. Pois para termos um mar de tom turquesa, é preciso areia branca debaixo, como nas ilhas Jônicas (vide Zakynthos). O solo vulcânico (de areia e pedrinhas escuras) de Santorini deixa as praias escuras também, apesar da água transparentíssima.

Porto de Amoudi Bay, acima de Oía

Finalmente, Oía

Uma das muitas igrejas em Santorini

Quando cheguei a Santorini de ferry boat logo havia várias empresas oferecendo transfer na saída da balsa, e foi bem fácil ir para minha hospedagem. Fiquei hospedada na região de Fira, mas não na parte histórica, mas numa área mais central. Isso quer dizer que é uma parte mais comum, com ruas e casas normais, e as sonhadas casinhas brancas ficam mais nas bordas da ilha.

Vista de Oía

Vista mais clássica de Oía

A vista mais linda de Santorini

A maioria dos visitantes permanece em Santorini por 2 a 4 dias. Fiquei 2 dias inteiros em Santorini, e mais metade do primeiro dia e metade do quarto dia. No mapa abaixo dá para ter uma ideia das regiões que vou comentar neste relato:

Clique para aumentar. Mapa com os pontos comentados e outros. Fonte: http://www.emmanouelastudios-santorini.com/wp-content/uploads/2011/01/santorini-map-island.jpg

Caminhei até a parte turística de Fira, e em meu primeiro dia fiz uma das coisas mais gostosas de se fazer em Santorini: passear pelas estreitas ruazinhas admirando cada detalhe das casinhas brancas, olhar as lojinhas, restaurantes, bares, se perder pelos labirintos de Fira. Isso sem contar as vistas de tirar o fôlego para o mar. No fim da tarde já aproveitei um maravilhoso por do sol visto de Fira. Eu não visitei, mas quem gosta de história deve conhecer o Museu Pré-histórico de Fira.

Encantada com Oía

Oía

Lá na frente está o disputado castelo para ver o por do sol

No dia seguinte, foi a hora de fazer o passeio de barco para conhecer o vulcão Nea Kameni. Alguns desses passeios param na ilha de Thirasia também, para as pessoas aproveitarem a praia. Alguns param nas Hot Springs, regiões onde, pela proximidade do vulcão, a água é mais quente. E eu escolhi um passeio que para no vulcão e depois segue para o por do sol mais famoso de Santorini, em Oía (pronuncia-se “ía”). Há várias agências oferecendo o passeio, que sai do porto de Fira (na faixa de 20 euros). Para acessar o barco, você pode descer de teleférico (uns 4 euros) ou a pé.

Ruazinhas charmosas de Santorini

Lá na frente está o disputado castelo para ver o por do sol

Finalmente, o esperado por do sol em Oía

Achei o passeio ao vulcão super interessante, é daqueles lugares que se parecem com a superfície da lua. Algumas pessoas não gostam desse tipo de passeio, acham turístico demais. Porém, eu adoro um vulcão e não perderia a oportunidade! Chegando ao vulcão, você subirá por uma espécie de trilha demarcada por algo que já foi lava um dia, e hoje é uma espécie de areia vulcânica. Algumas pessoas preferem estar de tênis para essa caminhada, por causa do calor dessa areia. Chegando lá em cima, pode-se sentir o cheiro de enxofre e ver um pouco de vapor saindo nas encostas da cratera principal.

As casinhas mudam de cor conforme o sol baixa

Por do sol deslumbrante

Voltando ao barco, ele seguiu para o esperado por do sol em Oía, que fica na parte norte de Santorini. Após atracar no porto de Amoudi Bay, há uma subida íngreme, porém não muito longa, para acessar as casas. Recomendo que suba tranquilamente a pé sim! Isso porque algumas pessoas sobem no lombo de pobres burrinhos, o que não indico em hipótese alguma.

Um dos pores do sol mais lindos do mundo

Visual incrível do sol se pondo em Oía

Primeiro passeei pelas ruazinhas de Oía, todas um encanto! Parecia que estava num filme! Em Oía estão as mais clássicas fotos das casinhas brancas e das igrejas com seus tetos azuis. Para quem gosta de fotografia é um prato cheio! Aproveite, você estará em um dos lugares com as melhores vistas de por do sol do mundo! Para esse momento, algumas pessoas preferem procurar restaurantes para ver o sol baixar, mas o lugar mais concorrido é uma espécie de castelo. Como quis ver do castelo, precisei chegar umas 2 horas antes do por do sol para ter um dos melhores lugares para avistar, fica lotado! Se quiser ver do castelo, então, recomendo que faça o mesmo, chegue cedo para pegar um bom lugar. Foi imperdível esse por do sol, quase bati palmas quando acabou!

Praia de Perissa

Praia de Perissa

Oía fica a 11 km de Fira. Após o por do sol, peguei um ônibus para retornar a Fira. Falando sobre locomoção em Santorini, muitas pessoas alugam carro, ou scooter, ou quadriciclo. Porém, eu que viajo do modo mais econômico possível não achei muito necessário, pois o sistema de ônibus público na ilha funciona muito bem. A passagem estava na faixa de 2 euros e em todos os dias que permaneci em Santorini não fiquei mais de 15 minutos esperando por um ônibus. O eficiente transporte me levou até todos os cantos da ilha que quis ir.

Praia de Perissa

Sítio arqueológico de Akrotiri

No dia seguinte fui conhecer a praia de Perissa. A cor da água é muito bonita, mas as pedrinhas acinzentadas escondem um pouco.

Depois segui para o sítio arqueológico de Akrotiri, na parte sul da ilha, a cerca de 9 km de Fira. Lembra que eu falei do povoado que foi enterrado pela erupção em 1600 a.C.? Pois então, esse local está muito bem preservado, e foi até construído um telhado para abrigar essa área, que virou um museu, com uma ótima estrutura. Parecia que eu estava caminhando na antiga civilização. O ingresso foi mais ou menos 12 euros.

Sítio arqueológico de Akrotiri

Red Beach

Após a visita segui para a Red Beach, a 1 km de Akrotiri. A paisagem da praia é bem exótica, com suas falésias avermelhadas (daí o nome). Algumas pessoas me alertaram para tomar cuidado com as pedras dos penhascos, que podem rolar lá de cima, mas parecia bem tranquilo. Em vez de areia a praia é composta de pequenas pedrinhas, de modo que é impossível andar descalço. As praias de Santorini em geral têm estrutura de cadeiras de praia com seus guarda-sóis. De lá havia passeio de barco para a White Beach e a Black Beach por 5 euros, mas acabei indo a pé para outra praia próxima, a praia de Akrotiri.

Red Beach

Red Beach: olha a “areia”

Outras praias de Santorini são as praias de Kamari e Vlichada, que não visitei. E próximo há as ruínas da antiga Thira, no topo do morro Mesa Vouno, um local que além das ruínas parece oferecer uma excelente vista. Outro passeio que não fiz foi visitar as vinícolas de Santorini.

Red Beach

Pedrinhas em vez de areia na praia

Algo que também poderia ser bem agradável é caminhar entre algumas vilas da ilha. Por exemplo, caminhar de Fira até Imerovigli, e assim passar por muitas encostas bem fotogênicas.

Praia de Akrotiri

Praia de Akrotiri

Santorini é um dos lugares mais fotogênicos do mundo, e com certeza você deve colocar na sua lista de lugares imperdíveis para se visitar, ainda mais se você curte um belo por do sol! Santorini é um lugar que nunca vou esquecer!

Quem nunca sonhou com a famosa costa dos corais do mar em Maragogi? O litoral alagoano conta com algumas das mais belas faixas de areia do Brasil, o que faz esse destino ser chamado de “caribe brasileiro”.

Neste relato darei o exemplo de como foi a minha viagem para lá, mas lembre-se de que Maragogi realmente pode ser encaixado em muitos roteiros diferentes, o que não falta nos arredores é paraíso!

A melhor época para visitar é sempre o verão, pois historicamente nos meses de abril a agosto os índices de chuva são maiores e a água pode estar mais escura.

Piscinas naturais em Maragogi

Piscinas naturais em Maragogi

Localizada a 130 km de Maceió e a 136 km de Recife, a cidade permite diversas possibilidades de roteiro tanto saindo de uma capital quanto de outra. Portanto, o planejamento de como chegar partirá do sentido do qual estiver vindo. Essa questão pode ser decidida de acordo com os preços de passagens aéreas (se não for uma viagem por terra pelo Nordeste) para Recife ou Maceió.

Piscinas naturais em Maragogi: explorando com o snorkel

Flutuando pelas piscinas naturais em Maragogi

Quem quiser pode aproveitar para passear por uma dessas capitais. Em meu roteiro cheguei por Maceió, mas fui direto para Maragogi, pois tinha apenas 5 dias na região e queria conhecer o máximo possível.

Clicado nas piscinas naturais em Maragogi

Praia de Antunes, em Maragogi

Como chegar? Você pode chegar a Maragogi (tanto de Recife quanto de Maceió) alugando um carro, de ônibus ou com um transfer de agência.

Praia de Antunes, em Maragogi

Praia de Ponta do Mangue, em Maragogi

Algumas agências que oferecem esse serviço são a Costa Azul, Corais do Maragogi, Maragogi Receptivos, Transtur, Valtur Maragogi, Maragotur, Caribe Nordestino, Green Martur, Costeira Executive Tur, EJ Tour Maragogi, Jangadeiros Viagens e Turismo, MaragoGilson Tur, Azulmar Turismo e KR Viagens e Turismo. Todas essas agências oferecem também os passeios pela região.

Praia de Ponta do Mangue, em Maragogi

Passeio pelas praias de Maragogi com o Buggy Rosa

Se você puder, uma ótima opção é alugar um carro, e assim não depender de agência. Assim pode fazer os passeios em seu ritmo e muitas vezes baratear a viagem se estiver em mais de uma pessoa, já que todos os lugares podem ser acessados por carro.

Curtindo o passeio pelas praias de Maragogi com o Buggy Rosa

Passeio pelas praias de Maragogi com o Buggy Rosa

Outra maneira de chegar a Maragogi é de ônibus, com a Real Alagoas. Essa tinha sido a opção que escolhi, mas quando desembarquei em Maceió havia muitos taxistas esperando clientes e consegui um bom preço na hora dividindo com outros turistas que chegavam e também tinham Maragogi como destino.

Passeio pelas praias de Maragogi com o Buggy Rosa

Flutuação em São Miguel dos Milagres

Algumas pessoas dormem em Maceió e fazem apenas um bate-volta para Maragogi. Eu escolhi Maragogi como base, e além de visitar esse local também fui a Porto de Galinhas, Carneiros e São Miguel dos Milagres. Outra opção de local mais tranquilo é dormir na praia de Japaratinga, a 13 km de Maragogi. Uma hospedagem muito agradável em Maragogi é a Sol Hostel & Pousada Maragogi (contato e contato).

São Miguel dos Milagres

A beleza de São Miguel dos Milagres

O principal passeio da cidade são as galés, as piscinas naturais de Maragogi. A saída ocorre em frente ao hotel Salinas Maragogi. Porém, existem outras piscinas naturais chamadas de taocas, e saem da praia de Maragogi e também as piscinas de Barra Grande, na praia de Barra Grande.

Aproveitando São Miguel dos Milagres

Porto de Galinhas

Esses passeios de flutuação nas piscinas naturais só podem ser feitos quando a maré está baixa, por isso é importante consultar a tábua de marés para se programar. Para que entenda, para o passeio ocorrer é preciso que ela esteja entre 0.0 e 0.6. O ideal é consultar no site da marinha diretamente, mas pode verificar também neste site e neste site. Para garantir, consulte qualquer agência de Maragogi que ela dará as orientações de horário de saída de barcos (na rua principal da cidade há muitas agências e os valores são bem variados – de R$ 65,00 a R$ 115,00).

Passeio de jangada em Porto de Galinhas

Passeio de jangada em Porto de Galinhas

O percurso de barco até as galés é de 6 km. Eu realmente fiquei na dúvida se fui nas galés ou nas taocas, mas pelo que pesquisei ficam bem próximas e são todas igualmente lindas. O passeio dura mais ou menos 2 horas. Nesse tipo de passeio eu costumo levar meu próprio snorkel por questões higiênicas, mas é possível alugar um na hora.

Corais em Porto de Galinhas

Corais em Porto de Galinhas formam piscinas naturais

Chegando lá você terá uma inesquecível piscina azul esverdeada, rasa, e a diversão é garantida ao nadar entre os corais procurando peixinhos! No local também é oferecido um mergulho com cilindro, mas não achei que valia a pena, pois as piscinas são rasas.

Piscina natural em Porto de Galinhas

Brincando de snorkel em Porto de Galinhas

Como consegui visitar as piscinas bem cedo, na parte da tarde fui conhecer as praias próximas da região: Maragogi, Barra Grande, Xaréu (apelidada como praia da Bruna, pois a Bruna Lombardi visitou o local), Dourado, Camacho, Burgalhau, São Bento, Peroba, Ponta do Mangue e Antunes. Na verdade, primeiro visitei as três últimas dessa lista, peguei um táxi na rua principal e 5 minutos depois havia chegado. A praia de Antunes é a mais maravilhosa em minha opinião!

Brincando de snorkel em Porto de Galinhas

Passeio de buggy em Porto de Galinhas

Depois, retornei ao local num passeio mais longo, com o famoso Buggy Rosa, que faz um passeio por 7 praias indo pela areia, até Peroba. O Buggy Rosa é da pousada que indiquei antes, a Sol & Mar. Passear de buggy pelas praias é muito divertido e dá uma visão geral delas, pois depois é possível ficar mais nas suas preferidas. A praia do centrinho de Maragogi é a menos cristalina. Você também pode procurar a Associação de Bugueiros de Maragogi se não quiser o Buggy Rosa.

Só esses dois passeios que citei já valem dormir na região, e não visitar por meio de um bate-volta!

Praia de Muro Alto em Porto de Galinhas (a barreira de corais parece formar um muro, represando a água)

Praia de Carneiros e sua famosa igrejinha

Em outro dia fiz um bate-volta a São Miguel dos Milagres. Como estava sem carro, fechei meus passeios com a agência Costa Azul. A praia em São Miguel dos Milagres também é muito bonita e lá também pude fazer um passeio de barco para um ponto no mar com piscinas naturais. São Miguel dos Milagres também é ótima para fazer aquelas clássicas fotos com coqueiros e o mar ao fundo. Às vezes esse roteiro inclui também a famosa Porto de Pedras e sua Associação peixe-boi. Como fui em alta temporada não consegui reservar essa visita, mas soube que é um passeio de barco num rio de Porto de Pedras onde se avistam os peixes-bois, parece ser interessante.

A famosa igrejinha da praia de Carneiros

Praia de Carneiros: a igrejinha é um charme!

No dia seguinte visitei Porto de Galinhas. Achei a vila bem charmosa, com seus muitos restaurantes e lojinhas, além das engraçadas esculturas de galinhas. O passeio mais clássico lá é uma jangada que leva até os corais e as piscinas naturais. Dizem que uma delas se parece com o formato do mapa do Brasil. Achei esse passeio um pouco “muvucado”, havia muitas jangadas e uma enorme fila de pessoas para embarcar. Mas o visual das jangadas é bem bonito. Depois encontrei um bugueiro para fazer um passeio pelas praias de lá. O destaque foi a praia de Muro Alto, onde a barreira de corais parecia formar um “muro”, represando assim a água e deixando o mar uma piscina! No geral, achei Porto de Galinhas meio turístico demais.

Praia de Carneiros

Praia de Carneiros também é linda

Praia de Carneiros rende ótimas fotos de coqueiros

No próximo dia visitei a famosa praia de Carneiros. A clássica igrejinha na areia é a coisa mais charmosa do mundo, e torna o local encantador! Fora isso a cor da água também é muito bonita!

Essa região da Costa dos Corais também é conhecida como Rota Ecológica, e possui muito mais atrativos do que relatei aqui, mas como eu tinha 5 dias e optei por não ir com carro, esse roteiro foi a melhor escolha para mim. Este texto fica como base para planejamentos pela região, possibilitando aos viajantes retirar ou acrescentar lugares desse paraíso que é a região de Alagoas e Pernambuco.

Clique para abrir maior. Mapa das praias deste relato. Fonte: http://www.maragogionline.com.br/images/mapaG.jpg

Zermatt é um dos lugares mais icônicos da Suíça, um paraíso para quem quer conhecer os alpes suíços e estar num lugar que parece ter saído de um filme. A pequena cidade no sul do país reúne tudo o que se espera de um vilarejo alpino: casinhas no melhor estilo suíço de ser, oportunidade de ver neve e esquiar o ano todo e a montanha mais famosa do país, o Matterhorn.

Trem de Visp a Zermatt

Vista do trem de Visp a Zermatt

Aliás, você já conhece o Matterhorn se já comeu o chocolate Toblerone, estampado com sua imagem, que figura também na caixa de lápis de cor Caran d’Ache, além do chocolate Alpino, que faz uma alusão à montanha. O Matterhorn em si está já na fronteira com a Itália, e do lado italiano ele é conhecido como Cervino.

Da janela do trem de Visp a Zermatt

Trem de Visp a Zermatt

Quando mochilei pela Europa pela primeira vez nunca nem tinha ouvido falar de Zermatt. Mas encontrei uma amiga na Alemanha e ela tinha ido para Zermatt e relatou ter sido uma gratíssima surpresa. Corri para ver fotos do local e, desde então, Zermatt entrou para a lista de sonhos!

Trem de Visp a Zermatt: o degelo forma cachoeiras pelo caminho

Trem de Visp a Zermatt

Dois anos depois embarquei rumo à Suíça. Fui no mês de julho, mas, como disse, apesar de o local ser bastante procurado no inverno por causa das excelentes estações de esqui, mesmo no verão há neve no topo das montanhas e, assim, possibilidade de esquiar. Porém, indo no verão pode-se fazer também excelentes trilhas a pé.

Único tipo de “carro” em Zermatt

Rua principal

Fonte das marmotas para você encher suas garrafinhas

Entrei na Suíça por Genebra, cidade com o aeroporto internacional mais próximo de Zermatt. Porém, também é bem tranquilo visitar a cidade se você chegar por Zurique. Isso porque a Suíça toda está muito bem integrada por uma excelente malha de linhas de trem. E provavelmente, estando no país, você não vai visitar somente Zermatt, mas combinará o destino com outras cidades da região.

Igreja St Mauritius

Vista da parte alta da cidade

Do rio que corta a cidade já é possível avistar o Materhorn

Meu roteiro foi chegar por Genebra, visitar Zermatt por 2 dias, visitar Interlaken por 2 dias e sair do país por Zurique. Para mim, a opção com melhor custo-benefício foi adquirir um Swiss Pass, o que fiz daqui do Brasil, mas pode ser comprado na hora também. Para chegar a essa conclusão fiz um cálculo do valor de todos os trens que teria de comprar para meu roteiro completo no país. Pelo menos na época de minha viagem, o valor somado dos trens e o valor de um Swiss Pass válido por 4 dias ficaria muito semelhante. Porém, comprando o Swiss Pass eu teria um diferencial: ele dá 50% de desconto para subir as 3 montanhas que eu queria, Matterhorn Glacier Paradise (preços) e Gornergrat (preços) (em Zermatt) e Jungfraujoch (em Interlaken, tema de outra postagem). Fora isso valeu também para o passeio de barco em Interlaken, o transporte público em todas as cidades e 50% de desconto no Harder Kulm (mirante em Interlaken).

Chocolates homenageando o Materhorn

Finalmente, o Matterhorn!

A SBB opera os trens na Suíça, e de Genebra até Zermatt são aproximadamente 3h50 de viagem (de Genebra a Visp e de Visp até Zermatt). Neste mapa é possível ter uma ideia do percurso. No mapa seguinte, da SBB, veja como é abrangente a malha de trens na Suíça!

Clique para abrir maior. Percurso de Genebra a Zermatt. Fonte: http://ski-zermatt.com/photo_tours/swiss_map.html

Clique para abrir maior. Malha de trens na Suíça. Fonte: http://www.swissvistas.com/support-files/sts-gb-m-13-en-web.pdf

Quando desembarquei em Genebra encontrei uma máquina revolucionária antes da área de desembarque: uma máquina que fornece tickets gratuitos do transporte público dentro da cidade de Genebra por 1,5 hora, incluindo o trecho do aeroporto até o centro. Inclusive, todas as hospedagens pelo país oferecem um cartão de gratuidade de transporte público da cidade em que estiver válido pelos dias de sua estada. Ah se todo país pensasse nos turistas assim!

Teleférico tipo gôndola subindo pelas montanhas

Subindo ao Glacier Paradise

Subindo ao Glacier Paradise: parada em Schwazsee

De qualquer forma eu já estava de posse de meu Swiss Pass, que retirei no aeroporto, e segui para dar uma rápida volta por Genebra, visitando o belíssimo lago Léman e a praça das Nações, onde fica a Broken Chair e a ONU. A cidade estava animadíssima com um evento de triathlon. Essa foi também uma vantagem do Swiss Pass: eu não precisei marcar assentos em nenhum trem que peguei, portanto poderia embarcar em qualquer um a qualquer horário que estivesse indo para meu destino.

Subindo ao Glacier Paradise: parada em Schwazsee

Lago Schwazsee

Lago Schwazsee

A viagem de Genebra até Visp, apesar da distância, não é NADA entediante. As paisagens na Suíça são BELÍSSIMAS! Tive que viajar com a câmera no colo, pois cada momento era um vislumbre de belezas.

Lago Schwazsee

Subindo ao Glacier Paradise

Subindo ao Glacier Paradise

Chegando em Visp, é preciso trocar de trem. Nesse momento você pegará o trem panorâmico para Zermatt. À medida que o trem se aproxima da cidade, as paisagens vão ficando cada vez mais de tirar o fôlego! Montanhas nevadas, o rio que acompanha o trem, as casas em estilo alpino, belíssimas cachoeiras formadas pelo degelo caindo das montanhas… Eu realmente não entendo até hoje como os outros passageiros desse trem estavam quietinhos mexendo em seus celulares, sem prestar atenção ao que estava se passando janela afora. Eu, ao contrário, como boa turista brasileira, estava “causando”, indo incessantemente de uma janela à outra tirando 1001 fotos!!!

Chegando em Zermatt é simples assim: paixão à primeira vista!

No alto do Glacier Paradise

Glacier Paradise: pisando na neve, que emoção!

Esse é o tubbing

Agora um parênteses: algumas pessoas podem estar visitando Zermatt em uma road trip, de carro. Então é importante que eu ressalte aqui que é proibida a circulação de carros na cidade. E #comofaz? Você precisará estacionar em Tasch, que fica 5 km antes de Zermatt, e de lá seguir por uns 20 minutos de trem.

Tubbing, é muito divertido!

Túnel de gelo no Glacier Palace

Escultura de gelo no Glacier Palace

Em Zermatt o único meio de transporte, além de suas pernas, são uns pequenos carrinhos elétricos, que funcionam como táxis. A cidade é realmente pequena e fácil para se deslocar a pé, mas se estiver com bagagem pesada e sua hospedagem for na parte alta da cidade pode preferir pegar esse transporte.

Escultura de gelo no Glacier Palace

Escultura de gelo no Glacier Palace

Vista no mirante do Glacier Paradise

Como não cheguei muito cedo e não dava para subir as montanhas, corri para a parte alta, onde ficava meu hostel, para deixar minha mochila, e #partiu visitar centrinho de Zermatt! Lá tem muitas lojas fofas. Na praça principal está a igreja de St. Mauritius. Aproveitei o tempo também para visitar o Matterhorn Museum, que conta a história da cidade, do Matterhorn e fala sobre uma tragédia que ocorreu com os primeiros alpinistas que tentaram escalar a famosa montanha. Bem ao lado do museu está a fonte das Marmotas, onde abasteci minha garrafinha de água todos os dias. A água de degelo é uma das mais deliciosas, além de sair gratuitamente na fonte das Marmotas!

Vista no mirante do Glacier Paradise

Esquiando no Glacier Paradise

Eu já amo o Glacier Paradise

Não vou mentir, a Suíça é um lugar caro, gente! Mas com o farto café da manhã do hostel (e um lanchinho guardado desse café para a hora do almoço) e um belo almojanta consegui economizar um pouco, apesar de ter de caminhar por toda a cidade para achar uma refeição ou lanche por menos de 20 euros. Outra boa opção é comprar sua alimentação nos mercadinhos da cidade.

Teleférico descendo o Glacier Paradise

Zermatt pequenina lá embaixo

As trilhas são bem sinalizadas

No dia seguinte adquiri meu ticket com desconto para o trem para o Gornergrat (na Gornergratbahn em frente à estação central) e depois meu ticket para subir ao Glacier Paradise de teleférico (este é o teleférico mais alto da Europa). Eu pretendia subir nos dois no mesmo dia, portanto precisava dos dois tickets na mão, pois iria embarcar no meio do caminho no Gornergrat, em vez de pegar esse trem na estação central, apesar de subir ao Glacier Paradise primeiro (se você for fazer o contrário também precisa dos dois tickets comprados no centro antes de seguir para o passeio). Para que se localize, veja o mapa das montanhas de Zermatt. Neste outro link de mapa você pode ver as trilhas da região. E aqui neste link tem um descritivo de todas as trilhas com grau de dificuldade e distâncias. Lá tem muita trilha e vejo que precisarei retornar a Zermatt para fazer todas!

Clique para abrir maior. Mapa das montanhas de Zermatt. Fonte: https://skimap.org/data/987/2052/1460750662.pdf

Como eu só tinha um dia inteiro, eu subi as 2 montanhas no mesmo dia e deixei uma pequena trilha para o segundo dia, por isso já deixei os 2 tickets comprados. Se você estiver indo no inverno veja este outro mapa neste link, que mostra as pistas de esqui. Além disso, este site de lá loca equipamentos de esqui.

“Trilha” de Furi até Findelbach

Esta é a parada em Rotenboden

Parada em Rotenboden

Fui primeiro no Glacier Paradise e depois no Gornergrat, porque dizem que se estiver muito calor no verão é possível que na parte da tarde não tenha mais neve no Glacier Paradise.

Mesmo no verão, como eu fui, é importante levar roupas de frio para o alto das montanhas. Eu cheguei a pegar 0 grau lá em cima. Se o tempo estiver ruim e não estiver avistando o Matterhorn talvez não valha a pena subir, pois não verá nada.

Lago Riffelsee

Lago Riffelsee e seu reflexo

Lago Riffelsee e seu reflexo

A subida de teleférico ao Matterhorn Glacier Paradise (para avistar o Klein Matterhorn, ou pequeno Matterhorn), a 3883 metros de altitude, é dividida em lances. Estes são os horários do teleférico. Vamos considerar 1 hora para toda a subida. O primeiro lance de teleférico leva de Zermatt até Furi. De Furi ou é possível pegar um teleférico maior (gôndola) direto a Trockener Steg ou então um menor até Schwarzsee Paradise, e deste até Trockener Steg. Eu escolhi essa opção, e queria voltar pelo outro caminho, pois o outro parece proporcionar uma incrível vista, mas quando voltei a outra opção estava fechada (às vezes as condições climáticas impossibilitam o percurso).

Lago Riffelsee: aqui começou uma brisa e o reflexo sumiu

Outra vista perto do Lago Riffelsee

Outra vista perto do Lago Riffelsee

Todas as paradas têm pontos de trilhas se iniciando, e tudo é muito bem sinalizado. Zermatt parece ter trilhas incríveis e eu queria ter tido mais dias lá para explorar todas! Eu desci na segunda parada do teleférico para ver o lago Schwarzsee, pois havia visto belíssimas fotos do local. A vista de Zermatt pequenina lá embaixo entre as montanhas era de arrepiar! Do lago Schwarzsee passavam muitas pessoas por mim, indo a um ponto bem próximo do Klein Matterhorn, mas que ficava a 2h de distância. Me deu muita vontade de seguir essas pessoas, mas precisava focar em alcançar o Glacier Paradise. Passavam também pessoas com equipamento de escalada.

Outra vista perto do Lago Riffelsee

Parada do trem em Rotenboden

Vista do Gornergrat

Chegando no Trockener Steg troca-se para um teleférico grande estilo gôndola, que dividi com vários esquiadores. Lá em cima no Glacier Paradise minha primeira atividade foi o tubbing (gratuito), que é um tipo de boia em que você senta e escorrega por uma rampa. É muito divertido, não deixe de fazer, apesar de a rampa ser bem pequena. Depois de mil fotos na neve e nos mirantes, visitei o palácio de gelo, ou Glacier Palace. Ele fica na parte interna da montanha (é bem frio lá dentro), então você segue por um túnel de gelo e há muitas esculturas feitas de gelo, achei interessantíssimo!

Vista do Gornergrat

Vista do Gornergrat: este é o hotel que há lá em cima

Vista do Gornergrat: o hotel também é um observatório

Acho que a maioria das pessoas (que não são hiperativas como eu e têm mais dias de férias que eu) fazem Glacier Paradise num dia e Gornergrat em outro dia. Mas como gosto de otimizar tempo e fiz os dois no mesmo dia (o que é perfeitamente possível e tranquilo se iniciar cedo), em vez de retornar direto a Zermatt na volta do Glacier Paradise, eu desci em Furi e fiz uma caminhada de 20 minutos até a estação de trem Findelbach (se você tiver visitado primeiro o Gornergrat é só você caminhar de Findelbach até Furi). É por isso que eu comprei cedo meu ticket para esse trem na Gornergratbahn, se não, não conseguiria embarcar assim no meio do caminho.

Gornergrat: há um restaurante do hotel lá em cima

Na trilha para Zmutt

A subida é num trem estilo cremalheira e dura mais ou menos 30 minutos. Porém, antes de ir ao Gornergrat, desci numa parada antes (Rotenboden) para ir a um lugar espetacular! O lago Riffelsee! Se você estiver com sorte e não estiver ventando, o lago forma um espelho perfeito do Matterhorn! É uma das vistas mais lindas que vi! Tem mirantes perfeitos nesse local, recomendo fortemente que faça uma parada nessa estação.

Na trilha para Zmutt

Trilha para Zmutt

Na trilha para Zmutt

O Gornergrat fica a 3100 metros de altitude. Lá em cima está o hotel mais alto da Europa, o Hotel 3100 Gornergrat, além de um observatório para quem se hospedar lá. Tudo rende fotos excelentes!

No caminho para Zmutt

Quase em Zmutt

Vilarejo Zmutt

No dia seguinte fiz uma pequena trilha circular saindo de Zermatt até Zmutt, passando por Furi, e deste ponto desci de volta a Zermatt de teleférico (pois o ingresso vale por vários dias). Ao percorrer a rua principal de Zermatt, é só acompanhar o rio que passa na cidade. Depois de alguns minutos você verá as placas indicativas de trilha que apontam também para Zmutt. Acho que demorei cerca de 1,5 hora nessa trilha, e ela é bem fácil. Zmutt é uma vilinha preservada com as antigas casas de madeira da região (há casas de até 500 anos), que é bem fofa.

Esta é Zmutt

Zmutt tem casas históricas de 500 anos

Além da Glacier Paradise e do Gornergrat, há ainda mais 2 montanhas para subir com cable car em Zermat, Rothorn e Sunnegga, que não tive tempo de ir.

Certamente voltarei a Zermatt me programando para fazer tooodas aquelas trilhas mostradas no link. A bela cidade suíça agrada a todos, desde os menos até os mais aventureiros, e é um dos locais mais encantadores que já visitei!

Acho que não tem como se perder rs

O Grand Canyon é um dos parques mais visitados dos Estados Unidos, e não é à toa: é de uma beleza cênica inigualável! Certamente é um dos lugares mais impressionantes do mundo!

O Grand Canyon National Park, no estado do Arizona, é dividido em 3 áreas: Grand Canyon West, South Rim e North Rim.

Estrada saindo de Las Vegas

Posto histórico na Rota 66 em Peach Springs

Na Rota 66

A parte oeste (Grand Canyon West) é a mais próxima de Las Vegas, ponto de início da maioria dos visitantes, a 200 km de distância. Porém, todas as pesquisas que fiz apontaram esse local como o pior para se visitar, praticamente um “pega turista”, por ser a região menos bonita, mais cara e com mais dificuldade de se fazer fotos. Isso porque é proibido entrar com câmeras no Skywalk, a passarela de vidro que funciona como mirante. E porque o valor de entrada é de quase 50 dólares por pessoa (80 se quiser acessar a Skywalk)! No entanto, muitos visitam pela possibilidade de uma visão do Grand Canyon em um bate-volta de Las Vegas.

Chegando em Seligman

A fofa Seligman

Os carros de Seligman

A parte mais interessante do parque é o South Rim, mas este fica a 440 km de Las Vegas, impossibilitando um bate-volta (apesar de eu ter visto algumas pessoas fazendo). O período mínimo de visitação que recomendo é de 3 dias, que será o descrito neste relato.

Olha os olhos que inspiraram Cars!

Chegando em Williams

O sol baixando no Grand Canyon

O South Rim é a região com maior infraestrutura do Grand Canyon, com diversas opções de hospedagens e restaurantes, e é a parte mais visitada do parque. Ele funciona 24h durante o ano todo, porém, o inverno pode dificultar a visita pela acessibilidade das rodovias (neva no Grand Canyon!), por isso o período de maio a outubro talvez seja o mais agradável. Já o North Rim só funciona de 15 de maio a 15 de outubro, tem acesso mais difícil e é mais isolado.

Primeiro dia no Grand Canyon

Grand Canyon

Inspirada no Grand Canyon

A entrada no parque custa 30 dólares por carro (para dividir entre os passageiros) e vale por 1 semana. A tarifa abrange tanto o South Rim quanto o North Rim. Para dúvidas e tarifas sempre atualizadas, consulte o site. Se além do Grand Canyon você pretende visitar outros parques dos EUA, de repente pode valer a pena comprar o passe anual, que vale para visitar todos os parques do país e por 1 ano. Ele custa 80 dólares, ou seja, se você for visitar 3 parques nos Estados Unidos já vale a pena (ou se for ficar mais de 1 semana em 1 parque e visitar mais um outro).

O Grand Canyon inspira muitas fotos

Conforme o sol baixa a paisagem se modifica

Segundo dia no Grand Canyon

Como chegar?

De carro: A melhor forma de visitar o Grand Canyon é alugar um carro. As estradas são ótimas e funciona muito bem se estiver em mais de uma pessoa para dividir os custos. Assim você poderá visitar todos os pontos que desejar, ficando o tempo que quiser.

De avião: Porém, se realmente não puder/não quiser/não dirigir, há algumas outras maneiras de ir. Por exemplo, o aeroporto mais próximo fica na cidade de Flagstaff, a 131 km da entrada do South Rim.

De ônibus: Há empresas de ônibus como a Greyhound que fazem vários percursos úteis, como por exemplo o de Las Vegas a Flagstaff.

De trem: Você também pode ir de trem com a Amtrak. Essa empresa faz diversos trechos interessantes de trem pelos EUA. Coloquei na pesquisa e encontrei a opção de sair de Las Vegas e chegar tanto em Williams quanto a Flagstaff (mas vi que o trem sai inicialmente de Los Angeles!).

De tour: Outra opção é pegar um tour diretamente em Las Vegas. Há várias empresas que oferecem, como por exemplo a One Day Tours.

E de Flagstaff e Williams?

De shuttle: Existem empresas que fazem shuttle para o parque, como a Arizona Shuttle. A Grand Canyon Shuttles também faz esse percurso, além de também circular entre o South Rim e o North Rim. Já a Trans-Canyon Shuttle faz só o percurso entre o sul e o norte.

De trem: Se quiser continuar de trem, de Williams ao Grand Canyon há a opção da Grand Canyon Railway.

Primeiro dia no Grand Canyon

As diversas paradas do bus têm distintas paisagens

Vontade de trilhar lá embaixo

Meu plano para os 3 dias foi sair de carro alugado de Las Vegas, dirigir por um trecho da famosa Rota 66 que corta a região, visitar o South Rim, subir para a parte leste e daí retornar a Las Vegas pelo norte. Esse tempo foi suficiente para visitar os mirantes mais populares e voltar feliz da vida! Porém, isso me deu uma vontade de quero mais e como amante de trilhas gostaria de ter passado mais tempo para aproveitar outras inúmeras possibilidades que a região oferece (comentarei sobre algumas delas mais à frente no relato).

Os segredos do Grand Canyon

Grand Canyon

Tem uma vermelhinha escondida aí, cê viu rs

Para visualizar melhor meu tour, veja o mapa:

Clique para abrir.

No primeiro dia, saí de Las Vegas. Pensava em passar na represa Hoover Dam. Ela fica a 54 km de Las Vegas. Porém, como tinha 348 km para dirigir até Williams, onde iria me hospedar, e estava apenas no começo do percurso, acabei limando a visita à famosa represa.

Rio Colorado

O Rio Colorado corta o Grand Canyon

Barquinhos navegando pelo Rio Colorado

Passando direto, segui para a cidade de Kingman. Essa pequena cidade é conhecida por ser o coração da Rota 66, e foi meu ponto de acesso a essa rodovia. Isso significa que, nesse ponto a caminho do South Rim, você pode tanto seguir pela rodovia comum quando fazer um desvio e ir pela Rota 66 (o que aumenta pouca coisa o percurso, cerca de 25 km). Todas as cidades que passam pela Rota 66 têm um ar de mistura de faroeste com anos 60, é tudo encantador! Sempre haverá algo que remeta à parte histórica. Inclusive acabei comprando, pelo caminho, um livro que fala sobre todas as cidades fantasmas que existem ao longo da rodovia, o que deve ser um tour muito interessante!

Outro mirante do Grand Canyon

Rio Colorando ao fundo

Os raftings devem ser incríveis!

Em Kingman há um museu sobre a Rota 66, o Arizona Route 66 Museum (site do museu e site da cidade sobre o museu). No site de Kingman você pode também verificar outros atrativos da cidade, bem como os eventos. No site Road Site América você pode abrir mapas dos estados dos EUA que mostram muitos dos atrativos do país todo (esta parte mostra no Arizona).

Admirando a paisagem

Só quero fazer parte da paisagem

Suspiros por esse lugar

Quando cheguei a Kingman tive que perguntar o caminho para a Rota 66, pois não encontrei placas pode onde passei (viajei com um GPS tradicional, que apontava o caminho pela rodovia principal e não mostrava o desvio). Localizada e finalmente na Rota 66, fiz uma parada em Peach Springs, onde há algumas lojas de souvenir e um antigo posto de gasolina abandonado, que é importante historicamente para a Rota 66. Nessa região também é possível visitar as Grand Canyon Caverns.

Depois segui para a encantadora Seligman, uma minúscula cidade considerada o local de nascimento da Rota 66 e composta apenas de uma rua. O charme de Seligman é que ela inspirou a animação Carros, da Pixar, e é cheia de carros antigos que lembram o desenho (até colocaram “olhos” em alguns depois da animação).

Desculpem a quantidade de fotos, é que é tão lindo!

Um dia volto para fazer rafting!

Continuando saí da Rota 66 e cheguei a Williams, outra grata surpresa. Isso porque é um sonho de lugar, parecia que eu estava em um filme de faroeste! Tudo remete à Rota 66! Como relatei, essa seria a porta de entrada para o Grand Canyon, pois muitas pessoas se dirigem a essa cidade de trem ou ônibus para visitar o parque. Alguns visitantes seguem mais 53 km e dormem em Flagstaff também.

O Grand Canyon é intenso!

Watchtower em Desert View

Eu me hospedei em Williams, a 86 km do South Rim, onde encontrei o melhor custo-benefício. Algumas pessoas se hospedam em Tusayan (a 28 km da entrada do parque). E outras, se hospedam nos Lodges e campings dentro do parque, embora essa reserva seja bem difícil de ser conseguida, pois assim que abrem as reservas, uns 9 ou 10 meses antes, elas se esgotam muito rapidamente (Xanterra e Grand Canyon Lodges). Existem alguns campings também, mas ouvi dizer que a velocidade de esgotamento de vagas é a mesma dos lodges (Camping 1 e Camping 2), ou este que não aceita reservas e as vagas são de quem chegar primeiro (Camping 3), ou estes fora do parque (Camping 4 e Camping 5).

Vista da Watchtower em Desert View

Museu na Watchtower em Desert View

Eu fiquei em Williams por ser o mais barato e com vagas disponíveis quando reservei. Aproveite a cidade também para abastecer seu carro, pois há muito poucas opções de postos de gasolina no Grand Canyon e é um local muito isolado. Em Tusayan também há um posto de gasolina, mas sempre é bom não arriscar.

Vista da Watchtower em Desert View

Watchtower em Desert View recebendo o por do sol

DICA IMPORTANTÍSSIMA: sempre que ver um posto de gasolina abasteça! Principalmente se o nível do combustível chegar ao meio tanque. Afinal, você não quer ficar perdido no meio do nada por seu combustível ter acabado, sem sinal de celular. Os postos na maioria ficam muito distantes uns dos outros. Na dúvida abasteça!

Placas que ajudam muito!

Após deixar minha bagagem no hotel já era quase fim de tarde e segui para o South Rim num percurso de 1 hora, pois as luzes do sol ficam incríveis no Grand Canyon, é um excelente horário para uma rápida visita antes de escurecer. De Williams o centro de visitantes (Grand Canyon Village) fica na entrada sul do parque.

Antelope Canyon

Antelope Canyon

Chegando no parque há um estacionamento e um centro de visitantes. Há algumas áreas que seu carro pode circular, mas a melhor forma de apreciar os belíssimos mirantes é usando o eficiente sistema de ônibus gratuitos do parque. Há várias linhas (vermelha, azul, laranja e roxa) que passam em todos os mirantes a cada 15 minutos e você pode embarcar e desembarcar onde quiser. Aqui no site oficial você pode verificar o percurso de todas elas. Este mapa mostra os caminhos:

Clique para aumentar. Mapa do South Rim. Fonte: https://www.nps.gov/grca/learn/news/upload/sr-pocket-map.pdf

O interessante é pegar todos os percursos descendo em cada mirante até chegar ao Hermits Rest, a parte da rota mais cênica de todas (dá para fazer alguns trechos mais curtos entre as paradas a pé). Após o belo e rápido por do sol voltei para Williams para pernoitar, e no dia seguinte, com mais tempo, fiz esse tour completo com os ônibus até o Hermits Rest, aproveitando quase que o dia todo para isso. Atenção: se você estiver usando os ônibus do parque para ver o por do sol, fique atento aos horários, pois costumam encerrar 1 hora após o sol baixar.

O incrível Antelope Canyon

As luzes modificam o Antelope Canyon

Com muitos meses de antecedência é possível reservar passeios de helicóptero, trilhas, raftings, de mula e de bicicleta. Algumas opções para reservar passeios diferentes (Explore the Canyon para vários passeios e de bike Grand Canyon e Papillon e Maverick e Scenic). Aqui neste link oficial do parque estão, em cada modalidade, indicadas várias empresas que fazem esses passeios diferentes. Aqui estão 2 opções de trilhas mais longas (trilha 1 e trilha 2), e para acampar no caminho é preciso pedir autorização ao parque. Neste link do parque estão as trilhas de 1 dia. Quero muito voltar ao Grand Canyon para navegar num bote pelo Rio Colorado e para fazer trilhas! Caso queira reservar esses passeios entre em contato o quanto antes, pois no Grand Canyon há muitos tours que se esgotam com até 1 ou 2 anos de antecedência!

Forma de coração no Antelope Canyon

O Antelope Canyon é excelente para quem gosta de fotografar

Nesse meu segundo dia já saí com as malas no carro. Após visitar todos os mirantes até o Hermits Rest, segui para ver meu por do sol do segundo dia. Peguei a rodovia Desert View até a Watchtower do Desert View, a 40 km do Grand Canyon Village (onde fica o centro de visitantes), na entrada leste do parque. Essa é uma parte mais isolada e uma outra opção incrível de passeio e por do sol. Não é possível chegar ao mirante do Desert View com os ônibus do parque. No caminho há alguns pontos de parada para ver a vista. Mas o melhor lugar para o por do sol é a Watchtower. Você pode entrar nela, pois funciona como um pequeno museu e loja de souvenirs, além de proporcionar uma vista 360º de cima.

A luz do sol entrando forma desenhos no Antelope Canyon

Arte natural no Antelope Canyon

Depois de um belo por do sol segui para minha segunda noite na região, na parte leste do Grand Canyon, na cidade de Page. Da Watchtower até Page são 176 km. Pelo mapa que postei acima, você pode ver que sigo para leste até cair numa rodovia principal (onde há placa indicando Page para a esquerda e Flagstaff para a direita). E depois há uma pequena saidinha da rodovia principal para pegar a que de fato vai a Page.

A luz fazendo arte no Antelope Canyon

Há alguns horários que são os melhores para fotografar o Antelope Canyon

Agora vou contar, eu que gosto de viver fortes emoções, porque você realmeeente precisa abastecer seu carro toda vez que ver um posto de gasolina rs! Depois de muitos quilômetros passei por um posto nessa rodovia (loja de conveniência Gap Express 525). Estava com meio tanque e resolvi não parar, porque Page estava bem próxima, e eu poderia abastecer no dia seguinte. Prossegui conforme meu GPS indicou, mas eu avancei muito na rodovia, e chegou um determinado ponto em que a rodovia estava interrompida e eu era obrigada a virar à esquerda (no meu mapa é um caminho que indica para Jacob Lake). E o GPS mandava ir reto onde estava interrompido! Nervosa, segui pela rodovia à esquerda até um posto de gasolina. Mas esse era o único dos EUA inteiro que não funcionava com autoatendimento, onde você mesmo abastece e passa um cartão de crédito na bomba, mas sim um funcionário deveria liberar a bomba. Porém, o dito funcionário estava dentro da loja de conveniência que já estava fechada (eram 22h! e fazia frio e um vendaval) e se recusava a me atender (nos EUA eles são meio rígidos com isso de horário). Eu estava desesperada já. Depois de muito insistir ele disse que não ia mesmo me atender, mas que eu precisava voltar umas 40 milhas por onde vim, no tal posto de gasolina que eu subestimei, que era o mais próximo e era onde eu deveria ter virado para Page.

Feliz no Antelope Canyon

Fantástico Horseshoe Bend

Saí desesperada pela rodovia e consegui chegar ao posto, já com menos de um quarto de tanque de combustível, e esse sim era como o tradicional nos EUA, autoatendimento! Ufa! E realmente bem no posto tinha uma pequena e discreta placa indicando Page à direita. Por isso não vi! Depois de tanta emoção cheguei rapidamente em minha hospedagem na cidade. Portanto, de novo o aviso: abasteeeeçam, minha gente!

Cuidado para não escorregar no Horseshoe Bend, gente!

Parece uma ferradura mesmo o Horseshoe Bend

No dia seguinte sai bem cedo para o passeio pré-agendado no Antelope Canyon, dentro de uma reserva dos índios Navajo. Como funciona? Você entra no site (Navajo Tours ou Antelope Canyon Tours e Antelope Canyon X) e agenda seu tour com antecedência de uns meses. Não precisei pagar nada para agendar, e recebi um e-mail de confirmação. O tour tradicional custa 40 dólares, mas eu juro que vale cada centavo! Não é possível fazer esse passeio sem um guia.

Meu tour durou 1 hora. Um carro me levou por um curto percurso até a entrada da formação. A luz entra pelas formações rochosas mostrando os tons avermelhados esculpidos pela ação da água há milhões de anos. Um guia te conduz pelo trajeto que deve ter uns 500 metros e mostra os curiosos formatos das rochas. É surreal!

Lugar fácil, gratuito e lindo é esse Horseshoe Bend

Passeio de barco que passa pelo Horseshoe Bend

Depois do tour fui visitar o Horseshoe Bend, outra fantástica atração no local. Ela fica num lugar meio escondido, mas perguntando consegui encontrar. O passeio é gratuito. Há um estacionamento, e de lá caminha-se por uma trilha de 1 km pela areia, é bem tranquilo. De repente, a visão da paisagem em forma de ferradura se revela num incrível mirante, um espetáculo da natureza!

Tanto o Antelope quanto o Horseshoe ficam bem próximos de Page.

Um passeio que não fiz foi o de barco pela Lake Powell Resorts & Marinas, que parece ser bem interessante.

Depois do Antelope e do Horseshoe caí na estrada pelos 439 km até Las Vegas, pois meu voo sairia na madrugada.

Horseshoe Bend

Lateral do Horseshoe Bend

Como eu disse no começo desta postagem, outro motivo que eu gostaria de ter tido mais dias na região é que queria ter visitado: North Rim, Sedona, Zion National Park, Bryce Canyon, Monument Valley, Canyonlands National Park, Arches National Park, Capitol Reef National Park e as incríveis Havasu Falls (site oficial, agência 1 e agência 2), dentre muitos outros locais na região.

Por isso, a região vai deixar saudades e uma enorme vontade de voltar para conhecer tudo isso! O Grand Canyon tem possibilidades incríveis demais para se visitar só uma vez!

Quando se pensa na Grécia logo vem à cabeça uma belíssima praia paradisíaca (como a que descrevi no post sobre Zakynthos) ou uma incrível ruína sobrevivente ao tempo. Porém, nesta postagem quero chamar a atenção para mais um deslumbrante e diferente lugar: os monastérios de Metéora.

Vista de Metéora a partir de Kalambaka

Varlaam

Este Patrimônio Mundial da Unesco está a 514 km de Atenas, cerca de 6 horas de viagem. Metéora significa “suspenso no ar”. O lugar é composto por curiosas formações rochosas de 600 metros de altura, esculpidas pela erosão há milhares de anos.

Varlaam ao fundo

Mosteiro Varlaam

Acredita-se que os primeiros monges chegaram ao local no século XI, atraídos pelo total isolamento e tranquilidade. Até os séculos XV a XVII foram construídos 24 mosteiros no topo das formações rochosas, que serviram de refúgio aos monges durante a ocupação do Império Otomano. Na época, a única forma de acessar os mosteiros era por um sistema de cordas e roldanas, em que as pessoas eram içadas. Hoje, 6 dos mosteiros ainda estão ativos e podem ser visitados: Great Meteoron, Varlaam, Roussanou (o único feminino), St. Nikolaos Anapafsas (Agios Nikolaos Anapafsas), St. Stephen (Agios Stefanos) e Aghia Triadas (Holy Trinity).

Subindo a escadaria do Great Meteoron

Interior do do Great Meteoron

Como chegar?

Você pode chegar a Metéora de carro alugado, trem ou ônibus.

De trem: é possível comprar sua passagem pelo site da Trainose. Pesquise de “Athens” a “Kalambaka”. Kalambaka é a cidade que está aos pés de Metéora. Na pesquisa que fiz no momento da escrita deste post o valor de ida e volta ficou em 48,70 euros. A maioria dos trens contém uma baldeação em Palaeofarsalos, e a viagem dura 6 horas. Os trens saem da estação Larissa em Atenas.

De ônibus: você sairá do terminal B da KTEL (Rua Liosson). Aqui no site da KTEL estão os preços e horários.

Interior do do Great Meteoron

Vista de Kalambaka de cima do mirante

Como comigo as coisas são sempre “com emoção”, eu visitei a Grécia em plena crise de 2015, quando as manifestações estavam em seu auge. Então o que aconteceu? Havia comprado a passagem de trem via internet, e quando cheguei à estação horas antes para checar meu trem noturno: surpresa! Os trens estavam em uma greve de 24h! Justo comigo, que faço roteiros planejados e apertados, e teria então só aquele dia para conhecer Metéora. A solução: corri na rua Liosson e comprei uma passagem de ônibus para a manhã seguinte. Com isso, em vez de ter um dia todo em Metéora reduzi minha visita a meio período e “me virei nos 30”!

Mosteiro equilibrado no alto da montanha

Escadaria do Varlaam

Chegando em Kalambaka já se percebe a grandiosidade das rochas. Minha ideia inicial era fazer tudo a pé já que teria um dia inteiro. Porém, como tive meio período reduzido, chegando lá me informaram que havia um ônibus que sobe até os mosteiros, porém, a cada 2h. Subi com esse ônibus e para descer a recomendação era pedir para chamarem um táxi dos mosteiros. É um percurso bem rapidinho, menos de 10 minutos.

Ônibus de Kalambaka a Metéora: 9h, 11h, 13h, 15h.

Ônibus de Metéora a Kalambaka: 10h, 12h, 14h, 16h.

Valor ida e volta: 3 euros.

Vestimenta improvisada com os lenços na entrada do Varlaam

Interior do Varlaam

Do centro de Kalambaka até o mosteiro Great Meteoron, onde o ônibus me deixou, são quase 7 km. Este é o maior dos mosteiros, indispensável de se conhecer. Para informações gerais o site Visit Meteora é bastante útil. Cada mosteiro fecha num dia diferente da semana, por isso é importante que se atente a isso na hora de escolher quais visitar.

Tudo é bem sinalizado

Vista do mirante

Great Meteoron: funciona das 9h às 17h (fecha às terças).

Holy Trinity: funciona das 9h às 17h (fecha às quintas).

Roussanou: funciona das 9h às 14h (fecha às quartas).

St. Nikolaos Anapafsas: funciona das 9h às 15h30 (fecha às sextas).

Varlaam: funciona das 9h às 16h (fecha às sextas).

St. Stephen: funciona das 9h às 13h30 e das 15h30 às 17h30 (fecha às segundas).

Belo mosteiro no alto da montanha

Escadaria do Agios Stefanos

Atente-se às vestimentas, pois não se pode entrar nos mosteiros de regata, short, saia acima do joelho e alguns, para as mulheres, calça. Por isso, na entrada, todos emprestam “cangas” para fazer saias e blusas improvisadas. A entrada em cada mosteiro custa 3 euros.

Agios Stefanos

Agios Stefanos ao fundo

Você pode baixar o mapa de Metéora aqui para planejar melhor sua visita.

Clique para aumentar. Mapa de Metéora. Fonte: http://www.visitmeteora.travel/

O mosteiro mais próximo de Kalambaka é o St. Nikolaos, fundado no final do século XIV. Ele é menor que os outros, mas também se equilibra grandiosamente num estreito topo de montanha.

Sistema de engrenagens que içava as pessoas para subiram ao mosteiro

O primeiro mosteiro que visitei foi o Great Meteoron, fundado no século XIV. Ele funciona como uma espécie de museu, mostrando utensílios, obras de arte e ferramentas, ilustrando como viviam os monges naquela época. Alguns monges ainda vivem lá, mas são extremamente discretos, e quase passam despercebidos. Desse mosteiro também há excelentes vistas da região, como a do mosteiro Varlaam.

Agios Stefanos

Agios Stefanos ao fundo

Saindo de lá fui caminhando até o mosteiro Varlaam, o segundo maior da região, a 750 metros de distância. Também fundado no século XIV, ele abriga muitas pinturas religiosas. Hoje o acesso aos mosteiros é feito por escadas, mas a antiga rede ainda está lá, para ilustrar como era feito antigamente.

Placa indicando os mosteiros

Como eu estava com pouco tempo, acabei pegando algumas caronas com outros turistas para os outros mosteiros. Pelas pesquisas que fiz, se andasse entre os 6 mosteiros seriam cerca de 9 km de caminhada. No caminho para o Roussanou há um belo mirante. Roussanou, dedicado a Santa Barbara, foi fundado no final do século XVI. Em 1988 ele tornou-se um convento.

Passei pelo Holy Trinity, mas não visitei. Segui direto para o St. Stephan, construído na primeira metade do século XV. Todos os mosteiros proporcionam vistas maravilhosas.

Em Kalambaka, os mosteiros estão lá acima das montanhas

Não consegui visitar todos os mosteiros por causa dos imprevistos que tive, mas conhecer Metéora foi extremamente gratificante e bonito. Saindo desse mosteiro decidi ir caminhando até a cidade, pois meu ônibus sairia para Atenas no final da tarde, porém, logo consegui uma carona com um casal de turistas até Kalambaka. De onde me deixaram, num posto de gasolina, não segui até a rodoviária, pois meu ônibus passaria por esse local e eu conseguiria embarcar.

Metéora é um daqueles lugares fascinantes e inesperados de se visitar, e com certeza valeu todo o perrengue que passei para ir.

O mundo do cinema sempre inspira os viajantes. E entre uma viagem e outra, nada melhor do que curtir um belo filme que mostre alguns destinos legais de se visitar. Pensando nisso, fiz uma lista de 15 filmes que já me inspiraram a viajar (e espero que te inspirem também rs). Há muito mais filmes sobre viagem, mas vai ficar para uma segunda lista. Você já assistiu a esses filmes?

1. Na natureza selvagem

Nada melhor do que começar com um dos mais clássicos filmes sobre viagem, Na natureza selvagem. Essa é uma história baseada em fatos reais sobre Christopher McCandless, criado numa família tradicional e rígida para ser um bem-sucedido estudante e ter um futuro profissional de sucesso. Após cumprir os desejos de sua família ao se formar na universidade, Christopher larga tudo para embarcar numa vida na natureza selvagem, longe de bens materiais e da hipocrisia da sociedade. Ele inclusive muda seu nome para Alexander Supertramp, e parte em busca da verdadeira liberdade, felicidade e autoconhecimento. Nessa busca passa por lugares incríveis, navega pelo rio Colorado, segue em direção ao México e depois ruma ao Alasca, conhecendo pessoas que mudam sua vida, assim como ele muda as delas. O filme, de 2008, ainda conta com uma incrível trilha sonora de Eddie Vedder. Baseado no livro de Jon Krakauer, o filme foi dirigido por Sean Penn.

2. Na mira do chefe

Esse filme de 2008 se passa na pequena e bela cidade de Bruges, na Bélgica, e me inspirou a visitar o local. Na mira do chefe (ou, em inglês, In Bruges) é um filme de humor negro em que dois matadores (Colin Farrell e Brendan Gleeson) são enviados para Bruges a fim de aguardar instruções de seu chefe (Ralph Fiennes). Porém, sentem-se deslocados e passam a turistar pela charmosa cidade medieval. Enquanto o personagem de Colin sente-se irritado de estar lá, o de Brendan se encanta com a cidade de contos de fadas. Vale a pena ver para se inspirar com as cenas de Bruges.

3. Casa comigo

Essa comédia romântica me deu vontade de sair correndo para visitar a Irlanda. Amy Adams, nesse filme de 2010, viaja para o país atrás de uma tradição local: o dia 29 de fevereiro é o único dia do ano em que as mulheres podem pedir os homens em casamento. Porém, após aterrissar no lugar errado, ela tem que atravessar o país com a ajuda do dono de uma hospedaria. Esse doce filme mostra lindas paisagens do interior da Irlanda e me inspirou a visitar o país.

4. Sob o sol da Toscana

O livro de Frances Mayes inspirou este belo filme, com clássicas paisagens da Toscana. No filme, a escritora embarca numa viagem à Toscana após receber o pedido de divórcio de seu marido. Deprimida, a personagem ganha a viagem de uma amiga para se curar, mas chegando lá, em um impulso, resolve comprar uma casa numa vila próxima a Cortona. Pouco a pouco Frances se deixa conquistar pela Toscana, pelos amigos que faz e se apaixona novamente. E esse filme de 2004 fará você se apaixonar e correr para a Toscana!

5. Livre

Livre (Wild) a princípio não me conquistou. Porém, após ler o livro, passei a admirar totalmente esse filme. Cheryl Strayed (Reese Whiterspoon), após a repentina morte da mãe, vê sua vida desmoronar. Distancia-se da família, desiste de seu casamento e entrega-se à heroína. Porém, 4 anos depois, resolve percorrer sozinha 1.770 km pela belíssima trilha Pacific Crest Trail, a PCT, na costa oeste dos Estados Unidos. Sem nenhuma experiência em trilhas, essa jornada a ajuda a se fortalecer e se autodescobrir, uma verdadeira história de superação. Baseado em fatos reais, Livre (2015) me fez ter vontade de fazer essa trilha completa um dia. Fica a dica para ler o livro também.

6. Uma caminhada na floresta

Com Robert Redford e Nick Nolte, Uma caminhada na floresta (A walk in the woods), de 2015, se passa em outra trilha dos Estados Unidos, a Appalachian trail, na costa leste do país. Após muitos mochilões pela Europa, o personagem de Robert Redford, já na terceira idade, resolve que nunca é tarde para aproveitar a vida e convida um antigo colega de viagens para fazer a trilha dos Apalaches, de 3.000 km, e provar que mesmo nessa idade ainda há muito o que se viver. Essa caminhada cheia de hilariantes surpresas te leva para conhecer mais uma trilha dos EUA.

7. Antes do amanhecer

Esse fascinante filme com Ethan Hawke e Julie Delpy te fará ter vontade de conhecer a bela Viena, na Áustria. Na história, o americano Jesse e a francesa Celine se conhecem num trem pela Europa e ele a convence a desembarcar em Viena. Atravessando uma noite inteira passeando pela cidade, eles se conectam por meio de reflexivas e interessantes conversas e pouco a pouco se apaixonam. Antes do amanhecer (Before Sunrise, de 1995) poderia ser maçante, mas em vez disso, ele se revela uma grata surpresa, doce, leve e apaixonante. Tanto que acabou gerando duas continuações, Antes do por do sol e Antes da meia-noite.

8. Chef

Com roteiro inusitado e uma trilha sonora ótima, este filme te fará ter vontade de fazer road trips. Com Jon Fravreau, Robert Downey Jr., Dustin Hoffman, Scarlett Johansson e Sofía Vergana, o filme conta a história de um renomado chef de cozinha que adora inovar, mas um dia recebe a visita de um crítico gastronômico que “detona” com suas opiniões negativas. O personagem, de gênio forte, acaba sendo demitido e a briga viraliza na internet. Sem perspectiva de arrumar emprego em outro restaurante ele resolve tentar a sorte com um food truck de lanches mexicanos e, viajando pelos EUA, redescobre o entusiasmo pela vida, pela gastronomia e o amor. Este filme leve e engraçado de 2014 não deixa de ser uma história de superação e vai te inspirar em muitos sentidos.

9. The fundamentals of caring

Também sobre uma road trip, esse filme de 2016 com Paul Rudd conta a história de Ben, um escritor frustrado com os problemas da vida, que decide se aventurar por uma nova carreira, a de cuidador. Porém, seu primeiro cliente é Trevor, um adolescente com distrofia muscular reclamão, mal-humorado e sarcástico que nenhum cuidador aguenta. Após descobrir os desejos do jovem de conhecer alguns lugares do país que ele via no noticiário, sobretudo um local que era dito o buraco mais fundo do mundo, Ben decide levá-lo para provar que é possível superar seu problema e realizar seus sonhos. Aos poucos eles se entendem e o filme mostra o valor que devemos dar às coisas simples da vida e à amizade.

10. O caminho

O caminho, ou The way, me fez ter vontade de embarcar já para a Europa e fazer o caminho de Santiago de Compostela. No filme, o filho de Tom (Martin Sheen) está prestes a iniciar o caminho de Santiago quando acaba perdendo a vida em uma fatalidade. Tom viaja para a França a fim de recolher o corpo de seu filho, mas, ao chegar lá, decide realizar o desejo dele: resolve na hora fazer o Caminho de Santiago, sem nenhum preparo ou experiência, levando as cinzas do filho. Durante essa peregrinação Tom encontra companheiros únicos de viagem e aprende que “você não escolhe uma vida, você vive uma”.

11. A vida secreta de Walter Mitty

Neste filme de 2013 com Ben Stiller, seu personagem Walter Mitty trabalha na revista Life como laboratorista de fotografias. Walter Mitty é um cara normal, cheio de sonhos, mas preso na rotina. Após receber os negativos das fotos da nova edição percebe que falta uma, a que deveria, segundo o famoso fotógrafo que as fez (Sean Penn), entrar como capa da revista. Isso funciona como um gatilho para que Walter Mitty saia em uma jornada atrás da foto faltante e seu fotógrafo, o que o faz sair da zona de conforto, passando por lugares belíssimos e mudando sua vida!

12. Up! Altas aventuras

Esta animação de 2009 me inspirou a procurar a terra das cachoeiras gigantes! E colocando esses dizeres do filme no Google, a princípio não achei o Monte Roraima e o Salto Angel, locais em que o filme se baseia, mas sim, a bela terra de cachoeiras gigantes brasileira, a paranaense Prudentópolis! Em seus primeiros minutos, o filme já é capaz de arrancar lágrimas de muita gente, contando a história de vida de Carl e sua amada Ellie, que se conheceram na infância e sempre sonharam em uma aventura na América do Sul. Porém, com o passar dos anos e muitas dificuldades, Ellie falece após uma vida de amor e alegrias ao lado de Carl. O personagem torna-se um velho rabugento, que é surpreendido com um empreendimento imobiliário que quer derrubar sua casa. É nessa hora que a história e a vida de Carl sofrem uma reviravolta: ele amarra milhares de balões à sua casa, que sai voando, porém, com um intruso, o escoteiro Russell. Assim eles saem em direção finalmente à terra das cachoeiras gigantes, o local em que Carl e sua falecida esposa sempre desejaram morar. O filme é uma lição de vida que diz para nunca desistir de seus sonhos!

13. Hector e a procura da felicidade

Hector é um psiquiatra que está à procura de resolver os problemas de seus pacientes e ajudá-los a encontrar a felicidade. Ao lado de sua esposa Clara, ele mesmo não sabe o verdadeiro significado da felicidade e vive em meio a dúvidas existenciais. Então ele decide sair pelo mundo procurando esse real significado para as pessoas e através de suas experiências. Nessa jornada ele visita a China, a África e Los Angeles, e com as pessoas que encontra, tira suas conclusões sobre o real valor da existência e da felicidade. É um filme (2016) leve, doce e cheio de lições de vida, com um toque de humor, mostrando belos lugares do mundo.

14. Copenhagen

Esse filme de 2014 me fez ter vontade de conhecer a bela cidade de Copenhagen. William é um imaturo jovem de 28 anos que viaja pela Europa e decide procurar por seu avô na cidade de Copenhagen. Lá ele conhece a jovem Effy, que o auxilia em sua busca, mas sem perceber, apesar de sua pouca idade, o ajuda a resolver seus problemas de maturidade. Com as cenas do filme, a Dinamarca entrou na minha lista de países a visitar!

15. Trilhas

Este filme é baseado no livro Trilhas (Tracks) de Robyn Davidson. O filme, de 2013, adapta as memórias de Robyn, que em 1977 cruzou sozinha os desertos australianos por 2.700 km em direção ao mar com sua cadela e 4 camelos. Com o papel interpretado por Mia Wasikowska, Robyn parte numa jornada de autoconhecimento. Ela aprende a treinar os camelos e aceita um patrocínio da National Geographic, que impõe a condição de que um fotógrafo a encontre em alguns pontos para fotografá-la para a revista. Nessa envolvente história de trekking Robyn enfrenta o extremo calor do deserto, a fome e a sede, cobras e camelos selvagens, sendo uma bela inspiração para trekkings de longa distância através da figura dessa forte heroína.

Pensa numa vila rústica e charmosa em uma praia perfeita. Pensou? Bem-vindo à Guarda do Embaú! Essa é uma das maravilhas do litoral catarinense, entre Floripa, Bombinhas, praia do Rosa e outras. Pertencente ao município de Palhoça, a Guarda fica a 50 km de Floripa sentido sul do estado.

Vilinha da Guarda do Embaú

Este é o rio da Madre

Conhecido reduto de surfistas por suas boas ondas, a Guarda do Embaú reserva também ótimas caminhadas, mirantes e piscinas naturais, além de ser considerada uma das 10 praias mais belas do Brasil. Fora isso, a diversão à noite é garantida com seus bares, restaurantes e lojinhas de artesanato.

Trilha do lado esquerdo do rio da Madre

É bem sinalizado!

A época do ano para visitar? É praia! Bora no verão! Mas evite períodos como Ano Novo e Carnaval, as estradas de Santa Catarina costumam acumular muito trânsito nessas épocas. Eu fui num feriado em novembro, e fiz um corridão, visitei em 4 dias inteiros:

– 1 dia na Guarda do Embaú

– 1 dia na Praia do Rosa

– 1 dia em Bombinhas

– 1 dia em Balneário Camboriú

Encontro do rio da Madre com o mar

Mirante da Pedra do Urubu (e a foto que abre o post também!)

É suficiente? Faltaram algumas coisas para conhecer. E foi um corridão, não tive muito tempo para ficar curtindo praia. Mas para esta pessoa hiperativa aqui foi ótimo! Neste relato descreverei os dois primeiros dias, Guarda do Embaú e Praia do Rosa. E em outro ficam Bombinhas e Balneário Camboriú.

Outro lado do mirante da Pedra do Urubu

Zoom na praia da Guarda!

Ou seja, se você quiser, é possível passar um fim de semana somente na Guarda, ou então fazer só Guarda e Praia do Rosa se só tiver esses poucos dias.

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira

Para chegar à Guarda, se você for de algum estado longínquo, precisará pegar um voo para Florianópolis. De lá poderá seguir para a Guarda ou alugando um carro, opção que fiz, ou pegando um ônibus para a Praia da Pinheira com a Jotur ou a Santo Anjo.

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira

Cheguei na Guarda e, após deixar as coisas em minha hospedagem, fui a pé para a praia. A Praia da Guarda é dividida da vilinha pelo rio da Madre. Essa praia parece ótima para curtir o dia e tem uma boa extensão para andar. Porém, para acessá-la você precisa atravessar o rio, a pé se a maré estiver baixa e de barquinho se estiver alta. No local há vários barqueiros que cobram R$ 3,00 para atravessar.

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira: a vila da Guarda tá lá longe!

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira: Guarda ao fundo

Como fui direto para as trilhas, não precisei atravessar o rio, mas sim, margeei pelo canto esquerdo. Desse modo, se prosseguir, você passará pela praia do Evori. Porém, minha primeira trilha foi para a Pedra do Urubu.

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira: Prainha ao fundo

Essa é a Prainha

A Pedra do Urubu é um belíssimo mirante com uma incrível vista! Seguindo por essa trilha que mencionei, margeando o lado esquerdo do rio, você encontrará uma bifurcação à esquerda (há uma placa indicando). Pegue-a, depois mantenha sempre à direita. (Como toda trilha, indico sempre ir de tênis.) O começo da trilha é mais suave, depois, mais para o final, a subida fica mais íngreme. São uns 25 minutos de trilha mais ou menos. Apesar desse esforço final da subida, achei a caminhada relativamente tranquila. Chegando lá me emocionei com a lindíssima vista!

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira: essa área é mais rural

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira: trilha demarcada, passe pela porteira

Após descer pelo mesmo caminho que vim, fui fazer a segunda caminhada mais esperada da região, a trilha da praia da Guarda do Embaú até a praia da Pinheira. Seria na direção que prosseguiria se não tivesse pegado o desvio à esquerda para o mirante da Pedra do Urubu. Há uma placa indicando Prainha. São mais ou menos 7 km de caminhada, mas achei tranquilo. Só havia um trecho com pedras para subir, mas foi bem fácil.

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira: siga o caminho

Praia do Maço, no vale da Utopia

Antes de continuar, veja a seguir o mapa dessa trilha. Eu não atravessei o rio, como mostrado nesse mapa. Em vez disso, segui margeando perto do ponto azul que está fora da rota. O ponto azul fora da orla é a Pedra do Urubu.

Clique para aumentar. Mapa da trilha da Guarda do Embaú até a praia da Pinheira. Fonte: http://pousadaraizesdaguarda.com.br/website/trilhas-na-guarda-do-embau/

Praia do Maço, no vale da Utopia

Praia do Maço, no vale da Utopia

Você passará por lindas paisagens. A primeira praia que encontrará será a Prainha. Muita gente pega esse caminho só para ir até ela, e volta por onde veio. Continuando você passará por belos costões rochosos muito bons para apreciar e fotografar. Nesse trecho, a área parece ficar um pouco mais rural, e é possível encontrar vacas pelo caminho. Siga pela porteira que está lá para as vacas não passarem e verá que a trilha está demarcada pelo trecho mais gasto do gramado.

Trilha da praia do Rosa até a Praia Vermelha

Trilha da praia do Rosa até a Praia Vermelha

Trilha da praia do Rosa até a Praia Vermelha: praia do Rosa ao fundo

Continuando, você chegará num local extremamente bonito: o Vale da Utopia, que abriga a linda Praia do Maço. Essa região é um reduto de hippies, mas quando passei não havia ninguém. Após comprar algo para beber no Bar da Praia do Maço, segui pela trilha até a Praia de Cima. Parece que nessa região há algumas piscinas naturais formadas pelas pedras que dizem ser muito boas para banho. Continuando, finalmente alcancei a Praia da Pinheira.

Trilha da praia do Rosa até a Praia Vermelha: chegando na Praia Vermelha

Saindo da Rosa Sul sentido praia do Luz

Essa parte já é urbana, e de lá, não precisei voltar para a Guarda pelo caminho que vim, mas voltei pela cidade. Esse trecho entre as ruas da cidade até a Guarda é bem menor que a trilha pela praia, são só 2 km, por isso cheguei de volta bem rápido (claro que essa distância depende do quanto você andar pela praia). Quem estiver hospedado na Praia da Pinheira pode fazer esse percurso todo que fiz ao contrário. Não se esqueça, para esse trajeto, de levar água, protetor solar e um lanchinho.

Saindo da Rosa Sul sentido praia do Luz: vista de cima do costão direito

Saindo da Rosa Sul sentido praia do Luz: praia do Rosa ao longe

Praia do Luz

No outro dia peguei o carro e fui até a praia do Rosa, no município de Imbituba, cerca de 30 km sentido sul do estado a partir da Guarda. Chegando lá minha primeira caminhada foi para o lado esquerdo da praia (via Rosa Norte). Lá há uma trilha bem fácil por cima de passarelas que leva até a Praia Vermelha, e se quiser pode continuar também até a praia do Ouvidor.

Lagoa de Ibiraquera

Praia do Luz

Depois retornei por onde vim e fui explorar o lado direito da praia do Rosa (seria Rosa Sul). Achei a vista desse lado mais bonita, conforme subia no costão os ângulos variavam, até eu encontrar o ponto perfeito para fotos. Continuando a caminhada, saí na praia do Luz, onde havia muitos praticantes de kitesurf, e seguindo mais um pouco saí na lagoa de Ibiraquera, onde havia várias pessoas curtindo a água. Aparentemente, essa lagoa é muito grande e eu poderia ter explorado mais o local.

Vista da Praia do Rosa de cima do costão direito

Vista da Praia do Rosa de cima do costão direito

Praia do Rosa

Depois retornei por onde vim, e segui para a região central da Praia do Rosa, onde está a Lagoa do Meio, também muito agradável para nadar. Para se localizar melhor, veja o mapa a seguir. Dizem que nessa região, nos meses de julho a novembro, é possível avistar baleias franca. Faltou conhecer a Praia da Ferrugem, que dizem ser muito bela. As caminhadas pela praia do Rosa oferecem belos mirantes e são bem agradáveis para quem gosta desse tipo de passeio, se não, a praia e a lagoa do Meio servem muito bem para passar o dia.

Clique para aumentar. Mapa da região da Praia do Rosa. Fonte: http://www.cabanasuhuru.com.br/imagens/mapa.jpg

Praia do Rosa

Lagoa do Meio, na praia do Rosa

Tanto na Guarda do Embaú quanto na Praia do Rosa achei tranquilo caminhar sozinha, e encontrei outros turistas passeando por essas trilhas. Esses dois destinos são encantadores e, independente do seu estilo de viagem, são locais que agradam a todos que visitam.

Tchau, praia do Rosa!

Escolher quais visitar entre 6000 ilhas gregas não é tarefa nada fácil, apesar de somente 227 serem habitadas (e mesmo assim, só 80 têm mais de 100 habitantes). Por isso, é certo que apenas em uma viagem à Grécia não será possível conhecer todas.

Estrada em Zakynthos

Península próxima a Porto Vromi vista da estrada

Para facilitar sua escolha, primeiro você precisa entender a geografia grega e o mar Egeu. As ilhas gregas são divididas em grupos: as Cíclades, o Dodecaneso, as Espórades, as Jônicas, as Sarônicas e as do norte do mar Egeu. Para entender melhor, veja o mapa:

Clique para abrir. Crédito mapa: http://www.greekisland.co.uk/greeks/greek-maps.htm

Estradinha para Porto Vromi

Vista da estradinha para Porto Vromi

No conjunto das ilhas Cíclades estão as famosas Santorini e Mykonos. Já Creta, maior ilha da Grécia, está na porção meridional do mar Egeu. Rhodes está no Dodecaneso. E o tema desta postagem, Zakynthos, além da Cefalônia e de Corfu, está entre as ilhas Jônicas.

Chegando em para Porto Vromi

Porto Vromi

Precisei pesquisar em muitos e muitos blogs para descobrir quais ilhas eu gostaria de ir em minha primeira visita à Grécia. Por fim, escolhi Santorini, Zakynthos e Cefalônia. Como eu queria ver aquela famosa arquitetura grega de casinhas brancas e tetos azuis, a escolha foi uma das ilhas Cíclades: Santorini. Isso porque é uma região com esse tipo de arquitetura, além de mais árida e com algumas ilhas vulcânicas. Essa ilha será tema de outro relato, mas por ela, eu vi que nem todas as ilhas gregas têm aquele mar azul brilhante. Que essas ilhas vulcânicas apresentam areia escura, ou até pedrinhas pretas no lugar de areia, e como é a cor da areia que determina a “cor” do mar, este seria “escuro”, apesar de transparente.

Porto Vromi

Porto Vromi: não é qualquer porto

Mas eu também queria ter a experiência com a qual sempre sonhei, aquele mar de filme, estonteantemente azul! Então eu consegui isso escolhendo as ilhas Jônicas, com um clima mais temperado e vegetação mais abundante. Esse conjunto de ilhas teve muita influência italiana, então você não encontrará as casinhas brancas das ilhas Cíclades. Por fim, eu queria conhecer a “praia mais bonita do mundo”, assim denominada pelo TripAdvisor. E queria conhecer mais uma outra ilha próxima, mas que também fosse paradisíaca. Escolha natural? Zakynthos e Kefalonia, bem próximas uma da outra!

Embarcando em Porto Vromi

Embarcando em Porto Vromi

Como são destinos de praia, a melhor época para visitar é sempre o verão, de junho a setembro.

Para chegar, se está vindo do Brasil, provavelmente precisará pegar voo para alguma capital da Europa. E de onde estiver, é provável que antes você visite Atenas.

Chegando na Navagio Beach

Finalmente: Navagio Beach

Você pode chegar a Zakynthos de várias formas.

Se for de avião:

Existem algumas cidades da Europa que oferecem voos diretos para Zakynthos. Mas de Atenas com certeza tem. Portanto, consulte os sites da Aegean Air, da Olympic Air, da EasyJet e da Ryanair. Eu viajei de Atenas a Zakynthos com a Aegean, os preços estavam muito bons e é apenas 1 hora de voo.

Navagio Beach: um sonho!

Navagio Beach: é muito azul!

Se for de ônibus (ou carro alugado) + ferry boat:

Em Atenas você pode pegar um ônibus no terminal KTEL (Rua Kifissou, 100). Esses são os preços e horários que ligam a capital do país a Zakynthos. São 3,5 horas de viagem.

Navagio Beach: praia do coração <3

Navagio Beach: paraíso azul

Na verdade, de ônibus (ou carro), você primeiro precisa ir até Kilini (ou Kyllini). Esse é o ponto no continente onde você pegará o ferry boat, e daí pode ser ou para Zakynthos ou para Kefalonia. A Kefalonian Lines e a Levante Ferries são as empresas de ferry boat que fazem o trajeto de Kilini a Zakynthos (ou a Kefalonia) e vice-versa. Nos sites você pode ver os preços atualizados, bem como os horários. O percurso é de 1 hora. (Note que há um preço para quem atravessa a pé e outro a mais para quem vai atravessar com um carro.)

Navagio Beach: sonhando

Navagio Beach: naufrágio que deu nome à praia

No verão, há também 2 horários por dia para fazer o trecho de ferry entre Zakynthos e Kefalonia, porém, como são poucos horários e o ferry não sai do centrinho principal de Zakynthos, mas sim de um lugar mais distante (Agios Nikolaos), achei que seria mais trabalhoso, no meu caso, ir de uma ilha à outra dessa forma, e preferi, assim, sair de Zakynthos, ir a Kilini e de Kilini a Kefalonia. Porém, se você tiver alugado um carro em Atenas e for atravessar para as ilhas no ferry com esse carro, imagino que será mais fácil circular pela ilha e escolher sua logística perfeita.

Navagio Beach: paraíso azul

Navagio Beach: navio Panagiotes

Eu comprei na hora o ferry e foi bem tranquilo, mas há muitos sites que vendem antecipado tanto esse trecho das ilhas jônicas quanto outros por toda a Grécia (por exemplo, Danae e Ionian Group e Paleologos e Ioninanpelagos e Helenic Sea Ways e Greek Ferries e Blue Star Ferries e Ferries.gr e Ferries Greek Islands e Anek). Quando fui a Santorini comprei antecipado. Escolhi o site mais simpático e deu certo rs. Foi pelo Greek Ferries. A compra foi pela internet, mas fui em Atenas na agência trocar o voucher pela passagem em si. Todos os ferries que peguei na Grécia mais pareciam navios de luxo, com wi-fi e restaurante (nada que lembre, por exemplo, as travessias de balsa de Santos a Guarujá ou de São Sebastião a Ilhabela rs).

Navagio Beach: canto esquerdo

Outra praia próxima a Navagio Beach

Zakynthos (ou Zaquintos ou Zante) é a terceira maior ilha jônica (Ionian Islands), com cerca de 45 km de extensão (125 km de litoral). Porém, as estradinhas da ilha muitas vezes são estreitas, apesar de todas asfaltadas e, por isso, é certo que você levaria mais de 1h para ir do sul até o norte.

Outra praia próxima a Navagio Beach: segunda parada do barco

Praia próxima a Navagio Beach: tão azul quanto

Eu me hospedei na região de Keri, na parte sul da ilha, e a escolha foi totalmente baseada no preço. Fiquei numa pousada onde o quarto era equipado com fogão e geladeira, o que me permitia cozinhar. Veja no mapa abaixo para se localizar melhor. Por esse mapa, os ferries para e de Kilini chegam onde está escrito Zakynthos, que seria como se fosse o “centrinho” da ilha, com maior quantidade de lojas, restaurantes e serviços. O aeroporto está um pouco à esquerda (perto de onde está escrito Kalamaki). Keri fica na extrema esquerda no sul. Se você for fazer o trajeto entre Zakynthos e Kefalonia direto, sem passar por Kilini, os ferries saem do extremo norte, onde está escrito Agios Nikolaos e Skimari. E onde está escrito Shipwreck, no norte do lado direito, é nossa menina dos olhos, o motivo de visitar Zakynthos, a Navagio Beach (ou Shipwreck, ou praia do Naufrágio). Observe também no mapa do lado esquerdo, entre Keri e Shipwreck, os highlights Porto Limnionas e Porto Vromi.

Clique para abrir maior. Crédito: http://www.zanteisland.com/en/zakynthos-maps.php

Clique para abrir maior. Crédito: http://www.bellavistazante.gr/en/about-zante

Praia próxima a Navagio Beach

Eu passei 2,5 dias em Zakynthos, e foi suficiente para conhecer os destaques que eu queria. Porém, depois que voltei descobri outros lugares que gostaria de ter visitado na ilha. Por exemplo, saindo de Keri há um passeio de barco que parece ser bem interessante a uma ilha chamada Marathonissi, um ponto de preservação de tartarugas, ou outras praias ao norte e ao leste da ilha (por exemplo, Xigia, Little Xigia e Makris Gialos), ou, ainda, alguns pontos históricos e a noite no distrito de Laganas. Descobri também que há agências que oferecem passeios diferenciados de bike e de caiaque, como a Zante Blue.

Passeio de barco a Navagio Beach

Blue Caves

Blue Caves

Cometi um erro muito bobo, por falta de pesquisa. Portanto, leiam e releiam este blog e todos os que puderem antes de fazerem suas viagens. Eu cheguei em Zakynthos e descobri um fato: não há transporte público em Zakynthos. E você não vai conseguir ir a pé até os lugares que quiser visitar.

Blue Caves: azul neon

Entrando nas Blue Caves

Na verdade, minha ideia era ir de táxi para todos os lugares. Porém, ao chegar lá, descobri que pegar um táxi é uma “pequena facada”. Foi uma experiência da qual depois dei risada, mas que na hora me deixou aflita. Mostrei o endereço de minha pousada para um taxista. Ele me deixou numa estrada de terra com algumas casas, apontou uma, fez uma ligação (em grego) e me disse que era lá, e então foi embora. Depois de esperar 40 minutos e encarar a realidade de que ele não conhecia o endereço, mas também não quis perder a corrida, saí nervosa caminhando com minha cargueira pela rodovia, sem saber para qual direção andar. Felizmente, depois de meia hora andando achei uma pequena vila. Lá achei uma locadora de carros e descobri que minha hospedagem era muito próxima.

Num ponto próximo às Blue Caves

Num ponto próximo às Blue Caves

Portanto, anotem: a melhor maneira de de circular pela ilha e conhecer Zakynthos e seus atrativos é alugando um carro, ou uma scooter, ou um quadriciclo. Depois de corrigir meu erro e alugar um carro (que consegui dividir com uma simpática japinha que conheci na locadora em Keri), fomos direto para um lugar único no mundo: Navagio Beach!

Blue Caves: são várias

Outra praia próxima às Blue Caves

Navagio Beach (ou Shipwreck) tem esse nome por conta de um antigo navio encalhado na praia, que acrescenta charme a um lugar que já é charmoso por natureza. Dizem que na década de 1980 o navio Panagiotes, que era de piratas, servia ao contrabando, traficava tabaco e bebidas e, ao encalhar, acabou sendo abandonado por lá.

Outra praia próxima às Blue Caves

Na verdade são pedrinhas, não areia

Para acessar essa praia, você terá que pegar um barco de um desses 3 lugares: Porto Vromi, Agios Nikolaos ou Skinari. Porém, como Porto Vromi é o local mais próximo, é também onde o valor do barco será o mais barato.

Vista do mirante da Navagio Beach

Mirante da Navagio Beach: navio naufragado

Dirigimos até Porto Vromi e, ao se aproximar, já da rodovia a visão de um mar azul nos deixava sem fôlego! Para acessar o local você desce por uma estreita e cheia de curvas estradinha, é preciso ir devagar e com atenção. Porém, quanto mais próximo chegávamos mais bonito ficava. Estacionamos em Porto Vromi e o lugar não parecia em nada com um porto comum. Isso porque o lugar é extremamente paradisíaco! Claro, é um local de onde saem barcos, mas eu poderia tranquilamente passar umas boas horas nadando por lá e curtindo a prainha de Porto Vromi.

Vista do mirante da Navagio Beach

Mirante da Navagio Beach: uma prainha escondida

Pegamos um pequeno barco a 15 euros para acessar a Navagio Beach. Rapidamente avistamos as falésias que cercam a famosa praia. É um lugar encantado! Descemos na praia de areias brancas e mar quente e curtimos 1 hora por lá. Eu ouvi dizer que se você quiser aproveitar mais tempo, é possível pedir ao barqueiro para voltar em outro barco, mas não tenho certeza dessa informação. Depois fizemos uma segunda parada numa outra praia próxima, tão paradisíaca quanto a Navagio, só que sem o navio e sem o excesso de turistas. Essa segunda parada numa praia próxima também vale muito a pena.

Mirante da Navagio Beach: estou encantada!

Mirante da Navagio Beach: imensidão azul

Em seguida fomos para as Blue Caves. É uma parte bem interessante do passeio, pois o barco entra em cavernas, onde podemos saltar para mergulhar, e a luz que vem de fora “acende” o azul do mar visto de dentro das cavernas.

Mirante da Navagio Beach: admirada

Naufrágio visto de cima

Após retornar ao estacionamento, pegamos o carro e fomos conhecer o famoso mirante para a Navagio Beach, na região de Volimes. Voltando para a rodovia principal e seguindo sentido norte até o mirante são 14 km. Há um mirante oficial com uma espécie de plataforma. Porém, a vista dele não é muito boa. Para se ter aquela vista perfeita, você precisa ir se distanciando para a direita, para os mirantes “não oficiais”. Tome cuidado nas pedras, mas conforme caminha terá as mais incríveis vistas do alto da Navagio Beach. É algo fantástico e que com certeza ficará para sempre no seu coração! Após muitas fotos dos mais diversos ângulos, curtimos um belíssimo por do sol de filme lá do mirante!

Mirante da Navagio Beach: até foto de casamento lá em cima

Mirante da Navagio Beach: esse casal com certeza é feliz

Mirante da Navagio Beach: conforme caminha você tem ângulos diferentes

Em meu segundo dia aproveitei para curtir outras praias que passamos no caminho do dia anterior. Primeiro fui a Porto Limnionas. Depois do dia anterior, confesso que não esperava tanto das outras praias. Porém, o local é super lindo e agradável, é um braço de mar cercado por pedras (não tem areia), um ótimo local para nadar.

Mirante da Navagio Beach: sol baixando

Mirante da Navagio Beach: um belo local para ver o por do sol

Mirante da Navagio Beach: belíssimo por do sol

Depois segui para Marathia, onde havia alguns pontos para nadar perto das pedras e parei para almoçar num restaurante local. Aqui, aproveito para ressaltar que todas as refeições que fiz na Grécia no geral foram na faixa de 10 euros incluindo a bebida.

Casal admirado com o por do sol visto do mirante da Navagio Beach

Porto Limnionas

Porto Limnionas

Após almoçar fui conhecer a praia de Keri. Achei essa praia mais simples comparada com as outras. Quando visitei, não sabia que de lá saem os barcos a Marathonissi, a ilha em frente, esse sim um lugar que vale a pena. Mas fica como um motivo para voltar no futuro.

Curtindo o Porto Limnionas

Marathias

Marathias

Fui embora de Zakynthos realizada, mas ainda tinha a Kefalonia para visitar. E ressalto que considero sim a Navagio Beach a praia mais linda do mundo, inclusive muito à frente das praias da Tailândia. Fecho este relato com um site com um pequeno dicionário inglês-grego para se inteirar um pouco do idioma.

Praia de Keri

Praia de Keri

Quando se pensa no Maranhão, logo vêm à cabeça os Lençóis Maranhenses. Porém, o estado abriga outra joia para quem curte natureza: a Chapada das Mesas. E se você tem vontade de conhecer todas as chapadas do Brasil, terá de incluir esta na sua lista! Paredões rochosos (formando “mesas”, daí o nome dessa chapada), estonteantes cachoeiras com muita água, piscinas naturais cristalinas e belíssimas paisagens compõem o incrível cenário desse destino.

O Parque Nacional da Chapada das Mesas, criado em 2005, tem 160.046 hectares de cerrado, e está na região dos municípios de Carolina, Riachão, Estreito e Imperatriz.

Cachoeira da Prata

Cachoeira da Prata

QUANDO? A melhor época para se visitar é de maio a setembro, que é a época seca. De dezembro a março pode ser bastante chuvoso. Como é uma região bastante quente o ano inteiro, eu fui em fevereiro, passei meu carnaval por lá. De fato peguei meia hora de chuva intensa, mas nada que atrapalhou o passeio no geral.

Cachoeira São Romão

Cachoeira São Romão

COMO CHEGAR? (Ai, que pergunta difícil! rs) Sua base para visitar os atrativos da Chapada das Mesas será a pequena cidade de Carolina, no sul do estado do Maranhão. O pensamento natural seria pegar um voo para São Luís. Porém, essa seria uma das soluções mais distantes, viável somente se você fosse combinar o destino com os Lençóis Maranhenses. Isso porque a capital do estado fica a mais de 800 km de Carolina. Quando fui aos Lençóis, de fato vi algumas empresas oferecendo transfer no aeroporto de São Luís, porém não sei se hoje em dia isso está operando.

Atrás da Cachoeira São Romão

Uma das maneiras mais próximas de alcançar esse paraíso é voar para Imperatriz, cidade a pouco mais de 200 km de Carolina. Porém, hoje somente a Latam e a Azul operam esse trecho. Com a retirada do voo da Gol, esse trecho ficou um pouco mais caro no geral. Outra opção seria voar para a cidade de Araguaína, a 150 km de Carolina, que conta com os voos da Gol, Latam e Azul. Mas quando fui o trecho também estava caro. Antes havia a Voe Sete, que voava direto para Carolina, mas ela deixou de operar. Minha solução foi voar para Palmas, a 500 km de Carolina.

Encanto Azul

Encanto Azul

Se você chegar por Imperatriz, o trecho terrestre desta cidade a Carolina é feito pela JR 400. Chegando por Araguaína ou por Imperatriz, há algumas vans e ônibus que fazem o trecho até Carolina, mas pesquise com sua hospedagem ou agência os horários antes de ir. De Palmas também há um ônibus por dia. Algumas pessoas alugam carro numa dessas cidades e dirigem o trecho todo. Outra maneira é pedir para uma agência de tours de Carolina fazer o transfer para você.

Como a capital mais próxima de Carolina é Palmas (a 500 km), muitas pessoas combinam uma viagem ao Jalapão com a Chapada das Mesas, no que costumam chamar de Jalapada (Jalapão com Chapada, dããã rs).

Cachoeira Santa Paula, no complexo Santa Bárbara

Chegando na Cachoeira Santa Bárbara, no complexo Santa Bárbara

Na Chapada das Mesas os atrativos ficam distantes uns dos outros. Por isso, ou você precisará estar de carro ou, então, contratar uma agência de passeios. Se você estiver com carro comum, é possível fazer alguns dos passeios com ele, mas outros exigem um 4×4. Por isso, de qualquer forma, pelo menos para uma parte dos atrativos, você precisará contratar uma agência. Existem algumas agências em Carolina, como a Eco Trilhas (Facebook e contato da guia), a Cia do Cerrado, a Torre da Lua e o Zecatur (site e Facebook), além das agências em Palmas.

Cachoeira Santa Bárbara, no complexo Santa Bárbara

Aí era onde era pra ser o Poço Azul, no complexo Santa Bárbara, mas com a chuva, olha como ficou!

Eu contratei um tour de 4 dias pela Chapada das Mesas. Com esse período, dá para conhecer os principais atrativos. Porém, se você ficar mais, há ainda outros passeios que ficaram de fora de meu roteiro.

Hospedei-me na Pousada Casarão Carolina, que fica num antigo casarão da cidade e estava com um bom preço. A cidade foi construída na década de 1950, e marcada pela passagem da imperatriz Maria Leopoldina, uma das esposas de Dom Pedro I. A região tem mais de 500 construções em estilo colonial.

Carolina é uma cidade pequenina, mas tem uma agradável praça com várias opções de restaurantes. Há também o Museu Histórico de Carolina, que conta a história da região, mas não consegui visitar porque passei todos os meus dias em passeios de natureza.

Fiz toda a minha viagem com o Zecatur, que me ofereceu o melhor custo-benefício. Estávamos em 6 pessoas, e pedi ao Zeca para nos buscar em Palmas. Ele foi muito disposto, pois são 6 horas de viagem, e ele foi até lá nos buscar e retornou conosco dirigindo a noite toda!

Após esse longo percurso, logo de manhã, atravessamos o Rio Tocantins de balsa, de Filadélfia a Carolina, chegando finalmente à cidade. Depois de deixar as coisas na pousada, seguimos para o primeiro passeio do dia.

Complexo Pedra Caída

Complexo Pedra Caída, subindo ao mirante

Meu primeiro dia já foi num dos lugares mais incríveis da região: as cachoeiras São Romão e Prata, no rio Farinha, dentro do Parque Nacional da Chapada das Mesas. Eu considero que esse é um dos passeios que precisa de um 4×4 para chegar, pois o percurso é feito entre terra e muitos trechos só de areia. São cerca de 90 km até lá, esse é um passeio de dia inteiro.

A cachoeira da Prata é somente para contemplação. Ela tem 26 metros de altura, mas a força de suas águas impressiona. Paguei R$ 5,00 para entrar. Depois de uma trilha curta, você acessa o lugar, que rende fotos ótimas.

Em seguida, fomos para a cachoeira de São Romão, com 25 metros de altura. São cobrados R$ 10,00 para entrar. Primeiro acessamos um mirante na parte de cima. Depois, seguimos para a parte de baixo. É aí que é feita a mágica, ponto alto do passeio para mim: você pode ir atrás da cachoeira, o que é uma experiência incrível. Porém, recomendo que tome bastante cuidado, pois há muitas pedras escorregadias. Se tiver chovido muito não será possível acessar a parte de trás da cachoeira. Como eu estava com o guia, ele ajudou todo mundo a ir atrás da cachoeira com segurança. Recomendo que leve uma câmera que possa molhar ou capinha à prova d’agua para celular (você vai ficar encharcado!) para registrar esse ângulo. Nessa cachoeira já é possível banhar-se, há uma espécie de prainha. Depois da experiência almoçamos no local, que oferece uma comida simples, mas saborosa. Veja alguns vídeos da cachoeira São Romão:

No segundo dia fomos para outro lugar clássico da Chapada das Mesas. Seguimos para o Complexo Santa Bárbara, a 136 km de Carolina, em Riachão. Você paga R$ 30,00 para entrar nessa região. Antes de entrar no complexo em si, fomos adiante em direção ao Encanto Azul. Devido às chuvas das semanas anteriores, eu achei a estradinha até o Complexo um pouco complicada. Porém, muitas pessoas vão com carro de passeio até esse ponto tranquilamente, e lá contratam um 4×4 somente para o trecho final até o Encanto Azul (6 km), que custa  20,00.

Vista do mirante do Complexo Pedra Caída

Vista do mirante do Complexo Pedra Caída

Chegando lá, há uma pequena trilha com uma escadaria, descendo por um cânion. Então você terá uma visão encantadora, uma belíssima piscina natural de um azul profundo! É um local perfeito para nadar e fazer flutuação com snorkel, com trechos mais rasos e outros mais profundos, com até 6 metros. Por ser uma nascente, o poço está sempre azul, mesmo que tenha chovido.

Tirolesa no Complexo Pedra Caída

Pirâmide no topo do teleférico no Complexo Pedra Caída

Na volta entramos no Complexo para almoçar. Após o almoço, o guia nos deixou à vontade para fazer as trilhas pelas passarelas dentro do Complexo, que são todas curtas. Infelizmente, todas as águas desse local estavam amarronzadas (coisas de se fazer esse passeio na época de chuvas). Primeiro, passa-se pela cachoeira Santa Paula (também dá para acessar a parte de cima dela, se quiser, para ver a vista). Descendo por ela, primeiro pegamos a passarela para a cachoeira Santa Bárbara. Chegando lá, há uma pequena gruta e uma ponte, de onde se tem uma visão muito bonita da paisagem. A cachoeira Santa Bárbara tem 76 metros de queda e foi a mais alta que visitei na região.

Mirante no Complexo Pedra Caída

Dentro da Pirâmide no topo do teleférico no Complexo Pedra Caída

Depois seguimos para o que seria o Poço Azul, mas que infelizmente estava marrom devido às chuvas dos dias anteriores. Pelo site oficial do local você pode ver algumas fotos de como o poço fica se não houvesse chovido. No geral, mesmo tendo chovido, achei que a visita compensou, por causa do Encanto Azul e pela Cachoeira Santa Bárbara.

Dentro da Pirâmide no topo do teleférico no Complexo Pedra Caída

Em meu terceiro dia, fomos a um inusitado lugar que concentra muitas atrações, o Complexo da Pedra Caída. Lá é bem tranquilo para ir com carro de passeio, pois ele fica na rodovia, a 35 km de Carolina. O local é quase um clube e, apesar dos salgados R$ 60,00 de entrada, vale muito a pena visitar. Esse valor de visitação dá direito apenas a entrada e ao uso das piscinas (que são ótimas para relaxar, contando inclusive com um “bar molhado”). Para fazer os passeios lá dentro, você terá que pagar por atrativo, e os valores atualizados constam no site. Por isso, quando eu fui, deixei cerca de R$ 125,00 lá mais o almoço, mas eu ainda digo que vale a pena.

Passarela subindo ao mirante no Complexo Pedra Caída

Passarela subindo ao mirante no Complexo Pedra Caída

Ao entrar no complexo, você recebe uma pulseira que é uma espécie de comanda, na qual marca o que consumir e os passeios em que for. Depois você segue para uma sala de vídeo, onde assistirá um filme explicando como funciona o local e quais as opções de passeios lá dentro. Nessa hora, você já deve marcar quais atividades fará no complexo, pois cada uma tem seus horários pré-determinados.

Cachoeira do Capelão, no Complexo Pedra Caída

Cachoeira do Capelão, no Complexo Pedra Caída

Além das cachoeiras, há uma enorme tirolesa, subindo por um teleférico ou então por uma passarela. Para subir pela passarela não paga (opção que escolhi). Lá em cima há uma espécie de pirâmide, e a vista é muito bonita. Olha só os vídeos da tirolesa:

Caminho para a Cachoeira da Caverna, no Complexo Pedra Caída

Cachoeira da Caverna, no Complexo Pedra Caída

Nosso guia nos instruiu sobre quais passeios reservar, que são os melhores. Isso porque não há como conhecer todas as cachoeiras num único dia e ainda fazer a tirolesa. Primeiro seguimos para a bela cachoeira do Capelão num carro do complexo. Depois, caminhamos por uma pequena trilha por dentro d’água, mas com o rio na altura dos tornozelos. A cachoeira tem 22 metros de altura, e seu charme é que suas águas são de um tom incrivelmente azul. É uma cachoeira muito bonita e boa para nadar.

Indo para a Cachoeira da Caverna, no Complexo Pedra Caída

Cachoeira da Caverna, no Complexo Pedra Caída

Depois rumamos para a cachoeira da Caverna, com 12 metros. A entrada dela é por uma pequena passarela. Achei ela bem diferente e inusitada. Ao entrar pela caverna, depois de andar por dentro de um pequeno trecho dentro da água (na altura dos tornozelos) você logo chega na cachoeira. Ela passa por uma abertura que já deve ter sido um teto que desabou de uma antiga gruta, que hoje fica ao ar livre (por isso não é necessário lanterna).

Habitante do Complexo Pedra Caída

Trilha para o Portal da Chapada

Após visitar essas cachoeiras, voltamos ao complexo para almoçar. Logo após o almoço fomos para a atração principal do local: a cachoeira do Santuário. Você vai caminhar por um trecho de 600 metros por passarelas e rampas para acessá-la. Na hora, eu não sabia muito bem o que esperar dessa cachoeira, pois não havia visto fotos.

Vista do Portal da Chapada

Vista do Portal da Chapada

Depois das passarelas, deixamos as coisas que não podem molhar e os calçados numa área própria para isso. Daí passamos por um lindo cânion, com fios de água escorrendo pelos paredões, e conforme adentrávamos o cânion, caminhando por dentro do rio, ele ia ficando mais profundo. Chegou um trecho onde a água estava na altura da cintura. Eu já estava achando tudo lindo e especial demais, e pensei que era só isso. Porém, eis que surge a incrível surpresa: ao fazer a curva do cânion, adentramos por uma espécie de gruta ainda formada pelos paredões, com uma pequena abertura no topo, de onde despencava a belíssima cachoeira do Santuário, com 46 metros de queda. É um lugar emocionante! E você vai sair todo molhado! Por conta do ambiente não muito claro e da água respingando por todo lado, entendi por que nunca vi fotos que mostram muito bem o local. A cachoeira do Santuário é inesquecível, uma grata surpresa! Veja o que deu pra filmar dessa cachoeira, na medida do possível:

Portal da Chapada: rende muitas fotos

Morro do Chapéu

Saímos felizes do complexo da Pedra Caída! Mas ainda havia mais uma aventura no dia. No caminho de volta para Carolina, paramos num trecho da estrada onde está a trilha para o Portal da Chapada. Esse local fica a 20 km de Carolina, e é o cartão-postal da região. Dá para estacionar o carro bem ao lado da rodovia. Algumas pessoas vão lá para ver o por do sol, outras para ver o nascer, outra parte ao longo do dia. Eu fui logo após visitar o Complexo da Pedra Caída, porém, acho que esse local merecia mais tempo. Talvez o ideal fosse visitar após o passeio do dia seguinte, as cachoeiras gêmeas do Itapecuru.

Vista do Portal da Chapada

Portal da Chapada rendendo muitas fotos!

Pagamos uma pequena taxa para os guias que ficam no local nos acompanharem pelo caminho arenoso, porém curto, até o portal. Cada trecho lá em cima é uma parada para foto, todas as vistas são extremamente lindas! Por isso eu gostaria de ter ido num dia não tão cheio de atividades, para curtir mais esse belo mirante. Acho o Portal da Chapada imperdível, a vista para os paredões é maravilhosa.

Portal da Chapada: tem gente que vem de bike

Este finalmente é o Portal da Chapada

Lá de cima vê-se o morro do Chapéu, uma das chapadas onde é possível fazer uma trilha até o topo de nível médio, que não fiz nessa viagem. O Portal da Chapada seria uma abertura na rocha, perfeita para ver o por do sol. Após a empolgação com tantas fotos de ângulos e vistas diferentes, acabamos descendo já há noite pelo caminho arenoso.

Amando o Portal da Chapada

Posando com a bike dos outros rs

No quarto dia fizemos um passeio mais curto, fomos conhecer as cachoeiras gêmeas do Itapecuru. Esse local também pode ser visitado com carro de passeio, e fica a 30 km de Carolina. Lá era uma antiga hidrelétrica que acabou virando uma espécie de clube. Paga-se R$ 10,00 para entrar. Há restaurante, chuveiros e banheiros, e às vezes há alguém que aluga caiaque. As cachoeiras são conhecidas como gêmeas por ficarem lado a lado, praticamente iguais, com 8 e 10 metros, respectivamente. Achei bonito, mas é mais um local para descansar. Por isso talvez esse fosse o dia ideal para rumar para o Portal da Chapada logo em seguida, tendo, assim, mais tempo para aproveitar esse mirante.

Cachoeiras do Itapecuru

Além da trilha para o Morro do Chapéu, há outra trilha que não fiz, no Refúgio Serra Torre da Lua, que dizem ser muito bonita. Também não visitei as cachoeiras do Dodô, do Garrote, do Brilho, da Pedra Furada, da Lua, Aldeia do Leão, Mansinha, Formosinha e Sumidouro, dentre outras.

No dia seguinte nosso guia dirigiu nos levando de volta para pegar nosso voo saindo de Palmas. Fomos embora extremamente realizados com a visita a esse local tão mágico que certamente vale conhecer!