Se você é daqueles que gosta de um roteiro por cidades do interior vai adorar Analândia. Próxima a Brotas, São Pedro e Itirapina, essa cidade fica a cerca de 225 km de São Paulo. O principal atrativo, avistado de longe, é o Morro do Cuscuzeiro, cartão-postal da cidade (será que é por que parece uma panela de cuscuz, um cuscuzeiro, invertida?). Esse tipo de formação é chamada de Morro Testemunho, por ter testemunhado as mudanças no relevo ao seu redor; é uma formação rochosa que é mais resistente em relação ao terreno em volta, feita de Arenito Botucatu. Ele tem 900 metros de altura, e foi usado para localização por fazendeiros e desbravadores desde a época das fazendas de café.

Estação Anápolis

Estação Anápolis

Mas antes de correr para o Cuscuzeiro, vale a pena dar uma passada na histórica estação Anápolis, inaugurada pela Cia. Rio-Clarense em 1884 (antes Anápolis dava nome ao distrito, que pertencia a Rio Claro). Somente em 1906 Anápolis virou uma cidade e mudou de nome para Analândia por conta de dualidade de nomes de cidades. A estação foi desativada em 1966, mas hoje o local tem importância histórica e, se quiser saber mais sobre essa questão histórica, consulte este site.

Cachoeira do Escorrega

Cuscuzeiro visto da Cachoeira do Escorrega

O primeiro atrativo de Analândia que visitei foi a cachoeira do Escorrega. No local funciona também um camping, que pode ser uma opção para se hospedar. A cachoeira é bem simples, mas o local é bonito, há uma bela vista do Cuscuzeiro e fui muito bem atendida. O custo para entrada foi de R$ 10,00.

Salto Major Levy

Olha como é bem sinalizado!

Eu achei bem fácil me localizar pela cidade, há algumas placas, mas perguntando, encontrei facilmente as rotas que queria. Nada é muito longe, mas acho que é melhor estar de carro para visitar os atrativos pela distância.

Retornando para a cidade conheci o Salto Major Levy. Ele fica bem na entrada da cidade e tem 25 metros. Tem uma lanchonete na entrada e você avista o salto ao descer uma escadaria. Eu achei o local um pouco sujo, se não me engano até a água estava imprópria para banho, e é uma cachoeira bem urbana. Se você visitar esse salto e as condições estiverem melhores me avise! O contato deles é esse.

Vista da estrada indo para a Cachoeira da Bocaina

Vista da estrada indo para a Cachoeira da Bocaina

Depois segui para a Cachoeira da Bocaina, a mais esperada do dia. No caminho a visão do Cuscuzeiro e do Morro do Camelo é belíssima! Algumas paradas na estradinha de terra, em boas condições, renderão ótimas fotos!

Chegando na Cachoeira da Bocaina, após pagar uma taxa de R$ 10,00 para entrar, desci por uma trilha de aproximadamente 15 minutos. A cachoeira fica no meio da mata, derramando-se por um paredão de 45 metros de altura. Ouvi dizer que no local há prática de rapel e cascading. É possível acessar a parte de cima dela, mas tenha cuidado para não chegar muito perto da beira.

Vista da Estrada indo para a Cachoeira da Bocaina: Cuscuzeiro e Morro do Camelo

Vista da Estrada indo para a Cachoeira da Bocaina: Cuscuzeiro e Morro do Camelo

Em seguida retornei por onde vim. No caminho entre a cidade e a Cachoeira da Bocaina há uma porteira que dá acesso ao Morro do Camelo, de onde há uma excelente vista para o Cuscuzeiro. É bem fácil achar essa porteira, ela fica no ponto mais próximo do Morro do Camelo. Tanto o Morro do Camelo quanto o Cuscuzeiro datam de 150 milhões de anos atrás. O Morro do Camelo também tem um formato autoexplicativo, parece ter 2 corcovas, e tem 80 metros de altura. Entrando pela porteira, a trilha está demarcada para subir entre as duas corcovas. Porém, na parte de cima a trilha se divide. Para ter a visão do Cuscuzeiro você precisa subir na corcova da esquerda, então, ao ver a bifurcação, pegue à esquerda. A trilha é bem curta, precisa de um mínimo de esforço para subir, mas não precisa de equipamentos.

Cachoeira da Bocaina: pouca água, mas um belo lugar

Cachoeira da Bocaina: pouca água, mas um belo lugar

Depois de apreciar a vista almocei próximo à base do Cuscuzeiro, onde está o Pedra Viva. Lá eles oferecem camping, restaurante e caminhadas tanto até a base do Cuscuzeiro quanto escaladas até o topo, bem como rapel. Você pode consultar os valores no Facebook deles.

Vista de cima da Cachoeira da Bocaina

Vista de cima do Morro do Camelo

Buscando na internet achei esta agência de passeios, que pode ser útil para quem visitar a região e estiver sem carro. Além desses atrativos, há outros que não visitei, como a Cachoeira da Ponte Amarela, a Gruta Nossa Senhora de Lourdes, a cachoeira da Pedra Vermelha e algumas outras que pesquisei serem de difícil acesso, como a cachoeira Sião (ou Cachoeira da Barrinha) e a Cachoeira do Canyon do Feijão.

Vista de cima do Morro do Camelo: Cuscuzeiro

Vista de cima do Morro do Camelo: Cuscuzeiro

Resolvi acampar em Itirapina, no Camping do Saltão. Isso porque a entrada para visitar as cachoeiras custa R$ 20,00 e o pernoite no camping custa R$ 45,00, mas dormindo lá não precisaria pagar a entrada. Ouvi dizer que em feriados esse lugar fica bem lotado, mas como era um fim de semana comum estava vazio. A estrutura é boa, há lanchonete e alguns quiosques de apoio para montar as barracas próximo. Itirapina fica a 25 km de Analândia, e o acesso ao Camping do Saltão é bem fácil.

Vista de cima do Morro do Camelo: Cuscuzeiro

Vista de cima do Morro do Camelo

Há uma certa confusão sobre a Cachoeira do Saltão estar em Itirapina ou São Pedro. Pelo que percebi, apesar de ela pertencer a Itirapina, São Pedro divulga melhor esse atrativo (como deles) e já vi até Brotas considerando a Cachoeira do Saltão como sua.

Cachoeira do Monjolinho

Descendo para a Cachoeira do Saltão

No domingo aproveitei as 3 cachoeiras da propriedade, além da cachoeira do Saltão também há a Cachoeira Monjolinho e a Cachoeira Ferradura.

Cachoeira do Saltão

Cachoeira do Saltão

A Cachoeira Monjolinho tem 12 metros, mas o acesso é super fácil e ela é bem bonita. Depois, descendo por um túnel e uma escadaria, segui para a Cachoeira do Saltão. É um espetáculo, com seus 75 metros de altura. Tanta imponência rende excelentes fotos e excelente banho! Seguindo pela trilha que acompanha o rio, você pode, em cerca de 10 ou 15 minutos, chegar na Cachoeira Ferradura, com 47 metros. Porém, o volume de água dela é pequeno, então voltamos logo para o Saltão para aproveitar mais.

Cachoeira do Saltão

Cachoeira do Saltão

Essa região é muito bonita, com grandes cachoeiras e esportes radicais, não só Analândia e Itirapina, como São Pedro e Brotas também. Porém, Brotas tem o grande problema de ser elitizada, com valores exorbitantes para entrar nas cachoeiras. Ouvi dizer que a maioria das cachoeiras, em propriedades particulares, está cobrando de 40 a 70 reais somente para entrar no local. Por isso, como sempre tento indicar viagens gastando menos, infelizmente não indico visitar Brotas. Caso você fique sabendo de cachoeiras não tão caras na região me avise, que ficarei feliz em visitar e compartilhar aqui no blog.

Cachoeira do Saltão

Cachoeira do Saltão

No entanto, Analândia e a Cachoeira do Saltão estão indicadíssimas como roteiro para um fim de semana na região, tanto por preços quanto por beleza.

Cachoeira do Saltão

Cachoeira do Saltão