Todo mundo que visita Bonito volta de lá dizendo que não é Bonito… é LINDO (para dizer o mínimo)! E não é à toa que esse polo ecoturístico deve estar na lista de todos que adoram viagens de natureza. A 300 km de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, esse é um dos destinos mais organizados e sustentáveis do Brasil.

É claro que a exuberância toda de Bonito não é barata. Porém, é necessário reservar os passeios com meses de antecedência, pois todos eles têm limite de visitação diária, o que é excelente para não agredir tanto a natureza. Por isso, essa reserva antecipada acaba permitindo o parcelamento dos pacotes de passeios que fizer (afinal, na vida tudo se parcela rs).

Uma viagem a Bonito exige planejamento, pois há muitas opções de passeios por lá, e com certeza você precisará escolher quais fazer e quais deixar de fora. Acho que o mínimo para uma primeira vez na região são 4 dias, onde é possível encaixar atrativos mais diferenciados um do outro se assim desejar. Como todos os passeios têm limite de visitação, como mencionei, é necessário reservar previamente (na hora dificilmente haverá vagas para os mais legais).

Flutuação no Rio da Prata

Quando ir?

Esse destino pode ser visitado em qualquer época do ano. Porém, de dezembro a março é o período de chuvas, que podem atrapalhar e até cancelar muitos passeios, apesar de ser quando as cachoeiras estarão mais cheias e haverá mais animais para avistar. De maio a agosto é o período mais seco, mas talvez haja menos animais e algumas cachoeiras estarão mais secas. No entanto, é quando as águas estão mais claras e a visibilidade, melhor. Então talvez os meses intermediários, os de outono e primavera, sejam os mais indicados, pois há menor chance de chuva e ao mesmo tempo há boa visibilidade na água.

Macaquinho no Rio do Peixe

OPA: Outra coisa que não se pode esquecer antes de chegar é que existe diferença de fuso horário de 1h a menos em relação ao fuso horário de Brasília.

Como chegar?

Algumas vezes por semana há um voo da Azul para Bonito, mas como não é tão frequente, a maneira mais usual de se chegar é pelo aeroporto de Campo Grande. De lá, existem algumas formas para ir a Bonito. A Viação Cruzeiro do Sul faz o percurso de ida e volta entre Campo Grande e Bonito algumas vezes por dia, consulte o site.

É possível também contratar um transfer de alguma agência de passeios de Bonito, inclusive saindo do aeroporto de Campo Grande. Para essa opção, entre em contato previamente com sua agência. Acho essa uma boa maneira caso o horário de seu voo não se encaixe com os horários dos ônibus, pois as vans têm horários mais diversificados de partida e além disso já te deixam em sua hospedagem em Bonito.

Algumas pessoas preferem alugar carro. Essa opção vale a pena se você estiver disposto a dirigir (pois são 300 km até Bonito e a maioria dos atrativos fica distante da cidade, a cerca de 50 km) e em um número mínimo de pessoas, que compense o valor do aluguel e combustível; porém, chegando em Bonito você poderá ir de carro aos atrativos. Caso contrário, se optar por ônibus ou van precisará contratar os transfers das agências para os locais dos passeios. Portanto, estude o melhor custo-benefício para você.

Flutuação no Rio da Prata

Existem inúmeras agências na cidade, e todos os passeios são obrigatoriamente feitos através de uma. Isso porque o turismo na cidade opera por um sistema de vouchers vendidos somente nas agências e que devem ser entregues nos atrativos, todos em propriedades particulares, que seguem critérios rigorosos de preservação do meio ambiente (na “porta” não vende). É tudo muito organizado. Os preços são todos tabelados, e você pode ter uma ideia de valores na Associação dos Atrativos de Bonito. Eu fechei todos os meus passeios com a Bonitour, mas minha hospedagem, o excelente Bonito Hostel também oferece passeios. Além disso, ouvi falar bem de inúmeras outras agências da cidade.

Acho que a principal atividade em Bonito são as flutuações nos rios. Por isso, é interessante levar algum equipamento para registrar seu tour, como câmera à prova d’água, celular com capa impermeável ou similares. Se não tiver, as agências costumam oferecer esse tipo de equipamento para locação. Muitos dos atrativos não permitem a entrada na água com protetor solar e repelente, fique atento às regras de visitação. Em cada atrativo são fornecidos snorkel, máscara, roupa de neoprene, colete salva-vidas e o que mais for necessário. Se você tiver receio da água e da flutuação, é importante informar os locais, pois muitas vezes há pessoas preparadas para te assistir em relação a isso, e nem mesmo é necessário saber nadar.

Flutuação no Rio Sucuri

Flutuação no Rio da Prata

Se você só tiver tempo para fazer uma única flutuação, reserve a do Rio da Prata. O local fica a 50 km de Bonito e é um passeio de meio período. Após a explicação e uma pequena caminhada pela mata, a flutuação começa no Rio Olho D’água, que depois se junta com o Rio da Prata em si. É tão transparente que parece que você está nadando em um aquário! É deslumbrante nadar com as piraputangas, dourados, pacus, curimbas e muitas outras espécies. Não é necessário dar braçadas, pois, no geral, a correnteza leve vai te conduzindo pelo curso do rio. Após a experiência é possível almoçar no local. O Rio da Prata ganhou como a melhor atração turística do Brasil no Guia 4 Rodas em 2008 e 2009.

Flutuação no Rio Sucuri

Flutuação no Rio da Prata

Uma flutuação que fica no mesmo local que o Rio da Prata é a Lagoa Misteriosa. É possível fazer flutuação, mas a graça dela é que lá você pode mergulhar com cilindro, descendo até 8 m de profundidade (se você tiver curso de mergulho pode baixar até 18 a 25 metros). Dizem que ela tem esse nome porque ainda não descobriram sua profundidade total, e o máximo que o homem chegou foi a 220 m. Esse atrativo só funciona de abril a setembro, os meses de maior transparência da água.

Araras na fazenda do Rio do Peixe

Arara na fazenda do Rio do Peixe

Outra opção de passeio para combinar com o Rio da Prata é o Buraco das Araras, que fica a 5 km de lá. Esse é um passeio para fim de tarde, para depois das 16h, que é o horário que as araras retornam ao local. Não tem nada como contemplar as araras nessa dolina de 100 m de profundidade, formação geológica originada do desmoronamento de blocos rochosos.

Buraco das Araras. Fonte: http://www.turismo.bonito.ms.gov.br/bonito/atrativos-turisticos/buraco-das-araras

Voltando às flutuações, outra bem popular é o Rio Sucuri, a 19 km de Bonito. Assim como o Rio da Prata, ele também é tão transparente por causa da presença do calcário na água. Este também é um passeio de meio período e funciona nos mesmos moldes das outras flutuações. Um barco acompanha o percurso da flutuação, portanto é possível seguir dentro dele em alguns trechos. Achei que neste rio há menos peixes que no Rio da Prata, mas também é bem bonito, pois a vegetação subaquática é bem rica. Se for fazer os dois passeios, talvez seja melhor deixar o Rio da Prata para o final, pois se impressionará mais. O Rio Sucuri não tem sucuris de fato, mas é assim chamado por causa de seu formato sinuoso.

Flutuação no Rio Sucuri

Outras flutuações que merecem destaque são: a Barra do Sucuri (onde é feito primeiro um passeio de barco rio acima, para depois voltar fazendo a flutuação no sentido da correnteza), o Aquário Natural (a 7 km de Bonito), o Bonito Aventura (Rio Formoso), a Nascente Azul e o Parque Ecológico Rio Formoso. Em todas as flutuações é necessário o uso do equipamento completo fornecido, pois não se pode tocar o fundo dos rios, para não turvar a água, o que prejudicaria a transparência dela. Todos os passeios são acompanhados por monitores credenciados.

Flutuação no Rio da Prata

Flutuação no Rio Sucuri

Um lugar que acho bem relaxante e bonito em Bonito (dããã rs) é o Rio do Peixe, a 35 km da cidade. Apesar de também ser um passeio de rio, ele não é uma flutuação. Esse é um passeio para curtir as cachoeiras e apreciar os possíveis animais que avistará. São 2 km de caminhada nível fácil com 7 paradas para banho. O local é muito bom para passar o dia, e o almoço é excelente, com destaque para os doces caseiros, em especial o doce de leite queimado.

Fazenda do Rio do Peixe

Fazenda do Rio do Peixe

Tirolesa na Fazenda do Rio do Peixe

Um destaque do atrativo é o próprio dono da fazenda, o seu Moacyr e seus “causos”. Com sua simpatia, ele explica como alimentar os macacos que frequentam a fazenda. Outra “cria” do seu Moacyr é a fofíssima Gigi! A Giovana é uma anta que chegou machucada na fazenda e, depois de seu Moacyr cuidar dela, acho que foi são bem tratada que resolveu virar moradora fixa, pois apesar de solta ela não vai embora. Depois de fazer a alegria dos turistas posando para fotos e nadando do rio, Gigi se apressa ao ouvir seu Moacyr chamar, já voltando para casa: “Gigiiii!” E lá vai ela desesperada correndo para acompanhá-lo! É uma fofíssima!

Piraputangas na fazenda do Rio do Peixe

Redário na Fazenda do Rio do Peixe: ótimo pra depois do almoço!

Minha paixão, a Gigi!

Depois do almoço ocorre o momento mais esperado do dia: é a hora que o seu Moacyr alimenta as araras que frequentam sua fazenda, como a Lara (olha como ele trata bem os bichinhos aqui neste vídeo também abaixo). Todos os dias nesse horário ele espalha as sementes para elas comerem, e é a oportunidade perfeita para fazer ótimas fotos com araras, pois algumas deixam seu Moacyr colocá-las nas mãos dos turistas por alguns segundos para fotografar. Aliás, em Bonito aprendi que é importante checar sempre se suas torneiras estão fechadas, como você pode ver neste vídeo também abaixo. O passeio na fazenda do Rio do Peixe é daqueles que você não dá nada, mas é um dos dias mais divertidos em Bonito em minha opinião.

Seu Moacyr chama as araras

Conversando! rs

Foi amor!

Além das cachoeiras do Rio do Peixe, existem outros passeios com cachoeira, como a Boca da Onça (a queda mais alta do estado, com 156 metros de altura, em uma trilha de 4 km passando por várias cachoeiras; é possível fazer um rapel de 90 m), as cachoeiras da Serra da Bodoquena (além das trilhas e do banho, há possibilidade de fazer passeio de bote, caiaque e duck), a Ceita Corê, a Estância Mimosa e o Parque das Cachoeiras.

Cachoeira Boca da Onça. Fonte: https://www.bonitour.com.br/passeio/boca-da-onca?lang=pt-br

Um passeio bem popular em Bonito é a Gruta do Lago Azul. O nome já é meio explicativo, e a gruta tem 80 metros de profundidade, formando um visual incrível com seu belo lago e as formações de caverna. Esse é um passeio mais contemplativo, pois não é possível entrar na água, apenas apreciar e tirar fotos. (Atenção aos 293 degraus para acessar a gruta.) Muitas pessoas combinam esse passeio com a Gruta de São Miguel, para assim poder caminhar mais por uma caverna e apreciar suas formações espeleológicas.

Gruta do Lago Azul

Gruta do Lago Azul: é MUITO azul!

Gruta do Lago Azul: olha as formações no teto da caverna!

Falando em gruta, um passeio bem diferente é o Abismo Anhumas, também o mais caro de Bonito. Não fiz esse passeio, mas já ouvi muita gente dizendo que é um dos lugares mais lindos da região. O passeio consiste em uma descida de 72 m em rapel por uma fenda na rocha, levando a uma magnífica caverna com um lago cristalino embaixo. A luz natural entra pela fenda, e lá embaixo há um deque flutuante. Para essa aventura é necessário fazer um treinamento no dia anterior. Os monitores orientam um rapel menor na cidade e avaliam quem poderá de fato descer o abismo. Depois de descer o abismo, lá embaixo, faz-se um reconhecimento da área da caverna em um bote, e daí pode-se fazer o snorkel no lago. Quem tem curso de mergulho com cilindro pode descer até 18 m (contratando previamente). Dizem que lá está o maior cone do mundo, formação com 19 m. Nesse passeio é necessário levar lanche e precisa de um pouquinho de preparo para a subida de volta. No Portal Bonito tem uma boa descrição desse passeio (e de todos os outros também).

Abismo Anhumas: o rapel é feito por esse feixe de luz. Fonte: www.agenciasucuri.com.br/

Outros passeios de aventura em Bonito: rafting, boiacross, mergulho com cilindro, arvorismo, passeio de quadriciclo (rota boiadeira, pode ser uma opção de passeio noturno), passeio de bike, cavalgadas e o Projeto Jiboia (outro passeio que pode ser feito à noite).

Passeio de quadriciclo: Rota Boiadeira (foi com emoção!)

Projeto Jiboia: essa foi da primeira vez que fui, ainda era castanha!

Projeto Jiboia: curtindo..

Para relaxar, o Balneário Municipal é uma área de lazer a 8 km de Bonito, frequentado pelos moradores da cidade. Esse lugar parece até um tipo de clube, com quadras, lanchonetes e restaurante, mas o rio Formoso é bem bonito. Há também o Balneário Ilha Bonita, o Balneário do Sol, a Ilha do Padre, o Lago da Capela e a Praia da Figueira.

Balneário Municipal

Balneário Municipal

Para quem deseja ter um gostinho de Pantanal há um passeio mais distante, a Fazenda São Francisco, a 162 km de Bonito. Lá é feito uma espécie de safári fotográfico, onde é possível avistar várias espécies de animais, e depois um passeio de chalana. Por causa da distância, algumas pessoas fazem pernoite no local.

Balneário Municipal

Balneário Municipal

As agências de Bonito podem te ajudar a encaixar melhor os atrativos que escolher, conciliando-os de acordo com o tempo gasto e a distância de cada um, já que alguns dos passeios são de meio período. E aí, conseguiu decidir sua programação nesse.. bonito não, maravilhoso lugar?

Se você gosta de história e de ruínas esse lugar vai te dar uma aula!  São Miguel das Missões é parte importantíssima da história do Brasil e das missões (ou reduções), também na Argentina e no Paraguai. Consideradas Patrimônio Mundial da Unesco, as construções dessa região (Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo) tiveram início em 1687, e seu objetivo era trazer o cristianismo aos índios. As reduções ficaram conhecidas como os Sete Povos das Missões, compreendendo as cidades de Santo Ângelo, São Nicolau, São Luiz Gonzaga, São Lourenço Mártir, São João Batista, São Miguel das Missões e São Francisco de Borja.

No caminho para São Miguel das Missões

Catedral Angelopolitana

São Miguel das Missões foi o maior agrupamento de índios e jesuítas da região. A igreja principal foi construída a partir de 1735. Durante os séculos XVII e XVIII os índios aderiram às missões não por serem obrigados, mas porque, desse modo, aprendiam técnicas de agricultura e tinham melhores condições sanitárias e de saúde, embora, para isso, precisassem abdicar de seus costumes.

Praça da Catedral Angelopolitana

Praça da Catedral Angelopolitana

As missões foram abandonadas na região por conta da Guerra Guaranítica, quando os índios e os jesuítas foram expulsos em razão do Tratado de Madri. Esse é só um resumo, mas visitando a cidade você poderá conhecer mais detalhes sobre as missões e a história do local nessa época.

Placa indicativa (mas a entrada é a 100 m, repare que foi escrita à mão rs)

Sítio arqueológico de São João Batista

A catedral em São Miguel das Missões, feita com pedra grês, é o que está mais preservado nas ruínas do Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo. Porém, na cidade de Santo Ângelo, a quase 60 km de lá, você pode ver uma igreja que imita o estilo do que seria a catedral em São Miguel das Missões. Essa catedral em Santo Ângelo se chama Catedral Angelopolitana, também de pedra grês, mas datando de 1929. Em seu pórtico estão esculpidos os santos padroeiros dos Sete Povos das Missões.

Sítio arqueológico de São João Batista

Sítio arqueológico de São João Batista

Algumas pessoas visitam São Miguel das Missões seguindo a Rota das Missões, em uma viagem mais longa englobando as missões dos países vizinhos. Há também o Caminho das Missões, que tem 180 km e passa por várias cidades que abrigavam as missões. Algumas pessoas percorrem de carro, outras a pé. Porém, eu fiz um roteiro mais básico: um fim de semana partindo de Porto Alegre. É um pouco cansativo, mas recompensador se o assunto te agrada, e um passeio diferente no Rio Grande do Sul, que foge dos mais tradicionais em Gramado, Canela e Bento Gonçalves.

Portal de São Miguel das Missões

Sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo e a Cruz Missioneira

A melhor maneira de visitar as missões no Rio Grande do Sul é de carro. Eu aluguei um veículo em Porto Alegre, a cerca de 480 km de São Miguel das Missões, levando mais ou menos 6h. Como a cidade de Santo Ângelo fica antes na rodovia, aproveitei para dar uma passada na praça que abriga a formosa Catedral Angelopolitana.

Sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo

Sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo

Se você não for alugar carro, é possível ir de ônibus. Não há ônibus direto, mas a viação Ouro e Prata te leva até Santo Ângelo, e de Santo Ângelo a São Miguel das Missões o trajeto é feito pela viação Antonello (neste site e neste site).

Sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo

Detalhe do Sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo

Saindo de Santo Ângelo, mas ainda antes de chegar a São Miguel das Missões, há uma entrada na rodovia para o sítio arqueológico de São João Batista. Há uma placa, mas a entrada é um pouco confusa, pois há uma saída de carros bem na placa, mas a entrada em si fica alguns metros à frente. Tive que perguntar para certificar-me de que estava no sentido correto. Então segui por uma estrada de terra em boas condições (onde furei meu pneu no cascalho) para, então, chegar ao sítio arqueológico. Esse local está no município de Entre-Ijuís, a 24 km de São Miguel Arcanjo. São João Batista foi a primeira fundição de ferro do território brasileiro. As ruínas estão bem degradadas em relação às de São Miguel Arcanjo, mas, apesar de simples, pode ser um complemento a sua visita à região.

Sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo

Sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo

Continuando o passeio, segui para meu destino principal. São Miguel das Missões é bem pequena, com poucos atrativos, e você vai encontrar facilmente as ruínas. Antes disso, o portal da cidade já chama a atenção, uma homenagem ao povo Guarani com a frase em Guarani “Co Yvi Oguereco Yara”, que significa “Esta terra tem dono”. A visita ao Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo é de terça a domingo das 9h às 12h e das 14h às 18h, porém, no horário de verão, funciona até 20h. O ingresso custa R$ 5,00. É possível contratar um guia para contar sobre a história do local, e no início você pode assistir a um vídeo de apresentação. A grandiosidade desse sítio arqueológico é notável, é impossível não se impressionar! A poucos metros da ruína da catedral está a bela Cruz Missioneira.

Sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo

Sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo

Ao lado do sítio arqueológico havia o Museu das Missões (Museu Lúcio Costa), construído em 1940, baseado nas residências missioneiras, e abrigava esculturas feitas pelos Guaranis. Administrado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o museu foi destruído em abril de 2016 pelo tornado que passou no local. Porém, as obras foram salvas e estão em exposição temporária. Atualmente o museu está em obras de recuperação.

Esculturas do Museu Lúcio Costa

Todos os dias, incluindo as segundas-feiras, acontece o Espetáculo Som e Luz, e custa R$ 15,00 (no horário de verão, às 21h30; em fevereiro, março, abril, setembro e outubro, às 20h; e de maio a agosto, às 19h). Informações atualizadas e também sobre horários do Espetáculo Som e Luz em espanhol e em inglês podem ser acessadas neste site (lá também tem informações sobre outros passeios na região). O espetáculo é interessante por apresentar, durante 50 minutos, mais um pouco da história das missões na região. É um show de luzes que deixa as ruínas muito bonitas gravado com vozes de atores famosos. Minha dica é levar roupas para frio para assistir ao espetáculo, pois nessa região à noite a temperatura costuma cair bem.

Espetáculo Som e Luz

Espetáculo Som e Luz

Não visitei, mas na cidade há também a Fonte Missioneira, que abastecia os guaranis na época, a 1 km de São Miguel Arcanjo. O Ponto da Memória Missioneira tem vários documentos e objetos que trazem um pouco da história da região. A Aldeia Indígena Tekoa Koenjú (Secretaria Municipal de Turismo: (55) 33811294) e a Fazenda da Laje (Agendamento: (55) 9972-1148) também são pontos para incrementar seu passeio. É possível também visitar o Sítio Arqueológico de São Lourenço Mártir, no município de São Luiz Gonzaga, e o Sítio Arqueológico de São Nicolau, na cidade de mesmo nome. Você pode pesquisar mais sobre esses locais no site da Pousada das Missões, na aba Atrativos Turísticos.

Clique para aumentar. Mapa das Missões. Fonte: http://www.fenamilhointernacional.com/site/conheca-santo-angelo/

As ruínas das missões são muito interessantes e inusitadas, inseridas em uma região onde o turismo não é ainda tão explorado. Cada detalhe tem sua beleza própria e a história e as ruínas te transportam numa viagem pelo tempo!

Planejar um roteiro pela Chapada Diamantina não é fácil. Isso porque a região tem tantas opções de passeios que seria preciso muito tempo para conhecer tudo. Também, com cerca de 152 mil hectares não é fácil escolher o que fazer! Administrado pelo ICMBio, o parque faz limite com os municípios de Lençóis, Mucugê, Ibicoara, Andaraí, Itaetê e Palmeiras, mas é composto por dezenas de outras cidades.

Lençois

Lençois

Além das belezas naturais da região, no passado o local teve exploração de ouro e de diamantes, e o legado foi uma rica arquitetura tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) nas principais cidades. O Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD) foi criado em 1985 e tem grande importância na conservação da biodiversidade da região. Com seus cânions, cachoeiras, cavernas e montanhas, o Parque tem mais de 30 trilhas divididas entre seus municípios. A Chapada Diamantina pode ser visitada o ano todo, mas, geralmente, entre maio e outubro haverá menos chance de chuva. De novembro a janeiro pode chover mais, mas terá mais água nas cachoeiras, e de fevereiro a abril é a época que a vegetação estará mais verde.

Lençois

Lençois

COMO CHEGAR

Muitas pessoas chegam por voo em Salvador e alugam um carro para percorrer os 417 km que separam a capital do município de Lençóis (aliás, se você tiver a cidade de Lençóis como base, prepare-se para ouvir muitas vezes questionamentos sobre os Lençóis Maranhenses: nããão, é Lençois na Bahia rs). Estar de carro na Chapada Diamantina permite um melhor deslocamento entre suas cidades e entre os atrativos que não precisarem de um guia. Porém, muitas vezes só compensa se estiver com pelo menos 4 pessoas no carro para dividir os custos.

Outra maneira de chegar é por um voo da Azul que opera algumas vezes por semana de Salvador até o aeroporto de Lençóis.

A maneira mais econômica se estiver sozinho ou em 1 ou 2 pessoas é vindo de ônibus com a Real Expresso, percurso que leva 6h (de Salvador a Lençóis). O mapa a seguir mostra o acesso e as principais cidades:

CLIQUE PARA AUMENTAR. Mapa de acesso rodoviário à Chapada Diamantina. Fonte: http://www.guiachapadadiamantina.com.br/como-chegar/mapa-e-acesso/

Planeje seu roteiro antes de reservar sua hospedagem, pois dificilmente você conhecerá a Chapada inteira numa primeira visita. Algumas pessoas utilizam somente Lençóis como base e todos os dias fazem bate-voltas para as outras regiões, o que é possível tanto de carro quanto com agências locais. Outras dividem suas hospedagens entre algumas cidades diferentes dependendo dos roteiros que escolherem. Esta opção é mais viável se estiver de carro, pois o transporte público na região não é muito regular. Além disso, há algumas agências na região que fazem transfer entre cidades. Para seu planejamento, o mapa abaixo mostra as principais localidades:

CLIQUE PARA AUMENTAR. Mapa das cidades e atrações da Chapada Diamantina. Fonte: http://www.guiachapadadiamantina.com.br/parque-nacional/mapa-do-parque/

Eu fiz da primeira maneira, me hospedei em Lençóis, local com a maior infraestrutura da região, e fechei todos os passeios com minha hospedagem, o Hostel Chapada. Lençóis conta com um belo casario do século XIX tombado pelo IPHAN. É muito agradável passear pela cidade e, depois dos passeios, escolher um dos restaurantes na cidade histórica. Estive na região por 6 dias, e usei mais 1 dia para vir de ônibus e outro para voltar. Acredito que menos de 4 dias inteiros na região não compensa, e se você tiver muito mais dias, melhor ainda.

Meu roteiro foi assim:

  • Dia 1: Cachoeira e Poço do Diabo, Morro do Pai Inácio, Fazenda Pratinha, Gruta da Lapa Doce.
  • Dia 2: Cachoeira da Fumaça e Riachinho.
  • Dia 3: Poço Azul e Cachoeira do Mosquito.
  • Dia 4: Cachoeira do Buracão e Cemitério Bizantino.
  • Dia 5: Cachoeira do Sossego e Ribeirão do Meio.
  • Dia 6: Piscinas do Serrano, Salão de Areias, Cachoeirinha, Cachoeira da Primavera e Poço Halley.

Em meu primeiro dia iniciamos o passeio até o Rio Mucugezinho, a 20 km de Lençóis. Chegando lá, foram apenas 400 metros de trilha fácil caminhando até a Cachoeira e Poço do Diabo. É uma pequena cachoeira, com poço agradável para nadar e há também uma tirolesa no local. A entrada é gratuita.

Poço do Diabo

Cachoeira do Diabo

Depois, seguimos até o cartão-postal da Chapada, o belíssimo Morro do Pai Inácio, já a 30 km de Lençóis. A trilha para acessá-lo é fácil também, apesar de ter uma pequena subida, com duração de uns 20 minutos. É lá que os guias contam a lenda do Pai Inácio, mas se você tiver ido de carro e estiver sem guia pode conhecê-la aqui. Para entrar no Morro do Pai Inácio há uma taxa de R$ 6,00. A vista é excepcional, a mais linda da Chapada! Ele tem 1.120 metros de altura e é um passeio que não pode faltar! Algumas pessoas visitam no por do sol, mas se for fazer isso, fique atento ao horário máximo de entrada, às 17h.

Morro do Pai Inácio

Morro do Pai Inácio

Morro do Pai Inácio

Morro do Pai Inácio

Em seguida fomos à Fazenda Pratinha, que fica a cerca de 40 minutos de carro do Morro do Pai Inácio (cerca de 22 km de distância), já no município de Iraquara (pouco menos de 50 km de Lençois). A entrada no complexo custa R$ 30,00. Lá você pode visitar a Gruta da Pratinha e a Gruta Azul. É possível fazer flutuação (R$ 40,00) ou alugar um caiaque (R$ 10,00), mas não é necessário se quiser economizar, só caminhar pelo local já compensa. O lugar é lindo, as águas são muito azuis, achei que a visita vale a pena! A Gruta Azul já não achei tão interessante, ela é somente para observação, não podendo nadar em suas águas. Nos meses centrais do ano a observação desse tipo de formação de gruta com água azul é mais interessante, pois é quando os raios de sol iluminam o local, “acendendo” a água.

Gruta da Pratinha

Gruta da Pratinha

Gruta da Pratinha

Perto dessa Fazenda Pratinha está a Gruta da Torrinha e a Gruta da Lapa Doce. Não visitei a Gruta da Torrinha, mas a trilha é um pouco mais intensa (chegando a 2,5 horas). Em meu tour segui para a Gruta da Lapa Doce, com trilha fácil de 850 metros. Ela possui várias formações de caverna e o valor de entrada é de R$ 30,00. Acho que para quem já visitou outras cavernas antes, talvez essa seja meio sem graça, nesse caso indico a Gruta da Torrinha, que é para viajantes mais exigentes no quesito cavernas. Aqui estão mais informações sobre as grutas da região.

Lago da Pratinha

Gruta Azul

Apesar de fazer com agência, se você estiver de carro é possível fazer tranquilamente todo esse roteiro do meu primeiro dia por conta própria.

Gruta da Lapa Doce

Gruta da Lapa Doce

No segundo dia saí bem cedo para visitar a Cachoeira da Fumaça, segunda maior cachoeira do Brasil, com 380 metros de altura. Ela na região do Vale do Capão, a cerca de 72 km de Lençóis (apesar de a cachoeira em si ficar a 36 km de Lençóis, o início da trilha está a 72 km), por isso algumas pessoas dormem no local e combinam com outras atrações próximas. Para esse passeio aconselho a buscar um guia local para a trilha no Vale do Capão, que dura aproximadamente 5h ida e volta (mais ou menos 12 km o total). Acho a trilha de nível médio, não só pela distância, mas porque na volta os joelhos sofrem um pouco com a descida (havia cabos de vassoura na entrada da trilha à disposição para os caminhantes). No meu caso, já saí com o guia desde Lençóis. Você pode buscar seu guia na Associação dos Condutores de Viajantes do Vale do Capão (site e Facebook).

Caminho para a Cachoeira da Fumaça

Cachoeira da Fumaça

Cachoeira da Fumaça: olha ela voando, virando “fumaça”!

Uma dica muito importante para esse passeio é que essa cachoeira é sazonal, ou seja, ela não tem água o ano todo. Em alguns períodos do ano ela fica seca, outros tem pouca água, chegando a formar uma “fumaça”, aquele fenômeno que a água “vai para cima”, pois é levada pelo vento. Fui no verão, então tive a sorte de ela estar com água e muito bonita, além de pegar a bela vista do morro de 400 metros de onde ela cai. Se ela estiver seca esse passeio não vale a pena, portanto, informe-se com seus guias e hospedagens sobre o estado dela quando for.

Mirante ao lado da Cachoeira da Fumaça

Cachoeira da Fumaça “voando”, virando ‘fumaça”

Cachoeira da Fumaça do outro lado dela

Logo depois da Cachoeira da Fumaça seguimos para o Riachinho (R$ 6,00 de entrada), uma pequena e bela cascata que oferece um banho revigorante depois da caminhada. Para essa cachoeira são somente 10 minutos de caminhada. Na região ainda existem outros atrativos que não visitei e seriam interessantes se eu tivesse me hospedado por lá, como: o Rio Preto e a Cachoeira das Rodas, a Cachoeira da Purificação e Angélica, a trilha para Águas Claras (de onde se avista o Morrão – parece ser lindíssima), o Morrão (que é uma trilha mais difícil), o Poço do Gavião e a trilha do Gerais do Vieira. Além disso, de lá saem: a travessia do Vale do Capão até Lençóis (25 km feitos em 1 dia), a famosa travessia do Vale do Paty (de 3 a 5 dias, incluindo a visita ao Cachoeirão Grande do Paty, com 280 metros de altura) e a Fumaça por baixo (de 3 a 5 dias). Para todas essas, você pode consultar a Associação dos Condutores de Viajantes do Vale do Capão.

Mirante do outro lado da Cachoeira da Fumaça

Riachinho

Em meu terceiro dia fui para o Poço Azul (R$ 30,00 de entrada), na região de Nova Redenção, a 87 km de Lençóis. Nessa área também está o Poço Encantado (R$ 30,00 entrada), a mais 88 km de lá, em Itaetê. Assim como na Gruta Azul, que fui no primeiro dia, os melhores meses para apreciar a entrada de luz que deixa a água azul são de maio a setembro. No Poço Encantado é proibido nadar, por isso fui no Poço Azul, o único que permite o banho. Muitas pessoas dormem em Igatu ou Andaraí para visitar essas atrações, e outras, que tiveram base em Lençóis todos esses dias, combinam o Poço Azul com a Cachoeira do Buracão, dormindo em Mucugê apenas nessa noite e aí vira um passeio de 2 dias.

A visita ao Poço Azul dura meia hora e são fornecidos snorkel e colete para a flutuação. O espaço tem 20 x 40 metros e pode chegar a até 20 metros de profundidade. Dizem que no local foram encontradas várias ossadas pré-históricas. Só digo que é um lugar deslumbrante, a cara da Chapada!

Poço Azul

Poço Azul

Poço Azul

Voltando para Lençóis, segui para a Cachoeira do Mosquito, a 40 km da cidade (R$ 15,00 de entrada). Ela tem esse nome por causa dos mosquitos, que eram os pequenos diamantes encontrados na região (não tem mosquito de verdade rs). A trilha é fácil, cerca de 20 minutos de caminhada. A queda d’água é linda, tem 60 metros de altura e fica no meio de uma formação que parece um cânion, tornando a aproximação a ela deslumbrante. Achei imperdível!

Cachoeira do Mosquito

Cachoeira do Mosquito

Cachoeira do Mosquito

Em meu quarto dia fiz um dos passeios mais esperados e, das atrações que visitei, a mais linda: a cachoeira do Buracão, com 90 metros de altura. Como ela fica distante de Lençóis (200 km), muitas pessoas fazem um roteiro de 2 dias, às vezes combinando com o Poço Azul, como mencionei acima (dormindo em Mucugê, a 98 km da Cachoeira do Buracão). Ela fica no município de Ibicoara, no Parque Municipal do Espalhado (R$ 6,00 de entrada). Como isso encareceria minha viagem, pois não estava de carro e já estava com a noite paga em Lençóis, optei por um bate-volta, sendo necessário sair muito cedo e voltar tarde. Porém, isso barateou meu roteiro com a agência do hostel.

No caminho para a Cachoeira do Buracão

No caminho para a Cachoeira do Buracão

No caminho para a Cachoeira do Buracão: ela cai por dentro de uma rocha

Caso você tenha ido com carro próprio, é necessário contratar um guia na associação local para esse passeio (você pode contratar na Associação Bicho do Mato, site,  e Facebook, ou na Associação dos Condutores de Visitantes de Ibicoara). A trilha é fácil, são 3 km ao longo do Rio Espalhado passando pela Cachoeira das Orquídeas e a do Recanto Verde até o Cânion do Buracão. Chegando no cânion, há coletes salva-vidas e é necessário entrar no rio, contornando o cânion por 150 metros. Em alguns metros você terá o mais lindo vislumbre dessa maravilhosa cachoeira. Daria para caminhar pelas pedras laterais para acessar a cachoeira, porém é meio escorregadio, e é melhor só sentar nas pedras quando chegar, indo pela água mesmo (não precisa ter medo caso não saiba nadar, pode ir se segurando pelas pedras conforme flutua). Na volta você ainda pode apreciar a cachoeira do Buracão do topo. Essa cachoeira está no top 5 de cachoeiras de muita gente, uma das mais lindas da Chapada, não deixe de ir!

Cachoeira do Buracão: agora precisa entrar na água para seguir

Cachoeira do Buracão: não consegui uma foto boa por causa do grande volume d’água no dia

Na volta para Lençóis, passamos ainda no Cemitério Bizantino, próximo de Mucugê. Ele fica na beira da estrada e a visita é rápida. É um local curioso, pois data do século XIX e todas as esculturas são bem branquinhas, mais parecem miniaturas de igrejas.

Cachoeira do Buracão: precisa entrar na água para seguir

Cachoeira do Buracão vista de cima

Cachoeira do Buracão vista de cima

Muitas pessoas dormem na região de Ibicoara (povoado do Baixão) para conhecer a Cachoeira da Fumacinha num roteiro de 2 dias combinado com a Cachoeira do Buracão. Eu não consegui fazer essa trilha, pois não havia grupo disponível para acompanhar no dia. Ela parece ser espetacular, mas é de nível difícil, são 18 km ida e volta (umas 9h de caminhada) por cima de pedras no leito do rio. Ainda vou retornar à Chapada para conhecer essa cachoeira de 100 metros de altura. Você pode agendar um guia no mesmo local que indiquei acima, para a cachoeira do Buracão.

Cachoeira do Buracão vista de cima

Cemitério Bizantino

Cemitério Bizantino

Em meu quinto dia contratei um guia em Lençóis, com meu hostel, e fui à Cachoeira do Sossego. Nessa dá para ir a pé da cidade em meio período. A trilha toda é pelo leito do rio e, honestamente, apesar de ela ser bonita, não achei que o visual compensou a caminhada, bem complicada por conta das pedras escorregadias do rio. Na volta passamos no Ribeirão do Meio, um grande tobogã natural, que estava um pouco cheio, com pessoas fazendo piquenique e churrasco. No Ribeirão do Meio dá para ir sem guia e fica bem perto da cidade se quiser ir somente lá.

Cachoeira do Sossego

Ribeirão do Meio

Ribeirão do Meio

Já no meu sexto dia fiz outra trilha a pé saindo de Lençóis, mas não contratei guia. Como o local estava relativamente cheio, fui perguntando para as pessoas o caminho e foi tranquilo. O início da trilha é perto do Hotel Portal de Lençóis. Esse passeio durou meio período e visitei as Piscinas do Serrano, o Salão de Areias, a Cachoeirinha, a Cachoeira da Primavera e o Poço Halley. São 6 km, mas é um local que enche um pouco por conta do fácil acesso e por ser gratuito. O serrano forma pequenas piscinas naturais e tem uma boa vista da cidade. As demais cachoeiras são pequenas. Acho que esse passeio compensa se você tiver um dia livre sobrando. Do contrário, achei muito simples comparado às outras atrações da Chapada.

Piscinas do Serrano: ficam no meio das rochas

Salão de Areias

Faltaram ainda muitos passeios para fazer na Chapada Diamantina, como o Marimbus (mini Pantanal, um passeio de barco pelo rio Roncador), a Serra das Paridas (pinturas rupestres), a Cachoeira do Mixila (trilha de 2 ou 3 dias), as cachoeiras que ficam em municípios fora de Lençóis: em Igatu tem a Cachoeira da Califórnia, a Cachoeira das Cadeirinhas, a Cachoeira das Pombas; em Mucugê e Ibicoara tem o Projeto Sempre-Viva, a cachoeira Tiburtino, a Cachoeira Piabinha; no Vale do Capão tem a cachoeira Conceição dos Gatos; e muitos outros atrativos! E é claro, também voltarei para conhecer a Cachoeira da Fumacinha e a travessia do Vale do Paty e os passeios que mencionei próximos ao Vale do Capão.

Cachoeirinha

Cachoeira da Primavera

  • Tirando a cachoeira da Fumacinha e talvez as travessias de mais de 1 dia, em todos os passeios considero fácil ir sozinha, pois os grupos se formam e se juntam entre as agências em Lençóis, elas mesmas resolvem isso.
  • Não aconselho visitar a Chapada Diamantina nos períodos do Ano Novo e Carnaval, realmente lota muito.
  • Na Chapada Diamantina há um prato típico preparado com um cacto chamado palma. Come-se desde palma cozida até como recheio de pasteis e salgados.

A Chapada Diamantina é essencial na listinha de todo amante de ecoturismo!

Muitas vezes, visitar Foz do Iguaçu não é a primeira escolha dos viajantes. Porém, todos que conhecem voltam maravilhados! E como não se impressionar com tamanha vazão d’água? O rio Iguaçu forma 19 saltos (com 275 quedas), as Cataratas do Iguaçu, destas, 5 no lado brasileiro e o restante no lado argentino. As quedas têm até 80 metros de altura e 2780 metros de largura.

Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Trem da Selva no Parque Nacional Iguazu, lado argentino

O Parque Nacional do Iguaçu foi inaugurado em 1939, e foi a primeira unidade de conservação a ser instituída como Sítio do Patrimônio Mundial Natural pela Unesco, em 1986. Já o lado argentino foi inaugurado antes, em 1934. Em 2011, as Cataratas do Iguaçu ganharam o título de uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza.

Cuidado com os quatis!

Indo para a Garganta do Diabo, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Foz do Iguaçu pode ser visitada o ano todo, porém, na primavera e no verão o local tende a ser mais chuvoso, e no outono e no inverno, mais seco. Portanto, nas estações chuvosas o volume d’água será maior e a água estará mais barrenta. Já nas estações secas haverá menos água, porém as cachoeiras estarão mais definidas.

Esse roteiro pode ser feito desde somente um fim de semana até muitos dias. Eu particularmente acho que pelo menos da primeira vez é ideal ficar pelo menos 3 dias.

Indo para a Garganta do Diabo, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Indo para a Garganta do Diabo, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

O aeroporto de Foz do Iguaçu é o ponto de partida de muitos viajantes. Porém, é possível também chegar de ônibus, com as viações Pluma, São Geraldo, Itapemirim, Catarinense, Kaiowa e outras, dependendo de onde estiver vindo. Muitas pessoas dirigem até a localidade, e um carro pode ser útil para os passeios, mas não essencial.

A cidade tem muita oferta de hospedagem, incluindo hostels muito bons. Minha hospedagem me auxiliou com o transporte para meu primeiro dia de passeio na região, o lado argentino das cataratas.

A Garganta do Diabo, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

A Garganta do Diabo, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

O lado argentino é o mais aventureiro, onde você chega bem perto das cataratas e caminhará mais para visitar o local todo, além de ter mais coisas para ver. Porém, é mais emocionante (e ainda assim conta com boa estrutura de acessibilidade) e o passeio de barco pelas cataratas é mais barato. Já o lado brasileiro é excelente para contemplação, a caminhada é mais curta, mas a visão das cataratas é mais panorâmica. É uma visão mais ampla que não se tem do lado argentino. Dos dois lados, tome cuidado com os quatis, que são fofos, mas podem morder e roubar sua comida, não mexa com eles!

Circuito inferior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Circuito inferior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Contratei com minha hospedagem uma van que me deixou na portaria do Parque Nacional Iguazú, porém, é possível ir de ônibus de linha também. Neste último caso, é preciso pegar um ônibus para a rodoviária de Puerto Iguazú e de lá um circular que passa no parque. Consulte os horários das linhas de Foz do Iguaçu aqui. Ao passar pela imigração, o visitante deve apresentar seu RG (que deve ter menos de 10 anos) ou passaporte, para só depois seguir viagem. Você precisará comprar pesos argentinos para essa visita, pois a compra do ticket (e do estacionamento, se estiver de carro) só pode ser paga em espécie e na moeda local. Já no interior do parque você pode pagar o que for comprar ou consumir no cartão. Há algumas casas de câmbio em Foz do Iguaçu e também no caminho até o parque, você pode trocar antes de chegar.

Circuito inferior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Circuito inferior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

O Parque Nacional Iguazú funciona todos os dias das 8h às 18h, porém a entrada é permitida até as 16h30. O valor de entrada para residentes do Mercosul é de 250 pesos argentinos (cerca de 51 reais). Sugiro que chegue bem cedo e reserve o dia todo para conhecer essa maravilha!

Circuito superior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Circuito superior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Você pode iniciar seu passeio pelo Trem da Selva (incluso já no valor da visita). Muitas vezes a fila para o trem está muito grande, e é possível alterar a ordem dos passeios também. O trem sai de 20 em 20 minutos e é uma viagem muito agradável (dura uns 15 minutos), passando pelo meio da mata. Saindo da Estação Central, ele passa pela Estação Cataratas, de onde se tem acesso aos circuitos Superior e Inferior, e segue para a Estação Garganta do Diabo. De lá se inicia a passarela de 1100 metros atravessando o Rio Iguazú até a Garganta do Diabo. A paisagem do percurso é incrível e a queda d’água é de tirar o fôlego nos seus 80 metros! O tempo estimado de visita para esse percurso todo é de 2h.

Circuito superior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Aventura Náutica, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Depois, pegue o trem de volta até a Estação Cataratas (se você tivesse iniciado seu passeio por essa estação, pode ir a pé da portaria até ela, pois são só 600 metros pelo Caminho Verde). O Circuito Inferior tem 1700 metros e sua duração média é de 1h45. As passarelas chegam a ter uma escada, então pode-se dizer que ele não é totalmente acessível. A caminhada é bem tranquila, e é maravilhoso o contato com a parte inferior das Cataratas de tão perto! De lá eu fiz o passeio de barco com a Iguazu Jungle, a Aventura Náutica. Achei emocionante, o barco chega muito próximo da queda principal perto da ilha de San Martin e passa debaixo de algumas outras quedas. Realmente achei que comparado com o passeio de barco do lado brasileiro, este é com mais emoção. Ele custa 450 pesos argentinos (cerca de 93 reais). Eu sei que é caro, mas a diversão é garantida!

Ice Bar Iguazu

Ice Bar Iguazu, até o copo é de gelo!

Depois siga para o Circuito Superior, com 1750 metros, com duração de 2h (parando muito para fotos, dá para fazer em bem menos tempo). Esse circuito é quase um mirante, pois você passa pelo topo das quedas que viu no Circuito Inferior, e também é muito bonito e próximo das cachoeiras.

Brrrrr!! Ice Bar Iguazu

Faltou fazer o “Sendero Macuco y Salto Arrechea”, uma trilha de 7 km no parque com duração de cerca de 3h. Uma boa aliada à visita nas Cataratas, seja o lado argentino ou o brasileiro, é a capa de chuva, pois em algum ponto você vai se molhar! Segue um mapa do parque para que você se localize nas atrações que falei:

Clique para aumentar. Fonte: http://www.iguazujungle.com/images/mapa_back.jpg

 

Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Saindo do lado argentino aproveitei que estava em Puerto Iguazu para visitar o Ice Bar Iguazu, o Bar de Gelo. Ao chegar, o visitante coloca uma roupa especial para frio e entra em uma sala de aclimatação para se acostumar com as baixas temperaturas. Já dentro do Ice Bar são 10 graus negativos, para preservar as curiosas esculturas de gelo. São 30 minutos de open bar, e no site tem um cardápio. Mas confesso que esse tempo é dividido entre tirar fotos e realmente aproveitar as bebidas. Eu achei muito divertido! O Ice Bar funciona todos os dias das 14h às 23h30 e custa 300 pesos argentinos (R$ 61,00). Se ainda estiver animado para passear pode até dar uma volta por Puerto Iguazu, aproveitando os restaurantes e cassinos, como o Cassino Iguazú, por exemplo.

Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

No dia seguinte visitei as cataratas do lado brasileiro. Nesse dia eu fui de ônibus de linha e foi bem fácil. O Parque Nacional do Iguaçu funciona todos os dias das 9h às 17h. O ingresso para brasileiros custa R$ 40,00. Lá tem a opção de fazer o voo panorâmico de helicóptero, mas estava fora de minhas possibilidades (R$ 310,00), se é que você me entende hehe. Quando você for comprar o ingresso também pode optar pelo Macuco Safari, que é o passeio de barco do lado brasileiro, que inclui parte com carro elétrico pela mata e parte de barco (mas o lado argentino era com emoção e também mais barato, este nem tanto, lembra? rs), mas custa R$ 215,40. Também há a trilha do Poço Preto (R$ 278,00) e a Trilha das Bananeiras. Você pode consultar os valores atuais por e-mail.

Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Molha mesmo!!!! Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Molha tudo, gente!! Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Agora, iniciando o passeio, você pegará o ônibus incluso no valor do ingresso. Se não for fazer os passeios pagos que citei, você descerá na Estação Trilha das Cataratas e irá caminhando (1200 metros), pois passará por vários mirantes pelo caminho. Cada mirante é um show! No final você segue por uma passarela que chega bem perto da Garganta do Diabo, achei o ponto alto do passeio, prepare-se para se molhar. A caminhada termina na Estação Porto Canoas. O passeio pelo lado brasileiro das Cataratas demora cerca de 1,5h hora, mas pode durar 2,5h se você for fazer o Macuco Safari. Você pode entender bem o parque vendo este mapa.

Clique para aumentar. Fonte: http://www.cataratasdoiguacu.com.br/cataratas-do-iguacu-sa/mapa

 

Parque das Aves

Olha como é o percurso no Parque das Aves

Eu acho que o lado argentino e o lado brasileiro das Cataratas se complementam, você deve conhecer ambos, e é muito legal fazer passeio de barco em um deles. Alguns preferem o lado brasileiro e outros preferem o lado argentino (eu prefiro o argentino), mas é um gosto pessoal.

Parque das Aves

Parque das Aves

Saindo do Parque Nacional do Iguaçu, do outro lado da rua está o Parque das Aves. Ele funciona todos os dias das 8h30 às 17h e custa R$ 40,00. A visita demora cerca de 2h, então dá para fazer meio período Parque das Aves e meio período Parque Nacional do Iguaçu no mesmo dia. O Parque das Aves tem mais de 1320 aves, com cerca de 143 espécies diferentes. A visita é bem interessante, você caminha por dentro de diversos viveiros e tem contato direto com tucanos, araras, gralhas, flamingos e outros, incluindo um borboletário. Ao entrar num viveiro, feche a porta para as aves não saírem. Dá para fazer fotos excelentes!

Parque das Aves

Parque das Aves

Outro lugar que fica próximo ao lado brasileiro das Cataratas é o Museu de Cera, que não visitei, e também o Vale dos Dinossauros (que me disseram que agrada mais as crianças) e as Maravilhas do Mundo (museu com miniaturas das Maravilhas).

Algumas pessoas contratam agências para fazer transfer para as atrações e também diferenciar os passeios, como a Loumar Turismo, pois há possibilidades de city tour interessantes não só por Foz do Iguaçu, mas também por Puerto Iguazu e arredores, inclusive para as ruínas de San Ignácio Mini e as Minas de Wanda, atrações da Argentina.

Outra atração bem popular em Foz do Iguaçu é a Hidrelétrica Itaipu Binacional, uma das maiores obras de engenharia moderna já construídas. Há vários tipos de passeios, e você pode escolher a sua opção no site. Só para ver a parte externa você pode fazer a Visita Panorâmica (duração de 1,5 hora), mas o Circuito Especial percorre também a parte interna (com duração de 2,5 horas), e há também um passeio de iluminação noturna.

Usina de Itaipu. Fonte: https://www.turismoitaipu.com.br/pt

Muitas pessoas aproveitam a visita a Foz para fazer compras no Paraguai, atravessando a Ponte da Amizade para a Ciudad del Este. Há ótimos preços, mas você deve ficar atento e preferir comprar em shoppings (como o Monalisa e a SAX e Shopping del Este) do que na rua, para comprar com segurança e evitar os vendedores que te abordam pelo caminho. Você pode ir a pé, de ônibus, com táxi ou agência. O local é feio, mais parece uma 25 de março (rua de compras no centro de São Paulo), então vá se você for comprar algo, e não como um passeio. Fique atento à cota de 300 dólares para as compras. Também há outra opção para compras no Duty Free da Argentina.

Templo Budista em Foz do Iguaçu

Templo Budista em Foz do Iguaçu

Templo Budista em Foz do Iguaçu

Um passeio que gostei muito de fazer é o Templo Budista de Foz do Iguaçu. Ele funciona de terça a domingo das 9h30 às 17h e a entrada é gratuita. Vale muito visitar mesmo que você não seja adepto do budismo, pois o local é muito bonito, com 120 lindas estátuas. Ele fica na Rua Dr. Josivalter Vila Nova, 99 e a visita dura mais ou menos 1h. Eu fui de ônibus, mas ele é um pouco demorado e dá muitas voltas, então muitas pessoas vão com agência.

Templo Budista em Foz do Iguaçu

Templo Budista em Foz do Iguaçu

Algumas pessoas também visitam a Mesquita Islâmica (de segunda a sábado). Bem popular também é o passeio ao Marco das 3 Fronteiras (Argentina, Brasil e Paraguai). Aqui há uma descrição de como é o passeio e este é o site oficial, com o valor de ingressos e horários. Há um ônibus de City Tour que passa no Marco das 3 Fronteiras, no Templo Budista e na Mesquita. Agências como a Loumar Turismo oferecem opções de jantares temáticos também.

Olha um pedacinho das cataratas do avião, sente do lado direito

Seja quantos dias ficar, Foz do Iguaçu é essencial para todo tipo de viajante, e há grande possibilidade de você se apaixonar e querer voltar para fazer outros passeios ou repetir os que já fez.

Por causa da distância, Diamantina é, muitas vezes, ofuscada por outras cidades históricas de Minas Gerais, como Ouro Preto e Tiradentes. Isso porque ela se localiza a 291 km de Belo Horizonte, ao contrário das outras, que são mais próximas da capital do estado. Porém, ela não deve em nada às outras cidades, tanto por fatores históricos como culturais e naturais, e é ponto de partida da Estrada Real.

Gruta do Salitre

Gruta do Salitre

Assim como em outras cidades históricas de MG, a formação da cidade está ligada à exploração do ouro e do diamante, o que, mais tarde, acarretou o nome do local. Foi mais ou menos em 1722 que iniciou-se o povoado, chamado Arraial do Tejuco, e, com sua expansão, Diamantina. Em 1938, o centro histórico foi tombado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e, no final da década de 1990, a Unesco reconheceu a cidade como Patrimônio Cultural da Humanidade (UAU!). Parte da história da cidade é lembrada pela presença de Chica da Silva, que viveu no local, bem como Juscelino Kubitschek.

Gruta do Salitre

Curralinho

Se você vai conhecer Diamantina, prepare-se para dizer muitas vezes que vai para Diamantina em MG, e não para a Chapada Diamantina, na Bahia! Esse roteiro é super interessante porque, além da parte da cidade histórica, Diamantina tem muitos atrativos naturais em volta, desde locais próximos até outros a 70 km. Passei 4 dias na região, e ainda faltou conhecer alguns lugares.

Mirante Cruzeiro da Serra

Mirante Cruzeiro da Serra

Diamantina pode ser acessada de carro (umas 4 ou 5h de BH, se quiser alugue um) ou de ônibus (chegando em Belo Horizonte, a Viação Pássaro Verde faz o trajeto). Se você estiver de carro poderá visitar todos os lugares com ele. Porém, se chegar de ônibus, caso queira conhecer mais que o centro histórico, sugiro que contrate um taxista local. Há agências de ecoturismo na cidade (Minhas Gerais e Arm Turismo), mas nem sempre é a opção mais barata. O melhor custo-benefício é conversar com sua hospedagem sobre o serviço dos taxistas. No caso me hospedei no Diamantina Hostel, e eles me ajudaram assim que cheguei à cidade com o contato com os taxistas. Um senhor, pai do Benício, também taxista, me atendeu com excelência. Fechei um “pacote” com ele, para 3 dias de passeio e compensou muito! Os contatos são esses: (38) 8811-8178, (38) 9918-0393, (38) 9187-8304, (38) 3531-2436. Para ele não tem tempo ruim, diz que com calma se passa em todos os tipos de estradas.

Mirante Cruzeiro da Serra

Mirante Cruzeiro da Serra: Casa da Glória

Um dos principais eventos culturais da cidade é a Vesperata. Nesse evento, músicos tocam um repertório popular das varandas das casas do centro histórico, e o público assiste da rua. Quando estive na cidade não teve esse evento, mas parece que ele ferve, até com venda de lugares em mesas. Geralmente acontece 2 sábados por mês de março a outubro, e você pode consultar a programação no Facebook da Vesperata.

Vila de Biribiri

Vila de Biribiri

Minha primeira parada foi a Gruta do Salitre, a 9,4 km de Diamantina e a 1 km do distrito de Curralinho. Formada de quartzito, o visual é impressionante, lembra o de um cânion, com seus paredões de até 64 metros de altura. De lá era extraído salitre para a fabricação de pólvora. A acústica dessa formação é incrível, tanto que já foi palco de concertos e cenário para produção de novelas, séries e filmes. É possível fazer rapel no local, desde que acompanhado por monitores credenciados.

Cachoeira dos Cristais, Parque Estadual do Biribiri

Cachoeira dos Cristais, Parque Estadual do Biribiri

Em seguida passamos pelo pequenino distrito de Curralinho, com apenas 200 habitantes, com suas casinhas históricas, que também já foi palco de gravação de novela. Depois, a 4 km de Diamantina está o Mirante Cruzeiro da Serra, acessado pela Rua Salto da Divisa, de onde se tem uma bela vista da cidade. Nessa parte passa o Caminho dos Escravos, construído por escravos e por onde escoava a extração de pedras e metais preciosos, parte da Estrada Real. Porém, caso queira fazer esse caminho, de 20 km, que atravessa o Parque Estadual do Biribiri e chega até o município de Mendanha, sugiro consultar moradores da região, pois li que parte do trajeto tem risco de assaltos, ou entrar em contato com a Asguitur (Associação de guias e condutores locais). Aqui está um ótimo relato da caminhada.

Cachoeira da Sentinela, Parque Estadual do Biribiri

Cachoeira da Sentinela, Parque Estadual do Biribiri

Daí seguimos para a Vila de Biribiri, que é parte do Parque Estadual do Biribiri (Facebook e site), na Serra do Espinhaço, a 15 km de Diamantina e também tombada pelo IPHAN (em 1998). O local foi construído em 1870 por conta de uma enorme fábrica de tecidos, que gerava muitos empregos. A fábrica funcionou até 1973, mas em seu auge mantinha 1200 funcionários. Hoje é uma charmosa vila e um ótimo local para almoçar antes de visitar os atrativos próximos: a cachoeira da Sentinela e a Cachoeira dos Cristais, as duas de fácil acesso.

Cachoeira da Sentinela, Parque Estadual do Biribiri

Cachoeira da Sentinela, Parque Estadual do Biribiri

A Cachoeira dos Cristais fica a 13 km da portaria do parque e é um ótimo poço para nadar. Já a Cachoeira da Sentinela, a 7 km da portaria do parque, tem vários poços para banho, com 1 a 5 metros. Não visitei, mas na região há sítios arqueológicos com pinturas rupestres.

Cachoeira da Sentinela, Parque Estadual do Biribiri

Em meu segundo dia fizemos um bate-volta para o distrito de Conselheiro Mata, a 49 km de Diamantina, dos quais 36 são de estrada de terra em boas condições. A região tem diversas cachoeiras, como a Cachoeira das Fadas, a das Andorinhas, a do Triângulo, a dos Três Desejos, a do Telésforo, o Poço das Sereias, do Tombador, da Vaca Brava, da Usina, Olhos D’ Água e outras.

Cachoeira do Telésforo, Conselheiro Mata

Cachoeira do Telésforo, Conselheiro Mata

Cachoeira do Telésforo, Conselheiro Mata

Conselheiro Mata

Primeiro visitamos a Cachoeira do Telésforo. De Conselheiro Mata até ela são 16 km de estrada de terra, que no geral é boa, talvez só seja um pouco difícil em dias de chuva (a 2 km antes de chegar em Conselheiro Mata há uma placa). Paguei R$ 10,00 para entrar na propriedade e visitar a cachoeira. Era possível pagar outro valor e acampar no local, onde encontrei várias famílias fazendo seu almoço. O lugar é lindo, a paisagem é muito melhor que nas fotos! O rio forma uma espécie de praia, com areia e tudo, e é possível sentar nos “degraus” formados pela cachoeira.

Conselheiro Mata

Cachoeira das Fadas, Conselheiro Mata

Cachoeira das Fadas, Conselheiro Mata

Depois fomos atrás da Cachoeira das Fadas. Chegando em Conselheiro Mata, pergunte pelo caminho passando pela Escola de Conselheiro Mata e pelo Nasfadas Ecohostel. A trilha é curta, cerca de 20 a 30 minutos, mas uma boa descida, apesar de não ser muito difícil. Cercada por vegetação, a queda tem 35 metros de altura e um poço excelente para nadar. Acredito que poderia aproveitar mais Conselheiro Mata me hospedando por lá e, assim, conhecendo as outras cachoeiras da região.

Parque Estadual do Rio Preto

Parque Estadual do Rio Preto

Cachoeira do Crioulo, Parque Estadual do Rio Preto

No terceiro dia fizemos um bate-volta para o Parque Estadual do Rio Preto, em São Gonçalo do Rio Preto (Facebook e site), a cerca de 63 km de Diamantina, mas também na Serra do Espinhaço. O parque fica a 15 km da cidade, e se você tiver chegado a São Gonçalo do Rio Preto de ônibus terá que pegar um táxi para o parque. Ele tem uma infraestrutura excelente para o visitante. É obrigatório guia, mas você paga somente um valor para entrada no parque (quando fui custou R$ 7,00). Antes de iniciar a caminhada é necessário assistir um vídeo institucional. Caso queira se hospedar no camping ou no alojamento é preciso entrar em contato previamente, mas os valores são muito bons! O local funciona de terça a domingo das 7h às 17h e conta com restaurante para depois do passeio.

Cachoeira do Crioulo, Parque Estadual do Rio Preto

Trilha no Parque Estadual do Rio Preto

Sempre-Viva, Parque Estadual do Rio Preto

Há alguns poços para banho de fácil acesso, alguns mirantes e até pinturas rupestres. A trilha principal exige um certo condicionamento, tem 9 km de extensão, passando pela Cachoeira Sempre-Viva e pela Cachoeira do Crioulo, além de vários mirantes. Para fazê-la, existem 3 horários de saída: 9h, 10h e 11h. Se chegar depois disso não é possível percorrê-la (eu pessoalmente acho que ela é a atração mais legal do parque, por isso se programe para chegar com antecedência a esses horários). A trilha segue por cima de uma serra até a Cachoeira do Crioulo, linda, com 30 metros de altura e uma vista belíssima de seu topo, além de um excelente poço para nadar. Depois, volta-se pelas pedras ao lado do leito do rio até a Cachoeira Sempre-Viva, com 15 metros de altura, sem poço para nadar, mas que escorre pelas pedras e forma quase um chuveiro natural. O Parque Estadual do Rio Preto é muito lindo e pode ser muito bem aproveitado se dormir lá, por conta das outras cachoeiras, poços e trilhas.

Trilha no Parque Estadual do Rio Preto

Cachoeira Sempre-Viva, Parque Estadual do Rio Preto

Cachoeira Sempre-Viva, Parque Estadual do Rio Preto

No quarto dia visitei o centro histórico de Diamantina. O cartão-postal da cidade é a Casa da Glória. São dois casarões, datados um do século XVIII e outro do século XIX, ligados por um passadiço de madeira. Ele já foi educandário e orfanato, mas hoje pertence ao Instituto de Geociências da UFMG e funciona como museu (todos os dias das 9h às 17h). Não deixe de andar pelo passadiço.

Casa da Glória

Casa da Glória

Diamantina

Descendo em direção ao centro histórico está a Igreja São Francisco de Assis (de 1775) e o casarão do Fórum. De lá, passa-se pela Casa de Juscelino, onde ele morou, mas que hoje funciona como um pequeno museu (R$ 5,00 de entrada).

Casa da Glória

Vista da Casa da Glória

Diamantina

A principal igreja da cidade é a Catedral Metropolitana de Santo Antônio, com arquitetura clássica, construída entre 1982 e 1940, substituindo a antiga igreja de Santo Antônio original. No caminho você passará por um curioso chafariz. Perto da Catedral está o pequeno Museu do Diamante, que é um pouco escondido, mas bem interessante, com acervo dos séculos XVII a XIX. Próximo a ele está a Casa da Chica da Silva, onde ela morou entre 1763 e 1771.

Diamantina

Diamantina

Igreja São Francisco de Assis, Diamantina

Depois, desça para o Mercado Municipal, ou Mercado Velho, ou Mercado dos Tropeiros, que foi um ponto de encontro de troca de mercadorias. Hoje lá são vendidos produtos artesanais e pratos típicos. À noite inclusive tem música ao vivo. Após isso você pode passar na Capela Imperial do Amparo. Há também a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, Igreja Nossa Senhora das Mercês, a Basílica Sagrado Coração de Jesus e a Igreja Nossa Senhora do Carmo.

Igreja São Francisco de Assis, Diamantina

Diamantina, Catedral Metropolitana de Santo Antônio ao fundo

Faltou visitar o povoado de Milho Verde, com diversas cachoeiras, como a Cachoeira do Moinho, a Cachoeira Carijó, a Cachoeira do Piolho, dentre outras. Gostaria de ter feito a trilha no Cânion do Funil, a 61 km de Diamantina, subido no Pico do Itambé, além de outras pequenas cachoeiras isoladas próximas a Diamantina.

Chafariz

Catedral Metropolitana de Santo Antônio

Diamantina

Abro um parêntese aqui para contar que, como Diamantina está na estrada real, existe um programa do Instituto Estrada Real muito interessante. Mediante preenchimento de formulário no site e 1 kg de alimento não perecível você retira o passaporte da Estrada Real gratuitamente. Ao visitar as cidades pertencentes à estrada (listadas no site), você carimba esse passaporte com o desenho do principal atrativo da cidade (são muito fofos os carimbos!). Ao carimbar um certo número de cidades você ganha um certificado (10 carimbos no Caminho dos Diamantes, ou 8 carimbos no Caminho Novo, ou 14 carimbos no Caminho Velho, ou 4 carimbos no Caminho de Sabarabuçu). Você pode retirar o passaporte e obter carimbos em qualquer cidade listada no site, verifique os endereços.

Diamantina foi uma grata surpresa, que pretendo voltar para conhecer os atrativos que faltaram e aproveitar mais tempo nos locais.

Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, Diamantina

Mercado dos Tropeiros

Chafariz

Se você é daqueles que gosta de um roteiro por cidades do interior vai adorar Analândia. Próxima a Brotas, São Pedro e Itirapina, essa cidade fica a cerca de 225 km de São Paulo. O principal atrativo, avistado de longe, é o Morro do Cuscuzeiro, cartão-postal da cidade (será que é por que parece uma panela de cuscuz, um cuscuzeiro, invertida?). Esse tipo de formação é chamada de Morro Testemunho, por ter testemunhado as mudanças no relevo ao seu redor; é uma formação rochosa que é mais resistente em relação ao terreno em volta, feita de Arenito Botucatu. Ele tem 900 metros de altura, e foi usado para localização por fazendeiros e desbravadores desde a época das fazendas de café.

Estação Anápolis

Estação Anápolis

Mas antes de correr para o Cuscuzeiro, vale a pena dar uma passada na histórica estação Anápolis, inaugurada pela Cia. Rio-Clarense em 1884 (antes Anápolis dava nome ao distrito, que pertencia a Rio Claro). Somente em 1906 Anápolis virou uma cidade e mudou de nome para Analândia por conta de dualidade de nomes de cidades. A estação foi desativada em 1966, mas hoje o local tem importância histórica e, se quiser saber mais sobre essa questão histórica, consulte este site.

Cachoeira do Escorrega

Cuscuzeiro visto da Cachoeira do Escorrega

O primeiro atrativo de Analândia que visitei foi a cachoeira do Escorrega. No local funciona também um camping, que pode ser uma opção para se hospedar. A cachoeira é bem simples, mas o local é bonito, há uma bela vista do Cuscuzeiro e fui muito bem atendida. O custo para entrada foi de R$ 10,00.

Salto Major Levy

Olha como é bem sinalizado!

Eu achei bem fácil me localizar pela cidade, há algumas placas, mas perguntando, encontrei facilmente as rotas que queria. Nada é muito longe, mas acho que é melhor estar de carro para visitar os atrativos pela distância.

Retornando para a cidade conheci o Salto Major Levy. Ele fica bem na entrada da cidade e tem 25 metros. Tem uma lanchonete na entrada e você avista o salto ao descer uma escadaria. Eu achei o local um pouco sujo, se não me engano até a água estava imprópria para banho, e é uma cachoeira bem urbana. Se você visitar esse salto e as condições estiverem melhores me avise! O contato deles é esse.

Vista da estrada indo para a Cachoeira da Bocaina

Vista da estrada indo para a Cachoeira da Bocaina

Depois segui para a Cachoeira da Bocaina, a mais esperada do dia. No caminho a visão do Cuscuzeiro e do Morro do Camelo é belíssima! Algumas paradas na estradinha de terra, em boas condições, renderão ótimas fotos!

Chegando na Cachoeira da Bocaina, após pagar uma taxa de R$ 10,00 para entrar, desci por uma trilha de aproximadamente 15 minutos. A cachoeira fica no meio da mata, derramando-se por um paredão de 45 metros de altura. Ouvi dizer que no local há prática de rapel e cascading. É possível acessar a parte de cima dela, mas tenha cuidado para não chegar muito perto da beira.

Vista da Estrada indo para a Cachoeira da Bocaina: Cuscuzeiro e Morro do Camelo

Vista da Estrada indo para a Cachoeira da Bocaina: Cuscuzeiro e Morro do Camelo

Em seguida retornei por onde vim. No caminho entre a cidade e a Cachoeira da Bocaina há uma porteira que dá acesso ao Morro do Camelo, de onde há uma excelente vista para o Cuscuzeiro. É bem fácil achar essa porteira, ela fica no ponto mais próximo do Morro do Camelo. Tanto o Morro do Camelo quanto o Cuscuzeiro datam de 150 milhões de anos atrás. O Morro do Camelo também tem um formato autoexplicativo, parece ter 2 corcovas, e tem 80 metros de altura. Entrando pela porteira, a trilha está demarcada para subir entre as duas corcovas. Porém, na parte de cima a trilha se divide. Para ter a visão do Cuscuzeiro você precisa subir na corcova da esquerda, então, ao ver a bifurcação, pegue à esquerda. A trilha é bem curta, precisa de um mínimo de esforço para subir, mas não precisa de equipamentos.

Cachoeira da Bocaina: pouca água, mas um belo lugar

Cachoeira da Bocaina: pouca água, mas um belo lugar

Depois de apreciar a vista almocei próximo à base do Cuscuzeiro, onde está o Pedra Viva. Lá eles oferecem camping, restaurante e caminhadas tanto até a base do Cuscuzeiro quanto escaladas até o topo, bem como rapel. Você pode consultar os valores no Facebook deles.

Vista de cima da Cachoeira da Bocaina

Vista de cima do Morro do Camelo

Buscando na internet achei esta agência de passeios, que pode ser útil para quem visitar a região e estiver sem carro. Além desses atrativos, há outros que não visitei, como a Cachoeira da Ponte Amarela, a Gruta Nossa Senhora de Lourdes, a cachoeira da Pedra Vermelha e algumas outras que pesquisei serem de difícil acesso, como a cachoeira Sião (ou Cachoeira da Barrinha) e a Cachoeira do Canyon do Feijão.

Vista de cima do Morro do Camelo: Cuscuzeiro

Vista de cima do Morro do Camelo: Cuscuzeiro

Resolvi acampar em Itirapina, no Camping do Saltão. Isso porque a entrada para visitar as cachoeiras custa R$ 20,00 e o pernoite no camping custa R$ 45,00, mas dormindo lá não precisaria pagar a entrada. Ouvi dizer que em feriados esse lugar fica bem lotado, mas como era um fim de semana comum estava vazio. A estrutura é boa, há lanchonete e alguns quiosques de apoio para montar as barracas próximo. Itirapina fica a 25 km de Analândia, e o acesso ao Camping do Saltão é bem fácil.

Vista de cima do Morro do Camelo: Cuscuzeiro

Vista de cima do Morro do Camelo

Há uma certa confusão sobre a Cachoeira do Saltão estar em Itirapina ou São Pedro. Pelo que percebi, apesar de ela pertencer a Itirapina, São Pedro divulga melhor esse atrativo (como deles) e já vi até Brotas considerando a Cachoeira do Saltão como sua.

Cachoeira do Monjolinho

Descendo para a Cachoeira do Saltão

No domingo aproveitei as 3 cachoeiras da propriedade, além da cachoeira do Saltão também há a Cachoeira Monjolinho e a Cachoeira Ferradura.

Cachoeira do Saltão

Cachoeira do Saltão

A Cachoeira Monjolinho tem 12 metros, mas o acesso é super fácil e ela é bem bonita. Depois, descendo por um túnel e uma escadaria, segui para a Cachoeira do Saltão. É um espetáculo, com seus 75 metros de altura. Tanta imponência rende excelentes fotos e excelente banho! Seguindo pela trilha que acompanha o rio, você pode, em cerca de 10 ou 15 minutos, chegar na Cachoeira Ferradura, com 47 metros. Porém, o volume de água dela é pequeno, então voltamos logo para o Saltão para aproveitar mais.

Cachoeira do Saltão

Cachoeira do Saltão

Essa região é muito bonita, com grandes cachoeiras e esportes radicais, não só Analândia e Itirapina, como São Pedro e Brotas também. Porém, Brotas tem o grande problema de ser elitizada, com valores exorbitantes para entrar nas cachoeiras. Ouvi dizer que a maioria das cachoeiras, em propriedades particulares, está cobrando de 40 a 70 reais somente para entrar no local. Por isso, como sempre tento indicar viagens gastando menos, infelizmente não indico visitar Brotas. Caso você fique sabendo de cachoeiras não tão caras na região me avise, que ficarei feliz em visitar e compartilhar aqui no blog.

Cachoeira do Saltão

Cachoeira do Saltão

No entanto, Analândia e a Cachoeira do Saltão estão indicadíssimas como roteiro para um fim de semana na região, tanto por preços quanto por beleza.

Cachoeira do Saltão

Cachoeira do Saltão

Urubici é aquele lugar que surpreende a todos que visitam! Lá tem tantos passeios que dá para aproveitar tanto um fim de semana quanto um feriado ou férias, e todas as opções serão excelentes! Isso porque é possível encaixar várias atrações em um só dia, ou então fazer trilhas mais longas e até travessias de muitos dias! Porém, é certo que você vai querer voltar para fazer os passeios que faltaram!

Mirante para Urubici

As atrações na região se dividem não só em Urubici, mas também nas vizinhas São Joaquim e Bom Jardim da Serra. Urubici é pequenininha, com pouco mais de 11 mil habitantes, e tem cara de cidade de inverno, além de todas as pessoas com quem conversei na cidade serem super simpáticas! Talvez você se lembre mais de ouvir sobre São Joaquim, considerada um dos mais importantes destinos com possibilidade de registro de neve no Brasil. E deve ter ouvido sobre a Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra, uma das mais lindas e sinuosas estradas do país. Porém, foi Urubici que me conquistou!

A cidade fica a cerca de 160 km de Florianópolis, e a melhor forma de chegar é alugando um carro (tenha cuidado nas curvas na serra). Isso porque você pode tanto fazer alguns passeios de carro quanto só usá-lo para chegar e fazer os passeios com agência de ecoturismo local. Também dá para fazer esse trajeto de ônibus (aí você vai precisar contratar uma agência para te levar aos atrativos), mas só há um horário por dia. Muita gente também inclui essa região da serra catarinense quando tem muitos dias para conhecer o Sul e está fazendo uma road trip passando por muitas cidades, tanto de carro quanto grupos de moto.

Nas estradinhas de Urubici

Eu visitei a serra catarinense no início do outono, mas muitos querem estar lá no inverno, para tentar a sorte de ter neve. Vi na estrada muitas placas alertando para o perigo de neve ou geada no asfalto, então imagino que para uma viagem no inverno seja melhor se informar sobre as condições das rodovias com sua hospedagem ou agência do local. Estive lá por 3 dias, então vou descrever somente os atrativos que visitei, por isso pertenço ao grupo que quer voltar para conhecer o que faltou.

Em meu primeiro dia, saí cedo de Florianópolis, mas quando cheguei a Urubici estava chovendo, e assim continuou pelo resto do dia. Com chuva não daria para visitar as atrações ao ar livre, por isso combinei com a agência Graxaim (site e Facebook), com quem fiz meus passeios, de organizar em 2 dias minha viagem pela região. Então, aproveitei esse dia para fazer passeios mais urbanos. Urubici tem uma rua principal e é bem fácil se localizar. Há um serviço de atendimento ao turista que fica no Sesc.

Uma linda lojinha em Urubici

Primeiro visitei a Igreja Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens, com uma arquitetura muito interessante e diferente. Há algumas lojas bem charmosas na rua principal, além de uma lanchonete super bacana no Posto Serra Azul, com decoração toda com um estilo de motociclismo e vintage.

Igreja Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Urubici

Lanchonete no posto Serra Azul

Depois segui para uma das poucas coisas que daria para fazer com chuva. Dirigi 60 km até São Joaquim para visitar a Vinícola Villa Francioni. Em São Joaquim há muitas vinícolas, e essa é uma das maiores. Muitos locais me indicaram vinícolas pequenas, disseram que o vinho delas é o melhor de todos da região, mas fiquei com receio de procurá-las no meio da chuva. Por isso, fiz uma visita guiada na Villa Francioni, onde todo o caminho era asfaltado, e, além de ser um lindo lugar, achei o vinho delicioso! Paga-se um valor para a visita, mas ele é revertido para a compra dos produtos ao final do passeio, que inclui degustação.

Vinícola Villa Francioni

Vinícola Villa Francioni

Visitando a Vinícola Villa Francioni

No dia seguinte finalmente o tempo abriu e pude iniciar meu roteiro com a Graxaim, que me atendeu muito bem. As paisagens da região são muito bonitas, cheias de araucárias. Primeiro passamos na Cascata Véu de Noiva, com 62 metros de altura. O local conta com estrutura e faz parte do Parque Nacional São Joaquim. Ela é uma das principais cachoeiras da região, que tem mais de 80 cascatas, e são só 100 metros de caminhada. A Cascata Véu de Noiva fica no caminho para o Morro da Igreja e é cobrada uma pequena taxa de visitação.

Cascata Véu de Noiva

Lá perto tem um lugar muito encantador, o Vale dos Sonhos. Ele parece uma casa de bonecas, com um magnífico jardim florido em frente. Lá vende artesanato, arranjos florais e outros produtos feitos com as flores, temperos e molhos e muitas outras coisas, e o local é um restaurante vegetariano também.

Vale dos Sonhos

Vale dos Sonhos

De lá eu não fui imediatamente para a principal atração do dia, o Morro da Igreja, pois estava aguardando a neblina da manhã baixar. Em vez disso passamos na Gruta Nossa Senhora de Lourdes, uma formação natural com uma queda d’água onde colocaram a imagem da santa.

Gruta Nossa Senhora de Lourdes

Depois fomos pela estrada que eu havia pegado no dia anterior que segue para São Joaquim para conferir o belo mirante de Urubici, no meio da rodovia, e observar as inscrições rupestres da região (a principal é a “máscara do guardião”). Há uma placa indicativa mostrando em que ponto da estrada elas estão (fica a 5 km saindo de Urubici sentido São Joaquim). É fácil achar também porque desse local se avista de longe a próxima atração do dia: a cascata do Avencal. Dizem que as inscrições rupestres datam de 4000 anos.

Inscrição rupestre em Urubici

Vista do mirante da Cascata do Avencal

Um detalhe muito interessante é que essa região toda é uma grande produtora de maçãs, que são distribuídas por todo o país.

Macieira em Urubici

Em seguida adentramos o Parque Cascata do Avencal (site e Facebook), a mais conhecida cascata da região, com 100 metros de altura. Também paga-se uma pequena taxa para visitar e o acesso à parte alta é fácil. Há uns mirantes bem bonitos para a cascata.

Cascata do Avencal

Mais tarde, nesse dia, eu retornei para acessar essa cascata por baixo. A estrada de acesso para a parte de baixo é escondida (fica a 8 km de Urubici) e, apesar de não ser longa, achei ela bem ruim. Precisei contar com a habilidade de minha guia da Graxaim para guiar o carro. A trilha é fácil e relativamente curta, mas o problema é que o caminho é por cima de pedras, que são escorregadias, então deve-se ter atenção e ir de tênis.

Cascata do Avencal

Finalmente fomos para o lugar mais aguardado do dia: o Morro da Igreja, de onde se avista a Pedra Furada. A neblina já tinha cessado, assim a vista fica perfeita! É a região mais fria de Urubici. Se você estiver visitando o Morro da Igreja por conta, sem agência, antes de ir precisará pedir autorização para a subida, pois o local tem quantidade de visitas controlada. De preferência, envie um e-mail para deixar sua visita já agendada, sobretudo em fins de semana e feriados. Depois, passe no ICMBio, no centro da cidade, para pegar sua autorização. A visitação é gratuita, informe-se no site do ICMBio do Parque Nacional de São Joaquim sobre os horários de retirada da autorização (mesmo que tenha agendado).

Pedra Furada vista do Morro da Igreja

Vista do Morro da Igreja

A estrada de acesso ao Morro da Igreja é asfaltada, mas um pouco íngreme e estreita no final, mas é possível ir com carro de passeio até lá em cima (fica a 30 km do centro de Urubici). Quase chegando você entrega sua autorização, pois o local está em área militar (às vezes forma até fila). A vista é espetacular! São 1822 metros de altura e estava um vento bem forte. Uma curiosidade é que lá já foi registrada a temperatura de -17,8 graus, a mais baixa já registrada no Brasil! Lá de cima se vê a Pedra Furada, mas pelo menos na época que visitei, a trilha que vai direto a esse atrativo estava fechada. O Morro da Igreja é visita indispensável, cartão-postal de Urubici!

Vista do Morro da Igreja

Vista do Morro da Igreja

Em meu terceiro dia fui para a região de Bom Jardim da Serra. Primeiro fiz uma caminhada pelo Cânion das Laranjeiras. Ele fica dentro da Fazenda Santa Cândida, é uma caminhada de 5 km de nível moderado. A paisagem do cânion é lindíssima, e essa atividade demora cerca de 3 horas. Paga-se uma pequena taxa de visitação e, para essa trilha, é aconselhável estar com guia.

Cânion das Laranjeiras

Cânion das Laranjeiras

Cânion das Laranjeiras

Cânion das Laranjeiras

Depois disso visitamos a icônica Serra do Rio do Rastro. No alto dela há um belo mirante, porém, descendo um pouco por suas sinuosas curvas, há um mirante melhor ainda! Em dias límpidos é possível avistar uns 100 km de distância a 1460 metros abaixo. Essa estrada tem 12 km e são 284 curvas! O Rio do Rastro acompanha a estrada com algumas cascatas, daí o nome da estrada. Se for descer por ela, é fundamental verificar seus freios, pois é íngreme e com curvas muito fechadas.

Serra do Rio do Rastro

Serra do Rio do Rastro

Serra do Rio do Rastro

Depois de apreciar essa linda estrada fechamos o dia com chave de ouro na Cascata da Barrinha, uma pequena cachoeira próxima do mirante da serra do Rio do Rastro.

Cascata da Barrinha

Cascata da Barrinha

Urubici e arredores deixaram saudade, e certamente voltarei para visitar a Serra do Corvo Branco, a Caverna do Rio dos Bugres, o Morro do Campestre, o Cânion do Funil e outras tantas caminhadas e travessias que existem na região (verifique no site da Graxaim). Incluo um mapa da região para que se localizem entre as atrações que comentei neste post.

Mapa dos atrativos (clique para abrir maior). Essa estrada que passa pelo Belvedere, Cascata do Avencal e inscrições rupestres é a que vai para São Joaquim e Bom Jardim da Serra.

Aqui está um lugar mais conhecido pelos curitibanos e moradores de outras cidades próximas e que, a meu ver, deve ser incluído em sua próxima ida a Curitiba. Aliás, geralmente quem visita Curitiba lembra somente do excelente passeio pelos pontos turísticos da cidade, do trem para Morretes e da linda Ilha do Mel. Porém, saindo da capital do Paraná, depois de 115 km está a cidade de Ponta Grossa, mas no caminho, a 28 km de Ponta Grossa há um diferente lugar que todos precisam conhecer: o Parque Estadual de Vila Velha. Além disso, a cidade conta com belíssimas cachoeiras.

Arenitos no Parque Estadual de Vila Velha

Arenitos no Parque Estadual de Vila Velha

Se você tiver somente um dia vá a Vila Velha. Se for ficar um segundo dia na região, visite também as cachoeiras. Muitas pessoas confundem o local com Vila Velha no Espírito Santo, mas este parque fica no Paraná. A melhor forma de chegar é de carro, porém, dá para pegar ônibus rodoviário de Curitiba a Ponta Grossa e descer no meio do caminho, em frente ao parque, e na volta anotar o horário que ele passa do outro lado da rodovia, voltando para Curitiba. Além disso, saindo de Ponta Grossa existem linhas de ônibus regulares que levam ao parque.

Parque Estadual de Vila Velha

Parque Estadual de Vila Velha

Agora para as cachoeiras, você vai precisar estar de carro (você pode alugar um em Curitiba caso não tenha), ou então contratar um guia com carro (o que só fica pagável se forem pelo menos duas pessoas). Para isso, você pode contatar o NGTURPG (Núcleo de Guias de Turismo de Ponta Grossa). Caso esteja de carro, não precisa de guia, é só anotar como chegar nas cachoeiras, as trilhas são autoguiadas e curtas (também dá para colocar no GPS que ele identifica os caminhos até as propriedades das cachoeiras).

Trilha no Parque Estadual de Vila Velha

Trilha no Parque Estadual de Vila Velha

O Parque Estadual de Vila Velha é o cartão postal de Ponta Grossa, são formações geológicas de 300 milhões de anos que mexem com nossa imaginação. Isso porque uma das atividades é visitar os arenitos e ver os formatos dessas rochas que brincam com nossa imaginação: tem as famosas Taça, Bota, Camelo, Garrafa, dentre outras. O parque é super organizado. Você chega no centro de visitantes e lá eles explicam a visita e falam sobre essa região dos Campos Gerais e como se deram suas formações.

Parque Estadual de Vila Velha

No Parque Estadual de Vila Velha

Você pode visitar somente os arenitos, ou então ir também para as Furnas, que são poços de desabamento que parecem crateras, e para a Lagoa Dourada, que já seria uma furna em estágio terminal. É interessantíssimo entender como tudo isso se formou há tanto tempo atrás!

Parque Estadual de Vila Velha

A Taça!

Para acessar as atividades no parque, há um ônibus que sai de 10 em 10 minutos. Os Arenitos ficam bem próximos do centro de visitantes, mas é uma maneira de o passeio ser acessível. Você sai com o guia local e ele te explicará, durante 2600 metros de “trilha” asfaltada, sobre as formações, de 20 a 30 metros de altura, e curiosidades do local. Se preferir, pode caminhar apenas 1100 metros e voltar, que já terá visto o principal.

Trilha no Parque Estadual de Vila Velha

O outro passeio do parque é o das Furnas e da Lagoa Dourada. Esse já fica um pouco mais longe do centro de visitantes (5 km) e o ônibus sai com menos frequência. Chegando lá, você caminhará no máximo 500 metros e verá uma incrível Furna, um poço com quase 100 metros de profundidade. Há um elevador num dos cantos dessa Furna, pois antigamente era possível descer até o lençol de água, mas hoje está desativado. Porém, ainda é um belo mirante. Depois você caminha por 400 metros para chegar à Lagoa Dourada. Ela tem esse nome porque no final da tarde, com a incidência dos raios solares do sol se pondo, ela aparenta essa cor. É uma furna em estágio terminal, pois já tem muitos sedimentos cobrindo a cratera que ela foi um dia.

Furnas no Parque Estadual de Vila Velha

O Centro de Visitantes do Parque Estadual de Vila Velha conta com estrutura de banheiros, restaurante e loja de artesanato. Custa R$ 10,00 para visitar somente os Arenitos, R$ 8,00 para visitar as Furnas e a Lagoa Dourada, e R$ 18,00 para visitar tudo (aceita meia entrada). O horário de visitação é das 08h30 às 15h30 (podendo ficar até 17h30) e o local fecha às terças.

Lagoa Dourada no Parque Estadual de Vila Velha

Se você já conheceu Vila Velha e tem mais um dia na região, pode aproveitar as cachoeiras. A principal é a Buraco do Padre, mas há também as cachoeiras do Rio São Jorge, da Mariquinha e Capão da Onça.

Primeiro visitei a belíssima Cachoeira do Rio São Jorge, que fica a 15 km do centro de Ponta Grossa. Acesse pela rodovia Arichernes Gobbo (virar à esquerda após passar o viaduto sobre o pátio da ALL, em direção ao núcleo habitacional Dal Col). Após 2 km vire à direita, passando debaixo de um viaduto da linha férrea, siga em frente por mais 5 km e vire à esquerda, seguindo por mais 1 km. Na bifurcação pegue à direita e percorra mais 2 km até o Rio São Jorge.

Cachoeira do Rio São Jorge

Cachoeira do Rio São Jorge

A entrada custa R$ 12,00 (consulte mais detalhes no Facebook deles). Esse é um local mais rústico, embora a trilha também seja curta. São várias quedas, sendo que a principal tem 30 metros, e o visual do caminho é incrível, a cachoeira é linda! O local tem camping e possibilidade de praticar rapel.

Cachoeira do Rio São Jorge

Cachoeira do Rio São Jorge

Depois visitei o Buraco do Padre, que também é uma furna, mas dentro dela há uma cascata de 30 metros. A fenda na rocha tem 43 metros e, à medida que você se aproxima, a cachoeira se revela. O local é realmente impressionante, só quem foi pode entender! Prepare-se para entrar em uma água gelada, apesar de ser um excelente ponto para um banho! O local tem esse nome porque era onde os antigos padres jesuítas meditavam.

Trilha para o Buraco do Padre

Buraco do Padre

Buraco do Padre

Ele está na região de Itaiacoca, acesse pela Rodovia do Talco (PR 513), km 14. A partir do Campus Uvaranas da UEPG, percorra 16 km e vire à direita em uma estrada de terra. Depois de 5 km vire à esquerda que terá chegado ao Buraco do Padre. Chegando lá, a trilha só tem 1 km. Aqui você pode acessar um mapa. A entrada custa R$ 10,00 (aceita meia entrada) e o local funciona de quarta a domingo e feriados das 09h00 às 17h00. O local tem banheiros e espaço para churrasqueira e piquenique.

Buraco do Padre

Buraco do Padre

Furna do Buraco do Padre

Eu não fui, mas dizem que lá perto tem o Porto Brazos, um local para comprar e degustar produtos feitos com amora, cervejas artesanais, geleias e licores. Você também pode visitar a Kaffee-Loch para degustar um café rural.

Buraco do Padre

Buraco do Padre

Buraco do Padre

Em seguida visitei o Capão da Onça. A partir da PR 513 é só mais 1,5 km e o local tem camping. Paga-se R$ 10,00 para entrar, mas achei o lugar bem simples. Acredito que seja um local bom para quem vai passar o dia, pois tem um poço para banho ótimo. Porém, não quis parar por muito tempo, pois comparando com as outras cachoeiras que visitei nesse dia, essa era a mais comum.

Capão da Onça

Por último, fui em mais uma cachoeira bem popular na região, a Cachoeira da Mariquinha. Visitei já na parte da tarde e estava bem cheia. Ela fica a 30 km de Ponta Grossa. A trilha também é curta (800 metros) e a cachoeira tem 30 metros de altura.

Cachoeira da Mariquinha

Cachoeira da Mariquinha

Acesse pela Rodovia do Talco (PR 513). No km 18,6, a partir do campus Uvaranas da UEPG, logo após o vilarejo do Pupo vire à direita em uma estrada não pavimentada. Depois de 1,4 km vire à direita em uma bifurcação e siga por 12 km até o atrativo. A cachoeira forma uma espécie de prainha. Se você atravessar para o morro em frente pode ter uma vista de cima dela, mas aconselho que volte pela trilha que veio, pois é fácil se perder se for voltar pelo morro. Para mais detalhes, acesse o site de Ponta Grossa, que tem informações dessa cachoeira.

Cachoeira da Mariquinha

Cachoeira da Mariquinha

No site de Ponta Grossa, há informações sobre todos esses e outros atrativos da região, como as Furnas Gêmeas, o Recanto Botuquara e a Represa dos Alagados. Eu tive a sorte de pegar um lindo dia de sol, mas apesar de achar as estradas de terra para as cachoeiras relativamente fáceis, não aconselho a visita em dias de chuva. Você vai se surpreender com esse passeio, seja conhecendo só Vila Velha ou indo também nas cachoeiras.

Esse é um lugar tão lindo que nem acredito que só é mais conhecido pelos brasilienses e moradores da região. A rota é uma ótima pedida para quem está em Brasília, já que você pode fazer esse passeio como um bate e volta. Porém, vai precisar de um carro para chegar ao local. Eu, no caso, aluguei um em Brasília.

O Rio Itiquira fica na região de Formosa (GO). Se você acessar o local pela fazenda Citates (antiga fazenda Indaiá) para visitar a cachoeira do Indaiá ou fazer a trilha de lá até o topo do Itiquira, são cerca de 70 km de Brasília. Se fizer o passeio somente ao Salto do Itiquira, são mais ou menos 115 km de percurso. O ideal é visitar num dia de sol, e se você vem de longe especialmente para isso, os meses centrais do ano costumam ser os mais secos. Em caso de possibilidade de chuva não vá, podem ocorrer trombas d’água.

Caminho para a fazenda Citates

Primeira queda que passamos saindo do estacionamento da cachoeira do Indaiá

Você pode fazer o passeio de 3 formas e todas as opções são lindas:

  1. Acessar a cachoeira do Indaiá, indo somente até a cachoeira principal (cerca de 800 m de trilha a partir do estacionamento).
  2. Visitar apenas o Salto do Itiquira (Parque Municipal do Itiquira) e serão uns 15 minutos de calçada pavimentada (450 metros).
  3. Fazer a trilha desde a cachoeira do Indaiá até o topo do Itiquira e voltar (4 km só de ida).

Além disso, algumas pessoas ainda pegam a trilha que desce do topo até a base do Salto do Itiquira (uns 40 minutos), ou se estão embaixo, o contrário, sobem da base até o topo (cerca de 1,5 km, que dá mais ou menos 1 hora porque a subida inicial é bem íngreme), continuando ou não a trilha até as cachoeiras do Indaiá.

Começo da trilha até a cachoeira do Indaiá

Cachoeira do Indaiá, olha que poço convidativo para um mergulho!

Este é o mapa da trilha para que entenda essas opções. A cachoeira do Indaiá seria a Primeira cachoeira, e o salto do Itiquira está na outra ponta. O que aparece como Segunda cachoeira é a Véu de Noiva. Por isso você pode ir de carro apenas em uma das extremidades, ou fazer a trilha completa de uma ponta à outra e voltar.

Entenda o percurso

A cachoeira do Indaiá tem 15 metros de altura, mas apesar de não ser muito grande ela é muito bela, tem um ótimo poço para nadar e a cor da água é de um verde incrível. Se você não vai fazer a trilha toda, vale a pena ir só até essa cachoeira, pois como disse, fica a 800 metros do estacionamento (em um caminho desnivelado) e é um ótimo local para se passar o dia. Paguei R$ 15,00 para entrar na fazenda Citates e acessar o local, mas você pode verificar no site as condições antes de ir.

Cachoeira do Indaiá, é linda demais, gente!

Assim é a trilha na maior parte do tempo

Para chegar à fazenda Citates:

  1. Na saída Norte de Brasília pegue o caminho para Formosa pela BR-020.
  2. Passe por Sobradinho, por Planaltina e continue seguindo em frente 9 km desde a última saída para Planaltina.
  3. Faça a volta por debaixo do viaduto seguindo sentido São João da Aliança e Chapada dos Veadeiros (estrada BR-010 GO118, após passar por uma construção ao lado direito da pista BR-020).
  4. Siga reto 15 km na pista principal (BR-010/GO118) até o posto da Texaco Posto Advance.
  5. Vire à direita na próxima entrada em frente ao posto.
  6. Siga nesta estrada por 2 km, desça a baixada e entre na primeira estrada de terra à esquerda.
  7. Siga na estrada de terra 8 km e quando encontrar uma bifurcação pegue a via da esquerda.
  8. Siga sempre reto e você chegará em Fazenda CITATES.

Salto do Itiquira vindo pela sede do parque

Salto do Itiquira vindo pela sede do parque

O Salto do Itiquira está na lista das 10 maiores cachoeiras do Brasil, com 168 metros de altura. Esse lindo salto por si só também já é um ótimo passeio, pois tem fácil acesso para todos e uma estrutura com estacionamento, bancos, banheiros e calçamento. Paguei R$ 10,00 de entrada, mas verifique no site e no Facebook sobre a taxa atual de entrada no Parque Municipal do Itiquira. Para chegar a essa unidade de conservação, o acesso se dá pela rodovia GO 116. Virando à esquerda no km 27, entra-se na GO 524, seguindo mais 6 km, chegando então ao Parque. De Formosa, a uns 35 km do parque, há sinalização.

Cachoeira Véu de Noiva vista da trilha da cachoeira do Indaiá até o topo do Itiquira

Trilha Indaiá-Itiquira

Se vai fazer a trilha desde a Cachoeira do Indaiá até o topo do Itiquira você vai iniciar o percurso pela fazenda Citates. Leve bastante água, pois faz muito calor na região, além de lanche de trilha, e vá de tênis. Esse passeio é muito bonito, pois há vários poços para banho pelo caminho todo (dá vontade de parar em todos), e entre a cachoeira do Indaiá e o topo do Itiquira, em um pequeno desvio, você desce também para a cachoeira Véu de Noiva, com 30 metros de altura. Então a trilha exige um pouco de condicionamento, pois ida e volta serão cerca de 10 km. Para quem curte trilha é uma delícia!

Cachoeira Véu de Noiva vista da trilha da cachoeira do Indaiá até o topo do Itiquira

Placa no meio da trilha Indaiá-Itiquira que mostra o caminho para uma paradinha na Véu de Noiva

Depois de chegar na cachoeira principal do Indaiá (800 m), caso queira continuar você vai atravessar o poço para o outro lado. Se você estiver fazendo essa trilha sem guia (ela é bem demarcada, então é possível ir sem guia caso se sinta seguro para isso), procure pegar o caminho que margeia o rio, pois depois de atravessá-lo há uma subida bem íngreme que também dá acesso à continuação do percurso, mas é um tanto mais difícil, sendo que se margear o rio chegará no mesmo lugar. Eu não sabia desse caminho e fui pela subida íngreme, mas voltei pelo caminho por baixo.

Rio Itiquira, que acompanha a trilha toda

Uma das pequenas cachus da trilha Indaiá-Itiquira

Mais ou menos na metade da trilha é possível avistar a cachoeira Véu de Noiva. Tem uma placa indicando a descida, que é íngreme. Eu passei lá na volta do topo do Itiquira. Continuando o percurso há muitos poços excelentes para banho e pequenas quedas d’água. O caminho de ida de 4 km às vezes parece maior, por causa do desnível principalmente para voltar. Chegando no topo do Itiquira a vista para o vale é linda! Uma placa avisa para não ultrapassar onde está a queda, para sua segurança fique atento. Você pode relaxar nesse poço final antes da queda, que é bem tranquilo.

Uma das pequenas cachus da trilha Indaiá-Itiquira

Vista do topo do Itiquira

Nesse ponto antes da queda, cruzando para a outra margem e subindo, está o acesso à trilha que vai para a base do Itiquira (encontrei pessoas que estavam vindo da base do Itiquira lá no local que me disseram que levaram 1 hora nesse percurso). Eu encerrei meu passeio aí e retornei para o estacionamento próximo à cachoeira do Indaiá. Esse trecho que fiz deu, ida e volta, mais ou menos umas 3h de trilha, que considero nível médio de dificuldade. Aí o tempo total lá vai depender do quanto vai querer ficar curtindo as cachoeiras e poços.

Seja visitando somente a cachoeira do Indaiá, ou somente o Salto do Itiquira, ou fazendo a trilha toda, o circuito Indaiá-Itiquira é uma excelente opção para um passeio de 1 dia saindo de Brasília.

Um dos ótimos poços da trilha Indaiá-Itiquira

Cachoeira Véu de Noiva, no meio da trilha Indaiá-Itiquira

Ainda não encontrei nada que se compare aos Lençois Maranhenses. Tenho certeza de que será impossível descrever nas palavras que se seguem o que você verá quando visitar esse local. Pelas fotos dá para ter uma pequena ideia só. Parece um imenso deserto, mas com milhares de lagoas impressionantes. O Parque Nacional dos Lençois Maranhenses (PNLM) foi criado em 1981 e tem 155 mil hectares. Barreirinhas, Santo Amaro e Primeira Cruz são os municípios que o abrangem.

Saindo para o passeio pelo Rio Preguiças

Pequenos Lençois, Vassouras, no passeio pelo Rio Preguiças

A melhor época para visitar são os meses de junho a agosto, isso porque de janeiro a abril é o período de chuvas e, assim, as lagoas estão enchendo. Maio já é um mês instável, de transição entre a época mais chuvosa e a seca. Por isso, de junho a agosto as lagoas estão cheias e seria o período mais bonito dos Lençois Maranhenses, e o tempo está bom. Em setembro e começo de outubro ainda há lagoas, mas elas já estão mais vazias, e de meados de outubro até dezembro elas estão secas.

Farol das Preguiças

Vista do Farol das Preguiças

Passeio pelo Rio Preguiças

Existem muitas opções de passeios, como por exemplo os de 2 a 7 dias só passando pelas lagoas mais famosas com jipes, a travessia a pé, a rota das emoções (Delta do Parnaíba, Barra Grande do Piauí e Jericoacoara), a possibilidade de se hospedar em uma das localidades e explorar somente essa área (assim você pode ficar alguns dias em cada lugar), dentre outras. Sua escolha determinará a melhor logística, onde dormir (Barreirinhas, Santo Amaro ou Atins), opções de agências e guias. Porém, o que vou descrever aqui é como fazer a travessia pelos Lençois Maranhenses desde Barreirinhas (Atins) até Santo Amaro.

Chegando em Caburé

Lagoa perto do restaurante da Luzia

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

O aeroporto mais próximo é o de São Luís, a 260 km de Barreirinhas. Para chegar em Barreirinhas você pode ir de ônibus, de van ou táxi. A viação Cisne Branco faz o percurso de ônibus em cerca de 4 horas. Além disso, também é possível agendar um transfer de van ou táxi com contatos que sua hospedagem te passar, ou então, por exemplo, a Coopcart, a Levatur, a GI Connect, a São Paulo Ecoturismo e muitas outras. Você pode fazer também como eu fiz: ao desembarcar no aeroporto de São Luís, existe um serviço de informações turísticas. Os funcionários coordenam o transporte de táxi até Barreirinhas: conforme as pessoas vão chegando e perguntando, eles organizam a lotação dos táxis, então mesmo que chegue sozinho você conseguirá se arranjar dessa forma (entre 50 e 100 reais). Caso você esteja indo para Santo Amaro, pesquise com sua hospedagem ou guia como chegar, geralmente passando pelo vilarejo de Sangue.

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

Dentre diversas agências e guias locais, após ler muitos relatos e dicas pela internet, eu fechei minha travessia previamente com o guia Carlos Queimada ([email protected]). Sugiro que pesquise todas as opções de guia mencionadas nos blogs e no site do Mochileiros para assim escolher o melhor para você. Não faça a travessia sem um guia, é muito fácil se perder lá, tudo é parecido e você não saberá em que direção caminhar, já que as lagoas e dunas estão sempre mudando por conta do vento. Porém, navegadores experientes podem seguir sem guia e com GPS de trilhas, mas para isso é melhor entrar em contato com o Parque Nacional para verificar se precisa de autorização. Eu fiz minha caminhada de Atins a Santo Amaro, que dizem que é o sentido que o vento sopra a favor, mas algumas pessoas fazem o trajeto contrário.

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

Nos Lençois Maranhenses é muito quente, e por conta do sol intenso, além de protetor solar e óculos escuros, acho muito bom usar aquelas camisas de manga longa de tecido fininho que têm proteção UV e chapéu/boné. Nesses dias lá eu usei uma calça de trilhas até os joelhos, pois estava sempre atravessando lagoas a pé, e acho que uma papete de trilhas seria a melhor opção; papete + meia é ainda melhor, para impedir o atrito da areia com os pés. Tênis é bom para caminhar, mas como atravessará muitas lagoas a pé e não terá como ficar tirando e colocando de volta toda hora, talvez ele fique um pouco pesado (você faz a travessia numa linha reta, não fica contornando cada lagoa que aparece pela frente hehe). A opção menos indicada seria chinelo ou descalço. Eu tive um problema com minha papete e tive que caminhar com chinelo, e no fim das caminhadas diárias sentia bastante dor nas plantas dos pés, por falta de absorção de impacto do calçado. Leve o mínimo possível de coisas, pois terá que carregar por 4 dias, e não se esqueça do repelente, em cada hospedagem do dia costuma ter muitos insetos.

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

Baixa Grande

Baixa Grande: meu quarto

Eu cheguei à noite em Barreirinhas e me hospedei lá para iniciar minha travessia de 4 dias pela manhã seguinte. O guia Carlos Queimada passou para revisar os detalhes do passeio. Eu paguei a ele um pacote que incluía a guiada pelos 4 dias saindo de Barreirinhas, barco para Atins, todas as hospedagens e alimentação e meu transporte de volta para São Luís saindo de Santo Amaro no final da travessia. Achei um ótimo custo benefício considerando tudo o que inclui. Barreirinhas é um local bem simples e rústico, mas tem muitas opções de hospedagem, restaurantes e mercados. No dia seguinte de manhã o Carlos passou para me buscar e fomos num mercadinho para eu comprar suprimentos, lanchinhos e água. Há alguns passeios de 1 dia que saem de Barreirinhas e passam em lagoas pelas quais não passei, mas com certeza as mais bonitas estão na travessia, pois são de difícil acesso.

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Meu passeio começou com uma lancha rápida até Atins. Se você não estiver fazendo a travessia, esse é um conhecido passeio da região e também um meio de transporte caso vá se hospedar em Atins. Esse passeio pelo Rio Preguiças é muito gostoso e relaxante, a paisagem é muito bonita. Nele você visita o povoado de Mandacaru para ir ao Farol das Preguiças (tem uma vista linda lá de cima!), o povoado de Vassouras e os Pequenos Lençois e o vilarejo de Caburé, onde foi o almoço. Já nesses pequenos lençóis eu fiquei maravilhada, pois foram as primeiras lagoas e dunas que vi. Então em vez de voltar para Barreirinhas você fica no Atins e faz a caminhada até o Canto do Atins. Para ilustrar melhor a travessia achei o mapa abaixo. Encontrei também o mapa da imagem seguinte no site do Mochileiros, mas não sei dizer a fonte (se alguém descobrir me avise para eu colocar os créditos). Eu acho que as distâncias variam conforme as lagoas mudam com o vento, mas fica em torno 60 a 80 km o total de caminhada.

Fonte: http://www.encantesdonordeste.com.br/ambientes-e-areas-de-visitacao-em-lencois-maranhenses

Fonte: internet

De Atins até o Canto do Atins demorei cerca de 1,5 hora, e foi bem cansativo por ter sido logo após o almoço, pois é um horário de sol forte. Caminhamos até o restaurante da Luzia, que é super famoso pelo camarão. Ela tem uns quartinhos para alugar, e foi lá minha primeira noite. Tanto nessa quanto em todas as outras hospedagens eu comi muito bem em todas as refeições. Depois de descansar um pouco na rede curti uma lagoa que fica próxima do restaurante. A praia em frente é bonita, mas as lagoas são muito mais. O quarto é rústico, mas bom. Lá e em todas as outras hospedagens o chuveiro é frio (o que não importava porque sempre estava muito calor) e fica ao ar livre num cercadinho de madeiras, cobrindo só até a altura do pescoço e uma abertura é a porta. Por isso tomei banho todos os dias de biquíni, caso passasse alguém. Nas hospedagens tem tomada para carregar as baterias.

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

No segundo dia levantamos e saímos às 3h30 da madrugada (não se esqueça de levar lanterna). É muito bom começar a caminhada tão cedo, pois chega-se ao destino antes do horário do almoço, então pega menos sol forte. E daí tem o resto do dia para curtir e relaxar. Por isso achei muito bom o Carlos colocar esses horários, e todos os dias ele foi pontual. A caminhada foi do Canto do Atins até Baixa Grande, pouco mais de 20 km, que fizemos em 7h a 8h. Quando iniciamos estava chovendo.

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhamos pela praia, a paisagem estava incrível nesse fim de madrugada até amanhecer. A chuva parou e depois de amanhecer chegamos numa parte de dunas. Foi bom ter chovido um pouco porque a areia não estava tão fofa, mas sim bem firme, e isso facilitou a caminhada. As subidas e descidas pelas dunas não eram tão difíceis. Aliás, em nenhum dia a caminhada foi difícil, cansa mais pela distância no geral e pelo calor do que pelas dunas. Paramos em algumas lagoas para curtir, eu realmente fiquei maravilhada, é lindo como nunca vi!

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Chegando na Queimada dos Britos

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Chegamos em Baixa Grande pouco antes do almoço. Lá parece um oásis, tem um pouco de vegetação e lagoa próxima para relaxar, pois o resto do dia é livre. As famílias que vivem lá oferecem a hospedagem, é um galpão bem rústico com redes para dormir, e eles fornecem um lençol para se cobrir. Fizeram meu almoço e pude descansar o resto do dia, até o jantar. A conversa foi muito boa, além das famílias lá eu encontrei outros turistas que estavam com seus guias, foi muito agradável o jantar. Na caminhada eu não vi nenhum deles, era só eu e o guia, pois cada guia faz sua rota.

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

No terceiro dia saímos um pouco mais tarde, 6h30 da manhã. Nesse dia foram cerca de 12 km, menos que o dia anterior, e umas 3h a 4h de percurso de Baixa Grande até Queimada dos Britos com parada para curtir algumas das lagoas do caminho. Eu queria parar em cada lagoa por que passava, mas daí não ia chegar nunca! O oásis da Queimada dos Britos também é lindo e rústico, as famílias lá são simples e simpáticas e a comida também é ótima, bem caseira. É um local de muita paz. O esquema do banho e da casa com redes para dormir foi o mesmo do dia anterior. Relaxei um pouco na lagoa próxima e descansei o resto do dia até a hora que me chamaram avisando que o jantar estava pronto. Eles também deram lençol para me cobrir na rede na hora de dormir, mas mesmo assim precisa usar o repelente contra insetos.

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

No quarto dia a caminhada foi mais longa, mais de 20 km, por isso saímos às 3h30 da madrugada. Caminhamos cerca de 8h. Peguei um pouco de chuva de madrugada, mas depois parou, vi um lindíssimo nascer do sol e então surgiu um arco-íris maravilhoso. As paisagens na travessia toda são muito lindas! A beleza dos lugares que se passa no meio do nada é inigualável!

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Nesse dia então caminhamos da Queimada dos Britos até Santo Amaro, passando pelas belíssimas lagoas Emendadas, das Andorinhas e Gaivota (eu tive que escolher quando fechei o passeio se faria Andorinhas e Gaivota ou então Betânia) e mais tantas outras tão lindas quanto, mas sem nome ou com nomes que não me recordo. O Carlos me deixava caminhar bem a vontade, ele ia na frente, mas eu podia seguir meu ritmo, sem correr, e curtir a paz de caminhar por um lugar tão especial.

Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas

Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas

Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas

Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas

A circulação de carros é proibida no Parque, mas nesse trecho final das lagoas das Andorinhas e Gaivota, que já é perto de Santo Amaro, os carros podem acessar. Há passeios vindos de Santo Amaro para essas lagoas e outras próximas, para quem está hospedado lá. A travessia terminou nesse ponto e um jipe veio nos buscar, almoçamos em Santo Amaro. Achei Santo Amaro mais bonita que Barreirinhas (que como cidade não gostei), além de ser mais tranquila.

Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas

Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas

Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas

Santo Amaro: Lagoa Gaivota

Depois do almoço me despedi do Carlos, ele me pôs na jardineira que me levaria até Sangue (cerca de 2h), de onde troquei para uma van até São Luís (umas 3h de percurso). As paisagens dos Lençois Maranhenses são surreais, as lagoas são excelentes para nadar, gostei muito de ter conhecido a região fazendo a travessia, pois passei em lugares que os passeios convencionais não levam, paisagens praticamente intocadas. Com certeza todas as formas de visitar a região são excelentes, mas é fato que um dia farei essa travessia novamente, está na lista de lugares inesquecíveis que já fui.

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro