O Monte Roraima povoa o imaginário de muitos mochileiros e trilheiros. Mas por que não tornar esse sonho realidade? Esse tepui (tipo de relevo em forma de mesa formado há cerca de 2 bilhões de anos) encontra-se em 3 países: Brasil, Venezuela e Guiana, porém, apenas 10% estão no Brasil. Do lado brasileiro ele pertence ao Parque Nacional Monte Roraima, já do lado venezuelano, ao Parque Nacional Canaima (que se estende desde a região do Salto Angel, o mais alto do mundo, até Santa Elena de Uairén, abrangendo também a região da Gran Sabana). Há mais de 100 tepuis na região, sendo o Monte Roraima o mais elevado da cadeia, com 2810 metros de altitude (no seu ponto mais alto, a rocha Maverick). A parte superior tem 31 km2, com suas falésias caindo por 400 m de altura.

Trilha do 1º dia: Porteador e sua “mochila indígena’

Trilha do 1º dia: Veja quanta coisa eles carregam

E o que tem lá em cima dessa “grande mesa”, Sabrina? Uma incrível paisagem que mais parece uma mistura do tempo dos dinossauros com a superfície de algum planeta estranho. Eu só digo que é fascinante e, se você gosta de travessias, deve colocar já essa na lista! Para acessar o local, é preciso entrar pela Venezuela, sendo obrigatório guia para o trekking. As agências geralmente oferecem 6 ou 8 dias de caminhada. Porém, eu recomendo fortemente que faça em 8 dias, tanto para percorrer com calma cada etapa do percurso quanto porque, assim, é possível andar de uma ponta até a outra do Monte Roraima, conhecendo os principais atrativos (sim, tem rio, tem cachoeira, tem mirante, tem rochas em formatos exóticos que não se sabe como estão equilibrados dessa maneira, tem lagos, tem vegetações de montanha, tem cavernas etc. Ou você achou que não tinha nada lá em cima? rs). Se fizer o trekking em 6 dias terá que correr mais e/ou só irá até o comecinho da parte superior (NOOO!).

Trilha do 1º dia: No começo o Monte Roraima estava um pouco encoberto

Trilha do 1º dia: nuvem cobrindo o Monte Roraima

E quando eu vou? Diz-se que de maio a setembro seria a época mais chuvosa, e de outubro a abril, a mais seca. Se você for combinar o trekking ao Monte Roraima com o Salto Angel, é importante ressaltar que em dezembro começam as secas no Salto Angel e que, a partir daí, existe a possibilidade de não ter como visitar o Salto Angel por escassez de água no rio (o barco não tem como avançar). Eu visitei o Monte Roraima e o Salto Angel em dezembro (passei meu natal e ano novo lá). Ainda consegui visitar o Salto Angel (tema de relato futuro), apesar de o rio já ter começado a baixar. Porém, amigos meus quase não conseguiram fazer esse outro roteiro em março, por exemplo. Portanto, se for programar Salto Angel também, estude bem que época ir.

Trilha do 1º dia: o sol começa a sair e um arco-íris dá o ar da graça

Trilha do 1º dia: Kukenan à esquerda e Monte Rorama à direita

Além do Monte Roraima e do Salto Angel, outro roteiro bem popular na região é a Gran Sabana, conjunto de cachoeiras bem espalhadas pelo Parque Nacional Canaima, podendo ser visitadas com roteiros de 1 a vários dias. Eu fiz 1 dia de Gran Sabana entre o Salto Angel e o Monte Roraima, na folga de dias que tinha. Isso em 26 de dezembro, porque no dia 25 de dezembro nada funcionou em Santa Elena de Uairén.

Trilha do 1º dia: tá abrindo o tempo, gente!

Trilha do 2º dia: eu não resisto a uma placa!

Muitas pessoas deixam para contratar um guia, que é obrigatório para o trekking no Monte Roraima, na hora. Porém, dessa maneira, é preciso ter uma folga de dias, pois talvez não haja nenhuma agência ou guia saindo nas datas que precisa. Eu contratei minha agência daqui do Brasil, por e-mail. As agências do Brasil geralmente cobram um valor bem maior, e as agências venezuelanas têm os melhores preços. Algumas pessoas contratam guias independentes também.

Trilha do 2º dia: a aproximação

Trilha do 2º dia: uma queda d’água de cada lado

Eu recomendo a agência Mystic (site e Facebook; e-mail: [email protected]), mas também há boas recomendações de outras agências e guias, como a Backpackers (site e Facebook) e a Kamadac (site e Facebook), por exemplo. Pesquise bem o preço de todas, bem como a reputação. Algumas pessoas que conheço foram com o guia Gregory Lans e recomendam (contato do Facebook), mas há vários que atuam na região.

Trilha do 2º dia: deslumbrada já

Trilha do 2º dia: dei sorte, nem sempre tem cachu

Outra coisa importante é pesquisar sobre pessoas que tenham ido recentemente, ou então entrar em contato por e-mail com as agências para saber como anda a situação dessa parte da Venezuela. Fui no final de 2015 e conheço pessoas que foram normalmente em 2016, e ouvi dizer de gente indo agora em 2017. Não necessariamente é perigoso ou impossível visitar esse local na situação do país hoje, mas é mais importante pesquisar e contatar as agências de lá do que especular.

Trilha do 2º dia: acampamento base

Trilha do 2º dia: olha a vista do acampamento base!

Recomendo também a contratação de um seguro-viagem que tenha a opção de resgate de helicóptero, a única maneira de ser resgatado no caso de acidentes no Monte Roraima. A melhor maneira de conhecer o Monte Roraima é pegando um voo para Boa Vista (Roraima). Meu voo chegou quase 2h da manhã em Boa Vista, e peguei um táxi (preço tabelado de R$ 30,00) para o Hotel Mecejana. Precisei me hospedar em Boa Vista, pois a essa hora não havia transporte para a Venezuela.

Trilha do 2º dia: quando o sol começa a se por a cachu fica assim

Trilha do 2º dia: já escurecendo

No dia seguinte, meu plano era pegar um táxi coletivo de Boa Vista a Santa Elena. Para isso, é preciso ir ao terminal do Caimbé (Av. dos Imigrantes, 230), em Boa Vista. Em qualquer lugar que você perguntar, todo mundo sabe de onde saem os táxis para Santa Elena. Se não conseguir um táxi para Santa Elena, pode pegar um para Pacaraima, a última cidade brasileira antes da fronteira, e de lá, outro para Santa Elena. De Boa Vista, os táxis saem um atrás do outro, assim que lotam. De Boa Vista a Santa Elena são 230 km, feitos em cerca de 3h, e o valor da viagem por pessoa é de R$ 40,00. Não se preocupe, ouvi dizer que sempre tem gente indo para Santa Elena ou Pacaraima para dividir esses táxis coletivos. Porém, aconselho que chegue bem cedo, lá pelas 7h, para garantir. Eu não sei dizer se há táxis saindo mais tarde ou no período da tarde.

Trilha do 3º dia: arepas para aguentar a terrível caminhada do terceiro dia

Trilha do 3º dia: esse é o começo, com mais terra

Agora, como eu sempre tenho que fazer as coisas “com emoção”, comigo foi diferente. Assim que cheguei ao Hotel Mecejana, de madrugada, um jovem recepcionista disse que achava que eu poderia sair umas 9h para pegar o táxi para Santa Elena. Então tive uma noite de miss no hotel, aproveitando a cama e o chuveiro ao máximo. Às 9h saí do quarto e, ao chegar na recepção, o funcionário do dia disse que os táxis coletivos já haviam todos saído cedinho (por isso eu te digo para chegar umas 7h lá no terminal para pegar esse táxi). Entrei em desespero, pois eu iria primeiro ao Salto Angel e minha passagem de ônibus para a noite já estava comprada e meus dias estavam contadinhos para os passeios.

Trilha do 3º dia: logo vêm as pedras

Trilha do 3º dia: essa é a foto mais próxima do Paso das Lagrimas que consegui… era muita água caindo lá de cima

Fiz o recepcionista telefonar para todos os taxistas da “agenda” dele. Todos estavam sem sinal, por já estarem na estrada, ou os que atendiam falavam que também já estavam na estrada e não tinham como voltar. Nesse meu momento de desespero, eis que aparece o salvador: o dono do hotel Mecejana chegou e precisava ir a Santa Elena trocar um controle remoto de uma televisão do hotel e poderia me dar uma carona. Foi um dos momentos mais felizes da viagem! A carona foi tranquila, ele foi muito simpático e salvou minha vida!

Trilha do 4º dia: ai ai, o topo…

Trilha do 4º dia: não parece outro planeta?

Fiquei na fronteira, em Pacaraima. Tinha uma enorme fila para passar na imigração, mas demorou no máximo meia hora. Chegando a minha vez, a saída do Brasil foi tranquila, um rápido carimbo. Algumas pessoas não passam na imigração, entrando direto na Venezuela. Isso é muito perigoso, pois lá na Venezuela, se algum guarda te parar, você pode sofrer as consequências, ser extorquido pela polícia e até coisas piores, como pegarem suas coisas, por exemplo. Por isso, não deixe de carimbar tanto sua saída do Brasil quanto sua entrada na Venezuela (se você pular a imigração do Brasil e for direto para a da Venezuela eles vão te fazer voltar para carimbar a saída do Brasil). Além disso, se você tiver passagem de ônibus ou de avião dentro do país obrigatoriamente vai precisar mostrar esse carimbo, se não não embarca. É possível os guardas te pararem na estrada para o Monte Roraima, por exemplo, e pedirem para ver esse carimbo. Então, por favor, carimba!

Trilha do 4º dia: plantas carnívoras lá em cima

Trilha do 4º dia: esse é o sapinho preto que só habita o Monte Roraima

Você pode entrar na Venezuela com seu passaporte ou com seu RG (que deve ter menos de 10 anos de expedição). Outro documento que podem pedir é o Certificado Internacional de Vacinação, com o carimbo de vacina de febre amarela. Importante: carteira de motorista não passa como documento de viagem, não se esqueça disso.

Trilha do 4º dia: só tem lá no Monte Roraima

Trilha do 4º dia: a paisagem surreal

Depois que saí da fronteira brasileira caminhei por uns 500 metros até a fronteira venezuelana. No caminho, já havia alguns venezuelanos fazendo câmbio do real para o Bolivar, moeda do país. O dinheiro deles é muito desvalorizado em relação ao nosso. Não precisa ter medo de trocar moeda assim, na rua. É assim que funcionam as coisas por lá, você pode trocar um pouco de dinheiro na fronteira para pagar o táxi até Santa Elena, e trocar o resto na rua na cidade, mas as cotações eram iguais. Eu fui com meus pacotes pagos e troquei uns 200 reais para alimentação, deu um enorme bolo de notas! Esse dinheiro rendeu bastante.

Trilha do 4º dia: lindo e intrigante

Trilha do 4º dia: Ponto Triplo

Chegando na fronteira venezuelana a fila estava pequena e foi rápido. Não me perguntaram nada e carimbaram. Ouvi histórias terríveis de extorsão ou de pegarem suas coisas na fronteira, mas comigo foi realmente tranquilo. Passando a fronteira havia uns táxis para Santa Elena e já era bem perto de lá. O táxi custou, convertendo para real, menos de 10 reais.

Trilha do 4º dia: Vale dos Cristais

Trilha do 4º dia: Vale dos Cristais

Santa Elena é uma cidade pequena, com algumas lojas e uma praça central. Não há muito o que se fazer por lá, a não ser utilizá-la como ponto de partida. Quando cheguei ainda era muito cedo para meu ônibus para o Salto Angel (passagem comprada pela agência Mystic) e o simpático funcionário da Mystic deixou eu repousar por lá e depois me acompanhou até a rodoviária. Mas essa não é a história que vou contar agora, já que estamos falando do Monte Roraima. Então, na volta do Salto Angel a Santa Elena fui para minha hospedagem (reservada daqui do Brasil), a pousada L’Auberge. Essa pousada é muito confortável e com preço bom, indico totalmente. Em Santa Elena gastei no máximo 20 reais em cada refeição incluindo bebida. Um dia almocei no restaurante da agência Backpackers. Em uma noite comi num ótimo restaurante chinês que está na praça, onde um bem servido e gostoso arroz frito com vegetais chegou à bagatela de 3 reais! Lá em Santa Elena há também locais para comprar frutas e lanchinhos de trilha, como castanhas e bananinhas, por exemplo.

Trilha do 4º dia: isso branco no chão é tudo cristal!

Trilha do 4º dia: Acampamento Quati

Até aqui eu tinha feito tudo sozinha, Salto Angel e Gran Sabana (depois vou contar como cruzei a Venezuela sozinha e fui ao Salto Angel a partir de Ciudad Bolivar), e então chegaram meus amigos que me acompanhariam ao Monte Roraima. Na noite anterior ao início do trekking os guias que nos acompanhariam passaram na pousada para nos explicar como seria cada dia da caminhada. Olha como seria nosso trekking:

CLIQUE PARA AUMENTAR. Mapa do Monte Roraima. Fonte: www.hike-venezuela.com

CLIQUE PARA AUMENTAR. Mapa do topo do Monte Roraima. Fonte: www.roraimadefato.com

O pacote ao Monte Roraima incluiu guia, transporte de ida e volta de Santa Elena ao início do trekking, barracas para os campings, todas as refeições (menos os lanchinhos de trilha), carregadores que levaram barracas e alimentos e cozinharam todos os dias, barraca que era o banheiro, saquinhos e descarte apropriado para o número 2. Era possível, também, contratar um carregador para levar nossas coisas. Eu não quis, pois estava com o dinheiro contado e, por isso, resolvi levar o mínimo possível de coisas para aguentar carregar.

Minha bagagem consistia em: 3 camisetas e blusinhas de tecido bem leve, que fosse possível eu lavar e reutilizar, sabonete biodegradável da Granado para tomar banho e lavar roupa no rio, lenços umedecidos para os dias de frio na hora do banho, fleece, corta-vento, calça de trilha, calça e blusa segunda-pele para a noite, gorro e luvas, chapéu para o sol, coisas de higiene pessoal, saco de dormir para frio, isolante térmico, capa de chuva para a mochila, lanterna e bastão de caminhada. Ou seja, roupa de trilha no geral, para calor de dia e para frio à noite. DICA: se você não tem capa de chuva para mochila, você pode usar um saco de lixo grande dentro dela, com as coisas por dentro. Levei um cantil de 2 litros d’água apenas, pois todos os dias há vários pontos de abastecimento de água, bastando, para isso, você levar Clor-in para purificá-la.

Trilha do 4º dia: Acampamento Quati

Trilha do 5º dia: Rumo à proa

Trilha do 5º dia: caminho do Lago Gladys

Eu acredito que a trilha no Monte Roraima seja entre o nível médio e o difícil de dificuldade. Não precisa ser atleta, mas é necessário ter uma boa disposição. Nesses 8 dias, caminhei cerca de 90 km. Quando chegamos ao início da trilha nos registramos na entrada do parque, e pude notar que havia muitos cachorros famintos nesse ponto. Gostaria de ressaltar aqui que se alguém puder levar ração para doar nesse lugar, por favor, ajude-os. Falando nisso, é muito bom também se você puder levar coisas de trekking e dinheiro para doar para a equipe que te assistir nessa trilha, e sugiro que entregue em mãos para cada um. Eles trabalham pesado carregando, na maioria das vezes, 15 a 30 kg numa espécie de mochila indígena, feita de fibras de madeira.

Trilha do 5º dia: um dos incríveis mirantes

Trilha do 5º dia: mirante no caminho para o lago Gladys

Trilha do 5º dia: o topo de uma das cascatas que cai lá de cima

No primeiro dia caminhamos por cerca de 12 km, de Paraitepuy ao acampamento Tek. Iniciamos meio tarde, após o meio-dia, e chegamos já quase escurecendo ao acampamento, numa caminhada de umas 4 a 5h, com algumas subidas, mas nada muito intenso. Já nesse primeiro dia dá para ter a magnífica visão do Monte Roraima e do Monte Kukenan ao seu lado, cada vez mais linda à medida que se aproxima. O acampamento Tek fica perto de um rio, como quase todos os outros acampamentos, e assim você pode banhar-se e lavar o que for preciso. A cozinheira preparou o jantar e os carregadores montaram nossas barracas. Nas refeições sempre tinha as tradicionais arepas venezuelanas, espécie de “pão” feito com farinha de milho, super aprovado!

Trilha do 5º dia: Lago Gladys

Trilha do 5º dia: Lago Gladys

Agora você vai descobrir como é essa história de barraca banheiro: é uma barraca mais alta e estreita com uma espécie de banquinho com uma privada encaixada. Você posiciona seu saquinho plástico na privada e faz o serviço! Depois você amarra e deixa do lado de fora. No final de cada dia um dos carregadores (eu não queria ser esse cara!) coloca todos os saquinhos cheios no “shit tube” e leva com ele (eu realmente espero que não seja a mesma pessoa que carrega a comida!). Na volta do Monte Roraima, já na estrada, eles param o carro e jogam tudo numa lixeira.

Trilha do 5º dia: voltando para o acampamento Quati

Trilha do 5º dia: no caminho de volta ao acampamento Quati

No segundo dia, fomos do acampamento Tek ao acampamento base, uns 11 km, mas como saímos de manhã, chegamos cedo ainda nesse ponto. Nesse dia as subidas ficam um pouco mais íngremes e a trilha mais cansativa, mas nada muito forte também. Cruzamos o rio Kukenan, onde também há outro acampamento. Para cruzar os rios, se estiver com dificuldade por causa de pedras escorregadias, pode tirar o tênis e passar somente com as meias, que aderem bem a superfícies lisas demais. Ao se aproximar do acampamento base, as paisagens vão ficando cada vez mais lindas. Tive sorte de ter duas belas cascatas caindo do Monte Roraima. Não é sempre que elas estão lá, pois ocorrem de acordo com as chuvas. Essas cascatas e o Monte Roraima inspiraram o desenho Up! Altas aventuras (muita gente pensa que é o Salto Angel, mas é o Monte Roraima quando está com as cascatas). Eu fiz um vídeo para vocês terem uma ideia melhor do Monte inteiro com as cascatas aqui.

Infelizmente em nosso terceiro dia amanheceu chovendo, e choveu por 24h. Esse é o dia de subir o Monte Roraima. São só 3 km, mas a subida é bem mais intensa e fizemos em umas 5h. De subida, ele é o trecho mais difícil. No começo há uns “degraus” de terra, que estavam molhados pela chuva. Depois há vários trechos em que é preciso segurar nas pedras para se apoiar e subir. Esse trecho se chama La Rampa. Um dos pontos que se passa nessa etapa se chama El Passo de Lagrimas. É um local que, no meio da subida, caminhando por cima de pedras, você passa debaixo de uma das cachoeiras que viu lá do acampamento base. É muito lindo e molha muito também, então tenha suas coisas que não podem molhar bem guardadas.

Trilha do 6º dia: El Fosso

Trilha do 6º dia: El Fosso

Trilha do 6º dia: caminho até o Hotel Principal

Acabamos saindo meio tarde do acampamento base por causa da chuva. Todos os grupos já haviam partido e, por isso, quando chegamos no topo do Monte Roraima tinha escurecido. Apesar de a trilha até aqui ser razoavelmente clara, nessa parte superior o local mais parecia um labirinto. Nosso guia nos levou para nos abrigar em uma espécie de caverna. Os guias chamam essas cavernas de Hotel, e cada grupo dorme em uma das muitas que existem nessa região. Foi o dia de maior perrengue porque a chuva não parou nem um minuto, justo no dia mais tenso de subida, e chegamos cansados para dormir nessa pequena caverna.

Trilha do 6º dia: olha o que tinha perto do Hotel Principal, comi tanto!

Trilha do 6º dia: Jakuzzis

Trilha do 6º dia: jacuzzis, eu juro que entrei!

Felizmente, no dia seguinte, o quarto dia, a chuva parou e não voltou mais até o fim da viagem. Quando saímos da caverna nos deparamos com uma paisagem mágica de rochas que mais parecem ter saído da lua. Nesse dia caminhamos do Hotel Índio até o acampamento Coati, passando pelo ponto triplo, cerca de 10 km feitos em umas 6h. A caminhada no topo é mais ou menos plana, mas há vários “pula pedra”. Cansa bem menos que as subidas até agora, mas é preciso ter atenção para pisar corretamente nesses trechos. Em alguns pontos passamos por belíssimos mirantes, de onde conseguíamos observar a paisagem e até uma cascata caindo lá de cima. Pegamos uns trechos com neblina, mas que não durou muito tempo. O clima lá em cima parece mudar muito rápido nessa inóspita paisagem. Outra curiosidade é que no topo do Monte Roraima existe uma espécie de sapinho preto que só tem lá.

Trilha do 7º dia: de cima do Maverick

Trilha do 7º dia: visual incrível de cima do Maverick

O ponto triplo é onde Brasil, Venezuela e Guiana fazem fronteira. De lá, saímos um pouco da trilha num trecho curto para visitar o Vale dos Cristais. Como o nome diz, o chão e as pedras são repletos de lindos cristais. Lembre-se de que não se pode retirar absolutamente nada do Monte Roraima, inclusive porque na saída do parque, no último dia, os guardas irão te revistar e toda a sua bagagem para ter certeza de que você não retirou nada, inclusive esses cristais (podem te revistar também na fronteira voltando ao Brasil). Chegamos no acampamento Coati, um incrível abrigo debaixo das pedras. Lá foi nosso ano novo, com direito a sopinha antes do jantar! Fizemos nossa contagem regressiva de acordo com o horário do Brasil. O local é bem curioso, uma espécie de caverna, mas sem o teto.

Trilha do 7º dia: eu não resisto… do mirante do Maverick

Trilha do 7º dia: AHAAAAAA, vocês acharam que eu não ia fazer o Up! Altas Aventuras?

No quinto dia caminhamos até o lago Gladys e a proa, uns 8 km por umas 6h. Para a proa é necessário corda para realmente ver o fim do Monte Roraima, e a maioria dos guias não leva, por isso só andamos até onde foi seguro sem corda. O lago Gladys tem uma linda paisagem para se avistar de cima. Dormimos novamente no acampamento Coati.

Trilha do 7º dia: ainda de cima do Maverick

Trilha do 7º dia: a descida.. tem que voltar mesmo?

No sexto dia iniciamos nosso retorno à outra ponta do Monte Roraima, em direção ao Hotel Principal, já perto do Hotel Índio, que dormimos na terceira noite. Foram mais ou menos 10 km percorridos em umas 4h. No caminho, passamos pelo El Fosso, uma espécie de buraco com um lago embaixo, de onde se pode saltar para nadar lá embaixo. Para sair há um caminho por uma gruta. Depois de chegar ao Hotel Principal, deixamos nossas coisas e fomos até as Jacuzzis, um dos lugares mais esperados para mim. São piscinas naturais de água amarelada (e extremamente gelada, como todas as águas da região) e muito convidativas para o banho pelo lindo visual delas, um incrível lugar.

Trilha do 7º dia: seus joelhos vão gritar! Mas bastão ajuda rs

Trilha do 7º dia: o paredão ta ficando longe

No sétimo dia primeiro passamos no Maverick, o ponto mais alto do Monte Roraima. Bastam apenas alguns minutos para subir, e a vista é realmente compensadora, de lá é possível ver alguns dos platôs do Monte Roraima e do Kukenan. Depois caminhamos de volta ao acampamento Tek (aquele do primeiro dia) por cerca de 15 km por umas 8h. Essa parte é bem cansativa, pois engloba a descida do Monte Roraima que foi o trecho de subida mais difícil na ida. Nessa hora eu digo: joelhos para que te quero! Essa descida força bem os músculos das pernas e os joelhos, então é bem útil se você tiver levado bastões de caminhada para te amparar. Almoçamos no acampamento base, mas em seguida prosseguimos para o Tek, onde fizemos o último pernoite.

Trilha do 8º dia: Tchau, Monte Roraima e Kukenan!

No último dia caminhamos por uns 12 km de volta ao Paraitepuy por umas 4h. Ainda paramos para almoçar na estrada na volta para Santa Elena. Chegando na cidade peguei minhas coisas que não levei para a trilha e tinha deixado no L’auberge e de lá, um táxi para a fronteira. Dali carimbamos a saída da Venezuela e a entrada no Brasil e facilmente consegui um táxi para Boa Vista no fim da tarde, pois meu voo de volta para minha cidade era a 01h30 da manhã.

O Monte Roraima, com suas paisagens surreais, foi um sonho realizado! Voltei para casa com uma gratificante sensação, lembrando dos lugares pelos quais passei e nunca vou esquecer!

Trilha do 8º dia: agora é bye-bye!

Muitas vezes, visitar Foz do Iguaçu não é a primeira escolha dos viajantes. Porém, todos que conhecem voltam maravilhados! E como não se impressionar com tamanha vazão d’água? O rio Iguaçu forma 19 saltos (com 275 quedas), as Cataratas do Iguaçu, destas, 5 no lado brasileiro e o restante no lado argentino. As quedas têm até 80 metros de altura e 2780 metros de largura.

Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Trem da Selva no Parque Nacional Iguazu, lado argentino

O Parque Nacional do Iguaçu foi inaugurado em 1939, e foi a primeira unidade de conservação a ser instituída como Sítio do Patrimônio Mundial Natural pela Unesco, em 1986. Já o lado argentino foi inaugurado antes, em 1934. Em 2011, as Cataratas do Iguaçu ganharam o título de uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza.

Cuidado com os quatis!

Indo para a Garganta do Diabo, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Foz do Iguaçu pode ser visitada o ano todo, porém, na primavera e no verão o local tende a ser mais chuvoso, e no outono e no inverno, mais seco. Portanto, nas estações chuvosas o volume d’água será maior e a água estará mais barrenta. Já nas estações secas haverá menos água, porém as cachoeiras estarão mais definidas.

Esse roteiro pode ser feito desde somente um fim de semana até muitos dias. Eu particularmente acho que pelo menos da primeira vez é ideal ficar pelo menos 3 dias.

Indo para a Garganta do Diabo, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Indo para a Garganta do Diabo, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

O aeroporto de Foz do Iguaçu é o ponto de partida de muitos viajantes. Porém, é possível também chegar de ônibus, com as viações Pluma, São Geraldo, Itapemirim, Catarinense, Kaiowa e outras, dependendo de onde estiver vindo. Muitas pessoas dirigem até a localidade, e um carro pode ser útil para os passeios, mas não essencial.

A cidade tem muita oferta de hospedagem, incluindo hostels muito bons. Minha hospedagem me auxiliou com o transporte para meu primeiro dia de passeio na região, o lado argentino das cataratas.

A Garganta do Diabo, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

A Garganta do Diabo, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

O lado argentino é o mais aventureiro, onde você chega bem perto das cataratas e caminhará mais para visitar o local todo, além de ter mais coisas para ver. Porém, é mais emocionante (e ainda assim conta com boa estrutura de acessibilidade) e o passeio de barco pelas cataratas é mais barato. Já o lado brasileiro é excelente para contemplação, a caminhada é mais curta, mas a visão das cataratas é mais panorâmica. É uma visão mais ampla que não se tem do lado argentino. Dos dois lados, tome cuidado com os quatis, que são fofos, mas podem morder e roubar sua comida, não mexa com eles!

Circuito inferior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Circuito inferior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Contratei com minha hospedagem uma van que me deixou na portaria do Parque Nacional Iguazú, porém, é possível ir de ônibus de linha também. Neste último caso, é preciso pegar um ônibus para a rodoviária de Puerto Iguazú e de lá um circular que passa no parque. Consulte os horários das linhas de Foz do Iguaçu aqui. Ao passar pela imigração, o visitante deve apresentar seu RG (que deve ter menos de 10 anos) ou passaporte, para só depois seguir viagem. Você precisará comprar pesos argentinos para essa visita, pois a compra do ticket (e do estacionamento, se estiver de carro) só pode ser paga em espécie e na moeda local. Já no interior do parque você pode pagar o que for comprar ou consumir no cartão. Há algumas casas de câmbio em Foz do Iguaçu e também no caminho até o parque, você pode trocar antes de chegar.

Circuito inferior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Circuito inferior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

O Parque Nacional Iguazú funciona todos os dias das 8h às 18h, porém a entrada é permitida até as 16h30. O valor de entrada para residentes do Mercosul é de 250 pesos argentinos (cerca de 51 reais). Sugiro que chegue bem cedo e reserve o dia todo para conhecer essa maravilha!

Circuito superior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Circuito superior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Você pode iniciar seu passeio pelo Trem da Selva (incluso já no valor da visita). Muitas vezes a fila para o trem está muito grande, e é possível alterar a ordem dos passeios também. O trem sai de 20 em 20 minutos e é uma viagem muito agradável (dura uns 15 minutos), passando pelo meio da mata. Saindo da Estação Central, ele passa pela Estação Cataratas, de onde se tem acesso aos circuitos Superior e Inferior, e segue para a Estação Garganta do Diabo. De lá se inicia a passarela de 1100 metros atravessando o Rio Iguazú até a Garganta do Diabo. A paisagem do percurso é incrível e a queda d’água é de tirar o fôlego nos seus 80 metros! O tempo estimado de visita para esse percurso todo é de 2h.

Circuito superior, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Aventura Náutica, Parque Nacional Iguazu, lado argentino

Depois, pegue o trem de volta até a Estação Cataratas (se você tivesse iniciado seu passeio por essa estação, pode ir a pé da portaria até ela, pois são só 600 metros pelo Caminho Verde). O Circuito Inferior tem 1700 metros e sua duração média é de 1h45. As passarelas chegam a ter uma escada, então pode-se dizer que ele não é totalmente acessível. A caminhada é bem tranquila, e é maravilhoso o contato com a parte inferior das Cataratas de tão perto! De lá eu fiz o passeio de barco com a Iguazu Jungle, a Aventura Náutica. Achei emocionante, o barco chega muito próximo da queda principal perto da ilha de San Martin e passa debaixo de algumas outras quedas. Realmente achei que comparado com o passeio de barco do lado brasileiro, este é com mais emoção. Ele custa 450 pesos argentinos (cerca de 93 reais). Eu sei que é caro, mas a diversão é garantida!

Ice Bar Iguazu

Ice Bar Iguazu, até o copo é de gelo!

Depois siga para o Circuito Superior, com 1750 metros, com duração de 2h (parando muito para fotos, dá para fazer em bem menos tempo). Esse circuito é quase um mirante, pois você passa pelo topo das quedas que viu no Circuito Inferior, e também é muito bonito e próximo das cachoeiras.

Brrrrr!! Ice Bar Iguazu

Faltou fazer o “Sendero Macuco y Salto Arrechea”, uma trilha de 7 km no parque com duração de cerca de 3h. Uma boa aliada à visita nas Cataratas, seja o lado argentino ou o brasileiro, é a capa de chuva, pois em algum ponto você vai se molhar! Segue um mapa do parque para que você se localize nas atrações que falei:

Clique para aumentar. Fonte: http://www.iguazujungle.com/images/mapa_back.jpg

 

Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Saindo do lado argentino aproveitei que estava em Puerto Iguazu para visitar o Ice Bar Iguazu, o Bar de Gelo. Ao chegar, o visitante coloca uma roupa especial para frio e entra em uma sala de aclimatação para se acostumar com as baixas temperaturas. Já dentro do Ice Bar são 10 graus negativos, para preservar as curiosas esculturas de gelo. São 30 minutos de open bar, e no site tem um cardápio. Mas confesso que esse tempo é dividido entre tirar fotos e realmente aproveitar as bebidas. Eu achei muito divertido! O Ice Bar funciona todos os dias das 14h às 23h30 e custa 300 pesos argentinos (R$ 61,00). Se ainda estiver animado para passear pode até dar uma volta por Puerto Iguazu, aproveitando os restaurantes e cassinos, como o Cassino Iguazú, por exemplo.

Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

No dia seguinte visitei as cataratas do lado brasileiro. Nesse dia eu fui de ônibus de linha e foi bem fácil. O Parque Nacional do Iguaçu funciona todos os dias das 9h às 17h. O ingresso para brasileiros custa R$ 40,00. Lá tem a opção de fazer o voo panorâmico de helicóptero, mas estava fora de minhas possibilidades (R$ 310,00), se é que você me entende hehe. Quando você for comprar o ingresso também pode optar pelo Macuco Safari, que é o passeio de barco do lado brasileiro, que inclui parte com carro elétrico pela mata e parte de barco (mas o lado argentino era com emoção e também mais barato, este nem tanto, lembra? rs), mas custa R$ 215,40. Também há a trilha do Poço Preto (R$ 278,00) e a Trilha das Bananeiras. Você pode consultar os valores atuais por e-mail.

Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Molha mesmo!!!! Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Molha tudo, gente!! Parque Nacional do Iguaçu, lado brasileiro

Agora, iniciando o passeio, você pegará o ônibus incluso no valor do ingresso. Se não for fazer os passeios pagos que citei, você descerá na Estação Trilha das Cataratas e irá caminhando (1200 metros), pois passará por vários mirantes pelo caminho. Cada mirante é um show! No final você segue por uma passarela que chega bem perto da Garganta do Diabo, achei o ponto alto do passeio, prepare-se para se molhar. A caminhada termina na Estação Porto Canoas. O passeio pelo lado brasileiro das Cataratas demora cerca de 1,5h hora, mas pode durar 2,5h se você for fazer o Macuco Safari. Você pode entender bem o parque vendo este mapa.

Clique para aumentar. Fonte: http://www.cataratasdoiguacu.com.br/cataratas-do-iguacu-sa/mapa

 

Parque das Aves

Olha como é o percurso no Parque das Aves

Eu acho que o lado argentino e o lado brasileiro das Cataratas se complementam, você deve conhecer ambos, e é muito legal fazer passeio de barco em um deles. Alguns preferem o lado brasileiro e outros preferem o lado argentino (eu prefiro o argentino), mas é um gosto pessoal.

Parque das Aves

Parque das Aves

Saindo do Parque Nacional do Iguaçu, do outro lado da rua está o Parque das Aves. Ele funciona todos os dias das 8h30 às 17h e custa R$ 40,00. A visita demora cerca de 2h, então dá para fazer meio período Parque das Aves e meio período Parque Nacional do Iguaçu no mesmo dia. O Parque das Aves tem mais de 1320 aves, com cerca de 143 espécies diferentes. A visita é bem interessante, você caminha por dentro de diversos viveiros e tem contato direto com tucanos, araras, gralhas, flamingos e outros, incluindo um borboletário. Ao entrar num viveiro, feche a porta para as aves não saírem. Dá para fazer fotos excelentes!

Parque das Aves

Parque das Aves

Outro lugar que fica próximo ao lado brasileiro das Cataratas é o Museu de Cera, que não visitei, e também o Vale dos Dinossauros (que me disseram que agrada mais as crianças) e as Maravilhas do Mundo (museu com miniaturas das Maravilhas).

Algumas pessoas contratam agências para fazer transfer para as atrações e também diferenciar os passeios, como a Loumar Turismo, pois há possibilidades de city tour interessantes não só por Foz do Iguaçu, mas também por Puerto Iguazu e arredores, inclusive para as ruínas de San Ignácio Mini e as Minas de Wanda, atrações da Argentina.

Outra atração bem popular em Foz do Iguaçu é a Hidrelétrica Itaipu Binacional, uma das maiores obras de engenharia moderna já construídas. Há vários tipos de passeios, e você pode escolher a sua opção no site. Só para ver a parte externa você pode fazer a Visita Panorâmica (duração de 1,5 hora), mas o Circuito Especial percorre também a parte interna (com duração de 2,5 horas), e há também um passeio de iluminação noturna.

Usina de Itaipu. Fonte: https://www.turismoitaipu.com.br/pt

Muitas pessoas aproveitam a visita a Foz para fazer compras no Paraguai, atravessando a Ponte da Amizade para a Ciudad del Este. Há ótimos preços, mas você deve ficar atento e preferir comprar em shoppings (como o Monalisa e a SAX e Shopping del Este) do que na rua, para comprar com segurança e evitar os vendedores que te abordam pelo caminho. Você pode ir a pé, de ônibus, com táxi ou agência. O local é feio, mais parece uma 25 de março (rua de compras no centro de São Paulo), então vá se você for comprar algo, e não como um passeio. Fique atento à cota de 300 dólares para as compras. Também há outra opção para compras no Duty Free da Argentina.

Templo Budista em Foz do Iguaçu

Templo Budista em Foz do Iguaçu

Templo Budista em Foz do Iguaçu

Um passeio que gostei muito de fazer é o Templo Budista de Foz do Iguaçu. Ele funciona de terça a domingo das 9h30 às 17h e a entrada é gratuita. Vale muito visitar mesmo que você não seja adepto do budismo, pois o local é muito bonito, com 120 lindas estátuas. Ele fica na Rua Dr. Josivalter Vila Nova, 99 e a visita dura mais ou menos 1h. Eu fui de ônibus, mas ele é um pouco demorado e dá muitas voltas, então muitas pessoas vão com agência.

Templo Budista em Foz do Iguaçu

Templo Budista em Foz do Iguaçu

Algumas pessoas também visitam a Mesquita Islâmica (de segunda a sábado). Bem popular também é o passeio ao Marco das 3 Fronteiras (Argentina, Brasil e Paraguai). Aqui há uma descrição de como é o passeio e este é o site oficial, com o valor de ingressos e horários. Há um ônibus de City Tour que passa no Marco das 3 Fronteiras, no Templo Budista e na Mesquita. Agências como a Loumar Turismo oferecem opções de jantares temáticos também.

Olha um pedacinho das cataratas do avião, sente do lado direito

Seja quantos dias ficar, Foz do Iguaçu é essencial para todo tipo de viajante, e há grande possibilidade de você se apaixonar e querer voltar para fazer outros passeios ou repetir os que já fez.

Este é meu primeiro post. Resolvi escrever este blog por conta de muitos amigos me perguntarem de minhas viagens, de como é num determinado lugar, de como ir lá da maneira que eu fui etc.

É um jeito de eu contar minhas experiências e eu poder ajudar quem quiser ir e fazer o mesmo ou pelo menos acrescentar algumas dicas úteis sobre cada destino.

Fico imensamente feliz em ajudar no que puder e contar minhas histórias e relatos!

E que venham os posts!