Ao vermos uma imagem do Monte Saint-Michel, na França, com certeza nos lembramos das várias produções cinematográficas que mostram o local, não só o Monte Saint-Michel propriamente dito, mas, de um modo geral, a região toda, a Normandia.

Caminhando até o Monte Saint-Michel

Conforme me aproximo, ele fica mais bonito

Uma delas, que se passa na Segunda Guerra Mundial, é O resgate do soldado Ryan. A Normandia foi palco de um importante evento, o Dia D, em 6 de junho de 1944, quando as tropas aliadas desembarcaram na costa e a Segunda Guerra começou a caminhar ao seu fim.

Daqui já dá para ver a passarela até o Monte Saint-Michel

Olha aqui a passarela

Outro evento histórico ocorrido na região foi a Guerra dos Cem Anos, um confronto entre a França e a Inglaterra travado no século XV por disputas territoriais.

Normandia significa “homem do norte”. Como representado na série Vikings, Rollo (um normando, um “homem do norte”) foi um viking que fez um acordo com o imperador Carlos Magno em 911 para proteger Paris de ataques de outros vikings, e em troca recebeu a costa conhecida hoje como Normandia para reinar.

Quase chegando, segura coração!

Aqui a placa mostrando os cuidados e a tábua de marés do dia

E chegueeeeei!

O Monte Saint-Michel parece um castelo, mas, na verdade, é uma abadia. A igreja original foi construída no ano de 708 pelo bispo de Avranches, conforme a lenda, a pedido do próprio São Miguel Arcanjo. Com o passar do tempo ela se tornou um local de peregrinação e, assim, foi construída a vila medieval ao seu redor. Com a chegada dos monges beneditinos, o local virou um monastério, sendo ampliado cada vez mais, até se tornar a atual abadia. Com o status de fortificação, o curioso é que o Monte Saint-Michel tornou-se importante durante a Guerra dos Cem Anos, inclusive, após a Revolução Francesa, funcionando como prisão por quase 100 anos! Em 1979 o Monte Saint-Michel foi considerado patrimônio da humanidade pela Unesco.

Começo da caminhada ao redor

Olha como não tinha água quando fui

Maré baixa

Além de toda essa impressionante história, há algo ainda mais grandioso no Monte Saint-Michel: o fenômeno da maré. Este, por si só, já é um dos grandes motivos da busca dos visitantes pelo local. Todos os meses, uns 50 dias por ano, a maré sobe bruscamente e, em torno de 1 hora, o local vira uma ilha (a água pode ir de 0 a 15 metros de profundidade). É impressionante assistir a esse espetáculo da natureza! Por isso, é importante que cheque a tábua de marés para planejar sua visita (você pode consultá-la neste site).

Dá para ver a água bem escassa, por causa da maré baixa

Dando a volta no Monte Saint-Michel

Parece que antigamente a maré chegava até a arrastar alguns carros de turistas desavisados, mas hoje a área de estacionamento e a circulação de pessoas são bem controladas.

Sabendo disso tudo, agora é hora de planejar sua visita!

Uma volta no Monte Saint-Michel

Maré bem baixinha

Como chegar?

O Monte Saint-Michel está a 350 km de Paris. Muitas pessoas fazem bate-volta de Paris (que foi o que eu fiz), mas com essa opção não é possível ver o local à noite (ele fica todo iluminado e muito bonito). Por isso algumas pessoas optam por dormir na cidade ou próximo dela (dormir fora da muralha é mais barato), para ter essa experiência. Eu gostei de ter feito o bate-volta, mas tinha em mente que são 3,5 horas de ida e o mesmo de volta.

Paisagem encantadora ao redor do Monte Saint-Michel

Monte Saint-Michel por fora

Alguns viajantes optam por alugar um carro e ir dirigindo até o Monte Saint-Michel. Dessa forma, se você tem vários dias disponíveis dá para combinar o roteiro com outros locais no caminho, como Giverny (veja meu relato), para ver os jardins de Monet, ou então com a região do Vale du Loire, para conhecer os lindíssimos castelos. De carro também compensa porque assim se chega antes das excursões vindas de Paris, que às vezes lotam o local. Além disso, com carro pode-se visitar também outras cidades incríveis da Normandia, como Etretat (e ver as lindas falésias), Rouen, Caen, Deauville, Honfleur, Bayeaux, dentre outras, e ver as praias do Dia D, além da possibilidade de encontrar lindos campos de flores e belas paisagens no caminho.

Olha como é importante tomar cuidado

Mapa do Monte Saint-Michel

Porém, como eu precisava economizar, acabei indo somente para o Monte Saint-Michel e, assim, indo de trem. Para ver os horários e valores, consulte o site da SNCF. De Paris para o Monte Saint-Michel o trajeto segue de trem até a cidade de Rennes, e desta continua de ônibus até o Monte Saint-Michel. No site vende a passagem combinada já do trem e do ônibus, e a baldeação dá certinho. Quando desembarquei do trem bastou perguntar de onde saíam os ônibus que encontrei facilmente o local, foi bem tranquilo.

Vista de cima da muralha

Vista de cima da muralha

A última opção, e a que menos me agrada, é embarcar numa das excursões saindo de Paris, mas para ver se compensa para você consulte o site da France Tourisme, por exemplo. Em outro dia livre que eu tinha em Paris peguei uma excursão dessa agência para o Vale du Loire e foi interessante pelo pouco tempo que eu tinha.

Subindo pela muralha até a abadia, lá no alto

Vista para dentro, de cima da muralha

Mas voltando ao Monte Saint-Michel. Indo de carro ou de ônibus, ambos devem parar num bolsão de estacionamento a uns 2,3 km do Monte Saint-Michel (preços do estacionamento). Desse local há um shuttle gratuito até o Monte Saint-Michel, porém, ressalto que é muito agradável ir a pé (dá uns 20 a 30 minutos bem tranquilos, eu juro!), pois a paisagem é linda e você terá a surpresa de ver o Monte Saint-Michel se aproximando pouco a pouco em belas paisagens. Achei interessante que no site oficial há umas rotas de bike legais para cicloviajantes (veja aqui).

Este é o caminho em cima da muralha

Olha a abadia lá em cima

Depois de uma bela caminhada (cada metro era um flash, eu nem gosto de fotografia! rs), quando alcancei o Monte Saint-Michel decidi fazer algo não recomendado (mas explico o porquê): uma caminhada pela baía em volta dele.

Vista de cima da muralha

Entrada da abadia

Por que não é recomendado, Sabrina?

A explicação é que se for num dia que a maré vai subir, você pode ser pego de surpresa e sofrer um grave acidente com a maré, que pode subir rapidamente e de forma violenta. Por isso existem guias para contratar para fazer caminhadas de até horas, dependendo do passeio, para não correr esse risco. Aqui no site oficial há os guias autorizados.

Entrando na abadia

Vista do terraço da abadia

E por que você foi então, Sabrina?

Quando você chega ao Monte Saint-Michel há várias placas explicando os perigos da região, além da informação atualizada da tábua de marés (a mesma que mostrei no site oficial acima). Segundo essa informação, no dia que eu estava lá não haveria (infelizmente) subida de maré nenhuma. E por esse motivo havia vários outros turistas passeando pela baía por conta própria. Tendo averiguado isso, resolvi segui-los e dar uma volta completa no Monte Saint-Michel, o que me proporcionou lindas paisagens!

Igreja na abadia

Interior da abadia

ATENÇÃO: avalie se vai fazer uma caminhada pela areia em sua visita conforme a tábua de marés, estude bem os horários e contrate um guia, pois existe risco de morte por causa de áreas com areia movediça e subida súbita da maré.

Interior da abadia

Interior da abadia, um dos salões

Depois da caminhada finalmente entrei pela muralha e passei no escritório de turismo para pegar um mapa do Monte Saint-Michel e comprar o ingresso para adentrar a Abadia (o único local pago, pois o Monte Saint-Michel é gratuito e não fecha). O ingresso custou 10 euros, e ela funciona de maio a agosto, das 9 às 19h, e de setembro a abril, das 9h30 às 18h.

Vila medieval linda!

O Monte Saint-Michel é muito medieval!

Dentro da vila você vai se sentir num mundo medieval! A rua principal é a Grand Rue, repleta de lojinhas e restaurantes. Nesses locais sempre a diversão é perder-se e encantar-se pelas ruazinhas. Se você for direto, sairá na Abadia.

Lugar charmoso

Shuttle que leva até o Monte Saint-Michel

Eu resolvi caminhar na ida por cima da muralha, pois há paisagens incríveis por esse caminho, até a abadia, e voltar pela Grand Rue, adentrando por todas as ruazinhas que despertaram a minha curiosidade.

Indo embora 🙁

Tchau, Monte Saint-Michel

Entrando na abadia, há mais de 20 salões que podem ser percorridos, a visita é bem interessante. O ponto alto é o terraço, de onde se vê toda a baía. Além disso, você verá toda a arquitetura da igreja, passará pelos salões onde funcionavam a cozinha, o refeitório, o claustro e diversos outros locais.

O Monte Saint-Michel é um dos locais mais visitados na França, atrás somente da Torre Eiffel e de Versalhes. Isso se deve à grandiosidade do local, que certamente deve estar em sua lista de lugares a visitar!

 

 

 

Eu já visitei as cavernas de São Paulo (PETAR e Intervales) e algumas tantas em outros países. Mas até agora nenhuma se igualou em beleza, exuberância e nível de aventura às cavernas do Parque Estadual de Terra Ronca (PETeR), nos municípios de São Domingos e Guarani de Goiás, em Goiás.

Chegando na casa do Seu Ramiro

Feliz da vida na casa do Seu Ramiro

O Parque Estadual de Terra Ronca, com 57.000 hectares, foi criado em 1989. Se você é aventureiro e adora trilhas aconselho fortemente a visita a esse paraíso de cavernas. No PETeR encontrei formações que jamais vi em outras cavernas.

Estrada principal para a Terra Ronca

Entrada da caverna Terra Ronca

Fora isso, o local abriga 7 das 30 maiores cavernas do Brasil, sendo um dos maiores complexos de cavernas da América Latina. São mais de 200 cavernas secas e 60 molhadas. Aliás, o local tem esse nome porque diz-se que a terra ronca, seria o som dos rios dentro das cavernas. A maioria delas destina-se apenas a pesquisadores, e não ao turismo. Para esta finalidade, há 17, sendo 11 delas grandes complexos de diferentes níveis de dificuldade.

Entrada da caverna Terra Ronca

Após entrar na caverna Terra Ronca

Chegar também exige um tanto de aventura. A melhor maneira de visitar é alugando um carro em Brasília, a 385 km de distância. Para minha empreitada, como saí à noite na véspera de um feriado, resolvi dormir na cidade de Posse, a 311 km de Brasília. Isso porque é a última cidade que se chega por estradas asfaltadas tranquilamente.

Caverna Terra Ronca: veja o rio ao lado

Caverna Terra Ronca: adentrando a caverna

Já de Posse até a Terra Ronca são 74 km, percorridos em 1,5h a 2h em estrada de terra com alguns trechos meio chatos de passar. Portanto, duas considerações aqui:

  • eu aluguei um carro simples, de passeio, para essa aventura (mas não pode ser um carro muito baixo). Porém, o percurso exigiu um pouquinho de experiência em dirigir em estradas de terra e, às vezes, trechos curtos com areia. Mas o carro passou em todos os lugares.
  • no entanto, aconselho a ir nos meses centrais do ano, época que chove menos, pois realmente não sei se é possível passar com um carro pequeno por essas estradas se tiver chovido. Quando fui, em setembro, estava tudo muito seco, o que deu condições melhores tanto para dirigir quanto para os passeios. (Lembre-se também de que, como as cavernas visitáveis e mais legais têm rios dentro, seria impossível e/ou perigoso visitá-las em períodos chuvosos.)

Caverna Terra Ronca: lanterna é imprescindível

Caverna Terra Ronca: uma das formações

Para visitar a Terra Ronca é necessário contratar um guia, e o mais experiente da região é o senhor Ramiro. Preferi escolher o mais conhecido e que treinou muitos outros guias da região. No entanto, caso você precise, há muitos guias bons e as pousadas na região podem fazer boas indicações.

Caverna Terra Ronca: as formações são bem interessantes

Caverna Terra Ronca: as fotos sempre precisam da ajuda das lanternas e/ou de flash

Um parêntese importante aqui é que não há internet ou sinal de celular na região, e muitas vezes o contato é um pouco difícil. Por isso, tenha paciência, geralmente as pessoas na região precisam se deslocar até alguma cidade que tenha sinal para responder os e-mails, e acabam fazendo isso apenas 1 vez por semana, ou a cada 15 dias.

Caverna Terra Ronca: indo para a segunda parte

Caverna Terra Ronca: a entrada e a saída são grandiosas

Eu contatei o senhor Ramiro por e-mail ([email protected]) muitos meses antes da data pretendida, e ele me orientou a avisar mais próximo da minha ida. Ao enviar um e-mail, já vem uma resposta automática bem explicada com os preços de tudo (o custo-benefício é ótimo, mas para valores atualizados escreva um e-mail e/ou entre no site dele).

Caverna Terra Ronca: nessas partes mais abertas é mais fácil fotografar

Caverna Terra Ronca: andando dentro do rio

Com ele combinei os passeios e minha hospedagem. O senhor Ramiro e sua família recebem hiper bem os turistas! Eu e meus amigos fomos muito bem tratados. Ele tem uns quartos para receber as pessoas e área de camping, mas ressalto que é beeem simples. Porém, é tudo o que eu precisava. Fora isso, a família dele faz refeições caseiras hiper bem-vindas depois dos passeios, é bom demais!

Caverna Terra Ronca: uma das curiosas formações

Caverna Terra Ronca: caminhadas sempre dentro ou ao lado do rio

Se você quiser um pouco mais de conforto, há algumas pousadas próximas, como a Pousada Terra Ronca e várias outras.

Caverna Terra Ronca: saindo da caverna

Cachoeira da Palmeira

Voltando ao relato, após dirigir de Brasília até Posse, dormi numa ótima hospedagem na cidade, com um café da manhã delicioso. Chama-se Hotel Campina (site e Facebook).

Um ilustre visitante

Entrada da caverna São Bernardo

Meu passeio na Terra Ronca durou 4 dias. Eu escolhi fazer o deslocamento maior na véspera, mas seria possível sair de Brasília MUITO cedo, ainda de madrugada, e fazer esses mesmos passeios se você tem 4 dias (lembre-se de que gastará cerca de 5h a 6h de estrada no total, então é meio cansativo). O mais tranquilo é fazer como fiz, dirigir até Posse, dormir por lá e sair cedo no dia seguinte para o trecho de estrada de terra.

Entrando na caverna São Bernardo

Caverna São Bernardo: precisa descer até o rio para iniciar

Esta é a localização da casa do Ramiro. Para que tenha ideia do percurso todo, veja o mapa utilizado até a casa dele.

Caverna São Bernardo: aqui se inicia a trilha

Caverna São Bernardo: uma das lindas formações

Após enfrentar a estrada de terra e nos instalar na casa do Ramiro, nos preparamos para a aventura. Uma curiosidade é que não achei as cavernas de Goiás geladas como as da região Sudeste. Todas que visitei exigiam cruzar rios ou estar na água grande parte do tempo, mas os rios dentro dessas cavernas não são tão gelados como os das cavernas do PETAR ou de Intervales.

Caverna São Bernardo: caminhando pelo rio

Caverna São Bernardo: fotos com o auxílio das lanternas

De qualquer forma, é interessante que esteja com uma roupa de trilha e tênis que possa molhar (leve uma troca de roupa para deixar no carro). Outra coisa bem útil de levar é um saco estanque, para que carregue seus pertences que não podem molhar. E o mais imprescindível de tudo: uma boa lanterna e pilhas extras. Pode ser lanterna de mão e/ou lanterna de cabeça. Além disso, não se esqueça de levar água e lanchinho de trilha, e dinheiro para seus gastos lá. Apesar de não haver sinal de celular, há luz elétrica.

Caverna São Bernardo: curiosos espeleotemas

Caverna São Bernardo: é incrível

Seu Ramiro nos forneceu capacetes, e então saímos com um de seus guias para a primeira caverna. Dividi meus dias nas seguintes cavernas:

– Terra Ronca I e II

– São Bernardo

– São Mateus

– Angélica

Caverna São Bernardo: eu nunca tinha visto formações assim

Caverna São Bernardo: olha que diferente!

Nossa primeira foi a Terra Ronca. Nessa caverna, nos dias 5 e 6 de agosto, acontece a romaria do Bom Jesus da Lapa de Terra Ronca. Da casa do Ramiro dá para ir a pé até a entrada, que é bem grandiosa: 96 metros de altura x 120 metros de largura. Ela é cortada pelo rio da Lapa, que tive que cruzar várias vezes (uma delas com água na altura da cintura, mas bem fácil de transpor com a corda fixa que há no local). A caverna Terra Ronca é dividida em I e II por conta de um desabamento ocorrido há milhares de anos. Um dos destaques é o salão dos Namorados, com formações lindíssimas de estalactites e estalagmites.

Cachoeira na Terra Ronca

Vista do mirante no povoado de São João

Vista do mirante no povoado de São João

Em seguida fomos na Cachoeira da Palmeira, local próximo, mas foi preciso ir de carro. Pagamos 5 reais de entrada por pessoa e não há trilha. A cachoeira é linda e ótima para se refrescar, pois forma uma piscina natural bem tranquila.

Mirante no povoado de São João

Estrada para a caverna São Matheus

Estrada para a caverna São Matheus

No segundo dia fomos para a caverna São Bernardo. Os rios que passam por dentro dela são o Rio São Bernardo e o Rio Palmeira. Há uma boa descida para adentrá-la, e antes de descer pela dolina vimos lindas araras voando por sua entrada. A caminhada é quase o tempo todo dentro da água, e a visita vale muito a pena, vimos formações de caverna lindíssimas! O destaque é o salão das Pérolas, com pedras que lembrariam pérolas por causa do formato. Essa foi uma das cavernas que mais gostei!

Trilha para a caverna São Matheus

Descendo para a caverna São Matheus

Depois da caverna visitamos outra cachoeira próxima na Terra Ronca, também pagando 5 reais de entrada. Essa estava mais cheia de gente e parecia ter mais estrutura que a do dia anterior, e havia várias pessoas fazendo churrasco em suas margens. Apesar disso a visita foi agradável e proporcionou um bom banho.

Caverna São Matheus: olha onde precisa descer com corda

Caverna São Matheus: uma das formações

No terceiro dia fomos à caverna São Matheus. Para chegar, a estradinha de terra era ruim e mais estreita, é um local bem escondido. Sem os guias seria impossível encontrar o lugar. Porém, a caverna vale o esforço. Ela é a segunda maior do Brasil (a primeira fica na Bahia), e o nível de aventura é maior ainda que nas outras cavernas. Para entrar, a gente desce por umas cordas através de uma passagem um pouco estreita, tem que ser uma pessoa por vez.

Caverna São Matheus: o teto

Caverna São Matheus: brilho diferente

Caverna São Matheus: linda formação

Em todo o tempo que caminhei dentro dessa caverna parecia que eu estava andando em um outro planeta! Ela é uma das cavernas com as formações mais raras do Brasil. Os guias orientam a ter o máximo de cuidado para não quebrar nada e andar sempre na área permitida. O rio que passa pela caverna é o rio São Matheus. Eram rochas que pareciam cristais gigantes, eram pedras calcárias que formavam figuras inimagináveis… foi a caverna que mais gostei de todas!

Caverna São Matheus: isso é muito diferente!

Caverna São Matheus: incrível formação

Caverna São Matheus: parecem pérolas no chão

Saindo da caverna dessa vez fomos almoçar no povoado São João, que fica quilômetros depois da casa do seu Ramiro. É bem pequeno o povoado, são umas poucas casinhas. O legal é que há uma espécie de construção de madeira que serve como mirante, para vermos o relevo da região.

Caverna São Matheus: ainda estou na Terra?

Caverna São Matheus: subterrâneos do mundo

Caverna São Matheus: super rara

No dia seguinte, meu último dia, na parte da manhã fizemos a caverna Angélica. Nessa caverna achei a trilha um pouco mais fácil que as outras que conhecemos. Ela também tem formações grandiosas, mas foi uma caminhada mais tranquila, o que foi bom, pois à tarde iríamos pegar estrada de volta para Brasília. Um dos pontos altos dessa visita foi que uma parte do rio está represada, formando um reflexo perfeito das formações da caverna, e com as luzes da lanterna o guia fez um lindo show de luzes e reflexos. Nessa caverna não precisamos nos molhar.

Caverna São Matheus: olha que curioso

Caverna São Matheus: amei essa formação

Caverna São Matheus: caminhando entre as formações

Há várias cavernas que não visitei na região, como Lapa do Bezerra, São Vicente e outras, com diferentes graus de dificuldade. A São Vicente, por exemplo, é a mais radical, acessada por um rapel de 40 metros e possui 12 cachoeiras em seu interior, o que é considerado bem raro.

Caverna São Matheus: meu trono!

Caverna Angélica

Caverna Angélica: guia dando show

Se quiser ver fotos profissionais das cavernas da Terra Ronca, o estudioso e fotógrafo José Humberto M. de Paula tem essa página e fora isso há seu incrível livro de fotografia.

Caverna Angélica: parecem dentes rs

Caverna Angélica: curti muito!

Caverna Angélica e suas formações

A Terra Ronca é um lugar muito especial, e se você gosta de cavernas deve visitar, pois é um dos locais mais lindos que já fui, com as formações mais diferentes e exóticas, um local quase intocado!

Caverna Angélica: bem curioso

Caverna Angélica: rende fotos ótimas

Caverna Angélica: eu e a boca do tubarão rs

Você se lembra do meu relato sobre a queridíssima Zermatt, na Suíça? Pois bem, junto com a cidade de Zermatt, eu também visitei a cidade de Interlaken, outra joia desse fascinante país. Em relação a Zermatt, Interlaken já é uma cidade maior e mais turística, cheia de bares, restaurantes, cassinos, hotéis etc.

Chegando de trem em Interlaken

Interlaken

Interlaken

E por que visitar Interlaken? Porque se você quer realmente conhecer os alpes suíços, lá está uma das montanhas mais famosas (e difíceis de se pronunciar – treinei a viagem inteira! rs) da Suíça, o Jungfraujoch. Esta belíssima montanha tem 3.454 metros. Ela é conhecida como Top of Europe e abriga a estação de trem mais alta da Europa. Além disso, na região estão várias outras belas montanhas, como Schilthorn (que já foi cenário de um filme do James Bond), First, Schynige Platte, Pfingstegg, Harder Kulm, dentre outras. Veja a seguir o mapa da região.

CLIQUE PARA AUMENTAR. Fonte: http://ontheworldmap.com/switzerland/ski/interlaken/interlaken-summer-map.jpg

Assim como Zermatt, Interlaken também pode ser visitada o ano todo, mas no inverno as condições climáticas estão mais favoráveis aos praticantes de esportes de inverno. No verão, há mais possibilidades de caminhar e ver as paisagens. Porém, no topo das montanhas há neve durante todo o ano.

Pessoal aproveitando o lago Brienz

Passeio de barco pelo lago Brienz

Lago Brienz: Giessbach

Como contei no relato de Zermatt, eu adquiri um Swiss Pass de 4 dias, o que me possibilitava ter todos os deslocamentos de trens na Suíça incluídos durante esses dias. Esse passe de trem, além dos deslocamentos pelo país, incluiu também os passeios de barco em Interlaken e me deu 50% de desconto para subir no Jungfraujoch e no Harder Kulm. Por isso, o custo-benefício valeu muito a pena, o trem mais a visita ao Jungfraujoch custa mais de CHF 200 (dá quase mil reais, por isso esse desconto do Swiss Pass é muito bem-vindo).

Passeio de barco pelo lago Brienz

Giessbach Falls

Giessbach Falls

Para saber se o Swiss Pass vale a pena para você, é necessário entrar no site da SBB e somar os valores dos trens que vai pegar, e verificar o valor das montanhas que quer visitar, vendo quanto desconto terá se tiver um Swiss Pass. Daí você tem sua resposta!

Por trás das Giessbach Falls

Por trás das Giessbach Falls

Hotel Giessbach

A cidade de Interlaken está mais ou menos centralizada na Suíça e, graças à excelente malha de trens do país, você pode chegar facilmente descendo em Interlaken West. Como contei no outro post, eu cheguei na Suíça por Genebra, visitei primeiro Zermatt, depois Interlaken e fui embora por Zurique. Você pode pesquisar valores de trens e horários no site da SBB. De Genebra a Interlaken, por exemplo, são quase 3 horas de viagem de trem, e de Zurique a Interlaken, cerca de 2 horas. De qualquer forma, essas viagens de trem pela Suíça sempre passam num piscar de olhos, pela extrema beleza das paisagens vistas da janela. No mapa a seguir você pode ver como a malha de trens é abrangente!

Clique para abrir maior. Malha de trens na Suíça. Fonte: http://www.swissvistas.com/support-files/sts-gb-m-13-en-web.pdf

Como você viu no mapa de Interlaken, a cidade tem esse nome por estar entre dois incríveis lagos (Inter + Laken), o Brienzersee (ou lago Brienz para os íntimos rs) e o Thunersee (ou lago Thun para os íntimos rs).

Eu tive apenas 2 dias para visitar Interlaken, mas depois que conheci, vi que passaria fácil uns 15 dias lá, tem muita coisa para conhecer!

Giessbach Falls

As Giessbach Falls caem no lago

Vilarejo nas margens do lago Brienz

Agora vamos ao relato!

Meu primeiro passeio foi algo imperdível de se fazer em Interlaken: um passeio de barco por um dos lagos. Como contei antes, se você tem o Swiss Pass, o passeio de barco é grátis. Ou seja, minha única dificuldade foi escolher entre os dois lagos, já que tinha pouco tempo. Os dois lagos têm várias atrações para se visitar, pois os barcos param em vários vilarejos, e você pode escolher desembarcar em algumas paradas e pegar o barco seguinte. Além disso, eles acabam sendo uma espécie de praia, pois as pessoas aproveitam para nadar, andar de caiaque e fazer esportes náuticos. Este é o site da empresa que opera os barcos, nele pode ver os horários e tarifas.

Harder Kulm

Vista do Harder Kulm

Vista do Harder Kulm

Optei pelo passeio de barco pelo lago Brienz, e como cheguei após o almoço na cidade, consegui descer em apenas 2 paradas. Uma delas foi a Giessbach. E o motivo foi conhecer a Giessbach Falls, uma linda cascata que cai em frente a um hotel. Esse local é bem interessante, você pode acessar o hotel de funicular, mas dá para ir a pé também. Há uma passarela em frente à cachoeira, e você pode passar num pequeno túnel atrás dela, é super lindo! Depois da visita parei numa outra vila, para lanchar e ver lojinhas.

Vista do Harder Kulm

No Harder Kulm

Harder Kulm

Não passeei de barco pelo lago Thun, mas parece ser tão interessante quanto o lago Brienz. Lá um dos atrativos são as cavernas de St. Beatus, que também têm uma cascata, e o castelo Oberhofen, aberto a visitação.

Se estiver com tempo, visite todas as vilinhas ao redor dos lagos, elas são charmosíssimas!

Lauterbrunnen

Staubbach Falls

Subindo para as Staubbach Falls

Depois do passeio de barco, segui para o Harder Kulm, uma pequena montanha com 1322 metros. O trem funicular que acessa o Harder Kulm fica próximo à estação de trem de Interlaken, e são cerca de 10 minutos de subida. O trem opera de abril a novembro, de 30 em 30 minutos. No site você pode ver o valor (hoje 32 euros, mas com o Swiss Pass você tem 50% de desconto, e as hospedagens da região costumam dar esse mesmo desconto para os hóspedes; aliás, como em outras cidades da Suíça, você tem os transportes internos na cidade grátis com um cartão dado pelas hospedagens).

Chegando lá no topo, tem um restaurante/lanchonete e o mais importante: um mirante espetacular! Taí o motivo de subir no Harder Kulm, você verá a cidade entre os lagos Thun e Brienz, e ao fundo, se o dia estiver limpo, as montanhas Jungfrau, Eiger e Mönch.

Atrás das Staubbach Falls

Atrás das Staubbach Falls

No dia seguinte fui concretizar o motivo de minha visita a Interlaken: o Jungfraujoch. O nome da montanha é Jungfrau, e Jungfraujoch seria o topo da montanha. Top of Europe são os atrativos que estão lá em cima. No site do Jungfrau você pode ver os valores atualizados. Com meu Swiss Pass comprei meu ticket com 50% de desconto. Esse ticket inclui o Jungfraubahn (o trem), que é a única forma de chegar lá, e a entrada no local.

Saindo de Lauterbrunnen

Lauterbrunnen (ou Valfenda?)

Agora uma dica de outra forma de conseguir 50% de desconto se você não estiver com o Swiss Pass: a empresa desse trem que leva ao Jungfrau é a mesma empresa do trem do Corcovado, no Rio de Janeiro. Então, se você tiver um ticket usado do trem do Corcovado de até 1 ano antes da sua visita ao Jungfraujoch, conseguirá 50% de desconto no ato da compra. ATENÇÂO: eu não sei se esse desconto funciona o ano todo e se é limitado a uma quantidade de pessoas por dia, ou se tem alguma outra regra de uso. Portanto, entre em contato pelo e-mail informado no site do Jungfrau para verificar.

Saindo de Lauterbrunnen

Bye bye, Lauterbrunnen

Depois de adquirido meu ticket, embarquei com destino a Jungfraujoch, mas nessa hora precisei decidir o percurso: é possível ir por Grindelwald ou então por Lauterbrunnen, voltando pelo outro, em um percurso circular do trem (veja no mapa acima). Você pode entrar e sair do trem quantas vezes quiser nesse dia. Por isso, é importante que separe um dia inteiro para esse passeio, iniciando cedo, pois só no percurso de trem, contando com as baldeações, gastará cerca de 2 horas.

Caminho para o Jungfraujoch

Caminho para o Jungfraujoch

Outro detalhe importante: esteja com roupas confortáveis, tênis e leve um bom casaco para frio, bem como gorro, luvas e o que mais precisar. Peguei 0 grau lá em cima!

Embarquei em Interlaken Ost e minha primeira parada do dia foi em Lauterbrunnen, 30 minutos depois. Se você for apenas até Lauterbrunnen, sem estar a caminho de Jungfraujoch, seu trajeto estará incluído no Swiss Pass. Caso você seja um fã de Senhor dos Anéis, assim que ver Lauterbrunnen vai cair para trás! J. R. R. Tolkien visitou essa cidade em sua juventude, que claramente inspirou sua criação da terra média, Valfenda.

Que ansiedade!!!

Alpine Sensation

Lauterbrunnen é uma charmosa cidadezinha com enormes penhascos, com uma grande cascata caindo deles. Na verdade, ela abriga 72 cachoeiras e é repleta de trilhas. De lá, com cable car seria o caminho para alcançar o Schilthorn, que no inverno é estação de esqui, mas no verão, essa região rende mais de 100 km de trilhas.

A cachoeira que cai diretamente em Lauterbrunnen é a Staubbach, com 300 metros de altura. À medida que me aproximava da cachoeira, fazia fotos cada vez mais belas. Chegando na base, há uma pequena trilha que sobe até um trecho e vai atrás dela. Recomendo fortemente que suba, a trilha é curta e a vista é muito recompensadora!

Ice Palace

Ice Palace

Um dos destaques que será motivo para eu voltar a essa região são as Trummelbach Waterfalls, 10 cachoeiras que caem dentro da montanha, formadas por água de degelo. Parece ser uma aventura visitá-las. Também é possível visitar a vila de Wengen e fazer outras caminhadas pela região. Porém, como meu destino era o Jungfraujoch, teria que deixar um outro dia inteiro se quisesse visitar os outros atrativos perto de Lauterbrunnen. Por isso deixei meu coração lá e parti ao meu destino.

Top of Europe

Vista do Top of Europe

Após reembarcar no trem, a próxima parada é Kleine Scheidegg, que está já a 2.061 metros de altitude. Acho que até aqui você já terá uma ideia de por que é tão caro visitar o Jungfraujoch. O trem que se embarca agora é de uma incrível engenharia, passando por dentro da montanha. Há 2 paradas nesse “túnel”, onde há sanitários e um incrível janelão construído no meio da rocha. Infelizmente, quando visitei, nesse momento o tempo estava fechado e não consegui ver muita coisa.

Chegando ao Top of Europe, há muitas coisas para se fazer. Há uma cafeteria logo na entrada. Também é possível ver um vídeo explicativo do local, o Jungfrau Panorama. Há muitos mirantes para as montanhas, e tentei ir em todos. Subi ao Sphinx para ter acesso às belas montanhas nevadas.

Vista do Top of Europe

Lojinha da Lindt

Depois, visitei o Alpine Sentation e o Ice Palace, onde estão esculturas de gelo, como as que vi no Matterhorn, em Zermatt. É tudo muito bem trabalhado, uma verdadeira experiência. Depois passeei pelo Plateau, onde havia muita gente esquiando, praticando tubbing e até fazendo tirolesa. Lá pude andar à vontade pela neve, mas a diferença, comparando com o Matterhorn, em Zermatt, é que o tubbing era pago, por isso não quis fazer. Após isso entrei, pois estava muito frio, e passei numa pequena lojinha dos chocolates Lindt, onde há uma instalação demonstrando como os chocolates são feitos.

Lojinha da Lindt

Top of Europe

Aproveito este momento para reforçar a importância de estar preparado para o frio e com um calçado adequado. Além disso, leve água e um lanchinho, para não ter muito gasto lá em cima.

Na volta, desci de trem pelo outro lado, por Grindelwald. Dei uma pequena volta pelo vilarejo, mas não fiquei muito, pois teria que também ter mais tempo para explorar as caminhadas por lá. Por isso, Grindelwald é outro motivo para voltar. Lá existem muitas e muitas trilhas interessantes, e o passeio ao Mt. First, um dos destaques da região. A caminhada até o lago Bachalpsee parece ser um sonho!

Brincando no Top of Europe

Grindelwald

Aliás, se existe um meio de sonhar acordado é indo para Interlaken! Eu já vi lugares fascinantes, mas este está na lista dos melhores! Com certeza voltarei para visitar tudo o que faltou e revisitar tantas belezas do local. Veja como é fascinante o Top of Europe:

Você se lembra do meu post sobre Zakynthos, a fantástica ilha grega e sua bela e azul Navagio Beach? Pois bem, se você for para Zakynthos, indico fortemente que visite sua vizinha Cefalônia (ou Kefalonia), pela proximidade (cerca de 1 hora de distância) e beleza.

Praia de Pesada

Praia de Pesada

Lourdas Beach

A Kefalonia é a maior das ilhas jônicas (eu expliquei as diferenças entre as ilhas jônicas, as cíclades e outras no meu post de Zakynthos). Retomando rapidamente, as jônicas são as ilhas de águas azuizíssimas! As cíclades são as de “mar escuro” (decorrente de areia vulcânica) e casinhas brancas com telhados azuis. Relembre o mapa que postei do mar grego e localize a Kefalonia.

Clique para abrir maior. Mapa das ilhas gregas. Fonte: http://www.greekisland.co.uk/greeks/greek-maps.htm

Lourdas Beach

Lourdas Beach

Como chegar

Se for de avião:

Existem algumas cidades da Europa que oferecem voos diretos para Kefalonia. Mas de Atenas com certeza tem. Portanto, consulte os sites da Aegean Air, da Olympic Air, da EasyJet e da Ryanair. Eu somente voltei da Kefalonia para Atenas com a Aegean, os preços estavam muito bons e é apenas 1 hora de voo.

Os deliciosos Giant Beans

Se for de ônibus (ou carro alugado) + ferry boat:

Em Atenas você pode pegar um ônibus no terminal KTEL (Rua Kifissou, 100). Esses são os preços e horários que ligam a capital do país a Kefalonia e Zakynthos. São 3,5 horas de viagem.

Melissani Cave

Melissani Cave

Melissani Cave

Na verdade, de ônibus (ou carro), você primeiro precisa ir até Kilini (ou Kyllini). Esse é o ponto no continente onde você pegará o ferry boat, e daí pode ser ou para Zakynthos ou para Kefalonia. A Kefalonian Lines e a Levante Ferries são as empresas de ferry boat que fazem o trajeto de Kilini a Kefalonia (ou Zakynthos) e vice-versa. Nos sites você pode ver os preços atualizados, bem como os horários. O percurso é de 1 hora. (Note que há um preço para quem atravessa a pé e outro para quem vai atravessar com um carro.) Consulte também o Ionian Group e o Direct Ferries.

Antisamos Beach

Antisamos Beach

Antisamos Beach

No verão, há também 2 horários por dia para fazer o trecho de ferry entre Zakynthos e Kefalonia, porém, como são poucos horários e o ferry não sai do centrinho principal de Zakynthos, mas sim de um lugar mais distante (Agios Nikolaos), achei que seria mais trabalhoso, no meu caso, ir de uma ilha à outra dessa forma, e preferi, assim, sair de Zakynthos, ir a Kilini e de Kilini a Kefalonia. Porém, se você tiver alugado um carro em Atenas e for atravessar para as ilhas no ferry com esse carro, imagino que será mais fácil circular pela ilha e escolher sua logística perfeita. Eu comprei na hora o ferry e foi bem tranquilo conseguir passagem.

Lake Karavomilos

A capital da ilha é Argostoli, mas a ilha toda tem várias cidades e vilarejos. Lá tem um centro maior, com uma espécie de calçadão com lojas. Em comparação com Zakynthos, achei Kefalonia mais povoada e com cidades mais desenvolvidas.

Eu fiquei apenas 2 dias nessa ilha, mas é possível fazer diversos roteiros diferenciados. A Kefalonia tem mais de 30 praias, e não é fácil escolher quais visitar!

Uma das estradas da ilha

Agia Efimia

Agia Efimia

Quando desembarquei do ferry de Kilini no porto de Poros, na Kefalonia, já estava “escolada”: você se lembra que passei o maior perrengue por não saber que o transporte público em Zakynthos era inexistente e precisei alugar um carro de última hora? Pois bem, desci do ferry na Kefalonia já preparada para fazer o mesmo!

Agia Efimia

Agia Efimia

Indo para Myrtos Beach, vejam como a ilha é bem sinalizada

Ao desembarcar, percebi que rapidamente cada passageiro se ajeitou dentro do carro de quem foi buscá-los, alguns foram de táxi e só eu sobrei. Perguntei sobre ônibus, mas não tinha realmente. Depois, pelo que pesquisei, parece que até tem um serviço de ônibus nessa ilha, mas é extremamente escasso (coisa de 1 por dia para cada localidade), e rodando bastante pela ilha, não cruzei em momento algum com qualquer tipo de transporte público. Portanto, alugue um carro, que será a melhor forma de conhecer a Kefalonia.

Mirante da Myrtos Beach na estrada

Myrtos Beach vista de cima

Myrtos Beach vista da estrada

Eu rapidamente me ajeitei, pedi um táxi numa lanchonete, que me deixou no vilarejo Skala, com várias locadoras de carros e resolvi meu problema. Skala, assim como os outros vilarejos da Kefalonia, é cheio de charme, com vários restaurantes e pequenas lojas e pousadas. As praias mais próximas dessas pequenas cidades são mais “urbanas”. Elas tem o mar muito azul, mas já há estrutura de cadeiras de praia e restaurantes. Me hospedei na região de Mousáta, não muito longe da capital Argostoli, mas estando de carro daria para se hospedar em qualquer parte da ilha.

Myrtos Beach vista da estrada

Myrtos Beach: praia mais incrível da Kefalonia

Myrtos Beach: praia mais incrível da Kefalonia

Minhas primeiras paradas foram as praias de Pesada e Lourdas, já lindíssimas!

Após almoçar os ótimos Giant Beans num restaurante local, segui para um dos lugares mais esperados da ilha para mim: a Melissani Cave. Veja no mapa abaixo, estava hospedada próximo a Pesada e Lourdas, e cruzei pela rodovia central da ilha para o vilarejo de Sami.

Clique para abrir maior. Mapa da Kefalonia. Fonte: http://kefaloniaway.com/en/kefalonia-map-with-beaches/

Myrtos Beach: impossível não se admirar!

Myrtos Beach

A Melissani Cave é uma caverna que esconde um belíssimo e azul lago. Um terremoto em 1951 fez o teto dessa caverna desabar. Paga-se 7 euros para entrar, o que inclui uma voltinha de barco pelo lago. O passeio dura cerca de 20 minutos, mas é bem bonito. O lago entre os paredões de 36 metros de altura tem 20 a 30 metros de profundidade. Para ver as águas num tom mais turquesa, tente ir entre 12h e 14h, quando o sol entra pela abertura superior da caverna. Próximo à Melissani Cave existe a Caverna Drogarati, que seria mais no estilo “comum” de cavernas, mas não visitei.

Myrtos Beach

Myrtos Beach: admirando…

Tentativa da foto anterior, que foi feita com temporizador da câmera

Saindo desse passeio, segui para a bela praia de Antisamos. Como várias praias da Grécia, essa é composta por pedrinhas brancas no lugar de areia. Antisamos tem certa estrutura, há estacionamento e um restaurante que fornece cadeiras de praia, além de alguns bares. Para acessar a praia, você desce por uma espécie de baía, de onde avista a praia do alto.

Na volta fiz uma parada no lago Karavomilos, próximo novamente à Melissani Cave, e, em seguida, em Agia Efimia, outra cidadezinha bastante charmosa.

Praia no caminho de Petani Beach

Petani Beach

Petani Beach

Depois fui para outro lugar dos mais esperados: a icônica Myrtos Beach, uma das praias mais lindas da Grécia! Do caminho há belíssimos mirantes para a praia, o que comprovava a beleza dessa praia. Myrtos Beach é o cartão-postal da Kefalonia, uma daquelas praias turquesa que enche os olhos! Lá tinha alguns bares e cadeiras de praia caso precise. Fiquei hipnotizada pelo mar dessa praia!

Petani Beach

Petani Beach

Estradinha de Kefalonia

Eu meu outro dia fui para uma praia mais afastada, a Petani Beach. No caminho vi algumas praias lindas que não estavam nos planos, e tive vontade de parar, mas uma delas tinha que descer por uma estradinha ruim, não asfaltada, e como estava totalmente deserto (sem ninguém para me ajudar se desse algum problema) fiquei com medo e desisti.

Aproveitando, o asfalto das estradas em Kefalonia é ótimo. Porém, no geral, as rotas ficam no alto, e assim você pode sempre ter mirantes magníficos das praias. Mas isso significa também que essas estradas ficam em encostas, em sua maioria estreitas e cheias de curvas. Portanto, tome cuidado ao dirigir pela ilha.

Mouda Beach, próxima do vilarejo Skala

Estradinha na Kefalonia: cuidado!

A praia de Petani era tão linda quanto todas as outras maravilhosas da ilha! Depois voltei para almoçar em Skala e aproveitei a praia por lá. Repeti das praias perto de minha hospedagem e fui para o aeroporto seguir para o próximo destino.

Mouda Beach, próxima do vilarejo Skala

Mouda Beach, próxima do vilarejo Skala

Visitei o principal da ilha, mas gostaria de ter visitado outras praias que não fui, como a região de Assos (com seu vilarejo e seu castelo), Foki Beach (próxima a Fiskardo), Vouti Beach, dentre muitas outras. Se você abre um mapa da Kefalonia no Google e começa a dar zoom para ver os nomes das praias e procurar foto de todas elas, vai sempre descobrir uma mais maravilhosa que a outra.

Portanto, Kefalonia é aquele lugar paradisíaco que sempre terá praias para conhecer, e também aquelas joias para retornar!

O Parque Estadual dos Três Picos é um prato cheio para quem gosta de trilhas, além de ser um paraíso para escaladores. As mais conhecidas dentre as espetaculares montanhas do parque são os Três Picos, Capacete, Morro dos Cabritos e Pedra D’Anta, bem como as peculiares formações Dois Bicos e Caixa de Fósforos.

Entrando no Parque Estadual dos Três Picos

Estradinha para ir a pé até o camping dentro do parque

Criado em 2002, o Parque Estadual dos Três Picos é o maior do Rio do Janeiro, com 65 mil hectares, abrangendo os municípios de Teresópolis, Nova Friburgo, Cachoeiras de Macacu, Guapimirim e Silva Jardim. Ele forma um contínuo com o Parque Nacional da Serra dos Órgãos e é importantíssimo para a rica fauna e flora da região.

Estradinha para ir a pé até o camping dentro do parque

Camping Vale dos Deuses

Neste relato vou falar sobre um roteiro de 2 dias que fiz no núcleo Salinas, que é o que abriga os famosos Três Picos: Pico Maior, Pico Médio e Pico Menor. O Pico Maior é o ponto culminante da Serra do Mar, com 2.316 metros de altitude (com acesso somente por escalada). Para algumas trilhas da região, é melhor contratar um guia, como os Picos Médio e Menor, considerados de nível pesado (e para ir de um ao outro, é necessário corda). Porém, as trilhas que fiz são autoguiadas, havia placas nas bifurcações e quem tem um mínimo de experiência com trilhas pode seguir as indicações.

O parque está situado a cerca de 60 km de Teresópolis e a 150 km do Rio de Janeiro.

Camping Vale dos Deuses

Camping Vale dos Deuses: o visual de lá já é lindo!

Se você for de carro: Seguindo pela RJ-130 (Terê-Fri), passe por Bonsucesso e Vieira. Próximo ao km 46 (Posto de Gasolina Novo Tempo), antes do Mercado do Produtor Rural, vire à direita e siga placas para Salinas, São Lourenço e Barracão dos Mendes, e depois para Pesagro Rio e Ibelga. Após o Posto dos Amigos vire à esquerda, e depois de 4,3 km de estrada de terra chegará ao povoado mais próximo dos Três Picos. A estrada vai piorando, mas os principais abrigos de montanha estão nessa região, e caso você vá acampar no parque, pode deixar o carro num deles, próximo à entrada do parque já, e seguir a pé.

Camping Vale dos Deuses

Trilha para Cabeça do Dragão

Se você for de ônibus: a Viação Útil leva até Petrópolis. Depois, pegue ônibus com a Viação Teresópolis até Teresópolis e Nova Friburgo. No Mercado do Produtor Rural, na Rodovia RJ-130 (ou no terminal de integração de Nova Friburgo) você deve pegar a Linha Circular Urbana 505 (São Lourenço) até o bairro rural de Santa Cruz. Desse ponto precisará caminhar 4 km.

Trilha para Cabeça do Dragão

Trilha para Cabeça do Dragão: visual incrível!

A melhor época para se visitar é de maio a setembro, quando tecnicamente não chove. Isso porque nenhuma trilha em montanha é segura caso chova, as pedras ficam escorregadias e é bem perigoso. Portanto, sempre cheque a previsão do tempo antes de ir.

Eu visitei o Parque Estadual dos Três Picos com uma agência de ecoturismo do Rio de Janeiro, a Adrenalina. Já os conhecia e, como sempre, fui muito bem atendida, eles são excelentes!

Cabeça do Dragão: rende fotos espetaculares

Trilha para a Cabeça do Dragão: subida final

Acampei dentro do parque, no Camping Vale dos Deuses. Esse camping é gratuito, assim como a entrada no parque. A vantagem de ficar nesse camping é que já está ao lado de onde se iniciam as trilhas. Chegamos ao local de estacionamento do veículo mais de 23h, e a caminhada até o camping durou 1,5 hora de subida não muito íngreme em estrada de terra. O Camping Vale dos Deuses tem uma simples e boa estrutura: conta com uma espécie de cozinha (estilo fogão a lenha, você precisa recolher galhos secos no mato para utilizar), com pia e torneira, chuveiros frios e sanitário.

Cabeça do Dragão: tô no topo

Cabeça do Dragão: tô no topo

Se você não quiser acampar, há vários refúgios de montanha próximos (apesar de você precisar caminhar até o camping para iniciar as trilhas), como, por exemplo:

– Abrigo República Três Picos ([email protected]).

Refúgio Três Picos.

Refúgio das Águas (22) 2543-3504.

– Refúgio Pico Maior ((22) 2543-3512).

Refúgio Canto da Pedra.

Pousada dos Paula.

Recanto dos Ventos.

Refúgio Kinderdorf.

Cabeça do Dragão: admirando a vista lá de cima

Trilha para a Cabeça do Dragão: descendo

Lá no camping muitas vezes pode ser bem frio, então prepare-se com um bom saco de dormir e, se preciso, uma boa segunda pele, fleece e corta-vento. E não se esqueça de sua lanterna!

No primeiro dia acordamos, recolhemos galhos secos para acender o fogão e fizemos um bom café no melhor estilo camping. Lá do camping já é possível ver algumas das belas montanhas do parque.

Curtindo a noite no camping

Trilha para a Caixa de Fósforo

Saímos para a trilha do dia, o pico Cabeça de Dragão, com 2082 metros de altitude. Saindo do camping Vale dos Deuses, a entrada da trilha fica à direita e é sinalizada com uma placa. Ela tem 4,17 km de ida e seria de nível fácil para médio. No trecho inicial, mais arborizado, há algumas subidas, mas nada íngreme demais. Depois a vegetação se abre, já na parte alta, mostrando o incrível visual das montanhas da região. Prepare a câmera, que o meio para o final já rende excelentes fotos! O finalzinho é um tanto mais íngreme, mas nada tão intenso, é um pequeno trecho. Chegando lá em cima você verá que o esforço valeu a pena, que vista incrível!

Trilha para a Caixa de Fósforo: início

Trilha para a Caixa de Fósforo: tem placa na bifurcação

Depois voltamos para o camping para preparar nosso almojanta. Para essa trilha não é necessário madrugar, em meio período do dia dá para fazê-la tranquilamente. O pessoal acendeu uma fogueira que pode ser feita numa área delimitada para isso, descansamos e curtimos esse clima de montanha e camping!

Trilha para a Caixa de Fósforo: corrente para o trecho final

Trilha para a Caixa de Fósforo: lindo visual dos 3 Picos e Capacete

No dia seguinte fizemos nossa segunda trilha do fim de semana: a Caixa de Fósforo, com 1803 metros de altitude. Essa trilha tem 5,4 km de ida e é considerada de nível leve para médio. Ela começa do lado esquerdo do camping Vale dos Deuses, também sinalizada com placa. A primeira parte é quase plana, depois há uma entrada à esquerda (com placa), onde inicia-se uma subida, inclusive com uma parte mais inclinada com uma corrente para auxiliar. Depois dessa parte já se chega em uma grande pedra com a vista dos belos Três Picos e a Pedra do Capacete.

Trilha para a Caixa de Fósforo: lindo visual dos 3 Picos e Capacete

Vista do lado da Caixa de Fósforo

Seguindo pela esquerda continua-se por um pequeno trecho até a Caixa de Fósforo em si, que é uma grande rocha equilibrada em uma rochinha menor, parecendo uma caixinha. Dá para ficar nesse ponto superior, ou descer até a base dela, onde há uma corrente para subir uns 3 metros. Só suba se estiver se sentindo seguro para isso, para que não aconteça nenhum acidente. Sempre que se fala em montanha, seja prudente. Essa trilha também durou aproximadamente meio período do dia.

Essa é a Caixa de Fósforo

Debaixo da Caixa de Fósforo

Esse roteiro que fiz cabe direitinho num final de semana, porém o parque oferece diversas outras trilhas. Uma delas é a famosa travessia Vale dos Deuses x Vale dos Frades, com 19 km, que passa pela cachoeira dos Frades e vai ficar para uma outra ida minha ao parque.

Trilha para a Caixa de Fósforo: vista dos 3 Picos e Capacete

Caixa de Fósforo se equilibrando numa pedrinha menor

Achei o Parque Estadual dos Três Picos muito organizado, os guarda-parques estavam presentes pouco antes do camping e às vezes passavam para verificar se estava tudo bem, e foram muito atenciosos. Se você ama trilhas e belas montanhas, certamente ficará admirado com o belo visual desse parque!

Ao lado da Caixa de Fósforo

Você sabia que a Argentina tem uma cidade tão boa para trekking e “paisagens patagônicas” quanto o exuberante Parque Nacional Torres del Paine (veja meu relato sobre o TDP), na Patagônia chilena? Se você ama trilhas não deixe de conhecer El Chaltén, a capital do trekking da Argentina.

Fundada em 1985, El Chaltén é uma cidade recente, e não chega a ter 1.000 habitantes, sendo que no inverno muitos deixam a região.

Chegando em El Chaltén

Início da trilha a Laguna Torre

A pequenina cidade fica dentro do Parque Nacional Los Glaciares (este outro site mostra outros parques da Argentina também), que compreende também o belíssimo glaciar Perito Moreno, na cidade de El Calafate. O Parque Nacional Los Glaciares foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco em 1981.

Trilha para a Laguna Torre: bem sinalizada

Trilha para a Laguna Torre: Mirador del Cerro Torre

Trilha para a Laguna Torre: como podem ver, o Cerro Torre está sempre encoberto

Ele tem esse nome por causa dos numerosos glaciares no grande “Campo de Hielo Patagónico”, o segundo maior campo de gelo do mundo (o primeiro é a Antártida). Esse “Hielo Continental Patagónico” alimenta 47 glaciares maiores e mais de 200 menores, sendo que o degelo originou o Lago Argentino e o Lago Viedma.

A melhor época para visitar é de novembro a março, pois abril é dito um mês mais chuvoso e de maio a outubro muitas trilhas podem estar fechadas por excesso de neve.

Trilha para a Laguna Torre: rio Fitz Roy

Laguna Torre: veja que o vento chega a formar ondas!

Laguna Torre: os icebergs do glaciar se desprendem e param na praia

Como chegar?

A maioria das pessoas visita El Chaltén vindo de ônibus de El Calafate, e comigo não foi diferente. El Calafate será tema de outro relato. A cidade de El Calafate conta com aeroporto, por onde cheguei. Porém, o terminal rodoviário da cidade também recebe ônibus de outros lugares da Patagônia.

Como eu ia passar uns 2 dias em El Calafate, comprei minha passagem de ônibus para EL Chaltén pessoalmente, porém, assim que cheguei na cidade.

Laguna Torre: o glaciar está lá no fundo

Trilha para a Laguna Torre: rio Fitz Roy

Olha como El Chaltén é pequenininha!

Se quiser garantir, é possível comprar pela internet. No site Plataforma 10 você pode consultar os horários e preços para se planejar e também comprar as passagens. Esse site reúne passagens rodoviárias de várias empresas, como Taqsa, Caltur e Chalten Travel, mas você também pode comprar sua passagem diretamente nos sites dessas empresas. Eu comprei minha passagem pela Caltur.

Rua principal de El Chaltén

Trilha para o Glaciar Huemul: parece de terror!

Chegada ao Glaciar Huemul

Além dos ônibus, há transportes privados também, como Las Lengas, Todo Calafate e Walk Patagonia.

El Chaltén fica a 215 km de El Calafate, e a viagem dura 3 horas. Como a cidade é bem pequena, é interessante reservar sua hospedagem previamente. Eu me hospedei no Patagonia Hostel, mas há muitas opções, desde hotéis até campings.

Glaciar Huemul

Glaciar Huemul: eu juro que não editei essas cores!

Glaciar Huemul: um azul fantástico

É interessante também levar dinheiro vivo, pois não há caixas eletrônicos em El Chaltén e, por causa dos famosos ventos patagônicos, nem sempre as maquininhas de cartão de crédito estão funcionando. Na cidade há diversas opções de restaurantes e alguns mercados. Também por causa dos ventos patagônicos nem sempre a internet funciona bem.

Quantos dias passar em El Chaltén? Eu indico de 4 a 5 dias, há muitas trilhas de beleza cênica!

A geleira ao fundo no lago Huemul

Subi numa lateral da formação para admirar o lago Huemul

Lago Huemul: vista de uma das paredes laterais

Leve roupas para trekking (ressalto a importância de um corta-vento), bastões de caminhada (às vezes até para te ajudar a se equilibrar caso os ventos patagônicos estejam fortes) e tênis confortáveis para andar bastante.

Lago Huemul: sim, essa cor é verdadeira!

Trilha ao Glaciar Huemul: rostos de filme de terror

Lago del Desierto

Considero El Chaltén um excelente custo-benefício para trilheiros, pois, diferente de Torres del Paine, não há custo de entrada no parque, e a cidade já é o ponto inicial de quase todas as trilhas. Ou seja, não é necessário pegar ainda outro transporte para chegar à maioria dos passeios.

Lago del Desierto

Río de las Vueltas

Início da trilha para a Laguna de Los Tres entrando pela Hostería El Pilar

Todas as trilhas são autoguiadas, bem sinalizadas com placas e, chegando na cidade, você retira um mapa de todas elas no centro de visitantes. Se estiver com sorte, já na entrada da cidade avistará o Fitz Roy, que é o cartão-postal da região. Lembre-se de levar água e lanchinhos de trilha em suas caminhadas. Este site mostra todas as opções de trilhas, bem como distâncias, e outros passeios. Segue um mapa das trilhas de El Chaltén.

Clique para abrir maior. Crédito da imagem: http://www.southroad.com.ar/images/MAPAS/chalten.jpg

Como no verão anoitece mais tarde (21h ou 22h), minha primeira trilha foi para a Laguna Torre. Essa trilha leva cerca de 6 a 9 horas ida e volta, são 18 km (com altimetria de 200 m), mas ela não tem grandes subidas. Portanto, a dificuldade dessa trilha é a distância, e no geral seu nível é moderado. De alguns pontos do caminho você talvez aviste o Fitz Roy, o Cerro Torre e outras montanhas. As paisagens com o rio Fitz Roy também são muito bonitas.

Início da trilha para a Laguna de Los Tres entrando pela Hostería El Pilar

Trilha para a Laguna de Los Tres: Glaciar Piedras Blancas

Trilha para a Laguna de Los Tres: Glaciar Piedras Blancas

Quando cheguei na Laguna Torre o local estava tomado por um intenso vento patagônico! (Te juro, comprei até uma camiseta na cidade escrito Mucho Viento.) Ventava a ponto de eu precisar me agachar para não perder o equilíbrio. Inclusive, acabei perdendo meus óculos numa distração ao virar o rosto no sentido do vento. Apesar do vento, a laguna é belíssima. Ao fundo, há um glaciar, que desprende pequenos icebergs pelo lago. Alguns deles param na prainha que o lago forma. É possível caminhar pela lateral do lago para avistar melhor o glaciar de um mirante, o Mirador Maestri, mas pelo excesso de vento resolvi não arriscar. O Cerro Torre estava encoberto de nuvens, mas mesmo assim a paisagem era muito bonita! (É engraçado que o vento estava só na Laguna Torre, saindo de lá não ventava na trilha.) Perto da Laguna Torre está o Acampamento De Agostine.

No caminho da Laguna de Los Tres

Trilha para a Laguna de Los Tres

Trilha para a Laguna de Los Tres

Em meu segundo dia fiz um passeio não tão tradicional. Pedi no hostel uma van que leva até o Lago del Desierto, a 37 km de El Chaltén. No caminho há uma linda paisagem do Rio de Las Vueltas. A van tem alguns horários de retorno e é necessário combinar com o motorista em qual dos horários ele deve voltar para te buscar.

Trilha para a Laguna de Los Tres: passe 1 por vez

Trilha para a Laguna de Los Tres: agora vem a parte mais puxada

Trilha para a Laguna de Los Tres: subiiiindo!

Chegando lá há muitas opções de passeios. Pode-se fazer algumas trilhas ao redor do lago. Também há passeios de barco. Porém, apesar de eu caminhar um curto trecho ao redor do lado, o que me atraiu foi a trilha ao Glaciar Huemul. São cerca de 45 minutos de ida (uns 2 km com subidas). Há uma pequena taxa de ingresso ao local, pois fica em propriedade privada. Chegando ao Glaciar fui surpreendida com um incrível lago azul turquesa aos pés dele, é realmente muito bonito e indico a todos que façam essa trilha. Neste link há um mapa do lado direito da página que mostra bem o percurso de van até o Lago del Desierto e a trilha ao Glaciar Huemul. O mapa também mostra os campings espalhados pelo parque.

Trilha para a Laguna de Los Tres: quase lá!

Laguna de Los Tres: cheguei!

A incrível Laguna de Los Tres

Em meu terceiro dia segui para a trilha mais esperada de todas: o trekking à Laguna de Los Tres, na base do Cerro Fitz Roy. Existem dois caminhos para fazer essa trilha: um partindo da Avenida San Martin, em El Chaltén, e você vai e volta pelo mesmo lugar; e outro partindo da Hostería El Pilar. Nesta opção (a que eu fiz), você pega uma van (que pedi em minha hospedagem) até a Hostería El Pilar (a 14 km de El Chaltén, no mesmo caminho para o Lago del Desierto) e inicia a trilha de lá, e aí sim retorna pelo caminho até a Avenida San Martin. Dessa maneira, a trilha acaba sendo circular, um pouquinho mais curta, e você não precisa passar duas vezes pelo mesmo local, vendo assim paisagens diferentes o tempo todo. Além disso, o trecho da volta acaba sendo uma descida, e a trilha, no total, tem bem menos subidas. Você pode visualizar isso no mapa que postei acima (trechos I, D, C e B).

Laguna de Los Tres: um azul incrível

Laguna de Los Tres: neve ao lado

Laguna de Los Tres: dá pra brincar na neve ao lado

O caminho ida e volta tem cerca de 19 km, demora cerca de 10 horas e é mais cansativo que a trilha para a Laguna Torre que fiz no primeiro dia, pois a altimetria já é de 700 metros, comparada a 200 metros da Laguna Torre. Vamos dizer que é nível moderado para difícil, mas acho que não é necessário ser um atleta para fazer. Não sou sedentária, mas também não tenho um condicionamento excelente e com calma cheguei.

Laguna de Los Tres: não é Photoshop!

Laguna de Los Tres: to maravilhada!

Laguna de Los Tres: um dos lugares mais lindos que já visitei

Partindo da Hostería El Pilar, você passará por um bosque e caminhará até o mirante ao Glaciar Piedras Blancas. É possível desviar a rota e ir até ele, mas eu não quis arriscar o tempo total disponível e segui adiante. Depois a mata abre e já dá pra ver as montanhas ao longe. Você passa pelo acampamento Poincenot (veja no mapa), então se quisesse ver o nascer do sol na Laguna de Los Tres poderia acampar por lá. Em seguida há uma pequena ponte pelo rio Blanco, numa belíssima paisagem. O trecho final é o mais íngreme, com 450 metros de desnível, mas parando para descansar se chega bem. Essa subida leva cerca de 1 hora e tem algumas pedras soltas. Porém, eu ressalto que não desista! Chegando ao topo você terá uma visão devastadora da belíssima laguna azulada com o Fitz Roy bem acima! É um lugar único no mundo!

Laguna de Los Tres: tem que ir embora?

Laguna de Los Tres: pena que a água é super gelada

Laguna de Los Tres: tem que ir embora?

Na volta ainda passei pela Laguna Capri, onde há outro acampamento. O último trecho, que leva até El Chaltén, é de uma descida mais íngreme. Para quem sofre com a descida por causa dos joelhos é interessante usar um bastão de caminhadas. Se eu não tivesse iniciado pela Hostería El Pilar, esse trecho final seria uma subida um pouco chata de se fazer na ida, por isso escolhi o percurso contrário. No geral, apesar de ser uma trilha mais cansativa, vale cada segundo na Laguna de Los Tres.

Trilha voltando da Laguna de Los Tres

Trilha voltando da Laguna de Los Tres: Laguna Capri

Trilha voltando da Laguna de Los Tres: Laguna Capri

Em meu último dia fiz uma trilha mais leve para descansar do dia anterior. Caminhei 6 km ida e volta em reta (também no mesmo caminho que vai para o Lago del Desierto) para o Chorrillo del Salto, uma linda cachoeira com seus 20 metros de altura. Daria também para ir de carro ou de bicicleta.

Trilha voltando da Laguna de Los Tres: Río de Las Vueltas

Chegando de volta em EL Chaltén

Fim da trilha para a Laguna de Los Tres (ou início se você começar por aí)

Há muitas outras trilhas e passeios que não fiz. Por exemplo, é possível fazer um ice trekking no Glaciar Viedma, que parece ser muito interessante. A agência que opera esse passeio é a Patagonia Aventura. Também não fiz uma trilha que parece belíssima, a Loma del Pliegue Tumbado. Ela tem 17 km e eu precisaria de um outro dia inteiro na região. Algumas trilhas de nível fácil: Miradores Las Cóndores y Las Águilas, Mirador Cascada Margarita, Cañadón del Río de Las Vueltas. Há também a trilha a Piedra del Fraile, de 2 a 4 horas. Também tem as caminhadas no Lago del Desierto que não fiz, assim como travessias de vários dias, que podem precisar de guia. Veja os descritivos das atividades neste link e os descritivos das caminhadas em si neste link.

Trilha para Chorrillo del Salto

Chorrillo del Salto

Chorrillo del Salto, uma bela cachoeira

Com tantas atividades com certeza tenho motivos para voltar a El Chaltén e apreciar tantas paisagens maravilhosas e caminhadas incríveis na região. Recomendo a todos que amam caminhadas e belas paisagens que visitem essa joia da Patagônia!

Chorrillo del Salto, super gelada

No meu post sobre a ilha grega Zakynthos dei uma visão geral de como é a divisão das ilhas gregas e algumas de suas características (e sugiro que dê uma lida para clarear a geografia da região). Agora vou falar sobre uma das mais famosas ilhas Cíclades: a charmosa Santorini.

O ferry boat mais parece um navio de cruzeiro

Chegando em Santorini

Não parece uma camada de glacê num bolo?

Santorini povoa o nosso imaginário com aquelas famosas casinhas brancas, com detalhes em azul, e um dos mais famosos pores do sol do mundo! E eu garanto, é tudo encantador!

Quando ir? Como na outra postagem, continuo indicando o verão ou meses próximos como ótimas épocas para conhecer as ilhas gregas, ou seja, de maio a outubro.

Passeando em Fira

Porto de Fira

Visual de Fira

Há duas formas de se chegar à ilha: de avião e de ferry boat.

De avião, pode-se consultar as viações: Aegean Air, Olympic Air, Ryanair e EasyJet, dentre outras.

Passeando por Fira

Fira é muito incrível!

Por do sol em Fira

Como para as ilhas Jônicas eu fui de avião, resolvi fazer o trecho de Atenas a Santorini de ferry boat. Há muitas empresas que vendem esse percurso. Para cotar e comprar, caso você saia de Atenas, como eu, deve colocar Piraeus na busca, que é o porto da cidade. Comprei minhas passagens com a Greek Ferries, mas existem muitas opções, como Blue Star Ferries, Ferries-booking, Paleologos, Anek, Ferries.gr, Danae, Hellenic Sea Ways e outras.

Magnífico por do sol em Fira

Teleférico para descer ao porto em Fira

Vulcão Nea Kameni

Ao chegar em Atenas, precisei passar na agência para trocar o voucher da compra pela passagem em si. O dia de embarcar é a maior animação, pois é uma multidão de gregos e turistas, carros e pessoas a pé, e vários ferries que mais parecem navios de cruzeiro. (Um parêntese aqui: os gregos são como os italianos no seu modo “enérgico” de ser! Aqui um vídeo engraçado mostrando um pouco). São cerca de 7h de viagem de Atenas a Santorini, mas no ferry tem Wi-Fi, restaurante, lanchonete, lojas, caixas eletrônicos, mais parece um shopping! Além de uma bela vista pro mar do lado de fora!

Vulcão Nea Kameni

Isso amarelo é enxofre, e veja também o vapor

Caminho pelo vulcão Nea Kameni

Chegando em Santorini você já vai se deliciar com as casinhas brancas em cima das encostas, mais parecendo uma camada de glacê cobrindo um bolo!

Santorini foi formada por uma enorme erupção e, inclusive, a paisagem da ilha em frente a Fira (ou Thira), capital de Santorini, é chamada de Caldeira. O centro da ilha foi destruído pela erupção, e a cratera do vulcão hoje está encoberta pela água. O vulcão anda hoje é ativo, mas é extremamente monitorado (não tenha medo!), e sua última explosão foi em 1959! Em 1600 a.C., a maior erupção de todas enterrou uma vila inteira na lava.

Trilhazinha no vulcão Nea Kameni

Portinho do vulcão Nea Kameni

Escadaria para subir a Oía

O fato de ser uma ilha vulcânica, então, é o que deixa, apesar de a água ser super transparente, o visual das praias “escuro”. Pois para termos um mar de tom turquesa, é preciso areia branca debaixo, como nas ilhas Jônicas (vide Zakynthos). O solo vulcânico (de areia e pedrinhas escuras) de Santorini deixa as praias escuras também, apesar da água transparentíssima.

Porto de Amoudi Bay, acima de Oía

Finalmente, Oía

Uma das muitas igrejas em Santorini

Quando cheguei a Santorini de ferry boat logo havia várias empresas oferecendo transfer na saída da balsa, e foi bem fácil ir para minha hospedagem. Fiquei hospedada na região de Fira, mas não na parte histórica, mas numa área mais central. Isso quer dizer que é uma parte mais comum, com ruas e casas normais, e as sonhadas casinhas brancas ficam mais nas bordas da ilha.

Vista de Oía

Vista mais clássica de Oía

A vista mais linda de Santorini

A maioria dos visitantes permanece em Santorini por 2 a 4 dias. Fiquei 2 dias inteiros em Santorini, e mais metade do primeiro dia e metade do quarto dia. No mapa abaixo dá para ter uma ideia das regiões que vou comentar neste relato:

Clique para aumentar. Mapa com os pontos comentados e outros. Fonte: http://www.emmanouelastudios-santorini.com/wp-content/uploads/2011/01/santorini-map-island.jpg

Caminhei até a parte turística de Fira, e em meu primeiro dia fiz uma das coisas mais gostosas de se fazer em Santorini: passear pelas estreitas ruazinhas admirando cada detalhe das casinhas brancas, olhar as lojinhas, restaurantes, bares, se perder pelos labirintos de Fira. Isso sem contar as vistas de tirar o fôlego para o mar. No fim da tarde já aproveitei um maravilhoso por do sol visto de Fira. Eu não visitei, mas quem gosta de história deve conhecer o Museu Pré-histórico de Fira.

Encantada com Oía

Oía

Lá na frente está o disputado castelo para ver o por do sol

No dia seguinte, foi a hora de fazer o passeio de barco para conhecer o vulcão Nea Kameni. Alguns desses passeios param na ilha de Thirasia também, para as pessoas aproveitarem a praia. Alguns param nas Hot Springs, regiões onde, pela proximidade do vulcão, a água é mais quente. E eu escolhi um passeio que para no vulcão e depois segue para o por do sol mais famoso de Santorini, em Oía (pronuncia-se “ía”). Há várias agências oferecendo o passeio, que sai do porto de Fira (na faixa de 20 euros). Para acessar o barco, você pode descer de teleférico (uns 4 euros) ou a pé.

Ruazinhas charmosas de Santorini

Lá na frente está o disputado castelo para ver o por do sol

Finalmente, o esperado por do sol em Oía

Achei o passeio ao vulcão super interessante, é daqueles lugares que se parecem com a superfície da lua. Algumas pessoas não gostam desse tipo de passeio, acham turístico demais. Porém, eu adoro um vulcão e não perderia a oportunidade! Chegando ao vulcão, você subirá por uma espécie de trilha demarcada por algo que já foi lava um dia, e hoje é uma espécie de areia vulcânica. Algumas pessoas preferem estar de tênis para essa caminhada, por causa do calor dessa areia. Chegando lá em cima, pode-se sentir o cheiro de enxofre e ver um pouco de vapor saindo nas encostas da cratera principal.

As casinhas mudam de cor conforme o sol baixa

Por do sol deslumbrante

Voltando ao barco, ele seguiu para o esperado por do sol em Oía, que fica na parte norte de Santorini. Após atracar no porto de Amoudi Bay, há uma subida íngreme, porém não muito longa, para acessar as casas. Recomendo que suba tranquilamente a pé sim! Isso porque algumas pessoas sobem no lombo de pobres burrinhos, o que não indico em hipótese alguma.

Um dos pores do sol mais lindos do mundo

Visual incrível do sol se pondo em Oía

Primeiro passeei pelas ruazinhas de Oía, todas um encanto! Parecia que estava num filme! Em Oía estão as mais clássicas fotos das casinhas brancas e das igrejas com seus tetos azuis. Para quem gosta de fotografia é um prato cheio! Aproveite, você estará em um dos lugares com as melhores vistas de por do sol do mundo! Para esse momento, algumas pessoas preferem procurar restaurantes para ver o sol baixar, mas o lugar mais concorrido é uma espécie de castelo. Como quis ver do castelo, precisei chegar umas 2 horas antes do por do sol para ter um dos melhores lugares para avistar, fica lotado! Se quiser ver do castelo, então, recomendo que faça o mesmo, chegue cedo para pegar um bom lugar. Foi imperdível esse por do sol, quase bati palmas quando acabou!

Praia de Perissa

Praia de Perissa

Oía fica a 11 km de Fira. Após o por do sol, peguei um ônibus para retornar a Fira. Falando sobre locomoção em Santorini, muitas pessoas alugam carro, ou scooter, ou quadriciclo. Porém, eu que viajo do modo mais econômico possível não achei muito necessário, pois o sistema de ônibus público na ilha funciona muito bem. A passagem estava na faixa de 2 euros e em todos os dias que permaneci em Santorini não fiquei mais de 15 minutos esperando por um ônibus. O eficiente transporte me levou até todos os cantos da ilha que quis ir.

Praia de Perissa

Sítio arqueológico de Akrotiri

No dia seguinte fui conhecer a praia de Perissa. A cor da água é muito bonita, mas as pedrinhas acinzentadas escondem um pouco.

Depois segui para o sítio arqueológico de Akrotiri, na parte sul da ilha, a cerca de 9 km de Fira. Lembra que eu falei do povoado que foi enterrado pela erupção em 1600 a.C.? Pois então, esse local está muito bem preservado, e foi até construído um telhado para abrigar essa área, que virou um museu, com uma ótima estrutura. Parecia que eu estava caminhando na antiga civilização. O ingresso foi mais ou menos 12 euros.

Sítio arqueológico de Akrotiri

Red Beach

Após a visita segui para a Red Beach, a 1 km de Akrotiri. A paisagem da praia é bem exótica, com suas falésias avermelhadas (daí o nome). Algumas pessoas me alertaram para tomar cuidado com as pedras dos penhascos, que podem rolar lá de cima, mas parecia bem tranquilo. Em vez de areia a praia é composta de pequenas pedrinhas, de modo que é impossível andar descalço. As praias de Santorini em geral têm estrutura de cadeiras de praia com seus guarda-sóis. De lá havia passeio de barco para a White Beach e a Black Beach por 5 euros, mas acabei indo a pé para outra praia próxima, a praia de Akrotiri.

Red Beach

Red Beach: olha a “areia”

Outras praias de Santorini são as praias de Kamari e Vlichada, que não visitei. E próximo há as ruínas da antiga Thira, no topo do morro Mesa Vouno, um local que além das ruínas parece oferecer uma excelente vista. Outro passeio que não fiz foi visitar as vinícolas de Santorini.

Red Beach

Pedrinhas em vez de areia na praia

Algo que também poderia ser bem agradável é caminhar entre algumas vilas da ilha. Por exemplo, caminhar de Fira até Imerovigli, e assim passar por muitas encostas bem fotogênicas.

Praia de Akrotiri

Praia de Akrotiri

Santorini é um dos lugares mais fotogênicos do mundo, e com certeza você deve colocar na sua lista de lugares imperdíveis para se visitar, ainda mais se você curte um belo por do sol! Santorini é um lugar que nunca vou esquecer!

Zermatt é um dos lugares mais icônicos da Suíça, um paraíso para quem quer conhecer os alpes suíços e estar num lugar que parece ter saído de um filme. A pequena cidade no sul do país reúne tudo o que se espera de um vilarejo alpino: casinhas no melhor estilo suíço de ser, oportunidade de ver neve e esquiar o ano todo e a montanha mais famosa do país, o Matterhorn.

Trem de Visp a Zermatt

Vista do trem de Visp a Zermatt

Aliás, você já conhece o Matterhorn se já comeu o chocolate Toblerone, estampado com sua imagem, que figura também na caixa de lápis de cor Caran d’Ache, além do chocolate Alpino, que faz uma alusão à montanha. O Matterhorn em si está já na fronteira com a Itália, e do lado italiano ele é conhecido como Cervino.

Da janela do trem de Visp a Zermatt

Trem de Visp a Zermatt

Quando mochilei pela Europa pela primeira vez nunca nem tinha ouvido falar de Zermatt. Mas encontrei uma amiga na Alemanha e ela tinha ido para Zermatt e relatou ter sido uma gratíssima surpresa. Corri para ver fotos do local e, desde então, Zermatt entrou para a lista de sonhos!

Trem de Visp a Zermatt: o degelo forma cachoeiras pelo caminho

Trem de Visp a Zermatt

Dois anos depois embarquei rumo à Suíça. Fui no mês de julho, mas, como disse, apesar de o local ser bastante procurado no inverno por causa das excelentes estações de esqui, mesmo no verão há neve no topo das montanhas e, assim, possibilidade de esquiar. Porém, indo no verão pode-se fazer também excelentes trilhas a pé.

Único tipo de “carro” em Zermatt

Rua principal

Fonte das marmotas para você encher suas garrafinhas

Entrei na Suíça por Genebra, cidade com o aeroporto internacional mais próximo de Zermatt. Porém, também é bem tranquilo visitar a cidade se você chegar por Zurique. Isso porque a Suíça toda está muito bem integrada por uma excelente malha de linhas de trem. E provavelmente, estando no país, você não vai visitar somente Zermatt, mas combinará o destino com outras cidades da região.

Igreja St Mauritius

Vista da parte alta da cidade

Do rio que corta a cidade já é possível avistar o Materhorn

Meu roteiro foi chegar por Genebra, visitar Zermatt por 2 dias, visitar Interlaken por 2 dias e sair do país por Zurique. Para mim, a opção com melhor custo-benefício foi adquirir um Swiss Pass, o que fiz daqui do Brasil, mas pode ser comprado na hora também. Para chegar a essa conclusão fiz um cálculo do valor de todos os trens que teria de comprar para meu roteiro completo no país. Pelo menos na época de minha viagem, o valor somado dos trens e o valor de um Swiss Pass válido por 4 dias ficaria muito semelhante. Porém, comprando o Swiss Pass eu teria um diferencial: ele dá 50% de desconto para subir as 3 montanhas que eu queria, Matterhorn Glacier Paradise (preços) e Gornergrat (preços) (em Zermatt) e Jungfraujoch (em Interlaken, tema de outra postagem). Fora isso valeu também para o passeio de barco em Interlaken, o transporte público em todas as cidades e 50% de desconto no Harder Kulm (mirante em Interlaken).

Chocolates homenageando o Materhorn

Finalmente, o Matterhorn!

A SBB opera os trens na Suíça, e de Genebra até Zermatt são aproximadamente 3h50 de viagem (de Genebra a Visp e de Visp até Zermatt). Neste mapa é possível ter uma ideia do percurso. No mapa seguinte, da SBB, veja como é abrangente a malha de trens na Suíça!

Clique para abrir maior. Percurso de Genebra a Zermatt. Fonte: http://ski-zermatt.com/photo_tours/swiss_map.html

Clique para abrir maior. Malha de trens na Suíça. Fonte: http://www.swissvistas.com/support-files/sts-gb-m-13-en-web.pdf

Quando desembarquei em Genebra encontrei uma máquina revolucionária antes da área de desembarque: uma máquina que fornece tickets gratuitos do transporte público dentro da cidade de Genebra por 1,5 hora, incluindo o trecho do aeroporto até o centro. Inclusive, todas as hospedagens pelo país oferecem um cartão de gratuidade de transporte público da cidade em que estiver válido pelos dias de sua estada. Ah se todo país pensasse nos turistas assim!

Teleférico tipo gôndola subindo pelas montanhas

Subindo ao Glacier Paradise

Subindo ao Glacier Paradise: parada em Schwazsee

De qualquer forma eu já estava de posse de meu Swiss Pass, que retirei no aeroporto, e segui para dar uma rápida volta por Genebra, visitando o belíssimo lago Léman e a praça das Nações, onde fica a Broken Chair e a ONU. A cidade estava animadíssima com um evento de triathlon. Essa foi também uma vantagem do Swiss Pass: eu não precisei marcar assentos em nenhum trem que peguei, portanto poderia embarcar em qualquer um a qualquer horário que estivesse indo para meu destino.

Subindo ao Glacier Paradise: parada em Schwazsee

Lago Schwazsee

Lago Schwazsee

A viagem de Genebra até Visp, apesar da distância, não é NADA entediante. As paisagens na Suíça são BELÍSSIMAS! Tive que viajar com a câmera no colo, pois cada momento era um vislumbre de belezas.

Lago Schwazsee

Subindo ao Glacier Paradise

Subindo ao Glacier Paradise

Chegando em Visp, é preciso trocar de trem. Nesse momento você pegará o trem panorâmico para Zermatt. À medida que o trem se aproxima da cidade, as paisagens vão ficando cada vez mais de tirar o fôlego! Montanhas nevadas, o rio que acompanha o trem, as casas em estilo alpino, belíssimas cachoeiras formadas pelo degelo caindo das montanhas… Eu realmente não entendo até hoje como os outros passageiros desse trem estavam quietinhos mexendo em seus celulares, sem prestar atenção ao que estava se passando janela afora. Eu, ao contrário, como boa turista brasileira, estava “causando”, indo incessantemente de uma janela à outra tirando 1001 fotos!!!

Chegando em Zermatt é simples assim: paixão à primeira vista!

No alto do Glacier Paradise

Glacier Paradise: pisando na neve, que emoção!

Esse é o tubbing

Agora um parênteses: algumas pessoas podem estar visitando Zermatt em uma road trip, de carro. Então é importante que eu ressalte aqui que é proibida a circulação de carros na cidade. E #comofaz? Você precisará estacionar em Tasch, que fica 5 km antes de Zermatt, e de lá seguir por uns 20 minutos de trem.

Tubbing, é muito divertido!

Túnel de gelo no Glacier Palace

Escultura de gelo no Glacier Palace

Em Zermatt o único meio de transporte, além de suas pernas, são uns pequenos carrinhos elétricos, que funcionam como táxis. A cidade é realmente pequena e fácil para se deslocar a pé, mas se estiver com bagagem pesada e sua hospedagem for na parte alta da cidade pode preferir pegar esse transporte.

Escultura de gelo no Glacier Palace

Escultura de gelo no Glacier Palace

Vista no mirante do Glacier Paradise

Como não cheguei muito cedo e não dava para subir as montanhas, corri para a parte alta, onde ficava meu hostel, para deixar minha mochila, e #partiu visitar centrinho de Zermatt! Lá tem muitas lojas fofas. Na praça principal está a igreja de St. Mauritius. Aproveitei o tempo também para visitar o Matterhorn Museum, que conta a história da cidade, do Matterhorn e fala sobre uma tragédia que ocorreu com os primeiros alpinistas que tentaram escalar a famosa montanha. Bem ao lado do museu está a fonte das Marmotas, onde abasteci minha garrafinha de água todos os dias. A água de degelo é uma das mais deliciosas, além de sair gratuitamente na fonte das Marmotas!

Vista no mirante do Glacier Paradise

Esquiando no Glacier Paradise

Eu já amo o Glacier Paradise

Não vou mentir, a Suíça é um lugar caro, gente! Mas com o farto café da manhã do hostel (e um lanchinho guardado desse café para a hora do almoço) e um belo almojanta consegui economizar um pouco, apesar de ter de caminhar por toda a cidade para achar uma refeição ou lanche por menos de 20 euros. Outra boa opção é comprar sua alimentação nos mercadinhos da cidade.

Teleférico descendo o Glacier Paradise

Zermatt pequenina lá embaixo

As trilhas são bem sinalizadas

No dia seguinte adquiri meu ticket com desconto para o trem para o Gornergrat (na Gornergratbahn em frente à estação central) e depois meu ticket para subir ao Glacier Paradise de teleférico (este é o teleférico mais alto da Europa). Eu pretendia subir nos dois no mesmo dia, portanto precisava dos dois tickets na mão, pois iria embarcar no meio do caminho no Gornergrat, em vez de pegar esse trem na estação central, apesar de subir ao Glacier Paradise primeiro (se você for fazer o contrário também precisa dos dois tickets comprados no centro antes de seguir para o passeio). Para que se localize, veja o mapa das montanhas de Zermatt. Neste outro link de mapa você pode ver as trilhas da região. E aqui neste link tem um descritivo de todas as trilhas com grau de dificuldade e distâncias. Lá tem muita trilha e vejo que precisarei retornar a Zermatt para fazer todas!

Clique para abrir maior. Mapa das montanhas de Zermatt. Fonte: https://skimap.org/data/987/2052/1460750662.pdf

Como eu só tinha um dia inteiro, eu subi as 2 montanhas no mesmo dia e deixei uma pequena trilha para o segundo dia, por isso já deixei os 2 tickets comprados. Se você estiver indo no inverno veja este outro mapa neste link, que mostra as pistas de esqui. Além disso, este site de lá loca equipamentos de esqui.

“Trilha” de Furi até Findelbach

Esta é a parada em Rotenboden

Parada em Rotenboden

Fui primeiro no Glacier Paradise e depois no Gornergrat, porque dizem que se estiver muito calor no verão é possível que na parte da tarde não tenha mais neve no Glacier Paradise.

Mesmo no verão, como eu fui, é importante levar roupas de frio para o alto das montanhas. Eu cheguei a pegar 0 grau lá em cima. Se o tempo estiver ruim e não estiver avistando o Matterhorn talvez não valha a pena subir, pois não verá nada.

Lago Riffelsee

Lago Riffelsee e seu reflexo

Lago Riffelsee e seu reflexo

A subida de teleférico ao Matterhorn Glacier Paradise (para avistar o Klein Matterhorn, ou pequeno Matterhorn), a 3883 metros de altitude, é dividida em lances. Estes são os horários do teleférico. Vamos considerar 1 hora para toda a subida. O primeiro lance de teleférico leva de Zermatt até Furi. De Furi ou é possível pegar um teleférico maior (gôndola) direto a Trockener Steg ou então um menor até Schwarzsee Paradise, e deste até Trockener Steg. Eu escolhi essa opção, e queria voltar pelo outro caminho, pois o outro parece proporcionar uma incrível vista, mas quando voltei a outra opção estava fechada (às vezes as condições climáticas impossibilitam o percurso).

Lago Riffelsee: aqui começou uma brisa e o reflexo sumiu

Outra vista perto do Lago Riffelsee

Outra vista perto do Lago Riffelsee

Todas as paradas têm pontos de trilhas se iniciando, e tudo é muito bem sinalizado. Zermatt parece ter trilhas incríveis e eu queria ter tido mais dias lá para explorar todas! Eu desci na segunda parada do teleférico para ver o lago Schwarzsee, pois havia visto belíssimas fotos do local. A vista de Zermatt pequenina lá embaixo entre as montanhas era de arrepiar! Do lago Schwarzsee passavam muitas pessoas por mim, indo a um ponto bem próximo do Klein Matterhorn, mas que ficava a 2h de distância. Me deu muita vontade de seguir essas pessoas, mas precisava focar em alcançar o Glacier Paradise. Passavam também pessoas com equipamento de escalada.

Outra vista perto do Lago Riffelsee

Parada do trem em Rotenboden

Vista do Gornergrat

Chegando no Trockener Steg troca-se para um teleférico grande estilo gôndola, que dividi com vários esquiadores. Lá em cima no Glacier Paradise minha primeira atividade foi o tubbing (gratuito), que é um tipo de boia em que você senta e escorrega por uma rampa. É muito divertido, não deixe de fazer, apesar de a rampa ser bem pequena. Depois de mil fotos na neve e nos mirantes, visitei o palácio de gelo, ou Glacier Palace. Ele fica na parte interna da montanha (é bem frio lá dentro), então você segue por um túnel de gelo e há muitas esculturas feitas de gelo, achei interessantíssimo!

Vista do Gornergrat

Vista do Gornergrat: este é o hotel que há lá em cima

Vista do Gornergrat: o hotel também é um observatório

Acho que a maioria das pessoas (que não são hiperativas como eu e têm mais dias de férias que eu) fazem Glacier Paradise num dia e Gornergrat em outro dia. Mas como gosto de otimizar tempo e fiz os dois no mesmo dia (o que é perfeitamente possível e tranquilo se iniciar cedo), em vez de retornar direto a Zermatt na volta do Glacier Paradise, eu desci em Furi e fiz uma caminhada de 20 minutos até a estação de trem Findelbach (se você tiver visitado primeiro o Gornergrat é só você caminhar de Findelbach até Furi). É por isso que eu comprei cedo meu ticket para esse trem na Gornergratbahn, se não, não conseguiria embarcar assim no meio do caminho.

Gornergrat: há um restaurante do hotel lá em cima

Na trilha para Zmutt

A subida é num trem estilo cremalheira e dura mais ou menos 30 minutos. Porém, antes de ir ao Gornergrat, desci numa parada antes (Rotenboden) para ir a um lugar espetacular! O lago Riffelsee! Se você estiver com sorte e não estiver ventando, o lago forma um espelho perfeito do Matterhorn! É uma das vistas mais lindas que vi! Tem mirantes perfeitos nesse local, recomendo fortemente que faça uma parada nessa estação.

Na trilha para Zmutt

Trilha para Zmutt

Na trilha para Zmutt

O Gornergrat fica a 3100 metros de altitude. Lá em cima está o hotel mais alto da Europa, o Hotel 3100 Gornergrat, além de um observatório para quem se hospedar lá. Tudo rende fotos excelentes!

No caminho para Zmutt

Quase em Zmutt

Vilarejo Zmutt

No dia seguinte fiz uma pequena trilha circular saindo de Zermatt até Zmutt, passando por Furi, e deste ponto desci de volta a Zermatt de teleférico (pois o ingresso vale por vários dias). Ao percorrer a rua principal de Zermatt, é só acompanhar o rio que passa na cidade. Depois de alguns minutos você verá as placas indicativas de trilha que apontam também para Zmutt. Acho que demorei cerca de 1,5 hora nessa trilha, e ela é bem fácil. Zmutt é uma vilinha preservada com as antigas casas de madeira da região (há casas de até 500 anos), que é bem fofa.

Esta é Zmutt

Zmutt tem casas históricas de 500 anos

Além da Glacier Paradise e do Gornergrat, há ainda mais 2 montanhas para subir com cable car em Zermat, Rothorn e Sunnegga, que não tive tempo de ir.

Certamente voltarei a Zermatt me programando para fazer tooodas aquelas trilhas mostradas no link. A bela cidade suíça agrada a todos, desde os menos até os mais aventureiros, e é um dos locais mais encantadores que já visitei!

Acho que não tem como se perder rs

O mundo do cinema sempre inspira os viajantes. E entre uma viagem e outra, nada melhor do que curtir um belo filme que mostre alguns destinos legais de se visitar. Pensando nisso, fiz uma lista de 15 filmes que já me inspiraram a viajar (e espero que te inspirem também rs). Há muito mais filmes sobre viagem, mas vai ficar para uma segunda lista. Você já assistiu a esses filmes?

1. Na natureza selvagem

Nada melhor do que começar com um dos mais clássicos filmes sobre viagem, Na natureza selvagem. Essa é uma história baseada em fatos reais sobre Christopher McCandless, criado numa família tradicional e rígida para ser um bem-sucedido estudante e ter um futuro profissional de sucesso. Após cumprir os desejos de sua família ao se formar na universidade, Christopher larga tudo para embarcar numa vida na natureza selvagem, longe de bens materiais e da hipocrisia da sociedade. Ele inclusive muda seu nome para Alexander Supertramp, e parte em busca da verdadeira liberdade, felicidade e autoconhecimento. Nessa busca passa por lugares incríveis, navega pelo rio Colorado, segue em direção ao México e depois ruma ao Alasca, conhecendo pessoas que mudam sua vida, assim como ele muda as delas. O filme, de 2008, ainda conta com uma incrível trilha sonora de Eddie Vedder. Baseado no livro de Jon Krakauer, o filme foi dirigido por Sean Penn.

2. Na mira do chefe

Esse filme de 2008 se passa na pequena e bela cidade de Bruges, na Bélgica, e me inspirou a visitar o local. Na mira do chefe (ou, em inglês, In Bruges) é um filme de humor negro em que dois matadores (Colin Farrell e Brendan Gleeson) são enviados para Bruges a fim de aguardar instruções de seu chefe (Ralph Fiennes). Porém, sentem-se deslocados e passam a turistar pela charmosa cidade medieval. Enquanto o personagem de Colin sente-se irritado de estar lá, o de Brendan se encanta com a cidade de contos de fadas. Vale a pena ver para se inspirar com as cenas de Bruges.

3. Casa comigo

Essa comédia romântica me deu vontade de sair correndo para visitar a Irlanda. Amy Adams, nesse filme de 2010, viaja para o país atrás de uma tradição local: o dia 29 de fevereiro é o único dia do ano em que as mulheres podem pedir os homens em casamento. Porém, após aterrissar no lugar errado, ela tem que atravessar o país com a ajuda do dono de uma hospedaria. Esse doce filme mostra lindas paisagens do interior da Irlanda e me inspirou a visitar o país.

4. Sob o sol da Toscana

O livro de Frances Mayes inspirou este belo filme, com clássicas paisagens da Toscana. No filme, a escritora embarca numa viagem à Toscana após receber o pedido de divórcio de seu marido. Deprimida, a personagem ganha a viagem de uma amiga para se curar, mas chegando lá, em um impulso, resolve comprar uma casa numa vila próxima a Cortona. Pouco a pouco Frances se deixa conquistar pela Toscana, pelos amigos que faz e se apaixona novamente. E esse filme de 2004 fará você se apaixonar e correr para a Toscana!

5. Livre

Livre (Wild) a princípio não me conquistou. Porém, após ler o livro, passei a admirar totalmente esse filme. Cheryl Strayed (Reese Whiterspoon), após a repentina morte da mãe, vê sua vida desmoronar. Distancia-se da família, desiste de seu casamento e entrega-se à heroína. Porém, 4 anos depois, resolve percorrer sozinha 1.770 km pela belíssima trilha Pacific Crest Trail, a PCT, na costa oeste dos Estados Unidos. Sem nenhuma experiência em trilhas, essa jornada a ajuda a se fortalecer e se autodescobrir, uma verdadeira história de superação. Baseado em fatos reais, Livre (2015) me fez ter vontade de fazer essa trilha completa um dia. Fica a dica para ler o livro também.

6. Uma caminhada na floresta

Com Robert Redford e Nick Nolte, Uma caminhada na floresta (A walk in the woods), de 2015, se passa em outra trilha dos Estados Unidos, a Appalachian trail, na costa leste do país. Após muitos mochilões pela Europa, o personagem de Robert Redford, já na terceira idade, resolve que nunca é tarde para aproveitar a vida e convida um antigo colega de viagens para fazer a trilha dos Apalaches, de 3.000 km, e provar que mesmo nessa idade ainda há muito o que se viver. Essa caminhada cheia de hilariantes surpresas te leva para conhecer mais uma trilha dos EUA.

7. Antes do amanhecer

Esse fascinante filme com Ethan Hawke e Julie Delpy te fará ter vontade de conhecer a bela Viena, na Áustria. Na história, o americano Jesse e a francesa Celine se conhecem num trem pela Europa e ele a convence a desembarcar em Viena. Atravessando uma noite inteira passeando pela cidade, eles se conectam por meio de reflexivas e interessantes conversas e pouco a pouco se apaixonam. Antes do amanhecer (Before Sunrise, de 1995) poderia ser maçante, mas em vez disso, ele se revela uma grata surpresa, doce, leve e apaixonante. Tanto que acabou gerando duas continuações, Antes do por do sol e Antes da meia-noite.

8. Chef

Com roteiro inusitado e uma trilha sonora ótima, este filme te fará ter vontade de fazer road trips. Com Jon Fravreau, Robert Downey Jr., Dustin Hoffman, Scarlett Johansson e Sofía Vergana, o filme conta a história de um renomado chef de cozinha que adora inovar, mas um dia recebe a visita de um crítico gastronômico que “detona” com suas opiniões negativas. O personagem, de gênio forte, acaba sendo demitido e a briga viraliza na internet. Sem perspectiva de arrumar emprego em outro restaurante ele resolve tentar a sorte com um food truck de lanches mexicanos e, viajando pelos EUA, redescobre o entusiasmo pela vida, pela gastronomia e o amor. Este filme leve e engraçado de 2014 não deixa de ser uma história de superação e vai te inspirar em muitos sentidos.

9. The fundamentals of caring

Também sobre uma road trip, esse filme de 2016 com Paul Rudd conta a história de Ben, um escritor frustrado com os problemas da vida, que decide se aventurar por uma nova carreira, a de cuidador. Porém, seu primeiro cliente é Trevor, um adolescente com distrofia muscular reclamão, mal-humorado e sarcástico que nenhum cuidador aguenta. Após descobrir os desejos do jovem de conhecer alguns lugares do país que ele via no noticiário, sobretudo um local que era dito o buraco mais fundo do mundo, Ben decide levá-lo para provar que é possível superar seu problema e realizar seus sonhos. Aos poucos eles se entendem e o filme mostra o valor que devemos dar às coisas simples da vida e à amizade.

10. O caminho

O caminho, ou The way, me fez ter vontade de embarcar já para a Europa e fazer o caminho de Santiago de Compostela. No filme, o filho de Tom (Martin Sheen) está prestes a iniciar o caminho de Santiago quando acaba perdendo a vida em uma fatalidade. Tom viaja para a França a fim de recolher o corpo de seu filho, mas, ao chegar lá, decide realizar o desejo dele: resolve na hora fazer o Caminho de Santiago, sem nenhum preparo ou experiência, levando as cinzas do filho. Durante essa peregrinação Tom encontra companheiros únicos de viagem e aprende que “você não escolhe uma vida, você vive uma”.

11. A vida secreta de Walter Mitty

Neste filme de 2013 com Ben Stiller, seu personagem Walter Mitty trabalha na revista Life como laboratorista de fotografias. Walter Mitty é um cara normal, cheio de sonhos, mas preso na rotina. Após receber os negativos das fotos da nova edição percebe que falta uma, a que deveria, segundo o famoso fotógrafo que as fez (Sean Penn), entrar como capa da revista. Isso funciona como um gatilho para que Walter Mitty saia em uma jornada atrás da foto faltante e seu fotógrafo, o que o faz sair da zona de conforto, passando por lugares belíssimos e mudando sua vida!

12. Up! Altas aventuras

Esta animação de 2009 me inspirou a procurar a terra das cachoeiras gigantes! E colocando esses dizeres do filme no Google, a princípio não achei o Monte Roraima e o Salto Angel, locais em que o filme se baseia, mas sim, a bela terra de cachoeiras gigantes brasileira, a paranaense Prudentópolis! Em seus primeiros minutos, o filme já é capaz de arrancar lágrimas de muita gente, contando a história de vida de Carl e sua amada Ellie, que se conheceram na infância e sempre sonharam em uma aventura na América do Sul. Porém, com o passar dos anos e muitas dificuldades, Ellie falece após uma vida de amor e alegrias ao lado de Carl. O personagem torna-se um velho rabugento, que é surpreendido com um empreendimento imobiliário que quer derrubar sua casa. É nessa hora que a história e a vida de Carl sofrem uma reviravolta: ele amarra milhares de balões à sua casa, que sai voando, porém, com um intruso, o escoteiro Russell. Assim eles saem em direção finalmente à terra das cachoeiras gigantes, o local em que Carl e sua falecida esposa sempre desejaram morar. O filme é uma lição de vida que diz para nunca desistir de seus sonhos!

13. Hector e a procura da felicidade

Hector é um psiquiatra que está à procura de resolver os problemas de seus pacientes e ajudá-los a encontrar a felicidade. Ao lado de sua esposa Clara, ele mesmo não sabe o verdadeiro significado da felicidade e vive em meio a dúvidas existenciais. Então ele decide sair pelo mundo procurando esse real significado para as pessoas e através de suas experiências. Nessa jornada ele visita a China, a África e Los Angeles, e com as pessoas que encontra, tira suas conclusões sobre o real valor da existência e da felicidade. É um filme (2016) leve, doce e cheio de lições de vida, com um toque de humor, mostrando belos lugares do mundo.

14. Copenhagen

Esse filme de 2014 me fez ter vontade de conhecer a bela cidade de Copenhagen. William é um imaturo jovem de 28 anos que viaja pela Europa e decide procurar por seu avô na cidade de Copenhagen. Lá ele conhece a jovem Effy, que o auxilia em sua busca, mas sem perceber, apesar de sua pouca idade, o ajuda a resolver seus problemas de maturidade. Com as cenas do filme, a Dinamarca entrou na minha lista de países a visitar!

15. Trilhas

Este filme é baseado no livro Trilhas (Tracks) de Robyn Davidson. O filme, de 2013, adapta as memórias de Robyn, que em 1977 cruzou sozinha os desertos australianos por 2.700 km em direção ao mar com sua cadela e 4 camelos. Com o papel interpretado por Mia Wasikowska, Robyn parte numa jornada de autoconhecimento. Ela aprende a treinar os camelos e aceita um patrocínio da National Geographic, que impõe a condição de que um fotógrafo a encontre em alguns pontos para fotografá-la para a revista. Nessa envolvente história de trekking Robyn enfrenta o extremo calor do deserto, a fome e a sede, cobras e camelos selvagens, sendo uma bela inspiração para trekkings de longa distância através da figura dessa forte heroína.

Pensa numa vila rústica e charmosa em uma praia perfeita. Pensou? Bem-vindo à Guarda do Embaú! Essa é uma das maravilhas do litoral catarinense, entre Floripa, Bombinhas, praia do Rosa e outras. Pertencente ao município de Palhoça, a Guarda fica a 50 km de Floripa sentido sul do estado.

Vilinha da Guarda do Embaú

Este é o rio da Madre

Conhecido reduto de surfistas por suas boas ondas, a Guarda do Embaú reserva também ótimas caminhadas, mirantes e piscinas naturais, além de ser considerada uma das 10 praias mais belas do Brasil. Fora isso, a diversão à noite é garantida com seus bares, restaurantes e lojinhas de artesanato.

Trilha do lado esquerdo do rio da Madre

É bem sinalizado!

A época do ano para visitar? É praia! Bora no verão! Mas evite períodos como Ano Novo e Carnaval, as estradas de Santa Catarina costumam acumular muito trânsito nessas épocas. Eu fui num feriado em novembro, e fiz um corridão, visitei em 4 dias inteiros:

– 1 dia na Guarda do Embaú

– 1 dia na Praia do Rosa

– 1 dia em Bombinhas

– 1 dia em Balneário Camboriú

Encontro do rio da Madre com o mar

Mirante da Pedra do Urubu (e a foto que abre o post também!)

É suficiente? Faltaram algumas coisas para conhecer. E foi um corridão, não tive muito tempo para ficar curtindo praia. Mas para esta pessoa hiperativa aqui foi ótimo! Neste relato descreverei os dois primeiros dias, Guarda do Embaú e Praia do Rosa. E em outro ficam Bombinhas e Balneário Camboriú.

Outro lado do mirante da Pedra do Urubu

Zoom na praia da Guarda!

Ou seja, se você quiser, é possível passar um fim de semana somente na Guarda, ou então fazer só Guarda e Praia do Rosa se só tiver esses poucos dias.

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira

Para chegar à Guarda, se você for de algum estado longínquo, precisará pegar um voo para Florianópolis. De lá poderá seguir para a Guarda ou alugando um carro, opção que fiz, ou pegando um ônibus para a Praia da Pinheira com a Jotur ou a Santo Anjo.

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira

Cheguei na Guarda e, após deixar as coisas em minha hospedagem, fui a pé para a praia. A Praia da Guarda é dividida da vilinha pelo rio da Madre. Essa praia parece ótima para curtir o dia e tem uma boa extensão para andar. Porém, para acessá-la você precisa atravessar o rio, a pé se a maré estiver baixa e de barquinho se estiver alta. No local há vários barqueiros que cobram R$ 3,00 para atravessar.

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira: a vila da Guarda tá lá longe!

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira: Guarda ao fundo

Como fui direto para as trilhas, não precisei atravessar o rio, mas sim, margeei pelo canto esquerdo. Desse modo, se prosseguir, você passará pela praia do Evori. Porém, minha primeira trilha foi para a Pedra do Urubu.

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira: Prainha ao fundo

Essa é a Prainha

A Pedra do Urubu é um belíssimo mirante com uma incrível vista! Seguindo por essa trilha que mencionei, margeando o lado esquerdo do rio, você encontrará uma bifurcação à esquerda (há uma placa indicando). Pegue-a, depois mantenha sempre à direita. (Como toda trilha, indico sempre ir de tênis.) O começo da trilha é mais suave, depois, mais para o final, a subida fica mais íngreme. São uns 25 minutos de trilha mais ou menos. Apesar desse esforço final da subida, achei a caminhada relativamente tranquila. Chegando lá me emocionei com a lindíssima vista!

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira: essa área é mais rural

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira: trilha demarcada, passe pela porteira

Após descer pelo mesmo caminho que vim, fui fazer a segunda caminhada mais esperada da região, a trilha da praia da Guarda do Embaú até a praia da Pinheira. Seria na direção que prosseguiria se não tivesse pegado o desvio à esquerda para o mirante da Pedra do Urubu. Há uma placa indicando Prainha. São mais ou menos 7 km de caminhada, mas achei tranquilo. Só havia um trecho com pedras para subir, mas foi bem fácil.

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira: siga o caminho

Praia do Maço, no vale da Utopia

Antes de continuar, veja a seguir o mapa dessa trilha. Eu não atravessei o rio, como mostrado nesse mapa. Em vez disso, segui margeando perto do ponto azul que está fora da rota. O ponto azul fora da orla é a Pedra do Urubu.

Clique para aumentar. Mapa da trilha da Guarda do Embaú até a praia da Pinheira. Fonte: http://pousadaraizesdaguarda.com.br/website/trilhas-na-guarda-do-embau/

Praia do Maço, no vale da Utopia

Praia do Maço, no vale da Utopia

Você passará por lindas paisagens. A primeira praia que encontrará será a Prainha. Muita gente pega esse caminho só para ir até ela, e volta por onde veio. Continuando você passará por belos costões rochosos muito bons para apreciar e fotografar. Nesse trecho, a área parece ficar um pouco mais rural, e é possível encontrar vacas pelo caminho. Siga pela porteira que está lá para as vacas não passarem e verá que a trilha está demarcada pelo trecho mais gasto do gramado.

Trilha da praia do Rosa até a Praia Vermelha

Trilha da praia do Rosa até a Praia Vermelha

Trilha da praia do Rosa até a Praia Vermelha: praia do Rosa ao fundo

Continuando, você chegará num local extremamente bonito: o Vale da Utopia, que abriga a linda Praia do Maço. Essa região é um reduto de hippies, mas quando passei não havia ninguém. Após comprar algo para beber no Bar da Praia do Maço, segui pela trilha até a Praia de Cima. Parece que nessa região há algumas piscinas naturais formadas pelas pedras que dizem ser muito boas para banho. Continuando, finalmente alcancei a Praia da Pinheira.

Trilha da praia do Rosa até a Praia Vermelha: chegando na Praia Vermelha

Saindo da Rosa Sul sentido praia do Luz

Essa parte já é urbana, e de lá, não precisei voltar para a Guarda pelo caminho que vim, mas voltei pela cidade. Esse trecho entre as ruas da cidade até a Guarda é bem menor que a trilha pela praia, são só 2 km, por isso cheguei de volta bem rápido (claro que essa distância depende do quanto você andar pela praia). Quem estiver hospedado na Praia da Pinheira pode fazer esse percurso todo que fiz ao contrário. Não se esqueça, para esse trajeto, de levar água, protetor solar e um lanchinho.

Saindo da Rosa Sul sentido praia do Luz: vista de cima do costão direito

Saindo da Rosa Sul sentido praia do Luz: praia do Rosa ao longe

Praia do Luz

No outro dia peguei o carro e fui até a praia do Rosa, no município de Imbituba, cerca de 30 km sentido sul do estado a partir da Guarda. Chegando lá minha primeira caminhada foi para o lado esquerdo da praia (via Rosa Norte). Lá há uma trilha bem fácil por cima de passarelas que leva até a Praia Vermelha, e se quiser pode continuar também até a praia do Ouvidor.

Lagoa de Ibiraquera

Praia do Luz

Depois retornei por onde vim e fui explorar o lado direito da praia do Rosa (seria Rosa Sul). Achei a vista desse lado mais bonita, conforme subia no costão os ângulos variavam, até eu encontrar o ponto perfeito para fotos. Continuando a caminhada, saí na praia do Luz, onde havia muitos praticantes de kitesurf, e seguindo mais um pouco saí na lagoa de Ibiraquera, onde havia várias pessoas curtindo a água. Aparentemente, essa lagoa é muito grande e eu poderia ter explorado mais o local.

Vista da Praia do Rosa de cima do costão direito

Vista da Praia do Rosa de cima do costão direito

Praia do Rosa

Depois retornei por onde vim, e segui para a região central da Praia do Rosa, onde está a Lagoa do Meio, também muito agradável para nadar. Para se localizar melhor, veja o mapa a seguir. Dizem que nessa região, nos meses de julho a novembro, é possível avistar baleias franca. Faltou conhecer a Praia da Ferrugem, que dizem ser muito bela. As caminhadas pela praia do Rosa oferecem belos mirantes e são bem agradáveis para quem gosta desse tipo de passeio, se não, a praia e a lagoa do Meio servem muito bem para passar o dia.

Clique para aumentar. Mapa da região da Praia do Rosa. Fonte: http://www.cabanasuhuru.com.br/imagens/mapa.jpg

Praia do Rosa

Lagoa do Meio, na praia do Rosa

Tanto na Guarda do Embaú quanto na Praia do Rosa achei tranquilo caminhar sozinha, e encontrei outros turistas passeando por essas trilhas. Esses dois destinos são encantadores e, independente do seu estilo de viagem, são locais que agradam a todos que visitam.

Tchau, praia do Rosa!