Você se lembra do meu relato sobre a queridíssima Zermatt, na Suíça? Pois bem, junto com a cidade de Zermatt, eu também visitei a cidade de Interlaken, outra joia desse fascinante país. Em relação a Zermatt, Interlaken já é uma cidade maior e mais turística, cheia de bares, restaurantes, cassinos, hotéis etc.

Chegando de trem em Interlaken

Interlaken

Interlaken

E por que visitar Interlaken? Porque se você quer realmente conhecer os alpes suíços, lá está uma das montanhas mais famosas (e difíceis de se pronunciar – treinei a viagem inteira! rs) da Suíça, o Jungfraujoch. Esta belíssima montanha tem 3.454 metros. Ela é conhecida como Top of Europe e abriga a estação de trem mais alta da Europa. Além disso, na região estão várias outras belas montanhas, como Schilthorn (que já foi cenário de um filme do James Bond), First, Schynige Platte, Pfingstegg, Harder Kulm, dentre outras. Veja a seguir o mapa da região.

CLIQUE PARA AUMENTAR. Fonte: http://ontheworldmap.com/switzerland/ski/interlaken/interlaken-summer-map.jpg

Assim como Zermatt, Interlaken também pode ser visitada o ano todo, mas no inverno as condições climáticas estão mais favoráveis aos praticantes de esportes de inverno. No verão, há mais possibilidades de caminhar e ver as paisagens. Porém, no topo das montanhas há neve durante todo o ano.

Pessoal aproveitando o lago Brienz

Passeio de barco pelo lago Brienz

Lago Brienz: Giessbach

Como contei no relato de Zermatt, eu adquiri um Swiss Pass de 4 dias, o que me possibilitava ter todos os deslocamentos de trens na Suíça incluídos durante esses dias. Esse passe de trem, além dos deslocamentos pelo país, incluiu também os passeios de barco em Interlaken e me deu 50% de desconto para subir no Jungfraujoch e no Harder Kulm. Por isso, o custo-benefício valeu muito a pena, o trem mais a visita ao Jungfraujoch custa mais de CHF 200 (dá quase mil reais, por isso esse desconto do Swiss Pass é muito bem-vindo).

Passeio de barco pelo lago Brienz

Giessbach Falls

Giessbach Falls

Para saber se o Swiss Pass vale a pena para você, é necessário entrar no site da SBB e somar os valores dos trens que vai pegar, e verificar o valor das montanhas que quer visitar, vendo quanto desconto terá se tiver um Swiss Pass. Daí você tem sua resposta!

Por trás das Giessbach Falls

Por trás das Giessbach Falls

Hotel Giessbach

A cidade de Interlaken está mais ou menos centralizada na Suíça e, graças à excelente malha de trens do país, você pode chegar facilmente descendo em Interlaken West. Como contei no outro post, eu cheguei na Suíça por Genebra, visitei primeiro Zermatt, depois Interlaken e fui embora por Zurique. Você pode pesquisar valores de trens e horários no site da SBB. De Genebra a Interlaken, por exemplo, são quase 3 horas de viagem de trem, e de Zurique a Interlaken, cerca de 2 horas. De qualquer forma, essas viagens de trem pela Suíça sempre passam num piscar de olhos, pela extrema beleza das paisagens vistas da janela. No mapa a seguir você pode ver como a malha de trens é abrangente!

Clique para abrir maior. Malha de trens na Suíça. Fonte: http://www.swissvistas.com/support-files/sts-gb-m-13-en-web.pdf

Como você viu no mapa de Interlaken, a cidade tem esse nome por estar entre dois incríveis lagos (Inter + Laken), o Brienzersee (ou lago Brienz para os íntimos rs) e o Thunersee (ou lago Thun para os íntimos rs).

Eu tive apenas 2 dias para visitar Interlaken, mas depois que conheci, vi que passaria fácil uns 15 dias lá, tem muita coisa para conhecer!

Giessbach Falls

As Giessbach Falls caem no lago

Vilarejo nas margens do lago Brienz

Agora vamos ao relato!

Meu primeiro passeio foi algo imperdível de se fazer em Interlaken: um passeio de barco por um dos lagos. Como contei antes, se você tem o Swiss Pass, o passeio de barco é grátis. Ou seja, minha única dificuldade foi escolher entre os dois lagos, já que tinha pouco tempo. Os dois lagos têm várias atrações para se visitar, pois os barcos param em vários vilarejos, e você pode escolher desembarcar em algumas paradas e pegar o barco seguinte. Além disso, eles acabam sendo uma espécie de praia, pois as pessoas aproveitam para nadar, andar de caiaque e fazer esportes náuticos. Este é o site da empresa que opera os barcos, nele pode ver os horários e tarifas.

Harder Kulm

Vista do Harder Kulm

Vista do Harder Kulm

Optei pelo passeio de barco pelo lago Brienz, e como cheguei após o almoço na cidade, consegui descer em apenas 2 paradas. Uma delas foi a Giessbach. E o motivo foi conhecer a Giessbach Falls, uma linda cascata que cai em frente a um hotel. Esse local é bem interessante, você pode acessar o hotel de funicular, mas dá para ir a pé também. Há uma passarela em frente à cachoeira, e você pode passar num pequeno túnel atrás dela, é super lindo! Depois da visita parei numa outra vila, para lanchar e ver lojinhas.

Vista do Harder Kulm

No Harder Kulm

Harder Kulm

Não passeei de barco pelo lago Thun, mas parece ser tão interessante quanto o lago Brienz. Lá um dos atrativos são as cavernas de St. Beatus, que também têm uma cascata, e o castelo Oberhofen, aberto a visitação.

Se estiver com tempo, visite todas as vilinhas ao redor dos lagos, elas são charmosíssimas!

Lauterbrunnen

Staubbach Falls

Subindo para as Staubbach Falls

Depois do passeio de barco, segui para o Harder Kulm, uma pequena montanha com 1322 metros. O trem funicular que acessa o Harder Kulm fica próximo à estação de trem de Interlaken, e são cerca de 10 minutos de subida. O trem opera de abril a novembro, de 30 em 30 minutos. No site você pode ver o valor (hoje 32 euros, mas com o Swiss Pass você tem 50% de desconto, e as hospedagens da região costumam dar esse mesmo desconto para os hóspedes; aliás, como em outras cidades da Suíça, você tem os transportes internos na cidade grátis com um cartão dado pelas hospedagens).

Chegando lá no topo, tem um restaurante/lanchonete e o mais importante: um mirante espetacular! Taí o motivo de subir no Harder Kulm, você verá a cidade entre os lagos Thun e Brienz, e ao fundo, se o dia estiver limpo, as montanhas Jungfrau, Eiger e Mönch.

Atrás das Staubbach Falls

Atrás das Staubbach Falls

No dia seguinte fui concretizar o motivo de minha visita a Interlaken: o Jungfraujoch. O nome da montanha é Jungfrau, e Jungfraujoch seria o topo da montanha. Top of Europe são os atrativos que estão lá em cima. No site do Jungfrau você pode ver os valores atualizados. Com meu Swiss Pass comprei meu ticket com 50% de desconto. Esse ticket inclui o Jungfraubahn (o trem), que é a única forma de chegar lá, e a entrada no local.

Saindo de Lauterbrunnen

Lauterbrunnen (ou Valfenda?)

Agora uma dica de outra forma de conseguir 50% de desconto se você não estiver com o Swiss Pass: a empresa desse trem que leva ao Jungfrau é a mesma empresa do trem do Corcovado, no Rio de Janeiro. Então, se você tiver um ticket usado do trem do Corcovado de até 1 ano antes da sua visita ao Jungfraujoch, conseguirá 50% de desconto no ato da compra. ATENÇÂO: eu não sei se esse desconto funciona o ano todo e se é limitado a uma quantidade de pessoas por dia, ou se tem alguma outra regra de uso. Portanto, entre em contato pelo e-mail informado no site do Jungfrau para verificar.

Saindo de Lauterbrunnen

Bye bye, Lauterbrunnen

Depois de adquirido meu ticket, embarquei com destino a Jungfraujoch, mas nessa hora precisei decidir o percurso: é possível ir por Grindelwald ou então por Lauterbrunnen, voltando pelo outro, em um percurso circular do trem (veja no mapa acima). Você pode entrar e sair do trem quantas vezes quiser nesse dia. Por isso, é importante que separe um dia inteiro para esse passeio, iniciando cedo, pois só no percurso de trem, contando com as baldeações, gastará cerca de 2 horas.

Caminho para o Jungfraujoch

Caminho para o Jungfraujoch

Outro detalhe importante: esteja com roupas confortáveis, tênis e leve um bom casaco para frio, bem como gorro, luvas e o que mais precisar. Peguei 0 grau lá em cima!

Embarquei em Interlaken Ost e minha primeira parada do dia foi em Lauterbrunnen, 30 minutos depois. Se você for apenas até Lauterbrunnen, sem estar a caminho de Jungfraujoch, seu trajeto estará incluído no Swiss Pass. Caso você seja um fã de Senhor dos Anéis, assim que ver Lauterbrunnen vai cair para trás! J. R. R. Tolkien visitou essa cidade em sua juventude, que claramente inspirou sua criação da terra média, Valfenda.

Que ansiedade!!!

Alpine Sensation

Lauterbrunnen é uma charmosa cidadezinha com enormes penhascos, com uma grande cascata caindo deles. Na verdade, ela abriga 72 cachoeiras e é repleta de trilhas. De lá, com cable car seria o caminho para alcançar o Schilthorn, que no inverno é estação de esqui, mas no verão, essa região rende mais de 100 km de trilhas.

A cachoeira que cai diretamente em Lauterbrunnen é a Staubbach, com 300 metros de altura. À medida que me aproximava da cachoeira, fazia fotos cada vez mais belas. Chegando na base, há uma pequena trilha que sobe até um trecho e vai atrás dela. Recomendo fortemente que suba, a trilha é curta e a vista é muito recompensadora!

Ice Palace

Ice Palace

Um dos destaques que será motivo para eu voltar a essa região são as Trummelbach Waterfalls, 10 cachoeiras que caem dentro da montanha, formadas por água de degelo. Parece ser uma aventura visitá-las. Também é possível visitar a vila de Wengen e fazer outras caminhadas pela região. Porém, como meu destino era o Jungfraujoch, teria que deixar um outro dia inteiro se quisesse visitar os outros atrativos perto de Lauterbrunnen. Por isso deixei meu coração lá e parti ao meu destino.

Top of Europe

Vista do Top of Europe

Após reembarcar no trem, a próxima parada é Kleine Scheidegg, que está já a 2.061 metros de altitude. Acho que até aqui você já terá uma ideia de por que é tão caro visitar o Jungfraujoch. O trem que se embarca agora é de uma incrível engenharia, passando por dentro da montanha. Há 2 paradas nesse “túnel”, onde há sanitários e um incrível janelão construído no meio da rocha. Infelizmente, quando visitei, nesse momento o tempo estava fechado e não consegui ver muita coisa.

Chegando ao Top of Europe, há muitas coisas para se fazer. Há uma cafeteria logo na entrada. Também é possível ver um vídeo explicativo do local, o Jungfrau Panorama. Há muitos mirantes para as montanhas, e tentei ir em todos. Subi ao Sphinx para ter acesso às belas montanhas nevadas.

Vista do Top of Europe

Lojinha da Lindt

Depois, visitei o Alpine Sentation e o Ice Palace, onde estão esculturas de gelo, como as que vi no Matterhorn, em Zermatt. É tudo muito bem trabalhado, uma verdadeira experiência. Depois passeei pelo Plateau, onde havia muita gente esquiando, praticando tubbing e até fazendo tirolesa. Lá pude andar à vontade pela neve, mas a diferença, comparando com o Matterhorn, em Zermatt, é que o tubbing era pago, por isso não quis fazer. Após isso entrei, pois estava muito frio, e passei numa pequena lojinha dos chocolates Lindt, onde há uma instalação demonstrando como os chocolates são feitos.

Lojinha da Lindt

Top of Europe

Aproveito este momento para reforçar a importância de estar preparado para o frio e com um calçado adequado. Além disso, leve água e um lanchinho, para não ter muito gasto lá em cima.

Na volta, desci de trem pelo outro lado, por Grindelwald. Dei uma pequena volta pelo vilarejo, mas não fiquei muito, pois teria que também ter mais tempo para explorar as caminhadas por lá. Por isso, Grindelwald é outro motivo para voltar. Lá existem muitas e muitas trilhas interessantes, e o passeio ao Mt. First, um dos destaques da região. A caminhada até o lago Bachalpsee parece ser um sonho!

Brincando no Top of Europe

Grindelwald

Aliás, se existe um meio de sonhar acordado é indo para Interlaken! Eu já vi lugares fascinantes, mas este está na lista dos melhores! Com certeza voltarei para visitar tudo o que faltou e revisitar tantas belezas do local. Veja como é fascinante o Top of Europe:

Zermatt é um dos lugares mais icônicos da Suíça, um paraíso para quem quer conhecer os alpes suíços e estar num lugar que parece ter saído de um filme. A pequena cidade no sul do país reúne tudo o que se espera de um vilarejo alpino: casinhas no melhor estilo suíço de ser, oportunidade de ver neve e esquiar o ano todo e a montanha mais famosa do país, o Matterhorn.

Trem de Visp a Zermatt

Vista do trem de Visp a Zermatt

Aliás, você já conhece o Matterhorn se já comeu o chocolate Toblerone, estampado com sua imagem, que figura também na caixa de lápis de cor Caran d’Ache, além do chocolate Alpino, que faz uma alusão à montanha. O Matterhorn em si está já na fronteira com a Itália, e do lado italiano ele é conhecido como Cervino.

Da janela do trem de Visp a Zermatt

Trem de Visp a Zermatt

Quando mochilei pela Europa pela primeira vez nunca nem tinha ouvido falar de Zermatt. Mas encontrei uma amiga na Alemanha e ela tinha ido para Zermatt e relatou ter sido uma gratíssima surpresa. Corri para ver fotos do local e, desde então, Zermatt entrou para a lista de sonhos!

Trem de Visp a Zermatt: o degelo forma cachoeiras pelo caminho

Trem de Visp a Zermatt

Dois anos depois embarquei rumo à Suíça. Fui no mês de julho, mas, como disse, apesar de o local ser bastante procurado no inverno por causa das excelentes estações de esqui, mesmo no verão há neve no topo das montanhas e, assim, possibilidade de esquiar. Porém, indo no verão pode-se fazer também excelentes trilhas a pé.

Único tipo de “carro” em Zermatt

Rua principal

Fonte das marmotas para você encher suas garrafinhas

Entrei na Suíça por Genebra, cidade com o aeroporto internacional mais próximo de Zermatt. Porém, também é bem tranquilo visitar a cidade se você chegar por Zurique. Isso porque a Suíça toda está muito bem integrada por uma excelente malha de linhas de trem. E provavelmente, estando no país, você não vai visitar somente Zermatt, mas combinará o destino com outras cidades da região.

Igreja St Mauritius

Vista da parte alta da cidade

Do rio que corta a cidade já é possível avistar o Materhorn

Meu roteiro foi chegar por Genebra, visitar Zermatt por 2 dias, visitar Interlaken por 2 dias e sair do país por Zurique. Para mim, a opção com melhor custo-benefício foi adquirir um Swiss Pass, o que fiz daqui do Brasil, mas pode ser comprado na hora também. Para chegar a essa conclusão fiz um cálculo do valor de todos os trens que teria de comprar para meu roteiro completo no país. Pelo menos na época de minha viagem, o valor somado dos trens e o valor de um Swiss Pass válido por 4 dias ficaria muito semelhante. Porém, comprando o Swiss Pass eu teria um diferencial: ele dá 50% de desconto para subir as 3 montanhas que eu queria, Matterhorn Glacier Paradise (preços) e Gornergrat (preços) (em Zermatt) e Jungfraujoch (em Interlaken, tema de outra postagem). Fora isso valeu também para o passeio de barco em Interlaken, o transporte público em todas as cidades e 50% de desconto no Harder Kulm (mirante em Interlaken).

Chocolates homenageando o Materhorn

Finalmente, o Matterhorn!

A SBB opera os trens na Suíça, e de Genebra até Zermatt são aproximadamente 3h50 de viagem (de Genebra a Visp e de Visp até Zermatt). Neste mapa é possível ter uma ideia do percurso. No mapa seguinte, da SBB, veja como é abrangente a malha de trens na Suíça!

Clique para abrir maior. Percurso de Genebra a Zermatt. Fonte: http://ski-zermatt.com/photo_tours/swiss_map.html

Clique para abrir maior. Malha de trens na Suíça. Fonte: http://www.swissvistas.com/support-files/sts-gb-m-13-en-web.pdf

Quando desembarquei em Genebra encontrei uma máquina revolucionária antes da área de desembarque: uma máquina que fornece tickets gratuitos do transporte público dentro da cidade de Genebra por 1,5 hora, incluindo o trecho do aeroporto até o centro. Inclusive, todas as hospedagens pelo país oferecem um cartão de gratuidade de transporte público da cidade em que estiver válido pelos dias de sua estada. Ah se todo país pensasse nos turistas assim!

Teleférico tipo gôndola subindo pelas montanhas

Subindo ao Glacier Paradise

Subindo ao Glacier Paradise: parada em Schwazsee

De qualquer forma eu já estava de posse de meu Swiss Pass, que retirei no aeroporto, e segui para dar uma rápida volta por Genebra, visitando o belíssimo lago Léman e a praça das Nações, onde fica a Broken Chair e a ONU. A cidade estava animadíssima com um evento de triathlon. Essa foi também uma vantagem do Swiss Pass: eu não precisei marcar assentos em nenhum trem que peguei, portanto poderia embarcar em qualquer um a qualquer horário que estivesse indo para meu destino.

Subindo ao Glacier Paradise: parada em Schwazsee

Lago Schwazsee

Lago Schwazsee

A viagem de Genebra até Visp, apesar da distância, não é NADA entediante. As paisagens na Suíça são BELÍSSIMAS! Tive que viajar com a câmera no colo, pois cada momento era um vislumbre de belezas.

Lago Schwazsee

Subindo ao Glacier Paradise

Subindo ao Glacier Paradise

Chegando em Visp, é preciso trocar de trem. Nesse momento você pegará o trem panorâmico para Zermatt. À medida que o trem se aproxima da cidade, as paisagens vão ficando cada vez mais de tirar o fôlego! Montanhas nevadas, o rio que acompanha o trem, as casas em estilo alpino, belíssimas cachoeiras formadas pelo degelo caindo das montanhas… Eu realmente não entendo até hoje como os outros passageiros desse trem estavam quietinhos mexendo em seus celulares, sem prestar atenção ao que estava se passando janela afora. Eu, ao contrário, como boa turista brasileira, estava “causando”, indo incessantemente de uma janela à outra tirando 1001 fotos!!!

Chegando em Zermatt é simples assim: paixão à primeira vista!

No alto do Glacier Paradise

Glacier Paradise: pisando na neve, que emoção!

Esse é o tubbing

Agora um parênteses: algumas pessoas podem estar visitando Zermatt em uma road trip, de carro. Então é importante que eu ressalte aqui que é proibida a circulação de carros na cidade. E #comofaz? Você precisará estacionar em Tasch, que fica 5 km antes de Zermatt, e de lá seguir por uns 20 minutos de trem.

Tubbing, é muito divertido!

Túnel de gelo no Glacier Palace

Escultura de gelo no Glacier Palace

Em Zermatt o único meio de transporte, além de suas pernas, são uns pequenos carrinhos elétricos, que funcionam como táxis. A cidade é realmente pequena e fácil para se deslocar a pé, mas se estiver com bagagem pesada e sua hospedagem for na parte alta da cidade pode preferir pegar esse transporte.

Escultura de gelo no Glacier Palace

Escultura de gelo no Glacier Palace

Vista no mirante do Glacier Paradise

Como não cheguei muito cedo e não dava para subir as montanhas, corri para a parte alta, onde ficava meu hostel, para deixar minha mochila, e #partiu visitar centrinho de Zermatt! Lá tem muitas lojas fofas. Na praça principal está a igreja de St. Mauritius. Aproveitei o tempo também para visitar o Matterhorn Museum, que conta a história da cidade, do Matterhorn e fala sobre uma tragédia que ocorreu com os primeiros alpinistas que tentaram escalar a famosa montanha. Bem ao lado do museu está a fonte das Marmotas, onde abasteci minha garrafinha de água todos os dias. A água de degelo é uma das mais deliciosas, além de sair gratuitamente na fonte das Marmotas!

Vista no mirante do Glacier Paradise

Esquiando no Glacier Paradise

Eu já amo o Glacier Paradise

Não vou mentir, a Suíça é um lugar caro, gente! Mas com o farto café da manhã do hostel (e um lanchinho guardado desse café para a hora do almoço) e um belo almojanta consegui economizar um pouco, apesar de ter de caminhar por toda a cidade para achar uma refeição ou lanche por menos de 20 euros. Outra boa opção é comprar sua alimentação nos mercadinhos da cidade.

Teleférico descendo o Glacier Paradise

Zermatt pequenina lá embaixo

As trilhas são bem sinalizadas

No dia seguinte adquiri meu ticket com desconto para o trem para o Gornergrat (na Gornergratbahn em frente à estação central) e depois meu ticket para subir ao Glacier Paradise de teleférico (este é o teleférico mais alto da Europa). Eu pretendia subir nos dois no mesmo dia, portanto precisava dos dois tickets na mão, pois iria embarcar no meio do caminho no Gornergrat, em vez de pegar esse trem na estação central, apesar de subir ao Glacier Paradise primeiro (se você for fazer o contrário também precisa dos dois tickets comprados no centro antes de seguir para o passeio). Para que se localize, veja o mapa das montanhas de Zermatt. Neste outro link de mapa você pode ver as trilhas da região. E aqui neste link tem um descritivo de todas as trilhas com grau de dificuldade e distâncias. Lá tem muita trilha e vejo que precisarei retornar a Zermatt para fazer todas!

Clique para abrir maior. Mapa das montanhas de Zermatt. Fonte: https://skimap.org/data/987/2052/1460750662.pdf

Como eu só tinha um dia inteiro, eu subi as 2 montanhas no mesmo dia e deixei uma pequena trilha para o segundo dia, por isso já deixei os 2 tickets comprados. Se você estiver indo no inverno veja este outro mapa neste link, que mostra as pistas de esqui. Além disso, este site de lá loca equipamentos de esqui.

“Trilha” de Furi até Findelbach

Esta é a parada em Rotenboden

Parada em Rotenboden

Fui primeiro no Glacier Paradise e depois no Gornergrat, porque dizem que se estiver muito calor no verão é possível que na parte da tarde não tenha mais neve no Glacier Paradise.

Mesmo no verão, como eu fui, é importante levar roupas de frio para o alto das montanhas. Eu cheguei a pegar 0 grau lá em cima. Se o tempo estiver ruim e não estiver avistando o Matterhorn talvez não valha a pena subir, pois não verá nada.

Lago Riffelsee

Lago Riffelsee e seu reflexo

Lago Riffelsee e seu reflexo

A subida de teleférico ao Matterhorn Glacier Paradise (para avistar o Klein Matterhorn, ou pequeno Matterhorn), a 3883 metros de altitude, é dividida em lances. Estes são os horários do teleférico. Vamos considerar 1 hora para toda a subida. O primeiro lance de teleférico leva de Zermatt até Furi. De Furi ou é possível pegar um teleférico maior (gôndola) direto a Trockener Steg ou então um menor até Schwarzsee Paradise, e deste até Trockener Steg. Eu escolhi essa opção, e queria voltar pelo outro caminho, pois o outro parece proporcionar uma incrível vista, mas quando voltei a outra opção estava fechada (às vezes as condições climáticas impossibilitam o percurso).

Lago Riffelsee: aqui começou uma brisa e o reflexo sumiu

Outra vista perto do Lago Riffelsee

Outra vista perto do Lago Riffelsee

Todas as paradas têm pontos de trilhas se iniciando, e tudo é muito bem sinalizado. Zermatt parece ter trilhas incríveis e eu queria ter tido mais dias lá para explorar todas! Eu desci na segunda parada do teleférico para ver o lago Schwarzsee, pois havia visto belíssimas fotos do local. A vista de Zermatt pequenina lá embaixo entre as montanhas era de arrepiar! Do lago Schwarzsee passavam muitas pessoas por mim, indo a um ponto bem próximo do Klein Matterhorn, mas que ficava a 2h de distância. Me deu muita vontade de seguir essas pessoas, mas precisava focar em alcançar o Glacier Paradise. Passavam também pessoas com equipamento de escalada.

Outra vista perto do Lago Riffelsee

Parada do trem em Rotenboden

Vista do Gornergrat

Chegando no Trockener Steg troca-se para um teleférico grande estilo gôndola, que dividi com vários esquiadores. Lá em cima no Glacier Paradise minha primeira atividade foi o tubbing (gratuito), que é um tipo de boia em que você senta e escorrega por uma rampa. É muito divertido, não deixe de fazer, apesar de a rampa ser bem pequena. Depois de mil fotos na neve e nos mirantes, visitei o palácio de gelo, ou Glacier Palace. Ele fica na parte interna da montanha (é bem frio lá dentro), então você segue por um túnel de gelo e há muitas esculturas feitas de gelo, achei interessantíssimo!

Vista do Gornergrat

Vista do Gornergrat: este é o hotel que há lá em cima

Vista do Gornergrat: o hotel também é um observatório

Acho que a maioria das pessoas (que não são hiperativas como eu e têm mais dias de férias que eu) fazem Glacier Paradise num dia e Gornergrat em outro dia. Mas como gosto de otimizar tempo e fiz os dois no mesmo dia (o que é perfeitamente possível e tranquilo se iniciar cedo), em vez de retornar direto a Zermatt na volta do Glacier Paradise, eu desci em Furi e fiz uma caminhada de 20 minutos até a estação de trem Findelbach (se você tiver visitado primeiro o Gornergrat é só você caminhar de Findelbach até Furi). É por isso que eu comprei cedo meu ticket para esse trem na Gornergratbahn, se não, não conseguiria embarcar assim no meio do caminho.

Gornergrat: há um restaurante do hotel lá em cima

Na trilha para Zmutt

A subida é num trem estilo cremalheira e dura mais ou menos 30 minutos. Porém, antes de ir ao Gornergrat, desci numa parada antes (Rotenboden) para ir a um lugar espetacular! O lago Riffelsee! Se você estiver com sorte e não estiver ventando, o lago forma um espelho perfeito do Matterhorn! É uma das vistas mais lindas que vi! Tem mirantes perfeitos nesse local, recomendo fortemente que faça uma parada nessa estação.

Na trilha para Zmutt

Trilha para Zmutt

Na trilha para Zmutt

O Gornergrat fica a 3100 metros de altitude. Lá em cima está o hotel mais alto da Europa, o Hotel 3100 Gornergrat, além de um observatório para quem se hospedar lá. Tudo rende fotos excelentes!

No caminho para Zmutt

Quase em Zmutt

Vilarejo Zmutt

No dia seguinte fiz uma pequena trilha circular saindo de Zermatt até Zmutt, passando por Furi, e deste ponto desci de volta a Zermatt de teleférico (pois o ingresso vale por vários dias). Ao percorrer a rua principal de Zermatt, é só acompanhar o rio que passa na cidade. Depois de alguns minutos você verá as placas indicativas de trilha que apontam também para Zmutt. Acho que demorei cerca de 1,5 hora nessa trilha, e ela é bem fácil. Zmutt é uma vilinha preservada com as antigas casas de madeira da região (há casas de até 500 anos), que é bem fofa.

Esta é Zmutt

Zmutt tem casas históricas de 500 anos

Além da Glacier Paradise e do Gornergrat, há ainda mais 2 montanhas para subir com cable car em Zermat, Rothorn e Sunnegga, que não tive tempo de ir.

Certamente voltarei a Zermatt me programando para fazer tooodas aquelas trilhas mostradas no link. A bela cidade suíça agrada a todos, desde os menos até os mais aventureiros, e é um dos locais mais encantadores que já visitei!

Acho que não tem como se perder rs