Pense em muitas, muitas cachoeiras! Localizada no sul de Minas Gerais, divisa com a cidade paulista de Socorro, Bueno Brandão é uma daquelas joias que mistura tranquilidade e beleza. Próxima do circuito das águas, a cerca de 166 km de São Paulo, a cidade tem 33 cachoeiras, muitas bem fáceis de chegar. É um roteiro ótimo para um fim de semana.

O ideal é ir de carro, já que as cachoeiras não ficam tão próximas umas das outras. O acesso à cidade está pavimentado, mas o caminho para a maioria das cachoeiras é por estradas de terra. Há aqueles também que aderem ao ciclismo para chegar às cachoeiras, pois a maior parte das estradas é bem batida. Dica prática: sempre pedir informação sobre como chegar nas cachoeiras aos moradores, que são muito simpáticos, pois salvo algumas placas, nem sempre os caminhos estão indicados.

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Cachoeira do Félix

As principais cachoeiras são: Félix, Machado I e II, dos Luís e Santa Rita (vale dos Avestruzes), dentre outras. A maioria tem trilhas bem curtas, estaciona-se muito próximo da queda e tem infraestrutura mínima. Para isso é cobrado entre 5 e 10 reais para entrar em cada uma. A cachoeira do Félix tem um bom volume para banho, cerca de 40 m e fica a 7 km de Bueno Brandão. Ela é rasa e forma uma pequena praia. Já Machado I tem uma queda bem forte, por isso o melhor banho dela está na parte de cima: saindo da cachoeira, sobe-se uma pequena trilha na lateral esquerda dela, e na parte de cima há um poço excelente para banho, além de um lindo visual da serra. Dica: peça o geladinho, fabricado pela dona do local.

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Cachoeira Machado I

Do outro lado da cidade encontra-se a cachoeira dos Luís. O caminho é bem sinalizado, e é uma das que tem melhor infraestrutura, contando até com restaurante e hospedagem no local. Ela é impressionante pelo volume d’água, com sua bela queda dividida pela vegetação. Lá tem até uma tirolesa que passa por cima da cachoeira. O banho deve ser em pequenos poços na parte de baixo dela, já que o fluxo de água é realmente intenso. Fica a cerca de 15 km da cidade e tem aproximadamente 30 m.

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Cachoeira dos Luís

A cachoeira Santa Rita, também conhecida como Vale dos Avestruzes, fica próxima da cachoeira dos Luís. Conta com um poço raso e é bem fácil ir debaixo da queda.

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Cachoeira Santa Rita

Além das cachoeiras, em Bueno Brandão é possível ter aqueles pequenos prazeres de se estar em Minas Gerais, como apreciar a paisagem dos campos e comer pão de queijo e doce de leite tipicamente mineiros, tudo caseiro. Algumas sugestões são o restaurante Villa Bueno e o restaurante Zé Cumpadi, que ficam na praça central da cidade, em frente à imponente igreja.

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Igreja de Bueno Brandão

Uma grande surpresa da visita é a vinícola do Fidêncio (Uva e Vinho Fidêncio). Benedito Donizete Domingues faz vinhos, cachaças e licores artesanalmente e está sempre disposto a uma boa prosa. Há uma grande variedade de produtos, e um bônus do local é pedir a ele para visitar a plantação de uvas e principalmente a de amoras. A plantação de amoras realmente é inusitada, e degustar amoras, uvas e vinhos é um prazer inigualável.

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Plantação de amoras na Vinícola Uva e Vinho Fidêncio

Outra figura cheia de histórias para contar é a Dona Beth, da Pousada e Camping Pé na Trilha. No meio de seus chalés charmosos, Dona Beth oferece um ótimo café da manhã e oferece: “quer um zoiudo?” (um ovo frito), enquanto se prova seus pães de queijo quentinhos.

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Café da manhã na pousada Pé na Trilha

Por tudo isso Bueno Brandão é um pedacinho para chamar de seu, apreciar as belíssimas paisagens dos campos, degustar os sabores de minas e descobrir e nadar em cachoeiras exuberantes.

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Visto em Bueno Brandão

A Pedra do Baú fica em São Bento do Sapucaí, a 172 km de São Paulo. Ela faz parte de um complexo com três formações rochosas: Pedra do Baú, Bauzinho e Ana Chata. Para acessá-la existem duas entradas, uma delas pelo Restaurante Pedra do Baú e outra pelo Bauzinho. Para ascender a Pedra do Baú, há 2 escadarias de ferro na rocha, a da face norte e a da face sul (que, no momento, está interditada), que levam para cima dos 340 m de altura em cerca de 40 minutos. Por uma trilha bem marcada de 30 minutos acessa-se a escadaria para iniciar a subida.

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Chegada à Pedra do Baú

Caso o visitante não tenha cadeirinha e mosquetão próprios, aconselho contratar agência para essa subida, para garantir sua própria segurança. Por menos medo que se tenha, há alguns momentos que podem causar vertigem, e além disso temos sempre que contar com imprevistos, como, por exemplo, presença de insetos e baixa da pressão. Existem diversas agências que atuam na região, uma delas é a Baú Ecoturismo, que oferece também outros passeios além da Pedra do Baú. O passeio com guia e equipamentos custa R$ 70,00 por pessoa. Eles dividem os visitantes em grupos de três a quatro pessoas por guia, prendendo todos ao equipamento e às cordas. A subida é impressionante pela beleza da paisagem, e do alto do pico avistam-se as serras de Minas Gerais e de São Paulo, a chamada Serra do Paiol. É essencial ir com roupas apropriadas e levar água e lanche de trilha, é uma subida nível médio.

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Escadinhas: não olhe para baixo!

Se o visitante quiser passar mais de um dia no local, pode se hospedar em São Bento do Sapucaí, em Campos do Jordão, ou em Santo Antônio do Pinhal. Uma ótima opção e um passeio mais light é avistar a Pedra do Baú a partir da Pedra do Bauzinho. O estacionamento é pago e até o Bauzinho são cerca de 10 a 15 minutos de caminhada leve. Nessa formação há um lindo mirante da Pedra do Baú. Outra opção de passeio na região é a caminhada até a Ana Chata, onde é possível fazer rapel. A época ideal para visitar a Pedra do Baú, o Bauzinho e a Ana Chata é de maio a setembro, considerando que são os meses menos chuvosos. Isso porque ir à montanha com chuva é sempre um risco, por causa da possibilidade de escorregar.

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Lá em cima da Pedra do Baú, olhando para o Bauzinho

Voltando desse circuito ecoturístico, é agradável visitar também a cidade de Campos do Jordão, com inúmeras opções de compras e restaurantes. Campos do Jordão é super charmosa, principalmente no outono e no inverno, pois as casas típicas entre as árvores dão um visual diferente nessas estações. A cidade tem muitas opções de roupas para frio à venda, além dos famosos chocolates e do tradicional Festival de Inverno de Campos do Jordão.

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Vista do vale