Acho que o Instituto Inhotim é um daqueles lugares que só ouvimos falar bem, mas estamos sempre adiando a visita. Assim era comigo e com várias pessoas que conheço. Então resolvi o problema e fui descobrir o motivo de tanto encantamento por esse museu a céu aberto. Misto de museu, parque e jardim botânico, Inhotim agrada até a quem não é entendedor de arte contemporânea por sua beleza e incrível paisagismo.

 

Narcissus Garden, de Yayoi Kusama

Edgard de Souza

Em meados da década de 1980, o empresário mineiro Bernardo de Mello Paz idealizou o local, que era privado no início, e com o tempo foi se modificando e tornou-se aberto à visitação (em 2006). Com um dos acervos de arte contemporânea mais relevantes do mundo, bem como uma coleção botânica com espécies de todo o Brasil e de todos os continentes, o Instituto desenvolve também ações educativas e sociais.

Galeria Doug Aitken

Galeria Doug Aitken

Ele fica na cidade de Brumadinho (a cidade não se chama Inhotim), em MG, a cerca de 60 km de Belo Horizonte, mas o trecho final de serra fará a viagem durar mais ou menos 1,5h. Algumas pessoas combinam a visita com cidades históricas mineiras. Partindo de Belo Horizonte, você pode alugar um carro ou ir de ônibus. Pode ser um bate e volta, mas acho que a viagem fica mais tranquila se dormir em Brumadinho, sobretudo se for visitar Inhotim por 2 dias. Eu visitei em apenas 1 dia, mas preferi dormir em Brumadinho mesmo para aproveitar ao máximo esse dia, do horário de abertura até o fechamento. Afinal, pensa em um lugar com 140 hectares abertos à visitação e mais de 500 obras entre pinturas, instalações, vídeos, esculturas e outros, além de mais de 4000 espécies de plantas (reconhecido como RPPN em 2010)?

Galeria de Matthew Barney

Um dos bancos de Inhotim, feito por Hugo França

A visitação funciona de terça a sexta das 9h30 às 16h30, e sábados, domingos e feriados das 9h30 às 17h30. De terça e quinta o ingresso custa R$ 25,00, na quarta é gratuito e em sextas, sábados, domingos e feriados o valor é de R$ 40,00. Nas segundas-feiras ele fecha. Você pode comprar o ingresso pelo site ou pessoalmente. Para o almoço, há alguns restaurantes, como o Oiticica, que oferece comida por quilo. Como a área de visitação é muito grande, caso o visitante queira há um serviço de transporte interno com carrinhos elétricos, que custa R$ 25,00 para o dia todo. Eles funcionam com rotas pré-determinadas e pagando esse valor você pode pegar todos os trechos, baldeando de um para outro. Estude o mapa do parque e, principalmente se só tiver 1 dia para visitar, use-os para cruzar os trechos maiores. No começo fiquei em dúvida se valia a pena utilizar esse transporte, mas pessoalmente acho que compensou muito, pois perderia muito tempo de um ponto a outro, e assim pude conhecer o máximo possível com o tempo que tinha disponível.

Magic Square, de Hélio Oiticica

Outro lindo banco de Hugo França

Em um dia não dá para ver tudo, mas com o auxílio do carrinho elétrico achei que foi bem proveitoso, vi tudo o que desejava. Entenda melhor e planeje o que quer visitar com o mapa de Inhotim. Nesse mapa há todas as áreas de interesse, rotas dos carrinhos, obras de arte e destaques botânicos. Assim você pode escolher e selecionar suas prioridades de visita. Além das fotos do próprio site e do Facebook do Instituto você pode ver algumas fotos de obras aqui. Agora se realmente quiser ver tudo e com mais calma, é melhor visitar por 2 dias. Consulte o site e o Facebook do Instituto também para ver programações especiais, às vezes fazem até shows lá.

Mapa de Inhotim (clique para abrir maior)

Saindo da recepção, eu comecei pela área rosa, passando pelas obras de Yayoi Kusama (A17), Hélio Oiticica (A12) e pelas galerias atrás do lago. Depois peguei o trecho do amarelo que é caminho para a rota do carrinho 6, passando pelas obras no caminho (como o destaque de Edgard de Souza, A16) para as galerias Mata e True Rouge (G1 e G2, que são onde está o lago de cima). Essa visão das galerias espelhadas no lago é uma foto clássica de Inhotim, foto que abre este post. Aí o objetivo era ir para a galeria Doug Aitken (G10), lá em cima, a última do mapa. Essa instalação é muito interessante, pois dentro da construção há um buraco de 200 m de onde se ouve o “som da terra”. Próximo dessa galeria há a instalação de Matthew Barney (G12), uma crítica muito interessante.

Troca-troca, de Jarbas Lopes

Troca-troca, de Jarbas Lopes

Depois retornei à recepção e peguei um carrinho pela rota laranja, subindo pelo lado direito. Nesse trecho, passei pelos famosos fuscas coloridos que são um dos destaques de Inhotim (A6, Troca-troca, de Jarbas Lopes). Subi para a galeria Cosmococa (G15), depois peguei o carrinho subindo passando pela Elevazione (A21), que parece uma árvore real, mas na verdade é de concreto, sustentada por árvores de verdade, e desci na área da obra de Chris Burden (A14) e visitamos toda essa área (que tem até uma piscina disponível para uso, A15).

Elevazione, de Giuseppe Penone

Beam Drop Inhotim, de Chris Burden

Daí pegamos o carrinho descendo no mapa em direção ao galpão (G11) para ver o lindíssimo caleidoscópio, a Viewing Machine, de Olafur Eliasson (A13). Essa região também tem uma vegetação lindíssima e diferente. Descendo a pé você encontra os maravilhosos jardins temáticos (J1, J2 e J3), é bem curioso! Depois tomamos a rota de carrinho para a galeria psicoativa Tunga (G21). Ela fica num trecho de mata mais fechada, é incrível! Os monitores de todas as galerias explicam sobre a arte se você quiser, e o trabalho do Tunga é muito interessante. Aliás, isso é algo que gostei muito: todos os funcionários com quem conversei sabiam falar sobre as obras e dar suas interpretações pessoais sobre tudo. Eu não sei sobre a formação e treinamento deles, mas aparentou serem pessoas que gostam de trabalhar em Inhotim e parecem admirar o local e os artistas.

Curiosas plantas de Inhotim

 

Viewing Machine, de Olafur Eliasson

Viewing Machine

Viewing Machine

Viewing Machine

Depois pegamos o carrinho para o lago à direita, que tem uma linda paisagem, cruzamos a pé para as galerias perto do lago já na parte inferior amarela no mapa, com destaque para o trabalho de Cildo Meireles (G5), Adriana Varejão (G7), Lygia Pape (G20) e a Galeria Praça (G3), onde você pode ouvir um interessante coral de alto-falantes, e finalizamos a visita.

Galeria psicoativa Tunga

Os lagos de Inhotim

Galeria Adriana Varejão

Uma parte da Galeria Cildo Meireles

Uma atração à parte para mim foram os bancos, feitos pelo designer Hugo França. Cada banco é uma escultura, feitos de madeiras que não são aproveitadas pela movelaria tradicional.

Seja qual for seu artista preferido, é quase certeza que você vai adorar Inhotim e seus cenários!

Paisagens de Inhotim

Outro dos bancos de Inhotim

Galeria Praça, ótimo lugar para ouvir música

Uma ilha feliz: é assim que ela é chamada, talvez pelas incríveis águas azuis do Caribe. Com certeza Aruba terá algumas praias na lista das melhores que você já visitou. A ilha pode ser visitada o ano todo, pois está fora da rota dos furacões, e também porque sempre apresenta temperaturas agradáveis. Entre outubro e janeiro pode haver chuva, mas se isso acontecer são chuvas rápidas. Porém, em qualquer época do ano o visitante encontrará águas calmas e quentes.

Eagle Beach

Eagle Beach

Aruba foi uma colônia holandesa que tornou-se um país independente, mas ainda preserva um tanto da Holanda. Apesar de o idioma local ser o papiamento (que para mim mais parece o idioma inventado para o parque de diversões paulista Hopi Hari), o lugar parece até poliglota, pois eles conversam em muitas línguas com os turistas. Você poderá falar algumas vezes até em português, mas certamente em inglês, espanhol e holandês. Você precisará de passaporte, mas não de visto.

Eagle Beach

Eagle Beach

Há voos para Aruba com conexão em Bogotá, Panamá, ou ainda Estados Unidos. Existem também alguns cruzeiros que passam por lá. A ilha não é muito grande, e não são necessários muitos dias para conhecer o principal. Você pode levar dólares, que são bem aceitos, apesar de a moeda do país ser o florim arubano. A capital é Oranjestad, que é um centro histórico charmoso e você pode até passear de bondinho. Caso alugue um carro, nessa parte da ilha há estacionamentos em que é utilizado o sistema de parquímetro, onde você introduz moedas conforme o tempo que for ficar.

Árvore Divi-Divi na Eagle Beach

Entre a Palm Beach e a Malmok Beach

Existem várias formas de se deslocar. Os preços de táxi são meio tabelados. Há também um sistema de ônibus, mas não vi muitos circulando. Dizem que dá para você utilizar esse transporte, mas realmente terá que fazer algumas baldeações para chegar nos atrativos mais distantes da ilha e pode perder bastante tempo. Tem algumas agências que oferecem passeios específicos pela ilha. Eu achei os táxis caros e queria aproveitar bem o tempo, sem ser dentro de ônibus. Por isso, para mim, o melhor custo-benefício que encontrei para conhecer o máximo de Aruba gastando o mínimo possível foi alugando um carro e fazendo o que esse carro me permitiria de passeios (gastei cerca de 100 dólares para 3 dias de aluguel, e outra vantagem é que esse foi meu transporte para sair e chegar no aeroporto). Eu tinha pré-reservado um carro já daqui do Brasil. Porém, ao sair do aeroporto (as locadoras ficam de frente para ele, do lado de fora), encontrei locadoras locais bem mais baratas que essas de franquias grandes e famosas, e troquei meu aluguel na hora. Outra opção seria você fazer uma parte dos dias de ônibus, quando for para as regiões de Oranjestad até a parte norte, e alugar um carro só para os dias que for mais longe, como as praias do sul e parte leste da ilha. Talvez essa seja a opção mais barata.

Estradinha no norte da ilha

Há vários pelicanos por lá

Você pode se hospedar em Palm Beach, Oranjestad ou Eagle Beach. Em Palm Beach está a principal zona hoteleira, com muita influência dos EUA, com grandes hotéis, restaurantes, lojas e cassinos. É um bom lugar para passear de dia e de noite. Já em Eagle Beach há mais tranquilidade, tem hotéis e pousadas menores. Essas duas regiões estão próximas a ótimas praias. Em Oranjestad você não vai ter as melhores praias próximas, mas lá tem até um hotel com uma ilha particular, o Renaissance, que você pode pagar o day use para aproveitar o local e ver os flamingos. Na região há também a De Palm Island, onde você pode pagar o all inclusive (cerca de 120 dólares) e fazer as atividades de lá, como snorkel, banana boat, tobogãs, Sea Trek e outros. Também lá perto há outro passeio em que você sai de submarino para ver o fundo do mar. Eu não fiz esses passeios, achei um pouco caros e queria fazer só o que o carro alugado me permitisse. Tem um passeio também à fazenda das borboletas.

Farol California

Arashi Beach

Agora chega de enrolar e vamos às praias! As praias no geral têm a melhor luminosidade na parte da manhã. Então sugiro acordar cedo para ver os tons de azul mais claros do mar, e você pode pagar para ficar nas cadeiras de praia se quiser. Em meu primeiro dia, de manhã, visitei a Eagle Beach, cartão postal de Aruba, com as famosas árvores Divi-Divi. Ela é realmente incrível e já apareceu em muitas listas das praias mais lindas do mundo. Fora isso lá tem um belíssimo por do sol. Foi um local que visitei várias vezes durante minha permanência em Aruba.

Bondinho em Oranjestad

Anoitecendo em Eagle Beach

Depois, na parte da tarde eu segui para o norte da ilha. O ponto mais ao norte que visitei foi o Farol California, que não é muito impressionante, mas vale conhecer. Bem perto dele, depois desci para uma sequência de lindas praias: Arashi, Boca Catalina e Malmok. Elas ficam bem próximas uma da outra. Essa parte não tem muita estrutura, mas é tranquila e boa para snorkel. Sempre sugiro levar o próprio snorkel para evitar esse gasto, isso em qualquer parte do mundo que for. De carro essas praias ficam a uns 10 a 15 minutos de Palm Beach.

Estradinha chegando em Boca Grandi, a caminho de Baby Beach

À esquerda está Boca Grandi, à direita, caminho para Baby Beach

Mais longe, descendo em direção a Palm Beach (área dos hotéis) você vai encontrar praias bonitas também, de extensão maior, algumas, como a Fisherman’s Hut, até com prática de kite surf e wind surf. Nesse caminho e em Palm Beach mesmo você vai encontrar 2 dos letreiros Eu <3 Aruba (tem um em Oranjestad também). A Palm Beach, que já é mais badalada por conta dos hotéis, tem 2 km de extensão. De lá, se fosse a pé, daria cerca de 25 minutos até Eagle Beach. No fim da tarde passeei em Oranjestad para observar a arquitetura, ver o bondinho passar e visitar os shoppings. Esses caminhos todos eu consegui fazer com um mapa impresso que me deram ao alugar o carro, além de seguir as placas (o único lugar que foi difícil achar foi minha hospedagem quando cheguei, escondidinha em Eagle beach, mas resolvi perguntando para um taxista).

Boca Grandi

Estradinha para Baby Beach

No meu segundo dia segui em direção à famosa Baby Beach (21 km de Oranjestad), extremo sul da ilha. Este é um dia que alugar um carro poderá ser útil se você não tiver alugado para todo o período na ilha (porém, há passeios fechados para lá também). Se tiver tempo, abaixo do aeroporto tem uma praia que não visitei e que dizem também ser linda, a Mangel Halto. Indo pela estrada principal, já no extremo sul, passei pela Boca Grandi, uma praia com muito vento e que tinha muitas pessoas praticando kite surf. É um mar mais bravo. Você vai identificar a localização porque é um trecho com uma bifurcação, onde há uma grande âncora vermelha, e olhando para a esquerda já dá para ver a praia abaixo. O caminho para a Baby Beach continua para a direita. Você pode parar na parte de cima dela e caminhar, ou então pegar um pequeno trecho de estrada de terra (o resto dos caminhos até aqui foi todo asfaltado) e estacionar já na praia.

Baby Beach

Baby Beach

Baby Beach

De lá finalmente fui para a Baby Beach, uma das preferidas de muitos visitantes! Ela tem águas bem calmas, é uma das principais e mais belas de Aruba, e tem esse nome porque dizem que é boa para ir com crianças, pois tem muitos trechos rasos e tranquilos. É uma piscina! Lá tem alguns quiosques também. Ao lado da Baby Beach está a Rodger’s Beach. Ela também é bonita, mas você vê mais de perto a refinaria de petróleo ao fundo, então acho que por isso as pessoas preferem a praia vizinha, o que deixa esta mais vazia.

Baby Beach

Baby Beach – a refinaria ao fundo

No meu terceiro dia, depois de visitar as principais praias da ilha, parti para um roteiro mais alternativo, que nem todo mundo faz. Seria o dia de visitar a parte central e leste da ilha, onde fica o parque nacional Arikok. Foi até um pouco complicado conseguir informações sobre como chegar e se o carro alugado (peguei o mais barato) conseguiria ir em todos os lugares que planejei. Algumas pessoas fazem um passeio de jipe que leva ao parque Arikok (cerca de 100 dólares). Parece ser bem interessante, já que passa em vários locais que um carro de passeio não consegue ir, como pontes e piscinas naturais (tem uma bem famosa, a Cura di Tortuga), cavernas e praias escondidas.

Hooiberg Mountain

Hooiberg Mountain

Primeiro eu visitei um ponto central na ilha, que é a parte mais alta e serve como mirante, a Hooiberg Mountain. Ela tem 165 m de altura e uma grande escadaria de concreto. No topo há algumas antenas. Lá de cima observei um cenário bem árido e consegui ver uma parte mais residencial da ilha, não tão turística. Depois eu segui para o Arikok, peguei um caminho para a Natural Bridge. A região do parque é bem árida, com muitos cactos e pedras e penhascos. Daqui para a frente foram só estradinhas de terra, mas estavam bem batidas e foi bem simples para o carro. Como já disse, nesse parque tem regiões que realmente só dá para fazer de veículo 4×4, mas os lugares que eu acessei foram tranquilos com um carro popular.

Natural Bridge

Natural Bridge

A ponte é uma atração curiosa, pois foi formada pelo desgaste nas pedras pelas ondas do mar. Na verdade a ponte original já ruiu, e agora só tem uma ponte menor, mas mesmo assim achei o lugar bem bonito e curioso. Lá há também um restaurante, que é muito bom como apoio. Deixando o carro estacionado (não quis arriscar passar em caminhos mais complicados com o carro) na Natural Bridge você consegue ir a pé para umas praias que se avista de lá. Elas têm o mar mais bravo, mas as paisagens são muito bonitas.

Praia perto da Natural Bridge

Mina de ouro de Bushiribana

Mina de ouro de Bushiribana

Depois saí novamente de carro e fui para as ruínas da mina de ouro de Bushiribana, explorada centenas de anos atrás. Elas estão bem preservadas e a vista de cima é bem bonita. Se você sair das ruínas e for um pouco para a direita, margeando o penhasco para o mar, vai chegar em um ponto que tem uma escada fixa. De longe não se vê. Mas chegando perto, desça pela escada, pois há uma pequena gruta, cujas pedras formam uma belíssima piscina natural. Daí você vê que essa região tem muitas praias, pontes, piscinas e cavernas escondidas.

Piscina natural perto da Mina de ouro de Bushiribana

Escada para a piscina natural perto da Mina de ouro de Bushiribana

Essa foi a minha experiência em Aruba, que não é uma ilha barata, mas eu tentei fazer a maior parte dos passeios por conta própria para gastar só com o aluguel do carro e assim consegui manter a viagem com um orçamento limitado. Então, seja qual for o seu estilo de viajante, com certeza Aruba encanta a todos!

Meus gastos de viagem (4 dias):

  • hospedagem (3 noites): 200 dólares
  • Aluguel de carro (3 diárias): 100 dólares
  • demais gastos (comida, água): 70 dólares
  • TOTAL: 370 dólares

Que tal conhecer uma ilha charmosa e ao mesmo tempo rústica? Esta é a Ilha do Mel, que não é famosa por ter águas claras, mas justamente pelos encantos das vilas Nova Brasília e Encantadas, do Farol das Conchas, da Gruta das Encantadas e do Forte Nossa Senhora dos Prazeres, o que torna o local não somente um patrimônio natural, mas também histórico (tombada em 1975).

Por do sol no trapiche

Por do sol no trapiche

Por do sol no barco entre as vilas

Algumas pessoas incluem a visita à ilha quando vão a Curitiba, outras ao fazer o passeio de trem a Morretes e Paranaguá e outras vão especialmente para este famoso atrativo. Seja como for, os barcos para a ilha saem de duas localidades: Paranaguá e Pontal do Sul. Há ônibus de São Paulo para Paranaguá, apesar de ser longe. Uma ótima opção, para quem não é do Paraná, seria pegar um voo ou ônibus para Curitiba e, de lá, um ônibus para Pontal do Sul (cerca de 100 km). Algumas pessoas vão de carro para Paranaguá ou Pontal, e terão que deixá-lo num estacionamento, pois carros não circulam na ilha. Para evitar a degradação, são permitidas 5000 pessoas por dia na ilha.

Vista do Morro da Baleia: Forte Nossa Senhora dos Prazeres

Forte Nossa Senhora dos Prazeres

De Paranaguá os barcos saem com uma frequência menor e demoram mais para chegar (saem apenas em 3 horários por dia, 09h30, 13h e 16h30, o tempo de travessia é de 1h45 e o valor é de R$ 53,00 ida e volta). Já do Pontal a travessia é mais frequente e mais rápida (custa R$ 35,00 ida e volta, saindo a cada 30 minutos, e leva 30 minutos para chegar). Conforme sua hospedagem, fique atento se o destino do barco é Encantadas ou Nova Brasília. Consulte o site para confirmar horários e se programar.

Tudo sinalizadinho! 🙂

Com este mapa você pode entender melhor a geografia do lugar, que tem cerca de 27,5 km2 e 35 km de praias, ver onde ficam as vilas, as atrações e as trilhas.

http://www.paranagua.pr.gov.br/imgbank2/image/guia/mapa-ilha-do-mel.jpg

Está tudo aqui 🙂 http://www.paranagua.pr.gov.br/imgbank2/image/guia/mapa-ilha-do-mel.jpg

Você precisará escolher hospedagem em Encantadas ou em Nova Brasília. Em Encantadas, as pousadas, campings e restaurantes ficam praticamente de frente para o mar, e é o local do agito. Já em Nova Brasília você se hospeda com um pouco mais de sossego, e a estrutura fica mais no centro da ilha. De qualquer forma, lá não tem iluminação à noite, então não se esqueça de levar lanterna, e também repelente para insetos. Para fazer os passeios, além de caminhar, é possível pegar barco de uma vila para a outra (mais ou menos R$ 10,00), pois é fácil esquecer-se do horário quando se caminha por um lugar tão lindo! Informe-se sobre o último horário do barco para voltar.

A ordem dos passeios pode variar conforme onde estiver hospedado. Eu iniciei em Encantadas, e de lá tive um fácil acesso à Gruta das Encantadas. São cerca de 15 minutos (600 m) caminhando por um trapiche de madeira, e você pode acessá-la se a maré estiver baixa, geralmente de manhã, mas consulte lá o melhor horário. Ela tem pouco espaço dentro, mas sua grande abertura é bem imponente. É imperdível!

Gruta das Encantadas

Caminho para a Gruta das Encantadas

Aliás, todas as trilhas na Ilha do Mel são bem sinalizadas. Da Gruta das Encantadas eu fiz uma caminhada mais longa, porém tranquila (eu juro que fiz tudo de chinelo!), cerca de 2 a 3 horas (6,4 km), até o Farol das Conchas. Ele data de 1872 e vale muito a pena subir os 150 degraus, pois além do farol, lá de cima você terá uma vista incrível, que é a foto de abertura deste post! Consulte o mapa acima para visualizar o caminho. Portanto, se você sair de Nova Brasília, levará uns 20 a 30 minutos até o farol (1,6 km). Como eu estava hospedada em Encantadas, encerrei meu dia aí. Caso você esteja em Nova Brasília, pode alterar a ordem dos passeios.

Caminho entre a Gruta das Encantadas e o Farol

Caminho entre a Gruta das Encantadas e o Farol

Chegando no Farol

Farol das Conchas e a escada de acesso

Saindo de Nova Brasília outro belo passeio é o Forte Nossa Senhora dos Prazeres. Ele está a cerca de 4 km de Nova Brasília, a pé você vai gastar 1 hora, pouco mais ou menos dependendo do seu ritmo de apreciação, ou então pode alugar uma bicicleta. Se você fosse a pé de Encantadas, seriam 8,8 km, umas 3h30. Essa construção data do século XVIII. Quando fui dei a sorte de pegar a maré baixa, mas parece que há uma trilha paralela caso não vá nesse horário (acho que de manhã), ou então um barco, se informe pessoalmente. Na parte de cima do forte há o Morro da Baleia, um belo mirante onde estão os canhões. Tudo é bem sinalizado.

Pela praia da Fortaleza

Pela praia da Fortaleza

Além desses passeios, você curte o tempo que quiser nas belas praias de Encantadas, do Limoeiro, da Fortaleza, do Farol, Grande, de Fora e do Miguel. Um passeio que não fiz é o passeio de barco pela baía dos golfinhos, você pode contratar o tour nas agências da ilha. A Ilha do Mel certamente vai te conquistar com sua simplicidade e charme!

Forte Nossa Senhora dos Prazeres

Forte Nossa Senhora dos Prazeres

Forte Nossa Senhora dos Prazeres

Vista do Morro da Baleia, acima do Forte Nossa Senhora dos Prazeres

Este lugar vai te surpreender! Talvez poucos tenham ouvido falar dessa cidadezinha no norte de Santa Catarina, a 19 km de Jaraguá do Sul, 150 km de Curitiba e 85 km de Blumenau. Se você vem de longe, como eu, a visita pode ser combinada com outras cidades na região (cidadezinhas de Santa Catarina são muito charmosas e há diversas opções de locais próximos). Eu optei por alugar um carro em Curitiba e combinei minha visita com Blumenau e Pomerode. Já conheci pessoas que foram de ônibus para a cidade e seguiram para a reserva de táxi.

Cachoeira do Suspiro, a primeira

A trilha

 

Chegando pela estrada na cidade de Corupá é só seguir as placas por 14 km de estrada de cascalho em boas condições para a Rota das Cachoeiras de Corupá, na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Emílio Fiorentino Battistella. Por que é tão legal visitar? Porque são 14 belíssimas cachoeiras, formadas pelo Rio Novo, ao longo de uma trilha de 2900 metros. Com certeza digo que cada metro é uma surpresa, pois, apesar da mais esperada queda d’água ser a última, com 125 m de altura, todas as outras pelo caminho também são exuberantes.

Banheira

Olha a subida

Sugiro telefonar antes de ir (47-3375 2232), pois da primeira vez que tentei fazer a visita o local estava fechado por conta de as chuvas de verão terem derrubado a ponte de acesso. Para conhecer a Reserva é preciso comprar um ingresso no valor de R$ 10,00 que NÃO é vendido no local. Você pode adquirir o ingresso a 10 km da entrada no Mercado Fossili, ou então a 700 m antes dela no antigo Camping Conrad (Camping e Restaurante Rio Novo). Não se esqueça!

Três Patamares

Cachoeira Pousada do Café

Cachoeira Pousada do Café

A RPPN é muito organizada e tem boa infraestrutura, o centro de visitantes do local orienta sua visita. Para acessar as cachoeiras há duas trilhas: a Passa-Águas e a do Araçá. Não é necessário guia, pois elas são bem sinalizadas, algumas partes até com corrimão e pontes, além de lixeiras. Pela trilha Passa-Águas, com 2.900 m de extensão e 600 m de desnível, você percorre o caminho passando por todas as 14 cachoeiras (a 13ª está interditada). Já pela trilha do Araçá você vai da primeira até a última, sem passar pelas outras.

Olha a subida!

Confluência

A trilha no geral é fácil, mas é bem íngreme. Acredito que a maioria dos visitantes consiga percorrer ela toda, parando para descansar conforme a subida exige, principalmente no trecho final, o mais íngreme. Não é uma trilha difícil, mas é importante ir de tênis. O tempo médio dela é de 3,5 horas para ir e voltar, dependendo do quanto parar em cada cachoeira.

Palmito

Surpresa (é o nome da cachoeira rs)

A primeira cachoeira fica já a 100 m da entrada, a cachoeira do Suspiro. Na foto a seguir visualiza-se o nome de todas as cachoeiras, assim como as distâncias entre cada uma. Ressalto que todas elas têm um ótimo volume d’água e são todas lindas, nenhuma decepciona. As fotos não fazem jus à beleza do local! Porém, a mais esperada e incrível realmente é a última, o Salto Grande (literalmente! rs). Essa 14ª cachoeira do passeio é daquelas que merece estar nas listas de cachoeiras mais bonitas que você já viu!

Todas as cachoeiras da rota com as respectivas distâncias entre elas

Tá chegando!

Aproveite seu tempo, faça a trilha sem pressa, pois o local é muito bonito e dessa forma você pode caminhar com segurança. Não se esqueça de levar água e um lanchinho.

A Reserva funciona das 7h30 às 17h30, mas o horário limite para subir a trilha é às 15h de novembro a fevereiro e às 14h de março a outubro.

Olha a subiiiiiida rs Essa é a final!

A lindíssima, a exuberante, a maravilhosa!!! Salto Grande!

Quero aproveitar este post para divulgar outro local em Corupá que fica ofuscado pela beleza da Rota das Cachoeiras. Lembra que tentei visitar as cachoeiras e a Reserva estava fechada? Pois bem! Nesse dia descobri o Parque Natural do Braço Esquerdo – Evaldo Paust. A estradinha de acesso é um pouco pior que a da Rota das Cachoeiras, mas siga com o carro até onde der, pois daí já está bem perto do local.

Cachoeira do Braço Esquerdo

Cachoeira do Braço Esquerdo

Lá também é um conhecido ponto de escalada na região, com ótimas vias e até uma gruta. A trilha para a cachoeira do Braço Esquerdo tem só 100 m de extensão e ela é muito bonita, tem 90 m. No site você consegue mais informações. A entrada custa R$ 15,00 e o local tem camping.

Com este post mostro uma dentre as joias de Santa Catarina, estado de tantas belezas!