Muitas pessoas me pedem roteiros em Santiago e no Chile em geral, por isso finalmente resolvi escrever este relato com dicas dessa bela capital e seus arredores.

O Chile é um dos países mais diversos para o turismo, pois apresenta história e arquitetura, neve e possibilidade de esquiar, vulcões para todos os gostos, lagos incríveis, desertos de sal, praias, vinícolas de dar água na boca, trilhas com paisagens fascinantes, águas termais para se banhar, ilhas misteriosas… nossa, há tantas possibilidades nesse país que não dá nem para listar!

Eu já fui umas 5 vezes para o Chile e ainda quero voltar muito mais vezes para conhecer tantas coisas que faltaram!

Sobrevoando a cordilheira no verão (a foto que abre o post é no inverno)

E quando eu vou, Sabrina? Depende…

– Para Santiago: qualquer época é boa.

– Para ver neve e/ou esquiar (montanhas dos arredores de Santiago, Chillán etc.): a melhor época é de meados de junho a setembro mais ou menos. Cada ano é diferente, mas julho/agosto é mais garantido.

– Para Torres del Paine, Pucón e outros destinos de trilha, e também para praias, ilhas (como a Ilha de Páscoa) e região do Atacama, prefira o verão. O Atacama também pode ser visitado no inverno, mas saiba que pode pegar até mesmo temperaturas negativas.

Centro de Santiago

Santiago, caminhando pela avenida principal

Porém, independente do roteiro que for fazer, é provável que passe por Santiago, mesmo que para um stopover (quando você fica um ou mais dias no local de sua conexão de voo, o que você pode programar ao comprar a passagem, usando a opção multidestinos). Aliás, falando em voo, fique atento às janelas do avião quando o piloto anunciar que passarão por cima da cordilheira, é um UAU atrás do outro!

Parque Metropolitano

Parque Metropolitano

Ao desembarcar no aeroporto, você terá algumas opções para seguir até a cidade. A mais econômica é pegar um ônibus. A Turbus faz o trajeto para alguns terminais de Santiago a cada 10 minutos das 05h00 às 00h00 e a cada 30 minutos das 00h30 às 04h30. Veja no site os preços e as paradas. Já a Centropuerto opera das 06h00 às 23h30, também com saídas a cada 10 minutos. Você pode casar, por exemplo, algum desses ônibus com um metrô da cidade (veja aqui o horário de funcionamento das linhas de metrô e um mapa da rede).

Cerro San Cristóbal

Cerro San Cristóbal

Porém, caso chegue muito tarde talvez prefira pegar um transfer, que te deixará direto na sua hospedagem. Assim que desembarcar, verá os guichês das empresas de transfer, como a TransVip, a Delfos, a Transfer Santiago e outras, custando uma média de 50 a 60 reais.

Além dessas opções, há táxi e uber.

Vista do Cerro San Cristóbal

Cerro Santa Lucía

Passeios na cidade

Estando em Santiago, muitas pessoas primeiro visitam a parte histórica. Um dos atrativos é o Palácio de la Moneda e seu centro cultural. Você pode fazer uma visita guiada gratuita agendando pelo site (ou pelo e-mail [email protected]). A cada dois dias você pode assistir a cerimônia de troca de guarda às 10h (dias ímpares no inverno e pares no verão). Outro local popular é a Plaza das Armas e sua famosa Catedral Metropolitana de Santiago, bem como o Museu Histórico Nacional, o Museu de Arte Precolombino e o Edifício dos Correios. Veja nos sites dos museus os dias de abertura, pois alguns fecham às segundas ou domingos.

Cerro Santa Lucía

Cerro Santa Lucía

Muitas pessoas aproveitam que estão no centro e já trocam dinheiro nas casas de câmbio que são ditas ter a melhor cotação, na Rua Agustinas.

Outro local comum de visitação é o Mercado Central, embora eu particularmente ache turístico demais.

Informe-se em sua hospedagem, mas há alguns tours guiados gratuitos pelo centro de Santiago, como o Free Tour Santiago e o Spicy Tour.

Cerro Santa Lucía

O meu passeio preferido em Santiago é o Cerro Santa Lucía. Ele é um tipo de parque vertical, parecido com um castelo, onde você vai subindo pelas escadarias e, de lá de cima, há uma linda vista da cidade. Além disso, em dias limpos, avista-se a cordilheira. O Cerro Santa Lucía fica na estação Santa Lucía de metrô. Aliás, a maioria dos pontos turísticos da cidade é acessível pelo metrô (portanto, seria interessante se hospedar perto de alguma estação também).

Cerro Santa Lucía

Outro lugar interessante para se ver a vista de um ponto mais alto é o Cerro San Cristóbal (metrô Baquedano), no Parque Metropolitano de Santiago. No topo há o Santuário Imaculada da Conceição. A subida é feita de trem funicular, o que pode ser divertido. Veja no site do parque os preços e horários do funicular, e também de um teleférico nesse mesmo parque. Se você não quiser gastar com o funicular, é possível subir de graça a pé.

Nessa região do Cerro San Cristóbal está uma das casas-museu do poeta Pablo Neruda, a La Chascona. Aqui estão as informações para visitar. As outras casas são a La Sebastiana, em Valparaíso, e Isla Negra, em El Quisco. Veja preços e horários das 3 casas aqui.

Ainda falando em mirantes, um dos construídos mais recentemente é o Sky Costanera. Ele é o mirante mais alto da América Latina, com 300 metros de altura! Veja no site os valores e horários de visitação.

Cerro Santa Lucía

Além disso tudo, Santiago tem muitos parques, feiras de artesanato e bairros agradáveis para se caminhar, como Lastarria, Providencia e Las Condes, por exemplo. O Parque Bicentenário e o Parque de Las Esculturas são alguns dos locais mais agradáveis para passear. Além disso, há outros museus, como o Museu Nacional de Bellas Artes e o Museu da Memória e dos Direitos Humanos. Quem gosta de compras pode aproveitar e conhecer o shopping Parque Arauco, com ótimas lojas de departamento e com a excelente Doite para equipamentos de trilha e camping.

Para esse roteiro todo até aqui, você precisa de 2 dias, mas se quiser, pode selecionar o que visitará e fazer em 1 dia.

Vista do Cerro Santa Lucía

E as vinícolas?

Outra coisa bem interessante de se fazer para aproveitar Santiago é visitar as vinícolas próximas. Sou suspeita para falar, aaaamo os vinhos chilenos! Além disso, as paisagens de vinícolas sempre são muito bonitas.

A vinícola mais famosa é a Concha y Toro. Para conhecer, você precisa agendar sua visita pelo site (só será cobrado no local). No site também há indicações de como chegar de metrô até a vinícola. Programe-se para chegar a tempo, saia com 1,5 h de antecedência. Separe meio período do dia para essa visita. Apesar de bem turística, gostei muito do tour, com direito a efeitos especiais sobre o Casillero del Diablo.

Vinícola Concha y Toro

Vinícola Concha y Toro

Essa região é conhecida como Vale del Maipo, e você pode visitar também a vinícola Cousiño Macul. Se quiser visitar essas duas vinícolas, separe um dia todo, reservando uma para a parte da manhã e outra para depois do almoço.

Há outras vinícolas nessa região, porém de mais difícil acesso, como a Undurraga, a Santa Carolina, a Santa Rita, a Aquitania, e outras.

Vinícola Concha y Toro

Vinícola Concha y Toro

Outra região de vinícolas é o Vale de Casablanca, a 80 km de Santiago. Há várias outras vinícolas, como a Casas del Bosque, a Emiliana a Matetic e a Viña Indómita. Se estiver de transporte público, é possível pegar um ônibus para Casablanca, e de lá pegar táxi para as vinícolas que escolher.

Vinícola Concha y Toro

Vinícola Concha y Toro

Vinícola Concha y Toro: hora da degustação!

Se você for hiper fã mesmo de vinhos pode, ainda, conhecer a região do Vale de Colchagua, em Santa Cruz, a 200 km de Santiago. Há várias outras vinícolas lá, como a Casa Silva, a Viu Manent, a Montgras, a Organica François Lurton, e outras.

Para qualquer vinícola que escolha, sempre entre no site para verificar horários, dias de funcionamento e se é necessário agendamento.

Vinícola Concha y Toro: degustando

Vinícola Concha y Toro: o Casillero del Diablo

Vinícola Concha y Toro: mais degustação

As praias

Muitas pessoas que visitam Santiago aproveitam para fazer um bate-volta para Valparaíso e Viña del Mar (divididas por apenas 10 km). Essas cidades ficam a 140 km de Santiago, e há muitas empresas de ônibus que fazem o trecho (como a Turbus, por exemplo), porém, você pode comprar a passagem assim que chegar em Santiago. Algumas pessoas fazem esse passeio com agência, mas eu particularmente acho que por conta é sempre melhor, para ter liberdade de escolher onde ir e quanto tempo ficar. Entre as duas cidades existe o Merval, um metrô de superfície.

Viña del Mar: castelo Wulff

Em Valparaíso você pode visitar a casa de Pablo Neruda La Sebastiana, como mencionei anteriormente. Outro ponto interessante é o Cerro Alegre, que possui casas tombadas pela Unesco, e é possível chegar de funicular. Em Viña del Mar, há o famoso relógio de flores. Você pode caminhar pela orla, o que é bem agradável, e visitar o Cassino, o Castelo Wulff e o museu Fonck. Se você for visitar as duas cidades, pode comprar a passagem de ônibus por uma e a volta pela outra.

Viña del Mar

Viña del Mar

Viña del Mar

Algumas pessoas dormem nessas cidades e aproveitam para conhecer Isla Negra, onde está a terceira casa de Pablo Neruda. Há ônibus tanto de Valparaíso (83 km) quanto de Santiago (110 km).

Viña del Mar

Valparaíso: La Sebastiana

Valparaíso

Mas e a neve?

Se você está em Santiago no inverno certamente quer ver neve! As montanhas nevadas ao redor de Santiago são incríveis! As estações de esqui (Valle Nevado, Farellones, El Colorado e La Parva) ficam a cerca de 90 minutos da cidade. Verifique nos sites os horários, valores e atrações que estão funcionando devido à quantidade de neve do dia. Como eu queria explorar bem esse tipo de passeio deixei 2 dias para isso.

Não recomendo que vá de carro alugado, pois é necessário ter experiência com correntes de gelo nos pneus, e a serra parece ser perigosa. A melhor opção é contratar uma agência para te levar. Uma das melhores é a Ski Total. Além disso, há também a TurisTour, a Snowtours e a Turistik. As agências também costumam incluir o valor de entrada nas estações de esqui. Todas as agências passam em locais que alugam roupa impermeável e quente o suficiente para neve. Se você contratar uma aula de esqui ou snowboard, precisará alugar essas roupas. Caso você vá só fazer tubbing e brincar na neve, é possível se virar com roupas de frio em camadas, gorros, luvas e cachecóis.

No caminho para o Valle Nevado

Valle Nevado: meu primeiro contato com neve

No hotel do Valle Nevado

Eu fiz um dia de passeio pelo Valle Nevado e La Parva (incluindo parada para tubing) e um dia de passeio em Farellones e aula de esqui em El Colorado. Também dá para fazer aula de snowboard. Há muitas atividades nesses centros de esqui, como teleféricos e gôndolas, e várias maneiras de escorregar na neve, é tudo muito divertido! Veja nos sites do Valle Nevado e Farellones quais atividades estarão funcionando e os valores.

Valle Nevado: encantada com neve pela primeira vez!

Valle Nevado

Nas estações de esqui

Algumas pessoas pegam um tour para a estação de esqui Portillo, mas fica a 3h de Santiago.

Esse é divertidíssimo!

Farellones

El Colorado: pista de esqui dos iniciantes

Um bate-volta alternativo

Um bate-volta que tem se tornado bem popular ultimamente é passar um dia na região de Cajón del Maipo, a 1h30 de Santiago. Lá tem muita coisa para se fazer e, para ser sincera, se você só tem 1 dia mesmo vale a pena o bate-volta. Mas depois que conheci, morro de vontade de ir e ficar mais dias. No caminho, a principal cidade é San José del Maipo. Próximo a essa cidade há um outro centro de esqui, o Lagunillas.

El Colorado: na pista de esqui fazendo aulinha

El Colorado: teleférico

El Colorado: pessoal expert esquiando

A maior atração é a represa Embalse el Yeso, responsável por grande parte do abastecimento de água de Santiago (visite mais ou menos de outubro a abril, no inverno as estradas ficam fechadas). Ao se aproximar do local, primeiro você passará pelas Las Cascaras, uma espécie de casa onde os construtores da represa moraram no período da construção, que durou 10 anos.

El Colorado: eles são fera!

El Colorado: UAU!

El Colorado: cada um vai como pode rs

Chegando em Embalse el Yeso, você verá lindas montanhas, geralmente com neve no topo, dependendo da época que for, e uma azulzíssima (e geladíssima) represa. Na verdade, misturam-se tons de azul e de verde. A paisagem muda muito dependendo da época. É possível caminhar em volta da represa, indo até uma espécie de praia. Muitas pessoas que vivem em Santiago frequentam o local para acampar e fazer piqueniques, pescar e admirar a bela paisagem. Lá não tem estrutura nenhuma, então leve água e lanchinho.

Caminho para Embalse el Yeso

Caminho para Embalse el Yeso

No auge do verão poderia até ser possível ir de carro alugado, mas a estrada é um tanto difícil, cheia de pedregulhos, curvas perigosas e sem placas, então não recomendo. Por isso, a maioria das pessoas contrata agência para levar. Eu fui com a Viagem Certa (Facebook e site) e recomendo! Os valores são para dividir pelo grupo, mas a agência pode encaixar quem está sozinho ou em pouca gente com outras pessoas se quiser. Outra agência bem recomendada é a Indo pro Chile.

De lá, é possível visitar as Termas del Plomo, a 40 minutos de distância de Embalse. As águas termais das Termas del Plomo são provenientes do vulcão San José.

Caminho para Embalse el Yeso: Las Cascaras, as casas onde os construtores da represa moraram

Caminho para Embalse el Yeso: Las Cascaras, as casas onde os construtores da represa moraram

Outros locais de águas termais famosos na região são o Baños Morales e o Baños Colinas. Em Baños Morales é possível ir de ônibus. Já o Monumento Natural El Morado é um local ótimo para quem gosta de trilhas. No verão, é possível fazer rafting com agências de San José del Maipo.

Finalmente Embalse el Yeso

Embalse el Yeso: água gelaaaada

Embalse el Yeso: praia ao fundo

Em 1 dia você consegue, saindo bem cedo de Santiago e voltando no início da noite, visitar Embalse el Yeso + algum local de termas.

Então, vendo tudo isso, apesar de eu ter feito um bate-volta só para Embalse el Yeso, quero muito voltar para a região e, talvez, dormir em San José del Maipo, para ir nas termas, fazer trilhas nas montanhas e ver, por que não, Embalse com neve.

Embalse el Yeso: reflexos perfeitos

Embalse el Yeso: praia lá no fundo

Embalse el Yeso: cavalos selvagens

Resumão do básico (a seu gosto)

– 1 dia na cidade de Santiago (se quiser fazer mais coisas, 2 dias)

– ½ ou 1 dia nas vinícolas (se for visitar mais vinícolas ou as que estão mais distantes de Santiago, mais dias)

– 1 dia em Valparaíso e Viña del Mar (se for para Isla Negra, mais 1 dia)

– 1 dia em Cajón del Maipo (se não for inverno) (se quiser explorar mais a região, 2 dias)

– 1 dia para ver neve nas estações de esqui (se for inverno) (ou 2 se você quer visitar mais de uma estação de esqui e brincar mais na neve)

Embalse el Yeso: to admirada com o lugar!

Embalse el Yeso: no inverno as montanhas ficam branquinhas, a paisagem muda totalmente!

Embalse el Yeso: sol a pino

Este é um relato básico do que há mais perto da capital Santiago, e você pode encaixar várias visitas a cidade de passagem para outros destinos no Chile, país tão apaixonante e tão diverso!

O Parque Estadual dos Três Picos é um prato cheio para quem gosta de trilhas, além de ser um paraíso para escaladores. As mais conhecidas dentre as espetaculares montanhas do parque são os Três Picos, Capacete, Morro dos Cabritos e Pedra D’Anta, bem como as peculiares formações Dois Bicos e Caixa de Fósforos.

Entrando no Parque Estadual dos Três Picos

Estradinha para ir a pé até o camping dentro do parque

Criado em 2002, o Parque Estadual dos Três Picos é o maior do Rio do Janeiro, com 65 mil hectares, abrangendo os municípios de Teresópolis, Nova Friburgo, Cachoeiras de Macacu, Guapimirim e Silva Jardim. Ele forma um contínuo com o Parque Nacional da Serra dos Órgãos e é importantíssimo para a rica fauna e flora da região.

Estradinha para ir a pé até o camping dentro do parque

Camping Vale dos Deuses

Neste relato vou falar sobre um roteiro de 2 dias que fiz no núcleo Salinas, que é o que abriga os famosos Três Picos: Pico Maior, Pico Médio e Pico Menor. O Pico Maior é o ponto culminante da Serra do Mar, com 2.316 metros de altitude (com acesso somente por escalada). Para algumas trilhas da região, é melhor contratar um guia, como os Picos Médio e Menor, considerados de nível pesado (e para ir de um ao outro, é necessário corda). Porém, as trilhas que fiz são autoguiadas, havia placas nas bifurcações e quem tem um mínimo de experiência com trilhas pode seguir as indicações.

O parque está situado a cerca de 60 km de Teresópolis e a 150 km do Rio de Janeiro.

Camping Vale dos Deuses

Camping Vale dos Deuses: o visual de lá já é lindo!

Se você for de carro: Seguindo pela RJ-130 (Terê-Fri), passe por Bonsucesso e Vieira. Próximo ao km 46 (Posto de Gasolina Novo Tempo), antes do Mercado do Produtor Rural, vire à direita e siga placas para Salinas, São Lourenço e Barracão dos Mendes, e depois para Pesagro Rio e Ibelga. Após o Posto dos Amigos vire à esquerda, e depois de 4,3 km de estrada de terra chegará ao povoado mais próximo dos Três Picos. A estrada vai piorando, mas os principais abrigos de montanha estão nessa região, e caso você vá acampar no parque, pode deixar o carro num deles, próximo à entrada do parque já, e seguir a pé.

Camping Vale dos Deuses

Trilha para Cabeça do Dragão

Se você for de ônibus: a Viação Útil leva até Petrópolis. Depois, pegue ônibus com a Viação Teresópolis até Teresópolis e Nova Friburgo. No Mercado do Produtor Rural, na Rodovia RJ-130 (ou no terminal de integração de Nova Friburgo) você deve pegar a Linha Circular Urbana 505 (São Lourenço) até o bairro rural de Santa Cruz. Desse ponto precisará caminhar 4 km.

Trilha para Cabeça do Dragão

Trilha para Cabeça do Dragão: visual incrível!

A melhor época para se visitar é de maio a setembro, quando tecnicamente não chove. Isso porque nenhuma trilha em montanha é segura caso chova, as pedras ficam escorregadias e é bem perigoso. Portanto, sempre cheque a previsão do tempo antes de ir.

Eu visitei o Parque Estadual dos Três Picos com uma agência de ecoturismo do Rio de Janeiro, a Adrenalina. Já os conhecia e, como sempre, fui muito bem atendida, eles são excelentes!

Cabeça do Dragão: rende fotos espetaculares

Trilha para a Cabeça do Dragão: subida final

Acampei dentro do parque, no Camping Vale dos Deuses. Esse camping é gratuito, assim como a entrada no parque. A vantagem de ficar nesse camping é que já está ao lado de onde se iniciam as trilhas. Chegamos ao local de estacionamento do veículo mais de 23h, e a caminhada até o camping durou 1,5 hora de subida não muito íngreme em estrada de terra. O Camping Vale dos Deuses tem uma simples e boa estrutura: conta com uma espécie de cozinha (estilo fogão a lenha, você precisa recolher galhos secos no mato para utilizar), com pia e torneira, chuveiros frios e sanitário.

Cabeça do Dragão: tô no topo

Cabeça do Dragão: tô no topo

Se você não quiser acampar, há vários refúgios de montanha próximos (apesar de você precisar caminhar até o camping para iniciar as trilhas), como, por exemplo:

– Abrigo República Três Picos ([email protected]).

Refúgio Três Picos.

Refúgio das Águas (22) 2543-3504.

– Refúgio Pico Maior ((22) 2543-3512).

Refúgio Canto da Pedra.

Pousada dos Paula.

Recanto dos Ventos.

Refúgio Kinderdorf.

Cabeça do Dragão: admirando a vista lá de cima

Trilha para a Cabeça do Dragão: descendo

Lá no camping muitas vezes pode ser bem frio, então prepare-se com um bom saco de dormir e, se preciso, uma boa segunda pele, fleece e corta-vento. E não se esqueça de sua lanterna!

No primeiro dia acordamos, recolhemos galhos secos para acender o fogão e fizemos um bom café no melhor estilo camping. Lá do camping já é possível ver algumas das belas montanhas do parque.

Curtindo a noite no camping

Trilha para a Caixa de Fósforo

Saímos para a trilha do dia, o pico Cabeça de Dragão, com 2082 metros de altitude. Saindo do camping Vale dos Deuses, a entrada da trilha fica à direita e é sinalizada com uma placa. Ela tem 4,17 km de ida e seria de nível fácil para médio. No trecho inicial, mais arborizado, há algumas subidas, mas nada íngreme demais. Depois a vegetação se abre, já na parte alta, mostrando o incrível visual das montanhas da região. Prepare a câmera, que o meio para o final já rende excelentes fotos! O finalzinho é um tanto mais íngreme, mas nada tão intenso, é um pequeno trecho. Chegando lá em cima você verá que o esforço valeu a pena, que vista incrível!

Trilha para a Caixa de Fósforo: início

Trilha para a Caixa de Fósforo: tem placa na bifurcação

Depois voltamos para o camping para preparar nosso almojanta. Para essa trilha não é necessário madrugar, em meio período do dia dá para fazê-la tranquilamente. O pessoal acendeu uma fogueira que pode ser feita numa área delimitada para isso, descansamos e curtimos esse clima de montanha e camping!

Trilha para a Caixa de Fósforo: corrente para o trecho final

Trilha para a Caixa de Fósforo: lindo visual dos 3 Picos e Capacete

No dia seguinte fizemos nossa segunda trilha do fim de semana: a Caixa de Fósforo, com 1803 metros de altitude. Essa trilha tem 5,4 km de ida e é considerada de nível leve para médio. Ela começa do lado esquerdo do camping Vale dos Deuses, também sinalizada com placa. A primeira parte é quase plana, depois há uma entrada à esquerda (com placa), onde inicia-se uma subida, inclusive com uma parte mais inclinada com uma corrente para auxiliar. Depois dessa parte já se chega em uma grande pedra com a vista dos belos Três Picos e a Pedra do Capacete.

Trilha para a Caixa de Fósforo: lindo visual dos 3 Picos e Capacete

Vista do lado da Caixa de Fósforo

Seguindo pela esquerda continua-se por um pequeno trecho até a Caixa de Fósforo em si, que é uma grande rocha equilibrada em uma rochinha menor, parecendo uma caixinha. Dá para ficar nesse ponto superior, ou descer até a base dela, onde há uma corrente para subir uns 3 metros. Só suba se estiver se sentindo seguro para isso, para que não aconteça nenhum acidente. Sempre que se fala em montanha, seja prudente. Essa trilha também durou aproximadamente meio período do dia.

Essa é a Caixa de Fósforo

Debaixo da Caixa de Fósforo

Esse roteiro que fiz cabe direitinho num final de semana, porém o parque oferece diversas outras trilhas. Uma delas é a famosa travessia Vale dos Deuses x Vale dos Frades, com 19 km, que passa pela cachoeira dos Frades e vai ficar para uma outra ida minha ao parque.

Trilha para a Caixa de Fósforo: vista dos 3 Picos e Capacete

Caixa de Fósforo se equilibrando numa pedrinha menor

Achei o Parque Estadual dos Três Picos muito organizado, os guarda-parques estavam presentes pouco antes do camping e às vezes passavam para verificar se estava tudo bem, e foram muito atenciosos. Se você ama trilhas e belas montanhas, certamente ficará admirado com o belo visual desse parque!

Ao lado da Caixa de Fósforo