Aqui está um lugar mais conhecido pelos curitibanos e moradores de outras cidades próximas e que, a meu ver, deve ser incluído em sua próxima ida a Curitiba. Aliás, geralmente quem visita Curitiba lembra somente do excelente passeio pelos pontos turísticos da cidade, do trem para Morretes e da linda Ilha do Mel. Porém, saindo da capital do Paraná, depois de 115 km está a cidade de Ponta Grossa, mas no caminho, a 28 km de Ponta Grossa há um diferente lugar que todos precisam conhecer: o Parque Estadual de Vila Velha. Além disso, a cidade conta com belíssimas cachoeiras.

Arenitos no Parque Estadual de Vila Velha

Arenitos no Parque Estadual de Vila Velha

Se você tiver somente um dia vá a Vila Velha. Se for ficar um segundo dia na região, visite também as cachoeiras. Muitas pessoas confundem o local com Vila Velha no Espírito Santo, mas este parque fica no Paraná. A melhor forma de chegar é de carro, porém, dá para pegar ônibus rodoviário de Curitiba a Ponta Grossa e descer no meio do caminho, em frente ao parque, e na volta anotar o horário que ele passa do outro lado da rodovia, voltando para Curitiba. Além disso, saindo de Ponta Grossa existem linhas de ônibus regulares que levam ao parque.

Parque Estadual de Vila Velha

Parque Estadual de Vila Velha

Agora para as cachoeiras, você vai precisar estar de carro (você pode alugar um em Curitiba caso não tenha), ou então contratar um guia com carro (o que só fica pagável se forem pelo menos duas pessoas). Para isso, você pode contatar o NGTURPG (Núcleo de Guias de Turismo de Ponta Grossa). Caso esteja de carro, não precisa de guia, é só anotar como chegar nas cachoeiras, as trilhas são autoguiadas e curtas (também dá para colocar no GPS que ele identifica os caminhos até as propriedades das cachoeiras).

Trilha no Parque Estadual de Vila Velha

Trilha no Parque Estadual de Vila Velha

O Parque Estadual de Vila Velha é o cartão postal de Ponta Grossa, são formações geológicas de 300 milhões de anos que mexem com nossa imaginação. Isso porque uma das atividades é visitar os arenitos e ver os formatos dessas rochas que brincam com nossa imaginação: tem as famosas Taça, Bota, Camelo, Garrafa, dentre outras. O parque é super organizado. Você chega no centro de visitantes e lá eles explicam a visita e falam sobre essa região dos Campos Gerais e como se deram suas formações.

Parque Estadual de Vila Velha

No Parque Estadual de Vila Velha

Você pode visitar somente os arenitos, ou então ir também para as Furnas, que são poços de desabamento que parecem crateras, e para a Lagoa Dourada, que já seria uma furna em estágio terminal. É interessantíssimo entender como tudo isso se formou há tanto tempo atrás!

Parque Estadual de Vila Velha

A Taça!

Para acessar as atividades no parque, há um ônibus que sai de 10 em 10 minutos. Os Arenitos ficam bem próximos do centro de visitantes, mas é uma maneira de o passeio ser acessível. Você sai com o guia local e ele te explicará, durante 2600 metros de “trilha” asfaltada, sobre as formações, de 20 a 30 metros de altura, e curiosidades do local. Se preferir, pode caminhar apenas 1100 metros e voltar, que já terá visto o principal.

Trilha no Parque Estadual de Vila Velha

O outro passeio do parque é o das Furnas e da Lagoa Dourada. Esse já fica um pouco mais longe do centro de visitantes (5 km) e o ônibus sai com menos frequência. Chegando lá, você caminhará no máximo 500 metros e verá uma incrível Furna, um poço com quase 100 metros de profundidade. Há um elevador num dos cantos dessa Furna, pois antigamente era possível descer até o lençol de água, mas hoje está desativado. Porém, ainda é um belo mirante. Depois você caminha por 400 metros para chegar à Lagoa Dourada. Ela tem esse nome porque no final da tarde, com a incidência dos raios solares do sol se pondo, ela aparenta essa cor. É uma furna em estágio terminal, pois já tem muitos sedimentos cobrindo a cratera que ela foi um dia.

Furnas no Parque Estadual de Vila Velha

O Centro de Visitantes do Parque Estadual de Vila Velha conta com estrutura de banheiros, restaurante e loja de artesanato. Custa R$ 10,00 para visitar somente os Arenitos, R$ 8,00 para visitar as Furnas e a Lagoa Dourada, e R$ 18,00 para visitar tudo (aceita meia entrada). O horário de visitação é das 08h30 às 15h30 (podendo ficar até 17h30) e o local fecha às terças.

Lagoa Dourada no Parque Estadual de Vila Velha

Se você já conheceu Vila Velha e tem mais um dia na região, pode aproveitar as cachoeiras. A principal é a Buraco do Padre, mas há também as cachoeiras do Rio São Jorge, da Mariquinha e Capão da Onça.

Primeiro visitei a belíssima Cachoeira do Rio São Jorge, que fica a 15 km do centro de Ponta Grossa. Acesse pela rodovia Arichernes Gobbo (virar à esquerda após passar o viaduto sobre o pátio da ALL, em direção ao núcleo habitacional Dal Col). Após 2 km vire à direita, passando debaixo de um viaduto da linha férrea, siga em frente por mais 5 km e vire à esquerda, seguindo por mais 1 km. Na bifurcação pegue à direita e percorra mais 2 km até o Rio São Jorge.

Cachoeira do Rio São Jorge

Cachoeira do Rio São Jorge

A entrada custa R$ 12,00 (consulte mais detalhes no Facebook deles). Esse é um local mais rústico, embora a trilha também seja curta. São várias quedas, sendo que a principal tem 30 metros, e o visual do caminho é incrível, a cachoeira é linda! O local tem camping e possibilidade de praticar rapel.

Cachoeira do Rio São Jorge

Cachoeira do Rio São Jorge

Depois visitei o Buraco do Padre, que também é uma furna, mas dentro dela há uma cascata de 30 metros. A fenda na rocha tem 43 metros e, à medida que você se aproxima, a cachoeira se revela. O local é realmente impressionante, só quem foi pode entender! Prepare-se para entrar em uma água gelada, apesar de ser um excelente ponto para um banho! O local tem esse nome porque era onde os antigos padres jesuítas meditavam.

Trilha para o Buraco do Padre

Buraco do Padre

Buraco do Padre

Ele está na região de Itaiacoca, acesse pela Rodovia do Talco (PR 513), km 14. A partir do Campus Uvaranas da UEPG, percorra 16 km e vire à direita em uma estrada de terra. Depois de 5 km vire à esquerda que terá chegado ao Buraco do Padre. Chegando lá, a trilha só tem 1 km. Aqui você pode acessar um mapa. A entrada custa R$ 10,00 (aceita meia entrada) e o local funciona de quarta a domingo e feriados das 09h00 às 17h00. O local tem banheiros e espaço para churrasqueira e piquenique.

Buraco do Padre

Buraco do Padre

Furna do Buraco do Padre

Eu não fui, mas dizem que lá perto tem o Porto Brazos, um local para comprar e degustar produtos feitos com amora, cervejas artesanais, geleias e licores. Você também pode visitar a Kaffee-Loch para degustar um café rural.

Buraco do Padre

Buraco do Padre

Buraco do Padre

Em seguida visitei o Capão da Onça. A partir da PR 513 é só mais 1,5 km e o local tem camping. Paga-se R$ 10,00 para entrar, mas achei o lugar bem simples. Acredito que seja um local bom para quem vai passar o dia, pois tem um poço para banho ótimo. Porém, não quis parar por muito tempo, pois comparando com as outras cachoeiras que visitei nesse dia, essa era a mais comum.

Capão da Onça

Por último, fui em mais uma cachoeira bem popular na região, a Cachoeira da Mariquinha. Visitei já na parte da tarde e estava bem cheia. Ela fica a 30 km de Ponta Grossa. A trilha também é curta (800 metros) e a cachoeira tem 30 metros de altura.

Cachoeira da Mariquinha

Cachoeira da Mariquinha

Acesse pela Rodovia do Talco (PR 513). No km 18,6, a partir do campus Uvaranas da UEPG, logo após o vilarejo do Pupo vire à direita em uma estrada não pavimentada. Depois de 1,4 km vire à direita em uma bifurcação e siga por 12 km até o atrativo. A cachoeira forma uma espécie de prainha. Se você atravessar para o morro em frente pode ter uma vista de cima dela, mas aconselho que volte pela trilha que veio, pois é fácil se perder se for voltar pelo morro. Para mais detalhes, acesse o site de Ponta Grossa, que tem informações dessa cachoeira.

Cachoeira da Mariquinha

Cachoeira da Mariquinha

No site de Ponta Grossa, há informações sobre todos esses e outros atrativos da região, como as Furnas Gêmeas, o Recanto Botuquara e a Represa dos Alagados. Eu tive a sorte de pegar um lindo dia de sol, mas apesar de achar as estradas de terra para as cachoeiras relativamente fáceis, não aconselho a visita em dias de chuva. Você vai se surpreender com esse passeio, seja conhecendo só Vila Velha ou indo também nas cachoeiras.