Urubici, a mais linda cidade da Serra Catarinense

Urubici, a mais linda cidade da Serra Catarinense

 

Urubici é aquele lugar que surpreende a todos que visitam! Lá tem tantos passeios que dá para aproveitar tanto um fim de semana quanto um feriado ou férias, e todas as opções serão excelentes! Isso porque é possível encaixar várias atrações em um só dia, ou então fazer trilhas mais longas e até travessias de muitos dias! Porém, é certo que você vai querer voltar para fazer os passeios que faltaram!

Mirante para Urubici

As atrações na região se dividem não só em Urubici, mas também nas vizinhas São Joaquim e Bom Jardim da Serra. Urubici é pequenininha, com pouco mais de 11 mil habitantes, e tem cara de cidade de inverno, além de todas as pessoas com quem conversei na cidade serem super simpáticas! Talvez você se lembre mais de ouvir sobre São Joaquim, considerada um dos mais importantes destinos com possibilidade de registro de neve no Brasil. E deve ter ouvido sobre a Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra, uma das mais lindas e sinuosas estradas do país. Porém, foi Urubici que me conquistou!

A cidade fica a cerca de 160 km de Florianópolis, e a melhor forma de chegar é alugando um carro (tenha cuidado nas curvas na serra). Isso porque você pode tanto fazer alguns passeios de carro quanto só usá-lo para chegar e fazer os passeios com agência de ecoturismo local. Também dá para fazer esse trajeto de ônibus (aí você vai precisar contratar uma agência para te levar aos atrativos), mas só há um horário por dia. Muita gente também inclui essa região da serra catarinense quando tem muitos dias para conhecer o Sul e está fazendo uma road trip passando por muitas cidades, tanto de carro quanto grupos de moto.

Nas estradinhas de Urubici

Eu visitei a serra catarinense no início do outono, mas muitos querem estar lá no inverno, para tentar a sorte de ter neve. Vi na estrada muitas placas alertando para o perigo de neve ou geada no asfalto, então imagino que para uma viagem no inverno seja melhor se informar sobre as condições das rodovias com sua hospedagem ou agência do local. Estive lá por 3 dias, então vou descrever somente os atrativos que visitei, por isso pertenço ao grupo que quer voltar para conhecer o que faltou.

Em meu primeiro dia, saí cedo de Florianópolis, mas quando cheguei a Urubici estava chovendo, e assim continuou pelo resto do dia. Com chuva não daria para visitar as atrações ao ar livre, por isso combinei com a agência Graxaim (site e Facebook), com quem fiz meus passeios, de organizar em 2 dias minha viagem pela região. Então, aproveitei esse dia para fazer passeios mais urbanos. Urubici tem uma rua principal e é bem fácil se localizar. Há um serviço de atendimento ao turista que fica no Sesc.

Uma linda lojinha em Urubici

Primeiro visitei a Igreja Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens, com uma arquitetura muito interessante e diferente. Há algumas lojas bem charmosas na rua principal, além de uma lanchonete super bacana no Posto Serra Azul, com decoração toda com um estilo de motociclismo e vintage.

Igreja Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Urubici
Lanchonete no posto Serra Azul

Depois segui para uma das poucas coisas que daria para fazer com chuva. Dirigi 60 km até São Joaquim para visitar a Vinícola Villa Francioni. Em São Joaquim há muitas vinícolas, e essa é uma das maiores. Muitos locais me indicaram vinícolas pequenas, disseram que o vinho delas é o melhor de todos da região, mas fiquei com receio de procurá-las no meio da chuva. Por isso, fiz uma visita guiada na Villa Francioni, onde todo o caminho era asfaltado, e, além de ser um lindo lugar, achei o vinho delicioso! Paga-se um valor para a visita, mas ele é revertido para a compra dos produtos ao final do passeio, que inclui degustação.

Vinícola Villa Francioni
Vinícola Villa Francioni
Visitando a Vinícola Villa Francioni

No dia seguinte finalmente o tempo abriu e pude iniciar meu roteiro com a Graxaim, que me atendeu muito bem. As paisagens da região são muito bonitas, cheias de araucárias. Primeiro passamos na Cascata Véu de Noiva, com 62 metros de altura. O local conta com estrutura e faz parte do Parque Nacional São Joaquim. Ela é uma das principais cachoeiras da região, que tem mais de 80 cascatas, e são só 100 metros de caminhada. A Cascata Véu de Noiva fica no caminho para o Morro da Igreja e é cobrada uma pequena taxa de visitação.

Cascata Véu de Noiva

Lá perto tem um lugar muito encantador, o Vale dos Sonhos. Ele parece uma casa de bonecas, com um magnífico jardim florido em frente. Lá vende artesanato, arranjos florais e outros produtos feitos com as flores, temperos e molhos e muitas outras coisas, e o local é um restaurante vegetariano também.

Vale dos Sonhos
Vale dos Sonhos

De lá eu não fui imediatamente para a principal atração do dia, o Morro da Igreja, pois estava aguardando a neblina da manhã baixar. Em vez disso passamos na Gruta Nossa Senhora de Lourdes, uma formação natural com uma queda d’água onde colocaram a imagem da santa.

Gruta Nossa Senhora de Lourdes

Depois fomos pela estrada que eu havia pegado no dia anterior que segue para São Joaquim para conferir o belo mirante de Urubici, no meio da rodovia, e observar as inscrições rupestres da região (a principal é a “máscara do guardião”). Há uma placa indicativa mostrando em que ponto da estrada elas estão (fica a 5 km saindo de Urubici sentido São Joaquim). É fácil achar também porque desse local se avista de longe a próxima atração do dia: a cascata do Avencal. Dizem que as inscrições rupestres datam de 4000 anos.

Inscrição rupestre em Urubici
Vista do mirante da Cascata do Avencal

Um detalhe muito interessante é que essa região toda é uma grande produtora de maçãs, que são distribuídas por todo o país.

Macieira em Urubici

Em seguida adentramos o Parque Cascata do Avencal (site e Facebook), a mais conhecida cascata da região, com 100 metros de altura. Também paga-se uma pequena taxa para visitar e o acesso à parte alta é fácil. Há uns mirantes bem bonitos para a cascata.

Cascata do Avencal

Mais tarde, nesse dia, eu retornei para acessar essa cascata por baixo. A estrada de acesso para a parte de baixo é escondida (fica a 8 km de Urubici) e, apesar de não ser longa, achei ela bem ruim. Precisei contar com a habilidade de minha guia da Graxaim para guiar o carro. A trilha é fácil e relativamente curta, mas o problema é que o caminho é por cima de pedras, que são escorregadias, então deve-se ter atenção e ir de tênis.

Cascata do Avencal

Finalmente fomos para o lugar mais aguardado do dia: o Morro da Igreja, de onde se avista a Pedra Furada. A neblina já tinha cessado, assim a vista fica perfeita! É a região mais fria de Urubici. Se você estiver visitando o Morro da Igreja por conta, sem agência, antes de ir precisará pedir autorização para a subida, pois o local tem quantidade de visitas controlada. De preferência, envie um e-mail para deixar sua visita já agendada, sobretudo em fins de semana e feriados. Depois, passe no ICMBio, no centro da cidade, para pegar sua autorização. A visitação é gratuita, informe-se no site do ICMBio do Parque Nacional de São Joaquim sobre os horários de retirada da autorização (mesmo que tenha agendado).

Pedra Furada vista do Morro da Igreja
Vista do Morro da Igreja

A estrada de acesso ao Morro da Igreja é asfaltada, mas um pouco íngreme e estreita no final, mas é possível ir com carro de passeio até lá em cima (fica a 30 km do centro de Urubici). Quase chegando você entrega sua autorização, pois o local está em área militar (às vezes forma até fila). A vista é espetacular! São 1822 metros de altura e estava um vento bem forte. Uma curiosidade é que lá já foi registrada a temperatura de -17,8 graus, a mais baixa já registrada no Brasil! Lá de cima se vê a Pedra Furada, mas pelo menos na época que visitei, a trilha que vai direto a esse atrativo estava fechada. O Morro da Igreja é visita indispensável, cartão-postal de Urubici!

Vista do Morro da Igreja
Vista do Morro da Igreja

Em meu terceiro dia fui para a região de Bom Jardim da Serra. Primeiro fiz uma caminhada pelo Cânion das Laranjeiras. Ele fica dentro da Fazenda Santa Cândida, é uma caminhada de 5 km de nível moderado. A paisagem do cânion é lindíssima, e essa atividade demora cerca de 3 horas. Paga-se uma pequena taxa de visitação e, para essa trilha, é aconselhável estar com guia.

Cânion das Laranjeiras
Cânion das Laranjeiras
Cânion das Laranjeiras
Cânion das Laranjeiras

Depois disso visitamos a icônica Serra do Rio do Rastro. No alto dela há um belo mirante, porém, descendo um pouco por suas sinuosas curvas, há um mirante melhor ainda! Em dias límpidos é possível avistar uns 100 km de distância a 1460 metros abaixo. Essa estrada tem 12 km e são 284 curvas! O Rio do Rastro acompanha a estrada com algumas cascatas, daí o nome da estrada. Se for descer por ela, é fundamental verificar seus freios, pois é íngreme e com curvas muito fechadas.

Serra do Rio do Rastro
Serra do Rio do Rastro
Serra do Rio do Rastro

Depois de apreciar essa linda estrada fechamos o dia com chave de ouro na Cascata da Barrinha, uma pequena cachoeira próxima do mirante da serra do Rio do Rastro.

Cascata da Barrinha
Cascata da Barrinha

Urubici e arredores deixaram saudade, e certamente voltarei para visitar a Serra do Corvo Branco, a Caverna do Rio dos Bugres, o Morro do Campestre, o Cânion do Funil e outras tantas caminhadas e travessias que existem na região (verifique no site da Graxaim). Incluo um mapa da região para que se localizem entre as atrações que comentei neste post.

Mapa dos atrativos (clique para abrir maior). Essa estrada que passa pelo Belvedere, Cascata do Avencal e inscrições rupestres é a que vai para São Joaquim e Bom Jardim da Serra.

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