Lençois Maranhenses: a travessia

 

Ainda não encontrei nada que se compare aos Lençois Maranhenses. Tenho certeza de que será impossível descrever nas palavras que se seguem o que você verá quando visitar esse local. Pelas fotos dá para ter uma pequena ideia só. Parece um imenso deserto, mas com milhares de lagoas impressionantes. O Parque Nacional dos Lençois Maranhenses (PNLM) foi criado em 1981 e tem 155 mil hectares. Barreirinhas, Santo Amaro e Primeira Cruz são os municípios que o abrangem.

Saindo para o passeio pelo Rio Preguiças
Pequenos Lençois, Vassouras, no passeio pelo Rio Preguiças

A melhor época para visitar são os meses de junho a agosto, isso porque de janeiro a abril é o período de chuvas e, assim, as lagoas estão enchendo. Maio já é um mês instável, de transição entre a época mais chuvosa e a seca. Por isso, de junho a agosto as lagoas estão cheias e seria o período mais bonito dos Lençois Maranhenses, e o tempo está bom. Em setembro e começo de outubro ainda há lagoas, mas elas já estão mais vazias, e de meados de outubro até dezembro elas estão secas.

Farol das Preguiças
Vista do Farol das Preguiças
Passeio pelo Rio Preguiças

Existem muitas opções de passeios, como por exemplo os de 2 a 7 dias só passando pelas lagoas mais famosas com jipes, a travessia a pé, a rota das emoções (Delta do Parnaíba, Barra Grande do Piauí e Jericoacoara), a possibilidade de se hospedar em uma das localidades e explorar somente essa área (assim você pode ficar alguns dias em cada lugar), dentre outras. Sua escolha determinará a melhor logística, onde dormir (Barreirinhas, Santo Amaro ou Atins), opções de agências e guias. Porém, o que vou descrever aqui é como fazer a travessia pelos Lençois Maranhenses desde Barreirinhas (Atins) até Santo Amaro.

Chegando em Caburé
Lagoa perto do restaurante da Luzia
Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

O aeroporto mais próximo é o de São Luís, a 260 km de Barreirinhas. Para chegar em Barreirinhas você pode ir de ônibus, de van ou táxi. A viação Cisne Branco faz o percurso de ônibus em cerca de 4 horas. Além disso, também é possível agendar um transfer de van ou táxi com contatos que sua hospedagem te passar, ou então, por exemplo, a Coopcart, a Levatur, a GI Connect, a São Paulo Ecoturismo e muitas outras. Você pode fazer também como eu fiz: ao desembarcar no aeroporto de São Luís, existe um serviço de informações turísticas. Os funcionários coordenam o transporte de táxi até Barreirinhas: conforme as pessoas vão chegando e perguntando, eles organizam a lotação dos táxis, então mesmo que chegue sozinho você conseguirá se arranjar dessa forma (entre 50 e 100 reais). Caso você esteja indo para Santo Amaro, pesquise com sua hospedagem ou guia como chegar, geralmente passando pelo vilarejo de Sangue.

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande
Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande
Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

Dentre diversas agências e guias locais, após ler muitos relatos e dicas pela internet, eu fechei minha travessia previamente com o guia Carlos Queimada ([email protected]). Sugiro que pesquise todas as opções de guia mencionadas nos blogs e no site do Mochileiros para assim escolher o melhor para você. Não faça a travessia sem um guia, é muito fácil se perder lá, tudo é parecido e você não saberá em que direção caminhar, já que as lagoas e dunas estão sempre mudando por conta do vento. Porém, navegadores experientes podem seguir sem guia e com GPS de trilhas, mas para isso é melhor entrar em contato com o Parque Nacional para verificar se precisa de autorização. Eu fiz minha caminhada de Atins a Santo Amaro, que dizem que é o sentido que o vento sopra a favor, mas algumas pessoas fazem o trajeto contrário.

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande
Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande
Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

Nos Lençois Maranhenses é muito quente, e por conta do sol intenso, além de protetor solar e óculos escuros, acho muito bom usar aquelas camisas de manga longa de tecido fininho que têm proteção UV e chapéu/boné. Nesses dias lá eu usei uma calça de trilhas até os joelhos, pois estava sempre atravessando lagoas a pé, e acho que uma papete de trilhas seria a melhor opção; papete + meia é ainda melhor, para impedir o atrito da areia com os pés. Tênis é bom para caminhar, mas como atravessará muitas lagoas a pé e não terá como ficar tirando e colocando de volta toda hora, talvez ele fique um pouco pesado (você faz a travessia numa linha reta, não fica contornando cada lagoa que aparece pela frente hehe). A opção menos indicada seria chinelo ou descalço. Eu tive um problema com minha papete e tive que caminhar com chinelo, e no fim das caminhadas diárias sentia bastante dor nas plantas dos pés, por falta de absorção de impacto do calçado. Leve o mínimo possível de coisas, pois terá que carregar por 4 dias, e não se esqueça do repelente, em cada hospedagem do dia costuma ter muitos insetos.

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande
Baixa Grande
Baixa Grande: meu quarto

Eu cheguei à noite em Barreirinhas e me hospedei lá para iniciar minha travessia de 4 dias pela manhã seguinte. O guia Carlos Queimada passou para revisar os detalhes do passeio. Eu paguei a ele um pacote que incluía a guiada pelos 4 dias saindo de Barreirinhas, barco para Atins, todas as hospedagens e alimentação e meu transporte de volta para São Luís saindo de Santo Amaro no final da travessia. Achei um ótimo custo benefício considerando tudo o que inclui. Barreirinhas é um local bem simples e rústico, mas tem muitas opções de hospedagem, restaurantes e mercados. No dia seguinte de manhã o Carlos passou para me buscar e fomos num mercadinho para eu comprar suprimentos, lanchinhos e água. Há alguns passeios de 1 dia que saem de Barreirinhas e passam em lagoas pelas quais não passei, mas com certeza as mais bonitas estão na travessia, pois são de difícil acesso.

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos
Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos
Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Meu passeio começou com uma lancha rápida até Atins. Se você não estiver fazendo a travessia, esse é um conhecido passeio da região e também um meio de transporte caso vá se hospedar em Atins. Esse passeio pelo Rio Preguiças é muito gostoso e relaxante, a paisagem é muito bonita. Nele você visita o povoado de Mandacaru para ir ao Farol das Preguiças (tem uma vista linda lá de cima!), o povoado de Vassouras e os Pequenos Lençois e o vilarejo de Caburé, onde foi o almoço. Já nesses pequenos lençóis eu fiquei maravilhada, pois foram as primeiras lagoas e dunas que vi. Então em vez de voltar para Barreirinhas você fica no Atins e faz a caminhada até o Canto do Atins. Para ilustrar melhor a travessia achei o mapa abaixo. Encontrei também o mapa da imagem seguinte no site do Mochileiros, mas não sei dizer a fonte (se alguém descobrir me avise para eu colocar os créditos). Eu acho que as distâncias variam conforme as lagoas mudam com o vento, mas fica em torno 60 a 80 km o total de caminhada.

Fonte: http://www.encantesdonordeste.com.br/ambientes-e-areas-de-visitacao-em-lencois-maranhenses
Fonte: internet

De Atins até o Canto do Atins demorei cerca de 1,5 hora, e foi bem cansativo por ter sido logo após o almoço, pois é um horário de sol forte. Caminhamos até o restaurante da Luzia, que é super famoso pelo camarão. Ela tem uns quartinhos para alugar, e foi lá minha primeira noite. Tanto nessa quanto em todas as outras hospedagens eu comi muito bem em todas as refeições. Depois de descansar um pouco na rede curti uma lagoa que fica próxima do restaurante. A praia em frente é bonita, mas as lagoas são muito mais. O quarto é rústico, mas bom. Lá e em todas as outras hospedagens o chuveiro é frio (o que não importava porque sempre estava muito calor) e fica ao ar livre num cercadinho de madeiras, cobrindo só até a altura do pescoço e uma abertura é a porta. Por isso tomei banho todos os dias de biquíni, caso passasse alguém. Nas hospedagens tem tomada para carregar as baterias.

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos
Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos
Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos
Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

No segundo dia levantamos e saímos às 3h30 da madrugada (não se esqueça de levar lanterna). É muito bom começar a caminhada tão cedo, pois chega-se ao destino antes do horário do almoço, então pega menos sol forte. E daí tem o resto do dia para curtir e relaxar. Por isso achei muito bom o Carlos colocar esses horários, e todos os dias ele foi pontual. A caminhada foi do Canto do Atins até Baixa Grande, pouco mais de 20 km, que fizemos em 7h a 8h. Quando iniciamos estava chovendo.

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos
Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos
Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos
Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhamos pela praia, a paisagem estava incrível nesse fim de madrugada até amanhecer. A chuva parou e depois de amanhecer chegamos numa parte de dunas. Foi bom ter chovido um pouco porque a areia não estava tão fofa, mas sim bem firme, e isso facilitou a caminhada. As subidas e descidas pelas dunas não eram tão difíceis. Aliás, em nenhum dia a caminhada foi difícil, cansa mais pela distância no geral e pelo calor do que pelas dunas. Paramos em algumas lagoas para curtir, eu realmente fiquei maravilhada, é lindo como nunca vi!

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos
Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos
Chegando na Queimada dos Britos
Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Chegamos em Baixa Grande pouco antes do almoço. Lá parece um oásis, tem um pouco de vegetação e lagoa próxima para relaxar, pois o resto do dia é livre. As famílias que vivem lá oferecem a hospedagem, é um galpão bem rústico com redes para dormir, e eles fornecem um lençol para se cobrir. Fizeram meu almoço e pude descansar o resto do dia, até o jantar. A conversa foi muito boa, além das famílias lá eu encontrei outros turistas que estavam com seus guias, foi muito agradável o jantar. Na caminhada eu não vi nenhum deles, era só eu e o guia, pois cada guia faz sua rota.

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro
Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro
Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro
Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

No terceiro dia saímos um pouco mais tarde, 6h30 da manhã. Nesse dia foram cerca de 12 km, menos que o dia anterior, e umas 3h a 4h de percurso de Baixa Grande até Queimada dos Britos com parada para curtir algumas das lagoas do caminho. Eu queria parar em cada lagoa por que passava, mas daí não ia chegar nunca! O oásis da Queimada dos Britos também é lindo e rústico, as famílias lá são simples e simpáticas e a comida também é ótima, bem caseira. É um local de muita paz. O esquema do banho e da casa com redes para dormir foi o mesmo do dia anterior. Relaxei um pouco na lagoa próxima e descansei o resto do dia até a hora que me chamaram avisando que o jantar estava pronto. Eles também deram lençol para me cobrir na rede na hora de dormir, mas mesmo assim precisa usar o repelente contra insetos.

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro
Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro
Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro
Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

No quarto dia a caminhada foi mais longa, mais de 20 km, por isso saímos às 3h30 da madrugada. Caminhamos cerca de 8h. Peguei um pouco de chuva de madrugada, mas depois parou, vi um lindíssimo nascer do sol e então surgiu um arco-íris maravilhoso. As paisagens na travessia toda são muito lindas! A beleza dos lugares que se passa no meio do nada é inigualável!

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro
Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro
Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro
Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Nesse dia então caminhamos da Queimada dos Britos até Santo Amaro, passando pelas belíssimas lagoas Emendadas, das Andorinhas e Gaivota (eu tive que escolher quando fechei o passeio se faria Andorinhas e Gaivota ou então Betânia) e mais tantas outras tão lindas quanto, mas sem nome ou com nomes que não me recordo. O Carlos me deixava caminhar bem a vontade, ele ia na frente, mas eu podia seguir meu ritmo, sem correr, e curtir a paz de caminhar por um lugar tão especial.

Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas
Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas
Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas
Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas

A circulação de carros é proibida no Parque, mas nesse trecho final das lagoas das Andorinhas e Gaivota, que já é perto de Santo Amaro, os carros podem acessar. Há passeios vindos de Santo Amaro para essas lagoas e outras próximas, para quem está hospedado lá. A travessia terminou nesse ponto e um jipe veio nos buscar, almoçamos em Santo Amaro. Achei Santo Amaro mais bonita que Barreirinhas (que como cidade não gostei), além de ser mais tranquila.

Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas
Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas
Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas
Santo Amaro: Lagoa Gaivota

Depois do almoço me despedi do Carlos, ele me pôs na jardineira que me levaria até Sangue (cerca de 2h), de onde troquei para uma van até São Luís (umas 3h de percurso). As paisagens dos Lençois Maranhenses são surreais, as lagoas são excelentes para nadar, gostei muito de ter conhecido a região fazendo a travessia, pois passei em lugares que os passeios convencionais não levam, paisagens praticamente intocadas. Com certeza todas as formas de visitar a região são excelentes, mas é fato que um dia farei essa travessia novamente, está na lista de lugares inesquecíveis que já fui.

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

27 Comments

    1. Sabrina

      Oi, Aline! Eu paguei cerca de R$ 900,00, mas incluindo tudo, guiada, passeio de barco de Barreirinhas a Atins, hospedagens, refeições e transfer de Santo Amaro a São Luis. Eu fiz sozinha, mas a parte referente a guiada seria dividida se houvesse mais pessoas. Portanto, sugiro que entre em contato com o guia. Boa viagem, você vai amar!

  1. José

    Oi Sabrina, tudo bem? Obrigado pelo relato! Você comentou dos chuveiros, e os banheiros como são? Qual a sua opinião feminina (para eu poder compartilhar com a minha namorada)? Outra coisa, você fez o trajeto de chinelos? Alguma recomendação nesse sentido?

    1. Sabrina

      Olha, é beeem rústico… eu tive que tomar banho de biquini, pois é um quadrado ao ar livre (sem teto) feito de madeirinhas presas uma na outra que cobrem até a altura dos ombros a maioria, com uma abertura que é a porta. Ou seja, quem passa pela “porta” vê quem está “dentro” do box. Então, tomar banho com biquini ou sunga rs Porém, achei de boa. Os chuveiros são frios, mas faz tanto calor lá que isso não faz diferença! Eu fiz de chinelos, porém recomendo fazer de papetes de trilha. Fiquei com bastante dor na planta dos pés, pois chinelo não absorve o impacto como se deve. Já um tênis seria ótimo para caminhar, mas ele poderá ficar pesado toda vez q vc cruza uma lagoa (vc cruza pela água, ficando na altura dos joelhos), e isso acontece a travessia toda (e vc não vai ficar tirando e colocando o tênis toda hora, se não demorará muito). Por isso, minha recomendação é papete de trilha. Se não tiver, tênis mesmo, e entrar com ele na lagoa (depois vc coloca pra secar).

  2. Vanessa

    Oi Sabrina! Adorei o relato e as dicas, obrigada por compartilhar! No comecinho de setembro estarei indo para os Lençóis Maranhenses, e eu gostaria muito de fazer esse passeio, mas a minha única preocupação é com o terreno, ou seja, com a firmeza da areia das dunas. Pelas suas fotos, eu percebi que os seus pés não estão soterrados na areia. É assim mesmo na maior parte do trajeto? Estou preocupada porque tenho hérnia de disco e sabendo que a areia é firme eu fico tranquila.

    1. Sabrina

      Oi, Vanessa! Sim, a areia estava bem firme.. mas ressalto que em alguns momentos choveu, talvez por isso ela estivesse tão firme.. por isso, para garantir, recomendo que entre em contato com os guias locais para esclarecer com certeza essa questão. Obrigada por acessar o blog! bjs!

  3. Ellora

    Olá Sabrina! Em que época vc foi? Meu namorado e eu estamos planejando ir, porém, só temos fevereiro… achas que seria arriscado? As lagoas vão estar secas?

    1. Sabrina

      Eu fui em junho, uma das melhores épocas. Eu ouvi dizer que há algumas poucas lagoas permanentes, praticamente todas as outras estarão secas sim.
      Se quiser ter certeza das lagoas permanentes te aconselho a procurar uma hospedagem de lá onde vcs gostariam de ficar e entrar em contato por e-mail perguntando. Muito obrigada por acessar o blog e volte sempre!

    1. Sabrina

      Começa treinando na sua cidade, faça meia hora, uma hora de caminhada 3x na semana… a travessia não é tão puxada.. e o esforço com certeza valerá a pena! 😀

  4. Luanah Frias Alves

    Olá Sabrina!
    Adorei o seu relato! Eu e meu namorado iremos fazer essa viagem em jul e queremos fazer a travessia. Li algo sobre a travessia de 5 dias, vc sabe me dizer se existe essa possibilidade e qual a diferença do percurso?!
    Outra dúvida, qual o tamanho da mochila q vc usou na travessia?! Estava pensando em uma em torno de 40L, o q vc acha?!

    Obrigada!

    1. Sabrina

      Que legal, vc vai amar! Geralmente as pessoas fazem essa travessia em 4 dias.. mas se vc tiver 5 vai aproveitar mais então algum trecho… se eu pudesse escolher e tivesse um dia a mais, com certeza passaria mais tempo em Santo Amaro. Dei uma pesquisada rápida e algumas agências que dizem ser 5 dias contam com o dia de chegada em Barreirinhas, antes de iniciar o passeio. Acho que não há diferença no percurso.. Eu fui justamente com uma mochila de 37 litros, pouca coisa menor que a sua.. portanto, acho que está ótimo! Se tiver mais dúvidas, fique a vontade para perguntar! Obrigada por visitar o blog e volte sempre!

      1. Luanah Frias Alves

        Q ótimo!!
        Vou mandar email para o seu guia! Por acaso vc teria o telefone dele?!
        Terei no total 8 dias, mas tb quero passar ao menos 1 dia em São Luiz e estou pensando exatamente em ficar 1 dia a mais em Sto Amaro dps de concluir a travessia. O q vc acha? Sobre a mochila vc acredita q a de 40L seja suficiente para os 9 dias?!
        Mtoo obrigada! E desculpe encher de perguntas… rsrs

        1. Sabrina

          Não tenho o telefone, mas pode mandar e-mail que ele responde relativamente rápido… Acho que com 8 dias vc vai curtir muito! Pq na travessia não dá pra ficar horas e horas nas lagoas nadando… e eu queria demais um tempo pra ficar fazendo nada numa lagoa.. fiquei fascinada, e o máximo que fiquei dentro da água foi uma hora… te juro, tem umas lagoas tão lindas que eu ficaria fácil um dia todo lá! rs
          Olha, eeeeu sou bem econômica com bagagem… gosto de levar o mínimo essencial… então pra mim daria 40L… pq sou daquelas q usa o máximo que dá cada roupa, e lava as peças todo dia se precisar no chuveiro.. e com o calor que faz lá, seca rapidinho… mas aí depende de vc rs

          1. Sabrina

            Ah, e pensa que vc vai ter que carregar suas coisas todos os dias na travessia, então levar mais que 40L pode ser ruim pra vc carregar nas costas caminhando por tantas horas…

  5. Luiza

    Oi Sabrina! Super obrigada pelo relato! Entrei em contato com o guia e acho que vou no feriado de 1 de maio (li no grupo Mochileiros do FB que choveu bastante este mês e as lagoas já estão cheias). Algumas dúvidas… com tanto tempo de caminhada, não tem tempo para ficar tomando um solzinho e nadando nas lagoas né? Por acaso tem outro lugar sem ser em redes para dormir? Sei que em atins conseguimos pegar alguma pousadinha mais simples e Baixa grande e Britos? Faz frio a noite? Desculpa as mil perguntas e obrigada desde já!

    1. Sabrina

      Olha, geralmente os guias param de 30 a 40 minutos quando tem uma lagoa mais bonitona no caminho… mas de qualquer forma, perto dos lugares onde se dorme, há algumas lagoas tb.. geralmente chega antes do meio-dia onde vai dormir, e vc pode passar o resto do dia numa lagoa próxima.. Na primeira noite eu dormi no restaurante da Luzia, como contei no relato… era num quartinho nos fundos… agora em relação às outras noites, recomendo que mande essa pergunta para seu guia.. Nas noites que dormi por lá (fui no mês de junho), dormi só com um lençol e já estava bom.. aconselho que leve repelente contra insetos tb… Imagina, se tiver mais dúvidas pode perguntar! 🙂 O blog é pra isso, ajudar as pessoas que vão! Muito obrigada por visitar meu site e volte sempre!

      1. Luiza

        Sabrina, obrigada pelas respostas! Falei com o guia e é só no primeiro dia que temos a possibilidade de dormir em um quartinho…Em algum momento tinha sinal de celular? E tomada para carregar câmeras fotográficas? Beijos e obrigada

        1. Sabrina

          Que bom!! Confirme com o guia, mas que me lembre: tem tomada no primeiro dia, na Luzia, e não tem sinal de celular..de nada, tendo mais dúvidas pode perguntar!

  6. Lilian Patricia Bento Sabeh

    Oi Sabrina! Tudo bom? Adorei o seu relato. Vou na próxima semana fazer a travessia, pelo o que vi você também fez sozinha com o guia. Em termos de segurança, para mulher sozinha, você achou tranquilo?

    1. Sabrina

      Oi, Lilian! Achei tranquilo sim, e tb nunca ouvi relatos de problema de mulher ir sozinha nessa travessia.. e consultei alguns lugares por lá antes de ir pra saber disso… então vai q será demais!! Obrigada por visitar o blog e volte sempre!

  7. Olá boa tarde sou guia galego travessia nos lençóis. Travessia nos lençóis maranhenses de 3 a 4 dias canto de atins até Santo Amaro. Muita aventuras. Melhor guia da região. Nativo do parque Nacional nascido e criado nos lençóis faça sua reserva Whatsapp (98) 988588396 galego guia de Turismo. Guia Galego. Vários Tipos de passeios. Vários roteiros. Várias informações. Reserva ano que vem 2020.Travessia nos lençóis. Contato (98) 996171708 Galego guia de Turismo

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