Talvez pareça um lugar presente só em nossos sonhos, ou esteja somente em algum filme ou seriado, ou quem sabe tenhamos recebido essa imagem em um arquivo de PowerPoint algum dia. Porém, esse lugar existe, e é possível realizar o sonho de caminhar por ele e apreciar essa deslumbrante paisagem. E sim, vai ser inesquecível!

Esse lugar se chama Preikestolen (ou rocha do púlpito), e é uma formação rochosa que fica sobre o fiorde norueguês Lysefjorden, próximo à cidade de Stavanger. O topo, a uma altura de 604 metros e com 25 m2, é quase plano, parece recortado à mão, e causa vertigem nos que chegam perto da borda. O acesso é por uma trilha de 3,8 km de ida, com duração de cerca de 2 horas. É importante ressaltar que esse passeio só pode ser feito no verão, ou pelo menos a partir de maio. Nos meses de inverno a trilha fica coberta de neve e o terreno fica bastante inseguro.

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Início da trilha

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Mapa detalhado

Stavanger tem um aeroporto com voos chegando de várias cidades não só da Noruega e países escandinavos, mas também da Europa. É possível também ir de trem a partir de Oslo. Stavanger tem diversas opções de hospedagem e muitos restaurantes, bares e lojas. A cidade é cheia de belos exemplos da arquitetura norueguesa, e um passeio no centro histórico e na região do porto é uma das maneiras de conhecer o local. Há alguns museus, como o Museu do Petróleo, e também a famosa praia Solastranden.

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Cidade de Stavanger

Mas vamos ao que interessa: como chegar ao Preikestolen. Primeiro, é preciso pegar uma balsa de Stavanger a Tau. Há muitos horários, mas é interessante ir bem cedo, e pode-se comprar a passagem na hora. De qualquer forma, o site para consulta de horários é este. São mais ou menos 40 minutos de travessia de balsa. Bem na saída da balsa, haverá ônibus esperando, com horários casados com o horário da balsa, tanto na ida quanto na volta. O ônibus deixa os turistas bem no início da trilha. Informe-se sobre os horários da volta ao deixar o transporte.

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Ponto onde param os ônibus e início da trilha para o Preikestolen

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Alguns trechos da trilha ficam mais íngremes e acidentados

Não é necessário contratar guia para a trilha. Ela é bem sinalizada, há muitas placas indicando o caminho, algumas setas em forma de T pintadas nas pedras e sempre outras pessoas fazendo o passeio. A trilha tem nível médio de dificuldade, portanto, os 3,8 km são percorridos de acordo com o nível de condicionamento do caminhante. Ela começa suave, mas o grau de dificuldade aumenta por ter trechos com pedras pelo caminho e muitas subidas. Não é necessário ser nenhum especialista em trilhas, mas ter um mínimo de condicionamento e/ou uma grande vontade de conhecer o local já bastam.

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Uma das paisagens vistas da trilha

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No Preikestolen

Porém, só o visual do caminho para o Preikestolen já compensa. As paisagens, mirantes, lagoas e flora da região são deslumbrantes. Lembre-se de estar com um bom tênis para caminhada, roupas confortáveis, um casaco para o frio característico do local, alimentos leves e boa quantidade de água. A volta tem mais ou menos o mesmo tempo da ida.

Chegando ao topo, o que se vê quase não pode ser descrito em palavras. É excelente para tirar fotos e apreciar por um bom tempo, e a sensação de realização diante da beleza natural é enorme.

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Lago congelado visto da trilha

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Preikestolen lá embaixo

Além do Preikestolen, há outras trilhas na região, mas nem sempre de fácil acesso sem alugar um carro. Por exemplo, o Kjerag, com a famosa Kjeragbolten, uma grande pedra encaixada em uma fenda formada por dois rochedos. Já em Stavanger há alguns passeios de barco bem agradáveis, que levam por baixo do Preikestolen. O barco passa pelos fiordes e também pelas belíssimas cascatas formadas pelo degelo. Prepare-se para o frio quando estiver na parte externa do barco.

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Vista do Preikestolen

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Preikestolen

Há diversos outros passeios e trilhas na região, mas o principal é o Preikestolen, que vale a pena por si só, mas também pelo conjunto da beleza da trilha, de estar na agradável cidade de Stavanger e visitar os pequenos locais da cidade nórdica.

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Passeio de barco entre os fiordes

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Rota que o barco faz

Pensa num daqueles lugares charmosos dos quais sempre vai sentir saudades! Presente em várias listas de praias mais lindas do mundo, a famosa Jeri, como apelidada carinhosamente, é um lugar de belezas diversas. A 300 km de Fortaleza, esse parque nacional abriga praias, lagoas, mangue, dunas e formações rochosas esculpidas pela água do mar.

Após 6 horas de viagem de ônibus, oferecida pela empresa Fretcar, chega-se à charmosa e rústica vila de Jeri. O percurso é feito parte pelo ônibus rodoviário e parte pela jardineira, uma espécie de caminhonete, a partir de Jijoca. Isso porque veículos particulares não circulam pela região por conta de atoleiros e percursos em areia fofa.

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Lagoa do Paraíso

Por incrível que pareça, a energia elétrica chegou em Jeri há quase 20 anos só (1998) e, embora haja diversas pousadas e hostels confortáveis, a vila ainda conserva suas ruas de areia em meio a lojas e charmosos restaurantes, muitos com o próprio chão de areia. Lá você circula a pé e há muitos bares e restaurantes oferecendo música ao vivo e cocktails a luz de velas. Para atender aos baladeiros, a famosa padaria Santo Antônio garante o lanche da madrugada, abrindo às 2h da manhã!

Jericoacoara é dona de alguns pores do sol mais famosos do país. Quem gosta de caminhar pode alcançar um dos símbolos da região, a Pedra Furada, em cerca de 20 minutos. Passando por uma belíssima encosta o percurso garante ótimas fotos. A rocha esculpida pelo mar tem o por do sol encaixado nela entre junho e agosto, embora a estação com menos chuvas seja no verão. Quem não quiser caminhar pode alcançar o local de bugue ou cavalo.

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Pedra Furada

Outro cenário famoso é o das Dunas do Por do Sol. Esse astro praticamente dá um show se pondo no mar durante todo o ano, criando um espetáculo de cores aplaudido em todos os idiomas dos frequentadores. Após os tons coloridos geralmente a atenção se direciona para a roda dos capoeiristas, que fazem acrobacias diante do cenário rosa e laranja do céu.

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Por do sol na Pedra Furada

Um passeio divertidíssimo e que também leva a outras paisagens maravilhosas é andar de bugue. São passeios de dia inteiro que levam às famosas lagoas e percorrem as dunas, e o turista sempre pode dizer que quer “com emoção!”. Passando pela curiosa árvore da preguiça, o caminho leva às lagoas Azul e do Paraíso. Lá está uma das melhores invenções de Jeri: as redes dentro d’água. É impossível não relaxar e tirar belas fotos deitado nas redes das lagoas cristalinas. Na lagoa do Paraíso há também passeios de barco, que compõem o cenário de águas esverdeadas.

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Descendo as dunas em um bugue

Outra opção de passeio de bugue é o que leva para Tatajuba. Nele, após atravessar o rio Guriú de balsa, é possível conhecer a curiosa região do manguezal, com árvores de enormes raízes. Nesse passeio há algumas paradas para conhecer o artesanato e a cultura local. Depois, percorre-se as enormes dunas do Funil com o bugue trazendo novamente a “emoção” pedida, finalizando com o clássico skibunda, descendo a duna em uma prancha. Dá para subir a duna de volta de quadriciclo. Ao final você pode relaxar na lagoa da Torta. Eu desencorajo o turismo que explora os cavalos marinhos na região.

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Lagoa do Paraíso

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Manguezal

As praias próximas à vila em Jeri são ótimas para relaxar, com vários restaurantes com espreguiçadeiras. E se você for adepto de aventura, aproveite que os ventos da região favorecem a prática de esportes como kitesurf, windsurf e surf, além de stand up paddle quando a maré estiver baixa. Todos podem alugar o equipamento e pagar instrutores locais.

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No caminho para a Pedra Furada

Jericoacoara é inesquecível e vencer o trajeto até ela vale cada segundo. Quem for sempre terá saudades do sol se pondo, das redes e lagoas e do charmoso clima da cidade, de andar descalço e de chinelo o tempo todo e de comer pratos variados observando as estrelas.

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Por do sol visto das dunas

Ushuaia, mais conhecida como fim do mundo, é a cidade mais austral do planeta, com pouco mais de 100 anos (1884). A conhecida “Tierra del Fuego” fica localizada junto ao canal Beagle, assim chamada por causa dos povos nômades que faziam suas fogueiras devido ao frio intenso, que eram avistadas por navios estrangeiros. Foi construída em função de um presídio da região, hoje desativado e funcionando como um curioso museu que vale a visita!

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Orla de Ushuaia

Ao chegar no aeroporto, mesmo no verão, vê-se a neve no alto das montanhas, uma visão que já mostra o que vem pela frente. Prepare-se, pois saindo do aeroporto já é possível sentir o ar gelado dessa bela região patagônica, que tem uma média de 10 graus no verão. No inverno a cidade funciona como estação de esqui. Porém, o verão também é fascinante com as geleiras, pinguins, mamíferos marinhos e árvores retorcidas.

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Orla de Ushuaia

O aeroporto fica a 15 minutos de táxi da cidade, onde estão localizados hotéis e hostels, restaurantes, lojas de chocolate e de artesanato. Na bela cidade com casas de madeira típicas e com montanhas nevadas da cordilheira ao fundo pode-se fazer tudo a pé. Todos os passeios podem ser agendados com sua hospedagem. A charmosa cidade chama para um passeio por suas ruas e pela orla, junto aos numerosos barcos e gaivotas. É também dessa região que saem os navios para a Antártida.

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Cais na orla

Na orla você pode escolher uma agência para fazer o imperdível passeio de barco pelo canal Beagle. Este pode ser um passeio de meio período, e nele você passará por diversas ilhas com numerosas e exóticas aves marinhas, além de muitos leões marinhos. Algumas agências têm uma parte do passeio que se caminha por terra, outras são só no barco. Portanto, o ideal é perguntar em sua hospedagem qual delas oferece essa oportunidade. A paisagem incrível fica completa quando avista-se o farol do fim do mundo, imagem que abre este post, um dos cartões-postais de Ushuaia.

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Leões marinhos no canal Beagle

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Leões marinhos no canal Beagle

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Parada no passeio de barco

Outro passeio espetacular é o Parque Nacional da Terra do Fogo. O parque tem muitas trilhas interessantes para quem gosta de caminhar, além de uma paisagem estonteante. A vegetação é bem diversa, e as trilhas são bem demarcadas. Logo na entrada do parque pega-se um mapa com todas as trilhas, e o ônibus determina um ponto de encontro e horário no fim da tarde. A trilha costeira é ótima para começar a manhã, com 8 km, mas com um percurso muito tranquilo que não exige muito do caminhante. Depois há várias outras lindas trilhas, como as que passam pelas Lagunas Negra e Verde, pelas castoreiras e pela belíssima Bahia Lapataia.

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Trilha no Parque Nacional da Terra do Fogo

Em Ushuaia há muitas castoreiras. Os castores foram trazidos do Canadá com o objetivo de produzir peles de animal, mas como a região não tem o frio tão intenso como o do local de origem deles, sua pele não engrossava tanto e, por isso, não serviram para o propósito original. Soltos na mata, viraram praga e começaram a construir as castoreiras que com certeza verá em seus passeios, derrubando árvores para represar rios e lagos.

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Castoreira

Outro passeio imperdível é o de veículo 4×4 que leva aos lagos Fagnano e Escondido, que dura o dia inteiro e passa em belíssimos mirantes para os lagos. No caminho há a parada no criadouro dos cães Huskies, que no inverno puxam trenós na neve. Em geral, o guia faz o almoço próximo às margens do lago, e é possível passear de canoa canadense. Se tiver sorte pode até mesmo avistar raposas selvagens.

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Os lindos huskies no passeio de 4×4

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Lago Fagnano

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Raposa selvagem vista perto do lago Fagnano

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Passeio de barco no dia do 4×4

Dentro da cidade pode-se pegar um táxi para o Glaciar Martial. Lá há um teleférico para subir até uma altura considerável e, provavelmente, mesmo no verão, você conseguirá caminhar e desfrutar de toda a experiência de brincar com a neve. Caso não pegue o teleférico, são somente 15 minutos acima caminhando. Muita gente aproveita para fazer as inúmeras trilhas na neve do local. Na base há um dos simpáticos cafés e loja de chocolates de Ushuaia. Desse ponto avista-se toda a cidade e o canal Beagle.

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Glaciar Martial

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Glaciar Martial

Se for entre os meses de dezembro e janeiro há mais uma opção: a pinguineira! Reserve logo o passeio quando chegar na cidade, pois são poucas vagas saindo do cais de Ushuaia (aliás, reserve todos os passeios assim que chegar, assim você garante a viagem!). Lá você vai de van até o local onde pegará o barco para a pinguineira. No caminho a van para num ponto muito curioso: as árvores são extremamente tortas para um lado, em função do vento. Após a parada e o trajeto de barco, chega-se à ilha dos pinguins. Há várias espécies, embora algumas tenham maior predomínio. Se tiver sorte pode avistar até mesmo pinguins imperadores! Nesse passeio interessantíssimo é possível ficar a poucos metros dos pinguins, além de ser também outra paisagem belíssima.

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Árvores distorcidas pelo vento

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Pinguim Imperador

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Passeando na Pinguineira

Esses são os principais passeios da charmosa cidade de Ushuaia, que com certeza te cativará! Não se esqueça que no posto de serviço de atendimento ao turista há um carimbo da cidade para o seu passaporte! Além dos lugares que citei, há outras atividades em Ushuaia, pois há outros lagos e também o passeio do trem do fim do mundo.

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Caminhando na pinguineira

A Ilha de Páscoa, ou Rapa Nui, está localizada a 3500 km da costa chilena. Foi descoberta em 1722 e depois anexada ao Chile. Há diversas lendas acerca do local e dos povos que lá viveram. Dizem que civilizações de origem polinésia aportaram por volta do ano 1000, e com elas trouxeram inúmeras crenças, o que gerou lendas e mistérios. Um dos mais intrigantes é a presença dos moais, enormes estátuas construídas a partir de rochas vulcânicas. Há mais de 600 moais espalhados por toda a ilha, e cada um tem de 1 a 10 metros de altura. Infelizmente a cultura desse povo praticamente desapareceu, restando somente lendas e crendices.

A ilha possui 4 vulcões, parte de uma cadeia rochosa com cerca de 3 milhões de anos. As explosões vulcânicas da época geraram a ilha, e é possível visitar alguns dos belíssimos vulcões, como Rano Kau e Rano Raraku.

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Vulcão Rano Kau

A maneira mais fácil de chegar na Ilha de Páscoa é a partir de um voo de Santiago, feito pela Lan, com duração de 5,5 horas. Ao chegar no aeroporto é interessante comprar o ingresso do Parque Nacional Rapa Nui, que fica ANTES da área de desembarque. Ele é vendido em outros pontos da ilha, mas esse é o que vai otimizar mais tempo, já que vai passar pelo aeroporto de qualquer forma e vai precisar do ingresso. Ele dá acesso a todas as regiões da ilha, e custa CLP$ 30.000,00 (pesos chilenos).

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Estrada que circula a ilha

A Ilha de Páscoa tem 22 km de extensão, o que possibilita percorrê-la de diversas maneiras, como carro ou scooter alugado, taxi, excursões, a cavalo, bicicleta ou a pé. Tudo isso a partir de Hanga Roa, o trecho da ilha que oferece casas, hotéis, pousadas, albergues, campings, restaurantes e venda de artesanato. Há também algumas operadoras que oferecem mergulho com cilindro e snorkeling (há alguns moais no fundo do mar colocados especialmente para os mergulhadores. Apesar de serem mais cenográficos acho que é bem bonito). Os veículos alugados não possuem seguro, e não é necessário ter carteira de motorista internacional.

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Uma das encostas da ilha

Para ir ao vulcão Rano Kau é possível ir de carro ou seguir por trilha, opção que eu escolhi. A trilha é bem demarcada e de nível médio de dificuldade por ser uma subida com 1 a 2 horas de duração a partir de Hanga Roa, contando o tempo de fotografar e descansar. Porém, o visual compensa muito com a vista do oceano sem fim e de Hanga Roa. O vulcão tem beleza ímpar. Seguindo acima há as ruínas da civilização Orongo, com centro de visitantes (não se esqueça de levar o ingresso comprado no aeroporto).

Nesse dia, cheguei em um voo na hora do almoço e deu tempo de ir para minhas acomodações, fazer essa caminhada até o vulcão Rano Kau, parando no caminho para ver alguns penhascos e o mar, visitar Orongo e, na volta para Hanga Roa, ver o sol se pondo atrás dos 5 moais já na cidade. Esse por do sol é mágico e inesquecível, e se fizer no primeiro dia, como eu fiz, será seu primeiro contato com os moais.

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Os 15 moais.

Para o segundo dia sugiro dar a volta na ilha parando em cada atrativo, e uma boa opção é alugar um carro, podendo assim parar nos pontos que bem entender por quanto tempo desejar. Também dá para pegar um tour com uma agência (assim é possível saber a história e curiosidades de cada ponto de parada) e tem aqueles que preferem fazer trechos de bike (não se esqueça dos 22 km só de ida caso queira dar a volta nela toda).

A volta com carro alugado é muito fácil, a estrada circular principal é toda pavimentada e estava em excelente estado quando fui. Por toda a ilha há paradas para ver paisagens maravilhosas e moais, o que é bem explicado em mapas distribuídos em Hanga Roa. Pegue seu mapa e vá seguindo todas as indicações de onde estão os moais, parando em cada um. Há um ponto onde estão os 15 moais, local belíssimo em qualquer horário. Algumas pessoas vão lá para ver o nascer do sol atrás dos moais, de acordo com a época do ano. Eu fiz esse dia todo de passeio com carro alugado, e como o aluguel é por 24h, acordei 5h da manhã no dia seguinte e segui para esse local para ver o sol nascer, mas tem excursões para isso também. É a foto que abre este post!

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Vista dos 15 moais a partir da fábrica de moais

Nesse dia de passeio de volta à ilha, outra parada obrigatória é o vulcão Rano Raraku, onde está o vulcão e a famosa fábrica de moais. É lá que a antiga civilização construía os moais, retirando desse vulcão a matéria-prima e, por isso, é uma região de grande concentração deles. Não se esqueça de seu ingresso, e lá segue-se por uma trilha para ver os enormes moais e o vulcão.

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Na fábrica de moais

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Por do sol atrás dos 5 moais.

Nessa volta na ilha, lembre-se de levar roupa de banho. Isso porque apesar de ser rodeada por encostas rochosas não tão boas para banhar-se no mar, a ilha possui 2 belíssimas praias de águas azuis claras: Anakena e Ovahe. A primeira é mais cheia de turistas, e a segunda, mais isolada, uma joia do mar. Nesta observa-se a coloração rosada na areia, produto de rochas vulcânicas.

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Praia Anakena

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Praia Ovahe, minha preferida!

Há diversos outros pontos de ruínas, moais e desenhos que podem ser localizados pelo mapa da ilha. Então lembre-se de que esse é um dia cheio de atividades e é preciso acordar bem cedo para aproveitar tudo!

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Vulcão Rano Raraku.

Outra ideia interessante é contratar um passeio de cavalo para visitar a parte central da ilha, perto do vulcão Terevaka, que seria a mais elevada e com a melhor vista, e também as cavernas. Estas provavelmente são resultado vulcânico também, e após poucos metros, de forma surpreendente e única, elas se abrem na forma de janelões para o Pacífico.

Eu por acaso peguei um táxi para o início da trilha para fazer a pé só o vulcão, sem saber das cavernas, e encontrei uma excursão com cavalos já no alto da montanha. Assim me juntei ao grupo e fiz o passeio, mas o mais garantido seria contratar previamente na cidade. Foi inesquecível a cavalgada, as paisagens vistas desse ponto são belíssimas, e nesse dia mais uma vez vê-se que a Ilha de Páscoa não é feita só de Moais! As cavernas são pequenas, não é preciso andar muito dentro delas para encontrar essas maravilhosas aberturas para o mar. Eu imagino que sem um guia seja difícil encontrá-las.

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Vista da parte central da ilha perto do vulcão Terevaka

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Uma das cavernas que se abre pro mar

À noite pode-se passear por restaurantes e bares, além de ver um show de música e danças típicas, é muito contagiante. Se quiserem ver, aqui tem um vídeo que fiz de uma parte desse show. Há um centro de apoio ao turista que orienta sobre os diversos shows. No correio local dá para carimbar o passaporte e ter mais uma recordação. Outro lugar interessante para visitar é o museu local, que conta melhor sobre os moais e as lendas. Para ter uma ideia e planejar melhor sua viagem antes de ir, sugiro olhar alguns mapas para ver as regiões da ilha, como o mapa após o vídeo.

CLIQUE PARA AUMENTAR. Mapa da Ilha de Páscoa. Fonte: https://www.suasnews.com/2012/12/easter-island-mapped-by-uas/