Aqui está um lugar mais conhecido pelos curitibanos e moradores de outras cidades próximas e que, a meu ver, deve ser incluído em sua próxima ida a Curitiba. Aliás, geralmente quem visita Curitiba lembra somente do excelente passeio pelos pontos turísticos da cidade, do trem para Morretes e da linda Ilha do Mel. Porém, saindo da capital do Paraná, depois de 115 km está a cidade de Ponta Grossa, mas no caminho, a 28 km de Ponta Grossa há um diferente lugar que todos precisam conhecer: o Parque Estadual de Vila Velha. Além disso, a cidade conta com belíssimas cachoeiras.

Arenitos no Parque Estadual de Vila Velha

Arenitos no Parque Estadual de Vila Velha

Se você tiver somente um dia vá a Vila Velha. Se for ficar um segundo dia na região, visite também as cachoeiras. Muitas pessoas confundem o local com Vila Velha no Espírito Santo, mas este parque fica no Paraná. A melhor forma de chegar é de carro, porém, dá para pegar ônibus rodoviário de Curitiba a Ponta Grossa e descer no meio do caminho, em frente ao parque, e na volta anotar o horário que ele passa do outro lado da rodovia, voltando para Curitiba. Além disso, saindo de Ponta Grossa existem linhas de ônibus regulares que levam ao parque.

Parque Estadual de Vila Velha

Parque Estadual de Vila Velha

Agora para as cachoeiras, você vai precisar estar de carro (você pode alugar um em Curitiba caso não tenha), ou então contratar um guia com carro (o que só fica pagável se forem pelo menos duas pessoas). Para isso, você pode contatar o NGTURPG (Núcleo de Guias de Turismo de Ponta Grossa). Caso esteja de carro, não precisa de guia, é só anotar como chegar nas cachoeiras, as trilhas são autoguiadas e curtas (também dá para colocar no GPS que ele identifica os caminhos até as propriedades das cachoeiras).

Trilha no Parque Estadual de Vila Velha

Trilha no Parque Estadual de Vila Velha

O Parque Estadual de Vila Velha é o cartão postal de Ponta Grossa, são formações geológicas de 300 milhões de anos que mexem com nossa imaginação. Isso porque uma das atividades é visitar os arenitos e ver os formatos dessas rochas que brincam com nossa imaginação: tem as famosas Taça, Bota, Camelo, Garrafa, dentre outras. O parque é super organizado. Você chega no centro de visitantes e lá eles explicam a visita e falam sobre essa região dos Campos Gerais e como se deram suas formações.

Parque Estadual de Vila Velha

No Parque Estadual de Vila Velha

Você pode visitar somente os arenitos, ou então ir também para as Furnas, que são poços de desabamento que parecem crateras, e para a Lagoa Dourada, que já seria uma furna em estágio terminal. É interessantíssimo entender como tudo isso se formou há tanto tempo atrás!

Parque Estadual de Vila Velha

A Taça!

Para acessar as atividades no parque, há um ônibus que sai de 10 em 10 minutos. Os Arenitos ficam bem próximos do centro de visitantes, mas é uma maneira de o passeio ser acessível. Você sai com o guia local e ele te explicará, durante 2600 metros de “trilha” asfaltada, sobre as formações, de 20 a 30 metros de altura, e curiosidades do local. Se preferir, pode caminhar apenas 1100 metros e voltar, que já terá visto o principal.

Trilha no Parque Estadual de Vila Velha

O outro passeio do parque é o das Furnas e da Lagoa Dourada. Esse já fica um pouco mais longe do centro de visitantes (5 km) e o ônibus sai com menos frequência. Chegando lá, você caminhará no máximo 500 metros e verá uma incrível Furna, um poço com quase 100 metros de profundidade. Há um elevador num dos cantos dessa Furna, pois antigamente era possível descer até o lençol de água, mas hoje está desativado. Porém, ainda é um belo mirante. Depois você caminha por 400 metros para chegar à Lagoa Dourada. Ela tem esse nome porque no final da tarde, com a incidência dos raios solares do sol se pondo, ela aparenta essa cor. É uma furna em estágio terminal, pois já tem muitos sedimentos cobrindo a cratera que ela foi um dia.

Furnas no Parque Estadual de Vila Velha

O Centro de Visitantes do Parque Estadual de Vila Velha conta com estrutura de banheiros, restaurante e loja de artesanato. Custa R$ 10,00 para visitar somente os Arenitos, R$ 8,00 para visitar as Furnas e a Lagoa Dourada, e R$ 18,00 para visitar tudo (aceita meia entrada). O horário de visitação é das 08h30 às 15h30 (podendo ficar até 17h30) e o local fecha às terças.

Lagoa Dourada no Parque Estadual de Vila Velha

Se você já conheceu Vila Velha e tem mais um dia na região, pode aproveitar as cachoeiras. A principal é a Buraco do Padre, mas há também as cachoeiras do Rio São Jorge, da Mariquinha e Capão da Onça.

Primeiro visitei a belíssima Cachoeira do Rio São Jorge, que fica a 15 km do centro de Ponta Grossa. Acesse pela rodovia Arichernes Gobbo (virar à esquerda após passar o viaduto sobre o pátio da ALL, em direção ao núcleo habitacional Dal Col). Após 2 km vire à direita, passando debaixo de um viaduto da linha férrea, siga em frente por mais 5 km e vire à esquerda, seguindo por mais 1 km. Na bifurcação pegue à direita e percorra mais 2 km até o Rio São Jorge.

Cachoeira do Rio São Jorge

Cachoeira do Rio São Jorge

A entrada custa R$ 12,00 (consulte mais detalhes no Facebook deles). Esse é um local mais rústico, embora a trilha também seja curta. São várias quedas, sendo que a principal tem 30 metros, e o visual do caminho é incrível, a cachoeira é linda! O local tem camping e possibilidade de praticar rapel.

Cachoeira do Rio São Jorge

Cachoeira do Rio São Jorge

Depois visitei o Buraco do Padre, que também é uma furna, mas dentro dela há uma cascata de 30 metros. A fenda na rocha tem 43 metros e, à medida que você se aproxima, a cachoeira se revela. O local é realmente impressionante, só quem foi pode entender! Prepare-se para entrar em uma água gelada, apesar de ser um excelente ponto para um banho! O local tem esse nome porque era onde os antigos padres jesuítas meditavam.

Trilha para o Buraco do Padre

Buraco do Padre

Buraco do Padre

Ele está na região de Itaiacoca, acesse pela Rodovia do Talco (PR 513), km 14. A partir do Campus Uvaranas da UEPG, percorra 16 km e vire à direita em uma estrada de terra. Depois de 5 km vire à esquerda que terá chegado ao Buraco do Padre. Chegando lá, a trilha só tem 1 km. Aqui você pode acessar um mapa. A entrada custa R$ 10,00 (aceita meia entrada) e o local funciona de quarta a domingo e feriados das 09h00 às 17h00. O local tem banheiros e espaço para churrasqueira e piquenique.

Buraco do Padre

Buraco do Padre

Furna do Buraco do Padre

Eu não fui, mas dizem que lá perto tem o Porto Brazos, um local para comprar e degustar produtos feitos com amora, cervejas artesanais, geleias e licores. Você também pode visitar a Kaffee-Loch para degustar um café rural.

Buraco do Padre

Buraco do Padre

Buraco do Padre

Em seguida visitei o Capão da Onça. A partir da PR 513 é só mais 1,5 km e o local tem camping. Paga-se R$ 10,00 para entrar, mas achei o lugar bem simples. Acredito que seja um local bom para quem vai passar o dia, pois tem um poço para banho ótimo. Porém, não quis parar por muito tempo, pois comparando com as outras cachoeiras que visitei nesse dia, essa era a mais comum.

Capão da Onça

Por último, fui em mais uma cachoeira bem popular na região, a Cachoeira da Mariquinha. Visitei já na parte da tarde e estava bem cheia. Ela fica a 30 km de Ponta Grossa. A trilha também é curta (800 metros) e a cachoeira tem 30 metros de altura.

Cachoeira da Mariquinha

Cachoeira da Mariquinha

Acesse pela Rodovia do Talco (PR 513). No km 18,6, a partir do campus Uvaranas da UEPG, logo após o vilarejo do Pupo vire à direita em uma estrada não pavimentada. Depois de 1,4 km vire à direita em uma bifurcação e siga por 12 km até o atrativo. A cachoeira forma uma espécie de prainha. Se você atravessar para o morro em frente pode ter uma vista de cima dela, mas aconselho que volte pela trilha que veio, pois é fácil se perder se for voltar pelo morro. Para mais detalhes, acesse o site de Ponta Grossa, que tem informações dessa cachoeira.

Cachoeira da Mariquinha

Cachoeira da Mariquinha

No site de Ponta Grossa, há informações sobre todos esses e outros atrativos da região, como as Furnas Gêmeas, o Recanto Botuquara e a Represa dos Alagados. Eu tive a sorte de pegar um lindo dia de sol, mas apesar de achar as estradas de terra para as cachoeiras relativamente fáceis, não aconselho a visita em dias de chuva. Você vai se surpreender com esse passeio, seja conhecendo só Vila Velha ou indo também nas cachoeiras.

Esse é um lugar tão lindo que nem acredito que só é mais conhecido pelos brasilienses e moradores da região. A rota é uma ótima pedida para quem está em Brasília, já que você pode fazer esse passeio como um bate e volta. Porém, vai precisar de um carro para chegar ao local. Eu, no caso, aluguei um em Brasília.

O Rio Itiquira fica na região de Formosa (GO). Se você acessar o local pela fazenda Citates (antiga fazenda Indaiá) para visitar a cachoeira do Indaiá ou fazer a trilha de lá até o topo do Itiquira, são cerca de 70 km de Brasília. Se fizer o passeio somente ao Salto do Itiquira, são mais ou menos 115 km de percurso. O ideal é visitar num dia de sol, e se você vem de longe especialmente para isso, os meses centrais do ano costumam ser os mais secos. Em caso de possibilidade de chuva não vá, podem ocorrer trombas d’água.

Caminho para a fazenda Citates

Primeira queda que passamos saindo do estacionamento da cachoeira do Indaiá

Você pode fazer o passeio de 3 formas e todas as opções são lindas:

  1. Acessar a cachoeira do Indaiá, indo somente até a cachoeira principal (cerca de 800 m de trilha a partir do estacionamento).
  2. Visitar apenas o Salto do Itiquira (Parque Municipal do Itiquira) e serão uns 15 minutos de calçada pavimentada (450 metros).
  3. Fazer a trilha desde a cachoeira do Indaiá até o topo do Itiquira e voltar (4 km só de ida).

Além disso, algumas pessoas ainda pegam a trilha que desce do topo até a base do Salto do Itiquira (uns 40 minutos), ou se estão embaixo, o contrário, sobem da base até o topo (cerca de 1,5 km, que dá mais ou menos 1 hora porque a subida inicial é bem íngreme), continuando ou não a trilha até as cachoeiras do Indaiá.

Começo da trilha até a cachoeira do Indaiá

Cachoeira do Indaiá, olha que poço convidativo para um mergulho!

Este é o mapa da trilha para que entenda essas opções. A cachoeira do Indaiá seria a Primeira cachoeira, e o salto do Itiquira está na outra ponta. O que aparece como Segunda cachoeira é a Véu de Noiva. Por isso você pode ir de carro apenas em uma das extremidades, ou fazer a trilha completa de uma ponta à outra e voltar.

Entenda o percurso

A cachoeira do Indaiá tem 15 metros de altura, mas apesar de não ser muito grande ela é muito bela, tem um ótimo poço para nadar e a cor da água é de um verde incrível. Se você não vai fazer a trilha toda, vale a pena ir só até essa cachoeira, pois como disse, fica a 800 metros do estacionamento (em um caminho desnivelado) e é um ótimo local para se passar o dia. Paguei R$ 15,00 para entrar na fazenda Citates e acessar o local, mas você pode verificar no site as condições antes de ir.

Cachoeira do Indaiá, é linda demais, gente!

Assim é a trilha na maior parte do tempo

Para chegar à fazenda Citates:

  1. Na saída Norte de Brasília pegue o caminho para Formosa pela BR-020.
  2. Passe por Sobradinho, por Planaltina e continue seguindo em frente 9 km desde a última saída para Planaltina.
  3. Faça a volta por debaixo do viaduto seguindo sentido São João da Aliança e Chapada dos Veadeiros (estrada BR-010 GO118, após passar por uma construção ao lado direito da pista BR-020).
  4. Siga reto 15 km na pista principal (BR-010/GO118) até o posto da Texaco Posto Advance.
  5. Vire à direita na próxima entrada em frente ao posto.
  6. Siga nesta estrada por 2 km, desça a baixada e entre na primeira estrada de terra à esquerda.
  7. Siga na estrada de terra 8 km e quando encontrar uma bifurcação pegue a via da esquerda.
  8. Siga sempre reto e você chegará em Fazenda CITATES.

Salto do Itiquira vindo pela sede do parque

Salto do Itiquira vindo pela sede do parque

O Salto do Itiquira está na lista das 10 maiores cachoeiras do Brasil, com 168 metros de altura. Esse lindo salto por si só também já é um ótimo passeio, pois tem fácil acesso para todos e uma estrutura com estacionamento, bancos, banheiros e calçamento. Paguei R$ 10,00 de entrada, mas verifique no site e no Facebook sobre a taxa atual de entrada no Parque Municipal do Itiquira. Para chegar a essa unidade de conservação, o acesso se dá pela rodovia GO 116. Virando à esquerda no km 27, entra-se na GO 524, seguindo mais 6 km, chegando então ao Parque. De Formosa, a uns 35 km do parque, há sinalização.

Cachoeira Véu de Noiva vista da trilha da cachoeira do Indaiá até o topo do Itiquira

Trilha Indaiá-Itiquira

Se vai fazer a trilha desde a Cachoeira do Indaiá até o topo do Itiquira você vai iniciar o percurso pela fazenda Citates. Leve bastante água, pois faz muito calor na região, além de lanche de trilha, e vá de tênis. Esse passeio é muito bonito, pois há vários poços para banho pelo caminho todo (dá vontade de parar em todos), e entre a cachoeira do Indaiá e o topo do Itiquira, em um pequeno desvio, você desce também para a cachoeira Véu de Noiva, com 30 metros de altura. Então a trilha exige um pouco de condicionamento, pois ida e volta serão cerca de 10 km. Para quem curte trilha é uma delícia!

Cachoeira Véu de Noiva vista da trilha da cachoeira do Indaiá até o topo do Itiquira

Placa no meio da trilha Indaiá-Itiquira que mostra o caminho para uma paradinha na Véu de Noiva

Depois de chegar na cachoeira principal do Indaiá (800 m), caso queira continuar você vai atravessar o poço para o outro lado. Se você estiver fazendo essa trilha sem guia (ela é bem demarcada, então é possível ir sem guia caso se sinta seguro para isso), procure pegar o caminho que margeia o rio, pois depois de atravessá-lo há uma subida bem íngreme que também dá acesso à continuação do percurso, mas é um tanto mais difícil, sendo que se margear o rio chegará no mesmo lugar. Eu não sabia desse caminho e fui pela subida íngreme, mas voltei pelo caminho por baixo.

Rio Itiquira, que acompanha a trilha toda

Uma das pequenas cachus da trilha Indaiá-Itiquira

Mais ou menos na metade da trilha é possível avistar a cachoeira Véu de Noiva. Tem uma placa indicando a descida, que é íngreme. Eu passei lá na volta do topo do Itiquira. Continuando o percurso há muitos poços excelentes para banho e pequenas quedas d’água. O caminho de ida de 4 km às vezes parece maior, por causa do desnível principalmente para voltar. Chegando no topo do Itiquira a vista para o vale é linda! Uma placa avisa para não ultrapassar onde está a queda, para sua segurança fique atento. Você pode relaxar nesse poço final antes da queda, que é bem tranquilo.

Uma das pequenas cachus da trilha Indaiá-Itiquira

Vista do topo do Itiquira

Nesse ponto antes da queda, cruzando para a outra margem e subindo, está o acesso à trilha que vai para a base do Itiquira (encontrei pessoas que estavam vindo da base do Itiquira lá no local que me disseram que levaram 1 hora nesse percurso). Eu encerrei meu passeio aí e retornei para o estacionamento próximo à cachoeira do Indaiá. Esse trecho que fiz deu, ida e volta, mais ou menos umas 3h de trilha, que considero nível médio de dificuldade. Aí o tempo total lá vai depender do quanto vai querer ficar curtindo as cachoeiras e poços.

Seja visitando somente a cachoeira do Indaiá, ou somente o Salto do Itiquira, ou fazendo a trilha toda, o circuito Indaiá-Itiquira é uma excelente opção para um passeio de 1 dia saindo de Brasília.

Um dos ótimos poços da trilha Indaiá-Itiquira

Cachoeira Véu de Noiva, no meio da trilha Indaiá-Itiquira

Ainda não encontrei nada que se compare aos Lençois Maranhenses. Tenho certeza de que será impossível descrever nas palavras que se seguem o que você verá quando visitar esse local. Pelas fotos dá para ter uma pequena ideia só. Parece um imenso deserto, mas com milhares de lagoas impressionantes. O Parque Nacional dos Lençois Maranhenses (PNLM) foi criado em 1981 e tem 155 mil hectares. Barreirinhas, Santo Amaro e Primeira Cruz são os municípios que o abrangem.

Saindo para o passeio pelo Rio Preguiças

Pequenos Lençois, Vassouras, no passeio pelo Rio Preguiças

A melhor época para visitar são os meses de junho a agosto, isso porque de janeiro a abril é o período de chuvas e, assim, as lagoas estão enchendo. Maio já é um mês instável, de transição entre a época mais chuvosa e a seca. Por isso, de junho a agosto as lagoas estão cheias e seria o período mais bonito dos Lençois Maranhenses, e o tempo está bom. Em setembro e começo de outubro ainda há lagoas, mas elas já estão mais vazias, e de meados de outubro até dezembro elas estão secas.

Farol das Preguiças

Vista do Farol das Preguiças

Passeio pelo Rio Preguiças

Existem muitas opções de passeios, como por exemplo os de 2 a 7 dias só passando pelas lagoas mais famosas com jipes, a travessia a pé, a rota das emoções (Delta do Parnaíba, Barra Grande do Piauí e Jericoacoara), a possibilidade de se hospedar em uma das localidades e explorar somente essa área (assim você pode ficar alguns dias em cada lugar), dentre outras. Sua escolha determinará a melhor logística, onde dormir (Barreirinhas, Santo Amaro ou Atins), opções de agências e guias. Porém, o que vou descrever aqui é como fazer a travessia pelos Lençois Maranhenses desde Barreirinhas (Atins) até Santo Amaro.

Chegando em Caburé

Lagoa perto do restaurante da Luzia

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

O aeroporto mais próximo é o de São Luís, a 260 km de Barreirinhas. Para chegar em Barreirinhas você pode ir de ônibus, de van ou táxi. A viação Cisne Branco faz o percurso de ônibus em cerca de 4 horas. Além disso, também é possível agendar um transfer de van ou táxi com contatos que sua hospedagem te passar, ou então, por exemplo, a Coopcart, a Levatur, a GI Connect, a São Paulo Ecoturismo e muitas outras. Você pode fazer também como eu fiz: ao desembarcar no aeroporto de São Luís, existe um serviço de informações turísticas. Os funcionários coordenam o transporte de táxi até Barreirinhas: conforme as pessoas vão chegando e perguntando, eles organizam a lotação dos táxis, então mesmo que chegue sozinho você conseguirá se arranjar dessa forma (entre 50 e 100 reais). Caso você esteja indo para Santo Amaro, pesquise com sua hospedagem ou guia como chegar, geralmente passando pelo vilarejo de Sangue.

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

Dentre diversas agências e guias locais, após ler muitos relatos e dicas pela internet, eu fechei minha travessia previamente com o guia Carlos Queimada ([email protected]). Sugiro que pesquise todas as opções de guia mencionadas nos blogs e no site do Mochileiros para assim escolher o melhor para você. Não faça a travessia sem um guia, é muito fácil se perder lá, tudo é parecido e você não saberá em que direção caminhar, já que as lagoas e dunas estão sempre mudando por conta do vento. Porém, navegadores experientes podem seguir sem guia e com GPS de trilhas, mas para isso é melhor entrar em contato com o Parque Nacional para verificar se precisa de autorização. Eu fiz minha caminhada de Atins a Santo Amaro, que dizem que é o sentido que o vento sopra a favor, mas algumas pessoas fazem o trajeto contrário.

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

Nos Lençois Maranhenses é muito quente, e por conta do sol intenso, além de protetor solar e óculos escuros, acho muito bom usar aquelas camisas de manga longa de tecido fininho que têm proteção UV e chapéu/boné. Nesses dias lá eu usei uma calça de trilhas até os joelhos, pois estava sempre atravessando lagoas a pé, e acho que uma papete de trilhas seria a melhor opção; papete + meia é ainda melhor, para impedir o atrito da areia com os pés. Tênis é bom para caminhar, mas como atravessará muitas lagoas a pé e não terá como ficar tirando e colocando de volta toda hora, talvez ele fique um pouco pesado (você faz a travessia numa linha reta, não fica contornando cada lagoa que aparece pela frente hehe). A opção menos indicada seria chinelo ou descalço. Eu tive um problema com minha papete e tive que caminhar com chinelo, e no fim das caminhadas diárias sentia bastante dor nas plantas dos pés, por falta de absorção de impacto do calçado. Leve o mínimo possível de coisas, pois terá que carregar por 4 dias, e não se esqueça do repelente, em cada hospedagem do dia costuma ter muitos insetos.

Caminhada do 2º dia: do Canto de Atins a Baixa Grande

Baixa Grande

Baixa Grande: meu quarto

Eu cheguei à noite em Barreirinhas e me hospedei lá para iniciar minha travessia de 4 dias pela manhã seguinte. O guia Carlos Queimada passou para revisar os detalhes do passeio. Eu paguei a ele um pacote que incluía a guiada pelos 4 dias saindo de Barreirinhas, barco para Atins, todas as hospedagens e alimentação e meu transporte de volta para São Luís saindo de Santo Amaro no final da travessia. Achei um ótimo custo benefício considerando tudo o que inclui. Barreirinhas é um local bem simples e rústico, mas tem muitas opções de hospedagem, restaurantes e mercados. No dia seguinte de manhã o Carlos passou para me buscar e fomos num mercadinho para eu comprar suprimentos, lanchinhos e água. Há alguns passeios de 1 dia que saem de Barreirinhas e passam em lagoas pelas quais não passei, mas com certeza as mais bonitas estão na travessia, pois são de difícil acesso.

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Meu passeio começou com uma lancha rápida até Atins. Se você não estiver fazendo a travessia, esse é um conhecido passeio da região e também um meio de transporte caso vá se hospedar em Atins. Esse passeio pelo Rio Preguiças é muito gostoso e relaxante, a paisagem é muito bonita. Nele você visita o povoado de Mandacaru para ir ao Farol das Preguiças (tem uma vista linda lá de cima!), o povoado de Vassouras e os Pequenos Lençois e o vilarejo de Caburé, onde foi o almoço. Já nesses pequenos lençóis eu fiquei maravilhada, pois foram as primeiras lagoas e dunas que vi. Então em vez de voltar para Barreirinhas você fica no Atins e faz a caminhada até o Canto do Atins. Para ilustrar melhor a travessia achei o mapa abaixo. Encontrei também o mapa da imagem seguinte no site do Mochileiros, mas não sei dizer a fonte (se alguém descobrir me avise para eu colocar os créditos). Eu acho que as distâncias variam conforme as lagoas mudam com o vento, mas fica em torno 60 a 80 km o total de caminhada.

Fonte: http://www.encantesdonordeste.com.br/ambientes-e-areas-de-visitacao-em-lencois-maranhenses

Fonte: internet

De Atins até o Canto do Atins demorei cerca de 1,5 hora, e foi bem cansativo por ter sido logo após o almoço, pois é um horário de sol forte. Caminhamos até o restaurante da Luzia, que é super famoso pelo camarão. Ela tem uns quartinhos para alugar, e foi lá minha primeira noite. Tanto nessa quanto em todas as outras hospedagens eu comi muito bem em todas as refeições. Depois de descansar um pouco na rede curti uma lagoa que fica próxima do restaurante. A praia em frente é bonita, mas as lagoas são muito mais. O quarto é rústico, mas bom. Lá e em todas as outras hospedagens o chuveiro é frio (o que não importava porque sempre estava muito calor) e fica ao ar livre num cercadinho de madeiras, cobrindo só até a altura do pescoço e uma abertura é a porta. Por isso tomei banho todos os dias de biquíni, caso passasse alguém. Nas hospedagens tem tomada para carregar as baterias.

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

No segundo dia levantamos e saímos às 3h30 da madrugada (não se esqueça de levar lanterna). É muito bom começar a caminhada tão cedo, pois chega-se ao destino antes do horário do almoço, então pega menos sol forte. E daí tem o resto do dia para curtir e relaxar. Por isso achei muito bom o Carlos colocar esses horários, e todos os dias ele foi pontual. A caminhada foi do Canto do Atins até Baixa Grande, pouco mais de 20 km, que fizemos em 7h a 8h. Quando iniciamos estava chovendo.

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhamos pela praia, a paisagem estava incrível nesse fim de madrugada até amanhecer. A chuva parou e depois de amanhecer chegamos numa parte de dunas. Foi bom ter chovido um pouco porque a areia não estava tão fofa, mas sim bem firme, e isso facilitou a caminhada. As subidas e descidas pelas dunas não eram tão difíceis. Aliás, em nenhum dia a caminhada foi difícil, cansa mais pela distância no geral e pelo calor do que pelas dunas. Paramos em algumas lagoas para curtir, eu realmente fiquei maravilhada, é lindo como nunca vi!

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Caminhada do 3º dia: de Baixa Grande a Queimada dos Britos

Chegando na Queimada dos Britos

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Chegamos em Baixa Grande pouco antes do almoço. Lá parece um oásis, tem um pouco de vegetação e lagoa próxima para relaxar, pois o resto do dia é livre. As famílias que vivem lá oferecem a hospedagem, é um galpão bem rústico com redes para dormir, e eles fornecem um lençol para se cobrir. Fizeram meu almoço e pude descansar o resto do dia, até o jantar. A conversa foi muito boa, além das famílias lá eu encontrei outros turistas que estavam com seus guias, foi muito agradável o jantar. Na caminhada eu não vi nenhum deles, era só eu e o guia, pois cada guia faz sua rota.

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

No terceiro dia saímos um pouco mais tarde, 6h30 da manhã. Nesse dia foram cerca de 12 km, menos que o dia anterior, e umas 3h a 4h de percurso de Baixa Grande até Queimada dos Britos com parada para curtir algumas das lagoas do caminho. Eu queria parar em cada lagoa por que passava, mas daí não ia chegar nunca! O oásis da Queimada dos Britos também é lindo e rústico, as famílias lá são simples e simpáticas e a comida também é ótima, bem caseira. É um local de muita paz. O esquema do banho e da casa com redes para dormir foi o mesmo do dia anterior. Relaxei um pouco na lagoa próxima e descansei o resto do dia até a hora que me chamaram avisando que o jantar estava pronto. Eles também deram lençol para me cobrir na rede na hora de dormir, mas mesmo assim precisa usar o repelente contra insetos.

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

No quarto dia a caminhada foi mais longa, mais de 20 km, por isso saímos às 3h30 da madrugada. Caminhamos cerca de 8h. Peguei um pouco de chuva de madrugada, mas depois parou, vi um lindíssimo nascer do sol e então surgiu um arco-íris maravilhoso. As paisagens na travessia toda são muito lindas! A beleza dos lugares que se passa no meio do nada é inigualável!

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Nesse dia então caminhamos da Queimada dos Britos até Santo Amaro, passando pelas belíssimas lagoas Emendadas, das Andorinhas e Gaivota (eu tive que escolher quando fechei o passeio se faria Andorinhas e Gaivota ou então Betânia) e mais tantas outras tão lindas quanto, mas sem nome ou com nomes que não me recordo. O Carlos me deixava caminhar bem a vontade, ele ia na frente, mas eu podia seguir meu ritmo, sem correr, e curtir a paz de caminhar por um lugar tão especial.

Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas

Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas

Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas

Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas

A circulação de carros é proibida no Parque, mas nesse trecho final das lagoas das Andorinhas e Gaivota, que já é perto de Santo Amaro, os carros podem acessar. Há passeios vindos de Santo Amaro para essas lagoas e outras próximas, para quem está hospedado lá. A travessia terminou nesse ponto e um jipe veio nos buscar, almoçamos em Santo Amaro. Achei Santo Amaro mais bonita que Barreirinhas (que como cidade não gostei), além de ser mais tranquila.

Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas

Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas

Santo Amaro: Lagoa das Andorinhas

Santo Amaro: Lagoa Gaivota

Depois do almoço me despedi do Carlos, ele me pôs na jardineira que me levaria até Sangue (cerca de 2h), de onde troquei para uma van até São Luís (umas 3h de percurso). As paisagens dos Lençois Maranhenses são surreais, as lagoas são excelentes para nadar, gostei muito de ter conhecido a região fazendo a travessia, pois passei em lugares que os passeios convencionais não levam, paisagens praticamente intocadas. Com certeza todas as formas de visitar a região são excelentes, mas é fato que um dia farei essa travessia novamente, está na lista de lugares inesquecíveis que já fui.

Caminhada do 4º dia: de Queimada dos Britos a Santo Amaro

Sim, eu juro que é igualzinho vemos nas fotos! E as baías do Sancho e dos Porcos realmente são algumas das praias mais lindas do mundo! Mas como visitar? Será que é tão caro assim? Este lugar que povoa os sonhos de muita gente é caro sim, mas dá para economizar em alguns pontos e tornar a viagem acessível.

Vista mara do avião! Senta do lado esquerdo 😀

Ruínas do Forte Nossa Senhora dos Remédios

Fernando de Noronha pode ser visitada o ano todo, mas a época mais seca seria de agosto a fevereiro, sendo que de março a julho pode ser que chova um pouco, mas nada que atrapalhe. Se você quer uma “piscina” e um ótimo ponto para mergulho, viaje entre setembro e outubro. E se você ama surfar, dezembro a março é ótimo, há um vento chamado swell que deixa as ondas perfeitas! Os preços então são mais caros na alta temporada e mais baratos na baixa. Eu viajei em dezembro (e nem sou surfista!), mas foi excelente!

Vista do sol se pondo a partir do Forte Nossa Senhora dos Remédios

Praia do Sancho, considerada uma das mais bonitas do mundo!

A ilha tem 17 km2 e pertence a Pernambuco, estando a 545 km de Recife e 360 km de Natal. São permitidas 700 pessoas por noite em Fernando de Noronha. Há voos diários de Recife (Gol) e Natal (Azul) que demoram cerca de 1 hora. Não há outra forma de conseguir um bom preço na passagem aérea senão monitorar esses valores, mas vira e mexe aparece uma promoção. Uma dica que dou para esse e qualquer outro destino é acompanhar as promoções das companhias aéreas no site Melhores Destinos (você pode ainda seguir pelo Facebook e também baixar o aplicativo). No avião, sente do lado esquerdo e fique atento quando estiver chegando, você terá uns poucos segundos de uma lindíssima vista da baía dos Porcos já do avião e perceberá por que Noronha é tão especial.

Essa é a escada para descer para a praia do Sancho

Praia Cacimba do Padre

Fernando de Noronha é um destino que exige planejamento. Visitei a ilha por 4 dias, e em geral as pessoas curtem o local por 3 a 9 dias. As pousadas costumam ser caras, você pode consultar e reservar pelo Booking, e há algumas pousadas domiciliares que podem ser mais em conta, de moradores que alugam quartos. Uma boa sugestão para sanar muitas dúvidas e obter dicas mais específicas é o grupo do Facebook Dicas de Fernando de Noronha, pois lá você verá muitas experiências bem diversas, além de conseguir contatos diferentes de pousadas e guias. Não se esqueça de levar seu snorkel, Fernando de Noronha pede um (se não tiver você pode alugar lá).

Praia Cacimba do Padre

Este é o mirantezinho menor que está entre a Cacimba do Padre e a Baía dos Porcos

A Vila dos Remédios é o lugar mais bem localizado para se hospedar, onde há muitas pousadas e restaurantes e fica perto das praias, mas a Vila Floresta Nova e a Vila dos Trinta também têm boas opções. Isso porque de qualquer forma a ilha não é grande, achei tudo muito seguro e o sistema de transporte funciona bem. Há ônibus público por cerca de R$ 3,00 para toda a ilha! Algumas pessoas pegam táxi ou alugam bugue, mas eu me desloquei bem só com o ônibus, passeios, a pé e de carona.

Baía dos porcos, a praia ta lá na frente

Praia Cacimba dos Padres

Só tem duas coisas que não dá para fugir. Primeiro, para entrar na ilha você precisa pagar a taxa de preservação ambiental (TPA), que pode ser paga na hora, mas você evita uma fila se pagar pelo site com antecedência (guarde todos os comprovantes, pois podem pedir quando deixar a ilha). Segundo, Fernando de Noronha está em uma área de proteção ambiental, e para visitar você terá que portar o ingresso do Parque Nacional Fernando de Noronha (pode comprar pelo site e trocar pelo cartão lá na Vila dos Remédios, ande com ele para garantir o acesso às principais regiões da ilha).

Paisagem próxima ao Museu do Tubarão

As esculturas perto do Museu do Tubarão são muito legais!

As esculturas perto do Museu do Tubarão são muito legais!

Há muitos restaurantes na ilha, e uma ótima opção é comer nos que são por quilo, pois acabam não sendo caros. Então, procurando pelas vilas você acha sim restaurantes baratos! Quando eu fui, paguei uma média de R$ 20,00 por refeição, mas uma garrafinha de água custava R$ 5,00 (preço de balada!). A maioria dos estabelecimentos aceita cartão, mas como você estará em uma ilha, melhor levar um mínimo de dinheiro para não ficar na mão, pois nunca se sabe se o sistema vai cair. Há alguns caixas eletrônicos (tem um 24h, tem Santander, Bradesco, uma agência lotérica, correios). O sinal de celular até existe, mas é ruim. Porém, nas pousadas costuma ter wifi.

Chegando na praia do Sueste

Praia do Sueste

Para a noite, além dos bares (como o bar do Cachorro, por exemplo), você pode assistir às palestras do Projeto Tamar. Cada noite é um tema diferente e vale muito a pena! Há épocas do ano em que é possível assistir a captura das tartarugas na praia do Sueste, o Projeto sempre monitora os animais, bem como ver os filhotes saindo dos ovos para o mar. Consulte o Projeto Tamar para saber como funciona.

Pôr do sol visto do Fortinho do Boldró

Visite o Projeto Tamar

Quando eu cheguei à ilha fui retirar meu ingresso para o Parque Nacional no quiosque do ICMBio (praça Flamboyant) e pagar o que faltou dos passeios agendados. Algumas trilhas precisam de agendamento e por isso é válido já ter comprado esse ingresso antecipadamente. Se tentar agendar na hora você pode ficar sem vaga, então resolva isso antes de chegar em Noronha! Você pode pedir para a agência ou guia que contratar previamente pela internet para agendar as trilhas. Como já era meio da tarde, fui apreciar a belíssima vista no Forte Nossa Senhora dos Remédios, que é um excelente lugar para admirar o pôr do sol. As ruínas, apesar de mal conservadas, são lindas, e de lá é possível ver as praias próximas da Vila dos Remédios. Ele foi construído no século XVIII e foi base do exército na segunda guerra e também já funcionou como presídio, mas hoje é tombado e aberto à visitação.

Golfinhos vistos do passeio de barco

Passeando de barco

Próximo da Vila dos Remédios estão as praias do Cachorro, do Meio, da Conceição e do Boldró, é bem agradável caminhar entre elas. No mapa abaixo você consegue visualizar todas as regiões da ilha. Na praia do Cachorro, do lado direito, subindo pelas pedras, há uma linda piscina natural chamada Buraco do Galego. Veja se a maré não está alta para poder acessá-la.

Mapa de Fernando de Noronha. Fonte: http://www.prontotecnologia.com.br/noronha2/turMapas.php

Passeio do Plana Sub

No dia seguinte eu fiz um Ilha tour com a agência Atalaia Noronha. Em Fernando de Noronha há várias agências que disponibilizam diversos passeios e trilhas. Além da Atalaia Noronha tem a Costa Blue, a Na Onda e outras, além de guias independentes. Algumas pessoas não recomendam esse passeio, pois você consegue ir em todos os pontos dele por conta própria e com mais calma. No Ilha tour é como se você desse uma geral na ilha, passando por todos os pontos. Eu gostei de ter ido porque o guia que levou meu grupo foi um ótimo fotógrafo submarino! Mas se você está precisando economizar não recomendo, faça tudo de ônibus e caminhando.

Piscina do Atalaia

Trilha longa do Atalaia

Trilha longa do Atalaia

Começamos na icônica praia do Sancho! Se não tiver pego o passeio, poderá ir de ônibus ou táxi para lá. Não se esqueça de seu ingresso do parque para poder entrar. Ela já foi eleita no TripAdvisor como a praia mais bonita do mundo! Você chega nela por cima, parece uma pintura de tão linda a paisagem! Deu para ver até um cardume de sardinhas lá de cima e um tubarão nadando solitário. Na parte de cima você pode caminhar para a direita margeando diversos mirantes, inclusive um belíssimo de onde dá para avistar a baía dos Porcos também, com a clássica foto do Morro dos Dois Irmãos. Para o outro sentido você chegará no mirante dos golfinhos. Eu achei que seria muita sorte ver os golfinhos, mas apesar de ser um mirante alto, eu vi milhares de golfinhos saltitando para lá e para cá, foi impressionante! A estrutura do mirante e das passarelas e trilhas é ótima e lá em cima tem banheiros, loja, lanchonete e aluguel de equipamentos. Para descer a praia você precisa pegar uma escada em uma fenda meio apertada. Não é muito difícil, mas caminhe com cuidado. A praia é excelente para nadar, com o snorkel você consegue margear pelas pedras e ver a excelente vida marinha de Fernando de Noronha! Cardumes e mais cardumes e peixes coloridos e lulas. Olha esse vídeo que fiz do cardume de sardinhas nadando!

Trilha longa do Atalaia

Golfinhos visto do Mirante dos Golfinhos

Este é o Mirante dos Golfinhos

Consulte os locais, mas não é necessário ter medo dos tubarões, eles fogem das pessoas. Até pouco tempo atrás nunca tinha havido um ataque sequer. No ano passado aconteceu um, mas parece que as condições em que ele ocorreu foram suspeitas.

Praia do Sancho

Praia do Sancho

Baía dos Porcos

Da praia do Sancho é bem fácil ir para a praia Cacimba do Padre. Se você tiver chegado de ônibus terá que caminhar uns 20 a 30 minutos, mas é tranquilo. A área da praia é bem larga, e é a preferida dos surfistas. Indo para o canto esquerdo dela dá para ver de perto o Morro dos Dois Irmãos. Lá você vai encontrar uma trilha para um mirante mais próximo desse morro (a vista é linda, dá para fazer um book!) e também dá acesso à Baía dos Porcos. A trilha é curta, mas tome cuidado com as pedras para não tropeçar e vá de preferência com a maré baixa para facilitar. A praia da baía dos Porcos é pequena e com pedras, mas acho ela tão linda quanto a do Sancho!

Outra vista da Praia do Sancho, ela é muito incrível!

Praia do Sancho vista de baixo

Praia Cacimba do Padre, não tem Photoshop não!

Depois fomos para a Praia do Porto, é dela que saem os passeios de barco e os mergulhos com cilindro. Perto há o Buraco da Raquel (sei que o nome é estranho, mas é só um mirante!), a ponta da Air France (de onde se vê a ilhota São José) e o museu do Tubarão. As paisagens perto do museu são lindas, e o dono dá palestras sobre tubarões alguns dias no Projeto Tamar.

Buraco do Galego, piscininha do lado da Praia do Cachorro

Praia do Sancho

Cardume de sardinhas na praia do Sancho

Em seguida chegamos à praia do Sueste, um lugar excelente para fazer snorkel. A água é mais escura, mas isso por causa da quantidade de vida marinha nesse ponto. Lá você precisa também do ingresso do Parque para entrar, e é necessário alugar colete salva-vidas e nadadeira, pois algumas áreas têm corais e não se pode pisar. Não é caro e você pode alugar o snorkel também caso não tenha. Foi na praia do Sueste que tive as melhores experiências com as tartarugas verdes e avistei até mesmo arraias e peixes diferentes. Se você não estiver com o Ilha tour, é fácil chegar nela de ônibus. Caso queira encontrar os animais marinhos mais facilmente pode contratar na hora um guia para te levar pelo mar. Assim é garantido que vai ver as belíssimas tartarugas! A vantagem é que eles conhecem a fauna marinha e sabem onde encontrar mais facilmente os animais. Eu consegui fazer dois vídeos das tartarugas nadando, este e este! Foi incrível!

É quase um aquário, gente!

Nadando na praia do Sancho

Nadando na praia do Sancho

Dessa praia é fácil ir para a praia do Leão, que avistamos só do mirante. Finalizamos o passeio pelo mirante do Boldró, um lugar incrível para ver o pôr do sol!

No dia seguinte fiz um passeio de barco com a Trovão dos Mares. Há várias opções de barco, mas esse é famoso por ser bem completo e incluir almoço. Eu pessoalmente confesso que não gostei tanto do passeio, pois fui aos mesmos lugares que tinha ido com o Ilha tour no dia anterior, mas vistos do mar para as praias. Então achei repetitivo e não faria de novo. Tem gente que adora esse passeio, mas gosto é gosto, não é mesmo? Nos passeios de barco coloca-se o “plus” de ver os golfinhos, mas acontece que os golfinhos aparecem perto dos barcos para defender seus filhotes, então não achei uma boa ideia. O que valeu a pena: incluso no passeio tinha o plana sub (que você pode contratar com esta ou qualquer outra agência de forma avulsa). Você segura uma prancha de acrílico amarrada ao barco, que te puxa e é como se você fosse o golfinho! Utilizando o snorkel, é possível direcionar a prancha para os lados, para cima e para baixo. Você verá até partes de naufrágios, além de ser muito divertido! Eu achei que fosse dar medo (sou extremamente medrosa!), mas adorei!

Olha o polvo escondido!

Tá de olho em mim! Praia do Sueste

Aqui já conversamos ehehe Praia do Sueste

No outro dia fiz um mergulho com cilindro com a Atlantis. Eles têm diversas opções para quem já mergulha e para quem nunca mergulhou, consulte o site.

Onde ela foi? Praia do Sueste

Achei!

Arraiaaaaaa!!

Na parte da tarde eu havia reservado com a agência Atalaia Noronha a trilha do Atalaia. Essa trilha tem a opção de fazer a curta (uns 1500 m de trilha bem tranquila e umas 2h de atividade) e/ou a longa (a mesma trilha curta e mais a trilha da pontinha Pedra Alta até Caieiras, cerca de 3 km e umas 5h de atividade). É preciso agendá-la com 5 dias de antecedência. Ela é extremamente concorrida, e se você não estiver 5 dias antes na ilha para agendar pessoalmente, recomendo que peça para alguma agência agendar para você. Na hora não vai ter vaga! Para a trilha curta não precisa de guia, mas para a longa precisa. A trilha do Atalaia é agendada conforme a maré, que precisa estar baixa, e só são permitidas 100 pessoas por dia. Para a trilha curta entra um grupo pequeno de pessoas a cada meia hora. É tudo cronometrado, e você vai ter 30 minutos dentro da água. A piscina natural do Atalaia é um berçário natural para a vida marinha, tem cerca de 60 cm de profundidade e não se pode tocar o chão, para preservar o local. Por isso é necessário o uso de colete e máscara, na entrada da trilha tem um ponto que aluga o equipamento. Não pode nem usar protetor solar. Vi o maior número e variedade de peixes coloridos, filhotes de tubarão, lulas e até moreias nessa piscina, mais até do que vi no mergulho com cilindro. Se você estiver fazendo a trilha curta, o passeio se encerra aí. Se for a longa, continua e passa por mais 2 piscinas naturais e paisagens incríveis! Mas o trecho final é todo por cima de pedras, tome cuidado. Olha que lindo o vídeo do polvo na piscina do Atalaia!

Tubarãozinho fofo!

Piscina do Atalaia <3

Piscina do Atalaia

Além dessa trilha, há outras que não fiz, como a trilha dos Abreus, a trilha do Capim-Açu, a trilha do Morro São José e outras.

Em meu último dia fui de ônibus nas praias que mais gostei que fiz com o Ilha tour. Fiz sozinha uma caminhada que depois descobri que algumas agências vendem como passeio. Antes consultei com os locais sobre o horário que a maré estaria baixa, pois só assim é possível. Caminhei desde o Mirante dos Golfinhos e a baía do Sancho até a praia do Cachorro, passando pela Cacimba do Padre, praia do Bode, praia dos Americanos, Boldró, Conceição e Cachorro. Do trecho da Cacimba do Padre até a praia do Cachorro, que andei sem parar, embora devagar e apreciando a paisagem, demorei 1,5 h. Fui perguntando pelo caminho, mas sempre, entre uma praia e outra, há uma trilha subindo e descendo o morro. Para as últimas praias há um trecho de pedras para atravessar, um pouco mais longo, mas é só seguir calmamente que chegará na praia seguinte.

Piscina do Atalaia

Piscina do Atalaia

Piscina do Atalaia

Sendo mais aventureiro ou querendo um roteiro mais tranquilo, Fernando de Noronha vai ter algumas das praias mais belas que já visitou!

Praia do Sancho se despedindo!