Se você é daqueles que gosta de um roteiro por cidades do interior vai adorar Analândia. Próxima a Brotas, São Pedro e Itirapina, essa cidade fica a cerca de 225 km de São Paulo. O principal atrativo, avistado de longe, é o Morro do Cuscuzeiro, cartão-postal da cidade (será que é por que parece uma panela de cuscuz, um cuscuzeiro, invertida?). Esse tipo de formação é chamada de Morro Testemunho, por ter testemunhado as mudanças no relevo ao seu redor; é uma formação rochosa que é mais resistente em relação ao terreno em volta, feita de Arenito Botucatu. Ele tem 900 metros de altura, e foi usado para localização por fazendeiros e desbravadores desde a época das fazendas de café.

Estação Anápolis

Estação Anápolis

Mas antes de correr para o Cuscuzeiro, vale a pena dar uma passada na histórica estação Anápolis, inaugurada pela Cia. Rio-Clarense em 1884 (antes Anápolis dava nome ao distrito, que pertencia a Rio Claro). Somente em 1906 Anápolis virou uma cidade e mudou de nome para Analândia por conta de dualidade de nomes de cidades. A estação foi desativada em 1966, mas hoje o local tem importância histórica e, se quiser saber mais sobre essa questão histórica, consulte este site.

Cachoeira do Escorrega

Cuscuzeiro visto da Cachoeira do Escorrega

O primeiro atrativo de Analândia que visitei foi a cachoeira do Escorrega. No local funciona também um camping, que pode ser uma opção para se hospedar. A cachoeira é bem simples, mas o local é bonito, há uma bela vista do Cuscuzeiro e fui muito bem atendida. O custo para entrada foi de R$ 10,00.

Salto Major Levy

Olha como é bem sinalizado!

Eu achei bem fácil me localizar pela cidade, há algumas placas, mas perguntando, encontrei facilmente as rotas que queria. Nada é muito longe, mas acho que é melhor estar de carro para visitar os atrativos pela distância.

Retornando para a cidade conheci o Salto Major Levy. Ele fica bem na entrada da cidade e tem 25 metros. Tem uma lanchonete na entrada e você avista o salto ao descer uma escadaria. Eu achei o local um pouco sujo, se não me engano até a água estava imprópria para banho, e é uma cachoeira bem urbana. Se você visitar esse salto e as condições estiverem melhores me avise! O contato deles é esse.

Vista da estrada indo para a Cachoeira da Bocaina

Vista da estrada indo para a Cachoeira da Bocaina

Depois segui para a Cachoeira da Bocaina, a mais esperada do dia. No caminho a visão do Cuscuzeiro e do Morro do Camelo é belíssima! Algumas paradas na estradinha de terra, em boas condições, renderão ótimas fotos!

Chegando na Cachoeira da Bocaina, após pagar uma taxa de R$ 10,00 para entrar, desci por uma trilha de aproximadamente 15 minutos. A cachoeira fica no meio da mata, derramando-se por um paredão de 45 metros de altura. Ouvi dizer que no local há prática de rapel e cascading. É possível acessar a parte de cima dela, mas tenha cuidado para não chegar muito perto da beira.

Vista da Estrada indo para a Cachoeira da Bocaina: Cuscuzeiro e Morro do Camelo

Vista da Estrada indo para a Cachoeira da Bocaina: Cuscuzeiro e Morro do Camelo

Em seguida retornei por onde vim. No caminho entre a cidade e a Cachoeira da Bocaina há uma porteira que dá acesso ao Morro do Camelo, de onde há uma excelente vista para o Cuscuzeiro. É bem fácil achar essa porteira, ela fica no ponto mais próximo do Morro do Camelo. Tanto o Morro do Camelo quanto o Cuscuzeiro datam de 150 milhões de anos atrás. O Morro do Camelo também tem um formato autoexplicativo, parece ter 2 corcovas, e tem 80 metros de altura. Entrando pela porteira, a trilha está demarcada para subir entre as duas corcovas. Porém, na parte de cima a trilha se divide. Para ter a visão do Cuscuzeiro você precisa subir na corcova da esquerda, então, ao ver a bifurcação, pegue à esquerda. A trilha é bem curta, precisa de um mínimo de esforço para subir, mas não precisa de equipamentos.

Cachoeira da Bocaina: pouca água, mas um belo lugar

Cachoeira da Bocaina: pouca água, mas um belo lugar

Depois de apreciar a vista almocei próximo à base do Cuscuzeiro, onde está o Pedra Viva. Lá eles oferecem camping, restaurante e caminhadas tanto até a base do Cuscuzeiro quanto escaladas até o topo, bem como rapel. Você pode consultar os valores no Facebook deles.

Vista de cima da Cachoeira da Bocaina

Vista de cima do Morro do Camelo

Buscando na internet achei esta agência de passeios, que pode ser útil para quem visitar a região e estiver sem carro. Além desses atrativos, há outros que não visitei, como a Cachoeira da Ponte Amarela, a Gruta Nossa Senhora de Lourdes, a cachoeira da Pedra Vermelha e algumas outras que pesquisei serem de difícil acesso, como a cachoeira Sião (ou Cachoeira da Barrinha) e a Cachoeira do Canyon do Feijão.

Vista de cima do Morro do Camelo: Cuscuzeiro

Vista de cima do Morro do Camelo: Cuscuzeiro

Resolvi acampar em Itirapina, no Camping do Saltão. Isso porque a entrada para visitar as cachoeiras custa R$ 20,00 e o pernoite no camping custa R$ 45,00, mas dormindo lá não precisaria pagar a entrada. Ouvi dizer que em feriados esse lugar fica bem lotado, mas como era um fim de semana comum estava vazio. A estrutura é boa, há lanchonete e alguns quiosques de apoio para montar as barracas próximo. Itirapina fica a 25 km de Analândia, e o acesso ao Camping do Saltão é bem fácil.

Vista de cima do Morro do Camelo: Cuscuzeiro

Vista de cima do Morro do Camelo

Há uma certa confusão sobre a Cachoeira do Saltão estar em Itirapina ou São Pedro. Pelo que percebi, apesar de ela pertencer a Itirapina, São Pedro divulga melhor esse atrativo (como deles) e já vi até Brotas considerando a Cachoeira do Saltão como sua.

Cachoeira do Monjolinho

Descendo para a Cachoeira do Saltão

No domingo aproveitei as 3 cachoeiras da propriedade, além da cachoeira do Saltão também há a Cachoeira Monjolinho e a Cachoeira Ferradura.

Cachoeira do Saltão

Cachoeira do Saltão

A Cachoeira Monjolinho tem 12 metros, mas o acesso é super fácil e ela é bem bonita. Depois, descendo por um túnel e uma escadaria, segui para a Cachoeira do Saltão. É um espetáculo, com seus 75 metros de altura. Tanta imponência rende excelentes fotos e excelente banho! Seguindo pela trilha que acompanha o rio, você pode, em cerca de 10 ou 15 minutos, chegar na Cachoeira Ferradura, com 47 metros. Porém, o volume de água dela é pequeno, então voltamos logo para o Saltão para aproveitar mais.

Cachoeira do Saltão

Cachoeira do Saltão

Essa região é muito bonita, com grandes cachoeiras e esportes radicais, não só Analândia e Itirapina, como São Pedro e Brotas também. Porém, Brotas tem o grande problema de ser elitizada, com valores exorbitantes para entrar nas cachoeiras. Ouvi dizer que a maioria das cachoeiras, em propriedades particulares, está cobrando de 40 a 70 reais somente para entrar no local. Por isso, como sempre tento indicar viagens gastando menos, infelizmente não indico visitar Brotas. Caso você fique sabendo de cachoeiras não tão caras na região me avise, que ficarei feliz em visitar e compartilhar aqui no blog.

Cachoeira do Saltão

Cachoeira do Saltão

No entanto, Analândia e a Cachoeira do Saltão estão indicadíssimas como roteiro para um fim de semana na região, tanto por preços quanto por beleza.

Cachoeira do Saltão

Cachoeira do Saltão

Montevidéu é uma daquelas capitais cheias de história e charme. É ideal para se visitar quando se tem poucos dias, por isso muitas pessoas passam apenas um fim de semana lá. Porém, com um pouco mais de tempo é possível conhecer outras incríveis cidades do Uruguai.

Bairro de Pocitos, em Montevidéu

Praia de Pocitos – Montevidéu

A maioria dos turistas explora o trio Montevidéu, Punta del Este e Colonia del Sacramento, embora existam inúmeros outros locais atraentes no país, como, por exemplo, Punta Ballena, Punta del Diablo, Cabo Polonio e Piriápolis.

Letreiro em Pocitos

Rambla de Pocitos

Fiz um roteiro de 3 dias, que será o descrito aqui. Visitei Montevidéu no primeiro dia, Punta del Este no segundo e Colonia no terceiro. Esse é um roteiro corrido, mas é possível e agradável, apesar de o melhor ser pelo menos mais um dia em Montevidéu e mais um dia para explorar Punta Ballena ou outra região que você queira.

Farol de Punta Carretas

Palácio Salvo, na Plaza Independencia

A época mais agradável para conhecer o país é o verão, pois o inverno pode ser um pouco frio. Eu visitei o Uruguai em novembro, peguei um ar gelado, porém com sol suficiente para queimar. Além disso, no inverno as cidades ficam um pouco mais vazias e paradas, e no verão há mais agito.

Palácio Salvo, na Plaza Independencia

Mausoleo General José Artigas, na Plaza Independencia

Acessei Montevidéu por voo vindo do Brasil. É possível também, se você estiver em Porto Alegre, chegar de ônibus. Algumas pessoas vêm de Buenos Aires de balsa, combinando os dois países. Encontrei muitas pessoas fazendo road trip, principalmente de moto, vindo tanto de São Paulo, passando por várias cidades do Sul do Brasil até chegar ao Uruguai, quanto saindo de alguns estados do Sul mesmo. Isso porque as estradas do Uruguai me pareceram muito boas e o país aparenta ser bem seguro. Se você vem por voo, duas boas alternativas para sair do aeroporto são o ônibus de linha que leva à cidade ou então umas vans que, assim que enchem de passageiros, saem para deixá-los em suas hospedagens. Porém, há também o táxi comum e agora o Uber.

Porta de la Ciudadela, na Plaza Independencia

Fonte dos Cadeados

Fiquei hospedada na região de Pocitos, bairro muito agradável e arborizado (eu achei todas as ruas desse bairro parecidas com “a rua mais bonita do mundo”, em Porto Alegre rs). Comecei com um roteiro a pé, seguindo em direção às Ramblas, mais especificamente à Praia de los Pocitos. As Ramblas são as avenidas “litorâneas” em Montevidéu, local muito agradável, com 22 km te extensão. Quando se chega às praias, há a impressão de que se avista o mar, mas na verdade seria o Rio da Prata.

Mirador da Intendencia

Vista do Mirador da Intendencia

Caminhei talvez por cerca de 20 minutos calmamente até o famoso letreiro escrito Montevideo, ponto clássico para fotografar. Ele fica na Rambla República del Perú em uma parte mais alta, então a vista é excelente! Nessa caminhada à beira-rio passei por várias pessoas turistando, praticando exercícios e levando seus cachorros para passear, é algo muito agradável caminhar tanto pelo calçadão quanto pela areia da praia.

Parque Rodó

Parque Rodó

De lá peguei o caminho reverso pela Rambla de Pocitos. Esses bairros de Pocitos, Punta Carretas e Carrasco são ótimos e com edifícios modernos. Fui até Punta Carretas, onde há um lindo farol. Algumas pessoas praticavam caiaque nessa área. Depois tomei um ônibus para a Plaza Independencia. É bem fácil se locomover de ônibus em Montevideo, dá para ir facilmente a todos os pontos turísticos e identifica-se o destino pelos letreiros neles. Também há opção de táxi e Uber. Algumas pessoas também compram o Bus Turístico, que faz parada em diversos pontos legais de visitar.

Parque Rodó

A Plaza Independencia é um dos lugares mais famosos de Montevidéu. É onde fica o Palácio Salvo, inaugurado em 1928. Essa praça divide a Ciudad Vieja e o centro. Antigamente uma muralha dividia essa região, mas hoje restou somente a Porta de la Ciudadela. No centro da praça está o Mausoleo General José Artigas, onde estão as cinzas desse considerado herói militar.

Caminhei em direção à Avenida 18 de julho, com muitas lojas e restaurantes. Abro parênteses aqui para dizer que nessa parte é onde estão as casas de câmbio com a melhor cotação de Montevidéu. Troquei um pouco de dinheiro no aeroporto (real por peso chileno) apenas para chegar até esse local, onde troquei o restante que precisaria para minha viagem. Segui caminhando pela avenida, passando pela Fonte dos Cadeados (com a clássica ideia de casais apaixonados colocarem cadeados com seus nomes) e continuei até o Mirador da Intendencia (prefeitura) de Montevideo. Esse lugar é interessante, pois pegando um elevador até o 22º andar há um bom mirante. Pode-se visitar o local entre 10h e 16h, mas, apesar de ser gratuito, é necessário pegar um ticket de entrada no posto de informações turísticas bem em frente. Para certificar-se do horário e do funcionamento, pode-se checar no site.

Em seguida, peguei um ônibus para o Parque Rodó. Ele é um parque urbano com 85 hectares localizado no bairro de Punta Carretas. Há muitas áreas de lazer e pedalinhos para passear pelo lago. Próximo a ele há um parque de diversões.

Parque Rodó

Parque de diversões próximo ao parque Rodó

Meu dia em Montevidéu terminou aí, porém senti falta de fazer a visita guiada ao Teatro Sólis (perto da Plaza Independencia), que data de 1856. Veja sobre a programação e as visitas guiadas aqui. Não passei também pela Catedral Metropolitana, na mesma região, seguindo pela rua Sarandí. Não fiz a visita guiada no Palácio Legislativo, nem fui ao Mercado del Puerto. Há alguns museus na cidade também, a feira de artesanato Tristan Narvaja (mas visitei outra feirinha que não me recordo a localização), ou o Baar Fun Fun, para ver danças típicas. Outro local que gostaria de ter visitado é a Vinícola Bodega Bouza, a mais próxima de Montevidéu, a 15 km da cidade, onde é possível agendar uma visita guiada com antecedência pelo site. Este site fala sobre outras vinícolas no Uruguai.

La Mano, Punta del Este

La Mano, Punta del Este

La Mano, Punta del Este

No fim do dia segui para Punta del Este, eu tinha uma passagem comprada pelo site da COT. Foi com essa viação de ônibus que fiz todos os trechos rodoviários, mas existem outras também. Os ônibus são ótimos, e o wifi funciona muito bem! A viagem dura cerca de 2,5 horas (cerca de 130 km de Montevidéu). Algumas pessoas preferem alugar um carro em Montevidéu para fazer as viagens para Punta del Este e Colonia, o que também parece ser uma boa opção se está viajando com mais gente, pois as estradas são boas.

Mirador de onde sai a estradinha para a Casapueblo

Península de Punta Ballena

Casapueblo

Punta del Este é badalada e luxuosa, cheia de cassinos e festas. Lá o Rio da Prata já encontra o Oceano Atlântico. Assim como em Montevidéu, a cidade é mais agitada nos meses de verão, no inverno é um lugar mais tranquilo e pacato, porém ótimo para visitar as atrações turísticas.

Vista da Casapueblo

Casapueblo

Casapueblo

Assim que saí da rodoviária já dei de cara com a atração mais famosa de Punta: o Monumento Los Dedos (ou La Mano, ou Monumento al Ahogado), criado por Mario Irarrázabal em 1982. Corri para fazer as clássicas fotos tentando pegar o mínimo de outras pessoas possível. Porém, um minuto depois um ônibus de excursão com mais de 40 crianças chegou e elas lotaram o lugar. Por isso, retornei no dia seguinte bem cedinho, quando finalmente consegui fazer as fotos sem ninguém além de mim.

Vista da Casapueblo

Casapueblo

Península de Punta Ballena

No dia seguinte voltei à rodoviária e peguei um ônibus para a Casapueblo. Ele é o mesmo ônibus que vai de Punta del Este a Montevidéu, mas você compra na hora e paga o valor proporcional para descer na Casapueblo. Na volta para Punta del Este depois do passeio, apesar de me dizerem que não havia um ônibus de linha que fazia esse trajeto, foi num desses que voltei para a cidade. A Casapueblo fica já em Punta Ballena, a pouco menos de 15 km de Punta del Este, e o trajeto do ônibus demora cerca de 20 a 30 minutos. Ele para na rodovia, num belo mirante para a praia de Portezuelo, onde há uma placa indicando uma rua menor para a Casapueblo. Da placa se caminha 2 km, cerca de 20 minutos andando até a atração. O lugar é muito bonito, do final da península avista-se Punta Ballena. Foi por causa dessa caminhada, que finaliza numa bela vista para as praias, que senti vontade de ficar mais um dia na região, explorando os atrativos naturais dessa área.

Praia Brava, Punta del Este

Praia Brava, Punta del Este

Praia Brava, Punta del Este

A Casapueblo é uma grande e criativa construção branca que lembra muito as casinhas de Santorini, na Grécia (tema de um post futuro neste blog). Ela foi criada pelo pintor e escultor Carlos Paez Vilaró. O local é uma mistura de museu com galeria de arte, mas tem hotel e restaurante também. A visita vale a pena, porque o visual de lá é lindíssimo. Acho que é a segunda atração mais famosa para quem visita Punta del Este. Eu visitei esse local de manhã, porém, dizem que o pôr do sol de lá é espetacular! Você pode pesquisar mais detalhes do site do artista, mas ele funciona das 10h até o pôr do sol e a entrada custa 240 pesos uruguaios (pouco mais de 26 reais). Em no máximo meio período do dia você visita o local, pois não é muito grande.

Igrejinha próxima ao farol, Punta del Este

Farol, Punta del Este

Las Sirenitas, Punta del Este

Depois retornei a Punta del Este e fiz uma caminhada por toda a península, que está dividida entre as praias Brava e Mansa. Os nomes já descrevem um pouco como elas são. Eu iniciei pela praia Brava e fui contornando a península.

Localize-se na península em Punta del este, olha como é fácil! Crédito: http://www.vivapunta.com/es/contenido/vinculos/mapas/

Passando pela Playa el Emir e pela Playa de Los Ingleses, você pode acessar o Farol seguindo pela rua El Faro. Ele é bem charmoso, mas não estava aberto para visitação quando passei por lá. O Farol de Punta del Este foi construído em 1860 e tem 45 metros de altura (você pode pegar informações sobre ele e como visitar aqui).

Punta del Este

Praia perto do porto, Punta del Este

Porto, Punta del Este

Porto, Punta del Este

Retornei à rua da praia para continuar contornando a península, até encontrar, bem na ponta dela, a escultura Las Sirenitas (ou El Canto de las Sirenas), na chamada Punta de la Salina, na Plazoleta Grã-Bretanha. Apesar de deterioradas, acho essa escultura bem interessante! Seguindo a península saí numa região mais chique, onde está o Porto de Punta del Este, cheio de restaurantes e bares. Caminhei até a praia Mansa e até o hotel Conrad e seu famoso Cassino. Depois tentei ir até o Mirador La Vista, um restaurante giratório no último andar do Edifício Torreón, mas achei um pouco caro para subir e desisti.

Porto, Punta del Este

Porto, Punta del Este

Praia Mansa

Cassino Conrad

À noite retornei de ônibus (COT) para Montevidéu, de onde, no dia seguinte, fiz um bate e volta também de ônibus para Colonia del Sacramento. São 2h45 de viagem (180 km). Achei que a cidade lembra Paraty, mas bem menor. Ela é bem charmosa, mas em meio período visitei a cidade toda. Colonia foi fundada em 1680 por Portugal, sendo um centro comercial e militar na época. A parte histórica está bem preservada, e é de lá que saem as balsas para Buenos Aires, o Buquebus ou Seacat (1h de viagem).

Colonia del Sacramento

Colonia del Sacramento

Portón de Campo, Colonia del Sacramento

Chegando na rodoviária, a cerca de 10 minutos a pé, você acessa a parte histórica de Colonia pelo Portón de Campo, onde está um centro de informações turísticas que pode ajudar caso queira mais informações sobre o local. Adentrando por ele, essa parte parece um forte, dá até para subir numa parte da muralha. Seguindo você sai na Plaza Mayor. A mais clássica foto é na Calle de los Suspiros, rua mais antiga da cidade. Apesar de ser fundada por portugueses, a cidade depois passou definitivamente aos espanhóis. Ela foi tombada como Patrimônio Cultural e Natural Mundial pela Unesco em 1995.

Calle de los Suspiros, Colonia del Sacramento

Calle de los Suspiros, Colonia del Sacramento

Colonia del Sacramento

Outro ponto interessante é o farol, que está parte em ruínas, e é possível subir nele, pois há uma bela vista. Na cidade também há alguns pequenos museus, como o do Azulejo, o Municipal e o Naval, além do museu do Humor. Acabei entrando somente no museu do humor (muito criativo!) e depois curti mais passear pelas ruas históricas da cidade, o que foi bem agradável, porém, como disse, em meio período dá para conhecer tudo.

Colonia del Sacramento

Colonia del Sacramento

Farol, Colonia del Sacramento

Voltei para Montevidéu à tarde para pegar meu voo. O Uruguai me encantou, é um lugar cheio de história e muito tranquilo, e certamente retornarei para visitar os pontos que faltaram!

Vista do farol, Colonia del Sacramento

Colonia del Sacramento

Colonia del Sacramento

Urubici é aquele lugar que surpreende a todos que visitam! Lá tem tantos passeios que dá para aproveitar tanto um fim de semana quanto um feriado ou férias, e todas as opções serão excelentes! Isso porque é possível encaixar várias atrações em um só dia, ou então fazer trilhas mais longas e até travessias de muitos dias! Porém, é certo que você vai querer voltar para fazer os passeios que faltaram!

Mirante para Urubici

As atrações na região se dividem não só em Urubici, mas também nas vizinhas São Joaquim e Bom Jardim da Serra. Urubici é pequenininha, com pouco mais de 11 mil habitantes, e tem cara de cidade de inverno, além de todas as pessoas com quem conversei na cidade serem super simpáticas! Talvez você se lembre mais de ouvir sobre São Joaquim, considerada um dos mais importantes destinos com possibilidade de registro de neve no Brasil. E deve ter ouvido sobre a Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra, uma das mais lindas e sinuosas estradas do país. Porém, foi Urubici que me conquistou!

A cidade fica a cerca de 160 km de Florianópolis, e a melhor forma de chegar é alugando um carro (tenha cuidado nas curvas na serra). Isso porque você pode tanto fazer alguns passeios de carro quanto só usá-lo para chegar e fazer os passeios com agência de ecoturismo local. Também dá para fazer esse trajeto de ônibus (aí você vai precisar contratar uma agência para te levar aos atrativos), mas só há um horário por dia. Muita gente também inclui essa região da serra catarinense quando tem muitos dias para conhecer o Sul e está fazendo uma road trip passando por muitas cidades, tanto de carro quanto grupos de moto.

Nas estradinhas de Urubici

Eu visitei a serra catarinense no início do outono, mas muitos querem estar lá no inverno, para tentar a sorte de ter neve. Vi na estrada muitas placas alertando para o perigo de neve ou geada no asfalto, então imagino que para uma viagem no inverno seja melhor se informar sobre as condições das rodovias com sua hospedagem ou agência do local. Estive lá por 3 dias, então vou descrever somente os atrativos que visitei, por isso pertenço ao grupo que quer voltar para conhecer o que faltou.

Em meu primeiro dia, saí cedo de Florianópolis, mas quando cheguei a Urubici estava chovendo, e assim continuou pelo resto do dia. Com chuva não daria para visitar as atrações ao ar livre, por isso combinei com a agência Graxaim (site e Facebook), com quem fiz meus passeios, de organizar em 2 dias minha viagem pela região. Então, aproveitei esse dia para fazer passeios mais urbanos. Urubici tem uma rua principal e é bem fácil se localizar. Há um serviço de atendimento ao turista que fica no Sesc.

Uma linda lojinha em Urubici

Primeiro visitei a Igreja Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens, com uma arquitetura muito interessante e diferente. Há algumas lojas bem charmosas na rua principal, além de uma lanchonete super bacana no Posto Serra Azul, com decoração toda com um estilo de motociclismo e vintage.

Igreja Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Urubici

Lanchonete no posto Serra Azul

Depois segui para uma das poucas coisas que daria para fazer com chuva. Dirigi 60 km até São Joaquim para visitar a Vinícola Villa Francioni. Em São Joaquim há muitas vinícolas, e essa é uma das maiores. Muitos locais me indicaram vinícolas pequenas, disseram que o vinho delas é o melhor de todos da região, mas fiquei com receio de procurá-las no meio da chuva. Por isso, fiz uma visita guiada na Villa Francioni, onde todo o caminho era asfaltado, e, além de ser um lindo lugar, achei o vinho delicioso! Paga-se um valor para a visita, mas ele é revertido para a compra dos produtos ao final do passeio, que inclui degustação.

Vinícola Villa Francioni

Vinícola Villa Francioni

Visitando a Vinícola Villa Francioni

No dia seguinte finalmente o tempo abriu e pude iniciar meu roteiro com a Graxaim, que me atendeu muito bem. As paisagens da região são muito bonitas, cheias de araucárias. Primeiro passamos na Cascata Véu de Noiva, com 62 metros de altura. O local conta com estrutura e faz parte do Parque Nacional São Joaquim. Ela é uma das principais cachoeiras da região, que tem mais de 80 cascatas, e são só 100 metros de caminhada. A Cascata Véu de Noiva fica no caminho para o Morro da Igreja e é cobrada uma pequena taxa de visitação.

Cascata Véu de Noiva

Lá perto tem um lugar muito encantador, o Vale dos Sonhos. Ele parece uma casa de bonecas, com um magnífico jardim florido em frente. Lá vende artesanato, arranjos florais e outros produtos feitos com as flores, temperos e molhos e muitas outras coisas, e o local é um restaurante vegetariano também.

Vale dos Sonhos

Vale dos Sonhos

De lá eu não fui imediatamente para a principal atração do dia, o Morro da Igreja, pois estava aguardando a neblina da manhã baixar. Em vez disso passamos na Gruta Nossa Senhora de Lourdes, uma formação natural com uma queda d’água onde colocaram a imagem da santa.

Gruta Nossa Senhora de Lourdes

Depois fomos pela estrada que eu havia pegado no dia anterior que segue para São Joaquim para conferir o belo mirante de Urubici, no meio da rodovia, e observar as inscrições rupestres da região (a principal é a “máscara do guardião”). Há uma placa indicativa mostrando em que ponto da estrada elas estão (fica a 5 km saindo de Urubici sentido São Joaquim). É fácil achar também porque desse local se avista de longe a próxima atração do dia: a cascata do Avencal. Dizem que as inscrições rupestres datam de 4000 anos.

Inscrição rupestre em Urubici

Vista do mirante da Cascata do Avencal

Um detalhe muito interessante é que essa região toda é uma grande produtora de maçãs, que são distribuídas por todo o país.

Macieira em Urubici

Em seguida adentramos o Parque Cascata do Avencal (site e Facebook), a mais conhecida cascata da região, com 100 metros de altura. Também paga-se uma pequena taxa para visitar e o acesso à parte alta é fácil. Há uns mirantes bem bonitos para a cascata.

Cascata do Avencal

Mais tarde, nesse dia, eu retornei para acessar essa cascata por baixo. A estrada de acesso para a parte de baixo é escondida (fica a 8 km de Urubici) e, apesar de não ser longa, achei ela bem ruim. Precisei contar com a habilidade de minha guia da Graxaim para guiar o carro. A trilha é fácil e relativamente curta, mas o problema é que o caminho é por cima de pedras, que são escorregadias, então deve-se ter atenção e ir de tênis.

Cascata do Avencal

Finalmente fomos para o lugar mais aguardado do dia: o Morro da Igreja, de onde se avista a Pedra Furada. A neblina já tinha cessado, assim a vista fica perfeita! É a região mais fria de Urubici. Se você estiver visitando o Morro da Igreja por conta, sem agência, antes de ir precisará pedir autorização para a subida, pois o local tem quantidade de visitas controlada. De preferência, envie um e-mail para deixar sua visita já agendada, sobretudo em fins de semana e feriados. Depois, passe no ICMBio, no centro da cidade, para pegar sua autorização. A visitação é gratuita, informe-se no site do ICMBio do Parque Nacional de São Joaquim sobre os horários de retirada da autorização (mesmo que tenha agendado).

Pedra Furada vista do Morro da Igreja

Vista do Morro da Igreja

A estrada de acesso ao Morro da Igreja é asfaltada, mas um pouco íngreme e estreita no final, mas é possível ir com carro de passeio até lá em cima (fica a 30 km do centro de Urubici). Quase chegando você entrega sua autorização, pois o local está em área militar (às vezes forma até fila). A vista é espetacular! São 1822 metros de altura e estava um vento bem forte. Uma curiosidade é que lá já foi registrada a temperatura de -17,8 graus, a mais baixa já registrada no Brasil! Lá de cima se vê a Pedra Furada, mas pelo menos na época que visitei, a trilha que vai direto a esse atrativo estava fechada. O Morro da Igreja é visita indispensável, cartão-postal de Urubici!

Vista do Morro da Igreja

Vista do Morro da Igreja

Em meu terceiro dia fui para a região de Bom Jardim da Serra. Primeiro fiz uma caminhada pelo Cânion das Laranjeiras. Ele fica dentro da Fazenda Santa Cândida, é uma caminhada de 5 km de nível moderado. A paisagem do cânion é lindíssima, e essa atividade demora cerca de 3 horas. Paga-se uma pequena taxa de visitação e, para essa trilha, é aconselhável estar com guia.

Cânion das Laranjeiras

Cânion das Laranjeiras

Cânion das Laranjeiras

Cânion das Laranjeiras

Depois disso visitamos a icônica Serra do Rio do Rastro. No alto dela há um belo mirante, porém, descendo um pouco por suas sinuosas curvas, há um mirante melhor ainda! Em dias límpidos é possível avistar uns 100 km de distância a 1460 metros abaixo. Essa estrada tem 12 km e são 284 curvas! O Rio do Rastro acompanha a estrada com algumas cascatas, daí o nome da estrada. Se for descer por ela, é fundamental verificar seus freios, pois é íngreme e com curvas muito fechadas.

Serra do Rio do Rastro

Serra do Rio do Rastro

Serra do Rio do Rastro

Depois de apreciar essa linda estrada fechamos o dia com chave de ouro na Cascata da Barrinha, uma pequena cachoeira próxima do mirante da serra do Rio do Rastro.

Cascata da Barrinha

Cascata da Barrinha

Urubici e arredores deixaram saudade, e certamente voltarei para visitar a Serra do Corvo Branco, a Caverna do Rio dos Bugres, o Morro do Campestre, o Cânion do Funil e outras tantas caminhadas e travessias que existem na região (verifique no site da Graxaim). Incluo um mapa da região para que se localizem entre as atrações que comentei neste post.

Mapa dos atrativos (clique para abrir maior). Essa estrada que passa pelo Belvedere, Cascata do Avencal e inscrições rupestres é a que vai para São Joaquim e Bom Jardim da Serra.

Dizem que esse lugar inspirou Walt Disney quando ele fez o castelo da Cinderela. E o “Schloss Neuschwanstein” seria capaz de inspirar qualquer um com tanta beleza! Esse local é outro daqueles que todo viajante deve ir algum dia na vida. Ele fica na região da Baviera, que seria ao final da Rota Romântica na Alemanha, no vilarejo de Schwangau, perto da cidade de Füssen, no sul do país (a 2 horas de Munique).

Castelo de Hohenschwangau

Castelo de Hohenschwangau

O castelo de Neuschwanstein começou a ser construído pelo excêntrico rei Ludwig II em 1869, mas não foi concluído por causa de sua morte, em 1886. Neuschwanstein significa “Novo Cisne de Pedra”, e foi baseado nas obras do compositor Richard Wagner, que o rei tanto admirava. O rei passou sua infância em outro castelo próximo, o Hohenschwangau (“Castelo do Grande Condado do Cisne”). Ele queria construir um outro castelo que fosse ainda mais impressionante que o que viveu, e que fosse mais recluso também. Por isso ele contratou não um engenheiro para a construção, mas um cenógrafo de teatro, talvez o que deixou esse lugar com um ar de conto de fadas.

Castelo de Hohenschwangau

Castelo de Hohenschwangau

Castelo de Hohenschwangau

Segundo Ludwig II, em carta a Richard Wagner, “A localização é a mais bela que alguém pode encontrar, sagrada e inacessível”. O projeto previa mais de 300 cômodos, mas somente 14 foram finalizados, pois o rei (conhecido como “rei louco”) morreu em circunstâncias estranhas, foi encontrado afogado em um lago nas proximidades. Depois de sua morte o local foi aberto para visitação.

Lago perto do Castelo de Hohenschwangau

Lago perto do Castelo de Hohenschwangau

Algumas pessoas dormem em Füssen (como eu fiz), e outras visitam a partir de um bate e volta de Munique (a 2 horas de lá). Eu dormi em Füssen porque estava visitando a Áustria, então dei uma escapadinha para a Alemanha para visitar esse castelo. Seja como for, você precisa de pelo menos 1 dia inteiro para visitar a região, e se vier de Munique precisa sair bem cedo de lá. Saindo de Füssen, há um ônibus de linha (73 ou 78) que chega em Schwangau em cerca de 10 minutos. Antes de sair do ônibus anote os horários da volta, para não correr o risco de perder o último retorno a Füssen.

Castelo de Neuschwanstein

Vista do Castelo de Neuschwanstein

Para chegar em Füssen, vindo de Munique (München) ou de qualquer outra cidade em que esteja, você pode comprar uma passagem antecipada de trem pelo site da Bahn. Chegando em Schwangau, comprei na hora o ticket para visitar os dois castelos: Neuschwanstein e Hohenschwangau. Isso porque fui em maio, que não é um mês de alta temporada. Porém, recomendo que na alta temporada você compre o ingresso antecipadamente pelo site, pois dizem haver enormes filas e você perde muito tempo, e até há possibilidade de o ingresso se esgotar. Somente se programe para chegar no horário marcado, pois se não estiver na hora certa perderá seu ingresso.

Castelo de Neuschwanstein

Ponte de Marienbrücke

Ponte de Marienbrücke

No inverno (de 16 de outubro a 31 de março), o local funciona diariamente das 9h às 15h. Já no verão (de 1 de abril a 15 de outubro), abre das 8h às 17h. O ingresso para cada castelo separadamente custa 13 euros, mas se comprar os dois combinados custará 25 euros (pelo site há uma taxa de 1,80 euro a mais).

Castelo de Hohenschwangau visto do castelo de Neuschwanstein

Vista do castelo de Neuschwanstein

Para fazer a visita com calma, deixe 1h30 a 2h entre um castelo e outro. Primeiro, conheça o castelo Hohenschwangau. Se tiver comprado o ingresso on-line, antes precisará entrar em uma fila bem menor para retirá-lo. Com cerca de 10 a 15 minutos andando você acessa esse castelo. A visita guiada é em inglês ou alemão, mas você pode pegar um audioguia em português. Porém, em nenhum dos castelos é permitido tirar fotos do interior. O tour dura 30 minutos. Ao final dele, saia pelos fundos, há uma belíssima vista do lago desse local.

Mapa da região (clique para abrir em maior tamanho)

Castelo de Neuschwanstein visto da ponte de Marienbrücke

Depois, visite o Neuschwanstein. A subida para o castelo demora cerca de 30 minutos. Eu fui a pé, achei uma linda caminhada. Porém, se quiser pode subir de charrete ou de ônibus, que levará uns 10 minutos, e paga direto ao condutor. O ônibus não funciona no inverno, e custa 1,80 euro para subir e 1 euro para descer (com neve esse ônibus não opera). De charrete, o valor é de 6 euros para subir e 3 euros para descer.

Castelo de Neuschwanstein visto da ponte de Marienbrücke

Cachoeira abaixo do Castelo de Neuschwanstein (a ponte de Marienbrücke está acima dela)

A visita ao Neuschwanstein também dura 30 minutos. Todos os cômodos são impressionantes e com decoração bem trabalhada, é uma aula de história! Depois da visita, vá até a melhor vista desse incrível castelo: a ponte Marienbrücke. No inverno essa ponte fica fechada. A vista é perfeita! Às vezes forma-se até um trânsito de pessoas nela. Não deixe de ir, acho que é o auge do passeio!

Rio abaixo do Castelo de Neuschwanstein (a ponte de Marienbrücke está acima)

Trilha abaixo do Castelo de Neuschwanstein

Se sobrar tempo ou caso esteja por mais de um dia na região, em volta dos castelos há algumas lindas trilhas. Como eu estava dormindo em Füssen, após visitar os castelos consegui fazer uma delas. Debaixo do Neuschwanstein há uma bela e enorme cachoeira! Eu não sabia disso, e descobri ao avistá-la de cima da Marienbrücke. Virou uma missão conseguir descer nessa cachoeira. Depois de muito procurar, descobri uma escada de acesso que descia bem ao lado do castelo. Ela é meio escondida, então procure bem que vai achar! Seria possível fazer o trajeto ao contrário, pois a trilha termina atrás do estacionamento dos carros de passeio, mas talvez seja mais difícil de achar.

Trilha abaixo do Castelo de Neuschwanstein

Trilha abaixo do Castelo de Neuschwanstein

Descendo para a cachoeira maior, você pode continuar seguindo, há uma trilha bem demarcada, parte de cascalho e parte de passarelas. Ela é bem tranquila e curta. Margeando o rio, você verá lindíssimas paisagens e cachoeiras menores. Acho que para quem tem tempo, é um plus fazer essa pequena trilha. Você vai sair atrás do estacionamento, na parte de baixo dos castelos.

Trilha abaixo do Castelo de Neuschwanstein

Trilha abaixo do Castelo de Neuschwanstein

Eu só fiz essa trilha, mas acho que há outras perto do lago. Além disso, recomento fortemente que passeie pela bela cidade de Füssen. Eu dei uma volta rápida apenas, mas a cidade é realmente linda, com as montanhas nevadas ao fundo. Há mais informações sobre o local no site de venda de tickets que mencionei acima, neste site também e no site de Füssen.

Füssen

Os castelos de Neuschwanstein e Hohenschwangau certamente vão te deixar encantado, é um lugar realmente mágico, e Füssen é um encanto!

Füssen