O mundo do cinema sempre inspira os viajantes. E entre uma viagem e outra, nada melhor do que curtir um belo filme que mostre alguns destinos legais de se visitar. Pensando nisso, fiz uma lista de 15 filmes que já me inspiraram a viajar (e espero que te inspirem também rs). Há muito mais filmes sobre viagem, mas vai ficar para uma segunda lista. Você já assistiu a esses filmes?

1. Na natureza selvagem

Nada melhor do que começar com um dos mais clássicos filmes sobre viagem, Na natureza selvagem. Essa é uma história baseada em fatos reais sobre Christopher McCandless, criado numa família tradicional e rígida para ser um bem-sucedido estudante e ter um futuro profissional de sucesso. Após cumprir os desejos de sua família ao se formar na universidade, Christopher larga tudo para embarcar numa vida na natureza selvagem, longe de bens materiais e da hipocrisia da sociedade. Ele inclusive muda seu nome para Alexander Supertramp, e parte em busca da verdadeira liberdade, felicidade e autoconhecimento. Nessa busca passa por lugares incríveis, navega pelo rio Colorado, segue em direção ao México e depois ruma ao Alasca, conhecendo pessoas que mudam sua vida, assim como ele muda as delas. O filme, de 2008, ainda conta com uma incrível trilha sonora de Eddie Vedder. Baseado no livro de Jon Krakauer, o filme foi dirigido por Sean Penn.

2. Na mira do chefe

Esse filme de 2008 se passa na pequena e bela cidade de Bruges, na Bélgica, e me inspirou a visitar o local. Na mira do chefe (ou, em inglês, In Bruges) é um filme de humor negro em que dois matadores (Colin Farrell e Brendan Gleeson) são enviados para Bruges a fim de aguardar instruções de seu chefe (Ralph Fiennes). Porém, sentem-se deslocados e passam a turistar pela charmosa cidade medieval. Enquanto o personagem de Colin sente-se irritado de estar lá, o de Brendan se encanta com a cidade de contos de fadas. Vale a pena ver para se inspirar com as cenas de Bruges.

3. Casa comigo

Essa comédia romântica me deu vontade de sair correndo para visitar a Irlanda. Amy Adams, nesse filme de 2010, viaja para o país atrás de uma tradição local: o dia 29 de fevereiro é o único dia do ano em que as mulheres podem pedir os homens em casamento. Porém, após aterrissar no lugar errado, ela tem que atravessar o país com a ajuda do dono de uma hospedaria. Esse doce filme mostra lindas paisagens do interior da Irlanda e me inspirou a visitar o país.

4. Sob o sol da Toscana

O livro de Frances Mayes inspirou este belo filme, com clássicas paisagens da Toscana. No filme, a escritora embarca numa viagem à Toscana após receber o pedido de divórcio de seu marido. Deprimida, a personagem ganha a viagem de uma amiga para se curar, mas chegando lá, em um impulso, resolve comprar uma casa numa vila próxima a Cortona. Pouco a pouco Frances se deixa conquistar pela Toscana, pelos amigos que faz e se apaixona novamente. E esse filme de 2004 fará você se apaixonar e correr para a Toscana!

5. Livre

Livre (Wild) a princípio não me conquistou. Porém, após ler o livro, passei a admirar totalmente esse filme. Cheryl Strayed (Reese Whiterspoon), após a repentina morte da mãe, vê sua vida desmoronar. Distancia-se da família, desiste de seu casamento e entrega-se à heroína. Porém, 4 anos depois, resolve percorrer sozinha 1.770 km pela belíssima trilha Pacific Crest Trail, a PCT, na costa oeste dos Estados Unidos. Sem nenhuma experiência em trilhas, essa jornada a ajuda a se fortalecer e se autodescobrir, uma verdadeira história de superação. Baseado em fatos reais, Livre (2015) me fez ter vontade de fazer essa trilha completa um dia. Fica a dica para ler o livro também.

6. Uma caminhada na floresta

Com Robert Redford e Nick Nolte, Uma caminhada na floresta (A walk in the woods), de 2015, se passa em outra trilha dos Estados Unidos, a Appalachian trail, na costa leste do país. Após muitos mochilões pela Europa, o personagem de Robert Redford, já na terceira idade, resolve que nunca é tarde para aproveitar a vida e convida um antigo colega de viagens para fazer a trilha dos Apalaches, de 3.000 km, e provar que mesmo nessa idade ainda há muito o que se viver. Essa caminhada cheia de hilariantes surpresas te leva para conhecer mais uma trilha dos EUA.

7. Antes do amanhecer

Esse fascinante filme com Ethan Hawke e Julie Delpy te fará ter vontade de conhecer a bela Viena, na Áustria. Na história, o americano Jesse e a francesa Celine se conhecem num trem pela Europa e ele a convence a desembarcar em Viena. Atravessando uma noite inteira passeando pela cidade, eles se conectam por meio de reflexivas e interessantes conversas e pouco a pouco se apaixonam. Antes do amanhecer (Before Sunrise, de 1995) poderia ser maçante, mas em vez disso, ele se revela uma grata surpresa, doce, leve e apaixonante. Tanto que acabou gerando duas continuações, Antes do por do sol e Antes da meia-noite.

8. Chef

Com roteiro inusitado e uma trilha sonora ótima, este filme te fará ter vontade de fazer road trips. Com Jon Fravreau, Robert Downey Jr., Dustin Hoffman, Scarlett Johansson e Sofía Vergana, o filme conta a história de um renomado chef de cozinha que adora inovar, mas um dia recebe a visita de um crítico gastronômico que “detona” com suas opiniões negativas. O personagem, de gênio forte, acaba sendo demitido e a briga viraliza na internet. Sem perspectiva de arrumar emprego em outro restaurante ele resolve tentar a sorte com um food truck de lanches mexicanos e, viajando pelos EUA, redescobre o entusiasmo pela vida, pela gastronomia e o amor. Este filme leve e engraçado de 2014 não deixa de ser uma história de superação e vai te inspirar em muitos sentidos.

9. The fundamentals of caring

Também sobre uma road trip, esse filme de 2016 com Paul Rudd conta a história de Ben, um escritor frustrado com os problemas da vida, que decide se aventurar por uma nova carreira, a de cuidador. Porém, seu primeiro cliente é Trevor, um adolescente com distrofia muscular reclamão, mal-humorado e sarcástico que nenhum cuidador aguenta. Após descobrir os desejos do jovem de conhecer alguns lugares do país que ele via no noticiário, sobretudo um local que era dito o buraco mais fundo do mundo, Ben decide levá-lo para provar que é possível superar seu problema e realizar seus sonhos. Aos poucos eles se entendem e o filme mostra o valor que devemos dar às coisas simples da vida e à amizade.

10. O caminho

O caminho, ou The way, me fez ter vontade de embarcar já para a Europa e fazer o caminho de Santiago de Compostela. No filme, o filho de Tom (Martin Sheen) está prestes a iniciar o caminho de Santiago quando acaba perdendo a vida em uma fatalidade. Tom viaja para a França a fim de recolher o corpo de seu filho, mas, ao chegar lá, decide realizar o desejo dele: resolve na hora fazer o Caminho de Santiago, sem nenhum preparo ou experiência, levando as cinzas do filho. Durante essa peregrinação Tom encontra companheiros únicos de viagem e aprende que “você não escolhe uma vida, você vive uma”.

11. A vida secreta de Walter Mitty

Neste filme de 2013 com Ben Stiller, seu personagem Walter Mitty trabalha na revista Life como laboratorista de fotografias. Walter Mitty é um cara normal, cheio de sonhos, mas preso na rotina. Após receber os negativos das fotos da nova edição percebe que falta uma, a que deveria, segundo o famoso fotógrafo que as fez (Sean Penn), entrar como capa da revista. Isso funciona como um gatilho para que Walter Mitty saia em uma jornada atrás da foto faltante e seu fotógrafo, o que o faz sair da zona de conforto, passando por lugares belíssimos e mudando sua vida!

12. Up! Altas aventuras

Esta animação de 2009 me inspirou a procurar a terra das cachoeiras gigantes! E colocando esses dizeres do filme no Google, a princípio não achei o Monte Roraima e o Salto Angel, locais em que o filme se baseia, mas sim, a bela terra de cachoeiras gigantes brasileira, a paranaense Prudentópolis! Em seus primeiros minutos, o filme já é capaz de arrancar lágrimas de muita gente, contando a história de vida de Carl e sua amada Ellie, que se conheceram na infância e sempre sonharam em uma aventura na América do Sul. Porém, com o passar dos anos e muitas dificuldades, Ellie falece após uma vida de amor e alegrias ao lado de Carl. O personagem torna-se um velho rabugento, que é surpreendido com um empreendimento imobiliário que quer derrubar sua casa. É nessa hora que a história e a vida de Carl sofrem uma reviravolta: ele amarra milhares de balões à sua casa, que sai voando, porém, com um intruso, o escoteiro Russell. Assim eles saem em direção finalmente à terra das cachoeiras gigantes, o local em que Carl e sua falecida esposa sempre desejaram morar. O filme é uma lição de vida que diz para nunca desistir de seus sonhos!

13. Hector e a procura da felicidade

Hector é um psiquiatra que está à procura de resolver os problemas de seus pacientes e ajudá-los a encontrar a felicidade. Ao lado de sua esposa Clara, ele mesmo não sabe o verdadeiro significado da felicidade e vive em meio a dúvidas existenciais. Então ele decide sair pelo mundo procurando esse real significado para as pessoas e através de suas experiências. Nessa jornada ele visita a China, a África e Los Angeles, e com as pessoas que encontra, tira suas conclusões sobre o real valor da existência e da felicidade. É um filme (2016) leve, doce e cheio de lições de vida, com um toque de humor, mostrando belos lugares do mundo.

14. Copenhagen

Esse filme de 2014 me fez ter vontade de conhecer a bela cidade de Copenhagen. William é um imaturo jovem de 28 anos que viaja pela Europa e decide procurar por seu avô na cidade de Copenhagen. Lá ele conhece a jovem Effy, que o auxilia em sua busca, mas sem perceber, apesar de sua pouca idade, o ajuda a resolver seus problemas de maturidade. Com as cenas do filme, a Dinamarca entrou na minha lista de países a visitar!

15. Trilhas

Este filme é baseado no livro Trilhas (Tracks) de Robyn Davidson. O filme, de 2013, adapta as memórias de Robyn, que em 1977 cruzou sozinha os desertos australianos por 2.700 km em direção ao mar com sua cadela e 4 camelos. Com o papel interpretado por Mia Wasikowska, Robyn parte numa jornada de autoconhecimento. Ela aprende a treinar os camelos e aceita um patrocínio da National Geographic, que impõe a condição de que um fotógrafo a encontre em alguns pontos para fotografá-la para a revista. Nessa envolvente história de trekking Robyn enfrenta o extremo calor do deserto, a fome e a sede, cobras e camelos selvagens, sendo uma bela inspiração para trekkings de longa distância através da figura dessa forte heroína.

Pensa numa vila rústica e charmosa em uma praia perfeita. Pensou? Bem-vindo à Guarda do Embaú! Essa é uma das maravilhas do litoral catarinense, entre Floripa, Bombinhas, praia do Rosa e outras. Pertencente ao município de Palhoça, a Guarda fica a 50 km de Floripa sentido sul do estado.

Vilinha da Guarda do Embaú

Este é o rio da Madre

Conhecido reduto de surfistas por suas boas ondas, a Guarda do Embaú reserva também ótimas caminhadas, mirantes e piscinas naturais, além de ser considerada uma das 10 praias mais belas do Brasil. Fora isso, a diversão à noite é garantida com seus bares, restaurantes e lojinhas de artesanato.

Trilha do lado esquerdo do rio da Madre

É bem sinalizado!

A época do ano para visitar? É praia! Bora no verão! Mas evite períodos como Ano Novo e Carnaval, as estradas de Santa Catarina costumam acumular muito trânsito nessas épocas. Eu fui num feriado em novembro, e fiz um corridão, visitei em 4 dias inteiros:

– 1 dia na Guarda do Embaú

– 1 dia na Praia do Rosa

– 1 dia em Bombinhas

– 1 dia em Balneário Camboriú

Encontro do rio da Madre com o mar

Mirante da Pedra do Urubu (e a foto que abre o post também!)

É suficiente? Faltaram algumas coisas para conhecer. E foi um corridão, não tive muito tempo para ficar curtindo praia. Mas para esta pessoa hiperativa aqui foi ótimo! Neste relato descreverei os dois primeiros dias, Guarda do Embaú e Praia do Rosa. E em outro ficam Bombinhas e Balneário Camboriú.

Outro lado do mirante da Pedra do Urubu

Zoom na praia da Guarda!

Ou seja, se você quiser, é possível passar um fim de semana somente na Guarda, ou então fazer só Guarda e Praia do Rosa se só tiver esses poucos dias.

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira

Para chegar à Guarda, se você for de algum estado longínquo, precisará pegar um voo para Florianópolis. De lá poderá seguir para a Guarda ou alugando um carro, opção que fiz, ou pegando um ônibus para a Praia da Pinheira com a Jotur ou a Santo Anjo.

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira

Cheguei na Guarda e, após deixar as coisas em minha hospedagem, fui a pé para a praia. A Praia da Guarda é dividida da vilinha pelo rio da Madre. Essa praia parece ótima para curtir o dia e tem uma boa extensão para andar. Porém, para acessá-la você precisa atravessar o rio, a pé se a maré estiver baixa e de barquinho se estiver alta. No local há vários barqueiros que cobram R$ 3,00 para atravessar.

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira: a vila da Guarda tá lá longe!

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira: Guarda ao fundo

Como fui direto para as trilhas, não precisei atravessar o rio, mas sim, margeei pelo canto esquerdo. Desse modo, se prosseguir, você passará pela praia do Evori. Porém, minha primeira trilha foi para a Pedra do Urubu.

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira: Prainha ao fundo

Essa é a Prainha

A Pedra do Urubu é um belíssimo mirante com uma incrível vista! Seguindo por essa trilha que mencionei, margeando o lado esquerdo do rio, você encontrará uma bifurcação à esquerda (há uma placa indicando). Pegue-a, depois mantenha sempre à direita. (Como toda trilha, indico sempre ir de tênis.) O começo da trilha é mais suave, depois, mais para o final, a subida fica mais íngreme. São uns 25 minutos de trilha mais ou menos. Apesar desse esforço final da subida, achei a caminhada relativamente tranquila. Chegando lá me emocionei com a lindíssima vista!

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira: essa área é mais rural

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira: trilha demarcada, passe pela porteira

Após descer pelo mesmo caminho que vim, fui fazer a segunda caminhada mais esperada da região, a trilha da praia da Guarda do Embaú até a praia da Pinheira. Seria na direção que prosseguiria se não tivesse pegado o desvio à esquerda para o mirante da Pedra do Urubu. Há uma placa indicando Prainha. São mais ou menos 7 km de caminhada, mas achei tranquilo. Só havia um trecho com pedras para subir, mas foi bem fácil.

Trilha da Guarda até a praia da Pinheira: siga o caminho

Praia do Maço, no vale da Utopia

Antes de continuar, veja a seguir o mapa dessa trilha. Eu não atravessei o rio, como mostrado nesse mapa. Em vez disso, segui margeando perto do ponto azul que está fora da rota. O ponto azul fora da orla é a Pedra do Urubu.

Clique para aumentar. Mapa da trilha da Guarda do Embaú até a praia da Pinheira. Fonte: http://pousadaraizesdaguarda.com.br/website/trilhas-na-guarda-do-embau/

Praia do Maço, no vale da Utopia

Praia do Maço, no vale da Utopia

Você passará por lindas paisagens. A primeira praia que encontrará será a Prainha. Muita gente pega esse caminho só para ir até ela, e volta por onde veio. Continuando você passará por belos costões rochosos muito bons para apreciar e fotografar. Nesse trecho, a área parece ficar um pouco mais rural, e é possível encontrar vacas pelo caminho. Siga pela porteira que está lá para as vacas não passarem e verá que a trilha está demarcada pelo trecho mais gasto do gramado.

Trilha da praia do Rosa até a Praia Vermelha

Trilha da praia do Rosa até a Praia Vermelha

Trilha da praia do Rosa até a Praia Vermelha: praia do Rosa ao fundo

Continuando, você chegará num local extremamente bonito: o Vale da Utopia, que abriga a linda Praia do Maço. Essa região é um reduto de hippies, mas quando passei não havia ninguém. Após comprar algo para beber no Bar da Praia do Maço, segui pela trilha até a Praia de Cima. Parece que nessa região há algumas piscinas naturais formadas pelas pedras que dizem ser muito boas para banho. Continuando, finalmente alcancei a Praia da Pinheira.

Trilha da praia do Rosa até a Praia Vermelha: chegando na Praia Vermelha

Saindo da Rosa Sul sentido praia do Luz

Essa parte já é urbana, e de lá, não precisei voltar para a Guarda pelo caminho que vim, mas voltei pela cidade. Esse trecho entre as ruas da cidade até a Guarda é bem menor que a trilha pela praia, são só 2 km, por isso cheguei de volta bem rápido (claro que essa distância depende do quanto você andar pela praia). Quem estiver hospedado na Praia da Pinheira pode fazer esse percurso todo que fiz ao contrário. Não se esqueça, para esse trajeto, de levar água, protetor solar e um lanchinho.

Saindo da Rosa Sul sentido praia do Luz: vista de cima do costão direito

Saindo da Rosa Sul sentido praia do Luz: praia do Rosa ao longe

Praia do Luz

No outro dia peguei o carro e fui até a praia do Rosa, no município de Imbituba, cerca de 30 km sentido sul do estado a partir da Guarda. Chegando lá minha primeira caminhada foi para o lado esquerdo da praia (via Rosa Norte). Lá há uma trilha bem fácil por cima de passarelas que leva até a Praia Vermelha, e se quiser pode continuar também até a praia do Ouvidor.

Lagoa de Ibiraquera

Praia do Luz

Depois retornei por onde vim e fui explorar o lado direito da praia do Rosa (seria Rosa Sul). Achei a vista desse lado mais bonita, conforme subia no costão os ângulos variavam, até eu encontrar o ponto perfeito para fotos. Continuando a caminhada, saí na praia do Luz, onde havia muitos praticantes de kitesurf, e seguindo mais um pouco saí na lagoa de Ibiraquera, onde havia várias pessoas curtindo a água. Aparentemente, essa lagoa é muito grande e eu poderia ter explorado mais o local.

Vista da Praia do Rosa de cima do costão direito

Vista da Praia do Rosa de cima do costão direito

Praia do Rosa

Depois retornei por onde vim, e segui para a região central da Praia do Rosa, onde está a Lagoa do Meio, também muito agradável para nadar. Para se localizar melhor, veja o mapa a seguir. Dizem que nessa região, nos meses de julho a novembro, é possível avistar baleias franca. Faltou conhecer a Praia da Ferrugem, que dizem ser muito bela. As caminhadas pela praia do Rosa oferecem belos mirantes e são bem agradáveis para quem gosta desse tipo de passeio, se não, a praia e a lagoa do Meio servem muito bem para passar o dia.

Clique para aumentar. Mapa da região da Praia do Rosa. Fonte: http://www.cabanasuhuru.com.br/imagens/mapa.jpg

Praia do Rosa

Lagoa do Meio, na praia do Rosa

Tanto na Guarda do Embaú quanto na Praia do Rosa achei tranquilo caminhar sozinha, e encontrei outros turistas passeando por essas trilhas. Esses dois destinos são encantadores e, independente do seu estilo de viagem, são locais que agradam a todos que visitam.

Tchau, praia do Rosa!

Escolher quais visitar entre 6000 ilhas gregas não é tarefa nada fácil, apesar de somente 227 serem habitadas (e mesmo assim, só 80 têm mais de 100 habitantes). Por isso, é certo que apenas em uma viagem à Grécia não será possível conhecer todas.

Estrada em Zakynthos

Península próxima a Porto Vromi vista da estrada

Para facilitar sua escolha, primeiro você precisa entender a geografia grega e o mar Egeu. As ilhas gregas são divididas em grupos: as Cíclades, o Dodecaneso, as Espórades, as Jônicas, as Sarônicas e as do norte do mar Egeu. Para entender melhor, veja o mapa:

Clique para abrir. Crédito mapa: http://www.greekisland.co.uk/greeks/greek-maps.htm

Estradinha para Porto Vromi

Vista da estradinha para Porto Vromi

No conjunto das ilhas Cíclades estão as famosas Santorini e Mykonos. Já Creta, maior ilha da Grécia, está na porção meridional do mar Egeu. Rhodes está no Dodecaneso. E o tema desta postagem, Zakynthos, além da Cefalônia e de Corfu, está entre as ilhas Jônicas.

Chegando em para Porto Vromi

Porto Vromi

Precisei pesquisar em muitos e muitos blogs para descobrir quais ilhas eu gostaria de ir em minha primeira visita à Grécia. Por fim, escolhi Santorini, Zakynthos e Cefalônia. Como eu queria ver aquela famosa arquitetura grega de casinhas brancas e tetos azuis, a escolha foi uma das ilhas Cíclades: Santorini. Isso porque é uma região com esse tipo de arquitetura, além de mais árida e com algumas ilhas vulcânicas. Essa ilha será tema de outro relato, mas por ela, eu vi que nem todas as ilhas gregas têm aquele mar azul brilhante. Que essas ilhas vulcânicas apresentam areia escura, ou até pedrinhas pretas no lugar de areia, e como é a cor da areia que determina a “cor” do mar, este seria “escuro”, apesar de transparente.

Porto Vromi

Porto Vromi: não é qualquer porto

Mas eu também queria ter a experiência com a qual sempre sonhei, aquele mar de filme, estonteantemente azul! Então eu consegui isso escolhendo as ilhas Jônicas, com um clima mais temperado e vegetação mais abundante. Esse conjunto de ilhas teve muita influência italiana, então você não encontrará as casinhas brancas das ilhas Cíclades. Por fim, eu queria conhecer a “praia mais bonita do mundo”, assim denominada pelo TripAdvisor. E queria conhecer mais uma outra ilha próxima, mas que também fosse paradisíaca. Escolha natural? Zakynthos e Kefalonia, bem próximas uma da outra!

Embarcando em Porto Vromi

Embarcando em Porto Vromi

Como são destinos de praia, a melhor época para visitar é sempre o verão, de junho a setembro.

Para chegar, se está vindo do Brasil, provavelmente precisará pegar voo para alguma capital da Europa. E de onde estiver, é provável que antes você visite Atenas.

Chegando na Navagio Beach

Finalmente: Navagio Beach

Você pode chegar a Zakynthos de várias formas.

Se for de avião:

Existem algumas cidades da Europa que oferecem voos diretos para Zakynthos. Mas de Atenas com certeza tem. Portanto, consulte os sites da Aegean Air, da Olympic Air, da EasyJet e da Ryanair. Eu viajei de Atenas a Zakynthos com a Aegean, os preços estavam muito bons e é apenas 1 hora de voo.

Navagio Beach: um sonho!

Navagio Beach: é muito azul!

Se for de ônibus (ou carro alugado) + ferry boat:

Em Atenas você pode pegar um ônibus no terminal KTEL (Rua Kifissou, 100). Esses são os preços e horários que ligam a capital do país a Zakynthos. São 3,5 horas de viagem.

Navagio Beach: praia do coração <3

Navagio Beach: paraíso azul

Na verdade, de ônibus (ou carro), você primeiro precisa ir até Kilini (ou Kyllini). Esse é o ponto no continente onde você pegará o ferry boat, e daí pode ser ou para Zakynthos ou para Kefalonia. A Kefalonian Lines e a Levante Ferries são as empresas de ferry boat que fazem o trajeto de Kilini a Zakynthos (ou a Kefalonia) e vice-versa. Nos sites você pode ver os preços atualizados, bem como os horários. O percurso é de 1 hora. (Note que há um preço para quem atravessa a pé e outro a mais para quem vai atravessar com um carro.)

Navagio Beach: sonhando

Navagio Beach: naufrágio que deu nome à praia

No verão, há também 2 horários por dia para fazer o trecho de ferry entre Zakynthos e Kefalonia, porém, como são poucos horários e o ferry não sai do centrinho principal de Zakynthos, mas sim de um lugar mais distante (Agios Nikolaos), achei que seria mais trabalhoso, no meu caso, ir de uma ilha à outra dessa forma, e preferi, assim, sair de Zakynthos, ir a Kilini e de Kilini a Kefalonia. Porém, se você tiver alugado um carro em Atenas e for atravessar para as ilhas no ferry com esse carro, imagino que será mais fácil circular pela ilha e escolher sua logística perfeita.

Navagio Beach: paraíso azul

Navagio Beach: navio Panagiotes

Eu comprei na hora o ferry e foi bem tranquilo, mas há muitos sites que vendem antecipado tanto esse trecho das ilhas jônicas quanto outros por toda a Grécia (por exemplo, Danae e Ionian Group e Paleologos e Ioninanpelagos e Helenic Sea Ways e Greek Ferries e Blue Star Ferries e Ferries.gr e Ferries Greek Islands e Anek). Quando fui a Santorini comprei antecipado. Escolhi o site mais simpático e deu certo rs. Foi pelo Greek Ferries. A compra foi pela internet, mas fui em Atenas na agência trocar o voucher pela passagem em si. Todos os ferries que peguei na Grécia mais pareciam navios de luxo, com wi-fi e restaurante (nada que lembre, por exemplo, as travessias de balsa de Santos a Guarujá ou de São Sebastião a Ilhabela rs).

Navagio Beach: canto esquerdo

Outra praia próxima a Navagio Beach

Zakynthos (ou Zaquintos ou Zante) é a terceira maior ilha jônica (Ionian Islands), com cerca de 45 km de extensão (125 km de litoral). Porém, as estradinhas da ilha muitas vezes são estreitas, apesar de todas asfaltadas e, por isso, é certo que você levaria mais de 1h para ir do sul até o norte.

Outra praia próxima a Navagio Beach: segunda parada do barco

Praia próxima a Navagio Beach: tão azul quanto

Eu me hospedei na região de Keri, na parte sul da ilha, e a escolha foi totalmente baseada no preço. Fiquei numa pousada onde o quarto era equipado com fogão e geladeira, o que me permitia cozinhar. Veja no mapa abaixo para se localizar melhor. Por esse mapa, os ferries para e de Kilini chegam onde está escrito Zakynthos, que seria como se fosse o “centrinho” da ilha, com maior quantidade de lojas, restaurantes e serviços. O aeroporto está um pouco à esquerda (perto de onde está escrito Kalamaki). Keri fica na extrema esquerda no sul. Se você for fazer o trajeto entre Zakynthos e Kefalonia direto, sem passar por Kilini, os ferries saem do extremo norte, onde está escrito Agios Nikolaos e Skimari. E onde está escrito Shipwreck, no norte do lado direito, é nossa menina dos olhos, o motivo de visitar Zakynthos, a Navagio Beach (ou Shipwreck, ou praia do Naufrágio). Observe também no mapa do lado esquerdo, entre Keri e Shipwreck, os highlights Porto Limnionas e Porto Vromi.

Clique para abrir maior. Crédito: http://www.zanteisland.com/en/zakynthos-maps.php

Clique para abrir maior. Crédito: http://www.bellavistazante.gr/en/about-zante

Praia próxima a Navagio Beach

Eu passei 2,5 dias em Zakynthos, e foi suficiente para conhecer os destaques que eu queria. Porém, depois que voltei descobri outros lugares que gostaria de ter visitado na ilha. Por exemplo, saindo de Keri há um passeio de barco que parece ser bem interessante a uma ilha chamada Marathonissi, um ponto de preservação de tartarugas, ou outras praias ao norte e ao leste da ilha (por exemplo, Xigia, Little Xigia e Makris Gialos), ou, ainda, alguns pontos históricos e a noite no distrito de Laganas. Descobri também que há agências que oferecem passeios diferenciados de bike e de caiaque, como a Zante Blue.

Passeio de barco a Navagio Beach

Blue Caves

Blue Caves

Cometi um erro muito bobo, por falta de pesquisa. Portanto, leiam e releiam este blog e todos os que puderem antes de fazerem suas viagens. Eu cheguei em Zakynthos e descobri um fato: não há transporte público em Zakynthos. E você não vai conseguir ir a pé até os lugares que quiser visitar.

Blue Caves: azul neon

Entrando nas Blue Caves

Na verdade, minha ideia era ir de táxi para todos os lugares. Porém, ao chegar lá, descobri que pegar um táxi é uma “pequena facada”. Foi uma experiência da qual depois dei risada, mas que na hora me deixou aflita. Mostrei o endereço de minha pousada para um taxista. Ele me deixou numa estrada de terra com algumas casas, apontou uma, fez uma ligação (em grego) e me disse que era lá, e então foi embora. Depois de esperar 40 minutos e encarar a realidade de que ele não conhecia o endereço, mas também não quis perder a corrida, saí nervosa caminhando com minha cargueira pela rodovia, sem saber para qual direção andar. Felizmente, depois de meia hora andando achei uma pequena vila. Lá achei uma locadora de carros e descobri que minha hospedagem era muito próxima.

Num ponto próximo às Blue Caves

Num ponto próximo às Blue Caves

Portanto, anotem: a melhor maneira de de circular pela ilha e conhecer Zakynthos e seus atrativos é alugando um carro, ou uma scooter, ou um quadriciclo. Depois de corrigir meu erro e alugar um carro (que consegui dividir com uma simpática japinha que conheci na locadora em Keri), fomos direto para um lugar único no mundo: Navagio Beach!

Blue Caves: são várias

Outra praia próxima às Blue Caves

Navagio Beach (ou Shipwreck) tem esse nome por conta de um antigo navio encalhado na praia, que acrescenta charme a um lugar que já é charmoso por natureza. Dizem que na década de 1980 o navio Panagiotes, que era de piratas, servia ao contrabando, traficava tabaco e bebidas e, ao encalhar, acabou sendo abandonado por lá.

Outra praia próxima às Blue Caves

Na verdade são pedrinhas, não areia

Para acessar essa praia, você terá que pegar um barco de um desses 3 lugares: Porto Vromi, Agios Nikolaos ou Skinari. Porém, como Porto Vromi é o local mais próximo, é também onde o valor do barco será o mais barato.

Vista do mirante da Navagio Beach

Mirante da Navagio Beach: navio naufragado

Dirigimos até Porto Vromi e, ao se aproximar, já da rodovia a visão de um mar azul nos deixava sem fôlego! Para acessar o local você desce por uma estreita e cheia de curvas estradinha, é preciso ir devagar e com atenção. Porém, quanto mais próximo chegávamos mais bonito ficava. Estacionamos em Porto Vromi e o lugar não parecia em nada com um porto comum. Isso porque o lugar é extremamente paradisíaco! Claro, é um local de onde saem barcos, mas eu poderia tranquilamente passar umas boas horas nadando por lá e curtindo a prainha de Porto Vromi.

Vista do mirante da Navagio Beach

Mirante da Navagio Beach: uma prainha escondida

Pegamos um pequeno barco a 15 euros para acessar a Navagio Beach. Rapidamente avistamos as falésias que cercam a famosa praia. É um lugar encantado! Descemos na praia de areias brancas e mar quente e curtimos 1 hora por lá. Eu ouvi dizer que se você quiser aproveitar mais tempo, é possível pedir ao barqueiro para voltar em outro barco, mas não tenho certeza dessa informação. Depois fizemos uma segunda parada numa outra praia próxima, tão paradisíaca quanto a Navagio, só que sem o navio e sem o excesso de turistas. Essa segunda parada numa praia próxima também vale muito a pena.

Mirante da Navagio Beach: estou encantada!

Mirante da Navagio Beach: imensidão azul

Em seguida fomos para as Blue Caves. É uma parte bem interessante do passeio, pois o barco entra em cavernas, onde podemos saltar para mergulhar, e a luz que vem de fora “acende” o azul do mar visto de dentro das cavernas.

Mirante da Navagio Beach: admirada

Naufrágio visto de cima

Após retornar ao estacionamento, pegamos o carro e fomos conhecer o famoso mirante para a Navagio Beach, na região de Volimes. Voltando para a rodovia principal e seguindo sentido norte até o mirante são 14 km. Há um mirante oficial com uma espécie de plataforma. Porém, a vista dele não é muito boa. Para se ter aquela vista perfeita, você precisa ir se distanciando para a direita, para os mirantes “não oficiais”. Tome cuidado nas pedras, mas conforme caminha terá as mais incríveis vistas do alto da Navagio Beach. É algo fantástico e que com certeza ficará para sempre no seu coração! Após muitas fotos dos mais diversos ângulos, curtimos um belíssimo por do sol de filme lá do mirante!

Mirante da Navagio Beach: até foto de casamento lá em cima

Mirante da Navagio Beach: esse casal com certeza é feliz

Mirante da Navagio Beach: conforme caminha você tem ângulos diferentes

Em meu segundo dia aproveitei para curtir outras praias que passamos no caminho do dia anterior. Primeiro fui a Porto Limnionas. Depois do dia anterior, confesso que não esperava tanto das outras praias. Porém, o local é super lindo e agradável, é um braço de mar cercado por pedras (não tem areia), um ótimo local para nadar.

Mirante da Navagio Beach: sol baixando

Mirante da Navagio Beach: um belo local para ver o por do sol

Mirante da Navagio Beach: belíssimo por do sol

Depois segui para Marathia, onde havia alguns pontos para nadar perto das pedras e parei para almoçar num restaurante local. Aqui, aproveito para ressaltar que todas as refeições que fiz na Grécia no geral foram na faixa de 10 euros incluindo a bebida.

Casal admirado com o por do sol visto do mirante da Navagio Beach

Porto Limnionas

Porto Limnionas

Após almoçar fui conhecer a praia de Keri. Achei essa praia mais simples comparada com as outras. Quando visitei, não sabia que de lá saem os barcos a Marathonissi, a ilha em frente, esse sim um lugar que vale a pena. Mas fica como um motivo para voltar no futuro.

Curtindo o Porto Limnionas

Marathias

Marathias

Fui embora de Zakynthos realizada, mas ainda tinha a Kefalonia para visitar. E ressalto que considero sim a Navagio Beach a praia mais linda do mundo, inclusive muito à frente das praias da Tailândia. Fecho este relato com um site com um pequeno dicionário inglês-grego para se inteirar um pouco do idioma.

Praia de Keri

Praia de Keri