Quem nunca assistiu Zé Colmeia? Você sabia que a história se passa no Yellowstone National Park? O Yellowstone é uma unidade de conservação importantíssima nos Estados Unidos, localizado entre Montana, Wyomming e Idaho. Referência em conservação, foi o primeiro parque criado no planeta, em 1872, e é um dos mais lindos do país, com 8.983 km2.

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Entrada do parque

Por que visitar? O Yellowstone tem a maior concentração de gêiseres do mundo, sem contar lagos belíssimos e de muitas cores, cânions, cachoeiras, florestas e montanhas nevadas, além de uma fauna também super rica. É possível avistar ursos, bisões, alces, lobos e outros. Ele realmente é fascinante e diverso. Dá para se sentir em um filme!

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Nessa viagem, planejar tudo é muito importante! Visite o site oficial, lá existem mapas e informação atualizada sobre o parque. É preciso ficar pelo menos 4 dias para conhecer o mínimo do local, e pode-se combinar a visita com o Grand Teton National Park, que fica logo abaixo do Yellowstone. O Grand Teton National Park também é bem impressionante por suas paisagens, com lagos e montanhas nevadas e muitas flores. Ele, assim como o vizinho, tem várias entradas: norte (liga o Grand Teton ao Yellowstone), sul (liga a Jackson, em Wyomming) e leste (liga a Dubois, em Wyomming). Em um dia, pode-se seguir pela Loop Road, descendo por um lado e retornando pelo outro. Na entrada também pega-se um mapa e há o centro de visitantes para orientar a visita.

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The Grand Canyon of Yellowstone – Upper Falls

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Grand Canyon of Yellowstone – Upper Falls

Deve-se respeitar as regras do parque, principalmente quando houver animais presentes, pois eles vivem no parque e muitas vezes podem cruzar as rodovias, por isso é preciso dirigir devagar e com atenção. No inverno é praticamente impossível ir ao Yellowstone, a maior parte das entradas fecha por conta da neve. Ele possui 5 entradas, em geral abertas de maio a novembro. São elas: norte (por Gardiner, Montana), oeste (por West Yellowstone, Montana), sul (por Jackson, em Wyomming), leste (por Cody, em Wyomming) e nordeste (por Cooke City, em Montana). Veja as entradas e rotas no parque aqui, para organizar sua visita.

No site oficial pode-se ver mais sobre o período de abertura e fechamento das estradas que ligam o parque, bem como saber as tarifas de entrada. Paga-se por carro e o ingresso vale por 7 dias de passeio, podendo englobar a visita ao Grand Teton também (atualmente o valor é de $ 30 por carro só para o Yellowstone e $ 50 para visitar Yellowstone + Grand Teton).

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Grand Teton National Park

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Grand Teton National Park

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Grand Teton National Park

A hospedagem pode ser dentro do parque (veja e reserve no site da Xanterra) ou nas cidades próximas às entradas, como, por exemplo, West Yellowstone (entrada oeste, onde me hospedei) ou Jackson (entrada sul, abaixo do Grant Teton), que são super charmosas. Nelas você se sente em um filme de velho oeste! É importante pensar bem onde se hospedará, pois disso dependerá o quanto você vai dirigir por dia. Eu achei interessante me hospedar em West Yellowstone, que, por ser a entrada oeste, possibilitava um acesso rápido ao parque por sua parte central. Assim, as distâncias dirigidas por dia seriam menores do que se eu me hospedasse no norte do parque, por exemplo, e tivesse que descer o parque inteiro todos os dias para visitar outras regiões. Algumas pessoas também dividem os dias de hospedagem em diferentes regiões. Você pode visualizar isso no mapa.

Dá para acampar no parque também (nas áreas próprias para isso e mediante reserva no site da Xanterra), mas para isso é preciso retirar uma autorização pessoalmente 2 dias antes, o que pode ser mais complicado. Se for acampar, atente-se às regras principalmente de como armazenar alimentos, por causa dos animais (Você não quer acordar no meio da noite com um urso entrando na sua barraca atrás de barrinha de cereal e outros petiscos ne??).

Para chegar ao parque deve-se voar para um dos aeroportos locais em volta dele, como os das cidades de West Yellowstone (com aeroporto a 54 km do parque), Jackson Hole (com aeroporto a 142 km do parque), Cody (com aeroporto a 192 km do parque), Bozeman (com aeroporto a 196 km do parque, o que escolhi), Billings (com aeroporto a 367 km do parque) ou Idaho Falls (com aeroporto a 224 km do parque). Para cada um deles será possível pegar voos internos das grandes cidades dos EUA com as companhias aéreas locais em determinado dia da semana, e os preços variam bastante para cada aeroporto. O ideal é pesquisar a entrada por todos eles para escolher um voo a partir da cidade dos EUA em que estiver. Como os aeroportos ficam distantes do parque, o interessante é alugar um carro, que servirá também para circular durante a visita. Existem também ônibus, durante o verão, que circulam por dentro do parque, mas os trajetos são mais restritos, por isso o carro continua sendo a melhor opção.

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Prismatic Pool na área Old Faithfull

A visita pode ser organizada nas seguintes áreas, no máximo uma em cada dia:

(1) Old Faithfull

(2) Yellowstone Lake e West Thumb

(3) The Grand Canyon of Yellowstone e Mammoth Springs

(4) Grand Teton

Isso para uma visita corrida e intensa, porém muito satisfatória e passando por todos os lugares, mas dirigindo o dia todo, parando de ponto em ponto e caminhando pelas pequenas trilhas. Para aproveitar mais e ir mais devagar, sugiro mais tempo no parque. Dá para se guiar pelos mapas entregues na portaria. A parte de baixo é o Lower Loop Tour, e a de cima, o Upper Loop Tour, pois seria como se a estrada formasse o desenho de um 8 (com o Grand Teton abaixo dele). Então o interessante é se organizar pelos Loops, como mencionei antes, para separar o que visitar em cada dia, pois os trajetos são longos e é preferível sair do parque antes de anoitecer se não for se hospedar nele.

No parque todo há centros de visitantes onde é possível pegar informações e sugestões sobre a visita, além de carimbos decorativos de cada Visitor Center dentro do local. Há uma espécie de passaporte de passeios nos Estados Unidos no qual as atrações do país são mostradas e pode-se carimbar cada local que visita, você pode comprá-lo nesses centros de visitantes. A estrutura do parque é muito boa e organizada para o turista.

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Old Faithfull

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Yellowstone Lake

O Old Faithfull (1) é um dos gêiseres mais esperados, mas há muita atividade geológica concentrada num lugar só. Porém, não é necessário se preocupar, pois a última explosão vulcânica foi há cerca de 640 mil anos, além de ser um dos locais com atividade geológica mais monitorada no mundo!

O Grand Prismatic Spring está em fotos intrigantes, um dos lugares mais belos e raros do mundo. Nessa região, pode-se ver esse gêiser em erupção (expelindo somente água quente) a cada mais ou menos 90 minutos, lançando um jato de cerca de 30 m. Tem até um relógio no centro de visitantes da região mostrando quando vai ser a próxima erupção! No mesmo dia do Old Faithfull dá para visitar outras “piscinas quentes”, como a famosa Grand Prismatic Spring, a Blacksand Basin, a Biscuit Basin, a Midway Geyser Basin, dentre outros lagos ferventes e coloridos! Pode-se caminhar pelas trilhas demarcadas em volta deles (todas com tablados e placas explicativas) e também ter uma vista do alto da Grand Prismatic Pool (foto que abre este post), a mais colorida das “piscinas”. Esta última trilha é curta também, mas fica meio escondida, é preciso sair da base da Grand Prismatic Pool, contornando pela estrada até encontrar essa pequena trilha que segue por trás dela.

O Yellowstone Lake (2) é o lago de maior altitude dos EUA, e tem cerca de 32 km de comprimento por 22 km de largura. O West Thumb é uma parte desse lago.

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Yellowstone Lake

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Yellowstone Lake

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Yellowstone Lake

O visual do Grand Canyon of Yellowstone (3) é de cair o queixo, bem como de suas belíssimas cachoeiras! As Lower Falls e as Upper Falls são impressionantes, há vários mirantes no caminho onde se pode avistar a deslumbrante paisagem. Já a parte das Mammoth Springs é outra região de atividade vulcânica, que moldou as formações rochosas de forma bem curiosa. Eu coloquei alguns vídeos mostrando essa parte, não dá para sentir o “ótimo” cheiro de enxofre, mas você pode ver o que parece a boca do inferno! Uma amostra aqui, mais uma e mais outra.

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The Grand Canyon of Yellowstone

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Mammoth Springs

Com certeza essa viagem será uma das mais inesquecíveis da vida! O Yellowstone National Park é realmente impressionante, valendo cada segundo de passeio! É um dos lugares do mundo que acho que todos devem ir alguma vez!

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Grand Prismatic Pool

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Grand Teton National Park

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Grand Teton National Park

Talvez pareça um lugar presente só em nossos sonhos, ou esteja somente em algum filme ou seriado, ou quem sabe tenhamos recebido essa imagem em um arquivo de PowerPoint algum dia. Porém, esse lugar existe, e é possível realizar o sonho de caminhar por ele e apreciar essa deslumbrante paisagem. E sim, vai ser inesquecível!

Esse lugar se chama Preikestolen (ou rocha do púlpito), e é uma formação rochosa que fica sobre o fiorde norueguês Lysefjorden, próximo à cidade de Stavanger. O topo, a uma altura de 604 metros e com 25 m2, é quase plano, parece recortado à mão, e causa vertigem nos que chegam perto da borda. O acesso é por uma trilha de 3,8 km de ida, com duração de cerca de 2 horas. É importante ressaltar que esse passeio só pode ser feito no verão, ou pelo menos a partir de maio. Nos meses de inverno a trilha fica coberta de neve e o terreno fica bastante inseguro.

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Início da trilha

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Mapa detalhado

Stavanger tem um aeroporto com voos chegando de várias cidades não só da Noruega e países escandinavos, mas também da Europa. É possível também ir de trem a partir de Oslo. Stavanger tem diversas opções de hospedagem e muitos restaurantes, bares e lojas. A cidade é cheia de belos exemplos da arquitetura norueguesa, e um passeio no centro histórico e na região do porto é uma das maneiras de conhecer o local. Há alguns museus, como o Museu do Petróleo, e também a famosa praia Solastranden.

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Cidade de Stavanger

Mas vamos ao que interessa: como chegar ao Preikestolen. Primeiro, é preciso pegar uma balsa de Stavanger a Tau. Há muitos horários, mas é interessante ir bem cedo, e pode-se comprar a passagem na hora. De qualquer forma, o site para consulta de horários é este. São mais ou menos 40 minutos de travessia de balsa. Bem na saída da balsa, haverá ônibus esperando, com horários casados com o horário da balsa, tanto na ida quanto na volta. O ônibus deixa os turistas bem no início da trilha. Informe-se sobre os horários da volta ao deixar o transporte.

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Ponto onde param os ônibus e início da trilha para o Preikestolen

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Alguns trechos da trilha ficam mais íngremes e acidentados

Não é necessário contratar guia para a trilha. Ela é bem sinalizada, há muitas placas indicando o caminho, algumas setas em forma de T pintadas nas pedras e sempre outras pessoas fazendo o passeio. A trilha tem nível médio de dificuldade, portanto, os 3,8 km são percorridos de acordo com o nível de condicionamento do caminhante. Ela começa suave, mas o grau de dificuldade aumenta por ter trechos com pedras pelo caminho e muitas subidas. Não é necessário ser nenhum especialista em trilhas, mas ter um mínimo de condicionamento e/ou uma grande vontade de conhecer o local já bastam.

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Uma das paisagens vistas da trilha

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No Preikestolen

Porém, só o visual do caminho para o Preikestolen já compensa. As paisagens, mirantes, lagoas e flora da região são deslumbrantes. Lembre-se de estar com um bom tênis para caminhada, roupas confortáveis, um casaco para o frio característico do local, alimentos leves e boa quantidade de água. A volta tem mais ou menos o mesmo tempo da ida.

Chegando ao topo, o que se vê quase não pode ser descrito em palavras. É excelente para tirar fotos e apreciar por um bom tempo, e a sensação de realização diante da beleza natural é enorme.

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Lago congelado visto da trilha

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Preikestolen lá embaixo

Além do Preikestolen, há outras trilhas na região, mas nem sempre de fácil acesso sem alugar um carro. Por exemplo, o Kjerag, com a famosa Kjeragbolten, uma grande pedra encaixada em uma fenda formada por dois rochedos. Já em Stavanger há alguns passeios de barco bem agradáveis, que levam por baixo do Preikestolen. O barco passa pelos fiordes e também pelas belíssimas cascatas formadas pelo degelo. Prepare-se para o frio quando estiver na parte externa do barco.

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Vista do Preikestolen

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Preikestolen

Há diversos outros passeios e trilhas na região, mas o principal é o Preikestolen, que vale a pena por si só, mas também pelo conjunto da beleza da trilha, de estar na agradável cidade de Stavanger e visitar os pequenos locais da cidade nórdica.

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Passeio de barco entre os fiordes

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Rota que o barco faz

Pensa num daqueles lugares charmosos dos quais sempre vai sentir saudades! Presente em várias listas de praias mais lindas do mundo, a famosa Jeri, como apelidada carinhosamente, é um lugar de belezas diversas. A 300 km de Fortaleza, esse parque nacional abriga praias, lagoas, mangue, dunas e formações rochosas esculpidas pela água do mar.

Após 6 horas de viagem de ônibus, oferecida pela empresa Fretcar, chega-se à charmosa e rústica vila de Jeri. O percurso é feito parte pelo ônibus rodoviário e parte pela jardineira, uma espécie de caminhonete, a partir de Jijoca. Isso porque veículos particulares não circulam pela região por conta de atoleiros e percursos em areia fofa.

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Lagoa do Paraíso

Por incrível que pareça, a energia elétrica chegou em Jeri há quase 20 anos só (1998) e, embora haja diversas pousadas e hostels confortáveis, a vila ainda conserva suas ruas de areia em meio a lojas e charmosos restaurantes, muitos com o próprio chão de areia. Lá você circula a pé e há muitos bares e restaurantes oferecendo música ao vivo e cocktails a luz de velas. Para atender aos baladeiros, a famosa padaria Santo Antônio garante o lanche da madrugada, abrindo às 2h da manhã!

Jericoacoara é dona de alguns pores do sol mais famosos do país. Quem gosta de caminhar pode alcançar um dos símbolos da região, a Pedra Furada, em cerca de 20 minutos. Passando por uma belíssima encosta o percurso garante ótimas fotos. A rocha esculpida pelo mar tem o por do sol encaixado nela entre junho e agosto, embora a estação com menos chuvas seja no verão. Quem não quiser caminhar pode alcançar o local de bugue ou cavalo.

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Pedra Furada

Outro cenário famoso é o das Dunas do Por do Sol. Esse astro praticamente dá um show se pondo no mar durante todo o ano, criando um espetáculo de cores aplaudido em todos os idiomas dos frequentadores. Após os tons coloridos geralmente a atenção se direciona para a roda dos capoeiristas, que fazem acrobacias diante do cenário rosa e laranja do céu.

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Por do sol na Pedra Furada

Um passeio divertidíssimo e que também leva a outras paisagens maravilhosas é andar de bugue. São passeios de dia inteiro que levam às famosas lagoas e percorrem as dunas, e o turista sempre pode dizer que quer “com emoção!”. Passando pela curiosa árvore da preguiça, o caminho leva às lagoas Azul e do Paraíso. Lá está uma das melhores invenções de Jeri: as redes dentro d’água. É impossível não relaxar e tirar belas fotos deitado nas redes das lagoas cristalinas. Na lagoa do Paraíso há também passeios de barco, que compõem o cenário de águas esverdeadas.

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Descendo as dunas em um bugue

Outra opção de passeio de bugue é o que leva para Tatajuba. Nele, após atravessar o rio Guriú de balsa, é possível conhecer a curiosa região do manguezal, com árvores de enormes raízes. Nesse passeio há algumas paradas para conhecer o artesanato e a cultura local. Depois, percorre-se as enormes dunas do Funil com o bugue trazendo novamente a “emoção” pedida, finalizando com o clássico skibunda, descendo a duna em uma prancha. Dá para subir a duna de volta de quadriciclo. Ao final você pode relaxar na lagoa da Torta. Eu desencorajo o turismo que explora os cavalos marinhos na região.

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Lagoa do Paraíso

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Manguezal

As praias próximas à vila em Jeri são ótimas para relaxar, com vários restaurantes com espreguiçadeiras. E se você for adepto de aventura, aproveite que os ventos da região favorecem a prática de esportes como kitesurf, windsurf e surf, além de stand up paddle quando a maré estiver baixa. Todos podem alugar o equipamento e pagar instrutores locais.

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No caminho para a Pedra Furada

Jericoacoara é inesquecível e vencer o trajeto até ela vale cada segundo. Quem for sempre terá saudades do sol se pondo, das redes e lagoas e do charmoso clima da cidade, de andar descalço e de chinelo o tempo todo e de comer pratos variados observando as estrelas.

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Por do sol visto das dunas

Ushuaia, mais conhecida como fim do mundo, é a cidade mais austral do planeta, com pouco mais de 100 anos (1884). A conhecida “Tierra del Fuego” fica localizada junto ao canal Beagle, assim chamada por causa dos povos nômades que faziam suas fogueiras devido ao frio intenso, que eram avistadas por navios estrangeiros. Foi construída em função de um presídio da região, hoje desativado e funcionando como um curioso museu que vale a visita!

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Orla de Ushuaia

Ao chegar no aeroporto, mesmo no verão, vê-se a neve no alto das montanhas, uma visão que já mostra o que vem pela frente. Prepare-se, pois saindo do aeroporto já é possível sentir o ar gelado dessa bela região patagônica, que tem uma média de 10 graus no verão. No inverno a cidade funciona como estação de esqui. Porém, o verão também é fascinante com as geleiras, pinguins, mamíferos marinhos e árvores retorcidas.

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Orla de Ushuaia

O aeroporto fica a 15 minutos de táxi da cidade, onde estão localizados hotéis e hostels, restaurantes, lojas de chocolate e de artesanato. Na bela cidade com casas de madeira típicas e com montanhas nevadas da cordilheira ao fundo pode-se fazer tudo a pé. Todos os passeios podem ser agendados com sua hospedagem. A charmosa cidade chama para um passeio por suas ruas e pela orla, junto aos numerosos barcos e gaivotas. É também dessa região que saem os navios para a Antártida.

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Cais na orla

Na orla você pode escolher uma agência para fazer o imperdível passeio de barco pelo canal Beagle. Este pode ser um passeio de meio período, e nele você passará por diversas ilhas com numerosas e exóticas aves marinhas, além de muitos leões marinhos. Algumas agências têm uma parte do passeio que se caminha por terra, outras são só no barco. Portanto, o ideal é perguntar em sua hospedagem qual delas oferece essa oportunidade. A paisagem incrível fica completa quando avista-se o farol do fim do mundo, imagem que abre este post, um dos cartões-postais de Ushuaia.

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Leões marinhos no canal Beagle

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Leões marinhos no canal Beagle

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Parada no passeio de barco

Outro passeio espetacular é o Parque Nacional da Terra do Fogo. O parque tem muitas trilhas interessantes para quem gosta de caminhar, além de uma paisagem estonteante. A vegetação é bem diversa, e as trilhas são bem demarcadas. Logo na entrada do parque pega-se um mapa com todas as trilhas, e o ônibus determina um ponto de encontro e horário no fim da tarde. A trilha costeira é ótima para começar a manhã, com 8 km, mas com um percurso muito tranquilo que não exige muito do caminhante. Depois há várias outras lindas trilhas, como as que passam pelas Lagunas Negra e Verde, pelas castoreiras e pela belíssima Bahia Lapataia.

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Trilha no Parque Nacional da Terra do Fogo

Em Ushuaia há muitas castoreiras. Os castores foram trazidos do Canadá com o objetivo de produzir peles de animal, mas como a região não tem o frio tão intenso como o do local de origem deles, sua pele não engrossava tanto e, por isso, não serviram para o propósito original. Soltos na mata, viraram praga e começaram a construir as castoreiras que com certeza verá em seus passeios, derrubando árvores para represar rios e lagos.

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Castoreira

Outro passeio imperdível é o de veículo 4×4 que leva aos lagos Fagnano e Escondido, que dura o dia inteiro e passa em belíssimos mirantes para os lagos. No caminho há a parada no criadouro dos cães Huskies, que no inverno puxam trenós na neve. Em geral, o guia faz o almoço próximo às margens do lago, e é possível passear de canoa canadense. Se tiver sorte pode até mesmo avistar raposas selvagens.

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Os lindos huskies no passeio de 4×4

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Lago Fagnano

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Raposa selvagem vista perto do lago Fagnano

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Passeio de barco no dia do 4×4

Dentro da cidade pode-se pegar um táxi para o Glaciar Martial. Lá há um teleférico para subir até uma altura considerável e, provavelmente, mesmo no verão, você conseguirá caminhar e desfrutar de toda a experiência de brincar com a neve. Caso não pegue o teleférico, são somente 15 minutos acima caminhando. Muita gente aproveita para fazer as inúmeras trilhas na neve do local. Na base há um dos simpáticos cafés e loja de chocolates de Ushuaia. Desse ponto avista-se toda a cidade e o canal Beagle.

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Glaciar Martial

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Glaciar Martial

Se for entre os meses de dezembro e janeiro há mais uma opção: a pinguineira! Reserve logo o passeio quando chegar na cidade, pois são poucas vagas saindo do cais de Ushuaia (aliás, reserve todos os passeios assim que chegar, assim você garante a viagem!). Lá você vai de van até o local onde pegará o barco para a pinguineira. No caminho a van para num ponto muito curioso: as árvores são extremamente tortas para um lado, em função do vento. Após a parada e o trajeto de barco, chega-se à ilha dos pinguins. Há várias espécies, embora algumas tenham maior predomínio. Se tiver sorte pode avistar até mesmo pinguins imperadores! Nesse passeio interessantíssimo é possível ficar a poucos metros dos pinguins, além de ser também outra paisagem belíssima.

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Árvores distorcidas pelo vento

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Pinguim Imperador

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Passeando na Pinguineira

Esses são os principais passeios da charmosa cidade de Ushuaia, que com certeza te cativará! Não se esqueça que no posto de serviço de atendimento ao turista há um carimbo da cidade para o seu passaporte! Além dos lugares que citei, há outras atividades em Ushuaia, pois há outros lagos e também o passeio do trem do fim do mundo.

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Caminhando na pinguineira

A Ilha de Páscoa, ou Rapa Nui, está localizada a 3500 km da costa chilena. Foi descoberta em 1722 e depois anexada ao Chile. Há diversas lendas acerca do local e dos povos que lá viveram. Dizem que civilizações de origem polinésia aportaram por volta do ano 1000, e com elas trouxeram inúmeras crenças, o que gerou lendas e mistérios. Um dos mais intrigantes é a presença dos moais, enormes estátuas construídas a partir de rochas vulcânicas. Há mais de 600 moais espalhados por toda a ilha, e cada um tem de 1 a 10 metros de altura. Infelizmente a cultura desse povo praticamente desapareceu, restando somente lendas e crendices.

A ilha possui 4 vulcões, parte de uma cadeia rochosa com cerca de 3 milhões de anos. As explosões vulcânicas da época geraram a ilha, e é possível visitar alguns dos belíssimos vulcões, como Rano Kau e Rano Raraku.

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Vulcão Rano Kau

A maneira mais fácil de chegar na Ilha de Páscoa é a partir de um voo de Santiago, feito pela Lan, com duração de 5,5 horas. Ao chegar no aeroporto é interessante comprar o ingresso do Parque Nacional Rapa Nui, que fica ANTES da área de desembarque. Ele é vendido em outros pontos da ilha, mas esse é o que vai otimizar mais tempo, já que vai passar pelo aeroporto de qualquer forma e vai precisar do ingresso. Ele dá acesso a todas as regiões da ilha, e custa CLP$ 30.000,00 (pesos chilenos).

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Estrada que circula a ilha

A Ilha de Páscoa tem 22 km de extensão, o que possibilita percorrê-la de diversas maneiras, como carro ou scooter alugado, taxi, excursões, a cavalo, bicicleta ou a pé. Tudo isso a partir de Hanga Roa, o trecho da ilha que oferece casas, hotéis, pousadas, albergues, campings, restaurantes e venda de artesanato. Há também algumas operadoras que oferecem mergulho com cilindro e snorkeling (há alguns moais no fundo do mar colocados especialmente para os mergulhadores. Apesar de serem mais cenográficos acho que é bem bonito). Os veículos alugados não possuem seguro, e não é necessário ter carteira de motorista internacional.

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Uma das encostas da ilha

Para ir ao vulcão Rano Kau é possível ir de carro ou seguir por trilha, opção que eu escolhi. A trilha é bem demarcada e de nível médio de dificuldade por ser uma subida com 1 a 2 horas de duração a partir de Hanga Roa, contando o tempo de fotografar e descansar. Porém, o visual compensa muito com a vista do oceano sem fim e de Hanga Roa. O vulcão tem beleza ímpar. Seguindo acima há as ruínas da civilização Orongo, com centro de visitantes (não se esqueça de levar o ingresso comprado no aeroporto).

Nesse dia, cheguei em um voo na hora do almoço e deu tempo de ir para minhas acomodações, fazer essa caminhada até o vulcão Rano Kau, parando no caminho para ver alguns penhascos e o mar, visitar Orongo e, na volta para Hanga Roa, ver o sol se pondo atrás dos 5 moais já na cidade. Esse por do sol é mágico e inesquecível, e se fizer no primeiro dia, como eu fiz, será seu primeiro contato com os moais.

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Os 15 moais.

Para o segundo dia sugiro dar a volta na ilha parando em cada atrativo, e uma boa opção é alugar um carro, podendo assim parar nos pontos que bem entender por quanto tempo desejar. Também dá para pegar um tour com uma agência (assim é possível saber a história e curiosidades de cada ponto de parada) e tem aqueles que preferem fazer trechos de bike (não se esqueça dos 22 km só de ida caso queira dar a volta nela toda).

A volta com carro alugado é muito fácil, a estrada circular principal é toda pavimentada e estava em excelente estado quando fui. Por toda a ilha há paradas para ver paisagens maravilhosas e moais, o que é bem explicado em mapas distribuídos em Hanga Roa. Pegue seu mapa e vá seguindo todas as indicações de onde estão os moais, parando em cada um. Há um ponto onde estão os 15 moais, local belíssimo em qualquer horário. Algumas pessoas vão lá para ver o nascer do sol atrás dos moais, de acordo com a época do ano. Eu fiz esse dia todo de passeio com carro alugado, e como o aluguel é por 24h, acordei 5h da manhã no dia seguinte e segui para esse local para ver o sol nascer, mas tem excursões para isso também. É a foto que abre este post!

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Vista dos 15 moais a partir da fábrica de moais

Nesse dia de passeio de volta à ilha, outra parada obrigatória é o vulcão Rano Raraku, onde está o vulcão e a famosa fábrica de moais. É lá que a antiga civilização construía os moais, retirando desse vulcão a matéria-prima e, por isso, é uma região de grande concentração deles. Não se esqueça de seu ingresso, e lá segue-se por uma trilha para ver os enormes moais e o vulcão.

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Na fábrica de moais

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Por do sol atrás dos 5 moais.

Nessa volta na ilha, lembre-se de levar roupa de banho. Isso porque apesar de ser rodeada por encostas rochosas não tão boas para banhar-se no mar, a ilha possui 2 belíssimas praias de águas azuis claras: Anakena e Ovahe. A primeira é mais cheia de turistas, e a segunda, mais isolada, uma joia do mar. Nesta observa-se a coloração rosada na areia, produto de rochas vulcânicas.

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Praia Anakena

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Praia Ovahe, minha preferida!

Há diversos outros pontos de ruínas, moais e desenhos que podem ser localizados pelo mapa da ilha. Então lembre-se de que esse é um dia cheio de atividades e é preciso acordar bem cedo para aproveitar tudo!

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Vulcão Rano Raraku.

Outra ideia interessante é contratar um passeio de cavalo para visitar a parte central da ilha, perto do vulcão Terevaka, que seria a mais elevada e com a melhor vista, e também as cavernas. Estas provavelmente são resultado vulcânico também, e após poucos metros, de forma surpreendente e única, elas se abrem na forma de janelões para o Pacífico.

Eu por acaso peguei um táxi para o início da trilha para fazer a pé só o vulcão, sem saber das cavernas, e encontrei uma excursão com cavalos já no alto da montanha. Assim me juntei ao grupo e fiz o passeio, mas o mais garantido seria contratar previamente na cidade. Foi inesquecível a cavalgada, as paisagens vistas desse ponto são belíssimas, e nesse dia mais uma vez vê-se que a Ilha de Páscoa não é feita só de Moais! As cavernas são pequenas, não é preciso andar muito dentro delas para encontrar essas maravilhosas aberturas para o mar. Eu imagino que sem um guia seja difícil encontrá-las.

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Vista da parte central da ilha perto do vulcão Terevaka

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Uma das cavernas que se abre pro mar

À noite pode-se passear por restaurantes e bares, além de ver um show de música e danças típicas, é muito contagiante. Se quiserem ver, aqui tem um vídeo que fiz de uma parte desse show. Há um centro de apoio ao turista que orienta sobre os diversos shows. No correio local dá para carimbar o passaporte e ter mais uma recordação. Outro lugar interessante para visitar é o museu local, que conta melhor sobre os moais e as lendas. Para ter uma ideia e planejar melhor sua viagem antes de ir, sugiro olhar alguns mapas para ver as regiões da ilha, como o mapa após o vídeo.

CLIQUE PARA AUMENTAR. Mapa da Ilha de Páscoa. Fonte: https://www.suasnews.com/2012/12/easter-island-mapped-by-uas/

Pense em muitas, muitas cachoeiras! Localizada no sul de Minas Gerais, divisa com a cidade paulista de Socorro, Bueno Brandão é uma daquelas joias que mistura tranquilidade e beleza. Próxima do circuito das águas, a cerca de 166 km de São Paulo, a cidade tem 33 cachoeiras, muitas bem fáceis de chegar. É um roteiro ótimo para um fim de semana.

O ideal é ir de carro, já que as cachoeiras não ficam tão próximas umas das outras. O acesso à cidade está pavimentado, mas o caminho para a maioria das cachoeiras é por estradas de terra. Há aqueles também que aderem ao ciclismo para chegar às cachoeiras, pois a maior parte das estradas é bem batida. Dica prática: sempre pedir informação sobre como chegar nas cachoeiras aos moradores, que são muito simpáticos, pois salvo algumas placas, nem sempre os caminhos estão indicados.

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Cachoeira do Félix

As principais cachoeiras são: Félix, Machado I e II, dos Luís e Santa Rita (vale dos Avestruzes), dentre outras. A maioria tem trilhas bem curtas, estaciona-se muito próximo da queda e tem infraestrutura mínima. Para isso é cobrado entre 5 e 10 reais para entrar em cada uma. A cachoeira do Félix tem um bom volume para banho, cerca de 40 m e fica a 7 km de Bueno Brandão. Ela é rasa e forma uma pequena praia. Já Machado I tem uma queda bem forte, por isso o melhor banho dela está na parte de cima: saindo da cachoeira, sobe-se uma pequena trilha na lateral esquerda dela, e na parte de cima há um poço excelente para banho, além de um lindo visual da serra. Dica: peça o geladinho, fabricado pela dona do local.

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Cachoeira Machado I

Do outro lado da cidade encontra-se a cachoeira dos Luís. O caminho é bem sinalizado, e é uma das que tem melhor infraestrutura, contando até com restaurante e hospedagem no local. Ela é impressionante pelo volume d’água, com sua bela queda dividida pela vegetação. Lá tem até uma tirolesa que passa por cima da cachoeira. O banho deve ser em pequenos poços na parte de baixo dela, já que o fluxo de água é realmente intenso. Fica a cerca de 15 km da cidade e tem aproximadamente 30 m.

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Cachoeira dos Luís

A cachoeira Santa Rita, também conhecida como Vale dos Avestruzes, fica próxima da cachoeira dos Luís. Conta com um poço raso e é bem fácil ir debaixo da queda.

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Cachoeira Santa Rita

Além das cachoeiras, em Bueno Brandão é possível ter aqueles pequenos prazeres de se estar em Minas Gerais, como apreciar a paisagem dos campos e comer pão de queijo e doce de leite tipicamente mineiros, tudo caseiro. Algumas sugestões são o restaurante Villa Bueno e o restaurante Zé Cumpadi, que ficam na praça central da cidade, em frente à imponente igreja.

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Igreja de Bueno Brandão

Uma grande surpresa da visita é a vinícola do Fidêncio (Uva e Vinho Fidêncio). Benedito Donizete Domingues faz vinhos, cachaças e licores artesanalmente e está sempre disposto a uma boa prosa. Há uma grande variedade de produtos, e um bônus do local é pedir a ele para visitar a plantação de uvas e principalmente a de amoras. A plantação de amoras realmente é inusitada, e degustar amoras, uvas e vinhos é um prazer inigualável.

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Plantação de amoras na Vinícola Uva e Vinho Fidêncio

Outra figura cheia de histórias para contar é a Dona Beth, da Pousada e Camping Pé na Trilha. No meio de seus chalés charmosos, Dona Beth oferece um ótimo café da manhã e oferece: “quer um zoiudo?” (um ovo frito), enquanto se prova seus pães de queijo quentinhos.

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Café da manhã na pousada Pé na Trilha

Por tudo isso Bueno Brandão é um pedacinho para chamar de seu, apreciar as belíssimas paisagens dos campos, degustar os sabores de minas e descobrir e nadar em cachoeiras exuberantes.

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Visto em Bueno Brandão

A Pedra do Baú fica em São Bento do Sapucaí, a 172 km de São Paulo. Ela faz parte de um complexo com três formações rochosas: Pedra do Baú, Bauzinho e Ana Chata. Para acessá-la existem duas entradas, uma delas pelo Restaurante Pedra do Baú e outra pelo Bauzinho. Para ascender a Pedra do Baú, há 2 escadarias de ferro na rocha, a da face norte e a da face sul (que, no momento, está interditada), que levam para cima dos 340 m de altura em cerca de 40 minutos. Por uma trilha bem marcada de 30 minutos acessa-se a escadaria para iniciar a subida.

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Chegada à Pedra do Baú

Caso o visitante não tenha cadeirinha e mosquetão próprios, aconselho contratar agência para essa subida, para garantir sua própria segurança. Por menos medo que se tenha, há alguns momentos que podem causar vertigem, e além disso temos sempre que contar com imprevistos, como, por exemplo, presença de insetos e baixa da pressão. Existem diversas agências que atuam na região, uma delas é a Baú Ecoturismo, que oferece também outros passeios além da Pedra do Baú. O passeio com guia e equipamentos custa R$ 70,00 por pessoa. Eles dividem os visitantes em grupos de três a quatro pessoas por guia, prendendo todos ao equipamento e às cordas. A subida é impressionante pela beleza da paisagem, e do alto do pico avistam-se as serras de Minas Gerais e de São Paulo, a chamada Serra do Paiol. É essencial ir com roupas apropriadas e levar água e lanche de trilha, é uma subida nível médio.

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Escadinhas: não olhe para baixo!

Se o visitante quiser passar mais de um dia no local, pode se hospedar em São Bento do Sapucaí, em Campos do Jordão, ou em Santo Antônio do Pinhal. Uma ótima opção e um passeio mais light é avistar a Pedra do Baú a partir da Pedra do Bauzinho. O estacionamento é pago e até o Bauzinho são cerca de 10 a 15 minutos de caminhada leve. Nessa formação há um lindo mirante da Pedra do Baú. Outra opção de passeio na região é a caminhada até a Ana Chata, onde é possível fazer rapel. A época ideal para visitar a Pedra do Baú, o Bauzinho e a Ana Chata é de maio a setembro, considerando que são os meses menos chuvosos. Isso porque ir à montanha com chuva é sempre um risco, por causa da possibilidade de escorregar.

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Lá em cima da Pedra do Baú, olhando para o Bauzinho

Voltando desse circuito ecoturístico, é agradável visitar também a cidade de Campos do Jordão, com inúmeras opções de compras e restaurantes. Campos do Jordão é super charmosa, principalmente no outono e no inverno, pois as casas típicas entre as árvores dão um visual diferente nessas estações. A cidade tem muitas opções de roupas para frio à venda, além dos famosos chocolates e do tradicional Festival de Inverno de Campos do Jordão.

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Vista do vale

 

Este é meu primeiro post. Resolvi escrever este blog por conta de muitos amigos me perguntarem de minhas viagens, de como é num determinado lugar, de como ir lá da maneira que eu fui etc.

É um jeito de eu contar minhas experiências e eu poder ajudar quem quiser ir e fazer o mesmo ou pelo menos acrescentar algumas dicas úteis sobre cada destino.

Fico imensamente feliz em ajudar no que puder e contar minhas histórias e relatos!

E que venham os posts!